Santos 2 x 2 Palmeiras – 3 x 2 nos pênaltis

Data: 24/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.690 pagantes
Renda: R$ 688.235,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Elano e Gabriel (S); Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins e Matheus Sales (P).
Cartão vermelho: Cuca (P).
Gols: Gabriel (39-1); Gabriel (28-2), Rafael Marques (42-2) e Rafael Marques (43-2).
Pênaltis: SANTOS: Converteram: David Braz, Zeca, Victor Ferraz. Desperdiçou: Lucas Lima.
PALMEIRAS: Converteram: Claiton Xavier, Jean. Desperdiçaram: Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Gabriel (Alison) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho (Claiton Xavier); Roger Guedes, Gabriel Jesus (Lucas Barrios) e Alecsandro (Rafael Marques).
Técnico: Cuca



Palmeiras arranca empate heroico, mas Peixe vai à final nos pênaltis

Com a Vila Belmiro 100% alvinegra e com recorde de público e renda, já que a torcida palmeirense não pôde incentivar seu time na semifinal deste domingo por causa da nova norma imposta pela Secretaria de Segurança do Estado, o Santos chegou a sua oitava final de Campeonato Paulista de forma consecutiva ao eliminar o Palmeiras.

Assim como nas decisões do Estadual e da Copa do Brasil em 2015, o confronto entre os dois rivais novamente foi definido nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Lucas Lima desperdiçou, mas o Verdão viu Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass errarem suas cobranças.

Gabriel foi o nome do jogo para o Peixe com dois gols, um em cada tempo, mas Lucas Lima também se destacou com uma grande partida, participando das jogadas dos dois gols. Ricardo Oliveira, sempre alvo de muita provocação, pouco apareceu. Por outro lado, o time de Cuca pagou caro pelas desatenções de Matheus Sales no clássico e pela má partida do volante Gabriel. Rafael Marques, no entanto, entrou no fim para marcar duas vezes em dois minutos e decretar o empate no tempo normal de forma heroica.

Agora, o Peixe encara o Osasco Audax, que também eliminou o Corinthians nos pênaltis, na grande final. Diferente das fases anteriores, o campeão será definido em duas partidas. O time do presidente Vampeta tem o mando no próximo domingo e o segundo jogo acontecerá no fim se semana seguinte, na Vila Belmiro, a não ser que a diretoria queira transferir o jogo para outra praça, como o Pacaembu.

Com a derrota, o Palmeiras ficará pelo menos 20 dias sem entrar campo, já que sua próxima partida está marcada apenas para o dia 15 de maio, um domingo, contra o Atlético-PR, no Palestra Itália, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, antes de iniciar a briga pelo título Paulista, a equipe de Dorival Júnior recebe o Santos-AP, na quinta-feira, pelo segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo

Com toda a Vila Belmiro a seu favor, o Santos iniciou o clássico como se esperava, partindo para cima e ditando o ritmo do jogo. O Palmeiras demorou para acertar a marcação de seus meio-campistas e, por isso, sofreu muita pressão até os 30 minutos.

E logo na primeira jogada de perigo teve polêmica. Vitor Bueno pegou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola explodiu no braço de Roger Guedes, mas o árbitro entendeu como lance involuntário pelo braço do jogador estar colado ao corpo e nada marcou, apesar de muita reclamação dos santistas.

Aos 9 minutos, Lucas Lima cobrou falta venenosa, rasteira, e Fernando Prass espalmou no susto. Dois minutos depois, Gabriel ficou em ótimas condições, de novo nas costas de Egídio, mas preferiu chutar a tocar para Vitor Bueno ou Ricardo Oliveira, que estavam livres, e desperdiçou outra chance.

Em seguida, nova polêmica. Lucas Lima entrou na área e cruzou. Fernando Prass cortou, mas a bola ficou viva. Gustavo Henrique cabeceou para o gol, mas Thiago Martins salvou. Na jogada, porém, Vitor Hugo acertou um chute na cabeça do zagueiro do Peixe, que foi a nocaute. Outro pênalti muito questionado pelos mandantes e não marcado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Logo depois de Fernando Prass defender outra finalização do camisa 20 do Santos, o palmeiras chegou pela primeira vez com um chute fraco, defendido sem dificuldades por Vanderlei aos 25 minutos. Foi o último lance de destaque antes da parada para hidratação dos atletas devido a alta temperatura na Baixada.

No retorno, o Verdão, mesmo sem o apoio de sua torcida na Vila Belmiro, assustou. Roger Guedes fez fila. Passou por Zeca, Thiago Maia e Gustavo Henrique antes de chutar forte, no meio do gol, para grande defesa de Vanderlei. Mas, quando o Palmeiras parecia equilibrar o jogo, Matheus Sales cochilou e perdeu a bola no meio de campo. Lucas Lima arrancou com ela e enfiou para Gabriel, na direita. O camisa 10 limpou a jogada duas vezes, tirando Egídio e Vitor Hugo do lance, antes de finalizar no canto rasteiro de Fernando Prass para abrir o placar e dar a vantagem ao Santos antes do intervalo.

Precisando de pelo menos um gol para levar a definição da vaga na final aos pênaltis, o Palmeiras voltou buscando mais o ataque. Em boa trama entre Alecsandro e Roger Guedes, a bola foi cruzada pelo chão, com perigo, e David Braz cortou providencialmente, já dentro da pequena área. Dois minutos depois, Gabriel ficou de frente para o gol e, apesar da distância, Gabriel Jesus arriscou. Vanderlei pegou em dois tempos.

O Santos, aos poucos, foi ganhando campo e equilibrando as ações. Liderado por um inspirado Lucas Lima, o Peixe avançou a marcação e empurrou o Palmeiras para dentro de seu campo. Cuca então agiu. Sacou Robinho e Alecsandro para colocar Claiton Xavier e Rafael Marques.

E sem qualquer interferência das substituições, o Palmeiras lamentou logo em seguida, aos 16 minutos, uma chance incrível de gol desperdiçada por Gabriel Jesus. O jovem atacante roubou a bola de David Braz e partiu sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, foi traído pelo quique da bola e isolou, para alívio dos santistas.

O lance deixou a Vila Belmiro apreensiva e mais silenciosa. O time alvinegro pareceu ter sentido o momento também e já não conseguia mais manter o ritmo, com o Palmeiras, por outro lado, cada vez mais audacioso em busca do gol de empate.

E novamente quando alviverde parecia melhor em campo, o Santos foi às redes. Já sem a mesma intensidade, o Peixe voltou a aproveitar uma vacilo de Matheus Sales para tomar a bola e partir para o contra-ataque. Zeca infiltrou na área pela esquerda, recebeu de Lucas Lima e deixou o volante palmeirense Gabriel no chão antes de rolar para o outro Gabriel, seu companheiro, que bateu de primeira e ampliou a vantagem do Santos: 2 a 0.

Partindo para o tudo ou nada, Cuca mandou Lucas Barrios para o jogo na vaga de Gabriel Jesus. Dorival então sacou Thiago Maia e Gabriel, muito aplaudido, para colocar Léo Cittadini e Alison. A esta altura, o Santos já administrava o resultado diante de um Palmeiras nitidamente cansado e sem forças para reagir.

E quando a torcida santista já alternava entre gritos de “eliminado” e “olé”, Rafael Marques brilhou de forma inesperada. Primeiro, aos 42, venceu divida com os zagueiros adversários e bateu para o gol para descontar e colocar fogo no jogo. No lance seguinte, um minuto depois, subiu mais alto que a zaga alvinegra para aproveitar cruzamento de Claiton Xavier e empatar o clássico.

Nos minutos finais, até os acréscimos, o Palmeiras seguiu martelando em busca de uma virada heroica. O Santos sentiu o golpe, tanto dentro quanto fora de campo, nas arquibancadas. Mas, de forma emocionante, o jogo foi encerrado com o empate por 2 a 2 e pela terceira vez seguida uma decisão entre os dois rivais teve de ser decidida nos pênaltis.

Pênaltis

O Palmeiras começou batendo com Claiton Xavier, que marcou com segurança. Na sequência, Lucas Lima parou em Fernando Prass. Mas Barrios também perdeu, em boa defesa de Vanderlei, que encaixou. David Braz, Jean e Zeca converteram os seus, até Vanderlei pegar o de Rafael Marques. Ai, Victor Ferraz marcou o seu e Fernando Prass acabou como vilão ao isolar a sua cobrança.

Assim, o Palmeiras voltou a cair diante do Santos em cobrança de pênaltis na Vila Belmiro, assim como no Paulistão do ano passado. Enquanto isso, o Peixe vai para sua oitava final seguida de Estadual.

Santos-AP 1 x 1 Santos

Data: 21/04/2016, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio Olímpico Zerão, em Macapá, AP.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso.
Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos.
Cartões amarelos: Armando, Cavalo e Fabinho (SAP); Luiz Felipe, Paulinho e Alison (S).
Gols: Rafinha (44-1); Joel (33-2).

SANTOS-AP
Zé Maria; Cavalo, Jari, Dedé e Batata (Raí); Pretão, Lessandro, Renatinho e Armando; Fabinho e Rafinha.
Técnico: Romeu Figueira

SANTOS
Vladimir; Alison, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Léo Cittadini, Leandrinho (Igor), Serginho (Ronaldo Mandes) e Rafael Longuine (Maxi Rolón); Paulinho e Joel.
Técnico: Lucas Silvestre (auxiliar)



Santos do Amapá arranca empate com o Peixe e “ganha” segundo jogo

Com uma folha mensal de R$ 70 mil por mês e o histórico de nunca ter avançado além da primeira fase na Copa do Brasil, o Santos do Amapá fez história na noite desta quinta-feira ao arrancar um empate por 1 a 1 com o Peixe Da Vila Belmiro. Fundado em 1973 justamente para homenagear a equipe de Pelé e companhia, os alvinegros do extremo norte do país chegaram a sair na frente com Rafinha. Joel descontou na segunda etapa. A partida ainda teve uma paralisação de 30 minutos por causa de um temporal que tornou o jogo impraticável.

Com a igualdade no modesto estádio Olímpico Zerão, em Macapá, as duas equipes voltam a se enfrentar no segundo jogo, por ora marcado para a Vila Belmiro, dia 28, na próxima quinta-feira. Só a viagem já foi motivo para muita comemoração dos nortistas.

Antes, Santos e Palmeiras fazem clássico na Vila Belmiro às 16 horas deste domingo pelas semifinais do Campeonato Paulista. O confronto é encarado como prioridade pelo clube da Baixada e, por isso, os principais jogadores ficaram no CT Rei Pelé treinando com Dorival Júnior, enquanto Lucas Silvestre comandou os reservas nesta quinta.

O jogo

A decisão de Dorival Júnior em mandar uma equipe repleta de reservas e meninos da base para a estreia na Copa do Brasil não diminuiu a responsabilidade do clube em conseguir um resultado positivo diante de um adversário que beira a condição de amador no futebol nacional.

Mas, Lucas Silvestre, que viajou ao norte do país para comandar a equipe, não conseguiu fazer com que os atletas correspondessem em campo. O time da Vila Belmiro finalizou apenas duas vezes na primeira etapa, ambas com Rafael Longuine. Na primeira, o chute de longe foi facilmente defendido pelo goleiro Zé Maria, de 37 anos. Em seguida, uma cobrança de falta que apenas assustou.

A equipe mandante, que claramente não se incomodava com o perde e ganha no meio de campo e com as poucas finalizações, chegou uma única vez ao gol de Vladimir. E bastou. Alison falhou no posicionamento pela direita e Rafinha recebeu a bola livre de marcação.

Dentro da área, o camisa 10 fuzilou. O goleiro do Peixe chegou a tocar na bola e Caju tentou evitar o gol. Apesar de toda a dificuldade do lance, o auxiliar confirmou que a bola passou totalmente da linha e o estádio Olímpico Zerão foi ao delírio, com direito a invasão do banco de reservas para comemorar o tento histórico.

“Não tenho dúvida nenhuma. Bola entrou realmente. É só felicidade. Sabemos da grandeza do Santos, impomos uma estratégia de jogo para fazer o gol em uma bola, mesmo jogando em casa, e estamos conseguindo”, comentou o autor da façanha, na saída para o intervalo.

Em busca de uma mudança de atitude, Lucas Silvestre sacou Serginho e Leandrinho para colocar Ronaldo Mendes e Igor, respectivamente. A equipe até voltou ligeiramente melhor, mas, logo aos 10 minutos, uma chuva torrencial, acompanhada de muito vento, obrigou o árbitro Joelson Nazareno Ferreira Cardoso a paralisar o jogo. Com o gramado encharcado, os dois elencos e a arbitragem foram para os vestiários para aguardar a situação melhorar.

Depois de 30 minutos, já sem chuva, mas com o campo ainda em péssimas condições, a partida foi reiniciada. E logo nas primeiras jogadas ficou claro que a bola aérea se transformaria na principal arma das duas equipes, pois a bola não rolava como deveria.

E assim, depois de muitas jogadas ríspidas e infinitas disputas pelo alto, o Santos da Baixada chegou ao empate aos 33 minutos. Em uma das dezenas bolas alçadas na área, Joel cabeceou, Zé Maria e falhou e a bola entrou. Tudo igual. E assim ficou até o apito final, obrigando o segundo confronto, dia 28, na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Joel marca de novo, mas lamenta jogo de volta com Santos do Amapá

O Santos apostou nos reservas e nos famosos meninos da Vila para a estreia na Copa do Brasil de 2016 contra o modesto Santos do Amapá, que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro e nunca avançou além da primeira fase na competição nacional por mata-mata. Mas, em um jogo muito ruim tecnicamente e que ainda teve o agravante de um temporal que chegou a paralisar a partida na segunda etapa, o empate por 1 a 1 garantiu a necessidade de um segundo confronto, na próxima quinta-feira.

“No primeiro tempo, deixamos a desejar, mas a equipe está de parabéns. Lutamos até o final. Não queríamos levar o jogo para a Vila Belmiro, mas a equipe está de parabéns e, na Vila Belmiro, podemos passar de fase”, analisou Joel, em entrevista à Espn.

O camaronês era um dos principais destaques da equipe da Baixada, já que os titulares ficaram no CT Rei Pelé com Dorival Júnior focados na preparação para a semifinal do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, no domingo. E apesar de ter marcado seu quarto gol com a camisa santista e ter evitado a derrota, Joel não escondeu o ar de decepção.

“Eu pude dar o meu melhor. Não ajudei a sair com a vitória, mas a equipe está de parabéns. O Resultado não foi o que a gente queria, mas evitamos a derrota”, concluiu, sem sorriso no rosto.

Agora, a delegação alvinegra tem voo de volta marcado para às 5 horas desta sexta-feira. O planejamento prevê a sexta-feira de folga para o grupo que esteve no norte do país nesta quinta e um trabalho diferenciado no sábado, para que Dorival possa contar com todos no domingo, caso precise, durante o clássico decisivo com o Palmeiras.

Peixe lamenta jogo da Copa do Brasil em meio a finais do Paulista

Os reservas do Santos não conseguiram cumprir o papel esperado pela comissão técnico alvinegra com o empate por 1 a 1 na noite desta quinta-feira diante do Santos do Amapá. A ideia de matar o jogo de volta e focar totalmente em uma eventual final de Campeonato Paulista foi por água abaixo com a obrigatoriedade de fazer o segundo jogo contra o xará do norte na próxima quinta-feira. “O resultado não foi bom pelas circunstâncias do jogo. Tínhamos que ter vencido aqui e ter levado outro resultado para a Vila Belmiro”, admitiu Lucas Silvestre, auxiliar que substituiu o técnico Dorival Júnior em Macapá.

Neste domingo, às 16 horas, o Peixe enfrenta o Palmeiras em duelo único pelas semifinais do Estadual. Caso avance para a grande decisão, três dias antes do primeiro confronto frente ao vencedor de Corinthians e Osasco Audax, o alvinegro terá a missão de espantar a zebra na Copa do Brasil.

“São muitas competições, muitos jogos. Aí o jogador acaba acostumando. Claro que se tivéssemos só um jogo por semana seria o ideal. Jogando duas vezes por semana você não tem tempo para se recuperar e descansar. Seria interessante, mas, pelo número de competições, fica complicado”, disse, conformado, o zagueiro Gustavo Henrique.

Mas o Peixe não tem muito do que reclamar. Foi o único grande de São Paulo que não precisou dividir suas atenções em mais de uma competição até agora. Dorival Júnior tenta ignorar o fato do clube ter ficado de fora da Copa Libertadores durante todo este período, mas isso lhe garantiu semanas livres para recuperar atletas e treinamentos, bem diferente da rotina de seus rivais.

Até por isso, Dorival tem repetido mais suas escalações do que Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Mesmo assim, Lucas Silvestre garantiu que os atletas que viajaram para o Amapá estarão prontos para o clássico do fim de semana, caso o técnico recorra ao banco de reservas. “Creio que para domingo esses jogadores vão poder ajudar a gente”, vislumbrou o auxiliar e filho do comandante santista.

Ao menos Dorival Júnior não tem problemas com seu time principal. O treinador passou toda a semana realizando trabalhos fechados à imprensa no CT Rei Pelé, preparando os titulares para a semifinal. “A expectativa é de um grande jogo. Sabemos da qualidade do Palmeiras. Eles vêm para ganhar. Vamos tentar fazer nosso melhor para colocarmos o Santos mais uma vez em uma final”, avisou o zagueiro Gustavo Henrique, um dos atletas poupados na Copa do Brasil, empolgado com o momento do time.

Santos 2 x 0 São Bento

Data: 16/04/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de Finais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.051 pessoas
Renda: R$ 477.280,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo.
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Patrick André Bardauil.
Cartões amarelos: David Braz (S).
Gols: Vitor Bueno (08-1) e Vitor Bueno (40-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Rafael Longuine); Gabriel (Joel) e Ricardo Oliveira (Elano).
Técnico: Dorival Junior

SÃO BENTO
Henal; Régis Souza, João Paulo, Pitty e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Éder (Diego Clementino), Serginho Catarinense e Clébson (Everton Sena); Edno (Anderson Cavalo) e Rossi.
Técnico: Paulo Roberto Santos



Com dois de Vítor Bueno, Santos vence São Bento e vai para a semifinal

O Santos está na semifinal do Campeonato Paulista. Neste domingo, o Peixe avançou no Estadual ao vencer o São Bento por 2 a 0, na Vila Belmiro. Novo xodó de Dorival Júnior, Vítor Bueno foi o nome do jogo, marcando os dois gols da equipe e participando ativamente da partida.

Com o resultado, o Santos aumentou a sequência de invencibilidade na Vila Belmiro. Agora, o Peixe acumula 25 jogos sem perder em casa, sendo 22 vitórias e três empates. O Alvinegro Praiano segue na busca para chegar à oitava final consecutiva do Paulistão e levantar o caneco mais uma vez.

Classificado, o Santos espera a definição das quartas de final para conhecer seu adversário na briga por uma vaga na decisão do Campeonato Paulista. O rival santista sai do confronto entre Palmeiras e São Bernardo, que será realizado na próxima segunda-feira, às 21h (de Brasília), no Palestra Itália.

O jogo

Jogando diante de seu torcedor, o Santos foi logo para cima do São Bento. Com ritmo acelerado e trocas rápidas de passes, os alvinegros chegavam ao ataque com facilidade, principalmente pelos lados do campo. Victor Ferraz e Zeca subiam com liberdade para apoiar. E foi justamente em uma jogada iniciada pelo lado direito que o Peixe abriu o placar, aos oito minutos. Vítor Bueno tabelou com Gabriel, carregou pelo meio e chutou cruzado com categoria, sem a menor chance de defesa para Henal.

O gol sofrido no começo obrigou o São Bento a sair mais para o jogo. Na marca de 11 minutos, o time de Sorocaba chegou pela primeira vez ao ataque. Régis cruzou da direita, mas Victor Ferraz apareceu para cortar. No entanto, o Santos continuava dominando as ações e por pouco não ampliou, aos 14 minutos. Gabriel tocou de calcanhar para a passagem de Victor Ferraz, que cruzou buscando Ricardo Oliveira. A zaga afastou o perigo.

No meio do primeiro tempo, o Santos diminuiu o ritmo, mas não perdeu o controle do jogo. O São Bento equilibrou a posse de bola, mas não conseguiu assustar Vanderlei. O Peixe voltou a pressionar nos dez minutos finais. Aos 34, Ricardo Oliveira deixou Gabriel cara a cara com Henal, mas o atacante finalizou em cima do goleiro. Na sequência, Victor Ferraz cruzou com perigo e a zaga afastou. Aos 36, Henal defendeu cabeçada de Ricardo Oliveira e no ataque seguinte, Vítor Bueno apareceu livre dentro da área, porém chutou fraco.

Na marca de 39 minutos, Lucas Lima roubou uma bola pela esquerda, puxou o contra-ataque e rolou para entrada da área. Renato chegou batendo de primeira, mas pegou mal e mandou longe. No lance seguinte, Thiago Maia arriscou de fora, mas errou. A pressão santista teve resultado aos 40 minutos. Ricardo Oliveira recebeu bola de Gabriel, na esquerda da área, e bateu cruzado. Vítor Bueno apareceu na segunda trave para empurrar para o fundo das redes de carrinho e ampliar para o Peixe.

O São Bento voltou melhor para o segundo tempo. Em desvantagem no marcador, o time de Sorocaba precisava ir ao ataque. Na marca de sete minutos, Régis ganhou a bola no campo ofensivo, cruzou para a área e acertou o travessão de Vanderlei. Aos 15, o mesmo Régis arriscou de longe e mandou na rede pelo lado de fora, assustando os santistas. Aos 19, Edno recebeu no pivô e rolou para a direita. Rossi chegou batendo, mas Vanderlei defendeu.

O Santos mudou a maneira de jogar na etapa final e deu campo para o adversário jogar, apostando nas saídas rápidas nos contragolpes. O São Bento foi criando chances. Aos 24 minutos, Anderson Cavalo, que substituiu Edno, avançou pela esquerda, invadiu a área, driblou Vanderlei e, com o gol vazio, chutou na trave. O Peixe respondeu na sequência, com Ricardo Oliveira, que aproveitou cruzamento da esquerda e cabeceou com perigo.

O São Bento não desistia de tentar o gol. Aos 34 minutos, Joel errou na saída de bola santista e entregou para Everton Sena, que avançou em direção à área e bateu cruzado. A bola passou à direita de Vanderlei. Aos 36, o mesmo Everton Sena arriscou da entrada da área, mas mandou por cima. Aos 38, Diego Clementino ficou cara a cara com Vanderlei, mas o goleiro saiu bem e evitou o gol, garantindo a vitória do Peixe sem ser vazado.

Bastidores – Santos TV:

Santistas exaltam vitória e capacidade de suportar pressão do São Bento

O Santos garantiu presença na semifinal do Campeonato Paulista, neste domingo, ao vencer o São Bento por 2 a 0, na Vila Belmiro, com dois gols de Vítor Bueno. O Peixe dominou a partida no primeiro tempo e poderia ter conseguido um resultado elástico logo nos 45 minutos iniciais. Na etapa final, porém, o São Bento cresceu e pressionou, assustando os alvinegros.

Apesar do segundo tempo diferente do primeiro, os jogadores do Santos exaltaram a vitória e a classificação, assim como a capacidade de suportar a pressão imposta pelo time de Sorocaba. “Estamos felizes pelo resultado que construímos e pela vitória“, disse Ricardo Oliveira.

Gabriel, que teve atuação abaixo do que pode desempenhar, destacou a importância da vitória porque dá ao Santos o mando de campo na semifinal. “Importante a vitória porque nos dá a chance de jogar em casa na próxima fase. Foi convincente, soubemos sofrer no segundo tempo”, avaliou Gabriel.

“A gente teve bastante possibilidade no primeiro tempo e a equipe do São Bento é perigosa, eles estavam tentando encaixar um contra-ataque. Mas, graças à Deus, nós conseguimos bloquear os contra-ataques deles. Jogamos muito bem, não levamos gol e merecemos a classificação para a semifinal”, afirmou o zagueiro David Braz.

Para Renato, o Peixe relaxou com a tranquilidade do primeiro tempo e passou a errar mais. “A gente sabia que estava com resultado do primeiro tempo e erramos alguns passes, então não conseguimos ter mais chances. Controlamos, mas tivemos perigos por erros nossos”, declarou o experiente volante.

Dorival elogia primeiro tempo, mas critica erros de posicionamento

O Santos começou em ritmo intenso a partida contra o São Bento, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, e logo com oito de minutos já havia aberto o placar. Ao longo da primeira etapa, o Peixe ainda marcou o segundo gol e teve chances de ampliar o marcador, mas não as aproveitou. Dorival Júnior elogiou o desempenho inicial do time.

“A intensidade no primeiro tempo foi muito grande e nós tivemos algumas dificuldades depois, porque alguns jogadores ficaram sem atuar e sentiram o ritmo. Parece estranho, mas é a realidade. O São Bento cresceu e ficou com a posse de bola, até maior do que a que nós conseguimos antes”, afirmou.

O técnico santista destacou a movimentação constante e a rápida troca de passes dos jogadores, que criaram inúmeras oportunidades de gol. O comandante alvinegro, porém, não ficou satisfeito com a oscilação apresentada no segundo tempo.

“Foi interessante a criação de jogadas, a aproximação, a troca de passes. A oscilação é realmente o que acaba nos preocupando. Vamos trabalhar para buscar as correções para que não estejamos propensos às situações que criadas pelo adversário, possibilitadas pelo nosso posicionamento tático”, declarou.

Para Dorival, o modo de o Santos jogar, buscando o ataque a todo momento, fez com que o time não valorizasse a posse de bola e a vantagem que possuía, errando passes e dando espaços para o adversário atacar.

“Nossa equipe joga muito vertical e em alguns momentos atravessamos muito as jogadas, que poderiam ser de troca de bola, de posicionamento consistente. Acabamos, às vezes, comprometendo a maneira como a equipe estava distribuída para determinado lance, criando espaços em um momento ou outro do jogo”, avaliou o treinador alvinegro.

Atuação decisiva de Vítor Bueno rende louvores do treinador santista

Principal nome da classificação do Santos à semifinal do Campeonato Paulista, no último domingo, quando marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o São Bento, Vítor Bueno ganhou louvores do técnico Dorival Júnior pela atuação decisiva na partida.

“É uma satisfação ver um garoto buscando espaço, buscando confirmação. Ele vem conquistando seu espaço, dando seu recado. Acredito que a evolução siga acontecendo. Ele estava no sub-23, chamando pouco a atenção. Ainda está em trabalho de formação. Temos que caminhar com calma. Sempre que possível, a oportunidade vai acontecer”, disse Dorival.

Para o comandante alvinegro, Vítor Bueno se destaca pela qualidade técnica apresentada dentro de campo e, se continuar jogando com a mesma vontade, pode se tornar um grande jogador.

“Espero que continue crescendo, se apresentando sempre com um detalhe a mais. Isso cria confiança. Qualidade ele tem. É questão de tempo e de paciência para que se tenha o caminho natural. Fico feliz por visualizar um grande jogador pela frente”, finalizou.


Vídeos: Gols e Melhores momentos

Santos 2 x 1 Audax-SP

Data: 10/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 15ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.368 pessoas
Renda: R$ R$ 114.150,00
Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva.
Auxiliares: Vitor Carmona Metestaine e Leandro Fernandes Rodrigues.
Cartões amarelos: Zeca (S); Sidão, Gabriel Nunes, Tchê Tchê (A).
Gols: Wellington (43-1); Léo Cittadini (13-2) e Ronaldo Mendes (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe (Ronaldo Mendes), David Braz e Zeca; Léo Cittadini, Vitor Bueno (Joel), Rafael Longuine e Lucas Lima; Patito (Serginho) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

OSASCO AUDAX:
Sidão; Francis (Bruno Lima), Yuri, Gabriel Nunes (Renan) e Velicka; Tchê Tchê, Henrique (Samoel), Rodolfo e Mike, Ytalo e Wellington.
Técnico: Fernando Diniz



Audax leva virada do Santos na Vila, mas garante classificação na ponta

O Audax iniciou a partida contra o Santos lutando pela liderança do Grupo C com o São Paulo. A equipe de Fernando Diniz até chegou a sair na frente, mas acabou sofrendo a virada e perdendo para o Peixe por 2 a 1 na Vila Belmiro. Mesmo assim, com a derrota são-paulina para o São Bento por 1 a 0, o time de Osasco garantiu sua vaga na ponta com 24 pontos, contra 22 do Tricolor. O Santos, com mais uma vitória sob o comando de Dorival Júnior, alcançou os 32 pontos, fechando essa primeira fase na segunda colocação da classificação geral e em primeiro lugar no Grupo A.

O Santos se viu em apuros por 45 minutos neste domingo. Envolvido pelo toque de bola do Osasco Audax e perdido na marcação em função de seus sete desfalques, o Peixe sofreu na primeira etapa da 15ª e última rodada da fase classificatória do Campeonato Paulista. Aos 43 minutos, Wellington entortou Victor Ferraz e marcou um lindo gol para colocar os visitantes em vantagem.

Mas, na segunda etapa, Dorival Júnior conseguiu corrigir os erros de posicionamento do seu time para chegar à vitória. Primeiro, Ricardo Oliveira fez jogada de pivô de futsal antes de servir Léo Cittadini, que entrou na área para empatar o jogo. E já aos 42, Ronaldo Mendes entrou para decretar a virada, pegando uma sobra de bola dentro da área.

Agora, Santos recebe o São Bento no próximo domingo, ainda com horário indefinido, em jogo único pelas quartas de final. Qualquer igualdade leva a decisão para os pênaltis. Enquanto isso, mesmo com a derrota, o Audax jogará em casa, no estádio Municipal Prefeito José Liberatti, contra o São Paulo, por uma vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. O duelo também está pré-agendado para domingo.

O jogo

A promoção da diretoria santista em distribuir uma parte dos ingressos da partida deste domingo sem custos para alguns sócios deu resultado e a Vila Belmiro recebeu um bom público para acompanhar a última apresentação do Santos na fase classificatória do Campeonato Paulista.

Mas, em campo, as coisas não aconteceram como todos esperavam. Muito desfalcado, o Peixe sentiu a ausência de um volante de ofício e deu muitos espaços ao Audax. Ricardo Oliveira foi o único que levou perigo ao goleiro Sidão.

O centroavante quase tirou o grito de gol do torcedor em duas finalizações já dentro da área e em uma cabeçada perigosa depois de escanteio cobrado por Lucas Lima. Mas foi só e muito pouco para satisfazer os santistas.

O Osasco Audax, com o conhecido estilo de jogo de Fernando Diniz, jogou como se estivesse em casa. O toque de bola e as trocas de posições confundiam os jogadores do Peixe, que, desentrosados, não conseguiam parar os adversários. Então, sobrou para Vanderlei.

Primeiro, aos 15 minutos, o camisa 1 só torceu em chute perigoso de Mike. Logo em seguida, com os pés, Vanderlei evitou o gol de Ytalo, já cara a cara. Aos 17, foi a vez de Rodolfo atormentar Zeca e bater firme para nova defesa do goleiro alvinegro.

Nem mesmo a parada técnica para hidratação dos atletas esfriou o ritmo frenético do Audax. Aos 38 minutos, Henrique tabelou e entrou fácil na área santista para exigir mais uma bela intervenção de Vanderlei. Mas, de tanto insistir, os visitantes foram premiados.

Cinco minutos antes do intervalo, Wellington recebeu lançamento do goleiro Sidão pela ponta esquerda, entrou na área, entortou Victor Ferraz com uma caneta espetacular e só cavou a bola por cima do paredão do Santos. Um golaço na Vila Belmiro no último lance de perigo antes do apito do árbitro.

Sem mexer na escalação, Dorival Júnior conseguiu, na conversa, mudar a postura do Peixe na partida. Desde os primeiros minutos da etapa final, o Santos se impôs como mandante e passou a ditar o ritmo do jogo, diferente do que aconteceu nos primeiros 45 minutos.

Tocando mais a bola, com Lucas Lima sendo menos individualista e uma postura mais bem postada no sistema defensivo, o Peixe pressionou e encurralou o Audax em seu campo até chegar ao gol de empate. E isso não demorou para acontecer.

Aos 13 minutos, Zeca trabalhou com Ricardo Oliveira, que fez o pivô e infiltrou para Léo Cittadini, que entrou à área como elenco surpresa e bateu de primeira para marcar seu primeiro gol com a camisa santista. Tudo igual na Vila.

Logo após o gol, Fernando Diniz sacou Gabriel Nunes e Henrique para colocar Renan e Samoel. Dorival também mexeu. Tirou Patito Rodriguez, que nada fez na partida, e colocou Serginho no jogo. Mas foi o Audax que reagiu com as substituições.

Após cobrança de falta, Samoel, em seu primeiro lance, subiu mais alto que a zaga santista e testou com muito perigo por cima do travessão. A jogada deu novo ânimo a equipe de Osasco, que aos poucos foi equilibrando novamente a posse de bola.

Com o cansaço dos dois times, os espaços foram aparecendo no campo e, aos 40 minutos, o Peixe quase virou o jogo. Lucas Lima cobrou escanteio e Luiz Felipe cabeceou no travessão. No lance seguinte, o Audax não resistiu. Boa jogada de Victor Ferraz e a bola sobrou para Ronaldo Mendes, que havia acabado de entrar na vaga de David Braz, para marcar de pé esquerdo. 2 a 1 e festa na Vila Belmiro.

Após o apito final, porém, as duas equipes puderam comemorar. O Santos, pela vitória e pela manutenção do segundo lugar na classificação geral, e o Osasco Audax pela classificação na liderança do Grupo C, já que o São Paulo perdeu para o São Bento.

Bastidores – Santos TV:

Santistas enaltecem poder de reação em jogo difícil contra o Audax

Diante de sete desfalques, Dorival Júnior resolveu arriscar e escalou a equipe sem volantes de ofício. O resultado não foi muito bom na primeira etapa, quando o Osasco Audax ditou o ritmo do jogo, pressionou e saiu na frente do placar. Na segunda etapa, o técnico do Peixe ajeitou a equipe e, com muita dificuldade, o alvinegro praiano chegou a virada na Vila Belmiro.

“Sabíamos que seria um jogo complicado, já que o Audax é um time que tem posse de bola, arrisca mesmo. Se a gente não conseguisse marcar bem, ia sofrer um pouco. Tivemos dificuldades contra um time que toca a bola, em um calor insuportável. Não marcamos bem, mas mostramos força na hora de correr atrás do resultado”, avaliou o capitão Ricardo Oliveira, que deu assistência para o gole de Léo Cittadini.

O segundo gol, já aos 42 minutos, saiu dos pés de Ronaldo Mendes, que assim como Léo Cittadini, marcou pela primeira vez com a camisa do Santos. A aposta de Dorival Júnior havia acabado de entrar no jogo e não escondeu sua empolgação com o momento especial.

“Fico feliz pelo gol, pela vitória. A gente que não vem jogando tem que estar sempre preparado para ajudar quando entrar no jogo. A gente sabe que o jeito de jogar do Audax é de posse de bola, então, tivemos que correr muito. Mas fui premiado no final e consegui esse gol”, disse, logo depois do apito final.

Agora, o Santos terá toda a semana para se preparar para o duelo contra o São Bento, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Alison, Gustavo Henrique, Thiago Maia, Elano, Gabriel e Paulinho voltam a ficar à disposição de Dorival Júnior. Renato, que se recupera de uma fratura no nariz, ainda é dúvida.

Dorival elogia adversário e vibra com ousadia coletiva e individual

O Santos encontrou muito dificuldade neste domingo para superar o Audax na Vila Belmiro. Depois de sair atrás, o Peixe conseguiu a virada na segunda etapa com Léo Cittadini e Ronaldo Mendes, que marcou o segundo gol já aos 42 minutos do segundo tempo. Após o jogo, que encerrou a primeira fase do Campeonato Paulista, Dorival Júnior elogiou o adversário e admitiu um primeiro tempo muito ruim de sua equipe.

“Foi uma partida muito bem jogada, duas equipes que propuseram os jogo a todo momento. Muito complicado o primeiro tempo, tivemos algumas boas situações, mas bem diferente do que estamos acostumados aqui na Vila. Houve uma correção no segundo tempo, voltamos com uma postura mais agressiva, com a marcação no campo do adversário”, analisou o treinador, citando até a demora em uma substituição para exemplificar como foi a partida neste domingo.

“Foi um jogo agradável. Todos puderam ver inclusive na entrada do Joel, que ficou, não sei, quatro ou cinco minutos ali, esperando. Ele não conseguiu entrar. A bola não saia. Esses espetáculos que queremos ver”, reforçou.

As alterações inclusive foram destacadas no confronto. Depois de iniciar o duelo sem volantes de ofício, muito em função de seus sete desfalques, Dorival ainda chegou a colocar Ronaldo Mendes na vaga do zagueiro Luiz Felipe nos minutos finais, deslocando o meia Rafael Longuine para o setor defensivo. E, poucos minutos depoi, foi justamente a aposta do técnico que garantiu a vitória santista.

“Tem momentos que têm que arriscar e o jogo me proporcionava essa condição. Eu estava na dúvida, porque o Luiz (Felipe) tinha dado sinais de câimbras. Eu estava aguardando. Eu queria ver a equipe reagindo. Precisávamos do resultado e fico feliz do Ronaldo ter entrado, entrado bem. Fez o gol da vitória. Uma vitória importante”, disse, minimizando seus méritos para a conquista de mais três pontos.

Outro jogador que marcou pela primeira vez com a camisa do Peixe foi Léo Cittadini. Criado nas categorias de base do clube, o jogador atuou em uma função diferente neste domingo, mais recuado, mas sou aparecer na área no momento certo para empatar o jogo. E a atitude não passou despercebido pelo comandante.

“Ele tem essa característica. Eu não posso cortar essa característica dele. Ele é meia de origem, ele tem que aproveitar isso. Como volante é uma preocupação maior, mas ele tem liberdade. Nós temos de ter meias que joguem, volantes que joguem. Eu espero que eles não percam isso. Você tem de surpreender em alguns momentos com esses jogadores que vêm de trás. E o Léo foi muito feliz. Foi (ao ataque) no momento certo”.

Capivariano 3 x 5 Santos

Data: 03/04/2016, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 14ª rodada
Local: Arena Capivari, em Capivari, SP.
Público:
Renda: R$
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Auxiliares: Fabricio Porfirio de Moura e Ricardo Pavanelli Lanutto
Cartões amarelos: Wigor e Jácio (C); Vanderlei, Elano, Thiago Maia, Gabriel, Gustavo Henrique e Vitor Bueno (S).
Gols: Bruno Maia (22-1), Fabrício Lusa (26-1, contra), Ricardo Oliveira (30-1) e Bruno Maia (47-1); Ricardo Oliveira (13-2), Vitor Bueno (22-2), Gabriel (43-2) e Kleiton Domingues (47-2).

CAPIVARIANO
Cléber Alves; Maguinho, Leandro Silva, Bruno Maia e Vicente (Chico); Fabrício Lusa (Kleiton Domingues), Wigor, Jácio e Alex Barros; Rodolfo e Alex (Jeam).
Técnico: Roberto Fernandes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Rafael Longuine (Lucas Crispim), Thiago Maia e Lucas Lima (Elano); Paulinho (Gabriel), Vitor Bueno e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Peixe marca dois golaços, faz 5 no Capivariano e assegura liderança

O Santos conquistou uma expressiva vitória por 5 a 3 sobre o Capivariano na noite deste domingo e assegurou a liderança do Grupo A do Campeonato Paulista. Jogando na casa do adversário, o Peixe não precisou estar nos seus melhores dias para marcar dois golaços e construir um placar elástico no segundo tempo. Os gols foram marcados por Ricardo Oliveira, duas vezes, Vitor Bueno, Gabriel e Fabrício Lusa, contra. O Capivariano descontou com Bruno Maia, duas vezes, e Kleiton Domingues, no último lance do jogo.

Com 29 pontos conquistados, o Peixe já não pode mais ser alcançado pelo São Bento, vice-líder com 24. Dessa forma, assegura o mando de campo nas quartas de final do Estadual contra o próprio time de Sorocaba. Os interioranos, por sua vez, perderam outra e já confirmaram seu descenso para a segunda divisão.

Na última rodada, os comandados de Dorival Júnior finalizam a preparação para as quartas de final contra o Audax, na Vila Belmiro, enquanto o rebaixado time de Capivari fecha sua passagem pela Série A1 diante do Botafogo-SP, fora de casa.

O jogo

Muito melhor tecnicamente, o Peixe não demorou a tomar as rédeas da partida, apostando na rapidez de Paulinho pela direita e na técnica de Vitor Bueno. Lucas Lima, marcado individualmente por Maguinho, abriu espaço para os companheiros jogarem e praticamente não encostou na bola, mas fez o bastante ao dar a liberdade aos armadores. Faltavam, porém, uma contundência maior na finalização.

Mesmo com o domínio inicial, o Santos já mostrou desde o começo falhas na defesa. Deixando espaço para Rodolfo criar, o Peixe viu os donos da casa chegarem com perigo e, em falha de marcação, inaugurarem o marcador. Gustavo Henrique perdeu a marcação de Bruno Maia e viu o defensor adversário cabecear no contrapé de Vanderlei, que nada pôde fazer.

Acordado pela desvantagem, o time visitante passou a rodar mais a bola e quase que naturalmente chegou à virada. Primeiro, Paulinho recebeu pela direita, encarou a marcação do adversário e cruzou rasteiro. A bola desviou na zaga, Longuine não alcançou e Fabrício Lusa, na segunda trave, se atrapalhou todo, tocando para o próprio gol.

Depois, uma pintura com a assinatura de centroavante da Seleção Brasileira. Ricardo Oliveira movimentou-se bem e Longuine descolou bom lançamento para o camisa 9, que saiu cara a cara com o goleiro. Após dominar com um toque de cabeça, Oliveira observou a saída do goleiro Cléber Alves e aplicou um belo chapéu, empurrando para o gol vazio na sequência.

Ainda que sobrasse na frente, o Santos continuou dando brechas na defesa, principalmente com a má performance de Gustavo Henrique. O zagueiro saiu jogando mal e só não viu o Capivariano empatar porque o árbitro assinalou impedimento inexistente de Alex. O próprio Gustavo dava condições ao avante adversário. Ainda assim, em lance de diversos erros, a bola foi lançada na área do Peixe, Zeca não conseguiu cortar e, após chute cruzado de Jácio, Bruno Maia apareceu para igualar tudo antes do intervalo.

Pressionado a jogar para assegurar de vez a primeira posição da sua chave, o Peixe não demorou a reconquistar a vantagem. Longuine deu mais uma boa enfiada de bola no campo de ataque, Vitor Bueno dividiu com o goleiro e a bola ficou com Ricardo Oliveira. Mostrando calma, o centroavante só tocou a bola para as redes, conseguindo acertar um pequeno espaço entre dois defensores que se posicionaram embaixo da trave.

Depois disso, já praticamente esgotado devido ao forte ritmo do primeiro tempo, o Capivariano foi presa ainda mais fácil. Sem conseguir atacar, viu o Peixe selar a goleada com um lindo gol de Vitor Bueno e outro de Gabriel. Enquanto Bueno deu um “rolinho” em Vicente e, ao invadir área, tocou por cobertura, Gabriel aproveitou passe do próprio companheiro, já nos acréscimos, para bater de direita e deixar o seu. No último lance, Kleiton Domingues aproveitou rebote para dar números finais ao jogo.

Santos força cartões e Gabriel brinca: “Estava quase pedindo para levar o amarelo”

Os jogadores pendurados do Santos entraram em campo na noite deste domingo com o objetivo de “zerar” os cartões amarelos para a fase final do Campeonato Paulista. Com o duelo já resolvido, passaram a fazer um “rodízio” na cobrança de faltas no campo de defesa, sempre demorando até o juiz dar um cartão amarelo. Thiago Maia e Elano utilizaram-se do artifício, e Gabriel estava prestes a fazer o mesmo. Uma reclamação, no entanto foi o bastante para levar a advertência.

“Pô, eu estava quase pedindo para entrar ali no rodízio porque ele não me dava cartão de jeito nenhum (risos). Sou bem calmo no jogo, tentei dar umas reclamadas, mas não estava acontecendo. Aí eu dei uma esbravejada mais forte ali no final e ele me deu o cartão”, brincou o atacante santista, que, assim como o volante, o meia, e o zagueiro Gustavo Henrique, não poderá encarar o Audax, na última rodada, na Vila Belmiro.

Único a não precisar de uma certa ajuda do juiz para receber o amarelo, Gustavo levou o cartão ao parar contra-ataque do Capivariano, também no segundo tempo. Questionado sobre a necessidade de forçar as suspensões antes das quartas de final da competição, o técnico Dorival Júnior defendeu a atitude dos atletas.

“Acabou acontecendo. É um risco muito grande, mas temos uma fase decisiva e não podemos dar bobeira em razão de cartões. É natural. É uma fase difícil, os cartões somados podiam tirar alguns jogadores em uma situação ou outra e agora eu espero poder contar com todos”, afirmou o comandante, alegando não ver qualquer problema na medida. “Acho que nós temos que nos preocupar com a nossa equipe, com o que é melhor para o Santos”, completou.

Sem diversos nomes que costumam ser titulares, Dorival terá a semana toda para montar a equipe que encara o Audax. Na zaga, o mais provável é que Lucas Veríssimo jogue. No meio, Renato deve voltar de lesão, enquanto Paulinho fica no ataque sem Gabriel. Elano é reserva do time.

Bueno lembra videogame e Oliveira minimiza golaço “É minha função”

Autores de golaços na vitória do Santos por 5 a 3 sobre o Capivariano, na noite deste domingo, os atacantes Vitor Bueno e Ricardo Oliveira tiveram reações diferentes ao comentar os tentos. Enquanto o garoto de 21 anos citou sua performance no videogame para explicar o toque por cobertura, o centroavante da Seleção Brasileira preferiu não se empolgar com o chapéu no goleiro.

“Foi um lance de naturalidade. Vi o goleiro adiantado e conclui muito bem. Jogo muito videogame e me inspirei nele. Usei o “L1 quadrado””, comentou Bueno, citando um tradicional “game” de futebol. No controle, a combinação do botão “L1” com o botão “quadrado” faz com que o atleta comandado pelo usuário dê um chute por cobertura.

“A gente está em campo para ser decisivo, a função do centroavante é essa. Meus companheiros trabalham tentando fazer com uqe a bola chegue em mim. Tive a oportunidade de colaborar fazendo dois gols”, analisou Oliveira, fazendo uma ressalva após o time ir para o intervalo empatando por 2 a 2. “No primeiro tempo, erramos um pouco, mas, no segundo, melhoramos e selamos a vitória. Nossa missão primordial é vencer as partidas”, analisou.

O camisa 9, que comemorou 550 jogos na carreira aos 35 anos de idade, também comentou sobre sua permanência na equipe após a proposta de ir ao futebol chinês negada pelo Peixe. Para ele, a decisão que o Alvinegro Praiano tomou acabou sendo acertada no final.

“Nem nos meus melhores sonhos eu tinha imaginado isso, chegar aos 550 jogos em um time dessa grandeza. Fico grato pelo Santos, que me deu essa oportunidade novamente, de voltar a vestir essa camisa. Agradeço muito”, concluiu.