Vídeos: Gols e melhores momentos.

Santos 4 x 2 Linense

Data: 01/03/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 10.954 pagantes (13.118 total)
Renda: R$ 324.680,00
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Fernando Afonso Gonçalves de Melo.
Cartões amarelos: Robinho (S); Gilsinho e Moisés Ribeiro (L).
Gols: Robinho (03-1), Renato (38-1); Anderson (04-2, contra), Diego (24-2, de pênalti), William Pottker (28-2) e Robinho (46-2).

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Valencia (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Otávio), Robinho e Ricardo Oliveira (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira

LINENSE
Anderson; Bruno Moura, Adalberto, Álvaro e Igor; Moisés Ribeiro, Memo, Gilsinho (Felipe Augusto) e Clébson (Bruno Tiago); William Pottker e Diego (Gabrielzinho).
Técnico: Luciano Quadros



Peixe vence mais uma no Pacaembu e embala no Paulistão

Sem volantes em campo por 11 minutos, Peixe leva dois gols em partida dominada, mas Enderson corrige mudança e velocidade do ataque resolve

Apesar de encontrar dificuldades na partida, o Santos fez mais uma vítima no Campeonato Paulista e manteve sua invencibilidade da competição após sete rodadas. Neste domingo, o Peixe fez 4 a 2 no Linense e alcançou 17 pontos, na ponta isolada do Grupo D. Por outro lado, o time de Lins segue com seis pontos, na quarta colocação do Grupo C, que é liderado pelo Palmeiras.

Robinho mostrou que está de bem com o Pacaembu. Após brilhar contra a Portuguesa, no último fim de semana, o camisa 7 santista voltou a brilhar e marcou um belo gol logo aos três minutos. Renato, de cabeça, ampliou ainda antes do término da primeira etapa. E Anderson, goleiro do Linense, colaborou com um gol contra, já na segunda etapa. Em cobrança de pênalti, Diego diminuiu e William Pottker chegou a colocar fogo no jogo após aproveitar cobrança de escanteio, mas a reação do Elefante parou por aí e o alvinegro praiano definiu a vitória com mais um de Robinho, já nos acréscimos.

O Rei das Pedaladas, no entanto, já é desfalque certo para o confronto do próximo domingo, 18h30, contra o Botafogo, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Ao subir nas grades para comemorar seu terceiro gol no Paulistão, Robinho levou o terceiro cartão amarelo e terá de cumprir suspensão. Porém, o Peixe recebe o Palmeiras na rodada seguinte, para clássico na Vila Belmiro, e o atacante estará à disposição novamente, para alívio do torcedor alvinegro.

O jogo

O torcedor que chegou ao estádio do Pacaembu em cima da hora para assistir Santos e Linense pode ter perdido o primeiro gol do jogo. Logo aos três minutos, Lulas Lima aproveitou o cochilo dos adversário e cobrou falta de forma rápida, deixando Robinho numa boa para encher o pé e marcar um belo gol, seu terceiro neste Campeonato Paulista.

O gol animou a torcida e o time, que passou a imprimir uma forte marcação no campo de ataque e buscar o segundo gol. Aos 14, Lucas Lima quase marcou em chute de longa distância.

Aos poucos, porém, o Linense foi se encontrando no jogo e tendo mais posse de bola. E os chutes de fora da área se tornaram a principal arma do Elefante. Clébson e Memo assustaram e fizeram Vanderlei trabalhar em pelo menos cinco oportunidades, o que deixou Enderson Moreira muito irritado no banco de reservas.

E justamente no momento que o Santos não vivia um bom momento, Renato aproveitou cobrança de escanteio e testou para o chão, marcando o segundo gol alvinegro no jogo e dando um certo alivio para o time antes do intervalo.

Assim como a primeira etapa, o Santos começou o segundo tempo com a todo vapor. E mais uma vez balançou as redes antes dos três minutos. Ricardo Oliveira fez belo giro em cima do defensor do Linense e abriu para o Robinho, que devolveu para o centroavante, mas quem colocou para dentro foi o goleiro Anderson, após não segurar rebote da trave.

Com uma posição mais aberta em campo, o Linense passou a correr muitos riscos, principalmente com as saídas rápidas do Peixe para o ataque. Em uma delas, Geuvânio deixou Robinho na cara do gol. O camisa 7 só tocou por cima do goleiro, mas viu a bola bater caprichosamente na trave.

Aos 17 minutos, Ricardo Oliveira teve duas chances no mesmo lance. Primeiro bateu forte, cruzado, para a defesa de Anderson. E, em seguida, cabeceou com perigo, por cima do travessão.

E quando todos já aguardavam por uma goleada, o Linense se mostrou vivo e reagiu. Aos 23, William Pottker costurou a marcação santista, invadiu a área, driblou Werley e acabou derrubado. O árbitro apontou a marca da cal após o belo lance e Diego descontou.

Cinco minutos depois, William Pottker mais uma vez apareceu dentro da área e, após cobrança de escanteio, estufou as redes de Vanderlei, calando o Pacaembu. A reação do Linense, no entanto, parou por aí. E aos 45 minutos, em contra-ataque, o Peixe aproveitou o vacilo do time do interior e liquidou a faturo, mais uma vez com Robinho, após lançamento perfeito de Gabriel.

Com isso, apesar dos sustos, o Peixe encerrou a partida com goleada e aplaudido por sua torcida.

Robinho contém empolgação e Gabriel se diz “pronto e à disposição”

O Santos bateu o Linense por 4 a 2 neste domingo e chegou a mais uma vitória neste Campeonato Paulista. Porém, o placar elástico pode enganar o torcedor que não assistiu ao jogo do Pacaembu. O Peixe encontrou dificuldades na primeira etapa, mesmo descendo para os vestiários com 2 a 0 no placar e, após fazer o terceiro logo no início da etapa complementar, sofreu dois gols em menos de dez minutos e só respeitou aliviado nos acréscimos, quando definiu a vitória.

“Tem muito o que melhorar ainda. O time sentiu um pouco o segundo tempo, mas ganhamos merecidamente”, comentou Robinho, na saída do gramado.

Melhor em campo e responsável por abrir e fechar o placar neste domingo, o camisa 7 evitou enaltecer seus quatro gols marcados nos últimos dois jogos, ambos no estádio da Capital Paulista. “Graças a Deus, os gols estão saindo. Fico muito feliz. Mas o mais importante é o time ganhar”, completou.

Outro que saiu de campo empolgado com seu desempenho foi Gabriel. O camisa 10 entrou na vaga de Ricardo Oliveira já na metade da segunda etapa e em poucos minutos deu mostras de todo seu talento. Na primeira, o atacante deu um belo ‘drible da vaca’ no marcador e cruzou para Robinho, que se jogou na bola, mas não alcançou. Na segunda, não teve erro. Lindo lançamento e gol do camisa 7, que fez questão de vibrar ‘engraxando’ as chuteiras de Gabriel.

“Estou pronto, à disposição. Estou esperando a minha oportunidade, estou bem, treinando e me dedicando. Agora é esperar”, disse o atleta, que perdeu espaço no time após servir a seleção brasileira Sub-20 no início do ano.

Por outro lado, David Braz deixou o jogo irritado. Apesar da vitória, os dois gols do Linense, na visão do zagueiro, só aconteceram por causa de erros da arbitragem; “Eles chegaram aos gols com a ajuda do árbitro. Não foi pênalti. O Werley acerta a bola. E, no segundo, eu acho que a bola não havia saído. Mas, mesmo com isso aí, a gente conseguiu a vitória”, falou David Braz.

Enderson culpa arbitragem por gols sofridos e elogia Valencia

Depois de escalar Leandrinho e Lucas Otávio, neste domingo foi a vez de Valencia ganhar uma chance na lacuna deixada por Alison no time. O colombiano participou da vitória por 4 a 2 diante do Linense, mas encontrou mais dificuldades que seus concorrentes, por ter enfrentado um time que deu trabalho ao Santos durante todo o jogo.

“Valencia jogou aquilo que a gente esperava dele. É experiente, rodado, de seleção colombiana. A gente teve todo carinho e cuidado com ele. A gente sabe que é um jogador importante para o que vamos ter pela frente”, analisou o técnico, que sacou Valencia na segunda etapa para colocar Elano no jogo.

Já ao ser questionado sobre os dois gols que a equipe levou na etapa complementar, o treinador santista mudou o tom e culpou a arbitragem.

“Até outro dia, a gente tinha a melhor defesa do campeonato. Para mim, foram dois gols de erros da arbitragem. São coisas que acontecem nos jogos, espero que errem para nós também”, disse Enderson, entendendo que Werley não cometeu pênalti no lance que originou o primeiro gol do Linense no jogo e garantindo que a bola não saiu no escanteio marcado pela arbitragem antes do segundo gol do Elefante.

“É um time que tem por essência a ofensividade. Às vezes, a gente acaba criando espaço para o adversário. Mas temos evoluído muito bem, estamos buscando o equilíbrio”, minimizou o comandante.

Portuguesa 1 x 3 Santos

Data: 22/02/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 6ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 14.361 pessoas
Renda: R$ 412.350,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Bruno Salgado Rizo e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos: Fabinho Capixaba, Alex Lima (P) e Cicinho (S).
Cartão vermelho: Alex Silva (P)
Gols: Robinho (17-1), Robinho (34-1, de pênalti) e Cicinho (43-1); Jean Mota (44-2).

PORTUGUESA
Rafael Santos; Fabinho Capixaba (Perema), Alex Lima, Valdomiro e Paulo Henrique; Ferdinando, Betinho, Léo Costa e Edno; Diego (Filipe Souza) e Popó (Jean Mota).
Técnico: Aílton Silva

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Renato (Elano), Lucas Otávio e Lucas Lima; Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Robinho (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira



Robinho dá show no Pacaembu e Santos atropela a Portuguesa

O Santos nem se deu conta da Portuguesa neste domingo. Robinho muito menos. Com show à parte do camisa 7, o Peixe bateu a Lusa por 3 a 1 e se isolou ainda mais na liderança de seu grupo no Campeonato Paulista. O já experiente Menino da Vila fez dois e ainda deu uma assistência para Cicinho fazer o terceiro – os três no primeiro tempo. Jean Mota diminuiu no fim do segundo.

O Santos recebe o Linense, no próximo sábado, no Pacaembu, e pode sacramentar a vaga nas quartas de final do Estadual. Enquanto isso, a Portuguesa mede forças com o Bragantino, em Bragança Paulista.

O jogo

O primeiro tempo do clássico paulista no Pacaembu teve um nome: Robinho. Inspirado, o camisa 7 atormentou a defesa lusa pelo lado esquerdo, marcou dois gols e ainda deu uma assistência para Cicinho ampliar. O inferno português começou aos 8 minutos, quando Fabinho Capixaba derrubou Robinho na intermediária e já levou cartão amarelo.

Pouco tempo depois, aos 17 minutos, Vanderlei lançou o camisa 7 em velocidade no ataque, iniciando a jogada do primeiro gol. Robinho dominou, partiu para cima e cortou a marcação sem dificuldades, chutando a bola no ângulo direito do goleiro Rafael Santos. 1 a 0 Peixe.

Inspirado, o atacante voltou a atormentar pelo lado esquerdo aos 31 minutos. Em ótima jogada, invadiu a área, aplicou dois dribles em Alex Silva e sofreu o pênalti quase na linha de fundo. Na cobrança, bola para um lado e goleiro para o outro, em mais um gol do camisa 7.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, lá estava ele de novo para, dessa vez, contemplar um companheiro com o gol. Robinho recebeu na esquerda, e cruzou na medida para Cicinho cabecear da pequena área e marcar o terceiro gol santista. Fim da etapa inicial com show do Menino da Vila.

No 2º tempo a Portuguesa joga com um a menos e Santos administra vitória.

A Portuguesa não acordou do pesadelo no segundo tempo. Logo no início, o técnico Aílton Silva decidiu recuar o time, tirando dois homens de frente e colocando defensores. Decisão que lhe foi de grande ajuda já que, poucos minutos depois, o zagueiro Alex Silva foi expulso por parar um ataque santista.

E o Santos só não ampliou aos 18 minutos porque a trave não deixou. Ricardo Oliveira recebeu belo lançamento, dominou na entrada da grande área e tentou surpreender o goleiro tocando por cobertura. A bola saiu rente à trave esquerda.

Daí em diante, o Santos apenas administrou a vantagem que conquistou no primeiro tempo e fez a alegria dos mais de 14 mil torcedores presentes no estádio em São Paulo. No fim, Jean Mota ainda descontou para a Lusa, com chute de dentro da grande área. Nada que atrapalhasse a festa alvinegra.

Bastidores – Santos TV:

Robinho quebra jejum e ultrapassa Chulapa na artilharia santista

O show de Robinho no Pacaembu, na tarde desde domingo, não só quebrou um jejum de três meses do camisa 7, mas também o colocou à frente de Serginho Chulapa na lista de maiores artilheiros do Santos. O Peixe mediu forças com a Portuguesa e venceu por 3 a 0, com dois do agora experiente Menino da Vila e um de Cicinho, com sua assistência.

A última vez que balançou as redes pelo Alvinegro foi em 19 de novembro do ano passado, no empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, longe da Vila Belmiro. De lá para cá, o Santos teve mais três compromissos no Brasileirão e cinco jogos no Paulistão 2015. Nenhum desse com gol de Robinho, que chegou à marca de 103 em 2014.

Com os dois marcados no Pacaembu, neste sábado, ele chegou aos 105 gols e ultrapassou Serginho Chulapa, com 104 na história santista. Robinho também aparece à frente de João Paulo e igualado em Del Vechio. Álvaro tem 106 e o craque Neymar 138 – o maior artilheiro na Era Pós-Pelé.

“É sempre bom poder ajudar. Tocamos bem a bola e soubemos aproveitar as chances. Gosto de ajudar”, disse Robinho ao Premiere durante a partida.

Enderson valoriza ‘casa na Capital’ e exalta “inteligência” de Robinho

O técnico Enderson Moreira saiu do Pacaembu no último domingo, em São Paulo, muito satisfeito com a atuação do Santos. A vitória do Peixe sobre a Lusa evidenciou a liderança de Robinho dentro de campo, além de ser o capitão da equipe, participou de todos os gols – fez dois e deu assistência para Cicinho fazer o terceiro. Em entrevista coletiva, o comandante fez questão de enaltecer a “inteligência tática” do camisa 7 e garantiu que o estádio na Capital é como uma segunda casa para os alvinegros.

“O Robinho é a nossa referência técnica. É o jogador com mais recursos deste elenco. Ele cresceu em alguns aspectos, que, às vezes, podem passar despercebidos pelos torcedores e por alguns jornalistas, mas que são importantíssimos para o time. O comprometimento tático, a inteligência, a maneira que ele busca os espaços é um grande diferencial dele, e ele foi coroado com os gols. A gente se sente muito em casa no Pacaembu. A Vila nos empurra muito, mas aqui não é diferente. O torcedor grita o tempo todo, incentiva o tempo todo, mostra sua satisfação de ver o time correndo se empenhando”, comemorou.

Ricardo Oliveira minimiza falta de gols: “Coletivo tem que prevalecer”

Os três jogos sem gol incomodam, mas não tiram a alegria de Ricardo Oliveira. Depois da vitória sobre a Portuguesa neste domingo, no Pacaembu, o camisa 9 santista garantiu que o importante é o coletivo ir bem e que seguirá trabalhando para ajudar os companheiros dentro de campo, com ou sem tentos. Seu último gol foi no dia 8 de fevereiro, na vitória contra o RB Brasil.

“Não acho que a bola não esteja chegando. Eu sempre procuro dentro dos jogos fazer gols. Mas também sempre enfatizo uma coisa: o coletivo tem que prevalecer sobre o individual. Estou feliz pelo coletivo. Não estou satisfeito comigo, estou há uns três ou quadro jogos sem fazer gol, mas alegre por ajudar com movimentação, abrindo espaço para os meus companheiros e tentando algumas jogadas de gol”, disse ao Premiere.

Nos últimos dias, o centroavante ganhou a concorrência de Gabriel, que retornou à Baixada Santista após longo período com a Seleção Brasileira Sub-20. O camisa 10, no entanto, não necessariamente roubará a posição do veterano, já que o técnico Enderson Moreira afirmou que também pode utilizá-lo pelas pontas, na posição de Geuvânio ou, eventualmente, de Robinho.


Vídeos: (1) Gol e (2) Melhores momentos.

São Bernardo 0 x 1 Santos

Data: 14/02/2015, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 5ª rodada
Local: Estádio 1º de Maio, em São Bernardo, SP.
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Fausto Augusto Viana Moretti
Cartões amarelos: Lucio Flavio (SB); Renato e Robinho (S).
Gol: David Braz (09-2).

SÃO BERNARDO
Daniel; Rafael Cruz, Luciano Castán, Diego Jussani e Vicente; Daniel Pereira (Vanger), Marino, Carlinhos (Jean Carlos), Magal e Cañete (Maikon); Lúcio Flávio.
Técnico: Edson Boaro

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Leandrinho (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Otávio), Robinho e Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira



Sem muito brilho, Peixe bate o São Bernardo fora de casa

O Santos conquistou mais três pontos importantes para sua caminhada nesta primeira fase do Campeonato Paulista. Mesmo com pouco brilho e apenas com um gol do zagueiro David Braz, após cobrança de escanteio, no segundo tempo, o Peixe superou o São Bernardo, no estádio 1º de Maio e segue na liderança isolada do Grupo D com 11 pontos. Enquanto isso, o São Bernardo segue no meio do bolo no Grupo A, com 7 pontos, cada vez mais distante do líder São Paulo.

A vitória alivia um pouco a situação de Enderson Moreira, mas o futebol pouco produtivo mantém a ‘pulga atrás do orelha’ na torcida e na diretoria santista. Na próxima rodada, o São Bernardo visita a Ponte Preta no estádio Moises Lucarelli, em Campinas, às 18h30. Já o Santos faz o clássico contra a Portuguesa, também no domingo, mas às 16 horas. A princípio, o jogo estava marcado para o Canindé, porém, a Lusa transferiu a partida para o estádio do Pacaembu.

O jogo

Apesar do mandante ser o São Bernardo, o Santos chegou para a partida com a responsabilidade de tomar as iniciativas e se impor na casa do modesto time do ABC Paulista. Porém, o jogo começou bastante equilibrado e com mais disposição do que eficiência. A primeira chegada com perigo de gol foi do time mandante. Lucio Flavio arriscou chute de longe e obrigou Vanderlei a trabalhar. O Santos só conseguiu responder com Ricardo Oliveira, que se antecipou ao goleiro após cobrança de escanteio e por pouco não abriu o placar.

O jogo era aberto, com as duas equipes intercalando com jogadas de perigo, mas pecando nas conclusões. Cañete, ex-meia do São Paulo, era quem comandava as ações do São Bernardo e encontrava até certa liberdade para isso. Leandrinho , escolhido por Enderson Moreira para substituir Alison, contundido, deixava claro seu desentrosamento com Renato, no meio. Aos 28, de novo com Lucio Flavio, o São Bernardo assustou. Após bela trama pela esquerda, o camisa 9 do Tigre pulou mais alto que a zaga alvinegra e testou para o chão, no canto esquerdo de Vanderlei. A bola raspou a trave e saiu pela linha de fundo.

A resposta do Peixe veio aos 38. Geuvânio aproveitou saída de bola errado da zaga do São Bernardo, arrancou para o contra-ataque e tocou para Ricardo Oliveira. O camisa 9 recebeu de frente para o gol e serviu Robinho. Cara a cara, o camisa 7 finalizou de forma bisonha e perdeu uma chance incrível de gol. Assim, com muitos erros de passes e pouco empolgante, o árbitro do jogo encerrou a primeira etapa sem sequer acrescentar nada.

A segunda etapa começou com o Santos apertando a marcação no campo de defesa do São Bernardo em uma tentativa de forçar o erro do adversário. O time da casa encontrou dificuldades para chegar no gol santista e se viu encurralado. E a pressão do alvinegro praiano, que não era tanto em relação a chutes a gol, surtiu efeito aos 9 minutos. Após três lances seguidos pela esquerda, uma jogada ensaiada de escanteio, o Peixe abriu o placar com David Braz. Lucas Lima bateu o tiro de canto para trás, Chiquinho cruzou e o zagueiro entrou, em condição legal, para cabecear e abrir o placar.

No lance seguinte, Ricardo Oliveira chegou a balançar as redes depois de receber boa bola de Leandrinho, mas o gol foi corretamente anulado, pois o centroavante estava em posição irregular. Precisando reagir, o São Bernardo fez duas substituições: Vagner e Jean Carlos entraram nas vagas de Daniel Pereira e Carlinhos, respectivamente. A atitude deixou o Tigre mais exposto. Por outro lado, Enderson apostou em Elano no lugar do jovem Leandrinho e Marquinhos Gabriel na vaga de Ricardo Oliveira.

Apesar das trocas, o jogo voltou a cair de produtividade com as duas equipes abusando dos passes errados. O São Bernardo chegava com poucos jogadores e era facilmente desarmado. Enquanto isso, o Santos esbarrava na tarde pouco inspirada de seus jogadores. Até o craque Robinho fez a torcida perder a paciência algumas vezes em função da quantidade abusiva de erros.

Já no fim do jogo, o confronto esquentou no estádio 1º de Maio. Primeiro, o São Bernardo quase empatou após cobrança de escanteio. Maikon testou firme e a bola raspou o travessão. Em seguida, Marquinhos Gabriel aprofundou pela esquerda e cruzou rasteiro, para trás. Geuvânio chegou de frente e pegou de primeira. A bola bateu na trave, correu em cima da linha e não entrou.

De repente, a partida ficou quente. E Jean Carlos testou o goleiro Vanderlei e chute forte cruzado, mas o camisa 1 espalmou para escanteio. Um minuto depois, Robinho alçou bola na área e encontrou Werley praticamente sozinho. O zagueiro, porém, perdeu o tempo de bola e desperdiçou uma chance incrível de matar o jogo. Mesmo assim, o São Bernardo não teve forças para reagir e a partida acabou com a vitória magra do Peixe.

Bastidores – Santos TV:

David Braz comemora gol da vitória e Robinho pede capricho

O Santos bateu o São Bernardo na tarde deste sábado, fora de casa, e cumpriu sua missão de conquistar os três pontos contra um time inferior e se manter invicto no Campeonato Paulista. E tudo isso se deve ao zagueiro David Braz. Mais uma vez o jogador foi preciso após jogada ensaiada entre Lucas Lima e Chiquinho em cobrança de escanteio.

“Graças a Deus, fiz outro gol com a camisa do Santos e pude ajudar a equipe na parte ofensiva”, comentou David, logo após o apito final, ao canal Premiere, relevando o fato do time ter sofrido uma forte pressão do São Bernardo nos últimos minutos. “É normal, estamos jogando fora de casa, mas o time está de parabéns”, completou.

Já Robinho, capitão da equipe, se mostrou aliviado pelo resultado, mas descontente com mais uma partida em que o Santos não soube aproveitar as diversas oportunidades criadas para balançar as redes do rival.

“Foi uma vitória importante fora de casa e agora passaremos com mais tranquilidade estes dois dias de folga. Estamos evoluindo, só temos que caprichar nas finalizações, a mesma coisa que aconteceu contra o São Paulo”, lembrou o camisa 7, que neste sábado esteve muito abaixo do que costuma desempenhar e também perdeu uma grande chance de gol, no primeiro tempo.

Agora, o elenco santista ganha dois dias de folga e só volta a trabalhar na terça-feira, em atividade fechada no CT Rei Pelé. Na quarta de cinzas a equipe já inicia o trabalho no campo, de olho no duelo contra o Portuguesa, pela 6ª rodada do Campeonato Paulista, no domingo.

Santos 0 x 0 São Paulo

Data: 11/02/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.867 pagantes
Renda: R$ 269.545,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Rafael Tadeu Alves de Souza (ambos de SP).
Cartões amarelos: David Braz e Robinho (S); Rafael Tolói, Reinaldo e Luis Fabiano (SP).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Alison, Renato e Lucas Lima (Elano); Geuvânio, Robinho (Lucas Crispim) e Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Reinaldo; Denilson, Souza, Ganso e Michel Bastos; Ewandro (Pato) e Luis Fabiano.
Técnico: Muricy Ramalho



Ceni para ataque do Peixe e San-São elétrico acaba sem gols

Santos e São Paulo fizeram um grande clássico na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Porém, sem gols. O San-São, válido pela 4ª rodada do Campeonato Paulista, foi do jeito que o torcedor gosta: aberto, com bastante chances de gols. E o placar só não foi aberto graças às belas atuações de Vanderlei e Rogério Ceni. Principalmente do camisa 1 são-paulino, que no segundo tempo operou um verdadeiro milagre e evitou a primeira derrota Tricolor.

O jogo

O primeiro grande teste de Santos e São Paulo na temporada 2015 começou do jeito que o torcedor imaginava. Com as duas equipes priorizando o jogo ofensivo, o clássico teve um primeiro tempo eletrizante.

Antes do apito, Muricy falou sobre a escalação do jovem Ewandro ao lado de Luis Fabiano. “Tem que dar oportunidade, não adianta nada, é garoto, só treinam. Tem que dar oportunidade”, explicou o técnico são-paulino, ao deixar Pato e Alan Kardec no banco de reservas.

Enquanto isso, a torcida santista não perdoou Paulo Hnerique Ganso. O camisa 10, que já brilhou muito pelo Peixe ao lado de Neymar, foi insistentemente chamado de mercenário por muitos que estavam nas arquibancadas da Vila Belmiro.

No campo, o Santos foi quem chegou primeiro com perigo. Logo aos 2 minutos, Geuvânio bateu rasteiro e assustou Rogério Ceni, que apenas assistiu a bola sair. Em seguida, Victor Ferraz infiltrou pela direita, recebeu de Lucas Lima e cruzou. A bola passou por todo mundo.

À partir daí, o São Paulo passou a comandar as ações. Com toque de bola rápido, o time de Muricy chegava ao ataque com mais facilidade e o time de Enderson passou a marcar atrás da linha do meio de campo. Aos 9 minutos, Michel Bastos obrigou Vanderlei a fazer uma grande defesa após soltar uma bomba de fora da área. Luis Fabiano também assustou o goleiro santista, mas o árbitro assinalou impedimento do camisa 9 Tricolor. Aos 23, Ganso e Ewandro fizeram linda tabela, mas Luis Fabiano não chegou a tempo e Vanderlei mais uma vez ficou com a bola.

Na segunda metade da etapa inicial, o Peixe, apoiado pela torcida, voltou a dar as caras. E sempre com Geuvânio infernizando a zaga rival. Em uma delas, o jovem atacante santista desconcertou três defensores e bateu cruzado. Rogério Ceni espalmou em linda defesa e evitar o que seria um verdadeiro golaço. O ídolo são-paulino mostrou que, apesar da idade, está em grande fase e ainda realizou mais duas grandes defesas. Primeiro em finalização de Chiquinho, depois parou Ricardo Oliveira.

Faltando cinco minutos para acabar um primeiro tempo de dar gosto de assistir, cada equipe teve mais uma chance para marcar. Pelo São Paulo, Ganso arriscou de longe e só não comemorou gol em cima de seu ex-clube porque Vanderlei salvou o Peixe. Depois, no último minuto, Robinho recebeu de Geuvânio e bateu forte, mas Ceni mais uma vez interviu.

Ceni para o Peixe

Após 15 minutos de descanso, Santos e São Paulo voltaram com a mesma disposição para a etapa complementar. O Peixe, mandante no primeiro San-São do ano, foi logo pra cima. Na primeira chegada, Rogério já teve de trabalhar após Ricardo Oliveira escorar cobrança de escanteio. No lance seguinte, Geuvânio combinou com Robinho e mais uma vez testou o camisa 1 Tricolor, que novamente evitou a abertura do placar. E aos 13, a grande polêmica do jogo. Ricardo Oliveira dominou a bola dentro da área, limpou o lance e foi tocado por Denílson, por trás. O árbitro, no entanto, mandou o lance seguir, para protestos dos santistas, que queriam o pênalti.

O São Paulo passou a ter mais dificuldade para sair para o jogo. Michel Bastos tentava realizar as jogadas mais agudas, mas seus companheiros pareciam jogar em outro ritmo. Muricy ainda colocou Pato no lugar de Ewandro e, depois, sacou Luis Fabiano para apostar em Alan Kardec. Pelo lado santista, Enderson percebeu o cansaço de Ricardo Oliveira e tirou o camisa 9 para colocar o veloz Marquinhos Gabriel.

E no primeiro lance, o meia-atacante teve uma chance de ouro para colocar o Santos na frente do placar, mas Rogério Ceni fez outra grande defesa. No rebote, Renato bateu forte e Ceni mais uma vez evitou o gol. Brilhante atuação do camisa 1 na Vila Belmiro. Aos 35 e aos 37, Robinho e Geuvânio também chegaram em condição de finalizar, mas em ambas oportunidades, Rogério Ceni pegou firme.

No fim da partida, o cansaço já era evidente nas duas equipes. Robinho chegou até a pedir substituição. Desta forma, apesar de brindarem os torcedores com um grande jogo, Santos e São Paulo não passaram do 0 a 0.

Santistas enaltecem noite inspirada de Rogério Ceni

O clássico desta quarta-feira teve 90 minutos eletrizantes na Vila Belmiro. Mesmo fora de casa, o São Paulo foi melhor no primeiro tempo, mas contou com belas intervenções de Rogério Ceni. Na etapa complementar, o Peixe se ajustou melhor e pressionou do começo ao fim, porém viu o camisa 1 do Tricolor paulista fechar o gol com grandes defesas e, assim, ser o grande responsável pelo empate no San-São desta quarta rodada do Campeonato Paulista.

“Hoje, ele (Rogério Ceni) fez uma grande partida. A gente tinha que tirar um pouco, não desmerecendo ele, mas podíamos ter aproveitado”, lamentou Robinho, logo após a partida. “A gente criou mais oportunidades claras de gol. O São Paulo teve mais posse, mas jogamos de igual pra igual”, completou o camisa 7.

Ricardo Oliveira, titular pela primeira vez desde o seu retorno ao Santos, também enalteceu a atuação do goleiro rival. “Não tivemos um primeiro tempo bom. O São Paulo ficou com mais posse de bola. No segundo tempo, criamos algumas chances claras, mas infelizmente não conseguimos concluir bem. Devemos dar méritos ao Rogério”, analisou o centroavante, antes de pedir um pouco de paciência ao torcedor. “É um trabalho sério, a longo prazo. Temos que ir passo a passo. Jogamos frente a um grande clube, mas infelizmente não conseguimos concluir bem nessa parte final”, disse.

Victor Ferraz, um dos melhores do Peixe em campo, seguiu o mesmo discurso. “Foi um jogo bom, duro, digno de um clássico. O São Paulo veio aqui, tentou jogar também e foram salvos pelo que eles têm de melhor: o goleiro. O Rogério fez uma grande partida, mas é levantar a cabeça e descansar”, avaliou o lateral direito.

Santos FC x Red Bull Brasil
Santos Futebol Clube x Red Bull Brasil


Retrospecto:

01 jogo
01 vitória
00 empate
00 derrota
02 gols pró
01 gol contra
01 saldo

Resultados:

08/02/2015 – Santos 2 x 1 Red Bull Brasil – Paulista – Benedito Teixeira