Santos 2 x 0 Sport Recife

Data: 15/06/2016, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.937 pagantes
Renda: R$ 123.620,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Lucio Beiersdorf Flor (RS) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique (S); Luiz Antônio, Edmílson e Oswaldo (SR).
Gols: Gabriel (20-2) e Vitor Bueno (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju (Yuri); Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Paulinho) e Vitor Bueno; Gabriel e Joel (Lucas Lima).
Técnico: Dorival Junior

SPORT RECIFE
Magrão; Samuel Xavier, Oswaldo, Durval e Renê; Rithely, Luiz Antônio (Rodrigo Mancha), Gabriel Xavier (Cleyton), Everton Felipe e Diego Souza; Edmilson (Lenis).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Dupla da Seleção garante vitória em cima do Sport e põe o Peixe no G4

O Santos vai dormir nesta quarta-feira dentro do G4 do Campeonato Brasileiro. Em uma partida marcada por um primeiro tempo em que o Peixe desperdiçou pelo menos nove oportunidades incríveis de gol, a vitória por 2 a 0 em cima do Sport Recife na fria Vila Belmiro deixou o alvinegro praiano a frente do Corinthians, provisoriamente. Agora, os santistas terão de torcer por uma derrota do Timão nesta quinta, contra o Fluminense, em Brasília, para se consolidarem no pelotão de cima da tabela de classificação.

De qualquer forma, a terceira vitória seguida da equipe de Dorival Júnior na competição põe fim ao clima de desconfiança e ratifica o desejo inicial do clube em brigar pelo título nesta temporada. O Santos chegou aos 13 pontos e só está a frente do rival da Capital momentaneamente por ter um gol marcado a mais.

E pode-se dizer que os três pontos conquistados nesta quarta foram somados graças a Lucas Lima e Gabriel. O meia entrou apenas no segundo tempo e acabou dando a assistência para seu companheiro de Seleção Brasileira. A dupla retornou ao clube na terça, depois de participar da vexatória campanha do Brasil na Copa América. E no segundo gol, o camisa 10 deu lindo passe para Vitor Bueno, que tirou Magrão da jogada e completou para as redes.

O jogo

Não foi uma nem duas. O Santos perdeu nada menos de nove oportunidades claras de abrir o placar no primeiro tempo da partida desta quarta. Apesar do Sport figurar na zona de rebaixamento do campeonato, a impressão é que nem os próprios santistas estavam preparados para tanta facilidade. Praticamente todos os ataques do Peixe levavam perigo ao goleiro Magrão.

Joel foi quem mais abusou. Logo no primeiro minuto, o camaronês desperdiçou talvez a oportunidade mais inacreditável, de cabeça, praticamente dentro da pequena área, sem marcação. Em pouco tempo, o centroavante de 22 anos recebeu mais duas chances para se redimir, mas não correspondeu e antes mesmo dos 20 minutos a torcida já havia perdido a paciência.

A revolta só não ficou centralizada em Joel porque seus companheiros fizeram o favor de dividir a carga negativa. Gabriel, de volta após defender a Seleção Brasileira na Copa América, chutou para fora duas grandes chances, de frente para o goleiro do Sport. A segunda, totalmente livre de marcação.

Para completar, Victor Bueno errou o alvo em jogada que o meia pôde dominar a bola com a coxa e escolher o canto de tanta liberdade que tinha, mesmo estando dentro da área da equipe pernambucana. Um carrinho atrasado de Joel e uma linda defesa de Magrão em chute de longa distância de Renato completaram o show de gols perdidos pelos jogadores do Peixe.

E a velha máxima ‘quem não faz, toma’, por pouco não fez mais uma vítima. Aos 46 minutos, Durval, ex-zagueiro do Santos, ficou com uma sobra de bola dentro da área e só não abriu o placar para os visitantes graças a intervenção de Vanderlei.

E como já era esperado, Joel voltou para o segundo tempo no banco de reservas. Lucas Lima, preservado na primeira etapa, entrou no jogo. O problema é que Oswaldo de Oliveira, outro ex-santista, fez ajustes no rubro-negro e o jogo ganhou outra cara.

O Peixe seguiu se impondo e ditando o ritmo da partida, mas as chances claras de gol já não aconteciam como antes. Os comandados de Dorival Júnior, então, claramente passaram a sentir o nervosismo pela ineficiência, que veio acompanhado da impaciência da torcida, que já reclamava veemente a cada bola perdida. E o Sport Recife, por sua vez, começava a ser perigoso no contra-ataque e ficava mais tempo com o domínio da bola. Mas, Vanderlei não chegou a ser exigido.

A agonia só teve fim aos 20 minutos, quando Caju iniciou jogada pela esquerda e lançou Lucas Lima. O meia esperou o momento certo para cruzar rasante. Gabriel, na função de centroavante, só teve o trabalho de completar para o gol. Festa e sensação de alívio na Vila Belmiro graças aos dois atletas que retornaram nesta terça da Seleção Brasileira.

Pouco tempo depois, o Sport teve a oportunidade de jogar um verdadeiro balde de água fria nos alvinegros. Edmilson fez fila na defesa do Peixe e ficou cara a cara com Vanderlei. Mas, ao tentar cavar, acabou jogando a bola por cima do travessão. A Vila, desta vez, se calou por alguns segundos.

E golpe final do Santos veio aos 42 minutos, quando Gabriel recebeu livre na esquerda e viu Vitor Bueno aparecer como elemento surpresa dentro do área. O atacante não titubeou e fez a assistência para Bueno passar por Magrão e colocar números finais ao placar, de carrinho.

Bastidores – Santos TV:

Gabriel reclama de Vila “vazia” e Renato alerta para gols perdidos

O Santos fez o dever de casa nesta quarta-feira. Venceu o Sport Recife por 2 a 0 na Vila Belmiro e vai dormir no G4 do Campeonato Brasileiro. A terceira vitória seguida veio graças ao esforço de Lucas Lima e Gabriel, que retornaram dos Estados Unidos na terça-feira, onde defenderam a Seleção Brasileira na Copa América Centenário, e depois de apenas um treino, foram decisivos na vitória do Peixe. Após o jogo, porém, os atletas reclamaram da falta de apoio do torcedor em um momento de ascensão da equipe na competição.

“Muito contente, vitória na garra, na vontade, contente em voltar, fazer gol, mas acho que temos que lotar a Vila mais (vezes). Torcida tem direito de cobrar, mas acho que temos que cobrar deles a participação. Não pode em um jogo como esse, jogo decisivo, ter pouca gente no estádio. Respeito muito a torcida do Santos, sou santista, mas acho que o time está muito bem. Tem que melhorar e a torcida lotar o estádio para conseguirmos vitórias melhores”, comentou Gabriel, que nesta quarta abriu o placar e deu assistência para Vitor Bueno marcar o segundo.

Apenas 4.937 torcedores compareceram ao estádio Urbano Caldeira na noite que marcou 12ºC em Santos. O volante Renato, mesmo tomando alguns cuidados com as palavras, fez coro ao discurso de seu companheiro e pediu mais presença nas arquibancadas.

“Necessitamos deles. Ano passado, na recuperação, eles tiveram um papel fundamental, mas sabemos do horário também. Infelizmente, nem todo mundo pode vir. Mas esperamos que nos próximos jogos a torcida compareça e, na Vila, sejamos fortes de novo”, completou o camisa 8.

Com a braçadeira de capitão no braço, Renato também aproveitou para puxar a orelha dos jogadores de frente do time e alertou para os perigos de um jogo em que o Peixe desperdiçou ao menos nove oportunidades claras de gol quando o placar ainda estava zerado.

“A bola pune, mas graças a Deus nesse jogo não. Fizemos um bom primeiro tempo, mas fica o alerta para converter as oportunidades e não perder tanto gol assim”, explicou, antes de rasgar elogios a Gabriel e Lucas Lima, responsáveis por acabar com a ‘zica’ no segundo tempo. “Claro que a gente sente a dificuldade, até pelo entrosamento. A gente sabe que eles vinham numa dinâmica, então, quem entra tem um pouco de entrosamento. Mas mostramos que somos um grupo. Espero que não saiam, mas, se saírem não tem jeito. A gente continua, não pode lamentar, mas enquanto estiverem, vão nos ajudar”, concluiu.

Dorival perdoa time por gols perdidos e reforça cobrança ao torcedor

A vitória do Santos sobre o Sport nesta quarta-feira deu a Dorival Júnior um ambiente que o treinador ainda não havia curtido neste Campeonato Brasileiro. Calmo e claramente empolgado com os nove pontos conquistados nos últimos três desafios, Dorival minimizou até mesmo os riscos que sua equipe correu depois de desperdiçar tantas oportunidades claras de gol no primeiro tempo nesta 8ª rodada.

“Se não criasse, me preocuparia. Não foi o caso. Tivemos 20 oportunidades de gol. Caímos no segundo tempo. Na etapa final não perdemos as possibilidades de contra-atacar. Em um todo, a equipe se comportou muito bem. Poderia ter uma sorte um pouco melhor. Se não houvesse criação, aí sim me preocuparia. Nesse sentido, não”, explicou, explicando os reflexos de sua alteração no intervalo, quando sacou Joel e colocou Lucas Lima em campo.

“Tiramos a referência, depois mudamos de novo até que encontramos o gol em uma jogada trabalhada e bem aproveitada que nos deu uma tranquilidade maior. Depois, com o segundo gol, conseguimos o equilíbrio”, disse, se rendendo ao talento de Gabriel e Lucas Lima, grandes responsáveis pelos 2 a 0 no placar. “É nítido. A melhora acontece. São jogadores de altíssimo nível, dinâmica grande, qualidade técnica. São jogadores já consolidados, alcançando outro patamar. Natural que façam falta”.

Apesar do clima favorável, Dorival Júnior foi questionado sobre as reclamações de Gabriel e Renato, que na saída de campo cobraram uma presença em maior número dos torcedores santistas nas partidas na Vila Belmiro. Apenas 4.937 torcedores apoiaram o time na fria noite desta quarta.

“Acho que de um modo geral o torcedor do Santos precisa comparecer de maneira mais direta, principalmente aqui dentro. Estamos limitados à presença do torcedor que está em todos os momentos. Mesmo assim, o número de torcedores parece que tem um limite aqui dentro e em momento nenhum temos quantidade maior. Isso penaliza o clube e os jogadores. O torcedor comum realmente está deixando a desejar. A diretoria tem que se preocupar e criar alternativas para resgatar o torcedor”, opinou o comandante.

Por fim, Dorival Júnior fez questão de ressaltar que o mais importante neste início de competição é o time encontrar um padrão e ganhar confiança rodada a rodada. O fato do Peixe entrar no G4, pelo menos provisoriamente, é deixado em segundo plano pelo treinador santista nesse momento.

“Isso não é tão importante. Importante é voltar a jogar bem, com confiança. Desde o Botafogo a equipe já vem com nova condição. Hoje tivemos intensidade grande, troca de passes. A equipe pode manter aquilo que apresentou na primeira etapa. Nossa preocupação não é com o posicionamento, e sim voltar a jogar de forma confiável ao torcedor, sabendo que vai brigar”, concluiu.

Dorival quer fim de especulações e pede pulso firme à diretoria

Quanto mais as estrelas do Santos brilham em campo, mais crescem as especulações sobre o futuro dos principais atletas do elenco de Dorival Júnior. Depois de retornarem da Seleção Brasileira, Lucas Lima e Gabriel mostraram que realmente vivem grande fase e decidiram o jogo para o Peixe nesta quarta-feira, em duelo contra o Sport. Logo após a vitória por 2 a 0 na Vila Belmiro, Dorival novamente foi abordado sobre a possibilidade de perder definitivamente seus pilares para o mercado estrangeiro e se mostrou cansado com essa situação.

“Acho que, primeiro, o próprio posicionamento da diretoria de não vender a não ser pela multa. Segundo, que paremos com especulações, porque na verdade pouca coisa existe. Vontade dos jogadores é um terceiro ponto. O Santos tem que se reforçar e não perder jogadores, se quiser conquistar um espaço dentro de um cenário nacional, sul-americano e mundial. É natural que tenha que buscar, se concentrar e, acima de tudo, fortalecer um elenco que já tem qualidade. Paremos com especulações”, cobrou o treinador.

A janela de transferências internacionais abre dia 19 deste mês e fechará no Brasil no dia 20 de julho. Nesse período, a boa notícia para o treinador santista é que alguns reforços ficarão livres para atuar, além de outros que começam a aparecer após os primeiros treinamentos. Nesta quarta, Yuri fez sua estreia com a camisa do Peixe ao entrar no lugar de Caju nos minutos finais do jogo.

“Daqui a pouco teremos Vecchio, Copete, Rodrigão. A equipe terá um poderio ainda maior e vai ganhar em qualidade para que tenhamos uma equipe ainda mais forte”, sem esconder que pode mexer no sistema tático da equipe, principalmente por cauda da má fase de Joel, por mais que Dorival tente não jogar toda a responsabilidade nas costas do camaronês.

“Ainda não me defini. Teremos um jogo complicado (contra o Atlético-PR, fora, no sábado). O Joel foi importante, teve hoje muitas oportunidades, vinha fazendo uma partida boa, mas não estava em noite tão feliz. Isso não quer dizer nada. Continua com a minha confiança. Me deixa satisfeito. Natural que eu tente outra situação”, comentou.

Seleção

Dorival Júnior também falou sobre a saída de Tite do Corinthians, que agora assumirá o lugar deixado por Dunga na Seleção Brasileira.”Mais que merecida a chegada dele à Seleção. Lamento por quem saiu, mas natural que tudo que Tite vem conquistando vem preparando. Não atropelou ninguém. É um grande profissional. Merece. Espero que seja muito feliz e dê sequência ao trabalho. E que busquemos uma regularidade no futebol brasileiro novamente”, analisou, desmentido os boatos de que já teria sido procurado pelo próprio Corinthians para ocupar o espaço deixado por Tite. “Não fui procurado. Meu clube é o Santos. Não fui procurado”, encerrou.

Santa Cruz 0 x 2 Santos

Data: 12/06/2016, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio do Arruda, em Recife, PE.
Público: 16.464 pessoas
Renda: R$ 182.805,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO).
Cartões amarelos: Wallyson (SC); Paulinho e Zeca (S).
Gols: Zeca (44-1) e Joel (19-2).

SANTA CRUZ
Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Alex Bolaño (Leandrinho), João Paulo, Fernando Gabriel (Daniel Costa) e Lelê; Arthur e Bruno Moraes (Wallyson).
Técnico: Milton Mendes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Serginho) e Vitor Bueno; Paulinho (Ronaldo Mendes) e Joel (Elano).
Técnico: Dorival Júnior



Com golaço de Zeca, Santos bate Santa Cruz e vence fora de casa

O Santos espantou o fantasma do jogo fora de casa. Neste domingo, o Peixe enfrentou o Santa Cruz, no Arruda, e saiu de campo com a vitória por 2 a 0. Zeca, com um golaço, e Joel marcaram os gols do Alvinegro, um em cada tempo da partida.

Com o resultado, o Santos chegou a dez pontos e assumiu a quinta colocação, colando no Corinthians, primeiro time do G4, com 13 pontos. O Santa Cruz, por sua vez, perdeu a terceira partida consecutiva e se aproximou da zona de rebaixamento. Com oito pontos, a equipe coral ocupa a 14ª posição.

O jogo

Mesmo jogando fora de casa, o Santos começou controlando a posse de bola e trocando passes em busca de um espaço na defesa do Santa Cruz, que esperava uma oportunidade para sair em velocidade nos contragolpes. Apostando nas jogadas pelas beiradas, o Peixe chegou com perigo pela primeira vez aos 11 minutos, em cruzamento de Victor Ferraz cortado pela zaga tricolor. Na sequência, Vítor Bueno lançou para a área, mas Neris, bem posicionado, afastou.

Aos poucos, o Santa Cruz foi conseguindo sair para o jogo. Também priorizando os lançamentos para a área, os donos da casa foram chegando. João Paulo, Tiago Costa e Arthur arriscaram cruzamentos, porém a defesa santista afastou as tentativas. Apesar da melhora do Tricolor, o Santos continuava melhor. Aos 22, Joel aproveitou falha na zaga coral e tentou encobrir Tiago Cardoso, mas chutou com muita força e a bola saiu por cima.

Em nova chegada alvinegra, aos 25 minutos, Zeca apareceu pela esquerda e cruzou para a área. Joel desviou na altura da primeira trave e a bola sobrou para Léo Cittadini, que bateu travado pelo marcador e a bola ficou limpa para Tiago Cardoso. Aos 36, o mesmo Léo Cittadini finalizou novamente, mas chutou fraco e facilitou a defesa do goleiro. Aos 41, Victor Ferraz teve boa chance em cobrança de falta, mas mandou por cima. Aos 44, saiu o gol. Zeca tabelou com Joel e chutou de primeira, sem deixar a bola quicar, fazendo um golaço no Arruda.

O Santa Cruz voltou com outro ritmo na segunda etapa, acuando o adversário. Logo no primeiro minuto, Wallyson, que entrou no lugar de Bruno Moraes, foi lançado em profundidade e cruzou com perigo. Victor Ferraz fez o corte. Na sequência, Arthur arriscou de fora da área e a bola passou perto da trave direita de Vanderlei. Aos cinco minutos, Fernando Gabriel recebeu na meia-lua e mandou uma bomba, obrigando Vanderlei a fazer grande defesa, espalmando para escanteio. No corner, Danny Morais desviou com perigo.

O Santinha seguiu pressionando na busca pelo empate. Aos 18, Wallyson bateu falta direto para o gol, mas Vanderlei defendeu. No lance seguinte, o mesmo Wallyson apareceu na área, nas costas da zaga, passou por Vanderlei, mas foi atrapalhado por Lelê, que também chegava para finalizar. O ímpeto do time coral, porém, foi punido com mais um gol do Santos. Aos 19, Vítor Bueno arrancou com velocidade pela esquerda e bateu cruzado. Tiago Cardoso fez a defesa, mas Joel pegou o rebote e só empurrou para o fundo das redes.

O Tricolor pernambucano não diminuiu o ritmo depois de sofrer o segundo gol e seguiu no ataque. Na marca de 30 minutos, Wallyson fez jogada individual pela direita e rolou para Daniel Costa, que chutou cruzado. A bola desviou em Luiz Felipe e sobrou para Arthur, que tentou cabecear para o gol, mas mandou por cima. Bem postado na defesa, o Santos fechou os espaços e segurou o resultado, garantindo a vitória.

Joel exalta vitória fora de casa e nega que time não sinta falta de Oliveira

Depois de dez meses sem vencer longe da Vila Belmiro, o Santos enfim quebrou o jejum de vitórias fora de casa, que durava desde agosto do ano passado. Neste domingo, o Peixe visitou o Santa Cruz, no Arruda, e bateu o rival por 2 a 0. Autor do segundo gol santista – o primeiro foi marcado por Zeca – Joel exaltou o feito da equipe e negou que o time não sente a falta de Ricardo Oliveira, que está com a Seleção Brasileira na disputa da Copa América Centenário.

“Não sentir mais saudade é mentira. O Ricardo Oliveira é o nosso capitão, é um jogador de uma importância muito grande para o nosso elenco. Então eu fico feliz pela vitória, a primeira fora de casa, porque havia tempo que não vencíamos fora de casa. Foi uma vitória importante para a sequência do campeonato”, disse o atacante camaronês ao SporTV, na saída do gramado.

A vitória fora de casa sobre o Santa Cruz fez o Peixe encostar no grupo dos quatro melhores do Campeonato Brasileiro, chegando à quinta colocação, com dez pontos ganhos. O Corinthians, última equipe do G4, em quarto lugar, tem 13 pontos.

Dorival celebra vitória fora de casa e enaltece atuação da defesa

A vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Santa Cruz, neste domingo, no Arruda, satisfez Dorival Júnior. O técnico santista elogiou a atuação do time, que chegou a primeira vitória fora de casa desde agosto de 2015, destacando a inteligência apresentada dentro de campo.

“O Santos teve uma proposta de jogo e a manteve nos 90 minutos. Sofremos um pouco, mas eu só tenho a valorizar e reconhecer o espírito de luta, a vontade e a garra para vencer. Prevalecemos com toque de bola, movimentação e penetrações. Nos comportamos bem, tivemos paciência e soubemos sofrer para chegarmos ao que temos de melhor, o contra-ataque, definindo o resultado. Foi uma partida muito inteligente”, avaliou.

O comandante alvinegro também aprovou a atuação da zaga, que mesmo com o desfalque de David Braz não sofreu gols. Diante do Santa Cruz, Dorival escalou a defesa com Gustavo Henrique, que completou 100 jogos com a camisa do Santos, e Luiz Felipe.

“A zaga esteve muito bem composta. Foi uma partida consistente da nossa equipe, uma partida inteligente. Reconheço o valor do adversário, mas tenho que enaltecer a nossa equipe”, finalizou o treinador, que não escondeu a felicidade com o resultado positivo.


Santos 3 x 0 Botafogo

Data: 05/06/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 16.530 pagantes (17.033 presentes)
Renda: R$ 419.950,00
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Cartões amarelos: Thiago Maia (S) e Leandrinho (B).
Gols: Vitor Bueno (10-1) e Paulinho (35-1); Bruno Silva (24-2, contra).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Serginho, Léo Cittadini (Léo Cittadini) e Vitor Bueno (Valencia); Paulinho e Joel (Diogo Vitor).
Técnico: Dorival Junior

BOTAFOGO
Helton Leite, Diego, Emerson Silva, Emerson Santos e Victor Luis; Dudu Cearense, Bruno Silva, Leandrinho e Gegê; Anderson Aquino (Neilton) e Ribamar (Sasá).
Técnico: Ricardo Gomes



Peixe vence no Pacaembu, quebra jejum e joga Botafogo para a lanterna

Depois de três jogos sem vencer, o Santos deu um tempo na crise e fez a festa de sua torcida paulista no estádio do Pacaembu com bater o Botafogo por 3 a 0 em confronto válido pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os dois primeiros gols do jogo foram marcados ainda no primeiro tempo. Vitor Bueno, depois de um lindo chapéu no goleiro Helton Leite, abriu o placar, enquanto Paulinho contou com a colaboração do camisa 1 botafoguense para ampliar. Na etapa final, Bruno Silva marcou contra depois de cobrança de escanteio.

Essa é apenas a segunda vitória do Peixe no nacional, que agora chega aos 7 pontos e se afasta da zona de rebaixamento, mas serve para dar um pouco de paz a Dorival Júnior, que passou a sofrer muita pressão depois da derrota no contra Corinthians, no meio de semana. Agora, o treinador terá toda a semana livre para justar o time, que só volta a campo no domingo, para encarar o Santa Cruz no estádio do Arruda, às 19 horas.

Por outro lado, o Fogão já mostra que é um forte candidato a voltar à Série B em 2017. O alvinegro carioca estacionou com 4 pontos e é o lanterna do Brasileirão. Muito limitado no setor ofensivo e vulnerável atrás, a equipe de Ricardo Gomes foi preza fácil no duelo matutino deste domingo e ainda desperdiçou um pênalti com Neilton, ex-Santos, quando o placar ainda marcava 2 a 0 para os mandantes. Para tentar buscar uma reação, o Botafogo receberá o Vitória no próximo domingo, de novo às 11 horas, ainda sem local definido.

O jogo

Com o apito do árbitro Sandro Meira Ricci veio também a chuva ao estádio do Pacaembu. Mas, em campo, o Santos começou querendo colocar fogo no jogo. Logo no primeiro minuto, Renato deixou Vitor Bueno de frente para o goleiro Helton Leite. A finalização do meia saiu pela linha de fundo, mas animou os torcedores paulistas nas arquibancadas.

O Botafogo chegava a ser perigoso quando ultrapassava o meio de campo, mas pecava em demasia na saída de bola, com manhã ruim para sua dupla de volantes Dudu Cearense e Bruno Silva.

E em uma das bobeadas do Glorioso no centro do gramado, Thiago Maia usou o lado externo do pé para dar a Vitor Bueno sua segunda chance no jogo. Dessa vez, o jovem meia fez bonito. Chepelou o goleiro botafoguense e abriu o placar com uma verdadeira pintura.

Após isso, porém, o ritmo caiu e o Santos errava seguidamente no ataque, principalmente Joel, que cegou a ouvir alguns protestos disparados das cadeiras cativas do estádio. O castigo por pouco não veio aos 18 minutos. Depois de troca de passes de primeira, Anderson Aquino serviu Ribamar nas costas de Gustavo Henrique, mas Vanderlei saiu bem para salvar o time.

A partida ficou sonolenta, com o Botafogo escancarando suas fragilidades e limitações, enquanto o Peixe parecia satisfeito com a vitória parcial. Só aos 35 minutos o torcedor santista pôde gritar novamente.

Com paciência, o time de Dorival Júnior valorizou a posse de bola, rodou, tocou, se movimentou, até que Zeca tabelou com Joel e soltou para Léo Cittadini, que achou Paulinho na área. O atacante, até então melhor na marcação do que na sua verdadeira função, bateu cruzado. Helton Leite tocou na bola, mas não segurou firme e a bola foi às redes lentamente. 2 a 0 Peixe.

O último lance de perigo antes do intervalo veio aos 40 minutos e serviu para mostrar como a fase botafoguense é brava. Anderson Aquino invadiu a área pela direita e cruzou. A bola ficou limpa para Gegê, que finalizou para empatar, mas viu Ribamar, seu companheiro, tirar a bola da direção do gol.

Já sem chuva e com a torcida animada pela vitória parcial, o Peixe voltou para o segundo tempo com mais ímpeto pelo gol. Em pouco tempo, o Peixe já pressionava os cariocas no campo de defesa a rondava a meta de Helton Leite. Aos 5 minutos, o camisa 1 espalmou para fora a boa cobrança de falta de Vitor Bueno.

Mas, na primeira vez que foi ao ataque, o Botafogo calou o Pacaembu por alguns segundos. Neiton, aquele mesmo revelado pelo alvinegro praiano, foi derrubado por David Braz dentro da área e sofreu pênalti. O jovem atacante pediu para bater e teve a autorização de Ricardo Gomes. Na batida, Neilton deslocou Vanderlei, mas errou o alvo, para delírio dos santistas, que até hoje se sentem traídos pelo jogador do Botafogo.

E a situação do time de General Severiano ficou ainda pior aos 24 minutos. Depois de cobrança de escanteio, Bruno Silva se enrolou dentro da área e marcou contra. 3 a 0 e a torcida santista já ensaiava gritos de “olé” diante de tanta facilidade.

Assim, o time de Dorival Júnior precisou apenas administrar o resultado nos minutos finais. Vanderlei até foi exigido por causa de um relaxamento do time do Santos, mas, nada que mudasse mais o placar. O Peixe venceu no Pacaembu, ganhou um pouco de paz depois de uma semana tensa, e ainda jogou o Botafogo para a lanterna do Brasileirão.

Santos TV – Bastidores:

Jogadores do Peixe admitem alívio com vitória em cima do Botafogo

A vitória por 3 a 0 em cima do Botafogo neste domingo deu mais do que três pontos para o Santos no Campeonato Brasileiro. O time não vencia há três jogo e passou por uma semana de muitos questionamentos depois da derrota para o Corinthians, no clássico de Itaquera. Após a partida no Pacaembu, que contou com gols de Vitor Bueno, Paulinho e Bruno Silva (contra), o Peixe subiu para 7 pontos e se afastou da zona de rebaixamento. Os jogadores do Peixe, ainda no gramado, admitiram as sensações de alívio e de dever cumprido.

“Dá um alívio grande, mas a equipe está de parabéns, pela garra, pelo futebol. Pressionamos, como o Dorival pediu. Daqui para frente é melhorar e, se Deus quiser, brigar lá em cima”, comentou o atacante Paulinho, que teve discurso compartilhado pelo capitão Renato.

“Essa é uma situação incomoda (zona de rebaixamento), pegamos um adversário que não vinha bem, todo mundo correu e estava ciente da situação que a gente se encontrava. E conseguimos dar essa vitória para dar tranquilidade ao time no campeonato. A gente sabe que precisa melhorar. Claro que vitória dá confiança e hoje a gente precisava vencer, independente do placar”, analisou o camisa 8.

Vitor Bueno, muito aplaudido quando sacado por Dorival Júnior para a entrada de Valencia, comemorou ao lado de Thiago Maia, autor da linda assistência para o gol do meia, a vitória do Peixe no Pacaembu.

“É isso que nós queremos. O Santos merece brigar em cima”, comentou Bueno, antes de ser questionado sobre seu belo gol no primeiro tempo. “Saiu naturalmente. A bola foi metida pelo Thiago, fui muito feliz na finalização”, explicou, dando a palavra ao amigo volante. “A gente merecia essa vitória. Agora é pensar no próximo jogo”, concluiu o santista.

Mais que a vitória, Dorival Jr valoriza nova postura: “Isso é o Santos”

O Santos venceu e convenceu na manhã deste domingo. Apesar da fragilidade inegável do Botafogo, agora lanterna do Campeonato Brasileiro, o Peixe não vencia há três rodadas e precisava dos três pontos para se afastar da zona de rebaixamento. Após os 3 a 0 em cima dos cariocas, o técnico Dorival Júnior fez questão de ressaltar seu contentamento com a forma como o time se portou em campo para alcançar o objetivo.

“É a disposição que tivemos em campo. Agressividade no combate, preocupação em criar. Isso é o espírito do Santos. Resultado importante, mas muito mais pela maneira com que a equipe procurou o resultado. Tivemos dificuldades após o pênalti, mas, de uma maneira geral, tivemos uma boa postura. Já deixamos pontos importantes para trás”, analisou o treinador, agora esperançoso em uma reação na competição.

“Acho que a atitude foi diferente. Enfrentamos grandes adversários que foram superiores. Hoje, o Santos veio com outro propósito, com cada um tentando fazer seu melhor e não perdendo espírito de equipe. Espero que tenhamos uma semana boa de preparação para que tenhamos uma equipe melhor postada ainda, já que a exigência é sempre alta”, avisou.

Apesar dos elogios, Dorival Júnior sabe que o Botafogo não é uma equipe que pode dar ao Santos muito parâmetro para o restante da competição. A má fase do Glorioso e os poucos obstáculos encontrados pelo Peixe neste domingo fazem com que treinador ainda contenha a empolgação.

“Nós temos de ter consciência que foi um resultado importante, nada além disso. A equipe não deixou de jogar nas duas partidas passadas por desaprender, e nem recuperou padrão para ter confiança total. Temos de ter calma. Mudamos muito nossa concepção de jogo em função das perdas, e agora temos de nos recompor dessa forma, encontrando novas peças, com a chegada de reforços, para que tenhamos o Santos um pouco mais forte, mais preparado para ser mais competitivo no Brasileiro”, concluiu o comandante alvinegro.

Léo Cittadini ganha elogios de Dorival e assume vaga de Lucas Lima

Depois de buscar alternativas com Rafael Longuine, Ronaldo Mendes e Serginho, Dorival Júnior parece ter encontrado o substituto para suprir a ausência de Lucas Lima. Léo Cittadini recebeu a confiança do técnico santista para começar a partida deste domingo entre os titulares e deu conta do recado. Após a vitória por 3 a 0, no Pacaembu, o jovem meia recebeu elogios raros do comandante alvinegro, que dificilmente fala individualmente do desempenho dos atletas.

“Cittadini já tinha entrado muito bem na partida contra o Corinthians, que foi a primeira dele depois de uma lesão muito séria na semifinal contra o Palmeiras, pelo Paulista (entorse no tornozelo direito). Ainda não está suportando toda a parida, mas teve uma participação muito importante, foi muito bem em todos os aspectos, quer seja trocando passes, se apresentando, sendo uma opção para a saída de bola, chegando a frente, criando oportunidades, participando muito do nosso sistema de marcação. Ele foi fundamental. Espero que ele continue assim”, disse Dorival Júnior, deixando claro que agora vai dar sequência ao garoto.

“Quem vai me dar essa resposta são os jogadores campo. Se a equipe continuar fazendo apresentações como a de hoje, naturalmente eles vão ocupar um espaço que está em aberto. Foi importante”, explicou.

Léo Cittadini tem apenas oito jogos na temporada e fez sua estreia na última quarta, no clássico contra o Corinthians. O jogador de 22 anos, meia de origem, estava sendo preparado para ser um reserva imediato de Thiago Maia. Mas, com a escassez de opções, Dorival resolveu apostar na revelação santista ao lado de Vitor Bueno, mais centralizado, e gostou do que viu.

“Hoje sim nós apresentamos alguma coisa diferente do que vinha acontecendo, principalmente nas duas partidas (anteriores). Hoje voltamos a ter um bom volume de jogo, voltamos a ter criação do meio para o ataque, marcação encaixada, troca de passes…O segundo gol foi isso que aconteceu, tivemos paciência. É isso que nós queremos. É questão de tempo. É muito pouco espaço para treinamentos. Essa semana teremos uma semana inteira. Vamos ver se aceleramos isso”, concluiu Dorival.

O próximo desafio do Peixe no Campeonato Brasileiro será diante do Santa Cruz, domingo, no estádio do Arruda, em Pernambuco, às 19 horas (horário de Brasilia). O clube da Vila Belmiro tem 7 pontos ganhos em seis rodadas até aqui.

Corinthians 1 x 0 Santos

Data: 01/06/2016, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo, SP.
Público: 30.187 pagantes
Renda: R$ 1.460.047,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Gustavo Rodrigues de Oliveira (ambos de SP).
Cartões amarelos: Zeca e Vitor Bueno (S).
Gol: Giovanni Augusto (37-2).

CORINTHIANS
Walter; Fagner, Felipe, Vilson e Uendel; Cristian, Bruno Henrique (Rodriguinho), Marquinhos Gabriel (Lucca), Guilherme e Giovanni Augusto; Luciano (André).
Técnico: Tite

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Serginho (Maxi Rolón), Léo Cittaedini (Paulinho), Vitor Bueno; Elano (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Corinthians faz gol “chorado” no fim e vence clássico contra o Santos

O Corinthians martelou, falhou nas finalizações e pressionou praticamente os 90 minutos para conseguir um gol na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera, assegurando a vitória sobre o Santos no primeiro clássico da equipe neste Campeonato Brasileiro. O gol “chorado” do time saiu aos 37 minutos da etapa final, com o meia Giovanni Augusto, melhor em campo pelo lado dos paulistanos.

O embate, que praticamente foi de ataque do Timão contra defesa do Peixe, leva o time do Parque São Jorge aos 10 pontos conquistados na tabela do Nacional. O clube da Vila Belmiro, por sua vez, jogou para segurar o ímpeto do rival e teve sucesso por muito tempo. Desfalcado de suas principais estrelas, porém, não foi capaz de segurar ao menos um ponto na capital paulista, permanecendo com quatro na competição.

O jogo

O primeiro tempo foi dominado completamente pelo Corinthians, que só viu o seu gol ser ameaçado justamente no primeiro lance da partida. Logo aos quatro minutos, Renato pegou sobra de bola dentro da área, após escanteio batido por Elano, e chutou prensado por Giovanni Augusto. A bola, que bateu no braço do meia, iria para fora, mas Walter se esticou e colocou novamente para escanteio. Os santistas chegaram a reclamar de pênalti, mas Vuaden nem deu ouvidos.

O ataque fortuito dos visitantes acabou ofuscado pela boa performance corintiana na sequência. No ataque seguinte, Cristian recebeu a bola na intermediária ofensiva, ajeitou para o pé direito e chutou forte. A bola foi no meio do gol, mas Vanderlei soltou na primeira oportunidade e teve de correr para fazer a defesa antes da chegada de Luciano.

Depois, aos 12 minutos, Uendel bateu falta da intermediária na segunda trave. Luciano correu por fora da marcação de Thiago Maia e cabeceou no canto, mas Vanderlei fez grande defesa, pulando para o lado esquerdo, e mandou pela linha de fundo. O lateral esquerdo, por sinal, foi responsável pelas melhores jogadas ofensivas da equipe, sempre chegando com liberdade devido à marcação pouco eficiente de Vitor Bueno. Até o intervalo, foram mais três chances de bola na rede, todas desperdiçadas pelos donos da casa.

Aos 25, Uendel cruzou bola na segunda trave e Giovanni Augusto, livre, na pequena área, tentou tocar para o meio da área, mas mandou para fora. Dois minutos depois, Giovanni recebeu bola na latera da área, girou sobre a marcação de Renato, pedalou para cima de Zeca e conseguiu fazer bom cruzamento para o meio da área. Luciano, um pouco desequilibrado , cabeceou por cima. Guilherme, atrás, reclamou bastante do companheiro. O mesmo Guilherme que, continuando a pressão, fez bom cruzamento para a linha da pequena área, onde Vilson subiu mais alto que Gustavo Henrique para cabecear. Vanderlei, firme, agarrou a bola e não deu rebote.

No segundo tempo, o panorama se mostrou parecido com dos primeiros 45 minutos. Satisfeito com o desempenho do Corinthians, o técnico Tite manteve os seus titulares apostando em uma melhora na precisão das finalizações. Do outro lado, Dorival Júnior buscou dar um pouco mais de profundidade ao seu ataque, até então inexistente, e optou pela entra de Paulinho no lugar de Léo Cittadini.

O desenho tático do jogo, no entanto, continuou o mesmo. Com a bola a todo momento, o Timão movimentava a bola de lado a lado, mas só conseguia realmente levar perigo nas bolas alçadas na área, principalmente as paradas. Em um escanteio, aos 15 minutos, o gol quase saiu. A zaga santista não conseguiu afastar após toque de Felipe e a bola ficou para Vilson. Sem marcação, o zagueiro teve tempo de girar, mas, na hora do chute, deu um toque fraco, com o pé esquerdo, e parou em defesa tranquila de Vanderlei.

Tite, então, resolveu modificar suas peças, mandando a campo Lucca e Rodriguinho nos lugares de Marquinhos Gabriel, dessa vez sumido, e Bruno Henrique. O resultado foi uma pressão mais ofensiva, também ajudada pela proximidade do final da partida. A dificuldade em acertar passes em sequência, no entanto, continuou, levando os anfitriões ao desespero pela falta de eficiência no domínio territorial.

Não havia outro jeito de o gol sair, no entanto, que não fosse de uma bola parada. E de um jeito muito corintiano. Aos 37, após falta pelo lado direito, Guilherme recuperou a bola pela esquerda, já dentro da área. O meia cruzou para Felipe, que desviou para trás. Cristian novamente desviou para trás e a bola acabou no peito de Giovanni Augusto, que havia batido a falta. Sem marcação, ele tocou por baixo das pernas de Vanderlei e decretou o triunfo corintiano.

Dorival explica estratégia e pede paciência: “Não tem nada perdido”

A derrota que poderia trazer a pressão e um clima já próximo ao de uma pequena crise no Santos aconteceu nesta quarta-feira. O revés por 1 a 0 diante do arquirrival Corinthians, em Itaquera, expôs os problemas da equipe, agora com três derrotas em cinco jogos no Campeonato Brasileiro, e já despertou o discurso que é embasado em palavras como “paciência”, “tranquilidade” e “recuperação”. Dorival Júnior inclusive falou diretamente ao seu torcedor.

“Só quero pedir o apoio do torcedor. Com paciência é que conseguiremos uma recuperação. Nada está perdido, o campeonato está só começando, mas o Santos tem condições de jogar em uma melhor condição que vem mostrando até o momento”, avisou, tentando passar uma tranquilidade, mas ainda sem ter ideia do que vai planejar para o duelo contra o Botafogo, no Pacaembu

“O que vamos fazer para o domingo eu não sei. Primeiro quero saber se teremos uma baixa ou outra, para saber se teremos uma formação mais agressiva, jogando dentro das nossas características”, despistou.

A tal característica citada pelo treinador se diz respeito ao retorno dos atacantes, que nesta quarta começaram no banco de reservas. A modificação surpreendente, com seis homens de meio de campo, forçou uma explicação do técnico já na coletiva de imprensa.

“Hoje, o que eu imaginava é que no segundo tempo nós tivéssemos a possibilidade um pouco mais real de contratar. Nós tivemos, saíamos com a bola, mas pecamos na transição, e tudo aquilo que foi pensado foi por água abaixo”, disse, garantindo que jogou pelos três pontos e não apenas para segurar um empate fora de casa.

“Não. Nós tínhamos uma estratégia, que foi utilizada no segundo tempo. Você percebeu que no segundo tempo eu coloquei três atacantes. Eu não vim para empatar. Eu vim para ganhar o jogo. E tomamos o gol no final da partida. A estratégia era segurarmos para usarmos bolas que fatalmente teríamos o contra-ataque”, reforçou, ainda com o peso do fracasso pelo resultado.

“Em determinado momento do jogo, tivemos todas essas possibilidades. Erramos essa saída de bola. No último passe, no penúltimo passe, acabamos desperdiçando bolas importantes que poderiam ter sido fatais se tivéssemos frieza”.

Dentro de todo o cenário desenhado por Dorival Júnior na véspera do jogo, Elano foi a principal surpresa na função de centroavante. Coube ao comandante alvinegro, então, mais explicações. “Ele executou uma posição importante para mim, jogando sem referência. O Corinthians joga dessa maneira, com quatro meias que não dão uma referência à zaga adversária. De repente, dando essa liberdade ao Elano… Ele bate bem na bola, uma jogada que ele pudesse fazer seria importante”, disse Dorival, que no segundo tempo colocou Maxi Rolón para tentar mudar o jogo.

“Primeiro que eu precisava prender um pouco mais a bola, ter mais posse de bola, e o Maxi tem essa característica. Ele tem uma boa troca de passes, era isso que eu pensava para o momento e foi o que tentei fazer. Foi uma tentativa”, concluiu, sem esconder o semblante de frustração.

Dorival ainda lamenta desfalques e lentidão na chegada de reforços

O Santos fez nesta quarta-feira seu terceiro jogo sem Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. E a derrota para o Corinthians foi a segunda seguida da equipe da Baixada, que antes perdeu para o Internacional em plena Vila Belmiro e só empatou com o Figueirense. O sinal de alerta foi ligado e, apesar do discurso no clube ser de “bola para frente”, Dorival Júnior ainda não conseguiu esquecer a falta que o trio faz à equipe.

“Nós perdemos a nossa velocidade. Isso é uma constatação. É um fato. É real. Ela depende muito das jogadas do Lucas (Lima) e as movimentas agudas do Gabriel e do Ricardo. Isso faz uma diferença muito grande. Alguns jogadores que estão entrando possuem uma outra característica. Não podemos querer que eles joguem do mesmo jeito”, explicou, demonstrando até mesmo um certo desânimo com os reforços que estão sendo contratados até agora.

“Peça de reposição a altura com três em nível de Seleção é muito difícil de se encontrar. Nós já avisávamos que isso ia acontecer. O Santos não tinha possibilidade de ir ao mercado antes. Contratamos alguns jogadores que estarão aptos apenas após o dia 20. Chegou o Rodrigão, a apresentação do Yuri é essa semana…”, completou.

Mas o campeonato Brasileiro não para e Dorival sabe que seu time precisa reagir rápido, independente dos nomes que estejam na escalação. O Peixe soma apenas quatro pontos em 15 disputados até agora e domingo já tem novo desafio, desta vez frente ao Botafogo, no Pacaembu.

“Não podemos pensar só nisso. Temos de assumir um pouco mais essa condição, sabíamos que perderíamos (os jogadores), precisamos acelerar nossa entrada no Brasileiro. Os jogadores que estão aqui também precisam mostrar. O torcedor dificilmente vai entender, mas é natural que passemos por um processo um pouco diferente”, avisou ainda na Arena Corinthians.

Ao concluir, Dorival deixou claro que mesmo sabendo que seu grupo passaria por uma espécie de metamorfose após a disputa do Campeonato Paulista, a falta de espaço livre no calendário dificultou uma nova montagem da equipe.

“Estávamos focados nas finais (do Paulista). Não tinha como preparar uma equipe alternativa para o Brasileiro. Temos de ter essa tranquilidade a partir de agora. A exigência do torcedor vai continuar existindo, natural, mas a paciência é necessária nesse momento”, finalizou, consciente de que a pressão vai aumentar significativamente depois da derrota por 1 a 0 para o Corinthians.

Braz reclama do árbitro e Vitor Bueno critica postura do time no clássico

O gol de Giovanni Augusto, já aos 36 minutos do segundo tempo, decretou a segunda derrota seguida do Santos no Campeonato Brasileiro. O sentimento dos santistas após o clássico contra o Corinthians em Itaquera era de irritação e frustração por não ter conseguido arrancar ao menos um ponto fora de casa em uma partida que o time da Vila Belmiro claramente jogou mais preocupado em segurar o adversário do que em atacar.

Na saída de campo, David Braz esbravejou com o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden, que assinalou uma falta na lateral da área na origem do gol corintiano. “Se analisar bem a falta na lateral que ele marcou no Giovanni não foi. Não tem personalidade de marcar contra (o time da casa). Esses árbitros não têm personalidade. Não houve a falta ali. O Vuaden estava bem, mas faltou isso ai”, reclamou o zagueiro.

Já o jovem Vitor Bueno garante que o Santos não entrou em campo apenas para segurar um empate, independente da opção de Dorival Júnior ter iniciado o confronto sem nenhum atacante. “Viemos com o intuito de ganhar. Aconteceu que numa bola parada acabamos tomando o gol”, resumiu, já preocupado com a situação do Peixe no Brasileirão. “Não podemos ter muita paciência nesse início do campeonato. Não podemos aceitar perder aqui dentro dessa maneira”, avisou.

Após a 5ª rodada do nacional por pontos corridos, o Alvinegro Praiano soma apenas 4 pontos, ocupa agora a 14ª colocação na tabela e ainda pode assistir a situação piorar até o fim da rodada. No próximo domingo, o desafio será contra o Botafogo, às 11 horas, no estádio do Pacaembu.

Surpresa no clássico, Elano pede apoio do torcedor e cobra reação

Mais do que as ausências dos atacantes na equipe, Elano entre os titulares foi a maior novidade do clássico desta quarta-feira. O meia 34 anos, que atualmente exerce mais uma função de auxiliar de Dorival júnior do que propriamente de jogador, contou após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians que sabia que ia jogar desde segunda-feira e pediu, muitas vezes, a compreensão do torcedor diante do momento conturbado do Peixe no Campeonato Brasileiro.

“Eu já sabia que ia jogar há dois dias”, comentou, antes de cutucar o jornalista que lembrou que esse foi apenas seu sexto jogo no ano. “Tenho poucas partidas…tenho 320 pelo Santos”, resmungou o jogador, que na verdade tem agora 313 jogos com a camisa alvinegra.

“Precisamos melhorar. Tivemos um empenho adequado, mas não vencemos. A gente sabe que o torcedor está preocupado, mas a gente pede a confiança do torcedor para que vá ao Pacaembu no domingo e nos ajude a voltar a vencer”, disse, minimizando até mesmo as perdas de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira.

“É um conjunto. A gente ter perdido três jogadores fundamentais, mas temos que nos recuperar o mais rápido possível. Jogamos no Santos e, independente de quem jogue, temos que fazer o Santos vencer”, avisou.

Elano ainda fez coro a reclamação de David Braz na saída de campo e disse que Zeca garantiu, no vestiário, não ter feito a falta que originou no gol do Corinthians. Mas, para o experiente jogador, o problema maior foram os erros cometidos pela própria equipe do Santos no clássico.

“Nós cometemos alguns erros, principalmente quando tivemos a possibilidade de sair para o contra-ataque. A gente não deixou de atacar. A gente veio para criar e aproveitar esse contra-ataque. Tivemos um pequeno treino, porque foram só dois dias (desde a derrota para o Inter, no domingo). Mas não foi esse o principal. Temos que voltar a vencer independente da forma que a gente jogue”, explicou, desconversando sobre o fato de Dorival ter começado o clássico sem atacantes de ofício.

Dorival enterra “DNA”, Santos faz sua pior partida e pressão aumenta

Há pouco mais de três semanas, o Santos conquistava o título do Campeonato Paulista com uma postura irreconhecível diante o Osasco Audax em plena Vila Belmiro. Uma semana depois, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, Dorival Júnior externava seu arrependimento e anunciava que não abdicaria novamente de jogar para frente, mesmo que isso lhe custasse um resultado negativo.

Nesta quarta-feira, entretanto, o técnico santista jogou por terra todo seu discurso, voltou a colocar a necessidade como prioridade e acabou colaborando para a pior partida do Santos no Campeonato Brasileiro.

A derrota por 1 a 0 para o Corinthians, principal rival santista, na fria noite de Itaquera ficará marcada por números negativos. O Peixe finalizou apenas duas vezes em todo o jogo, sendo que só um chute de Renato, após escanteio, acertou o alvo. O número de passes trocados pelos comandados de Dorival também foi o menor do time nestas cinco rodadas de competição: 256 passes certos e 33 errados.

Foram nada menos que 42 bolas rebatidas pela equipe da Baixada, 43 lançamentos, 25 deles sem endereço certo, e apenas 9 cruzamentos na área corintiana, com 7 deles equivocados. Em nenhum dos quatro jogos feitos pelo Santos no Brasileirão até aqui os números da equipe foram tão ruins. E vale destacar que nesta lista estão as derrotas para Internacional, Atlético-MG, além de um empate com o Figueirense e uma vitória de virada em cima do Coritiba, conquistada apenas aos 51 minutos do segundo tempo.

Agora, a pressão em cima do treinador santista começa a crescer. Nas redes sociais e nos fóruns de torcedores alvinegros, eram centenas de postagens em meio a madrugada pedindo a cabeça do técnico. E a maior reclamação bate justamente na tecla do abandono do famoso “DNA” do clube. A tradição de se jogar ofensivamente, em busca do gol, sempre. A escalação de um time sem atacantes de ofício e com Elano na função de homem mais avançado no clássico incomodou demais boa parte dos torcedores.

“É apenas povoando mais o meio. Tiramos uma referência e jogamos mais ou menos como o Corinthians joga. É o que estamos tentando fazer. Liberdade de movimentação, penetrações, mas agora com mais posse de bola”, justificou o técnico, antes da bola começar a rolar. Na prática, porém, não foi isso que aconteceu.

O Santos teve apenas 37% de posse de bola na primeira etapa. No segundo tempo, mesmo com as trocas de Léo Cittadini por Paulinho no intervalo, Elano por Joel aos 24 minutos, e Serginho por Maxi Rolón aos 30, o Peixe aumentou apenas em 1% seu tempo de domínio da bola. E o placar magro, graças a gol de Giovanni Augusto aos 36 minutos da etapa final, foi garantido pela grande atuação do goleiro Vanderlei, que fez pelo menos seis defesas notáveis, enquanto Walter, o arqueiro de Tite, se limitava a bater tiros e meta em resumo.

A campanha do Santos no Campeonato Brasileiro já é pior do que a do último ano. Em cinco rodadas na edição de 2015, à época sob o comando de Marcelo Fernandes, o Peixe conseguiu cinco pontos, um a mais do que a equipe tem hoje. O clube acorda nesta quinta na 14ª colocação, mas ainda pode cair na tabela, dependendo do complemento da rodada. A reação precisa ser imediata, já contra o Botafogo, na manhã do domingo, no estádio do Pacaembu. Do contrário, o time pode bater outra marca negativa: entrar na zona de rebaixamento uma rodada antes em comparação com a última temporada. O que se esperava, ao menos, é que os atacantes voltem e o time honre as tradições do clube.

Santos 0 x 1 Internacional-RS

Data: 29/05/2016, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.468 torcedores
Renda: R$ 109.980,00
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO).
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S) e William (I).
Gol: Aylon (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Rafael Longuine (Ronaldo Mendes) e Vitor Bueno; Paulinho (Lucas Crispim) e Joel (Matheus Nolasco).
Técnico: Dorival Junior

INTERNACIONAL
Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Andrigo (Alex) e Gustavo Ferrareis (Anselmo); Eduardo Sasha e Vitinho (Aylon).
Técnico: Argel Fucks



Santos é dominado pelo Inter e encerra série invicta na Vila Belmiro

O Santos parece ter sentido a falta do seu trio ofensivo neste domingo contra o Internacional, contrariando o desempenho da rodada anterior, quando mostrou iniciativa e boas jogadas de ataque para empatar com o Figueirense. Jogando em casa, o Peixe pouco produziu e teve de assistir o adversário dominar o confronto e levar mais perigo no setor ofensivo para, já nos minutos finais, mandar a bola para o fundo das redes com Aylon e garantir a vitória por 1 a 0.

Enfrentando um adversário bem postado em campo e trocando posições entre os homens de ataque, o Santos tinha dificuldades para se impor no jogo e dominar a partida. Após um primeiro tempo truncado, Dorival Jr tentou dar mais poder de fogo a sua equipe sacando Rafael Longuine e colocando Ronaldo Mendes ainda no intervalo. Apesar da alteração, o Internacional seguiu como protagonista no duelo e dando trabalho ao goleiro Vanderlei.

Com o resultado o Santos perdeu uma invencibilidade de 29 jogos atuando na Vila Belmiro e tentará a recuperação já na próxima quarta-feira, quando faz o clássico contra o Corinthians, na Arena Itaquera. Já o Internacional sai satisfeito, já que assegurou a vice-liderança da competição e tem à sua frente apenas o rival Grêmio, que também venceu neste domingo.

O JOGO – O Santos entrou em campo com a intenção de repetir o bom desempenho da partida contra o Figueirense. Praticamente com a mesma escalação, a equipe propunha o jogo, no entanto, pouco produzia quando atravessava a linha intermediária. Já o Internacional, mais cauteloso nos instantes iniciais, procurava aproveitar bem as poucas chances de levar perigo à meta alvinegra.

Apesar de estar atuando fora de casa, o Inter foi quem quase abriu o placar. Aos dez minutos Vitinho cobrou falta na cabeça de Ernando, que tentou colocar no canto direito de Vanderlei, mas sem sucesso. Com isso, o time gaúcho ganhou confiança e se tornou mais presente na defesa do Peixe, trocando passes e equilibrando mais o duelo.

Aos poucos os visitantes iam conquistando o protagonismo da partida, já que o Santos seguia sem despertar a emoção dos torcedores na Vila Belmiro. Contando com uma marcação na saída de bola do Peixe e explorando bem as laterais, o Colorado só não abria o placar pela falta de capricho no último passe.

Já nos minutos finais da primeira etapa Andrigo tentou levar uma vantagem para o intervalo jogando a bola na área. A jogada quase resultou em gol quando o zagueiro Luiz Felipe apareceu para interceptar o passe dentro da área e jogando a bola contra o próprio gol, no entanto, ela acabou passando por cima da meta do goleiro adversário. Ainda aos 40, o Inter teve mais uma boa chance com Ferrareis, aproveitando o escorregão do marcador para bater forte e obrigar Vanderlei a rebater a bola, que por sorte não foi aproveitada por Vitinho.

Buscando dar mais eficácia ao ataque, Dorival Jr tratou de mexer no time para o segundo tempo. Insatisfeito com o rendimento de Rafael Longuine, o treinador colocou Ronaldo Mendes em campo, porém o Internacional continuava sendo mais agudo em suas investidas. Aos seis minutos Andrigo votou a atormentar o sistema defensivo do Peixe. O meia aproveitou rebote do cruzamento de Vitinho e soltou um petardo, porém a bola acabou explodindo em Thiago Maia.

Três minutos depois Ferrareis ficou muito perto de, enfim, abrir o placar. Após passe rasteiro de Vitinho dentro da área, o jovem revelado pela base colorada se atirou na bola, no entanto, o carrinho não foi suficiente para conseguir empurrá-la para o fundo das redes. O bombardeio colorado seguiu com Andrigo, novamente ele. Com passe de William e corta-luz de Vitinho, a bola sobrou limpa para o meia bater cara a cara com o goleiro, mas faltou pontaria para que pudesse estufar as redes, mandando por cima do gol.

Antes do apito final Matheus Nolasco teve a chance de garantir os três pontos para o Peixe. Substituindo o camaronês Joel, o atacante recebeu bom passe para ficar de frente com Danilo Fernandes, que cresceu na jogada e conseguiu bloquear o chute do adversário. Diante do final da partida o técnico Argel Fucks parecia prever o que estava por vir e resolveu fazer uma alteração no ataque, sacando Vitinho e colocando Aylon. O jogador precisou de apenas dois minutos para aproveitar cruzamento de Alex e cabecear para o fundo do gol já aos 38 minutos, garantindo o triunfo colorado.

O resultado coloca o Santos em uma situação complicada, já que na próxima quarta-feira terá a difícil missão de tentar arrancar uma vitória no clássico contra o Corinthians, em Itaquera. Já o Internacional buscará manter a liderança e se possível se desvencilhar do Grêmio na ponta da tabela. O Colorado retorna a Porto Alegre, onde recebe o Atlético-PR, no Beira Rio.

Santistas reconhecem superioridade do Inter após derrota na Vila

O Internacional conseguiu dar um fim a sequência invicta do Santos na Vila Belmiro, que já durava 29 jogos. Os 11 meses sem perder dentro de casa, no entanto, não abalou a análise do atual técnico da equipe, Dorival Jr, que ressaltou a superioridade do adversário. Além do treinador, o volante Renato também comentou sobre o desempenho ruim do time neste domingo com os importantes desfalques de Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol.

“A gente sabia que ia ter dificuldade no meio, eles estavam com três volantes e tínhamos de explorar o contra-ataque. Eles conseguiram marcar bem e o detalhe do gol acabou não saindo e por isso acabamos perdendo”, disse Renato, que teve de trabalhar para dar suporte à defesa nos vários contra-ataques explorados pelo Internacional.

Acelerando o jogo em diversos momentos da partida, o que fez o time perder a bola diante da ansiedade de marcar um gol, o Santos passou longe de repetir a exibição da rodada passada diante do Figueirense, quando os comandados de Dorival Jr corresponderam bem com a ausência do trio ofensivo do Peixe. Segundo o treinador, a solução agora é reverter a preocupação com o desempenho do confronto deste domingo em trabalho.

“O Inter foi superior desde o primeiro tempo, mereceu o resultado. É uma realidade, já sabíamos que ia acontecer. Não temos que ficar lamentando, é natural que se eles (Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol) tivessem aqui seria ótimo. Não estarão aqui por mais cinco ou seis rodadas e temos que tirar isso do nosso caminho. Fizemos uma boa apresentação com o Figueirense, jogamos muito abaixo do que poderíamos produzir e é natural que nos deixe preocupado. Mas essa preocupação tem que ser revertida em trabalho”, analisou o técnico.

Questionado se a pouca posse de bola do Santos durante a partida teria sido uma estratégia – a mesma utilizada na final do Campeonato Paulista contra o Audax -, Dorival Jr admitiu que desta vez sua equipe não manteve o domínio do jogo através dos passes por mérito do rival.

“Não foi estratégia, queríamos impor nossa troca de passes, não aconteceu desde o primeiro tempo. O Inter foi muito feliz na marcação e na proposta que teve, e com isso acabou tomando conta na própria condução da partida”, finalizou Dorival Jr.

Dorival admite carência no ataque e falta de tempo para trabalhar equipe

O Santos provou ter sentido a ausência de Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol. Com pouco poder de fogo no ataque, a equipe encerrou uma série de 29 jogos sem perder na Vila Belmiro e agora terá a difícil missão de voltar a pontuar na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Corinthians, fora de casa.

O técnico Dorival Jr ainda trabalha para solucionar o mais rápido possível o ‘buraco’ deixado pelo trio ofensivo. Se na rodada passada seus comandados deram uma resposta positiva, chegando perto de garantir o triunfo fora de casa diante do Figueirense, contra o Internacional tiveram uma atuação muito aquém do esperado em relação a oportunidades de gol.

Se os problemas na frente já eram suficientes para Dorival Jr quebrar a cabeça em busca da escalação ideal, as coisas ficaram ainda piores com um desfalque na defesa. O zagueiro foi expulso contra o Figueirense e teve de cumprir suspensão automática nesta rodada, fato que enfraqueceu a proteção do Peixe.

“São quatro jogadores que entram com a responsabilidade de substituir os que vinham atuando. Isso requer tempo. Estávamos jogando com a equipe titular do Campeonato Paulista. Impossível encontrar um caminho tão rápido. As equipes vão usar estratégias para neutralizar o principal do Santos, que é a troca de passes. Pode ser que mudemos nosso estilo de jogo, mas isso só aconteceria se tivéssemos tempo para treinamento”, sinalizou Dorival, que cogitou mexer na filosofia de jogo implantada na equipe caso o calendário permitisse.

“Vamos ter paciência, não vamos jogador tudo fora por causa de um resultado. Temos que contar com o apoio dos jogadores nesse momento, não podemos ficar sem pontuar por muito tempo”, finalizou.

Dorival lamenta falha em contratações e sinaliza necessidade de reforços

O problema que afetou o Corinthians no final da temporada passada após o título do Campeonato Brasileiro deverá assombrar o Santos em breve. Um desmanche na equipe campeã paulista de 2016 não está muito longe de acontecer e jogadores importantes como Lucas Lima e Gabigol já são especulados em clubes da Europa.

Além deles, Ricardo Oliveira deverá ser mais uma vítima do mercado chinês. O jogador que já teve muito próximo de se transferir para o outro lado do mundo no ano passado poderá, enfim, selar seu último contrato milionário da carreira, já que aos 36 anos vive seus últimos grandes momentos no futebol profissional.

Após a derrota para o Internacional neste domingo, Dorival Jr ainda lembrou os torcedores santistas de outras perdas. Destaques na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil, Marquinhos Gabriel não teve seu empréstimo renovado e Geuvânio aceitou uma proposta irrecusável para atuar ao lado de Luis Fabiano e Jadson na segunda divisão chinesa. Nomes que, segundo o treinador, ainda não foram repostos no elenco.

“Trabalhamos para repor alguns jogadores já no Campeonato Paulista. Não foi possível, fizemos contratações que não chegaram. Perdemos valores importantes e ainda não conseguimos substituir Marquinhos Gabriel e Geuvânio. Torcedor quer saber de vitorias, mas se tivéssemos alguns elementos teríamos minimizado a saída de alguns jogadores importantes”, disse o treinador.

Já na próxima quarta-feira o Santos segue para mais um difícil compromisso sem sua base ofensiva. A equipe terá de se recuperar da derrota sofrida para os gaúchos no clássico contra o Corinthians, em Itaquera. Basta saber se o desempenho deste domingo foi uma exceção ou se o Peixe realmente deverá sofrer até o final da Copa América e da recuperação física do seu camisa 9.