Santos 2 x 1 Ituano

Data: 06/02/2016, sábado, 11h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.501 pagantes
Renda: R$ 215.590,00
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa
Cartões amarelos: Elano e Lucas Lima (S); Luiz Felipe, Claudinho e Peri (I).
Cartão vermelho: Raul Prata (I).
Gols: Gustavo Henrique (47-1); Naylhor (37-2) e Ricardo Oliveira (52-2, de pênalti).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato (Vitor Bueno), Thiago Maia e Lucas Lima; Paulinho (Ronaldo Mendes), Gabriel (Elano) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

ITUANO
Diego Neto; Raul Prata, Naylhor, Luiz Felipe e Peri; Jonathan Lima, Welington Simião e Marcelinho (Fernando Viana); Claudinho, Ruan (Igor) e Edinho (Marcão).
Técnico: Tarcísio Pugliese



Com erro de arbitragem e pênalti aos 52 minutos, Santos bate Ituano na Vila

O forte calor e o cansaço atrapalharam o bom futebol na Vila Belmiro, mas com um erro da arbitragem, o Santos saiu vencedor em partida pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Gustavo Henrique abriu o placar para o Peixe ainda no primeiro tempo e, na segunda etapa, Marcão teve um gol anulado incorretamente e Naylhor fez o de empate da equipe de Itu. No final, aos 52 minutos, Raul Prata derrubou Ronaldo Mendes dentro da área e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Ricardo Oliveira converteu a penalidade para dar a segunda vitória do Alvinegro neste Paulistão, em partida realizada na “matinê” deste domingo, às 11h (de Brasília).

Além dos três pontos, o técnico Dorival Júnior teve mais um motivo especial para comemorar o resultado. O jogo marcou o centésimo do treinador à frente do Peixe, que pode comemorar sua 61ª vitória pelo clube. No Alvinegro, Dorival já conquistou um título da Copa do Brasil e um título Paulista, ambos em 2010.

Com o resultado, o Santos abriu vantagem na liderança do Grupo A e já não pode ser mais alcançado nesta rodada. O peixe chegou aos sete pontos, quatro a mais do que o segundo colocado Oeste, que recebe o Palmeiras nesta quarta-feira. A equipe de Itu, por sua vez, mantem-se com dois pontos ganhos, na quarta colocação do Grupo B.

O jogo

Apesar de estar jogando fora de casa, foi o Ituano quem teve a primeira chance de perigo. Claudinho, que era festejado pelos poucos torcedores visitantes na Vila Belmiro por estar completando seu 50º jogo, arriscou um bom chute de fora da área, mas a bola foi pela linha de fundo, próxima à trave, assustando o goleiro Vanderlei.

O Peixe respondeu dez minutos depois com um rápido contra-ataque, característico da equipe. Após um passe errado do Ituano na intermediária, Thiago Maia deu passe para Lucas Lima, que demonstrou muita visão de jogo para abrir a bola na esquerda com Ricardo Oliveira. O camisa 9 inverteu papéis com Gabriel e cruzou para o jovem dentro da área, mas Naylhor fez o corte no momento da finalização.

O Santos tentava pressionar, mas com o ituano fazendo uma boa marcação, o Alvinegro tinha dificuldade em assustar o gol de Diego Neto. Aos 25, foi em uma bela jogada ensaiada entre Lucas Lima e Victor Ferraz pela direita, que o Peixe teve outra boa chance. Já na linha de fundo, o lateral tocou para atrás, mas Gabriel finalizou mal e a bola subiu. Renato tentou aproveitar de cabeça, mas a zaga afastou.

Logo em seguida, o árbitro paralisou a partida por quatro minutos para que os jogadores pudessem se reidratar no forte calor de Santos. A pausa melhorou o futebol na Vila, apesar de o Peixe parecia não apenas ter dificuldades com a temperatura, como também com o cansaço pelo pouco descanso desde a partida de quarta-feira à noite, contra a Ponte Preta.

Se o Santos não conseguia balançar as redes com jogadas de criação, coube ao zagueiro Gustavo Henrique abrir o placar em lance de bola parada. Após cobrança de escanteio de Lucas Lima, o beque subiu mais que a defesa e mandou no canto esquerdo de Diego Neto, que ainda tocou na bola, mas sem conseguir evitar o gol do Peixe.

No segundo tempo, o Ituano dava mostras que complicaria o jogo do Santos. Logo aos seis minutos, Peri arriscou de fora da área e Vanderlei fez boa defesa. No entanto, foi o Santos quem teve as melhores chances antes de outra pausa para reidratação. Aos 12, Lucas Lima tocou para Victor Ferraz, que bateu cruzado e obrigou boa defesa de Diego Neto. Cinco minutos depois, foi a vez de Gabriel receber na esquerda, pedalar e bater cruzado para boa defesa do goleiro do Ituano.

Aos 33, o Ituano chegou ao empate, mas a arbitragem anulou o lance incorretamente. Após cobrança de falta de Peri, Simão desviou, a bola bateu em Marcão e entrou no cantinho de Vanderlei.

Menos de cinco minutos depois, a equipe de Itu colocou mais uma bola nas redes e, desta vez, a arbitragem não interferiu no lance. Novamente Peri cobrou bola parada e, após o escanteio, Naylhor apareceu sozinho na área e marcou de cabeça. Com isso, os dois tentos da partida foram marcados por zagueiros.

Aos 50 minutos, com o árbitro tendo assinalado seis de acréscimo devido a pausa para reidratação, Raul Prata fez pênalti claríssimo em Ronaldo Mendes dentro da área. Na cobrança, Ricardo Oliveira não titubeou e bateu no canto esquerdo, deslocando o goleiro Diego Neto e fazendo o gol salvador.

Bastidores – Santos TV:

Dorival admite pedido da diretoria, mas Ricardo Oliveira fala em horário “desumano”

O horário da partida entre Santos e Ituano neste domingo não parece ter agradado a ninguém. Durante a partida – vencida pelo Peixe por 2 a 1 com Ricardo Oliveira marcando o gol decisivo, de pênalti, aos 51 minutos – a arbitragem foi obrigada a parar o jogo em duas oportunidades para que os jogadores pudessem se reidratar em campo.

O forte calor das 11h claramente prejudicou o desempenho das equipes e o técnico Dorival Júnior, criticou a opção pelo horário. O treinador, no entanto, admitiu que a mudança – a partida ocorreria quarta-feira à noite – foi um pedido da diretoria santista.

“Nós teríamos o desfile de domingo pra segunda e a partida na quarta. A diretoria pediu a antecipação, mas não imaginávamos que o horário fosse esse (11h). Pedimos a antecipação em razão de um compromisso assumido (representação da cidade e do Santos no Carnaval carioca com a Grande Rio). Cai o espetáculo. Se tivesse o jogo dentro da normalidade, parte da tarde, recuperação seria um pouco melhor, temperatura mais amena, e situação melhor para desempenhar o futebol”, disse o treinador

Autor do gol da vitória, Ricardo Oliveira foi mais duro nas críticas e afirmou que é “desumano” atuar neste horário. “Acho que a partida se desenhou de forma difícil. Acabei de falar, mas desculpa, é desumano jogar nesse horário, não somos máquinas. O torcedor não entende isso, a gente corre, tenta fazer o melhor, não dá, é difícil, não temos escolha. O pessoal do poder manda e temos que acatar”, disse o camisa 9.

O atacante ainda pediu por uma mobilização nacional para que jogos neste horário não se repitam. “Acho que precisamos de mobilização nacional, falarmos que não dá para praticar. De repente, mudaria alguma coisa”, finalizou o centroavante.

Dorival agradece homenagem em 100º jogo e pede sequência no clube por títulos

As homenagens ao técnico começaram desde a entrada em campo. A diretoria santista convidou 100 pessoas (em referência ao número de jogos no comando do Peixe), entre sócios, conselheiros e até jogadores do clube, para recepcionar o treinador no gramado. Dorival também recebeu uma placa homenageando o feito.

O treinador falou sobre a marca alcançada, sem se esquecer dos resultados e profissionais envolvidos em sua primeira passagem pelo clube. “Agradeço (pela homenagem dos 100 jogos) pelo carinho e por todos que trabalharam comigo nas duas passagens. Santos tem riqueza humana e um ambiente muito bom para trabalhar. É um número que marca minha carreira. Fico satisfeito e vou trabalhar para merecer esta confiança”, disse o comandante.

Em 2010, Dorival Júnior foi campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista antes de deixar a equipe que venceria a Copa Libertadores da América em 2011. Agora, o treinador não pensa em deixar o cargo e pede por uma sequência para alcançar mais títulos no Alvinegro.

“É uma equipe que eu tenho tempo para desenvolver um trabalho. Em todas as equipes que eu tive tempo, atingimos os resultados. Alcance de títulos. Identificação é porque havíamos tido as duas conquistas em 2010, poderíamos ter tido uma sequência e foi interrompida daquela maneira. Jogamos uma nova final (Copa do Brasil, em 2015), eu me identifico muito com o trabalho do Santos”, afirmou o treinador.

Por fim, Dorival falou sobre a marca para sua carreira, sem se esquecer da sequência do trabalho no Santos, que o treinador avaliou como positiva. “Profissionalmente também é uma marca importantes, fico feliz com isso e espero que consigamos manter os bons resultados para dar sequência no trabalho. Espero poder retribuir a toda essa confiança com muito trabalho e que busquemos melhores situações que tivemos até esse momento, que já foram muito boas”, concluiu. No Santos, Dorival Júnior soma 61 vitórias,16 empates, 23 derrotas.

De saída para carnaval do Rio, Dorival atribui vitória á “heróis em campo”

Em partida que marcou o centésimo jogo de Dorival Júnior à frente do Peixe, o treinador fez questão de exaltar os “heróis” alvinegros em campo, que superaram o calor de quase 30°C em Santos e venceram o Ituano por 2 a 1. Agora, o treinador já sabe onde passará o restante do feriado de Carnaval e como será a comemoração pela marca alcançada.

“Uma equipe buscou o resultado a todo momento. Temos apenas 20 dias de preparação e os jogadores foram heróis campo. Até o último momento, estavam se entregando, se doando e correndo. Agora teremos um tempo maior de descanso e podemos recuperar os atletas”, disse o treinador.

Apesar do cansaço por terem atuado na quarta-feira à noite, em partida contra a Ponte Preta, e chego de madrugada em Santos, os atletas alvinegros deram seu máximo em campo e conseguiram bater o Ituano por 2 a 1, com o gol da vitória saindo apenas aos 51 minutos, em pênalti convertido por Ricardo Oliveira. O treinador agora está focado em aproveitar o feriado de Carnaval.

“Não sei se eu vou desfilar. Vou para ver. Gosto muito do Carnaval carioca. Sempre acompanhei desde garoto em Araraquara. Conhecia os enredos e as histórias. Sempre me identifiquei porque vejo muita riqueza no que se mostra pelas escolas. Acho bonito e me dá prazer. Vou poder ver de perto mais uma vez”, disse o treinador.

A cidade de Santos será homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Grande Rio e, no desfile, um dos carros terá como tema o futebol na cidade litorânea.

Ponte Preta 0 x 2 Santos

Data: 03/02/2016, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 7.004 pagantes
Renda: R$ 100.535,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Fausto Augusto Viana Moretti
Cartões amarelos: Eurico, Rhayner, Alexandro, Jeferson e Jonas (PP); Paulinho, Lucas Lima e Lucas Veríssimo (S).
Gols: Ricardo Oliveira (09-1) e Gabriel (37-1).

PONTE PRETA
João Carlos; Nino Paraíba, Tiago Alves, Ferron e Gilson (Jeferson); Eurico (Jonas), Elton, João Victor, Clayson (Rhayner) e Felipe Azevedo; Alexandro.
Técnico: Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Alison) e Lucas Lima; Paulinho (Patito Rodriguez), Gabriel (Vitor Bueno) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Santos vence a primeira no Paulista e acaba com tabu contra a Ponte

Com gols de Ricardo Oliveira e Gabriel, de pênalti, ainda no primeiro tempo, o Santos findou, na noite desta quarta-feira, o tabu de não vencer a Ponte Preta desde 2009 no estádio Moisés Lucarelli. Carrasca em 2015, quando conquistou duas vitórias e um empate diante do Peixe, o time de Campinas desta vez foi completamente dominado desde os primeiros minutos. Bem diferente da estreia, a equipe de Dorival Júnior conseguiu ditar o ritmo do jogo com toques rápidos e bastante velocidade no ataque, evitando os lançamentos que tanto irritaram o treinador santista no último sábado.

Com a vitória nesta 2ª do Campeonato Paulista, a primeira nesta temporada, o alvinegro praiano chega a 4 pontos e assume a liderança provisória no Grupo A, seguido por Oeste, Linense, São Bento e Botafogo-SP. Já a Ponte Preta fica em situação delicada depois de duas derrotas seguidas. A Macaca é apenas a lanterna no Grupo B, atrás de São Bernardo, Palmeiras, Ituano e Novorizontino.

O jogo

Dorival Júnior avisou que manteria o mesmo time da estreia santista, mas que buscaria uma nova, ou melhor, a velha maneira do time se comportar em campo. E foi exatamente isso que aconteceu nos primeiros 45 minutos de jogo.

A Ponte Preta até chegou a iniciar a partida tentando fazer aquela pressão tradicional do mandante do confronto. Aos 4 minutos, Felipe Azevedo obrigou Vanderlei a fazer bela defesa. Alexandro chegou a marcar no rebote, mas em completa posição de impedimento.

Daí para frente, só deu Santos. Confortável e com muito espaço para jogar, o Peixe encurralou a Macaca em diversos momentos. Assim, não demorou para abrir o placar. Depois de uma falha na cobertura defensiva da Ponte, Gabriel recebeu com liberdade pela esquerda e cruzou rasteiro para Ricardo Oliveira pegar de primeira na segunda trave. 1 a 0.

O time campineiro sentiu o gol e encontrava muita dificuldade em ultrapassar o meio de campo. Com a bola no chão desde os primeiros toques da zaga, a equipe de Dorival ditava o ritmo do jogo. Apenas aos 31 minutos, a Ponte chegou com certo perigo, mas Clayson isolou após receber passe de calcanhar de Nino Paraíba, dentro da área.

Cinco minutos depois, Lucas Lima caiu pela esquerda, trocando de posição com Gabriel e partiu para a jogada individual. Depois de duas lindas fintas, foi derrubado por Nino dentro da área. Pênalti. Na batida, Gabriel deslocou o goleiro e correu para o abraço. 2 a 0 Santos.

Antes do intervalo, cada time ainda teve uma oportunidade. Primeiro, Felipe Azevedo cabeceou uma bola no travessão depois de cobrança de falta. Na sequência, em contra-ataque veloz, Lucas Lima recebeu de Victor Ferraz e bateu cruzado, para fora, com perigo.

Vestiário sem água

Uma cena atípica e lamentável aconteceu no intervalo do jogo. O vestiário destinado aos visitantes no estádio Moisés Lucarelli estava sem água nos chuveiros e nas torneiras. Além disso, o ar condicionado do local não estava funcionando, tornando o calor insuportável. Desta forma, os jogadores e a comissão técnica do Santos tiveram passar todo o intervalo no campo, atrás de um dos gols.

Com o reinício do jogo, foi possível perceber desde os primeiros lances uma nova postura da Ponte Preta, já com duas alterações feitas pelo técnico Vinícius Eutrópio. Clayson saiu para a entrada de Rhayner e Eurico deu lugar à Jonas.

Aos oito minutos, Alexandro aproveitou cruzamento da direita e cabeceou cruzado. Vanderlei se esticou todo e salvou o Peixe. Um minuto depois, Ferron furou uma cabeçada dentro da área e desperdiçou grande oportunidade. Na sobra, João Victor isolou.

Em meio a pressão da Macaca, o Peixe por pouco não marcou mais um no contra-ataque. Ricardo Oliveira deixou Paulinho livre, dentro da área. O atacante, apagado no jogo até então, matou com a direita e arrematou de esquerda. A bola explodiu no travessão e o gol do reforço alvinegro não saiu.

Correndo contra o relógio, a Ponte Preta passou a pressionar mais na base da raça e apostou muito nas bolas aéreas. No entanto, a defesa santista soube segurar a pressão e controlou o resultado. Nos minutos finais, o nervosismo dos jogadores ponte-pretanos era evidente e o árbitro saiu distribuindo cartões. Ao todo, foram cinco advertências para a Ponte e três para atletas do Peixe.

Desta forma, o Santos conquistou sua primeira vitória no Paulistão e se reabilitou do empate com o São Bernardo na estreia da competição. Por outro lado, a Ponte Preta chega a sua segunda derrota seguida e já começa a temer pelo seu futuro no Estadual.

Dorival Junior vê Peixe consistente e mais maduro jogando fora de casa

Uma rodada após estrear com o pé esquerdo diante do São Bernardo, na Vila Belmiro, o Santos já se reabilitou com uma vitória convincente em cima da Ponte Preta, na noite desta quarta-feira. Além do placar de 2 a 0, todo construído na primeira etapa, Dorival Júnior comemorou a forma como o time se comportou, depois de admitir que não reconheceu o Peixe no último sábado, durante o empate com a equipe do ABC.

“Nós fizemos um jogo com muita consistência. Um primeiro tempo muito forte, criando várias oportunidades, predominando ao longo dos 45 minutos. No segundo tempo nós procuramos trabalhar um pouco mais a bola. Ainda há um desgaste grande, a recuperação ainda é muito curta de uma partida para a outra, mas acho que nós temos sempre que buscar uma melhora e foi isso que aconteceu”, analisou o treinador alvinegro.

Em campo, Dorival repetiu a escalação da equipe e mexeu apenas no posicionamento dos atletas, buscando repetir a formação que fez tanto sucesso ano passado. Apesar do Paulistão ter alcançado apenas sua 2ª rodada, Dorival se mostrou satisfeito com a evolução e já mira o confronto diante do Ituano, no fim de semana.

“De uma rodada para outra, foi um time um pouco mais desenvolto, mais solto. Vamos ver se conseguimos alcançar uma recuperação para o próximo jogo, no sábado de manhã. Um jogo muito complicado, muito difícil e com muito pouco tempo de recuperação. Eu espero que a equipe dê uma boa resposta, que continue se apresentando como foi hoje, porque será fundamental para que confirmemos ai um bom início”, afirmou.

A vitória desta quarta quebrou um tabu que já ia para o seu sétimo ano. O Santos, que tanto sofreu com a Ponte Preta em 2015, não vencia a Macaca em Campinas desde 2009. Porém, Dorival se mostrou feliz mesmo foi com o fato de seus jogadores terem se portado com autoridade como visitante, já que jogar fora de casa foi o grande obstáculo do Peixe na última temporada.

“Já é um passo maior. Uma mudança comportamental. Isso ai reflete bem neste início. Tivemos um jogo muito complicado no domingo e a equipe deu uma boa resposta alguns dias depois”, concluiu.

Santistas enaltecem vitória fora de casa: “Essa é a cara do Santos”

A temporada de 2015 já faz parte do passado e o Santos já vive um novo desafio em 2016. Mesmo assim, as maiores falhas da equipe no último ano ainda estão bem vivas na cabeça do elenco alvinegro, que pouco sofreu alteração. Vencer a Ponte Preta nesta quarta, em Campinas, tem um significado muito maior para os atletas do que simplesmente os três pontos nesta 2ª rodada de Campeonato Paulista.

“Conseguimos colocar nosso ritmo de jogo, que a gente vinha devendo, principalmente ano passado. Sabemos que ainda não tem nada ganho, mas, time que quer ser campeão tem que ganhar dentro e fora de casa. Está ai a cara do Santos fora de casa”, avisou Lucas Lima, em entrevista à Espn.

Diferente da estreia, no último sábado, Lucas Lima teve uma atuação destacada na vitória por 2 a 0 em cima da Macaca. O meia participou da maioria das jogadas de ataque e ainda sofreu o pênalti que resultou no gol de Gabriel.

“Nós três (Ele, Ricardo Oliveira e Gabriel) e o Paulinho também. Acho que teve muita movimentação de nós quatro ali da frente. Acho que é o que a gente ficou devendo no primeiro jogo. Essa mobilidade é muito importante para o nosso time e é assim que a gente consegue os espaços para fazer as jogadas”, explicou.

Gabriel, inclusive, fez questão de minimizar a atuação abaixo das expectativas diante do São Bernardo na Vila e preferiu ressaltar a evolução que a equipe já mostrou em menos de uma semana.

“Não digo apagar. Acho que normal a estreia ser um pouco diferente do que a gente imaginava. Acho que nosso time criou poucas chances, mas conseguimos o empate. Acho que nosso time melhorou bastante, veio mais compacto, mais junto e conseguimos fazer os gols”, analisou, com o moral de quem já marcou dois gols e deu uma assistência em apenas duas partidas até aqui, sem contar com seu gol marcado no amistoso diante do Bahia, na pré-temporada.

“Graças a Deus, (é importante) não só para mim como para todo o elenco. Acho que o importante é citar o coletivo e não o individual”, disse o camisa 10 do Peixe.

Santos põe a bola no chão e anima Dorival Junior: “não desaprendeu”

As broncas, os berros e as conversas de Dorival Júnior com o elenco santista no CT Rei Pelé deram resultado nesta quarta. Inquieto após o empate com o São Bernardo na estreia do time no Campeonato Paulista por não reconhecer a forma como seus jogadores se comportaram em campo, o técnico transpareceu o ar de satisfação com a melhora apresentada durante a vitória por 2 a 0 em cima da Ponte Preta, nesta quarta.

“Nós vamos oscilar um pouco, começo de temporada. Mas a equipe mostrou que não desaprendeu, que sabe como jogar. E isso dai é uma amostra importante do que podemos fazer ao longo da temporada. Muito pouco ainda. Foi um belo resultado. Vamos nos recuperar e procurar fazer um bom jogo no sábado”, comentou Dorival.

Em Campinas, o Peixe deteve a posse de bola em 56% do tempo e acertou 90% de seus 447 passes na partida, quase o dobro do que conseguiu atingir a equipe mandante. Os dez impedimentos do sábado passado também foram solucionados. Nesta quarta, o ataque do Santos foi flagrado em apenas uma oportunidade. E para marcar dois gols, o time finalizou nove vezes, sendo quatro no alvo.

“Vamos ver agora nessa sequência, novamente um compromisso complicado, um jogo 11 horas da manhã no sábado, fatalmente pegaremos ali uma temperatura altíssima. Pouco tempo de recuperação para as equipes de uma rodada para outra. Eu espero que mantenhamos essa postura que tivemos e consigamos melhorar um pouquinho mais. É tudo que nós queremos, gradativamente irmos atingindo nosso melhor”, projetou Dorival, já de olho no confronto com o Ituano, de volta à Vila Belmiro.

Sem água no intervalo, jogadores voltam do ônibus para tomar banho

Os jogadores e a comissão técnico do Santos foram surpreendidos no intervalo da partida contra a Ponte Preta, nesta quarta. Após a disputa dos primeiros 45 minutos, quando o Peixe já vencia por 2 a 0, o vestiário ficou sem condições de receber os atletas. Com o ar condicionado quebrado e sem água nos chuveiros e nas torneiras, o grupo deve de fazer toda a recuperação no próprio gramado, atrás de um dos gols. Apesar de não esconder o incômodo com a situação inusitada, Dorival júnior preferiu não polemizar.

“Eu não tenho o que falar. Isso ai é um problema que tem que ser resolvido. Acabou acontecendo, eu não sei o motivo, mas, com certeza não foi de propósito. Foi um acaso, talvez. Não tem nem necessidade de falar alguma coisa neste sentido”, minimizou o técnico santista.

Após a partida, com a vitória sacramentada pelo placar construído no primeiro tempo, os jogadores mais uma vez perceberam que o problema não havia sido resolvido no vestiário do visitante no estádio Moisés Lucarelli. Por isso, alguns já foram se dirigindo ao ônibus, com a intenção de tomar banho no hotel onde a delegação está hospedada. Porém, em cima da hora, a água foi restabelecida e os atletas foram chamados de volta para poderem tomar seus respectivos banhos e se encaminharem ao hotel sem problemas.

Santos 1 x 1 São Bernardo

Data: 30/01/2016, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 1ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.341 pagantes
Renda: R$ 389.315,00.
Árbitro: Jose Claudio Rocha Filho
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Herman Brumel Vani
Cartões amarelos: Gabriel (S); Léo Veloso e Paulo (SB).
Gols: Luciano Castán (10-1); Gabriel (36-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato (Neto Berola), Thiago Maia (Serginho) e Lucas Lima; Paulinho (Joel), Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO BERNARDO
Daniel; Eduardo, Diego Ivo, Luciano Castan e Léo Veloso; Daniel Pereira, Daniel Amora, Marino (Lucas) e Cañete (Jean Carlos); Jefferson Kanu (Paulo) e Magal.
Técnico: Roberto Fonseca



Santos decepciona e arranca empate na marra contra o São Bernardo

O atual campeão Paulista penou na Vila Belmiro na tarde deste sábado. Depois de um mês de espera, o Santos estreou na temporada 2016 diante de seu torcedor, mas o desempenho em campo frustrou os 9.341 torcedores que foram ao estádio. Diante de um São Bernardo muito bem postado em campo, mas que não soube aproveitar as oportunidades que teve para matar o duelo, o Peixe arrancou o empate em 1 a 1 já nos minutos finais e ficou no lucro, depois de muitos protestos das arquibancadas. Luciano Castán abriu o placar, mas Gabriel evitou a derrota santista.

A igualdade pelo menos manteve a invencibilidade de Dorival Júnior à frente da equipe na Vila Belmiro. Desde que o treinador retornou ao clube, foram 17 vitórias e dois empates no Urbano Caldeira. Desta vez, porém, o gosto amargo ficou na garganta dos donos da casa.

Desta forma, o Peixe fica com apenas um ponto no Grupo A, que também tem Botafogo-SP, Linense, Oeste e São Bento. Enquanto isso, com a mesma pontuação, o São Bernardo inicia sua briga no Grupo B, ao lado de Ituano, Novorizontino, Palmeiras e Ponte Preta.

O jogo

Quase dois meses depois, o torcedor santista pôde rever seu time na Vila Belmiro. Com muito calor e um sol impiedoso, o Peixe iniciou a defesa de seu título contra o modesto São Bernardo. Mas, quem esperava uma vitória tranquila, levou um susto. Logo aos 10 minutos de jogo, Luciano Castán, irmão do também zagueiro e ex-corintiano Leandro Castán, aproveitou um bate-rebate dentro da área e estufou as redes de Vanderlei.

Além do gol, o que mais chocou os torcedores e, talvez, até mesmo a equipe de Dorival Júnior, foi a postura tática do Tigre. Armado no 4-4-2, o time de Roberto Fonseca se armou com as linhas altas, próximas ao meio campo, e com uma distância entre o primeiro e o último homem entre 15 e 20 metros.

Desta forma, Renato, Thiago Maia e Lucas Lima não tinham espaço para armar as jogadas. O camisa 20, inclusive, errou muito e se irritou por diversas vezes com a arbitragem.

Aos 18 minutos, a grande chance do alvinegro veio depois de jogada característica de Zeca pela direita. O cruzamento ‘no facão’ encontrou Gustavo Henrique livre. O zagueiro cabeceou, mas o goleiro Daniel fez linda defesa no reflexo.

Com coragem e um toque de bola interessante, o São Bernardo ainda teve mais duas grandes chances de ampliar na primeira etapa. Na primeira, Magal recebeu sozinho, dentro da área, mas, se desesperou e cabeceou torto. Na segunda, aos 41, o estreante Lucas Veríssimo furou na frente de Vanderlei e contou com a sorte, pois a bola também passou pelo centroavante do Tigre.

A segunda etapa se iniciou com Serginho no lugar de Thiago Maia e um Peixe em busca do empate a todo custo. Mas os jogadores se mostravam nervosos em campo, errando mais do que de costume. Bem diferente do Santos de 2015. Do outro lado, o São Bernardo se manteve fiel ao seu esquema, mas já mais cauteloso e subindo pouco ao ataque, como já era de se esperar.

Com o passar do tempo, os gritos de incentivo vindos da arquibancada foram substituídos por protestos e irritação com a falta de produtividade do ataque. Até os 20 minutos, o goleiro Daniel ainda não havia feito sequer uma defesa. Então, Dorival resolveu sacar Paulinho, que também estrou neste sábado com a camisa do Peixe, para colocar Joel, outro estreante.

Mas quem teve uma chance clara de gol foi o Tigre. Marino conseguiu furar a linha de impedimento do Santos e saiu na cara de Vanderlei. O goleiro, no entanto, cresceu na frente do volante e salvou o Santos. Na sequência, Vanderlei precisou fazer outra grande defesa, em cabeçada de Marino, novamente. Era pressão do São Bernardo e após a cobrança do escanteio, o zagueiro Diego perdeu uma oportunidade incrível, dentro da pequena área.

A esta altura, os jogadores do Santos já eram amplamente hostilizados pelos torcedores. Xingamentos, vaias e revoltas contra o futebol apresentado se tornaram comuns depois dos 30 minutos. Os principais alvos eram Lucas Veríssimo e Gustavo Henrique.

Enquanto isso, o Tigre perdia chance atrás de chance de garantir os três pontos na Vila Belmiro. Não fosse o excesso de preciosismo dos visitantes, o cenário poderia ter ficado ainda pior para os donos da casa.

E como diz o ditado: quem não faz, toma. O São Bernardo não matou o jogo diante do atual campeão Paulista e sofreu o castigo aos 36 minutos. O goleiro Daniel se confundiu ao tentar sair do gol e viu Lucas Lima cruzar para Gabriel. O camisa 10, com o gol praticamente vazio, não perdoou e empatou de cabeça para explodir a Vila Belmiro, que abandonou os xingamentos no mesmo instante e clamou: Santos, o time da virada!

Apesar do incentivo nos minutos finais, não teve jeito. O empate acabou sendo até lucro para os alvinegros e a caminha santista em busca da oitava final seguida de Paulistão começou apenas com um empate na Vila Belmiro, diante do São Bernardo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival critica primeiro tempo e excesso de lançamentos de sua equipe

O empate por 1 a 1 com o São Bernardo neste sábado, válido pela primeira rodada do Campeonato Paulista, escancarou diversos erros da equipe alvinegra nesta estreia do time na temporada 2016. Dorival Júnior, apesar de não mostrar nenhuma irritação por entender que o Peixe ainda tem muito a evoluir, não deixou de apontar as principais falhas de seus comandados

“Foi a primeira partida que nós fizemos, tudo diferente do que vínhamos fazendo sempre. Começamos a jogar com bolas retas, tentando penetrações em bolas esticadas, avançadas, com a defesa adversária plantada. Ansiedade em trocas de passes. Com isso, dificultamos muito as nossas ações, demos condições para que o São Bernardo se aproveitasse. Tiveram duas ou três boas saídas”, analisou o treinador.

Já na segunda etapa, na visão de Dorival, o Santos se aproximou um pouco mais daquilo que a equipe se acostumou a fazer em 2015 e não deixou de dar os méritos ao adversário, que também dificultou muito o trabalho dos santistas com um sistema de jogo bem definido.

“No segundo tempo, trabalhamos muito mais, nos aproximamos. Jogamos dentro das nossas características. Ainda é natural que falta um pouco de tempo de bola, passagem, troca de passes. Isso tudo vamos encontrar com a sequência de jogos e treinamentos. Você acaba lamentando, porque seria um jogo em casa, mas pegamos uma equipe difícil e muito bem postada. Temos de dar valor e reconhecer o adversário, que jogou muito bem postado. Não tivemos como penetrar, ainda mais na primeira etapa”, afirmou.

Outra crítica de Dorival, talvez o fato que mais tenha tirado o treinador do sério à beira do campo durante o jogo, foi o excesso de lançamentos. Os santistas foram pegos por dez vezes em posição de impedimento em tentativas de furar a linha de defesa alta do São Bernardo.

Dorival promete trabalhar para corrigir mudança de postura da equipe

O time do Santos que iniciou a temporada de 2016 é praticamente o mesmo que chegou às finais da Copa do Brasil e brigou pelo G4 no campeonato Brasileiro ano passado. Com as exceções de Paulinho na vaga de Marquinhos Gabriel (ou Geuvânio) e Lucas Veríssimo no lugar do lesionado David Braz, o resto da escalação é idêntica. Por isso, a postura da equipe em campo no sábado surpreendeu ao técnico Dorival Júnior.

“Temos de valorizar a posse de bola. Se tivéssemos jogando assim na primeira etapa, talvez pudéssemos construir o resultado. Foi uma equipe que se comportou muito bem marcando. Não tivemos um dia brilhante tecnicamente falando, mas teríamos de jogar dentro das nossas características”, apontou o comandante alvinegro.

E alguns pontos chamaram mais a atenção durante o empate por 1 a 1 com o São Bernardo, na Vila Belmiro. Em primeiro lugar, as diversas tentativas do time em tentar furar a defesa do Tigre por meio de lançamentos. Ao todo, foram 47, sendo 26 equivocados.

O São Bernardo jogou a linha de defesa alta, próxima ao meio campo em muitos momentos. E na tentativa de furar o bloqueio com lançamentos, os jogadores do Peixe acabaram sendo flagrados em impedimento dez vezes. Seis delas no primeiro tempo. O que gerou muita reclamação e enervou o time em campo.

Os 51 passes errados também atrapalharam a jornada santista na estreia do Campeonato Paulista e o time, além de Vanderlei, muitas vezes contou com a ineficiência de seu adversário para não sofrer uma derrota em plena Vila Belmiro.

A partir desta segunda-feira, Dorival Júnior começa a trabalhar a equipe para o duelo contra a Ponte Preta. Passado peso da estreia, a esperança do treinador é que sua equipe se desenvolva melhor e, principalmente, que volte a mostrar as características que renderam tantos elogios e bons resultados em 2015.

Estreantes sofrem, mas Dorival sai em defesa e pede paciência à torcida

Com saudades de assistir seu time em campo, o torcedor santista compareceu em bom número à Vila Belmiro neste sábado para a estreia na temporada. Mas a empolgação acabou freada pela desenvoltura do São Bernardo no gramado. O time do ABC abriu o placar a dominou o primeiro tempo, o que já gerou algumas vaias no intervalo da partida. Mas, na segunda etapa, a irritação tomou conta das arquibancadas e os principais alvos foram os dois jovens zagueiros Gustavo Henrique e Lucas Veríssimo.

“Falar especificamente dos zagueiros eu seria injusto. Nós temos de ver o Santos como equipe e como equipe nós não funcionamos. Logicamente, a exposição fica por conta dos zagueiros. Jogamos abaixo das nossas condições. Um fato natural? Não sei. Acredito que daqui a pouco encontremos nosso caminho, uma desenvoltura muito melhor”, defendeu Dorival Júnior.

A situação ficou um pouco pior para Veríssimo. O jogador de 20 anos estava fazendo seu primeiro jogo oficial com a camisa do Peixe e até iniciou bem o jogo. Mas, três furadas e alguns recuos para o goleiro no momento que a torcida queria pressa bastaram para o garoto sentir a impaciência do torcedor. Apesar de defendê-lo, o técnico santista não nega que aguarda contratações para o setor.

“A diretoria conhece meu posicionamento e sabe o que eu penso do nosso elenco. Estão trabalhando para que busquemos opções. Do contrário, vou sempre dar valor aos que aqui estão”, ponderou Dorival, que não pôde contar com David Braz e Paulo Ricardo, ambos lesionados.

Além de Veríssimo, os dois reforços do Peixe para esta temporada também fizeram suas estreias neste sábado: Paulinho e Joel. O primeiro teve a oportunidade de começar jogando ao lado de Gabriel e Ricardo Oliveira. Mas o desentrosamento foi notório e o atacante acabou parando na marcação em todas as oportunidades que buscou a jogada individual. Ao ser substituído por Joel, vaias e aplausos de incentivo se misturavam na Vila.

“Não me preocupa de maneira alguma. Ele vai encontrar um caminho natural e, daqui a pouco, não tenho dúvidas de que será muito importante para o Santos. Sentiu um pouco do ritmo. Não podemos nos esquecer que ele está vindo de duas lesões. Então, é um processo um pouco mais lento, moroso”, explicou Dorival, apostando suas fichas no ex-flamenguista para a vaga antes ocupada por Marquinhos Gabriel e Geuvânio.

“Vai alternar bons e maus momentos. Vamos tentar fazer com que acelere esse processo, com trabalhos além do normal. Isso é questão de tempo apenas”, projetou.

O camaronês Joel também não brilhou contra o Tigre. Estava em campo no momento do gol de empate, anotado por Gabriel, mas não participou da jogada e, ao fim, ouviu as vaias direcionadas a todo o time.

“É natural. Você está diante do seu torcedor, quer fazer um espetáculo. As coisas não acontecem, aí você acelera quando deveria trabalhar a bola. É uma preocupação normal, não muito excessiva”, minimizou Dorival Júnior, sem muitos planos de mudanças para a 2ª rodada, nesta quarta, contra a Ponte Preta, em Campinas. “Ainda é muito cedo”, finalizou.

Ricardo Oliveira faz mea-culpa e é usado como escudo para zagueiros

Apesar do Santos ter feito apenas sua estreia da temporada neste sábado, a partida abaixo das expectativas contra o São Bernardo na Vila Belmiro já rendeu as primeiras vaias e críticas pesadas a dupla de zaga formada por Gustavo Henrique e Lucas Veríssimo. O segundo fez apenas seu primeiro jogo oficial com a camisa do Peixe entre os profissionais, mas não foi perdoado pelos quase 10 mil torcedores.

Por tudo isso, nesta segunda-feira, na reapresentação do elenco no CT Rei Pelé, Ricardo Oliveira foi o escolhido para falar com a imprensa. O capitão da equipe discordou das críticas e chegou a apontar suas próprias falhas em uma clara tentativa de desviar o foco sobre os jovens defensores.

“Eu acho que todo o time, todo o elenco é responsável por uma partida não tão boa. Eu acho injusto as críticas aos nossos defensores, porque eu acho que nós temos que participar defensivamente quando não temos a bola e nós comprometemos isso. Muitas vezes nós deixamos eles no mano a mano. Acho que no mano a mano, com jogadores rápidos, é difícil para qualquer zagueiro levar vantagem”, ponderou o centroavante, claramente incomodado com o tom adotado após o empate por 1 a 1 com o São Bernardo.

“Algumas situações do futebol eu não consigo entender. Mas, minha experiência no futebol me faz relevar e entender por que gera isso. Acho que nós não fizemos uma boa partida e comprometemos a parte defensiva”, reforçou.

Além de fazer mea-culpa diante de falhas evidentes da equipe no sábado, Ricardo Oliveira também fez questão de lembrar os jornalistas dos seus próprios erros durante os pouco mais de 90 minutos.

“Eu não chutei uma bola a gol. Entrei várias vezes impedido. Vocês têm de citar isso ai também. Eu tenho uma autocrítica. Sei das coisas que a gente faz. Tudo dentro do normal. É como eu falei, eu vou encontrar o ponto ideal na hora de fazer um movimento, de repente o meu companheiro, que era para dar a bola na hora certa, demorou um pouquinho e eu entrei em impedimento. Tudo dentro do normal”, avaliou o jogador de 35 anos.

Além de todo o discurso de um capitão que sabe que precisa passar respaldo e apoio, principalmente psicológico, aos atletas que estão entrando agora na equipe, Oliveira não pôde negar que existem conversas em particular com os meninos.

“Isso, com certeza. A gente fala com esses meninos. Vocês falam assim meninos, mas são jogadores que já sabem da responsabilidade que é vestir a camisa do Santos”, lembrou.

“São legais as críticas. As críticas te fazem pensar. Os elogios de repente fazem você se perder um pouquinho. Mas, as críticas não. Te faz pensar, ‘opa, espera ai, deixa eu ver onde eu errei, onde eu preciso melhorar’. Então, para eles vai ser bom, de repente saber que têm muito a crescer. Isso aqui é só o primeiro jogo”, concluiu o artilheiro do Santos na última temporada.

Bahia 2 x 2 Santos

Data: 23/01/2016, sábado, 19h30.
Competição: Amistoso
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 10.429 pagantes
Renda: R$ 250.561,50
Árbitro: Diego Pombo Lopez (BA)
Auxiliares: Dijalma Silva Ferreira Júnior e Marcos Welb Rocha de Amorim (ambos da BA).
Cartões amarelos: Paulo Roberto, Gustavo, Hayner e Paulo Roberto (B); Victor Ferraz, Alison, Lucas Lima e Caju (S).
Cartão vermelho: Caju (S)
Gols: Gabriel (24-1); Hernane (03-2), Hernane (10-2) e Serginho (46-2).

BAHIA
Marcelo Lomba; Cicinho (Hayner), Robson (Dedé), Gustavo (Éder) e João Paulo (Júnior); Paulo Roberto (Yuri), Danilo Pires (Gustavo Blanco) e Juninho (Rômulo); Luisinho (Mario), Hernane (Jeam) e Edgar Junio (Zé Roberto)
Técnico: Doriva

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Caju), Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca (Léo Cittadini); Alison (Rafael Longuini), Thiago Maia (Lucas Otávio) e Lucas Lima (Ronaldo Mendes); Paulinho (Vitor Bueno), Gabriel (Marquinhos) e Joel (Serginho).
Técnico: Dorival Júnior



Bahia e Santos empatam em amistoso comemorativo na Fonte Nova

A festa pelos 85 anos do Bahia foi quase completa. Neste sábado, o amistoso comemorativo com o Santos terminou empatado por 2 a 2. Gabriel abriu o placar para o Peixe, no primeiro tempo. O Bahia virou o jogo com dois gols de Hernane Brocador, no início da etapa final, mas nos últimos minutos, o Santos igualou o marcador com Serginho.

A partida marcou a apresentação oficial do uniforme e do elenco do Bahia para a temporada de 2016, além de celebrar o aniversário do clube. Antes de a bola rolar, teve jogo entre o time máster do Bahia e o Ypiranga e show da banda Ara Ketu.

O jogo

A partida começou equilibrada, com as duas equipes marcando forte e dificultando as ações ofensivas do adversário. Os donos da casa controlavam a posse de bola no início e buscavam o ataque, principalmente pelo lado direito. Aos seis minutos, Luisinho fez boa jogada e deixou com Cicinho, que cruzou para a área. A zaga do Santos afastou o perigo, mas a bola sobrou para Danilo Pires, que chutou de primeira. A bola desviou na marcação santista e ficou tranquila para a defesa de Vanderlei.

O Santos se fechava na defesa e apostava no contra-ataque. Na marca de sete minutos, Gabriel puxou o contragolpe e acionou Joel, que caiu pela direita. O camaronês cruzou rasteiro para a área e Marcelo Lomba interceptou, mandando para escanteio. Paulinho aparecia na segunda trave pronto para empurrar para o gol.

O Bahia seguia mais presente no campo de ataque, criando oportunidades de marcar. Aos oito minutos, Hernane avançou pelo meio e tocou em profundidade para Luisinho, que se projetou na área. Vanderlei saiu nos pés do atacante tricolor e abafou a jogada. Em outra jogada dos donos da casa, Cicinho recebeu de Luisinho na direita, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Hernane chegou batendo, mas mandou por cima do gol.

O Santos suportava a pressão do adversário e também chegava ao ataque. Aos 18 minutos, Thiago Maia recebeu pelo meio, se livrou da marcação e chutou no canto de Marcelo Lomba, que defendeu com firmeza. O Bahia respondeu na sequência, com Juninho. O meia arriscou de longa distância e carimbou o travessão de Vanderlei.

O Santos mantinha a estratégia de dar campo ao Bahia e avançar em velocidade nos contra-ataques. Na marca de 21 minutos, Lucas Lima avançou pelo meio e acionou Paulinho na esquerda. O atacante puxou para dentro e bateu forte. Marcelo Lomba fez a defesa. A marcação forte do Peixe deu resultado aos 24 minutos, quando Lucas Lima desarmou Paulo Roberto e lançou para Joel, que foi em direção ao gol e, na saída de Lomba, rolou para Gabriel empurrar para o fundo das redes.

O gol sofrido não mudou a maneira do Bahia atuar, que teve duas boas chances de empatar a partida em sequência. Aos 25, João Paulo desceu pela esquerda e cruzou na medida para Juninho, que cabeceou forte buscando o canto esquerdo de Vanderlei. A bola bateu no chão e encobriu a meta alvinegra. Dois minutos depois, Luisinho finalizou de fora da área e a bola passou perto da trave esquerda do arqueiro santista.

O Bahia voltou para o segundo tempo com a mesma intensidade no ataque e rapidamente conseguiu o empate. Logo com três minutos de bola rolando, Hayner passou por Caju, foi à linha de fundo e cruzou para Hernane, que bateu de primeira no canto direito de Vanderlei, que nada pôde fazer para evitar o gol.

A virada do Tricolor do Aço não demorou a acontecer. Aos nove minutos, Danilo Pires fez jogada individual pela esquerda, invadiu a área e foi derrubado por Caju. O árbitro marcou pênalti. Hernane deslocou Vanderlei na cobrança e colocou o Bahia em vantagem na partida.

O segundo tempo foi marcado por muitas alterações em ambas as equipes, que serviram os técnicos avaliarem o restante do elenco. Com isso, a partida perdeu em intensidade e não teve tantos lances de perigo quanto na etapa inicial. O Peixe conseguiu o empate nos acréscimos, com Serginho. O volante fez jogada individual, girou sob o marcador e chutou de longe, de perna esquerda, no ângulo de Marcelo Lomba, que se esticou todo, mas não conseguiu fazer a defesa.

Bastidores – Santos TV:

Serginho comemora primeiro gol como profissional do Santos

O amistoso de pré-temporada contra o Bahia, neste sábado, na Arena Fonte Nova, em Salvador, consagrou o volante Serginho, que marcou seu primeiro gol como profissional vestindo a camisa do Santos. O jogador entrou no segundo tempo e empatou o jogo já nos acréscimos, acertando um chute de fora da área no ângulo direito do goleiro Marcelo Lomba.

“Estou muito feliz por fazer esse gol muito lindo, meu primeiro gol como profissional e só tenho a agradecer a Deus por tudo”, disse Serginho ao Esporte Interativo no final da partida.

O jogador revelou que está de contrato novo com o Peixe e agradeceu ao clube pela extensão do vínculo. “Eu renovei até 2018 e fico muito feliz pelo Santos acreditar no meu potencial”, disse Serginho, que ainda comentou sobre uma possível volta de Robinho à Vila Belmiro.

“O Robinho é um ídolo no Santos. A equipe vai recebe-lo de braços abertos, estamos trocendo para ele vir para o time para dar uma amadurecida no time, temos muitos garotos novos e estamos esperando ele. Só depende dele e o Santos está de braços abertos”, concluiu.

O gol de Serginho rendeu elogios de Lucas Lima, o maestro do time, que iniciou a jogada do primeiro gol santista, marcado por Gabriel no primeiro tempo. O camisa 20 do Peixe viu o gol do companheiro do banco de reservas, pois deu lugar a Ronaldo Mendes.

“Foi um golaço do Serginho, jogador muito promissor que vem mostrando sua qualidade. Fico feliz pelo gol dele, porque conseguimos o empate no final do jogo”, disse Lucas Lima.

Dorival aponta falhas do Santos, mas aprova desempenho no amistoso

Dorival Júnior avaliou positivamente o desempenho do Santos no amistoso de pré-temporada contra o Bahia, neste sábado, na Arena Fonte Nova, em Salvador. De acordo com o treinador santista, a partida foi boa, pois as duas equipes procuraram jogar a todo o momento, buscando sempre o ataque e os gols.

“Acima de tudo foi um belo espetáculo, com as duas equipes procurando jogar. Era isso que nós queríamos ver. O resultado não tem muita importância, a não ser para o torcedor que comparece. O que nós queríamos ver era isso, duas equipes exigindo uma da outra e fizemos um espetáculo a altura”, pontuou Dorival ao Esporte Interativo, após o término do jogo.

Apesar de aprovar a atuação do Santos no amistoso, o comandante alvinegro fez questão de apontar o que considerou como falhas no jogo santista. Para Dorival, o Peixe começou a partida devagar, apresentando dificuldades na criação das jogadas ofensivas. O técnico santista cobrou mais participação dos zagueiros, dos volantes e dos laterais na transição da defesa para o ataque.

“Nossa transição esteve muito lenta no primeiro tempo em razão da pouca saída de bola que tivemos com os volantes e a necessidade do Lucas Lima vir buscar essa bola, praticamente precisando tirar a bola dos pés dos volantes. A equipe precisa ter uma transição mais alta, fora do campo de defesa. Esse início de jogada tem que passar obrigatoriamente pelos pés dos volantes ou dos zagueiros ou dos laterais para aí sim começarmos a abastecer os jogadores de meio e de frente. E isso não aconteceu. Mas no geral nosso desempenho teve mais aspectos positivos do que negativos”, avaliou.

Todos os jogos do Santos FC na temporada 2016. Clique no jogo para acessar a ficha técnica.


23/01/2016 – Santos 2 x 2 Bahia – Amistoso – Arena Fonte Nova
30/01/2016 – Santos 1 x 1 São Bernardo – Paulista – Vila Belmiro
03/02/2016 – Santos 2 x 0 Ponte Preta – Paulista – Moisés Lucarelli
06/02/2016 – Santos 2 x 1 Ituano – Paulista – Vila Belmiro
13/02/2016 – Santos x Novorizontino – Paulista – Jorge Ismael de Biase
20/02/2016 – Santos x Palmeiras – Paulista – Allianz Parque
25/02/2016 – Santos x Mogi Mirim – Paulista – Vila Belmiro
28/02/2016 – Santos x Red Bull Brasil – Paulista – Moisés Lucarelli
06/03/2016 – Santos x Corinthians – Paulista – Vila Belmiro
12/03/2016 – Santos x Água Santa – Paulista – Vila Belmiro
20/03/2016 – Santos x Rio Claro – Paulista – Augusto Schmidt
23/03/2016 – Santos x XV de Piracicaba – Paulista – Barão de Serra Negra
27/03/2016 – Santos x São Paulo – Paulista – Vila Belmiro
30/03/2016 – Santos x Ferroviária – Paulista – Vila Belmiro
03/04/2016 – Santos x Capivariano – Paulista – Arena Capivari
10/04/2016 – Santos x Audax-SP – Paulista – Vila Belmiro



Resumo da Temporada 2016:

– Campeonato Paulista:
– Copa do Brasil:
– Campeonato Brasileiro:

Dados de jogos do Santos FC na temporada 2016:

04 jogos
02 vitórias
02 empates
00 derrota
08 pontos ganhos (66,6% aproveitamento)
07 gols pró (1,75 /jogo)
04 gols contra (1,00 /jogo)
03 saldo

Tabus:

Artilharia: 07 gols

03 gols – Gabriel
02 gols – Ricardo Oliveira
01 gol – Serginho
01 gol – Gustavo Henrique