São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 18/02/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 36.118 pagantes
Renda: R$ 952.804,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Petros, Reinaldo e Éder Militão (SP); Gabigol e Alison (S).
Gol: Gabriel (08-2).

SÃO PAULO
Sidão; Éder Militão, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Petros e Nenê; Marcos Guilherme (Valdívia), Diego Souza (Tréllez) e Cueva (Brenner).
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jean Mota; Alison, Renato (Léo Cittadini) e Vecchio; Copete (Guilherme Nunes), Eduardo Sasha (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca no Morumbi e Santos tem 1ª vitória em clássicos no ano

O Santos conquistou, na tarde deste domingo, a sua primeira vitória em clássicos no ano. Jogando no Morumbi, após ser dominado no primeiro tempo, o time alvinegro derrotou o São Paulo, por 1 a 0, com gol do atacante Gabriel, marcado na etapa final, em duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

Na liderança do Grupo B do Estadual com dez pontos ganhos, o Tricolor teve interrompida a sua série de quatro vitórias consecutivas. Os comandados de Dorival Júnior, que não perdiam desde o revés para o Corinthians, em 27 de janeiro, buscarão se reabilitar diante do Ituano, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), como visitantes, em duelo adiado e válido pela sétima rodada do Paulistão.

O Santos, por sua vez, chegou aos 14 pontos e se mantém isolado na ponta do Grupo D. A equipe dirigida por Jair Ventura, que no primeiro clássico do ano havia perdido para o Palmeiras, no Palestra Itália, tentará conquistar seu terceiro triunfo seguido contra o Santo André, no domingo, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo:

Assistido presencialmente por mais de 36 mil tricolores, o clássico começou equilibrado. A primeira chegada perigosa foi do Santos, aos sete minutos, quando Gabigol recebeu de Jean Mota na esquerda, invadiu a área, mas foi travado por Bruno Alves na hora do arremate.

A resposta tricolor foi dada pouco depois. Cueva tentou tabelar com Petros na entrada da área e, após bate-rebate, a bola sobrou para o peruano finalizar em cima de Vanderlei, que saiu bem do gol.

Melhor na partida, o São Paulo voltou a assustar aos 14 minutos, quando Cueva fez fila pelo meio e acionou Marcos Guilherme na direita. O atacante, porém, mandou alto demais. Aos 29, após boa trama pelo meio, o camisa 10 recebeu dentro da área e chutou forte, exigindo boa defesa de Vanderlei.

Com seu time dominado pelo rival, o goleiro alvinegro teve de trabalhar de novo. Após cruzamento de Marcos Guilherme pela esquerda, a bola sobrou para Cueva, que, sem ângulo, carimbou Vanderlei. O Santos, acuado, precisou de 35 minutos para finalizar pela primeira vez. Só que o chute de Eduardo Sasha saiu por cima, sem perigo.

A parada para o intervalo não modificou o panorama do duelo: o São Paulo começou melhor a etapa complementar. Logo aos quatro minutos, diante de um Santos totalmente recuado, Bruno Alves arriscou de fora da área. O chute saiu forte, e Vanderlei teve de se esticar todo para espalmar.

Na sequência, Gabigol repetiu a ação do rival e bateu de longe, colocando Sidão para trabalhar pela primeira vez no jogo. Foi um prenúncio do que viria em seguida. Após contra-ataque, o atacante recebeu de Sasha na entrada da área, sem marcação. O chute saiu forte e rasteiro, no canto esquerdo do arqueiro tricolor, sem chance de defesa.

Em busca do empate, atendendo a pedidos da torcida, Dorival Júnior colocou Valdívia no lugar de Marcos Guilherme. Também sacou Cueva e Diego Souza para as entradas de Brenner e Tréllez. O camisa 9, por sinal, foi vaiado na saída de campo.

As alterações, contudo, foram inócuas. O São Paulo não conseguiu criar mais chances de gol, ao passo que o Santos administrou bem a vantagem para ganhar o seu primeiro clássico na temporada.

Bastidores – Santos TV:

Santistas exaltam atuação taticamente ‘perfeita’ no clássico

A vitória do Santos sobre o São Paulo neste domingo por 1 a o em pleno Estádio do Morumbi foi a marca de um duelo no qual a equipe mais “letal” acabou triunfante. Apostando na forte marcação, no time compacto e nos contra-ataques, os comandados de Jair Ventura se saíram melhor em relação ao time comandado por Dorival Júnior, que teve mais posse de bola, até criou chances, mas não conseguiu furar a meta defendida por Vanderlei.

Após a partida, os jogadores do Santos exaltaram não apenas o resultado conquistado na casa do adversário, mas a partida tática que o time fez em campo, respeitando o que Ventura havia pedido aos atletas. Depois de alguns contra-ataques desperdiçados no primeiro tempo, o Peixe conseguiu marcar o tento derradeiro nos 45 minutos finais.

“Sabíamos que o São Paulo iria impor uma pressão jogando em casa. É uma equipe de qualidade na frente, mas deixa espaços e quando você tem jogadores de qualidade como os nossos, aparecem os espaços e aproveitamos. Fizemos um jogo estratégico e nisso fomos muito bem”, disse o meia Renato.

Destaque da partida juntamente com Gabigol, Vanderlei também exaltou o cumprimento de tudo o que havia sido planejado e revelou que o jogo sem sofrer gols, assim como a vitória no clássico, trazem confiança para o Santos, que havia perdido o primeiro derby do ano para o Palmeiras.

“A gente sabia que seria difícil, o São Paulo é um time muito qualificado. Ficamos fechados, esperamos os contra-ataques, erramos alguns no final, mas o Sasha achou o Gabriel e conseguimos o gol que deu a vitória”, pontuou o arqueiro. “Vitórias em clássico são como um divisor de águas pela grandeza do jogo. Estávamos concentrados, bem postados defensivamente e não tomamos gol. Isso que importa”, concluiu Vanderlei.

Autor do único gol da partida, Gabigol valorizou o trabalho de Jair Ventura e a eficiência. “Eu falei que precisávamos acertar uma bola. Taticamente fomos bem, o professor Jair é muito estudioso e marcamos muito bem. Fizemos o gol e vencemos”, ressaltou o atacante.

Jair contesta Dorival e rasga elogios a Gabigol: “Jogador diferenciado”

A vitória do Santos sobre o São Paulo pela oitava rodada do Campeonato Paulista teve nome e sobrenome: ‘Gabigol’. Recém-chegado ao time da Vila Belmiro, o atacante terminou como destaque ao marcar o gol da vitória e foi bastante elogiado por todos os companheiros na saída de campo. Quem também fez questão de comentar sobre o desempenho do camisa 10 foi o treinador Jair Ventura, que rasgou elogios ao comandado.

“O Gabigol é um jogador diferenciado. Todo treinador do mundo quer ter no time um jogador diferente como ele. Ele acaba salvando a vida do treinador. Ele decide quando precisa”, disse Jair Ventura.

Com três gols nos últimos três jogos, Gabriel Barbosa começa a despontar como principal responsável pelo bom rendimento do Santos nas últimas partidas. O discurso do treinador, porém, é de não colocar responsabilidade extra sobre o jovem, além de rechaçar qualquer dependência do artilheiro.

“Não podemos e nem somos dependentes de um jogador só. Não tomamos gols há três jogos e não perdemos há quatro. Temos de ter uma equipe equilibrada e acreditar no planejamento que está sendo feito”, concluiu o treinador do Santos após a vitória no clássico contra o São Paulo.

Certeiro na estratégia que planejou para a partida, Jair Ventura saiu bastante orgulhoso e motivado com a atuação do time. Do outro lado, Dorival Júnior também se mostrou satisfeito com a partida de seus comandados e tratou o resultado como injusto, algo que o comandante santista discordou plenamente.

“Nunca vou debater a opinião de um profissional. Respeito a opinião do Dorival. A gente conseguiu neutralizar a equipe deles. Foi um jogo muito equilibrado. Mostra a força do grupo, da base. Suportamos a pressão do São Paulo e isso ficou evidente”, pontuou. “A nossa estratégia hoje foi marcar alto, mesmo fora de casa. Fizemos duas linhas de quatro, soubemos marcar e tivemos chances na transição”, finalizou Jair Ventura.

Improvisado na lateral, Jean Mota tem atuação elogiada por Jair

Jean Mota é o exemplo mais fiel do jogador polivalente no elenco do Santos. Desde 2016, quando chegou ao time da Baixada, o meio-campista é uma válvula de escape para partidas em que pode atuar não apenas na sua posição de origem, como também na lateral, onde já teve boas atuações. Uma dessas foi justamente no último domingo, na vitória diante do São Paulo por 1 a 0.

Uma das posições mais escassas no Santos para 2018 é a lateral-esquerda. Enquanto Zeca trava uma disputa judicial com o clube, Caju e Romário, contratado nesta temporada, são as únicas opções, mas parecem não estar agradando Jair Ventura. No clássico realizado no Morumbi, Mota foi mais uma vez escalado na posição pelos flancos e teve atuação bastante elogiada pelo treinador.

“Eu queria ter dois ‘Jeans Mota’, um para jogar na lateral e outro no meio. Dei oportunidade para o Romário e o Caju, mas ele estava pedindo espaço na equipe. Quando o jogador é bom, temos de arranjar um espaço para ele no time. Fico feliz por ele ter feito um belo jogo. Ele nos ajudou bastante na partida”, disse Jair Ventura.

Atuando fora da posição de origem, Jean Mota acabou com boa atuação, contendo as investidas ofensivas do São Paulo e surgindo como uma oportunidade para os problemas santistas no setor. Após a partida, o próprio jogador reconheceu a possibilidade de sequência pelo lado do campo.

“Acredito que fizemos um bom jogo, acho que individualmente também fui bem. Espero que eu possa dar conta do recado nesses setor enquanto o Santos estiver precisando”, revelou o jogador.

A lateral-esquerda, porém, deve ser um problema resolvido em breve pela diretoria santista. O clube mantém negociações avançadas para ter Dodô por empréstimo junto a Sampdoria, mas a contratação é tratada com cautela por Jair Ventura, que despistou durante a coletiva.

“As contratações a gente trabalha sempre em sigilo. Não falei de nenhuma contratação até agora e sigo assim no Santos. Quando ele chegar eu dou os detalhes”, comentou o comandante.


Santos 2 x 0 São Caetano

Data: 14/02/2018, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.165 pagantes
Renda: R$ 92.490,00
Árbitro: Vinicius Furlan
Auxiliares: Vitor Carmona Metestaine e Herman Brunel Vani
Cartões amarelos: David Braz (S); Chiquinho e Alex Reinaldo (SC).
Gols: Lucas Veríssimo (32-1) e Gabriel (02-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Caju (Arthur Gomes); Alison; Vecchio (Vitor Bueno) e Jean Mota (Matheus Jesus); Eduardo Sasha, Gabriel e Copete.
Técnico: Jair Ventura

SÃO CAETANO
Helton Leite; Alex Reinaldo, Sandoval, Max e Bruno Recife; Vinicius Kiss, Esley (Ferreira) e Chiquinho; Diego Rosa (Rafael Costa), Ermínio (Paulo Vinicius) e Marlon.
Técnico Pintado



Gabigol marca, Santos vence o São Caetano e reassume a liderança

O Santos controlou o jogo e venceu o São Caetano por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, com gols de Lucas Veríssimo e Gabigol. Com a vitória, o Peixe reassumiu a liderança do Grupo 4, com 11 pontos. O Botafogo empatou com a Ponte Preta e agora soma 10.

Veríssimo marcou pela primeira vez na Vila Belmiro. Foi o segundo gol como profissional do alvinegro. E Gabriel sentiu o gosto de balançar as redes no estádio após a passagem por Internazionale e Benfica. São dois gols em dois jogos, igualando a estatística da passagem pelo futebol europeu.

O Santos sofreu alguns sustos no primeiro tempo e obrigou Vanderlei a fazer boas defesas. Na segunda etapa, porém, Gabigol ampliou o placar logo no primeiro minuto e deu tranquilidade ao time, que administrou o resultado e poderia ter feito até mais gols.

O jogo:

Aos 2 minutos, Alex Reinaldo cobrou falta de muito longe surpreendendo Vanderlei, que teve trabalho para espalmar de mão trocada.

Aos sete minutos, Caju encontrou Gabigol na área. O atacante chutou de bico, a bola desviou e quase entrou. Na sequência, David Braz ficou na área e quase fez de voleio. Helton Leite fez grande defesa para evitar o gol. A resposta veio rapidamente. Segundos depois, Diego Rosa chutou cruzado para Vanderlei espalmar.

O Santos seguiu em cima do São Caetano. Aos 10 minutos, Gabigol avançou pela linha de fundo e chutou cruzado. Helton defendeu em dois tempos, assustando os visitantes. Quando o placar marcava 12, Braz teve nova chance em cabeceio, e o goleiro do Azulão salvou novamente.

Enquanto o Peixe detinha a posse de bola e criava chances, o São Caetano se armava e era perigoso no contra-ataque. Entre os minutos 15 e 17, Diego Rosa teve duas oportunidades de marcar de fora da área, mas chutou fraco.

Aos 23 minutos, o Santos voltou a criar uma chance. Jean Mota puxou contra-ataque e Gabigol chutou mascado, mais uma vez, e a bola passou raspando a trave esquerda de Helton. Aos 30, Alison inverteu o jogo e Sasha deu bom passe para Jean Mota, que chutou por cima do gol. Segundos depois, Copete arriscou de longe e o goleiro espalmou de soco.

E aos 32 minutos, o alvinegro, finalmente, abriu o placar. Jean Mota fez ótimo cruzamento de trivela, Copete bateu cruzado e Lucas Veríssimo só empurrou para as redes. 1 a 0 para os donos da casa.

Aos 41, o São Caetano teve uma grande chance para empatar. Ermínio chutou cruzado e Marlon, na pequena área, bateu fraco de carrinho para Vanderlei encaixar.

No primeiro minuto do segundo tempo, o Santos ampliou o placar. Eduardo Sasha lançou Gabigol, que ganhou no pé de ferro da defesa e chutou bonito, cruzado, para vencer Helder e encaminhar os três pontos na Vila Belmiro.

Após o segundo gol do Peixe, o São Caetano desanimou. Os santistas conseguiram o controle do jogo e não sofreram mais nos contra-ataques. O Azulão foi assustar apenas aos 22 minutos, em cabeceio de Ferreira depois de escanteio. Vanderlei foi no cantinho buscar.

Sem forças, o São Caetano não esboçou a reação. O Santos administrou o resultado e poderia ter feito o terceiro gol em chance clara de Vitor Bueno, que levou a pior com Helton Leite, sozinho na pequena área.

Bastidores – Santos TV:

Jair comemora ‘batismo’ no Santos: “Hoje eu senti a Vila”

Jair Ventura venceu a primeira partida pelo Santos na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira, nos 2 a 0 contra o São Caetano. Antes, o Peixe perdeu por 1 a o para o Bragantino. O técnico comemorou o “batismo”.

“Hoje eu senti a Vila mesmo, foi o batizado, fico feliz pela vitória… Eu vinha falando em performance sem resultado. Temos que conciliar. E parece desculpa do treinador, mas estávamos próximos à vitória, jogando bem. E hoje tivemos junção da performance com resultado. Uma vitória sem sustos, com controle total da partida. Bola chegou algumas vezes, mas criamos muito mais. Helton, que foi meu jogador, fez defesas incríveis. O Santos é equilibrado. Não acho que está tudo errado quando perdemos e mantenho pé no chão quando vencemos. Santos tem que ligar alerta quando não ganha. Fico feliz por termos retomado a liderança do grupo”, analisou o treinador.

Jair destacou o aproveitamento de Gabigol, que marcou pela segunda vez em dois jogos no retorno ao Peixe. O técnico destaca a “fome” do camisa 10.

“Falamos um pouquinho de tudo, vida profissional, vida particular também, que é importante. Como educador, tenho responsabilidade de ajudar a todos, dentro e fora de campo. Ele está muito focado, sabe que não viveu grande momento na Europa, mas sabe onde errou e é uma grande virtude. Reconheceu. Volta mais maduro, não querendo mostrar para as pessoas, mas para ele mesmo. É um Menino da Vila, uma referência. Está focado, motivado, é muito competitivo. E isso é fantástico. É cedo, sabemos, mas tem tudo para fazer um grande ano”, projetou Jair.

Após marcar e beijar gramado, Gabigol diz: “Parece que nunca saí”

Gabigol voltou a marcar na Vila Belmiro na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o São Caetano nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Na comemoração, o camisa 10 beijou o gramado.

“Estou muito feliz. Parece que eu nunca saí daqui”, disse o atacante.

“Foi uma vitória muito importante. Hoje voltamos a vencer em casa, vamos para o clássico bem focados. Fazer gols é importante, mas mais ainda é a vitória. O São Paulo é um grande time, tem o Dorival, que é especial para mim. Agora é descansar”, afirmou o Menino da Vila.

Grato, Vitor Bueno volta ao Santos e diz: “Estou pronto para ganhar títulos”

Após sete meses de recuperação após ruptura nos ligamentos do joelho direito, Vitor Bueno voltou a jogar pelo Santos na noite desta quarta-feira, em vitória por 2 a 0 contra o São Caetano, na Vila Belmiro.

O meia-atacante revelou sentimento de gratidão ao clube e garantiu que está pronto para a sequência da temporada. Ele entrou na metade final do segundo tempo como meia, na vaga de Vecchio.

“Meu sentimento é de gratidão por tudo que o Santos fez nesse momento difícil da minha carreira. Estou feliz por voltar e pronto para ajudar o time na temporada e ganhar títulos”, disse o camisa 7.

Vitor Bueno disputa posição com Vecchio pela armação do Peixe. Antes de se lesionar, o atleta atuava como ponta sob o comando de Dorival Júnior e Levir Culpi.

David Braz recebe o terceiro cartão amarelo e não jogará o San-São

David Braz recebeu o terceiro cartão amarelo na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o São Caetano e será desfalque no clássico contra o São Paulo, domingo, às 17h (de Brasília), no Morumbi, pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

O provável substituto de Braz, capitão diante do Azulão, é Gustavo Henrique. O zagueiro atuou ao lado do camisa 14 no empate em 2 a 2 com a Ferroviária.

Em compensação, o Peixe conta com o retorno de Renato, poupado contra o São Caetano por causa de incômodo no adutor direito. Victor Ferraz (luxação no ombro direito) e Bruno Henrique (contusão na retina do olho direito) seguirão fora.




Ferroviária 2 x 2 Santos

Data: 10/02/2018, sábado, 16h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 6ª rodada
Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, SP.
Público: 3.861 pagantes
Renda: R$ 165.160,00
Árbitro: Marcelo Ribeiro Aparecido de Souza
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Hygor, Welinton Junior, Moacir e Marco (F); Daniel Guedes, Gabigol, Jean Mota e Rodrygo (S).
Gols: Eduardo Sasha (28-1), Léo Castro (18-2), Gabriel (20-2) e Luan (31-2).

FERROVIÁRIA
Tadeu, Alisson, Patrick, Luan e Daniel Vançan (Marco); Bruno Silva, Velicka e Moacir; Hygor, Misael (Welinton Junior) e Eliandro (Léo Castro).
Técnico: PC de Oliveira

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Caju; Renato, Vecchio (Léo Cittadini) e Jean Mota; Arthur Gomes (Rodrygo), Eduardo Sasha e Gabigol (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca, mas Santos só empata com a Ferroviária

Com gol de Gabigol na reestreia, o Santos empatou com a Ferroviária em 2 a 2 na tarde deste sábado de Carnaval, em Araraquara. Eduardo Sasha também marcou. Léo Castro e Luan fizeram para os donos da casa.

O Peixe esteve duas vezes à frente do placar, no primeiro e no segundo tempo, mas cedeu o empate. O lateral-direito Daniel Guedes, com duas assistências, se destacou. O goleiro Vanderlei defendeu um pênalti na etapa inicial.

Nos minutos finais, o alvinegro buscou a vitória, mas não criou grandes chances. A defesa, em compensação, mostrou insegurança e cedeu muitos espaços. O lateral-esquerdo Caju, além do pênalti cometido, errou nos dois gols da Ferroviária e foi o pior entre os santistas.

O jogo:

Os primeiros minutos da partida foram mornos. O Santos deixou claro desde o começo que ficaria com a posse de bola e tentaria controlar o jogo. Postada na defesa, a Ferroviária buscaria o contra-ataque.

A primeira chance do Peixe veio aos nove minutos, em cabeceio de Eduardo Sasha após cruzamento de Arthur Gomes. O goleiro Tadeu desviou para escanteio.

O alvinegro pressionava a Ferroviária com cruzamentos e passes longos de Renato e Jean Mota. Aos 24 minutos, Vecchio assustou em chute de fora da área para nova boa defesa de Tadeu.

Quando o placar marcava 28, o Santos fez a pressão surtir efeito. Cruzamento perfeito de Daniel Guedes para Eduardo Sasha cabecear no contrapé de Tadeu. 1 a 0 em Araraquara.

O Santos dominava o jogo e estava mais perto do segundo gol do que sofrer o empate. Aos 35 minutos, Gabigol recebeu grande passe de Sasha e chutou cruzado, mas fraco, para Tadeu espalmar.

Segundos depois, veio o susto. Caju fez pênalti bobo ao chutar o pé de Alisson. Velicka cobrou no canto esquerdo para grande defesa do goleiro Vanderlei.

Nos minutos finais, o Santos administrou o resultado no forte calor do interior de São Paulo e foi para o vestiário com a vantagem mínima.

A Ferroviária voltou para a segunda etapa com novo jeito de jogar. Com a desvantagem, os donos da casa foram para cima do Santos e quase empataram com Hygor, que recebeu na pequena área e chutou para grande defesa de Vanderlei. Na sequência, Hygor teve nova chance e cabeceou por cima do gol.

O Peixe só respondeu aos oito minutos. Daniel Guedes cruzou fechado e Tadeu espalmou a bola que ia direto para o gol. No rebote, Jean Mota chutou fraco, sem trabalho para o goleiro. Segundos depois, Vanderlei apareceu de novo. David Braz perdeu a bola para Moacir. O meia avançou e o goleiro saiu bem nos seus pés.

Aos 18 minutos, o Santos, com a vantagem no placar, sofreu o empate no contra-ataque. Jean Mota reclamou de falta não assinalada pela arbitragem. Na sequência, a Ferroviária disparou com Welinton Junior, que cruzou para Léo Castro marcar.

O Peixe não sentiu o empate e rapidamente voltou à frente. Daniel Guedes arrancou e deu mais uma assistência, dessa vez para Gabigol marcar na reestreia. O camisa 10 limpou o marcador e finalizou com categoria. Bola para um lado, goleiro do outro. E aos 23, Gabriel teve nova chance, mas parou em Tadeu.

E quem não faz… toma. Aos 31 minutos, o zagueiro Luan aproveitou bate-rebate e acertou um lindo chute no ângulo de Vanderlei para empatar novamente.

Com o empate, o Santos se lançou ao ataque nos minutos finais. Eduardo Sasha, bem no jogo, chutou cruzado para nova defesa de Tadeu. Segundos depois, Gabigol foi substituído. Ele aguentou 80 minutos na reestreia.

Nos minutos finais, o Peixe se expôs em busca da vitória, mas não criou grandes chances. Léo Cittadini e David Braz cabecearam por cima do gol. A Ferroviária se contentou com o empate.

Bastidores – Santos TV:

Jair lamenta irregularidade e vê 1º tempo de ‘almanaque’ no Santos

Jair Ventura ficou muito satisfeito com o primeiro tempo do Santos, mas lamentou os 45 minutos finais no empate em 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara. O técnico acredita que a tapa inicial foi de “almanaque”.

“Fizemos um primeiro tempo muito bom, de encantar, aqueles de almanaque. E pelo número de situações, queríamos mais. Criamos muito e sofremos dois gols em bate-rebate. Temos que buscar equilíbrio. Santos vinha tomando gol no começo dos jogos, não sofremos, jogamos bem, mas não fomos regulares. Resultado não foi bom, lógico, mas vamos lá. Conseguimos ver luz no fim do túnel. No momento mais decisivo, Santos estará forte”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador acredita que a formação ofensiva, sem um volante de contenção, pode ter atrapalhado o Peixe na busca por dois tempos de alto nível.

“Perdemos o Alison, homem de marcação, e optamos por recuar o Renato. Jogamos praticamente sem homem de marcação, três meias, e não sofremos no primeiro tempo. No segundo, sim, Ferroviária veio mais forte. Tivemos diversas oportunidades e no bate-rebate, bola duvidosa lá na frente, e o gol… Depois, em uma falta, uma bobeira nossa, outro gol em bate-rebate. Teve pênalti que eles perderam e nós perdemos diversos gols. Não está tudo bom. Precisamos jogar bem e vencer”, completou o treinador.

Jair pede tempo para Gabigol após reestreia: “Fará os gols que não fez”

Gabigol marcou na reestreia pelo Santos em empate por 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara, mas desperdiçou algumas boas oportunidades na frente do goleiro Tadeu. O técnico Jair Ventura acredita que com tempo e ritmo de jogo, a situação mudará.

“Gabriel jogou em dezembro pela última vez, em 17 minutos (pelo Benfica) E hoje estava muito calor, é difícil, não teve pré-temporada. Mesmo assim, fez gol e criou outras oportunidades. Sabemos que os jogadores que não fizeram pré-temporada estão um pouco atrás. Gabriel foi importante e continuará sendo. Ele se cobra bastante e com ritmo, ele fará os gols que não fez hoje”, projeta Jair.

Gabriel atuou como centroavante, função que desempenhava na base e que lhe rendeu o apelido. No profissional, ele se firmou como atacante pelos lados do campo e só atuou como um 9 com o técnico Oswaldo de Oliveira, em alguns jogos de 2014.

Gabigol seguirá como titular do Santos na partida contra o São Caetano, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

O camisa 10 foi contratado pelo Peixe por empréstimo junto a Internazionale-ITA até o dia 31 de dezembro. Na negociação, não foi estipulado um valor de compra fixado.

Sasha admite relaxamento do Santos em empate: “Não voltamos tão ligados”

O Santos empatou em 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara. Com um primeiro tempo bom, o Peixe foi para o intervalo com 1 a 0, com gol de Eduardo Sasha. Na segunda etapa, o Peixe relaxou, sofreu o empate, conseguiu ficar à frente do placar, mas sofreu mais um gol na metade final.

“Começamos bem o jogo, coisa que não vinha acontecendo, mas não voltamos tão ligados para o segundo tempo. Deixamos escapar um resultado que era nosso, mas vamos recuperar esses pontos perdidos”, disse Sasha.

O atacante santista reclamou da arbitragem. Na origem do primeiro gol do Ituano, Jean Mota caiu e pediu falta, não assinalada. No contra-ataque, a Ferroviária marcou.

“No primeiro gol deles, não tinha motivo para o Jean Mota se atirar, ele ficaria de frente para o goleiro. No contra-ataque, sofremos o gol…”, alertou.

Em dois jogos no Santos, Guedes supera número de assistências de 2017

Em dois jogos no Campeonato Paulista, Daniel Guedes fez três assistências, mais do que as duas realizadas em 18 partidas pelo Santos em 2017. As boas atuações pressionam o técnico Jair Ventura pela titularidade.

Até então titular, Victor Ferraz se recupera de luxação no ombro direito e não tem previsão de retorno. Enquanto isso, Guedes, além dos passes para gol, teve atuações defensivas seguras diante de Palmeiras e Ferroviária.

Para não dizer que Daniel Guedes merece o 10, é preciso que o lateral tenha mais atenção nas faltas cometidas. Ele recebeu um cartão amarelo diante da Ferroviária e após infração dele na linha de fundo, os donos de casa chegaram ao gol de empate com Luan.

Revelado nas categorias de base do Peixe, Guedes nunca teve status de titular. Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Jair Ventura disse que ter dois bons laterais-direitos melhora o rendimento da equipe e não garantiu Victor Ferraz como titular em seu retorno.

Cabeceador, Eduardo Sasha tem bom início de 2018 pelo Santos

Enquanto Gabigol reuniu todos os holofotes na Vila Belmiro, Eduardo Sasha foi uma contratação sem grife no Santos. O atacante, sem espaço no Internacional, chegou por empréstimo como aposta do técnico Jair Ventura. E tem dado certo.

Com dois gols em quatro jogos, Sasha já se tornou titular do Peixe. Centroavante diante do Palmeiras, o atleta mostrou polivalência e foi ponta-esquerda contra a Ferroviária.

E com 1,73 m de altura, Eduardo Sasha mostra a qualidade em um fundamento que não era esperado: o cabeceio. Os dois gols marcados foram pelo alto. E ele quase fez outros dois dessa forma contra Ituano e Palmeiras.

Sasha deve ser mantido como titular na partida contra o São Caetano, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Com Gabigol escalado como centroavante por Jair, o ex-Colorado vai seguir pelos lados do campo.

Eduardo Sasha tem contrato de empréstimo até o dia 31 de dezembro. O Santos fixou um valor de compra, mas o número pedido pelo Internacional não foi divulgado.


Palmeiras 2 x 1 Santos

Data: 04/02/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 5ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 37.867 pagantes
Renda: R$ 2.821.680,24
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP).
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Daniel Luis Marques (SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima, Tchê Tchê, Felipe Melo e Victor Luis (P); Caju, Arthur Gomes, Alison e Copete (S).
Gols: Antônio Carlos (02-1), Borja (04-2) e Renato (17-2).

PALMEIRAS
Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo; Willian, Lucas Lima (Gustavo Scarpa), Tchê Tchê (Bruno Henrique) e Dudu (Keno); Borja.
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Luiz Felipe (Robson Bambu), David Braz e Caju (Rodrygo); Alison; Copete, Renato, Vecchio e Arthur Gomes; Eduardo Sasha (Rodrigão).
Técnico: Jair Ventura



Palmeiras mantém 100% e Lucas Lima reencontra Santos com vitória

O Palmeiras manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista durante a tarde deste domingo. Na partida que marcou o reencontro do meia Lucas Lima com o Santos, disputada no Estádio Palestra Itália, o time alviverde ganhou do rival praiano por 2 a 1.

Com 15 pontos em cinco jogos disputados, a equipe dirigida pelo técnico Roger Machado figura no primeiro lugar do Grupo C do Campeonato Paulista. O São Bento, com oito pontos, é o segundo colocado. No Grupo D, o Santos lidera com sete pontos, um a mais que Botafogo-SP e Red Bull.

O jogo:

Superior nos instantes iniciais, o Palmeiras investiu em subidas pela direita e, logo aos 2 minutos do primeiro tempo, conseguiu um escanteio. O atacante Dudu levantou a bola na área e o zagueiro Antônio Carlos cabeceou com sucesso para abrir o placar.

O Palmeiras manteve o domínio das ações logo após sair na frente e voltou a levar perigo ao gol defendido por Vanderlei em uma jogada de bola parada pela direita. Mesmo com pouco ângulo, Lucas Lima bateu falta direto para o gol e acertou a trave adversária.

O Santos assustou pela única vez na etapa inicial em um vacilo da zaga palmeirense na saída de bola. Arthur Gomes escapou pela direita e chutou para Jailson espalmar pela linha de fundo. Daniel Guedes cobrou o escanteio e Sasha cabeceou firme, mas parou no goleiro palestrino.

A exemplo do que fez no primeiro tempo, o Palmeiras iniciou a etapa complementar aceso e ampliou sua vantagem logo aos 4 minutos. Em jogada individual pelo meio, Willian passou por dois adversários e adiantou um pouco. Borja completou com um chute preciso, no canto esquerdo do goleiro Vanderlei.

Em um deus seus primeiros ataques no segundo tempo, o Santos diminuiu a vantagem. Aos 17 minutos, Daniel Guedes cruzou da esquerda e o veterano Renato desviou com um leve toque de cabeça, suficiente para matar o goleiro Jailson. A bola havia saído pela linha de fundo no lance que originou o gol, mas a arbitragem não marcou.

O Santos melhorou após o gol de Renato e equilibrou as ações no Allianz Parque, mas não conseguiu criar oportunidades para empatar o marcador. Nos minutos finais, Roger Machado ainda promoveu a estreia do meia Gustavo Scarpa ao colocá-lo no lugar de Lucas Lima.

Jair diz que derrota foi injusta e vê Santos no “caminho certo”

O Santos não mereceu perder por 2 a 1 para o Palmeiras na tarde deste domingo, no Palestra Itália, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. A avaliação é do técnico Jair Ventura, para quem o time alvinegro está no “caminho certo”.

“Avaliando performance e resultado, não bate. Mas é início de temporada, terminamos o jogo com seis da base, e temos jogadores importantes que perdemos, como Bruno Henrique, que é uma referência técnica. Sofremos com isso, mas buscamos alternativas”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva.

Apesar de lamentar os desfalques e as lesões de Luiz Felipe e Eduardo Sasha durante o clássico, Ventura elogiou a postura do Santos na casa do rival, principalmente após o gol sofrido aos dois minutos de jogo.

“Gol cedo mudou toda estratégia, mas o time não sentiu. Foi um bom primeiro tempo, com volume, mesmo perdendo. Vanderlei não fez defesa. Fiquei com mãos atadas por substituições por lesão, terceiro zagueiro que machuca. O Rodrygo entraria no intervalo, mas, pela lesão do Sasha, troquei 9 por outro e, depois, corri risco de ficar com um a menos”, analisou.

“Criamos, lutamos, mas não foi suficiente. Sempre difícil jogar fora de casa, mas a equipe lutou. Não vi Palmeiras com superioridade. É sempre muito ruim perder, principalmente para um rival, mas o Santos segue vivo. Também estamos tristes, mas temos jogo fora para vencer e classificar”, acrescentou.

Após a volta do intervalo, a situação pioraria aos cinco minutos da etapa final, quando Borja ampliou a vantagem para os mandantes. Aos 17, porém, Renato, de cabeça, recolocou o Peixe no jogo. A partir de então, o time alvinegro teve mais posse de bola, mas não conseguiu criar chances para empatar o confronto.

“A derrota nunca dá moral. Precisa separar resultado da performance. Mas time não sentiu, mesmo com gol cedo e sabendo da força do Palmeiras, e chegamos a nos sentir à vontade. Ter mais posse jogando na casa do adversário não é para menosprezar. Quando ganha e não joga bem, liga alerta. Quando perde jogando bem, sabe que é caminho certo”, concluiu.

Passadas cinco rodadas, o Santos lidera o Grupo D do Paulistão, com sete pontos ganhos, apenas um a mais que o Botafogo-SP, segundo colocado da chave. O próximo compromisso do Peixe é o duelo com a Ferroviária, marcado para as 16h30 (de Brasília) do sábado, na Fonte Luminosa, em Araraquara.

Vecchio minimiza revés em clássico: “O melhor está para acontecer”

O meia Emiliano Vecchio reiterou o técnico Jair Ventura ao dizer que o Santos não mereceu perder para o Palmeiras, na tarde deste domingo, no Palestra Itália. Apesar da derrota por 2 a 1, o argentino elogiou a atuação de seus companheiros e projetou um futuro vitorioso ao time alvinegro.

“Eles chutaram duas vezes e fizeram dois gols. Infelizmente perdemos um clássico que não merecíamos perder”, lamentou o meio-campista, na saída de campo. “Demonstramos que somos um time forte independentemente do resultado. O Santos tentou jogar, acho que só está começando, falta muito e o melhor está para acontecer”, previu, na zona mista da arena.

De acordo com os santistas, o time reagiu bem à desvantagem no placar e teve chances até de buscar a igualdade no fim. O Santos sofreu o primeiro gol logo aos dois minutos de jogo, em cabeçada de Antônio Carlos após cobrança de escanteio.

Aos cinco da etapa final, Borja ampliou em chute de fora da área. Pouco depois, Renato, de cabeça, diminuiu, mas o Peixe não conseguiu empatar o duelo. O zagueiro David Braz, que falhou no primeiro gol alviverde, também foi elogioso ao futebol do Santos no Palestra Itália.

“A gente não se entregou, brigamos até o final, conseguimos diminuir e tivemos chance de empatar. Criamos jogadas, colocamos a bola na área adversária, mas infelizmente não conseguimos empatar a partida”, avaliou.

A exemplo de Vecchio, o defensor discursou confiante. “É levantar a cabeça, tem muita coisa para acontecer. Vamos trabalhar para vencer a próxima partida”, avisou.

Jair explica ausência de Gabigol e comenta possível saída de Veríssimo

Após a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, neste domingo, no Palestra Itália, o técnico Jair Ventura, do Santos, explicou por que não relacionou o atacante Gabigol para o clássico. Durante a semana, havia a expectativa de o jogador estrear diante do rival, e o treinador manteve o mistério até a véspera do duelo, mas a comissão técnica optou por vetá-lo.

“Temos o planejamento, futebol é feito de paixão, mas também de profissionais. Nós temos que preservar a integridade física do atleta. Ele não fez pré-temporada, por isso não veio para o clássico. Já estava definido desde o início que ele não viria. Ele já sabia”, esclareceu o treinador, em entrevista coletiva.

“Pode ter afetado na derrota? Sim, mas devia fazer algumas observações. Venho perdendo muitos jogadores nesses cinco jogos. É hora de fazer testes. Temos que correr riscos para conhecer bem o elenco e usar a base”, acrescentou.

Durante a entrevista, Jair Ventura também comentou a situação de outro atleta: Lucas Veríssimo. Alvo do Spartak Moscou, da Rússia, o zagueiro pode estar de saída. Caso a venda se concretize, o treinador teria mais um desfalque na defesa, uma vez que Gustavo Henrique, Cléber Reis e Luiz Felipe têm problemas com lesões.

“Caso (a venda) aconteça será uma perda técnica. Ainda não sei da proposta, mas, se chegar a proposta, sendo bom para o clube e jogador, será difícil segurar”, resignou-se Jair. “Faz parte do mercado. Se perder, bola para frente. Temos Gustavo (Henrique) e (Robson) Bambu. Não pode se lamentar, já temos jogo no sábado”, avaliou.

Copete e Alison levam o terceiro amarelo e desfalcam o Santos

O Santos terá ao menos dois desfalques para a partida contra a Ferroviária, no próximo sábado, em Araraquara, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. Durante a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, na tarde deste domingo, no Palestra Itália, o volante Alison e o atacante Jonathan Copete levaram o terceiro cartão amarelo e terão de cumprir suspensão automática no final de semana que vem.

Alison foi advertido por entrada dura em Dudu, aos 26 minutos da segunda etapa. Pouco depois, aos 34, Copete foi punido pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza por falta em Willian.

Para substituir o volante, o técnico Jair Ventura tem Matheus Jesus como opção. Com a suspensão de Copete, o garoto Rodrygo pode ser titular diante da Ferroviária. Ainda aprimorando a forma física e técnica, Gabigol também pode ficar à disposição do treinador.

Embora tenha a semana livre para preparar a equipe, Jair Ventura poderá ter mais problemas para montar time. Isso porque o zagueiro Luiz Felipe saiu com dores na coxa esquerda ainda no primeiro tempo, ao passo que o atacante Eduardo Sasha não voltou para a etapa complementar após uma pancada na cabeça.

Em entrevista coletiva concedida após a partida, Jair Ventura despistou ao ser indagado sobre os possíveis substitutos da dupla suspensa. “Posso mudar, treino variáveis, mas só vou revelar no próximo jogo. Os adversários nos escutam”, afirmou o treinador.




Santos 1 x 1 Ituano

Data: 28/01/2018, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 4ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 13.609 pessoas (11.513 pagantes e 2.096 não pagantes)
Renda: R$ 330.440,00
Árbitro: Vinicius Furlan
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Copete e Matheus Jesus (S); Tony, Claudinho, Juninho e Marcos (I).
Gols: Baralhas (17-1) e Rodrygo (46-2).

SANTOS
Vanderlei: Victor Ferraz, Luiz Felipe, Robson Bambu e Caju (Rodrygo); Matheus Jesus (Jean Mota), Renato e Vecchio; Copete, Arthur Gomes e Rodrigão (Eduardo Sasha).
Técnico: Jair Ventura

ITUANO
Vagner; Igor, Ricardo Silva, Léo e Raul; Baralhas (Marcos), Tony e Guilherme; Claudinho (Juninho), Marcelinho (Giba) e Ronaldo.
Técnico: Vinicius Bergantin.



Santos joga mal, mas arranca empate com novo gol de Rodrygo

O Santos jogou mal, mas, nos minutos finais, conseguiu empatar com o Ituano na noite deste domingo, no Pacaembu. O herói foi mais uma vez o atacante Rodrygo, que marcou de cabeça aos 46 minutos.

Com primeiro tempo irreconhecível, o Peixe se viu dominado pelo Ituano e saiu atrás no placar, com gol de Baralhas, aos 17 minutos.

Na segunda etapa, o Peixe melhorou, mas não o suficiente para virar. Algumas chances foram criadas, porém, foi a entrada de Rodrygo que deu novo gás ao time. A joia foi coroada com o gol de empate.

O jogo:

O Ituano começou melhor, como se estivesse em casa. Aos quatro minutos, Vanderlei já fez grande defesa em chute cruzado de Guilherme. O Santos não conseguia jogar. Lento, o time errava muitos passes e via o Ituano oferecer perigo a cada contra-ataque.

Aos 16 minutos, o Ituano levou perigo em cobrança de falta de Marcelinho. Segundos depois, o Peixe não conseguiu mais resistir. Baralhas arriscou de fora da área, a bola desviou em Robson Bambu e matou Vanderlei.

O Ituano, mais organizado, seguia se defendendo bem e parecia mais perto do segundo gol do que o alvinegro de empatar. A torcida, impaciente, passou a vaiar Victor Ferraz a cada vez que o lateral-direito tocava na bola. Caju, Renato, Vecchio, Copete e Rodrigão também eram nulos em campo.

Aos 40 minutos, o time de Itu quase ampliou com mais uma finalização de fora da área, dessa vez de Marcelinho, para Vanderlei espalmar.

Apenas no fim do primeiro tempo, o Santos acordou. Primeiro, aos 42 minutos, com triangulação entre Vecchio, Caju e Arthur, que terminou com cruzamento cortado. Depois, aos 44, quando Copete arriscou de longe e Vagner espalmou para escanteio.

Nos acréscimos, Caju foi recuar e furou. Marcelinho arrancou, perdeu ângulo, e chutou na rede pelo lado de fora. Na ida para o vestiário do Pacaembu, os jogadores do Santos foram vaiados.

O Santos voltou para o segundo tempo com Jean Mota na vaga de Matheus Jesus e Eduardo Sasha no lugar do Rodrigão. Aos três minutos, os que entraram já criaram boa chance. Cruzamento de Jean e Sasha cabeceou perto da trave esquerda do goleiro Vagner.

Na sequência, Jean Mota criou outras duas boas chances. Primeiro cobrou falta para Bambu cabecear por cima. Depois, levantou na cabeça de Sasha, que exigiu uma grande defesa de Vagner. Em seis minutos, o Peixe criou bem mais do que em todo o primeiro tempo.

Aos 10 minutos, mais uma chance para o alvinegro. Vecchio driblou o marcador e chutou, com a canhota, da entrada da área para mais uma boa defesa de Vagner.

Quando placar marcava 20 minutos, o Ituano quase ampliou. Guilherme arriscou da entrada da área e a bola passou perto da trave esquerda de Vanderlei. O Santos respondeu em finalização de longe de Renato. Vagner espalmou para escanteio.

Aos 24 minutos, o Ituano teve mais uma grande chance. Claudinho, na pequena área, se antecipou a Bambu e chutou para ótima defesa de Vanderlei.

O Santos voltou a criar uma chance aos 30, quando Sasha roubou e lançou Rodrygo. O jovem chutou cruzado, fraco, e a bola saiu para tiro de meta.

Uma situação curiosa ocorreu com Victor Ferraz. O lateral-direito teve um problema no ombro e terminou o jogo com uma proteção, atuando no ataque.

Aos 37 minutos, o Ituano desperdiçou mais uma oportunidade de matar o jogo. Ronaldo saiu cara a cara com Vanderlei, driblou o goleiro e chutou por cima do gol.

E o Ituano foi castigado pelas chances perdidas. Quando tudo caminhava para o empate, brilhou a estrela de Rodrygo. Assim como na vitória contra a Ponte Preta, com gol dele nos acréscimos, o garoto marcou de novo, evitando a derrota no Pacaembu.

Bastidores – Santos TV:

Rodrygo faz juras de amor ao Santos: “Quero ficar muito tempo”

Rodrygo foi, mais uma vez, o herói do Santos no empate em 1 a 1 com o Ituano na noite deste domingo, no Pacaembu. Depois de marcar o gol da vitória diante da Ponte Preta, o atacante de 17 anos, novamente nos acréscimos, evitou a derrota santista com gol de cabeça.

Nas graças da torcida, a joia faz juras de amor ao Peixe, clube que o revelou, e mantém os pés no chão diante das comparações com Neymar.

“Santos é meu time do coração. Quero ficar muito tempo aqui. Espero ser o novo Rodrygo. Neymar só tem ele. Fico feliz pelo reconhecimento do trabalho na base. Espero fazer tudo isso no profissional. Sei que isso está dentro de mim”, disse o atacante.

Com os dois gols marcados no Campeonato Paulista, Rodrygo pressiona o técnico Jair Ventura por uma vaga no time titular. A próxima partida será contra o Palmeiras, em clássico no domingo, às 17h (de Brasília), na arena do rival.

Jair não confirma Rodrygo como titular e revela pacto do Santos

Jair Ventura não confirma Rodrygo como titular do Santos na sequência do Campeonato Paulista. O atacante foi, mais uma vez, o herói do Santos no empate em 1 a 1 com o Ituano na noite deste domingo, no Pacaembu. Depois de marcar o gol da vitória diante da Ponte Preta, o atacante de 17 anos, novamente nos acréscimos, evitou a derrota santista com gol de cabeça.

A joia das categorias de base caiu rapidamente nas graças do torcedor, mas o técnico pede paciência e alerta para a condição física do atleta.

“Rodrygo tem estrela e qualidade, um jogador diferenciado. Ele tem a situação física ainda, é um menino, tem que ser gradativo. Torcida tem razão em pedir, eu como torcedor pediria, é um Menino da Vila, diferente tecnicamente, fez um gol e teve chance de outro, dois jogos e dois gols. É uma média interessante”, analisou Jair.

Jair Ventura também revelou um pacto do elenco santista após o empate contra o Ituano. A ideia é jogar melhor no primeiro tempo para não ter que resolver as partidas nos acréscimos, como diante da Ponte Preta e Ituano.

“Não fizemos primeiro tempo bom. Foi muito abaixo. Sentimos um pouco, principalmente as duas lideranças do Alison e David Braz. Demoramos a encaixar. Nós criamos, assim como no último jogo, quando viramos. Já fizemos um pacto, não queremos ser valentes, queremos time equilibrado para não correr atrás”, explicou.

Victor Ferraz é vaiado, se contunde e pode virar desfalque no Santos

A noite deste domingo não foi boa para Victor Ferraz, no Pacaembu. O lateral-direito do Santos jogou mal, foi vaiado por parte da torcida a cada vez que tocou na bola e acabou a partida no sacrifício, de tipoia, após contundir o ombro direito durante o empate por 1 a 1 com o Ituano.

No intervalo do jogo, em entrevista ao SporTV, o camisa 4 disse que sempre se apresentou em alto nível e, quando as coisas não funcionam como o normal, é comum a torcida questionar. Após o apito final, porém, o jogador não atendeu a imprensa.

Sasha exalta superação em empate: “Praticamente com um a menos”

Rodrygo foi o destaque com gol nos acréscimos, mas Eduardo Sasha também foi responsável pelo empate do Santos em 1 a 1 com o Ituano na noite deste domingo, no Pacaembu. O atacante entrou bem no segundo tempo e ajudou o Peixe a evitar a derrota.

Sasha exaltou a superação do Peixe na busca pelo empate. O time teve Victor Ferraz no sacrifício nos minutos finais. Com problema no ombro direito, o lateral jogou com uma proteção para não desfalcar a equipe, que já tinha feito as três substituições.

“Empate não deixou de ser justo pelo nosso segundo tempo. Lutamos até o final, tivemos um jogador machucado, praticamente com um a menos. Empate acabou sendo justo no fim das contas”, disse Sasha, no fim do jogo.