Santos 0 x 1 Chapecoense

Data: 12/11/2018, segunda-feira, 20h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 12.659 pessoas (10.792 pagantes e 1.867 não pagantes)
Renda: R$ 334.014,50
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta (ambos do PR).
Cartões amarelos: Alison e Yuri (S).
Gol: Leandro Pereira (28-1).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Arthur Gomes), Alison, Gustavo Henrique e Dodô; Yuri, Carlos Sánchez e Bryan Ruiz (Rodrygo); Derlis González, Copete (Bruno Henrique) e Eduardo Sasha.
Técnico: Cuca

CHAPECOENSE
Jandrei; Eduardo, Douglas, Fabrício Bruno e Bruno Pacheco; Amaral, Márcio Araújo, Canteros (Elicarlos) e Doffo (Vinicius); Wellington Paulista (Luiz Otávio) e Leandro Pereira.
Técnico: Claudinei Oliveira


Palmeiras 3 x 2 Santos

Data: 03/11/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 38.938 pagantes
Renda: R$ 2.723.126,86
Árbitro: Braulio Machado
Auxiliares: Kleber Lucio Gil e Neuza Ines Back.
Cartões amarelos: Edu Dracena, Dudu Lucas Lima (P); Diego Pituca, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Derlis González e Gabriel (S).
Cartão vermelho: Diego Pituca (S).
Gols: Dudu (13-1) e Edu Dracena (39-1); Copete (09-2), Dodô (19-2) e Victor Luis (25-2).

PALMEIRAS
Weverton; Jean (Guerra), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Gustavo Scarpa, Dudu e Borja (Deyverson).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Sánchez; Rodrygo (Copete), Derlis González (Bruno Henrique) e Gabriel.
Técnico: Cuca



Palmeiras passa sufoco, mas vence Santos e abre sete pontos na liderança

O Palmeiras é mais líder do que nunca. Neste sábado, o Verdão passou sufoco, mas venceu o Santos por 3 a 2 em clássico no Allianz Parque, e abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Flamengo (que enfrenta o São Paulo, domingo, no Morumbi). São 17 partidas de invencibilidade da equipe de Luiz Felipe Scolari, que terá mais seis jogos para tentar confirmar o título.

A derrota faz o Santos desperdiçar a oportunidade de aparecer no G-6 do Brasileirão. O Peixe permanece em sétimo, com 46 pontos, mesmo número do Atlético-MG, sexto, derrotado em casa pelo Grêmio nesta rodada.

O jogo

O Palmeiras atropelou o Santos no primeiro tempo. Para quem esperava um Verdão cabisbaixo e desanimado pela eliminação na semifinal da Copa Libertadores, se surpreendeu e presenciou o poder de Luiz Felipe Scolari em transformar a frustração em ânimo.

Comandado por Dudu e com Thiago Santos fazendo uma partida inspirada, os donos da casa dominaram o clássico desde o início. E pelo lado direito, setor formado por duas incógnitas – Gustavo Scarpa, voltando a ser titular, e Jean, retornando após lesão e criticado pela torcida – o Maior Campeão do Brasil abriu o placar.

Aos 13 minutos, Weverton mostrou qualidade na saída de bola e abriu com Jean. O lateral avançou desde o campo de defesa e esperou o momento certo para fazer a enfiada para Borja, quando Gustavo Henrique desmontou a linha santista para sair na marcação. O colombiano girou e chutou forte, Vanderlei espalmou e Dudu empurrou para as redes.

Maior artilheiro do Allianz Parque (26), o Baixola se tornou com o tento sobre o rival o maior goleador do Palmeiras neste século, igualando Vagner Love (54). Para animar ainda mais os palestrinos, todas as vezes que Dudu marcou na casa alviverde, o Verdão nunca perdeu. E a profecia se manteve.

Desorganizado em campo, o Santos teve apenas Derlis González e Gabigol buscando o jogo, mas com ambos apagados em campo. A falta de inspiração alvinegra se refletiu nos números: ao final do primeiro tempo, os visitantes terminaram com 58% de posse de bola, mas apenas uma finalização, já aos 43 minutos, quando já perdiam por 2 a 0.

Quatro minutos antes, com 39 jogados, a bagunça praiana apareceu também no sistema defensivo. Dudu cobrou escanteio para a área e Dodô, de 1,77m, não conseguiu impedir o cabeceio de Edu Dracena, 10cm mais alto que o lateral. Resultado: o camisa 3 mandou para as redes e anotou seu primeiro gol em 107 jogos pelo clube.

O Santos não se encontrava em campo, mas Cuca precisou de apenas 15 minutos para arrumar sua equipe. O treinador voltou do intervalo com Bryan Ruíz e Copete nas vagas de Alison e Rodrygo, o suficiente para voltar a criar. Com apenas dois jogados, o Peixe criou mais do que nos 45 iniciais e quase descontou com Derlis González.

O jogo ficou aberto e o Palmeiras teve oportunidades de matar o clássico com Dudu, que levou azar na conclusão, e Gustavo Scarpa, que quase anotou um golaço no ângulo. Após as chances perdidas, porém, o Palestra foi punido.

Aos nove, Dodô levantou na área e, após desvio, Edu Dracena tentou um chutão, mas espanou. A bola sobrou para Copete, que estava em posição de impedimento, mas o desvio errado do palmeirense anulou a condição irregular do colombiano, que mandou no ângulo de Weverton.

Todo o nervosismo esperado pelos mandantes antes do jogo apareceu com o primeiro gol santista. O Peixe passou a dominar a partida e chegou ao empate aos 19 minutos. Copete cruzou, Edu Dracena foi mal de novo, desta vez em disputa com Derlis González, e a bola sobrou para Dodô, que chutou por baixo de Weverton na saída do goleiro.

O jogo era outro em relação ao primeiro tempo e o nervosismo era palpável nos mais de 38 mil presentes no Allianz Parque, incluindo os 11 vestindo verde no gramado. Sofrendo muito com os avanços de Copete e Dodô, Felipão deslocou Thiago Santos para a lateral direita, abriu Jean pelo mesmo lado do ataque, e sacou Lucas Lima para a entrada de Felipe Melo, deixando Gustavo Scarpa centralizado.

A alteração não foi positiva para o líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu o controle do jogo, mas foi então que a sorte sorriu para o Alviverde. Aos 25 minutos, Victor Luis cobrou falta com força, a bola tocou nas costas de Derlis González e foi no canto. Apesar do desvio, Vanderlei chegou bem no chute defensável, mas falhou e permitiu o gol da vitória palmeirense.

Com o Palmeiras de novo na frente, Felipão teve a percepção de fazer uma nova mudança para acertar a equipe e tirou Jean para a entrada de Guerra. No Santos, Cuca também mexeu e colocou Bruno Henrique na vaga de Derlis González.

A situação do time praiano piorou na reta final com a expulsão de Diego Pituca, que levou o segundo cartão amarelo. Mesmo assim, o Peixe se lançou ao ataque para o tudo ou nada e chegou a pressionar pelo novo empate com bolas levantadas na área, mas terminou o clássico derrotado.

Cuca elogia gringos e manda recado aos santistas: “Não podem ficar decepcionados”

Autêntico, como quase sempre costuma ser, Cuca não escondeu seus sentimentos após a derrota do Santos para o Palmeiras no clássico desse sábado, no Allianz Parque. A reação alvinegra depois do rival abrir dois gols de vantagem mexeu com o brio do técnico santista, que mesmo frustrado, fez questão de passar o orgulho que sua equipe lhe deu na etapa final.

“Dominamos o segundo tempo inteiro, posse de bola foi o dobro e tivemos a chance de fazer o 3 a 3, mesmo tomando gol numa infelicidade. A bola desviou em algum jogador o efeito acabou traindo o Vanderlei”, avaliou Cuca, responsável por uma mudança tática do Peixe para os últimos 45 minutos do jogo. .

“Mesmo com 2 o 2, a gente sentiu o Palmeiras fechar o time, pondo marcador, tirando meia, porque o jogo estava para nós, e com o Bruno (Henrique) para entrar. Íamos para ganhar o jogo”, explicou, antes de mandar um recado direcionado aos torcedores.

“Lamentamos a derrota, mas jogamos para ganhar. O torcedor pode ficar triste, mas não decepcionado. Ficamos com um a menos (Pituca expulso), e ficamos com o segundo a menos com a lesão muscular do Luiz Felipe. E, mesmo com nove, o jogo estava perigoso para o Palmeiras até o fim”, disse.

“Não acho que estava um pouco melhor, a gente estava bem melhor. O jogo estava a nossa feição, se desenhando e tínhamos mais uma troca para fazer. O jogo estava para nós. A fatalidade nos tirou os três pontos”, completou.

Cuca também falou sobre as participações de Bryan Ruiz e Copete. O costarriquenho e o colombiano foram, talvez, os grandes responsáveis por uma mudança de postura do Santos no jogo e pela busca do empate em pouco tempo. O primeiro a receber elogios foi Bryan Ruiz.

“Entrou bem no jogo, estava difícil o controle da bola, campo molhando, adiantamos o Sánchez, pusemos o Pituca como primeiro volante, o Palmeiras sentiu isso, tanto que colocou um volante, desafogou um pouco. Ele está melhorando no aspecto físico, daqui a pouco ele tem condição de jogar um jogo inteiro”.

As sequência, Cuca falou sobre Copete.

“Ele está trenando bem, está pedindo para jogar e nós vamos dar um jeito de fazer ele jogar. Chega nessa época aqui, quem está com mais força é quem vai jogar. Entrou bem, em um jogo que precisava de força, de bola aérea. Melhoramos muito, perdeu gol, fez outro, é profissional que treina bem e não reclama de nada”, concluiu o treinador.

Cuca avalia falha de Vanderlei e admite preocupação com desfalques

O prejuízo do Santos no primeiro tempo do clássico contra o Palmeiras durou pouco tempo. Com nova postura e um time modificado, os santistas rapidamente chegaram à igualdade na etapa final. O que ninguém esperava é que uma falha de Vanderlei pudesse garantir a vitória alviverde no Allianz Parque.

A frustração foi inevitável depois do camisa 1 aceitar cobrança de falta de Vitor Luis, mas Cuca fez questão de sair em defesa de seu goleiro na entrevista coletiva concedida logo após o revés nessa 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“A bola desviou na barreira, campo molhado. O Vanderlei tem muito crédito, nos salvou muitas vezes, como no primeiro tempo. São coisas que ocorrem”, resumiu o técnico do Peixe, preocupado mesmo é com os desfalques para o confronto com a Chapecoense, na próxima rodada.

“Agora, vamos nos mobilizar. Perdemos jogadores suspensos, machucados, mas vamos fazer força para atingir objetivo, que é a vaga na Libertadores”.

Gabriel, Victor Ferraz e Pituca terão de cumprir suspensão. Além do trio, o zagueiro Luiz Felipe sentiu uma lesão muscular no clássico e Lucas Veríssimo ainda não está 100% recuperado.

Evitando pegar pesado com o árbitro Braulio Machado, Cuca não concordou principalmente com o cartão apresentado ao seu camisa 10.

“(Deu cartão) porque ele (Gabriel) jogou a bola, disse o árbitro. Mas ele não jogou a bola. A arbitragem foi boa, mas foi muito rigorosa nos cartões. Os jogadores estão todos pendurados nessa fase, mas é cartão, cartão. Mas, ele não apitou mal, não”.

Foi a primeira vez de Cuca no Allianz Parque desde que largou o comando do clube alviverde, equipe por onde atuou como jogador e também conquistou, como técnico, o título Brasileiro de 2016. Em uma rápida análise do hoje rival, Cuca ainda não enxerga o campeonato encaminhado ao Verdão.

“Para mim, foi prazeroso. Lugar muito bom, tive uma conquista maravilhosa aqui. Foi bom, podia ser melhor, se tivesse um resultado melhor, mas fica um orgulho por ter representado o Santos hoje. Tinha quatro (pontos de diferença para o vice-líder), passou a sete, pode voltar a quatro, mas no futebol tudo pode acontecer. Próximo jogo é lá em Minas, não tem nada definido. Tem muita coisa para rolar”, concluiu.


Santos 3 x 0 Fluminense

Data: 27/10/2018, sábado, 16h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.680 pagantes
Renda: R$ 165.563,50
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Henrique Neu Ribeiro e Eder Alexandre (ambos de SC).
Cartões amarelos: Robson Bambu e Gabigol (S); Airton, Fernando Neto e Marlon (F).
Gols: Gabriel (38-2, de pênalti), Victor Ferraz (42-2) e Carlos Sánchez (43-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Robson Bambu e Dodô; Alison (Bryan Ruíz), Carlos Sánchez e Diego Pituca; Rodrygo (Copete), Gabriel e Bruno Henrique (Derlis González).
Técnico: Cuca

FLUMINENSE
Rodolfo; Igor Julião, Frazan (Alex), Paulo Ricardo e Marlon; Aírton (Mateus Norton), Dodi, Fernando Neto e Daniel (Cabezas); Marcos Júnior e Júnior Dutra.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos desencanta no fim, derrota o Flu e cola no G6 do Brasileiro

O Santos colou no G6 do Campeonato Brasileiro na tarde deste sábado. Jogando na Vila Belmiro, em duelo direto entre duas equipes que almejam uma vaga na Copa Libertadores, o Peixe não fez um bom primeiro tempo, mas acordou na etapa final e venceu o time alternativo do Fluminense por 3 a 0, com gols de Gabriel, Victor Ferraz e Carlos Sánchez, todos anotados nos últimos minutos da partida.

Com o resultado, a equipe dirigida por Cuca chegou aos 46 pontos, empatando com o sexto colocado Atlético-MG, que está à frente por ter uma vitória a mais – o Galo só entra em campo na segunda-feira, contra o Ceará, na Arena Castelão. O Fluminense, por sua vez, ficou no nono lugar, com 40 pontos, mas pode perder posições até o final do dia.

O jogo

O primeiro tempo foi disputado em ritmo lento, com ambos os times criando poucas chances de gol. O Santos, porém, começou pressionando nos minutos iniciais explorando as jogadas de linha de fundo. A zaga carioca, bem postada, suportou os ataques alvinegros.

Aos oito minutos, o Fluminense assustou. Após cobrança de escanteio, Fernando Neto pegou o rebote e arriscou de fora da área, exigindo grande defesa de Vanderlei. O lance, contudo, já havia sido paralisado por impedimento.

Apesar de ter o domínio da posse de bola, o Santos errava muitos passes e tinha dificuldades de entrar na defesa tricolor. O Fluminense, por sua vez, conseguiu chegar com algum perigo por meio da bola aérea, mas também pouco ameaçou a meta de Vanderlei na primeira parte do jogo.

Para tornar o Peixe mais criativo, Cuca voltou com Derlis González no lugar do apagado Bruno Henrique. Com o paraguaio, o time da casa precisou de pouco tempo para mostrar outra postura. Aos três minutos, Lucas Veríssimo cabeceou no canto, fazendo o goleiro do Fluminense trabalhar.

Pouco depois, Rodrygo subiu livre e testou com força, mas Rodolfo conseguiu espalmar a bola para o travessão. Aos 11 minutos, Gabigol perdeu chance incrível de abrir o placar. Em grande jogada individual pela esquerda, Rodrygo foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. A bola desviou e sobrou limpa para o camisa 10, que isolou por cima.

O Santos teimava em fazer o goleiro do Fluminense trabalhar. Aos 17 minutos, após mais um levantamento na área, Rodrygo bateu de primeira, mas Rodolfo evitou o gol da equipe mandante. Aos 28, Victor Ferraz cruzou na medida para Carlos Sánchez, que testou na direção do gol. Frazan, contudo, salvou quase em cima da linha.

De tanto insistir, o Santos finalmente abriu o placar na Vila Bemiro. Aos 36 minutos, Gabriel foi derrubado por Alex na área. Na cobrança do pênalti, o artilheiro do Brasileirão bateu forte, no alto, desta vez sem chances de defesa para Rodolfo. O gol abriu a defesa carioca, que ainda seria vazada mais duas vezes: primeiro por Victor Ferraz, depois por Carlos Sánchez.

Bastidores – Santos TV:

Gabriel marca o gol de número 12.500 da história do Santos

Gabriel Barbosa escreveu mais um importante capítulo da história do Santos na tarde deste sábado. Ao abrir o placar em cobrança de pênalti na vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, na Vila Belmiro, o atacante anotou o gol de número 12.500 da história do clube paulista.

O Menino da Vila já havia marcado o tento de número 12 mil em fevereiro de 2014, quando tinha apenas 17 anos, em goleada por 5 a 1 sobre o Botafogo-SP, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. Quatro anos depois, o camisa 10 volta a ser orgulhar de mais uma marca importante em sua carreira.

“Muito contente por mais uma placa. Se eu ganhar, né (risos). Mas estou muito feliz. Fiz o gol 12.000, agora o 12.500. Deus está me abençoando bastante. Glorifico esse momento não só meu, mas também da equipe”, celebrou à TV Globo, na saída de campo.

Apesar do placar elástico, o Santos encontrou dificuldades diante do Fluminense. Tanto que só abriu o marcador aos 38 minutos, com Gabigol, que converteu o pênalti sofrido por ele mesmo. Depois, aos 42 e 43, respectivamente, Victor Ferraz e Carlos Sánchez deram números finais à partida.

“A gente sabia que seria muito complicado. O Fluminense não veio com o time titular, mas tinha muita qualidade. A gente sabia disso. O primeiro tempo foi complicado, mas sabíamos que quando fizéssemos o primeiro gol as coisas poderiam abrir, como abriu”, completou.

Com o resultado, o Santos chegou aos 46 pontos e colou de vez no G6 do Campeonato Brasileiro. O Atlético-MG, que entra em campo somente na segunda-feira, é o sexto colocado, com a mesma pontuação, mas tem uma vitória a mais.

Cuca revela bronca no intervalo e celebra momento do Santos

Após um primeiro tempo sonolento, o Santos acordou na etapa complementar e venceu o Fluminense por 3 a 0 na tarde deste sábado, na Vila Belmiro. Após a partida, o técnico Cuca revelou ter dado uma bronca para mexer com o brio dos jogadores no intervalo.

“Eu gosto desses meninos como filhos. Faço tudo o que posso por eles, mas tem dias que você tem de pegar um pouquinho mais pesado. É bom dar uma chacoalhada de vez em quando. Eles responderam muito bem. No geral, temos feito dois tempos equilibrados”, declarou o treinador.

Depois de um primeiro tempo em que correu riscos na bola aérea do Fluminense, o Santos voltou para a segunda etapa com Derlis González no lugar de Bruno Henrique. Com a entrada do paraguaio, Rodrygo e Gabigol cresceram de produção.

“A gente mexe o lugar do Rodrygo para ter uma condição melhor. Hoje, no segundo tempo, ele achou o espaço dele. Participou do segundo gol, cabeceou uma bola na trave, jobou bem. Depois saiu para a entrada do Copete, que veio para fortalecer o jogo aéreo”, explicou Cuca.

Depois de tanto insistir, o Santos abriu o placar aos 38 minutos com Gabigol, de pênalti, sofrido por ele mesmo. O Fluminense, então, se abriu e acabou levando outros dois, anotados por Victor Ferraz e Carlos Sánchez, aos 42 e 43, respectivamente.

Com a vitória, a quarta em cinco jogos, o Santos chegou aos 46 pontos e colou de vez no G6 do Campeonato Brasileiro. O Atlético-MG, que entra em campo somente na segunda-feira, é o sexto colocado, com a mesma pontuação, mas tem uma vitória a mais.

“A gente vem em uma recuperação muito boa. Estamos jogando um bom futebol. Não é sempre, mas na maioria temos jogado bem. Isso é devido aos treinamentos. Faltando sete jogos, a gente tem uma ambição, que é chegar na Libertadores. Temos de fazer o melhor. Sábado tem o Palmeiras, um jogo duríssimo, temos que nos preparar bem”, concluiu.

Dodô reitera desejo de ficar no Santos, mas foca em classificação

O lateral esquerdo Dodô reiterou o desejo de permanecer no Santos em 2019. O clube, que também tem interesse na sequência da parceria, disputa uma vaga na Copa Libertadores por meio do Campeonato Brasileiro, após o qual a renovação deverá ser sacramentada.

“Eu gostaria de ficar. Já falei disso no começo do ano. Tem que sentar quando acabar o campeonato e ver a melhor maneira para eu conseguir ficar”, disse, à Rádio Globo, após a vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, no último sábado, na Vila Belmiro.

Embora Dodô negue publicamente o início das conversas, o Peixe já abriu as negociações com o estafe do jogador, emprestado pela Sampdoria-ITA até o dia 31 de dezembro deste ano.

A tendência é que a diretoria encabeçada por José Carlos Peres pague a multa no valor de 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 6,2 milhões na cotação atual) para ter o atleta em definitivo.

“Mais importante que a renovação é o Santos chegar na Libertadores. É o foco do momento. Quero pensar no grupo, na vaga que ainda é possível. Quando a situação tiver definida, a gente pensa na renovação. Vamos continuar sonhando”, declarou.

A sete rodadas do fim do Brasileirão, o Santos ocupa o sétimo lugar com 46 pontos, ficando atrás do Atlético-MG por ter uma vitória a menos. O quinto e sexto colocados avançam para a pré-Libertadores.

Satisfeito com a atuação do time no triunfo de sábado, Dodô já projetou o clássico contra o Palmeiras, no próximo sábado, no Allianz Parque. “O importante é que a bola entrou no segundo tempo. Concretizamos nosso domínio nos 90 minutos. Merecemos o placar”, avaliou.

“São três pontos na nossa luta. O time está de parabéns. Temos uma semana para descansar e preparar para esse jogo no sábado, contra o Palmeiras. Vamos continuar sonhando com essa vaga”, concluiu.


Internacional 2 x 2 Santos

Data: 22/10/2018, segunda-feira, 20h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 43.159 pagantes
Renda: R$ 1.082.715,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer (MG).
Cartões amarelos: Nico López (I); Gustavo Henrique e Bruno Henrique (S).
Gols: Leandro Damião (43-1); Gabriel (05-2), Patrick (25-2) e Fabiano (33-2, contra).

INTERNACIONAL
Marcelo Lomba; Fabiano (Jonatan Álvez), Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago (Wellington Silva); Rodrigo Dourado, Nico López, Edenílson, D’Alessandro e Patrick; Leandro Damião (Rossi).
Técnico: Odair Hellmann

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Rodrygo (Derlis González), Bruno Henrique (Renato) e Gabriel.
Técnico: Cuca



Damião e Gabigol marcam, e Internacional empata com o Santos

Internacional e Santos empataram em 2 a 2 na noite desta segunda-feira, no Beira-Rio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols do Colorado foram de Leandro Damião e Patrick. O Peixe marcou com Gabigol e Fabiano (contra).

A partida foi movimentada e teve o Alvinegro buscando o empate duas vezes. Leandro Damião, ex-santista, e Gabriel Barbosa, artilheiro do Campeonato Brasileiro, foram destaques e participaram das principais oportunidades do duelo.

Com o empate, o Internacional cai para a terceira colocação, com 57 pontos, cinco a menos que o líder Palmeiras. O Santos segue na sétima posição, agora três atrás do Atlético-MG, o primeiro na zona de classificação para a Libertadores da América.

O jogo

O Santos não se intimidou com o Beira-Rio lotado e começou melhor o jogo contra o Internacional. Com marcação adiantada, o Peixe freou a pressão dos donos da casa nos primeiros minutos e se armaram à procura do contra-ataque.

A primeira chance – e a melhor dos primeiros 45 minutos -, foi aos 24, quando Carlos Sánchez armou o contra-ataque e inverteu para Gabigol. O artilheiro do Campeonato Brasileiro bateu de fora da área, com categoria, e o goleiro Marcelo Lomba tocou com a ponta do dedo antes da bola parar no travessão.

Depois da pressão santista, o Inter equilibrou a partida e começou a criar chances. A primeira veio com Edenilson, após cruzamento de Cuesta aos 40 minutos. O goleiro Vanderlei salvou. E três minutos depois, saiu o gol. Edenilson, destaque do Colorado, tabelou com Patrick e encobriu o camisa 1. Luiz Felipe salvou e no rebote Leandro Damião, de cabeça, fez valer a Lei do Ex.

E ainda deu tempo para Rodrigo Moledo, na pequena área, furar a tentativa de letra, sem goleiro. O Santos começou bem, mas pôde comemorar a desvantagem de apenas um gol para o intervalo.

O Santos retomou as rédeas da partida para a etapa final e logo conseguiu o empate, em golaço de Gabigol. O camisa 10 acertou um chute improvável, colocado, do bico da área e marcou pela 15ª vez no Campeonato Brasileiro. É o artilheiro.

O Internacional reagiu rápido ao empate sofrido e quase empatou aos 8 minutos, novamente com Leandro Damião. O cabeceio parou em nova boa defesa de Vanderlei. Segundos depois, se iniciou uma polêmica com a arbitragem.

Com cinco minutos de paralisação e resenha com auxiliares, o árbitro assinalou impedimento de Leandro Damião. O centroavante teria feito um lindo gol por cobertura. O juiz entendeu que o toque veio de Cuesta e não de Sánchez em dividida.

O lance polêmico não esfriou o Inter e o gol não demorou a vir. Aos 25 minutos, Carlos Sánchez cobrou escanteio baixo e originou um contra-ataque mortal. De Edenilson, para Nico López e a assistência para o gol de Patrick.

E quando o jogo caminhava para vitória do Internacional, o Santos voltou a reagir. Aos 33 minutos, Bruno Henrique rolou para Gabigol chutar bem com a perna direita. O goleiro Lomba espalmou, Fabiano foi traído pelo efeito no rebote e o camisa 10 aproveitou o bate-rebate. Ele saiu comemorando, mas o gol foi marcado contra do lateral colorado.

Os minutos finais foram de muita movimentação e chance para os dois lados. Na melhor delas, o zagueiro Rodrigo Moledo cabeceou para outra grande defesa de Vanderlei, aos 44 minutos. No fim das contas, empate de bom futebol em Porto Alegre.

Bastidores – Santos TV:

Gabigol valoriza ponto do Santos contra o Inter: “De bom tamanho”

Gabigol valorizou o empate em 2 a 2 do Santos com o Internacional na noite desta segunda-feira, pelo Beira Rio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O artilheiro do Campeonato Brasileiro destacou a aproximação ao Atlético-MG, sexto e primeiro na zona de classificação para a Libertadores da América em 2019. A diferença agora é de três pontos.

“Ficamos mais perto do Atlético-MG, temos confronto direto ainda. Jogo complicado, empate de bom tamanho, mas poderíamos ter vencido. Foi um grande espetáculo, um grande jogo”, disse Gabriel, ao Premiere.

Cuca cria alternativas no Santos para tentar “desarrumar” adversários

O técnico Cuca tem tentado criar alternativas no Santos para “desarrumar” os adversários. No empate em 2 a 2 com o Internacional nesta segunda-feira, vários jogadores não tiveram posição fixa.

Do meio para frente, Sánchez, Rodrygo, Bruno Henrique e Gabigol se alternaram entre o centro e as pontas. O gol do camisa 10, por exemplo, sai de uma jogada pela direita após roubada de Carlos Sánchez pelo meio.

No segundo tempo, Cuca colocou Bryan Ruiz na vaga de Alison e Derlis González no lugar de Rodrygo. As substituições deram certo e o empate foi alcançado. Por fim, Renato substituiu Bruno Henrique para fechar o meio-campo.

“É legal o trabalho dos treinadores, gosto muito da parte tática, fizemos diversas mudanças, inverti Rodrygo, Bruno Henrique e Sánchez da direita para a meia. Gabigol também. Inter soube nos marcar e aí ganhamos cinco minutos de um pouco de desarrumação do adversário. E aí neutralizam de volta. Colocamos Bryan como armador, velocidade do Derlis e ela apareceu diversas vezes, mas escolhemos jogada errada, poderíamos ter feito o terceiro. Depois fechamos com o Renato. Foi jogo bem trabalhado, bem jogado, gostoso”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

O Santos agora tem nova semana livre para treinamentos – e variações táticas -, antes de enfrentar o Fluminense, sábado, na Vila Belmiro, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Luiz Felipe e Gustavo Henrique, suspensos, devem ser substituídos por Lucas Veríssimo e Robson Bambu.

Santos 1 x 0 Corinthians

Data: 13/10/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 26.428 pessoas (24.123 pagantes e 2.305 não pagantes).
Renda: R$ 778.974,50
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Auxiliares: Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite (ambos de PE).
Cartões amarelos: Gabriel, Gustavo Henrique, Derlis González (S); Emerson Sheik e Gabriel (C).
Gols: Gabriel (21-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Yuri (Renato); Arthur Gomes (Derlis González), Carlos Sánchez (Eduardo Sasha), Diego Pituca e Bruno Henrique; Gabriel.
Técnico: Cuca

CORINTHIANS
Walter; Léo Santos (Thiaguinho), Pedro Henrique, Marllon e Carlos Augusto; Gabriel e Douglas; Pedrinho, Mateus Vital (Clayson) e Emerson Sheik (Danilo); Jonathas.
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca e Santos vence o Corinthians no clássico do Pacaembu

O Santos contou com uma grande jogada individual de Arthur Gomes e o faro de gol de Gabriel, artilheiro do Campeonato Brasileiro, para vencer o clássico contra o Corinthians, na noite deste sábado, no estádio do Pacaembu. Mesmo diante de um valente time misto do rival, o time da Baixada comemorou como se fosse um título após o apito final do árbitro Péricles Bassols, com jogadores invadindo o campo.

O resultado leva a equipe aos 42 pontos na tabela da competição nacional, sete a mais do que o clube do Parque São Jorge, dono de atuação digna apesar do revés. Cada vez mais com o sinal de alerta contra o rebaixamento ligado, o Timão estagnou nos 35 pontos e pode fechar a rodada apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento.

O jogo

O jogo começou com o Corinthians apostando na rapidez de Pedrinho e Mateus Vital para surpreender a marcação do adversário. Bastante organizado para um time com tantas mudanças, o Alvinegro teve uma chance clara de abrir o placar ainda aos quatro minutos. Léo Santos saiu jogando com um drible no meio das pernas de Bruno Henrique, foi ao ataque e recebeu bola na medida de Pedrinho. O zagueiro, improvisado na lateral, cruzou, Jonathas furou e a bola ficou com Vital, que cortou Ferraz e chutou para fora.

O lance, que chegou a silenciar por alguns momentos o estádio do Pacaembu, deu confiança aos corintianos, que não recuaram nem aceitaram a pressão adversária. À medida em que o tempo foi passando e Carlos Sánchez, com muita calma, tomou conta do meio-campo, porém, o Peixe conseguiu reter mais a posse de bola. Foi a senha para que os donos da casa conseguissem abrir o placar.

Depois de lance polêmico na saída de bola, com Vital reclamando de falta de Gustavo Henrique após perder a bola, o Peixe inverteu o jogo e conseguiu lateral. Na cobrança, Arthur Gomes mostrou qualidade para girar sobre a primeira marcação de Douglas, fintou Carlos e chutou para o meio da área. Walter desviou, mas a bola ficou nos pés de Gabriel, que soltou a bom com o pé esquerdo para estufar a rede.

Mesmo com a torcida incentivando e a chuva caindo forte para animar a galera nas arquibancadas, o Peixe preferiu recuar ao seu campo de defesa e apostar no contra-ataque com a rapidez dos seus pontas. Com a posse de bola, mas sem profundidade já que Jonathas sofria até para dominar a bola, o Corinthians não conseguiu ameaçar o gol de Vanderlei até o intervalo, mantendo o placar em 1 a 0.

Apesar de ter levado perigo com a dupla Pedrinho e Léo Santos no primeiro tempo, o técnico Jair Ventura optou por dar descanso ao seu zagueiro titular no intervalo. Thiaguinho voltou para a etapa final como lateral, numa clara demonstração de preferência do comandante pelo jogo da quarta-feira do que pelo clássico. O Peixe, em vantagem, voltou com a mesma formação e ideia de jogo, esperando o rival na defesa.

Jonathas, ainda que com muita dificuldade com a bola nos pés, passou a disputar bem pelo alto e deu profundidade ao time do Corinthians. No melhor lance criado, mesmo com um passe mais forte do que o necessário, deixou Mateus Vital em boa condição dentro da área. O meia, porém, demorou a tomar a decisão, tentou levar para o pé direito e acabou desarmado em cima da hora por Luiz Felipe.

Cuca sentiu que seu time precisava de mais poder ofensivo e mandou a campo o paraguaio Derlis Gonzáles na vaga de Arthur Gomes, visivelmente cansado. Logo em seu primeiro lance, Derlis recebeu passe sem querer de Dodô, que errou um chute para o gol, e ficou em boa condição na área. O atacante ajeitou e soltou um chute forte com o pé direito, a bola bateu em Pedro Henrique e saiu pela linha de fundo.

Os minutos finais foram de muita intensidade, com direito a sete minutos de acréscimo adicionados pelo árbitro. O Corinthians quase empatou em cruzamento de Carlos que Gabriel cabeceou ao lado do gol de Vanderlei. Na resposta, Derlis chutou forte, Walter espalmou e Bruno Henrique, no rebote, carimbou o goleiro mais uma vez. No último lance, Clayson bateu falta na área, a defesa fez linha de impedimento péssima e Marllon cabeceou para fora.

Bastidores – Santos TV:

Cuca celebra atuação do Santos em vitória no clássico: “Só elogios”

Cuca deixou o Estádio do Pacaembu satisfeito com o que viu na vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Corinthians, na noite deste sábado, em clássico válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o treinador se mostrou cada vez mais contente com o trabalho feito na Vila Belmiro.

“É a 14ª partida que eu faço. Só tenho elogios. Tivemos dois ou três tropeços no começo, mas agora a equipe está muito firme, com variação de jogadas. O mérito é de todos esses meninos, que tem jogado com afinco. Estão envolvidos com as situações do clube. É gratificante quando o trabalho flui assim”, celebrou.

Sobre a partida, Cuca admitiu que o Santos encontrou dificuldades diante de um Corinthians praticamente todo reserva. Mas exaltou a leitura da equipe, que abriu o placar aos 20 minutos do primeiro tempo com Gabriel e depois soube administrar o resultado.

“A gente sabia que era um jogo duro. Apesar de não ser o mesmo, o Corinthians tem jogadores do mesmo nível, que às vezes são titulares. Demoramos um pouco para entender o Corinthians. Eles tiveram possibilidades em contra-ataques. Depois tomamos conta do jogo em posse de bola”, avaliou, antes de prosseguir.

“Fizemos o gol, viemos para o intervalo com o 1 a 0 e, no segundo tempo, fomos melhores, mais encorpados, dando poucas possibilidades ao Corinthians e vencemos, que era o que mais importava”, acrescentou.

Por fim, Cuca explicou a opção de ter começado com Arthur Gomes em detrimento do paraguaio Derlis González. O jovem atacante foi decisivo ao fazer jogada individual na linha de fundo e cruzar para Gabriel anotar o único gol do clássico.

“Tenho treinado o Arthur no meio. Ele fez a ponta, trocou com o (Carlos) Sánchez, mas a jogada foi bonita, individual, e resultou no gol. Como o Derlis tinha ido para a seleção paraguaia, treinamos com o Arthur e sentimos confiança nele”, concluiu.

Com a vitória, o Santos segue firma na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2019. O time chegou aos 42 pontos, somente três a menos que o Atlético-MG, primeiro clube dentro do G6. O Galo joga neste domingo, contra o América-MG, na Arena Independência.

Elogiada por Cuca, defesa do Santos é a menos vazada do returno

A solidez defensiva tem sido a marca do Santos de Cuca. Com a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, no último sábado, no Pacaembu, o Peixe chegou ao seu terceiro jogo consecutivo sem sofrer gols – antes havia vencido Atlético-PR e Vitória pela contagem mínima.

Com três tentos em dez jogos, é também a equipe que menos vezes foi vazada no segundo turno do Campeonato Brasileiro, empatada com o Palmeiras, que lidera a competição. Feito que arranca elogios do treinador.

“É uma equipe segura, uma das melhores defesas do segundo turno. É o coletivo. É a solidificação que tem, a diminuição de espaço. Eles saem para o jogo com qualidade também. Dá a expectativa de acabar bem o jogo”, explicou Cuca, que ainda vê margem para o time evoluir.

“Tem coisas a melhorar: a junção do meio ao ataque, a finalização de média distância quase inexiste. Com as vitórias, é mais fácil corrigir. O que tenho gostado é o comprometimento dos jogadores. Eles sentem o campeonato. O trabalho fica mais fácil, eles interagem bem”, declarou.

Capitão do Santos, o lateral direito Victor Ferraz destacou a organização da equipe alvinegra e a dificuldade que ela impõe aos adversários. “Somos um time que realmente joga junto. A gente ataca e defende juntos. Somos um time extremamente compactado”, avaliou.

“As outras equipes têm poucas chances de gol contra a gente. Isso é fruto de muito trabalho e dedicação nos treinamentos. A gente fica muito feliz, principalmente eu como defensor, de ficar mais um jogo sem tomar gol”, celebrou.

Titular contra o Corinthians, o zagueiro Luiz Felipe corroborou a análise do companheiro de defesa e também fez questão de dividir os méritos com todos.

“A gente tem um monte de zagueiro de qualidade, já estamos há um bom tempo mantendo uma regularidade, sem tomar gols – ficamos dez jogos invictos, oito sem tomar gol. Isso é fruto de muito trabalho. Não só da zaga, o time todo corre, o time todo marca”, ressaltou.

Em dez jogos, Santos iguala no returno a pontuação do primeiro turno

A reação do Santos no Campeonato Brasileiro sob o comando do técnico Cuca é incontestável. Com 42 pontos na tabela, o Peixe já sonha, inclusive, em brigar por uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem. Depois da vitória de sábado no clássico contra o Corinthians, os números do Peixe trouxeram uma curiosidade.

Nos dez jogos do segundo turno do Brasileiro, o Santos já somou a pontuação conquistada em todo o primeiro turno. Foram 21 pontos na metade inicial da competição, com cinco vitórias, seis empates e oito derrotas, um saldo de gols negativo – foram 21 marcados e 23 sofridos. O time chegou, inclusive, a temer pela zona de rebaixamento.

No segundo turno, a equipe de Cuca ganhou os mesmos 21 pontos, mas com seis vitórias, três empates e somente uma derrota – para o Cruzeiro no Mineirão. O ataque não está entre os mais poderosos, foram 12 gols marcados, mas a defesa é o grande destaque do time – apenas três sofridos.

No returno, a campanha do Santos é a segunda melhor do Campeonato Brasileiro. Perde apenas para o Palmeiras, que soma 23 pontos em dez jogos e, devido a essa grande arrancada, caminha como o principal favorito ao título do torneio nacional.

Gabigol homenageia Robinho e despista sobre futuro no Santos

Autor do gol da vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Corinthians, o atacante Gabriel Barbosa homenageou Robinho em sua comemoração no Estádio do Pacaembu. Após balançar as redes do goleiro Walter, o camisa 10 correu em direção às arquibancadas amarelas, pedalou e caiu no chão simulando uma falta.

A encenação foi uma alusão ao lance em que Robinho deu oito pedaladas para cima do ex-volante Rogério e sofreu pênalti, convertido por ele mesmo na vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians, pela final do Campeonato Brasileiro de 2002. Robinho atualmente joga no Sivasspor, da Turquia.

O gol de Gabriel saiu aos 20 minutos do primeiro tempo, após grande jogada individual de Arthur Gomes, que foi até a linha de fundo e cruzou. A bola desviou antes de parar nos pés de Gabigol, que empurrou para as redes.

“Foi um gol bonito, no coletivo. Não foi só eu nem o Arthur, foi o time todo. Foi em homenagem ao parceiro Robinho. A gente se fala bastante, saudade dele”, afirmou ao Premiere, no intervalo do jogo.

Após a partida, Gabriel desconversou ao ser questionado sobre o seu futuro. Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 14 gols, ele está emprestado pela Inter de Milão até o final do Brasileirão de 2018.

“Faltam nove jogos, tem muita coisa para acontecer ainda. É muito complicado. Todos sabem da força que fiz para voltar, mas não depende só de mim. Tenho contrato com um clube lá de fora ainda. Tem que ter calma, depois a gente resolve isso”, declarou.

Com a vitória, o Santos segue firme na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2019. Agora, o time soma 42 pontos, três a menos que o Atlético-MG, primeiro time dentro do G6.

Uma classificação à próxima edição do torneio continental, contudo, pode facilitar na permanência de Gabriel. “Confesso que isso (artilharia) não é algo que tire meu sono. Quero deixar o Santos na Libertadores se eu sair. E se eu ficar, jogar ela”, concluiu.

Renato vibra com vitória em último clássico contra o Corinthians

O volante Renato disputou na noite deste sábado, no Estádio do Pacaembu, o seu último clássico contra o Corinthians na carreira. Aos 39 anos, ele irá se aposentar ao término da temporada. O Santos venceu por 1 a 0, com gol de Gabriel Barbosa.

Após a partida, o jogador e diretor-executivo de futebol do Peixe usou as redes sociais para agradecer ao clube, aos jogadores e à torcida. Renato começou a partida entre os reservas e só entrou em campo aos 29 minutos do segundo tempo, no lugar de Yuri.

“Obrigado, Santos! Foi meu último clássico contra o maior rival. Não saiu o gol, mas foi com vitória! Parabéns equipe e torcedores”, escreveu Renato, no Twitter.

Com o resultado, o Santos segue no sétimo lugar, agora com 42 pontos, três a menos que o Atlético-MG, primeiro clube dentro do G6. Os comandados de Cuca voltam a campo no próximo dia 22, uma segunda-feira, às 20 horas (de Brasília), para enfrentar o Internacional, no Beira-Rio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.