Santos 3 x 0 Santos-AP

Data: 28/04/2016, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: R$ 58.000,95
Público: 5.140 pagantes
Árbitro: William Machado Steffen.
Auxiliares: Gabriel Conti Viana e Diogo Carvalho Silva.
Cartões amarelos: Elano, Lucas Veríssimo e Alison (S); Lessandro, Rafinha, Cavalo, Otavio Pretão (SAP).
Cartões vermelhos: Alison (S) e Lessandro (SAP).
Gols: Luiz Felipe (46-1); Ronaldo Mendes (21-2) e Joel (37-2).

SANTOS
Vanderlei; Igor, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Alison, Ronaldo Mendes, Elano (Lucas Crispim) e Rafael Longuine (Fernando Medeiros); Paulinho (Maxi Rolón) e Joel.
Técnico: Dorival Junior

SANTOS-AP
Zé Maria; Cavalo, Dedé, Jari e Batata(Marabaixo); Otavio Pretão (Michel), Lessandro, Fabinho e Rafinha; Renatinho e Armando (Esquerdinha).
Técnico: Romeu Figueira



Em jogo morno na Vila, Santos elimina xará e avança na Copa do Brasil

O Santos esteve longe de dar uma grande exibição na noite desta quinta-feira, mas cumpriu sua obrigação. Com gols de Luiz Felipe, Ronaldo Mendes e Joel, os reservas de Dorival Júnior venceram o Peixe do Amapá por 3 a 0 e garantiram vaga na segunda fase da Copa do Brasil. Agora, o alvinegro praiano encara o Galvez, do Acre, que eliminou o Rio Branco-AC. Os jogos da próxima fase têm as datas de 4, 11 e 18 de maio reservadas.

Sem ter usado nenhum titular, com exceção ao goleiro Vanderlei, o Santos mais famoso agora se concentra totalmente nas finais do Campeonato Paulista, que se iniciam neste domingo, em Osasco, contra o Audax.

O jogo

Os poucos torcedores que foram à Vila Belmiro na noite desta quinta-feira esperavam ver a equipe partindo para cima e colocando em prática a disparidade técnica desde os primeiros minutos de jogo. Mas, acabaram assistindo uma pressão inicial do outro Santos, aquele que veio do Amapá.

Até os 8 minutos, o Peixe da Amazônia ignorou o fato de ser visitante e partiu para o ataque, criando muito perigo com a dupla Fabinho e Rafinha. Só depois disso que a equipe de Dorival Júnior acordou e tentou se impor diante no seu estádio.

O lance mais perigoso, porém, veio aos 18 minutos, quando Fabinho fez linda jogada pela esquerda, entrou na área e rolou para atrás. Rafinha finalizou por cima do gol. Nesse momento, já era possível ouvir as primeiras reclamações das arquibancadas.

Aos 27 e aos 29, o Santos mais famoso respondeu com um chute de fora de área e Ronaldo Mendes e uma oportunidade com Joel, que acabou travado ao sair cara a cara com o goleiro Zé Maria.

O jogo era mais equilibrado do que se esperava, mas, um lance de sorte, ou azar, dependendo do ponto de vista, acabou sendo crucial. 46 minutos e Elano colocou a bola na área. Luiz Felipe, um dos mais criticados até então, cabeceou. A bola ainda desviou no zagueiro adversário antes de encobrir o goleiro Zé Maria e balançar as redes.

As equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações e o jogo seguiu igual, com o Santos-AP buscando forças para se manter vivo na briga, enquanto o alvinegro praiano tentava, mas não conseguia dominar o jogo de forma mais ampla.

Com o passar do tempo, o Santos-AP foi sentindo o cansaço e o ímpeto caiu. Com isso, o Peixe passou a ter mais tranquilidade e jogar sem pressa. O time dominava, mas não criava qualquer perigo ou dava impressão que não marcaria mais um gol.

Mas, aos 21 minutos, Ronaldo Mendes, um dos poucos que se salvavam na partida, recebeu bola na direita e percebeu o goleiro adiantado. Bateu colocado, por cobertura, abrindo a vantagem em grande estilo.

Em seguida, Alison, que já tinha arrumado confusão na primeira etapa, deu uma cotovelada no adversário e esquentou o clima. O volante acabou expulso. Lessandro também acabou levando o cartão vermelho sem muita explicação.

Dai para frente o jogo tomou um novo rumo. Principalmente depois que Pretão atrasou mal para o goleiro Zé Maria e deu a bola de presente para Joel, que driblou o goleiro e pôs números finais ao jogo: 3 a 0.

Com gritos de “não é mole, não. Quero ver no Paulistão”, o Santos da Baixada fez o dever de casa e garantiu sua vaga na segunda fase da Copa do Brasil, antes de iniciar as finais do Estadual contra o Audax.

Bastidores – Santos TV:

Dorival admite atuação ruim de reservas e valoriza próximo adversário

Mesmo depois de um empate frustrante na primeira partida contra o Santos-AP, Dorival Júnior voltou a repetir a escolha de preservar seus titulares para as finais do Campeonato Paulista e deu a responsabilidade de conseguir a vaga na segunda fase da Copa do Brasil aos reservas, desta vez na Vila Belmiro. No fim, objetivo alcançado, mas a vitória por 3 a 0 não se desenrolou como treinador esperava.

“Não é uma situação fácil. Cria uma ansiedade muito grande. Deu para sentir na primeira partida, como aqui. Primeiro tempo muito abaixo, pouca troca de passe, muita movimentação em momentos que ainda não estávamos preparados para que elas acontecessem. Estávamos atropelando algumas antecipações”, explicou, com ressalvas até mesmo depois dos três gols marcados.

“No segundo tempo, aos poucos, a equipe foi se encaixando um pouco mais, começamos a criar algumas opções. Melhoramos muito, mas ainda assim não foi o que eu esperávamos que acontecesse. Era uma equipe que poderia se comportar de outra forma”, admitiu.

Agora, ainda com data indefinida, o Peixe terá de ir ao Acre para encarar o Galvez, que eliminou o Rio Branco, equipe do mesmo Estado. Quando questionado se mandaria reservas de novo, já que o jogo pode acontecer entre as finais com o Audax, Dorival pediu mais respeito ao adversário.

“Muito relativo essa fragilidade que você coloca. Nessa primeira rodada, algumas grandes equipes já ficaram pelo caminho. Temos uma noção muito clara do qeu é uma Copa do Brasil. Tenho certeza que respeitaremos da mesma maneira que enfrentamos o Santos do Amapá. É uma equipe complicada, perigosa… será respeitada e vamos com a melhor formação possível”, avisou, despistando sobre a questão da escalação.

Joel faz crítica pessoal e Ronaldo Mendes se empolga com mais um gol

O Santos não deu mole para a zebra e eliminou o xará do Amapá na noite desta quinta-feira. Mesmo sem jogar uma partida vistoso, o Peixe fez 3 a 0 com seus reservas e avançou à segunda fase da Copa do Brasil para pegar o Galvez do Acre agora. Assim, o alvinegro praiano ampliou sua invencibilidade em casa na competição nacional para 22 jogos, com 19 vitórias e três empates. A última derrota aconteceu há sete anos, em abril de 2009, quando o CSA venceu por 1 a 0 na Vila.

Joel, que marcou o terceiro gol santista no jogo comentou a vitória. “Fico muito feliz pelo desempenho da equipe. Sabíamos que iam vir fechados, mas o mais importante foi ter alcançado o objetivo, que era passar (de fase)”, disse, explicando o motivo de não ter comemorado quando foi às redes. “Não estou muito satisfeito com a minha atuação. Acabei fazendo o gol, mas não estou muito satisfeito”, admitiu o atacante camaronês, à Espn

Ronaldo Mendes, ao contrário, não conseguia segurar a empolgação. Depois de mais uma bela partida individual e outro gol no estádio Urbano Caldeira, o meio-campista enalteceu a chance dada pelo técnico do Peixe.
“Exatamente. A Copa do Brasil serviu para isso. O primeiro jogo foi muito pegado, campo ruim, viagem longa. Hoje, colocamos a bola no chão, mantemos a calma e fizemos os gols. Serviu como oportunidade para quem não vinha jogando. Esse jogo serviu para isso”, comentou.

Vanderlei, único titular que foi a campo nesta quinta, não reclamou de jogar e quer cabeça voltada para as finais do Campeonato Paulista. “Quero sempre jogar, sempre estar ajudando. Agora é descansar e pensar no Audax”, concluiu o camisa 1.

Dorival aprova estratégia de usar reservas e manda recado ao elenco

Mesmo depois de ficar no 1 a 1 no Amapá e fazer um primeiro tempo muito ruim em casa contra o xará do norte do país, Dorival Júnior não colocou um titular sequer na linha, mantendo apenas Vanderlei como único jogador do time principal a participar dos confrontos com o Santos-AP. A vitória por 3 a 0 não convenceu, mas bastou para o time avançar na Copa do Brasil e ter suas estrelas descansadas para as finais do Campeonato Paulista.

“Eu estou seguro daquilo eu a gente vinha fazendo, só que não poderia arriscar, em uma final de competição, perder um ou dois jogadores. A seriedade é frequente e você tem que evitar uma situação como essa. Acredito que a decisão tomada tenha sido correta. Vamos aguardar e ver a resposta da equipe no domingo”, comentou o treinador, negando que tenha corrido algum risco em excesso.

E com essa escolha de aproveitar tantos suplentes, Dorival também teve a chance de analisar alguns jogadores individualmente. Ronaldo Mendes foi um dos poucos que agradou depois de criar as principais jogadas na partida e marcar um belo gol.

“Cada um vai dando seu recado, vai buscando seu espaço de uma maneira natural. O Ronaldo Mendes vem aparecendo. Jogador tem de estar preparado para esses momentos. É assim que estamos trabalhando”, avisou o treinador.
E ao falar sobre o fato de Joel ter admitido que não comemorou seu gol, o terceiro da equipe, por entender que não estava bem na partida, Dorival concordou. “Ele tem razão. Acho que é importante jogador que tenha essa consciência. Não só o Joel”, disse o técnico.

Mas, o momento que o comandante do Peixe teve mais dificuldade em analisar foi quando questionado sobre a expulsão de Alison, no segundo tempo. O volante só jogou porque Leandrinho contraiu uma virose e, depois de uma cotovelada no adversário, acabou recebendo o cartão vermelho mesmo com o confronto já definido.

“Ainda não conversei com ele. Eu vejo é que a própria expulsão não foi em relação a jogada violenta. Pelo que eu vi de longe foi uma discussão. Natural que você tenha que ter cuidado. Estaríamos correndo um risco muito grande com um atleta a menos”, minimizou o treinador.

Santos 2 x 2 Palmeiras – 3 x 2 nos pênaltis

Data: 24/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.690 pagantes
Renda: R$ 688.235,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Elano e Gabriel (S); Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins e Matheus Sales (P).
Cartão vermelho: Cuca (P).
Gols: Gabriel (39-1); Gabriel (28-2), Rafael Marques (42-2) e Rafael Marques (43-2).
Pênaltis: SANTOS: Converteram: David Braz, Zeca, Victor Ferraz. Desperdiçou: Lucas Lima.
PALMEIRAS: Converteram: Claiton Xavier, Jean. Desperdiçaram: Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Gabriel (Alison) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho (Claiton Xavier); Roger Guedes, Gabriel Jesus (Lucas Barrios) e Alecsandro (Rafael Marques).
Técnico: Cuca



Palmeiras arranca empate heroico, mas Peixe vai à final nos pênaltis

Com a Vila Belmiro 100% alvinegra e com recorde de público e renda, já que a torcida palmeirense não pôde incentivar seu time na semifinal deste domingo por causa da nova norma imposta pela Secretaria de Segurança do Estado, o Santos chegou a sua oitava final de Campeonato Paulista de forma consecutiva ao eliminar o Palmeiras.

Assim como nas decisões do Estadual e da Copa do Brasil em 2015, o confronto entre os dois rivais novamente foi definido nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Lucas Lima desperdiçou, mas o Verdão viu Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass errarem suas cobranças.

Gabriel foi o nome do jogo para o Peixe com dois gols, um em cada tempo, mas Lucas Lima também se destacou com uma grande partida, participando das jogadas dos dois gols. Ricardo Oliveira, sempre alvo de muita provocação, pouco apareceu. Por outro lado, o time de Cuca pagou caro pelas desatenções de Matheus Sales no clássico e pela má partida do volante Gabriel. Rafael Marques, no entanto, entrou no fim para marcar duas vezes em dois minutos e decretar o empate no tempo normal de forma heroica.

Agora, o Peixe encara o Osasco Audax, que também eliminou o Corinthians nos pênaltis, na grande final. Diferente das fases anteriores, o campeão será definido em duas partidas. O time do presidente Vampeta tem o mando no próximo domingo e o segundo jogo acontecerá no fim se semana seguinte, na Vila Belmiro, a não ser que a diretoria queira transferir o jogo para outra praça, como o Pacaembu.

Com a derrota, o Palmeiras ficará pelo menos 20 dias sem entrar campo, já que sua próxima partida está marcada apenas para o dia 15 de maio, um domingo, contra o Atlético-PR, no Palestra Itália, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, antes de iniciar a briga pelo título Paulista, a equipe de Dorival Júnior recebe o Santos-AP, na quinta-feira, pelo segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo

Com toda a Vila Belmiro a seu favor, o Santos iniciou o clássico como se esperava, partindo para cima e ditando o ritmo do jogo. O Palmeiras demorou para acertar a marcação de seus meio-campistas e, por isso, sofreu muita pressão até os 30 minutos.

E logo na primeira jogada de perigo teve polêmica. Vitor Bueno pegou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola explodiu no braço de Roger Guedes, mas o árbitro entendeu como lance involuntário pelo braço do jogador estar colado ao corpo e nada marcou, apesar de muita reclamação dos santistas.

Aos 9 minutos, Lucas Lima cobrou falta venenosa, rasteira, e Fernando Prass espalmou no susto. Dois minutos depois, Gabriel ficou em ótimas condições, de novo nas costas de Egídio, mas preferiu chutar a tocar para Vitor Bueno ou Ricardo Oliveira, que estavam livres, e desperdiçou outra chance.

Em seguida, nova polêmica. Lucas Lima entrou na área e cruzou. Fernando Prass cortou, mas a bola ficou viva. Gustavo Henrique cabeceou para o gol, mas Thiago Martins salvou. Na jogada, porém, Vitor Hugo acertou um chute na cabeça do zagueiro do Peixe, que foi a nocaute. Outro pênalti muito questionado pelos mandantes e não marcado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Logo depois de Fernando Prass defender outra finalização do camisa 20 do Santos, o palmeiras chegou pela primeira vez com um chute fraco, defendido sem dificuldades por Vanderlei aos 25 minutos. Foi o último lance de destaque antes da parada para hidratação dos atletas devido a alta temperatura na Baixada.

No retorno, o Verdão, mesmo sem o apoio de sua torcida na Vila Belmiro, assustou. Roger Guedes fez fila. Passou por Zeca, Thiago Maia e Gustavo Henrique antes de chutar forte, no meio do gol, para grande defesa de Vanderlei. Mas, quando o Palmeiras parecia equilibrar o jogo, Matheus Sales cochilou e perdeu a bola no meio de campo. Lucas Lima arrancou com ela e enfiou para Gabriel, na direita. O camisa 10 limpou a jogada duas vezes, tirando Egídio e Vitor Hugo do lance, antes de finalizar no canto rasteiro de Fernando Prass para abrir o placar e dar a vantagem ao Santos antes do intervalo.

Precisando de pelo menos um gol para levar a definição da vaga na final aos pênaltis, o Palmeiras voltou buscando mais o ataque. Em boa trama entre Alecsandro e Roger Guedes, a bola foi cruzada pelo chão, com perigo, e David Braz cortou providencialmente, já dentro da pequena área. Dois minutos depois, Gabriel ficou de frente para o gol e, apesar da distância, Gabriel Jesus arriscou. Vanderlei pegou em dois tempos.

O Santos, aos poucos, foi ganhando campo e equilibrando as ações. Liderado por um inspirado Lucas Lima, o Peixe avançou a marcação e empurrou o Palmeiras para dentro de seu campo. Cuca então agiu. Sacou Robinho e Alecsandro para colocar Claiton Xavier e Rafael Marques.

E sem qualquer interferência das substituições, o Palmeiras lamentou logo em seguida, aos 16 minutos, uma chance incrível de gol desperdiçada por Gabriel Jesus. O jovem atacante roubou a bola de David Braz e partiu sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, foi traído pelo quique da bola e isolou, para alívio dos santistas.

O lance deixou a Vila Belmiro apreensiva e mais silenciosa. O time alvinegro pareceu ter sentido o momento também e já não conseguia mais manter o ritmo, com o Palmeiras, por outro lado, cada vez mais audacioso em busca do gol de empate.

E novamente quando alviverde parecia melhor em campo, o Santos foi às redes. Já sem a mesma intensidade, o Peixe voltou a aproveitar uma vacilo de Matheus Sales para tomar a bola e partir para o contra-ataque. Zeca infiltrou na área pela esquerda, recebeu de Lucas Lima e deixou o volante palmeirense Gabriel no chão antes de rolar para o outro Gabriel, seu companheiro, que bateu de primeira e ampliou a vantagem do Santos: 2 a 0.

Partindo para o tudo ou nada, Cuca mandou Lucas Barrios para o jogo na vaga de Gabriel Jesus. Dorival então sacou Thiago Maia e Gabriel, muito aplaudido, para colocar Léo Cittadini e Alison. A esta altura, o Santos já administrava o resultado diante de um Palmeiras nitidamente cansado e sem forças para reagir.

E quando a torcida santista já alternava entre gritos de “eliminado” e “olé”, Rafael Marques brilhou de forma inesperada. Primeiro, aos 42, venceu divida com os zagueiros adversários e bateu para o gol para descontar e colocar fogo no jogo. No lance seguinte, um minuto depois, subiu mais alto que a zaga alvinegra para aproveitar cruzamento de Claiton Xavier e empatar o clássico.

Nos minutos finais, até os acréscimos, o Palmeiras seguiu martelando em busca de uma virada heroica. O Santos sentiu o golpe, tanto dentro quanto fora de campo, nas arquibancadas. Mas, de forma emocionante, o jogo foi encerrado com o empate por 2 a 2 e pela terceira vez seguida uma decisão entre os dois rivais teve de ser decidida nos pênaltis.

Pênaltis

O Palmeiras começou batendo com Claiton Xavier, que marcou com segurança. Na sequência, Lucas Lima parou em Fernando Prass. Mas Barrios também perdeu, em boa defesa de Vanderlei, que encaixou. David Braz, Jean e Zeca converteram os seus, até Vanderlei pegar o de Rafael Marques. Ai, Victor Ferraz marcou o seu e Fernando Prass acabou como vilão ao isolar a sua cobrança.

Assim, o Palmeiras voltou a cair diante do Santos em cobrança de pênaltis na Vila Belmiro, assim como no Paulistão do ano passado. Enquanto isso, o Peixe vai para sua oitava final seguida de Estadual.

Bastidores – Santos TV:

David Braz chora e Vanderlei destaca calma em vitória nos pênaltis

Santos e Palmeiras mais uma vez proporcionaram um jogo recheado de emoção, drama e luta. Neste domingo, na Vila Belmiro tomada por santistas, já que o clássico foi o primeiro com torcida única no Estado, depois de um empate normal por 2 a 2, o Peixe avançou à final depois de uma vitória por 3 a 2 nas penalidades. Agora, a equipe de Dorival Júnior encara o Osasco Audax na grande decisão.

“Muita emoção”, comentou David Braz, chorando de emoção logo após a definição do jogo. “Foi o jogo mais desgastante que já joguei. Corremos o máximo para dar a vitória ao torcedor que ajudou bastante, mas duas bobeiras nossas tomamos os gols. Seria uma injustiça grande não ir para a final. Toda honra e glória para Jesus Cristo, que viu nossas lutas. Todos viram que poderíamos chegar de novo à final do Paulista”, disse o zagueiro, que ficou quase quatro meses parado por causa de uma lesão sofrida na final da Copa do Brasil.

Nas cobranças de pênaltis, quando todos olhavam para Fernando Prass, Vanderlei foi quem se destacou ao defender as cobranças de Barrios e Rafael Marques, quanto seu companheiro de posição pegou apenas o chute de Lucas Lima e depois isolou a cobrança deu números finais à disputa.
“Estávamos com o jogo ganho e demos dois vacilos que o Palmeiras aproveitou. Mas a gente sabia que conseguiria essa vitória. Tenho um jeito discreto, procuro ser calmo e passar tranquilidade aos companheiros”, explicou o camisa 1 do Peixe, sempre muito sereno, até mesmo depois de um clássico eletrizante.

Dorival vê justiça, explica substituição e mostra raiva de pênaltis

Dorival Júnior demorou um pouco mais do que o habitual para dar sua entrevista coletiva depois da vitória por 3 a 2 nos pênaltis sobre o Palmeiras, após um empate por 2 a 2 no tempo normal, neste domingo. Com o semblante acelerado, logo depois de sair dos vestiários, o técnico foi logo perguntado sobre a reação palmeirense ter alguma relação com a troca de Gabriel por Alison quando o jogo parecia decidido.

“Sinceramente, não. O Alison entrou em uma função e abrimos o Lucas Lima, e colocamos o Cittadini para a função do Lucas Lima. Se fosse o caso do Palmeiras nos envolvendo eu daria a mão à palmatória. Mas foi uma jogada de dividida e na sequência teve uma bola na área em que o citado Alison nem participou”, explicou, deixando claro que, na sua visão, o Palmeiras não merecia a vaga à final do Campeonato Paulista.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não saísse com a classificação. Sou muito sincero. São circunstâncias de uma partida, que acontece em qualquer partida, mas, o modo como a partida vinha sendo conduzida… A não ser dois momentos, um dos Roger Guedes e outro de uma falha na saída, com o Gabriel Jesus. Não vejo nenhuma relação com a substituição”, completou.

O treinador admitiu que sua equipe sentiu o primeiro gol e acabou não desempenhando em campo aquilo que ele havia planejado com as substituições. Mas, nem por isso, criticou qualquer jogador e preferiu culpar apenas a dramaticidade que o esporte pode proporcionar.

“Era o momento de aproveitarmos os espaços do Palmeiras. Nós tínhamos tudo para que pudéssemos ter um final de partida mais tranquilo, mas é futebol. Futebol acontece de tudo e quando você menos espera. Seria uma derrota muito grande se o Santos não saísse classificado daqui hoje pelo que jogou, pelo que produziu durante os 90 minutos”, ressaltou.

Nem mesmo os gritos de “eliminado” que os santistas já ecoavam das arquibancadas ou os inúmeros “olés” a cada toque na bola, que sempre irritam a equipe adversária, mexeram ou mudaram a atitude dos jogadores, garante Dorival.

“Não senti isso dentro de campo. Estávamos equilibrados. Não nos encolhemos. Nós não recolhemos a marcação. Continuamos a marcação como fizemos no jogo todo. Tirar lição é natural, no futebol você tem de estar atendo, mas não percebi contagio da arquibancada”.

Nos pênaltis, o Santos começou errando com Lucas Lima, mas viu David Braz, Zeca e Victor converterem suas cobranças, enquanto Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass desperdiçaram para os palmeirenses. Para Dorival, este é um momento difícil de se explicar.

“É um pouco de tudo. É emocional, é equilíbrio, sorte, estar treinado. Às vezes um grande batedor falha e um batedor que não esteja passando confiança nos treinos, faça. Para quem está ali dentro é a pior coisa que existe. Uma obrigação e, queira ou não, penaliza qualquer profissional”, comentou, claramente incomodado com a forma tradicional utilizada para desempate de um jogo.

“A cada ano a gente vai acompanhando, vivendo várias decisões e a gente nunca aprende com pênaltis. Não existe preparação adequada. Não tem como saber se seu time vai vencer, se está preparado. Para mim, continua sendo uma grande loteria”, esbravejou, contrariado.

Santos de Dorival iguala recorde da Era Pelé e amplia invencibilidade

A vitória nos pênaltis em cima do Palmeiras depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal fez com que a equipe comandada por Dorival Júnior alcançasse uma marca histórica. Desde a Era Pelé o Peixe não chegava a oito finais seguidas no Campeonato Paulista, feito igualado na tarde/noite deste domingo, na Vila Belmiro.

A atual sequência começa em 2009, quando o alvinegro praiano ficou com o vice diante do Corinthians. Em seguida, veio o Tri em 2010, 2011 e 2012, frente a Santo André, Corinthians e Guarani. Em 2013, nova derrota para o Corinthians e em 2014 outro vice, dessa vez diante do Ituano, até o título no ano passado, sobre o Palmeiras.

Vale destacar que o Santos também ficou com a taça nas disputadas de 2006 (contra a Portuguesa) e 2007 (contra o São Caetano), e só teve sua sequência de finais interrompida por Palmeiras e Ponte Preta, que decidiram o Paulista de 2008.

Apenas Pelé e companhia haviam conseguido chegar a oito finais consecutivas. Entre 1955 e 1962, o Rei do Futebol comandou o time da Vila Belmiro em uma soberania que, naquela época, se estendia também de forma nacional.

Outra marca significativa do atual Santos é número de jogos sem derrota em seu estádio. Com o empate por 2 a 2 neste domingo, o time chegou a 26 partidas de invencibilidade, com 22 vitórias e 4 empates. No Paulista, o Peixe não perde desde 3 de abril de 2011, quando o Palmeiras venceu por 1 a 0. São quase cinco anos sem sofrer qualquer revés na Baixada pelo Estadual.

No geral, a invencibilidade chega a quase 9 meses. A última derrota na Vila aconteceu dia 5 de julho, 3 a 1 para o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. No jogo seguinte, Dorival Júnior assumiu o time no lugar de Marcelo Fernandes e, desde então, o Santos nunca mais perdeu como mandante, em Santos.

Lucas Lima volta a cutucar Palmeiras após vaga no Paulista

Titular durante os 90 minutos no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, no tempo regulamentar, Lucas Lima se soltou na internet depois de o Peixe levar a melhor nos pênaltis.

Assim como já havia feito há algumas semanas, quando o Verdão caiu na Libertadores em razão de uma combinação desfavorável de resultados, Lucas Lima voltou a cutucar o rival com o suporte do Twitter, uma das redes sociais em que o jogador é ativo.

Se, após a desclassificação na Libertadores, Lucas Lima desejou uma boa sexta com “muito, mas muito mais alegria” aos seus seguidores, após a vitória na semifinal deste domingo, publicou mais um comando em seu canal: “Bate no peito e diz: oitava final seguida! #maximorespeito #peixao #santossempresantos”, escreveu.

A frase do meio-campista pode ser interpretada em tom provocativo já que o “bate no peito” foi uma marca registrada por Zé Roberto logo no início de 2015, ainda sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Na ocasião, antes da estreia no Paulistão, Zé Roberto pregou um discurso motivacional aos companheiros, ainda no vestiário, e pediu que batessem no peito, uns dos outros, declarando que o “Palmeiras é grande”.

Antes de ir ao Twitter para brincar com os seguidores, Lucas Lima relevou as provocações, garantindo que é coisa do jogo, e que preferia gastar o tempo com sua torcida e seus colegas.

“Vou só comemorar junto com a minha torcida, mas sempre respeitando a equipe e grandeza do Palmeiras. Isso é mais pela imprensa e parte da torcida. Mas como falei, vou comemorar com a minha torcida e deixar a deles de lado”, disse ainda dentro de campo.

Vanderlei brinca com Prass: “Não sei onde foi parar a bola até agora”

Gabriel marcou dois gols para o Peixe e Rafael Marques repetiu a dose pelo Palmeiras no clássico emocionante desse domingo, pela semifinal do Paulista. Mas, quem ficou com o rótulo de herói foi Vanderlei. O goleiro santista defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e garantiu o Santos em mais uma final de Campeonato Paulista.

“Feliz de ter ajudado toda a equipe. Fizemos uma partida excepcional. No finalzinho, tivemos desatenção, que ocasionou os dois gols. Deu a possibilidade de classificação para eles, mas, mantivemos a calma nas penalidades e saímos com a classificação”, comentou o camisa 1, que abdicou de estudar os cobradores palmeirenses por opção pessoal.

“A questão de pênalti é complicada. É de cada um. O Prass gosta de ver os adversários. Eu, nesse jogo, preferi não ver, porque você é influenciado. Sabemos que todas as equipes fazem isso. Você tem a possibilidade de saber onde o batedor bate. Goleiro não está acostumado a bater. Ele bateu na Copa do Brasil e fez o gol. Fiquei no meio para dificultar. Ele precisou tirar muito e foi para fora”, lembrou.

Aliás, quando questionado sobre o momento em que teve de ficar novamente frente a frente com um companheiro de posição em uma penalidade, Vanderlei, sempre muito sereno, brincou.

“Foi tranquilo. Ele chutou forte. Tem gente que não sabe onde foi parar a bola até agora. Foi felicidade muito grande”, disse, arrancando risos dos jornalistas que acompanhavam a entrevista no CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira.

Mas, falando sério, Vanderlei explicou um pouco da sua estratégia na hora dos pênaltis e não eximiu a responsabilidade de se destacar, mesmo com a pressão nos jogadores de linha sempre acabarem tomando toda a atenção.

“Não escolher. Esperar o quanto puder e não sair antes para o adversário não rolar para o outro lado. Esperei e é ter explosão. Acertei todos os cantos. Eles falam muito que goleiro não tem responsabilidade, mas tem. Se não defender, dificilmente a equipe ganhar. Eu trabalhei muito”, contou.

Agora, o Peixe faz dois duelos contra o Osasco Audax para definir quem fica com a taça. Domingo a partida é na Grande São Paulo e no fim de semana seguinte a Vila Belmiro recebe a finalíssima. Para Vanderlei, a chegada do time de Fernando Diniz não chega a ser uma novidade.

“Não estou surpreso, porque o Audax jogou bem contra todos os grandes. Ganhou de São Paulo, Corinthians, Palmeiras. Com a gente, fez um grande jogo. Equipe qualificada, difícil de ser marcada. Vai ser uma grande decisão, mas sabemos do nosso potencial”, finalizou.

Santos-AP 1 x 1 Santos

Data: 21/04/2016, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio Olímpico Zerão, em Macapá, AP.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso.
Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos.
Cartões amarelos: Armando, Cavalo e Fabinho (SAP); Luiz Felipe, Paulinho e Alison (S).
Gols: Rafinha (44-1); Joel (33-2).

SANTOS-AP
Zé Maria; Cavalo, Jari, Dedé e Batata (Raí); Pretão, Lessandro, Renatinho e Armando; Fabinho e Rafinha.
Técnico: Romeu Figueira

SANTOS
Vladimir; Alison, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Léo Cittadini, Leandrinho (Igor), Serginho (Ronaldo Mandes) e Rafael Longuine (Maxi Rolón); Paulinho e Joel.
Técnico: Lucas Silvestre (auxiliar)



Santos do Amapá arranca empate com o Peixe e “ganha” segundo jogo

Com uma folha mensal de R$ 70 mil por mês e o histórico de nunca ter avançado além da primeira fase na Copa do Brasil, o Santos do Amapá fez história na noite desta quinta-feira ao arrancar um empate por 1 a 1 com o Peixe Da Vila Belmiro. Fundado em 1973 justamente para homenagear a equipe de Pelé e companhia, os alvinegros do extremo norte do país chegaram a sair na frente com Rafinha. Joel descontou na segunda etapa. A partida ainda teve uma paralisação de 30 minutos por causa de um temporal que tornou o jogo impraticável.

Com a igualdade no modesto estádio Olímpico Zerão, em Macapá, as duas equipes voltam a se enfrentar no segundo jogo, por ora marcado para a Vila Belmiro, dia 28, na próxima quinta-feira. Só a viagem já foi motivo para muita comemoração dos nortistas.

Antes, Santos e Palmeiras fazem clássico na Vila Belmiro às 16 horas deste domingo pelas semifinais do Campeonato Paulista. O confronto é encarado como prioridade pelo clube da Baixada e, por isso, os principais jogadores ficaram no CT Rei Pelé treinando com Dorival Júnior, enquanto Lucas Silvestre comandou os reservas nesta quinta.

O jogo

A decisão de Dorival Júnior em mandar uma equipe repleta de reservas e meninos da base para a estreia na Copa do Brasil não diminuiu a responsabilidade do clube em conseguir um resultado positivo diante de um adversário que beira a condição de amador no futebol nacional.

Mas, Lucas Silvestre, que viajou ao norte do país para comandar a equipe, não conseguiu fazer com que os atletas correspondessem em campo. O time da Vila Belmiro finalizou apenas duas vezes na primeira etapa, ambas com Rafael Longuine. Na primeira, o chute de longe foi facilmente defendido pelo goleiro Zé Maria, de 37 anos. Em seguida, uma cobrança de falta que apenas assustou.

A equipe mandante, que claramente não se incomodava com o perde e ganha no meio de campo e com as poucas finalizações, chegou uma única vez ao gol de Vladimir. E bastou. Alison falhou no posicionamento pela direita e Rafinha recebeu a bola livre de marcação.

Dentro da área, o camisa 10 fuzilou. O goleiro do Peixe chegou a tocar na bola e Caju tentou evitar o gol. Apesar de toda a dificuldade do lance, o auxiliar confirmou que a bola passou totalmente da linha e o estádio Olímpico Zerão foi ao delírio, com direito a invasão do banco de reservas para comemorar o tento histórico.

“Não tenho dúvida nenhuma. Bola entrou realmente. É só felicidade. Sabemos da grandeza do Santos, impomos uma estratégia de jogo para fazer o gol em uma bola, mesmo jogando em casa, e estamos conseguindo”, comentou o autor da façanha, na saída para o intervalo.

Em busca de uma mudança de atitude, Lucas Silvestre sacou Serginho e Leandrinho para colocar Ronaldo Mendes e Igor, respectivamente. A equipe até voltou ligeiramente melhor, mas, logo aos 10 minutos, uma chuva torrencial, acompanhada de muito vento, obrigou o árbitro Joelson Nazareno Ferreira Cardoso a paralisar o jogo. Com o gramado encharcado, os dois elencos e a arbitragem foram para os vestiários para aguardar a situação melhorar.

Depois de 30 minutos, já sem chuva, mas com o campo ainda em péssimas condições, a partida foi reiniciada. E logo nas primeiras jogadas ficou claro que a bola aérea se transformaria na principal arma das duas equipes, pois a bola não rolava como deveria.

E assim, depois de muitas jogadas ríspidas e infinitas disputas pelo alto, o Santos da Baixada chegou ao empate aos 33 minutos. Em uma das dezenas bolas alçadas na área, Joel cabeceou, Zé Maria e falhou e a bola entrou. Tudo igual. E assim ficou até o apito final, obrigando o segundo confronto, dia 28, na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Joel marca de novo, mas lamenta jogo de volta com Santos do Amapá

O Santos apostou nos reservas e nos famosos meninos da Vila para a estreia na Copa do Brasil de 2016 contra o modesto Santos do Amapá, que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro e nunca avançou além da primeira fase na competição nacional por mata-mata. Mas, em um jogo muito ruim tecnicamente e que ainda teve o agravante de um temporal que chegou a paralisar a partida na segunda etapa, o empate por 1 a 1 garantiu a necessidade de um segundo confronto, na próxima quinta-feira.

“No primeiro tempo, deixamos a desejar, mas a equipe está de parabéns. Lutamos até o final. Não queríamos levar o jogo para a Vila Belmiro, mas a equipe está de parabéns e, na Vila Belmiro, podemos passar de fase”, analisou Joel, em entrevista à Espn.

O camaronês era um dos principais destaques da equipe da Baixada, já que os titulares ficaram no CT Rei Pelé com Dorival Júnior focados na preparação para a semifinal do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, no domingo. E apesar de ter marcado seu quarto gol com a camisa santista e ter evitado a derrota, Joel não escondeu o ar de decepção.

“Eu pude dar o meu melhor. Não ajudei a sair com a vitória, mas a equipe está de parabéns. O Resultado não foi o que a gente queria, mas evitamos a derrota”, concluiu, sem sorriso no rosto.

Agora, a delegação alvinegra tem voo de volta marcado para às 5 horas desta sexta-feira. O planejamento prevê a sexta-feira de folga para o grupo que esteve no norte do país nesta quinta e um trabalho diferenciado no sábado, para que Dorival possa contar com todos no domingo, caso precise, durante o clássico decisivo com o Palmeiras.

Peixe lamenta jogo da Copa do Brasil em meio a finais do Paulista

Os reservas do Santos não conseguiram cumprir o papel esperado pela comissão técnico alvinegra com o empate por 1 a 1 na noite desta quinta-feira diante do Santos do Amapá. A ideia de matar o jogo de volta e focar totalmente em uma eventual final de Campeonato Paulista foi por água abaixo com a obrigatoriedade de fazer o segundo jogo contra o xará do norte na próxima quinta-feira. “O resultado não foi bom pelas circunstâncias do jogo. Tínhamos que ter vencido aqui e ter levado outro resultado para a Vila Belmiro”, admitiu Lucas Silvestre, auxiliar que substituiu o técnico Dorival Júnior em Macapá.

Neste domingo, às 16 horas, o Peixe enfrenta o Palmeiras em duelo único pelas semifinais do Estadual. Caso avance para a grande decisão, três dias antes do primeiro confronto frente ao vencedor de Corinthians e Osasco Audax, o alvinegro terá a missão de espantar a zebra na Copa do Brasil.

“São muitas competições, muitos jogos. Aí o jogador acaba acostumando. Claro que se tivéssemos só um jogo por semana seria o ideal. Jogando duas vezes por semana você não tem tempo para se recuperar e descansar. Seria interessante, mas, pelo número de competições, fica complicado”, disse, conformado, o zagueiro Gustavo Henrique.

Mas o Peixe não tem muito do que reclamar. Foi o único grande de São Paulo que não precisou dividir suas atenções em mais de uma competição até agora. Dorival Júnior tenta ignorar o fato do clube ter ficado de fora da Copa Libertadores durante todo este período, mas isso lhe garantiu semanas livres para recuperar atletas e treinamentos, bem diferente da rotina de seus rivais.

Até por isso, Dorival tem repetido mais suas escalações do que Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Mesmo assim, Lucas Silvestre garantiu que os atletas que viajaram para o Amapá estarão prontos para o clássico do fim de semana, caso o técnico recorra ao banco de reservas. “Creio que para domingo esses jogadores vão poder ajudar a gente”, vislumbrou o auxiliar e filho do comandante santista.

Ao menos Dorival Júnior não tem problemas com seu time principal. O treinador passou toda a semana realizando trabalhos fechados à imprensa no CT Rei Pelé, preparando os titulares para a semifinal. “A expectativa é de um grande jogo. Sabemos da qualidade do Palmeiras. Eles vêm para ganhar. Vamos tentar fazer nosso melhor para colocarmos o Santos mais uma vez em uma final”, avisou o zagueiro Gustavo Henrique, um dos atletas poupados na Copa do Brasil, empolgado com o momento do time.

Santos 2 x 0 São Bento

Data: 16/04/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de Finais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.051 pessoas
Renda: R$ 477.280,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo.
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Patrick André Bardauil.
Cartões amarelos: David Braz (S).
Gols: Vitor Bueno (08-1) e Vitor Bueno (40-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Rafael Longuine); Gabriel (Joel) e Ricardo Oliveira (Elano).
Técnico: Dorival Junior

SÃO BENTO
Henal; Régis Souza, João Paulo, Pitty e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Éder (Diego Clementino), Serginho Catarinense e Clébson (Everton Sena); Edno (Anderson Cavalo) e Rossi.
Técnico: Paulo Roberto Santos



Com dois de Vítor Bueno, Santos vence São Bento e vai para a semifinal

O Santos está na semifinal do Campeonato Paulista. Neste domingo, o Peixe avançou no Estadual ao vencer o São Bento por 2 a 0, na Vila Belmiro. Novo xodó de Dorival Júnior, Vítor Bueno foi o nome do jogo, marcando os dois gols da equipe e participando ativamente da partida.

Com o resultado, o Santos aumentou a sequência de invencibilidade na Vila Belmiro. Agora, o Peixe acumula 25 jogos sem perder em casa, sendo 22 vitórias e três empates. O Alvinegro Praiano segue na busca para chegar à oitava final consecutiva do Paulistão e levantar o caneco mais uma vez.

Classificado, o Santos espera a definição das quartas de final para conhecer seu adversário na briga por uma vaga na decisão do Campeonato Paulista. O rival santista sai do confronto entre Palmeiras e São Bernardo, que será realizado na próxima segunda-feira, às 21h (de Brasília), no Palestra Itália.

O jogo

Jogando diante de seu torcedor, o Santos foi logo para cima do São Bento. Com ritmo acelerado e trocas rápidas de passes, os alvinegros chegavam ao ataque com facilidade, principalmente pelos lados do campo. Victor Ferraz e Zeca subiam com liberdade para apoiar. E foi justamente em uma jogada iniciada pelo lado direito que o Peixe abriu o placar, aos oito minutos. Vítor Bueno tabelou com Gabriel, carregou pelo meio e chutou cruzado com categoria, sem a menor chance de defesa para Henal.

O gol sofrido no começo obrigou o São Bento a sair mais para o jogo. Na marca de 11 minutos, o time de Sorocaba chegou pela primeira vez ao ataque. Régis cruzou da direita, mas Victor Ferraz apareceu para cortar. No entanto, o Santos continuava dominando as ações e por pouco não ampliou, aos 14 minutos. Gabriel tocou de calcanhar para a passagem de Victor Ferraz, que cruzou buscando Ricardo Oliveira. A zaga afastou o perigo.

No meio do primeiro tempo, o Santos diminuiu o ritmo, mas não perdeu o controle do jogo. O São Bento equilibrou a posse de bola, mas não conseguiu assustar Vanderlei. O Peixe voltou a pressionar nos dez minutos finais. Aos 34, Ricardo Oliveira deixou Gabriel cara a cara com Henal, mas o atacante finalizou em cima do goleiro. Na sequência, Victor Ferraz cruzou com perigo e a zaga afastou. Aos 36, Henal defendeu cabeçada de Ricardo Oliveira e no ataque seguinte, Vítor Bueno apareceu livre dentro da área, porém chutou fraco.

Na marca de 39 minutos, Lucas Lima roubou uma bola pela esquerda, puxou o contra-ataque e rolou para entrada da área. Renato chegou batendo de primeira, mas pegou mal e mandou longe. No lance seguinte, Thiago Maia arriscou de fora, mas errou. A pressão santista teve resultado aos 40 minutos. Ricardo Oliveira recebeu bola de Gabriel, na esquerda da área, e bateu cruzado. Vítor Bueno apareceu na segunda trave para empurrar para o fundo das redes de carrinho e ampliar para o Peixe.

O São Bento voltou melhor para o segundo tempo. Em desvantagem no marcador, o time de Sorocaba precisava ir ao ataque. Na marca de sete minutos, Régis ganhou a bola no campo ofensivo, cruzou para a área e acertou o travessão de Vanderlei. Aos 15, o mesmo Régis arriscou de longe e mandou na rede pelo lado de fora, assustando os santistas. Aos 19, Edno recebeu no pivô e rolou para a direita. Rossi chegou batendo, mas Vanderlei defendeu.

O Santos mudou a maneira de jogar na etapa final e deu campo para o adversário jogar, apostando nas saídas rápidas nos contragolpes. O São Bento foi criando chances. Aos 24 minutos, Anderson Cavalo, que substituiu Edno, avançou pela esquerda, invadiu a área, driblou Vanderlei e, com o gol vazio, chutou na trave. O Peixe respondeu na sequência, com Ricardo Oliveira, que aproveitou cruzamento da esquerda e cabeceou com perigo.

O São Bento não desistia de tentar o gol. Aos 34 minutos, Joel errou na saída de bola santista e entregou para Everton Sena, que avançou em direção à área e bateu cruzado. A bola passou à direita de Vanderlei. Aos 36, o mesmo Everton Sena arriscou da entrada da área, mas mandou por cima. Aos 38, Diego Clementino ficou cara a cara com Vanderlei, mas o goleiro saiu bem e evitou o gol, garantindo a vitória do Peixe sem ser vazado.

Bastidores – Santos TV:

Santistas exaltam vitória e capacidade de suportar pressão do São Bento

O Santos garantiu presença na semifinal do Campeonato Paulista, neste domingo, ao vencer o São Bento por 2 a 0, na Vila Belmiro, com dois gols de Vítor Bueno. O Peixe dominou a partida no primeiro tempo e poderia ter conseguido um resultado elástico logo nos 45 minutos iniciais. Na etapa final, porém, o São Bento cresceu e pressionou, assustando os alvinegros.

Apesar do segundo tempo diferente do primeiro, os jogadores do Santos exaltaram a vitória e a classificação, assim como a capacidade de suportar a pressão imposta pelo time de Sorocaba. “Estamos felizes pelo resultado que construímos e pela vitória“, disse Ricardo Oliveira.

Gabriel, que teve atuação abaixo do que pode desempenhar, destacou a importância da vitória porque dá ao Santos o mando de campo na semifinal. “Importante a vitória porque nos dá a chance de jogar em casa na próxima fase. Foi convincente, soubemos sofrer no segundo tempo”, avaliou Gabriel.

“A gente teve bastante possibilidade no primeiro tempo e a equipe do São Bento é perigosa, eles estavam tentando encaixar um contra-ataque. Mas, graças à Deus, nós conseguimos bloquear os contra-ataques deles. Jogamos muito bem, não levamos gol e merecemos a classificação para a semifinal”, afirmou o zagueiro David Braz.

Para Renato, o Peixe relaxou com a tranquilidade do primeiro tempo e passou a errar mais. “A gente sabia que estava com resultado do primeiro tempo e erramos alguns passes, então não conseguimos ter mais chances. Controlamos, mas tivemos perigos por erros nossos”, declarou o experiente volante.

Dorival elogia primeiro tempo, mas critica erros de posicionamento

O Santos começou em ritmo intenso a partida contra o São Bento, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, e logo com oito de minutos já havia aberto o placar. Ao longo da primeira etapa, o Peixe ainda marcou o segundo gol e teve chances de ampliar o marcador, mas não as aproveitou. Dorival Júnior elogiou o desempenho inicial do time.

“A intensidade no primeiro tempo foi muito grande e nós tivemos algumas dificuldades depois, porque alguns jogadores ficaram sem atuar e sentiram o ritmo. Parece estranho, mas é a realidade. O São Bento cresceu e ficou com a posse de bola, até maior do que a que nós conseguimos antes”, afirmou.

O técnico santista destacou a movimentação constante e a rápida troca de passes dos jogadores, que criaram inúmeras oportunidades de gol. O comandante alvinegro, porém, não ficou satisfeito com a oscilação apresentada no segundo tempo.

“Foi interessante a criação de jogadas, a aproximação, a troca de passes. A oscilação é realmente o que acaba nos preocupando. Vamos trabalhar para buscar as correções para que não estejamos propensos às situações que criadas pelo adversário, possibilitadas pelo nosso posicionamento tático”, declarou.

Para Dorival, o modo de o Santos jogar, buscando o ataque a todo momento, fez com que o time não valorizasse a posse de bola e a vantagem que possuía, errando passes e dando espaços para o adversário atacar.

“Nossa equipe joga muito vertical e em alguns momentos atravessamos muito as jogadas, que poderiam ser de troca de bola, de posicionamento consistente. Acabamos, às vezes, comprometendo a maneira como a equipe estava distribuída para determinado lance, criando espaços em um momento ou outro do jogo”, avaliou o treinador alvinegro.

Atuação decisiva de Vítor Bueno rende louvores do treinador santista

Principal nome da classificação do Santos à semifinal do Campeonato Paulista, no último domingo, quando marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o São Bento, Vítor Bueno ganhou louvores do técnico Dorival Júnior pela atuação decisiva na partida.

“É uma satisfação ver um garoto buscando espaço, buscando confirmação. Ele vem conquistando seu espaço, dando seu recado. Acredito que a evolução siga acontecendo. Ele estava no sub-23, chamando pouco a atenção. Ainda está em trabalho de formação. Temos que caminhar com calma. Sempre que possível, a oportunidade vai acontecer”, disse Dorival.

Para o comandante alvinegro, Vítor Bueno se destaca pela qualidade técnica apresentada dentro de campo e, se continuar jogando com a mesma vontade, pode se tornar um grande jogador.

“Espero que continue crescendo, se apresentando sempre com um detalhe a mais. Isso cria confiança. Qualidade ele tem. É questão de tempo e de paciência para que se tenha o caminho natural. Fico feliz por visualizar um grande jogador pela frente”, finalizou.


Vídeos: Gols e Melhores momentos

Santos 2 x 1 Audax-SP

Data: 10/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 15ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.368 pessoas
Renda: R$ R$ 114.150,00
Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva.
Auxiliares: Vitor Carmona Metestaine e Leandro Fernandes Rodrigues.
Cartões amarelos: Zeca (S); Sidão, Gabriel Nunes, Tchê Tchê (A).
Gols: Wellington (43-1); Léo Cittadini (13-2) e Ronaldo Mendes (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe (Ronaldo Mendes), David Braz e Zeca; Léo Cittadini, Vitor Bueno (Joel), Rafael Longuine e Lucas Lima; Patito (Serginho) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

OSASCO AUDAX:
Sidão; Francis (Bruno Lima), Yuri, Gabriel Nunes (Renan) e Velicka; Tchê Tchê, Henrique (Samoel), Rodolfo e Mike, Ytalo e Wellington.
Técnico: Fernando Diniz



Audax leva virada do Santos na Vila, mas garante classificação na ponta

O Audax iniciou a partida contra o Santos lutando pela liderança do Grupo C com o São Paulo. A equipe de Fernando Diniz até chegou a sair na frente, mas acabou sofrendo a virada e perdendo para o Peixe por 2 a 1 na Vila Belmiro. Mesmo assim, com a derrota são-paulina para o São Bento por 1 a 0, o time de Osasco garantiu sua vaga na ponta com 24 pontos, contra 22 do Tricolor. O Santos, com mais uma vitória sob o comando de Dorival Júnior, alcançou os 32 pontos, fechando essa primeira fase na segunda colocação da classificação geral e em primeiro lugar no Grupo A.

O Santos se viu em apuros por 45 minutos neste domingo. Envolvido pelo toque de bola do Osasco Audax e perdido na marcação em função de seus sete desfalques, o Peixe sofreu na primeira etapa da 15ª e última rodada da fase classificatória do Campeonato Paulista. Aos 43 minutos, Wellington entortou Victor Ferraz e marcou um lindo gol para colocar os visitantes em vantagem.

Mas, na segunda etapa, Dorival Júnior conseguiu corrigir os erros de posicionamento do seu time para chegar à vitória. Primeiro, Ricardo Oliveira fez jogada de pivô de futsal antes de servir Léo Cittadini, que entrou na área para empatar o jogo. E já aos 42, Ronaldo Mendes entrou para decretar a virada, pegando uma sobra de bola dentro da área.

Agora, Santos recebe o São Bento no próximo domingo, ainda com horário indefinido, em jogo único pelas quartas de final. Qualquer igualdade leva a decisão para os pênaltis. Enquanto isso, mesmo com a derrota, o Audax jogará em casa, no estádio Municipal Prefeito José Liberatti, contra o São Paulo, por uma vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. O duelo também está pré-agendado para domingo.

O jogo

A promoção da diretoria santista em distribuir uma parte dos ingressos da partida deste domingo sem custos para alguns sócios deu resultado e a Vila Belmiro recebeu um bom público para acompanhar a última apresentação do Santos na fase classificatória do Campeonato Paulista.

Mas, em campo, as coisas não aconteceram como todos esperavam. Muito desfalcado, o Peixe sentiu a ausência de um volante de ofício e deu muitos espaços ao Audax. Ricardo Oliveira foi o único que levou perigo ao goleiro Sidão.

O centroavante quase tirou o grito de gol do torcedor em duas finalizações já dentro da área e em uma cabeçada perigosa depois de escanteio cobrado por Lucas Lima. Mas foi só e muito pouco para satisfazer os santistas.

O Osasco Audax, com o conhecido estilo de jogo de Fernando Diniz, jogou como se estivesse em casa. O toque de bola e as trocas de posições confundiam os jogadores do Peixe, que, desentrosados, não conseguiam parar os adversários. Então, sobrou para Vanderlei.

Primeiro, aos 15 minutos, o camisa 1 só torceu em chute perigoso de Mike. Logo em seguida, com os pés, Vanderlei evitou o gol de Ytalo, já cara a cara. Aos 17, foi a vez de Rodolfo atormentar Zeca e bater firme para nova defesa do goleiro alvinegro.

Nem mesmo a parada técnica para hidratação dos atletas esfriou o ritmo frenético do Audax. Aos 38 minutos, Henrique tabelou e entrou fácil na área santista para exigir mais uma bela intervenção de Vanderlei. Mas, de tanto insistir, os visitantes foram premiados.

Cinco minutos antes do intervalo, Wellington recebeu lançamento do goleiro Sidão pela ponta esquerda, entrou na área, entortou Victor Ferraz com uma caneta espetacular e só cavou a bola por cima do paredão do Santos. Um golaço na Vila Belmiro no último lance de perigo antes do apito do árbitro.

Sem mexer na escalação, Dorival Júnior conseguiu, na conversa, mudar a postura do Peixe na partida. Desde os primeiros minutos da etapa final, o Santos se impôs como mandante e passou a ditar o ritmo do jogo, diferente do que aconteceu nos primeiros 45 minutos.

Tocando mais a bola, com Lucas Lima sendo menos individualista e uma postura mais bem postada no sistema defensivo, o Peixe pressionou e encurralou o Audax em seu campo até chegar ao gol de empate. E isso não demorou para acontecer.

Aos 13 minutos, Zeca trabalhou com Ricardo Oliveira, que fez o pivô e infiltrou para Léo Cittadini, que entrou à área como elenco surpresa e bateu de primeira para marcar seu primeiro gol com a camisa santista. Tudo igual na Vila.

Logo após o gol, Fernando Diniz sacou Gabriel Nunes e Henrique para colocar Renan e Samoel. Dorival também mexeu. Tirou Patito Rodriguez, que nada fez na partida, e colocou Serginho no jogo. Mas foi o Audax que reagiu com as substituições.

Após cobrança de falta, Samoel, em seu primeiro lance, subiu mais alto que a zaga santista e testou com muito perigo por cima do travessão. A jogada deu novo ânimo a equipe de Osasco, que aos poucos foi equilibrando novamente a posse de bola.

Com o cansaço dos dois times, os espaços foram aparecendo no campo e, aos 40 minutos, o Peixe quase virou o jogo. Lucas Lima cobrou escanteio e Luiz Felipe cabeceou no travessão. No lance seguinte, o Audax não resistiu. Boa jogada de Victor Ferraz e a bola sobrou para Ronaldo Mendes, que havia acabado de entrar na vaga de David Braz, para marcar de pé esquerdo. 2 a 1 e festa na Vila Belmiro.

Após o apito final, porém, as duas equipes puderam comemorar. O Santos, pela vitória e pela manutenção do segundo lugar na classificação geral, e o Osasco Audax pela classificação na liderança do Grupo C, já que o São Paulo perdeu para o São Bento.

Bastidores – Santos TV:

Santistas enaltecem poder de reação em jogo difícil contra o Audax

Diante de sete desfalques, Dorival Júnior resolveu arriscar e escalou a equipe sem volantes de ofício. O resultado não foi muito bom na primeira etapa, quando o Osasco Audax ditou o ritmo do jogo, pressionou e saiu na frente do placar. Na segunda etapa, o técnico do Peixe ajeitou a equipe e, com muita dificuldade, o alvinegro praiano chegou a virada na Vila Belmiro.

“Sabíamos que seria um jogo complicado, já que o Audax é um time que tem posse de bola, arrisca mesmo. Se a gente não conseguisse marcar bem, ia sofrer um pouco. Tivemos dificuldades contra um time que toca a bola, em um calor insuportável. Não marcamos bem, mas mostramos força na hora de correr atrás do resultado”, avaliou o capitão Ricardo Oliveira, que deu assistência para o gole de Léo Cittadini.

O segundo gol, já aos 42 minutos, saiu dos pés de Ronaldo Mendes, que assim como Léo Cittadini, marcou pela primeira vez com a camisa do Santos. A aposta de Dorival Júnior havia acabado de entrar no jogo e não escondeu sua empolgação com o momento especial.

“Fico feliz pelo gol, pela vitória. A gente que não vem jogando tem que estar sempre preparado para ajudar quando entrar no jogo. A gente sabe que o jeito de jogar do Audax é de posse de bola, então, tivemos que correr muito. Mas fui premiado no final e consegui esse gol”, disse, logo depois do apito final.

Agora, o Santos terá toda a semana para se preparar para o duelo contra o São Bento, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Alison, Gustavo Henrique, Thiago Maia, Elano, Gabriel e Paulinho voltam a ficar à disposição de Dorival Júnior. Renato, que se recupera de uma fratura no nariz, ainda é dúvida.

Dorival elogia adversário e vibra com ousadia coletiva e individual

O Santos encontrou muito dificuldade neste domingo para superar o Audax na Vila Belmiro. Depois de sair atrás, o Peixe conseguiu a virada na segunda etapa com Léo Cittadini e Ronaldo Mendes, que marcou o segundo gol já aos 42 minutos do segundo tempo. Após o jogo, que encerrou a primeira fase do Campeonato Paulista, Dorival Júnior elogiou o adversário e admitiu um primeiro tempo muito ruim de sua equipe.

“Foi uma partida muito bem jogada, duas equipes que propuseram os jogo a todo momento. Muito complicado o primeiro tempo, tivemos algumas boas situações, mas bem diferente do que estamos acostumados aqui na Vila. Houve uma correção no segundo tempo, voltamos com uma postura mais agressiva, com a marcação no campo do adversário”, analisou o treinador, citando até a demora em uma substituição para exemplificar como foi a partida neste domingo.

“Foi um jogo agradável. Todos puderam ver inclusive na entrada do Joel, que ficou, não sei, quatro ou cinco minutos ali, esperando. Ele não conseguiu entrar. A bola não saia. Esses espetáculos que queremos ver”, reforçou.

As alterações inclusive foram destacadas no confronto. Depois de iniciar o duelo sem volantes de ofício, muito em função de seus sete desfalques, Dorival ainda chegou a colocar Ronaldo Mendes na vaga do zagueiro Luiz Felipe nos minutos finais, deslocando o meia Rafael Longuine para o setor defensivo. E, poucos minutos depoi, foi justamente a aposta do técnico que garantiu a vitória santista.

“Tem momentos que têm que arriscar e o jogo me proporcionava essa condição. Eu estava na dúvida, porque o Luiz (Felipe) tinha dado sinais de câimbras. Eu estava aguardando. Eu queria ver a equipe reagindo. Precisávamos do resultado e fico feliz do Ronaldo ter entrado, entrado bem. Fez o gol da vitória. Uma vitória importante”, disse, minimizando seus méritos para a conquista de mais três pontos.

Outro jogador que marcou pela primeira vez com a camisa do Peixe foi Léo Cittadini. Criado nas categorias de base do clube, o jogador atuou em uma função diferente neste domingo, mais recuado, mas sou aparecer na área no momento certo para empatar o jogo. E a atitude não passou despercebido pelo comandante.

“Ele tem essa característica. Eu não posso cortar essa característica dele. Ele é meia de origem, ele tem que aproveitar isso. Como volante é uma preocupação maior, mas ele tem liberdade. Nós temos de ter meias que joguem, volantes que joguem. Eu espero que eles não percam isso. Você tem de surpreender em alguns momentos com esses jogadores que vêm de trás. E o Léo foi muito feliz. Foi (ao ataque) no momento certo”.