Santos 1 x 0 Londrina

Data: 15/04/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª Fase – Jogo de Volta
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 11.134 pagantes
Renda: R$ 523.440,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e João Patricio de Araujo (GO).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Lucas Lima (S); Jhon Murillo, Wéverton, Dirceu, Diogo Roque, Henry Kanu e Sílvio (L).
Gol: Elano (04-2).

SANTOS
Vladimir; Cicinho, Werley, Gustavo Henrique (Paulo Ricardo) e Zeca; Valencia, Lucas Otávio, Elano (Geuvânio) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel e Gabriel (Leandrinho).
Técnico: Marcelo Fernandes

LONDRINA
Vítor; Lucas Ramon (Jhon Murillo), Dirceu, Sílvio e Lino; Germano (Léo Maringá), Diogo Roque e Rone Dias; Wéverton, Paulinho (Henry Kanu) e Arthur.
Técnico: Cláudio Tencati



Equipe mista do Santos repete placar sobre Londrina e avança de fase

Recheado de reservas, o Santos passou sufoco no primeiro tempo, quando contou com o travessão e com Cicinho, que salvou uma bola em cima da linha, para descer para o vestiário com o empate sem gols. Porém, com uma nova postura na segunda etapa, o Peixe chegou ao seu gol, com Elano, após cobrança de escanteio, e apenas administrou o restante da partida contra o Londrina para confirmar a vaga na segunda fase da Copa do Brasil, já que também venceu o primeiro duelo, no Paraná, por 1 a 0.

O resultado conquistado na noite desta quarta-feira, diante de um bom público no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, credenciou o Peixe a encarar o Maringá na sequência da competição nacional. O adversário, mais um paranaense, se classificou nesta quarta-feira com a derrota por 3 a 1 para o Madureira, no Rio de Janeiro. O gol fora de casa foi determinante para a classificação da equipe que, em casa, bateu os cariocas por 2 a 0.

Agora, o Santos pensa exclusivamente no clássico contra o São Paulo, marcado para às 18h30 (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro. O confronto vale vaga na decisão do Campeonato Paulista.

A sequência do Londrina não é diferente. Depois de bater o Coritiba por 1 a 0, no último fim de semana, o Tubarão, atual campeão estadual, visita o Coxa neste domingo, no estádio Couto Pereira, de olho em uma vaga na final do Campeonato Paranaense.

O jogo

O jogo entre Santos e Londrina atraiu o público de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo, que compareceu em bom número estádio Martins Pereira. Com o apoio das arquibancadas, o Peixe entrou em campo apenas com quatro titulares: Vladimir, Gustavo Henrique, Valencia e Lucas Lima.

No entanto, logo no primeiro lance após o apito inicial do árbitro, o jovem zagueiro do Peixe fez uma falta dura e, além de receber cartão amarelo, sentiu o músculo posterior da coxa e precisou ser substituído. Paulo Ricardo, mais um revelado pelas categorias de base do alvinegro praiano, foi chamado imediatamente.

Durante toda a primeira etapa, o Santos deteve mais a bola em seu domínio, mas não conseguia aprofundar e finalizar. Tão exigido em Londrina, o goleiro Vitor, do Tubarão, passou os primeiros 45 minutos sem praticar uma única defesa.

Marquinhos Gabriel se movimentou bastante, mas errou muitos passes e Gabriel não conseguia se desvencilhar da marcação. Elano chegou a aparecer com frequência nos primeiros minutos, pela ponta direita, mas, aos poucos, foi ‘sumindo’ do jogo.

Por outro lado, o Londrina desceu para os vestiários lamentando não ter aberto o placar. Vladimir salvou o Santos duas vezes, primeiro em chute de fora da área de Germano e depois em bela jogada bela direita do atacante Arthur.

Após os 40 minutos, a pressão do time paranaense aumentou e só não se concretizou em gol porque Cicinho salvou o Peixe. Após confusão na área em cobrança de escanteio, o zagueiro Dirceu bateu firme e o lateral afastou, em cima da linha, com a cabeça.

No lance seguinte, outro escanteio e desta vez o travessão livrou o time da Vila Belmiro de levar o primeiro gol.

Na segunda etapa, Marcelo Fernandes não alterou a escalação, mas mexeu na postura da equipe. O Peixe partiu para cima e foi premiado com um gol logo aos quatro minutos. Lucas Lima cobrou aberto, pela esquerda, e Elano, completamente sozinho, nem precisou saltar para cabecear no ângulo e abrir o placar.

Mesmo depois de abrir vantagem, o Santos seguiu no ataque e chegou em boas condições de marcar, com Marquinhos Gabriel e Paulo Ricardo, em duas chances claras em menos de dois minutos.

O Londrina passou a jogar mais exposto, tentando apostar nos contra-ataques, mas dando muito espaço ao time santista. Bom para o torcedor, que passou a acompanhar um jogo mais aberto e empolgante.

O Londrina ainda chegou a assustar em bolas paradas, mas Vladimir pouco trabalhou na etapa complementar. O Santos passou a apenas administrar sua vantagem e diminuiu o ritmo, já que teria de levar três gols para ser eliminado.

Desta forma, o duelo em São José dos Campos terminou mais uma vez com a vitória magra do Peixe, assim como no primeiro confronto entre as duas equipes, garantindo a vaga aos paulistas na Copa do Brasil.­­

Elano pensa em aposentadoria e planeja trabalhar à beira do campo

Com a faixa de capitão no braço, aos 34 anos, Elano entrou em campo nesta quarta-feira e acabou sendo decisivo ao marcar o gol da vitória santista em cima do Londrina, por 1 a 0, na partida que confirmou o Alvinegro praiano na segunda fase da Copa do Brasil. Além da classificação, o duelo em São José dos Campos fez com que o clube alcançasse a vitória de número 3000 em sua história.

“Três mil vitórias, e na sua história eu pude fazer um gol. Para mim, atravessando a rua, eu já estou feliz por tudo que o Santos proporcionou para a minha carreira”, disse o experiente meia, ídolo da torcida santista.

Com contrato válido até 4 de maio, data do término do Campeonato Paulista, e com um salário de ‘apenas’ R$ 50 mil, o atleta está negociando sua renovação contratual com o Santos, mas seus planos já não ficam restritos ao que pode render em campo. Elano sabe que o fim de sua carreira está se aproximando e isso também está sendo tratado com Dagoberto Santos, CEO da diretoria do Peixe.

“Nós tivemos uma conversa com o Dagoberto, temos alguns projetos, não sei se será possível, sei que minha carreira está chegando ao fim. Devo jogar mais um ou dois anos, mas espero seguir no Santos, gostaria de continuar trabalhando no clube”, revelou.

Elano já conquistou dois Brasileiros, dois Paulistas e uma Libertadores da América com a camisa do Santos. Foram duas passagens, de 2001 a 2005 e de 2011 a 2012, antes de retornar nesta temporada. Marcado principalmente pela geração que tirou o clube de um incômodo jejum de título, em 2002, o jogador planeja, após sua aposentadoria, seguir atuando como membro da comissão técnica do Santos.

“Eu tenho vontade de trabalhar na parte de campo, me identifico na parte de campo, acho que poderia acrescentar ali. A parte de dirigente acho que não daria”, explicou.

Por enquanto, a ideia é apenas embrionária. Mais conversas devem acontecer até o próximo mês e, apesar de ter propostas de fora, segundo Dagoberto Santos, Elano não parece ter pressa para resolver sua situação.

“(Vou resolver) Sentando, conversando com minha família e passando para o presidente algumas ideias, vamos ver. Minha maior alegria de falar com essa diretoria é que são grandes amigos também”, finalizou o jogador.

Santos 2 x 0 Rio Claro

Data: 08/04/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.720
Renda: R$ 91.810,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Carlos Augusto Nogueira Junior
Cartões amarelos: Jeferson Paulista e Catanhede (RC).
Gols: Ricardo Oliveira (05-1) e David Braz (45-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Chiquinho (Zeca); Valencia, Leandrinho (Lucas Otávio) e Marquinhos Gabriel; Gabriel (Lucas Crispim), Robinho e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

RIO CLARO
Richard; Vinícius Bovi, Pitty, Gilberto e Renan Diniz; Carlinhos Miranda (Nenê Bonilha), Renan Luis, Matheus Galdezani e Jeferson Paulista (Guarú); Paulinho e Bruno Catanhede (Léo Cordeiro).
Técnico: Estevam Soares



Santos joga para o gasto, mas vence e é vice-líder geral do Paulistão

O Santos jogou para o gasto na noite desta quarta-feira. Com a Vila Belmiro praticamente vazia, o time de Marcelo Fernandes fez o suficiente para bater o Rio Claro e garantir a segunda colocação na classificação geral do Campeonato Paulista. A vitória por 2 a 0, com gols de Ricardo Oliveira e David Braz, levou o Peixe aos 34 pontos, o que permite o alvinegro praiano a atuar em seus domínios até a fase semifinal da competição.

Nesta quinta-feira, a Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciará a tabela com as datas e horários dos duelos válidos pelas quartas de final. Por enquanto, a única certeza é que o Santos enfrentará o XV de Piracicaba no próximo fim de semana.

Antes disso, porém, a equipe santista terá o segundo jogo contra o Londrina, pela primeira fase da Copa do Brasil. A pedido da diretoria do Peixe, o confronto foi antecipado para às 19h30 desta quarta-feira e acontecerá no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. No duelo de ida, vitória do Santos por 1 a 0.

Para o Rio Claro, o Paulistão termina até bem. Mesmo com a última colocação no Grupo B, os 16 pontos do time foram suficientes para livrar a equipe do rebaixamento nesta última rodada.

O jogo – A partida começou muito bom para o Santos. Sem contar com Lucas Lima, Cicinho e Geuvânio, todos suspensos pelo terceiro cartão amarelo, Marcelo Fernandes deu oportunidade para Marquinhos Gabriel, Gabigol e manteve Vitor Ferraz na equipe. Além disso, resolveu poupar Renato e dar chance a Leandrinho.

Em campo, logo aos 5 minutos de jogo a torcida já soltou o grito de gol da garganta. Marquinhos Gabriel fez boa jogada individual, invadiu a área e, na hora de finalizar, deixou para Ricardo Oliveira. O centroavante só teve o trabalho de escolher o canto e sair para comemorar seu oitavo gol na temporada. O gol também foi de número 5 mil do Peixe em 100 participações em Campeonatos Paulistas.

Aos 12, Robinho quase marcou um golaço. O camisa 7 recebeu pela ponta esquerda, pedalou, fintou a marcação, mas bateu por cima do gol, de pé esquerdo.

O Rio Claro só apareceu com perigo aos 15 minutos, quando Renan Luis aproveitou a brecha nas costas de Vitor Ferraz e fez Vladimir trabalhar.

O Peixe poderia ter ampliado sua vantagem ainda na primeira etapa também com Marquinhos Gabriel, que recebeu lindo lançamento de Robinho e bateu forte, cruzado, mas Richard fez linda defesa. Aos 35, foi a vez do arqueiro parar Gabriel, em finalização de fora da área.

Já aos 40 minutos, Vladimir mostrou que está em grande fase. Após ser o melhor em campo no clássico contra o Corinthians, o substituto de Vanderlei salvou o Peixe de levar o empate após cabeceio de Renan Luis, praticamente a queima roupa.

Na segunda etapa, o jogo caiu de rendimento. O Rio Claro não conseguia esboçar uma reação e praticamente ficou os últimos 45 minutos apenas tentando evitar levar amis gols. Vladimir passou todo o tempo tentando se manter aquecido e aparecia apenas na hora de cobrar tiros de meta.

O Santos, por sua vez, também passou a levar a partida sem muita concentração. Robinho claramente preocupava-se mais em dar dribles a ser efetivo no ataque. Alguns jogadores claramente também se pouparam para as fases finais.

O camisa 7 santista chegou a ter duas chances claras de gol, mas parou no bloqueio dos zagueiros do Rio Claro e na defesa de Richard. Na última oportunidade do atacante, já aos 44, a trave evitou o gol do capitão santista. Porém, na sequência do lance, David Braz completou, de bico, confusão na área a decretou a vitória santista por 2 a 0.

Desta forma, o Santos encerrou a primeira fase na liderança disparada do Grupo D, com 34 pontos, e em segundo lugar no geral, apenas atrás do Corinthians.

Bastidores – Santos TV:

Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 05/04/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 14ª rodada
Local: Arena Corinthians, em São Paulo, SP.
Público: 32.566 pessoas (32.199 pagantes)
Renda: R$ 1.833.746,95
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Anderson José de Moraes Coelho
Cartões amarelos: Fagner e Emerson (C); Valencia, Lucas Lima, Victor Ferraz, Geuvânio e Cicinho (S).
Gols: Felipe (41-1) e Ricardo Oliveira (12-2).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Gil, Felipe e Uendel; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto (Petros) e Emerson; Guerrero (Vagner Love).
Técnico: Tite

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Werley e Chiquinho (Cicinho); Valencia, Renato, Elano (Geuvânio) e Lucas Lima; Robinho (Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



Santos busca empate e encerra série do Corinthians em clássicos em Itaquera

Pela primeira vez em cinco clássicos em Itaquera, o Corinthians não saiu vitorioso. A equipe dominou amplamente o primeiro tempo, mas marcou só um gol e caiu de ritmo após o intervalo. O Santos cresceu na etapa final e buscou o empate por 1 a 1 na zona leste de São Paulo.

Os comandados de Tite tiveram interrompida uma sequência de seis vitórias, porém asseguraram a melhor campanha da fase de classificação do Campeonato Paulista. Com o empate, a formação praiana conseguiu proteger a segunda posição, o que pode lhe render a vantagem de jogar em casa na semifinal.

Poderia ter sido diferente se o Corinthians tivesse aproveitado mais chances no primeiro tempo, mas Guerrero estava em jornada ruim, e Vladimir, bem, só foi superado em cabeceio de Felipe. Na etapa final, sem a força mostrada nos 45 minutos iniciais, os donos da casa levaram o empate em jogada bem construída, concluída em cabeceio de Ricardo Oliveira.

O jogo

Após alguns minutos marcando atrás no começo, o Corinthians ganhou terreno e passou a torturar o Santos com suas triangulações rápidas. O perigo foi crescendo até um lance com chute de fora de Renato Augusto, bola no poste e nas costas de Vladimir, duas novas defesas em conclusões de Guerrero e mais um toque na trave.

Com Elano e Lucas Lima abertos, os visitantes apresentavam dificuldade para penetrar na defesa rival e tiveram seu melhor momento em escanteio desviado por David Braz. Cássio, quase dentro do gol, defendeu, e os donos da casa seguiram sua agressiva busca pela rede.

Guerrero teve duas ótimas oportunidades para finalizar na área, pegando mal em uma e demorando demais para bater na outra. Mas a superioridade do Corinthians no primeiro tempo não ficou sem prêmio. Aos 41 minutos, Jadson bateu escanteio da direita, David Braz falhou, e Felipe subiu livre, botando a bola no canto direito.

Os donos da casa não voltaram do intervalo, no entanto, com a mesma intensidade. Eles se safaram em cobrança de falta perigosa de Elano, substituído pouco depois por Geuvânio. Na primeira jogada do garoto, aos 12, a bola foi da direita para a esquerda, passou por Robinho e foi cruzada por Chiquinho para Ricardo Oliveira marcar de cabeça.

O lance deixou o jogo aberto. Houve chance dos dois lados, com Guerrero e David Braz errando por pouco. O Corinthians tentou imprimir um ritmo mais forte nos minutos finais, com as entradas de Vagner Love e Petros, porém ficaram no empate, que lhe foi suficiente para assegurar o primeiro lugar da fase de classificação.

Santos 2 x 2 São Bento

Data: 29/05/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 13ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.149 pagantes
Renda: R$ 106.920,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Fausto Augusto Viana Moretti
Cartões amarelos: Lucas Otávio e Gabriel (S).
Gols: Renan Teixeira (10-1), Ricardo Oliveira (14-1, de pênalti); Éder (12-2) e Gabriel (22-2)

SANTOS
Vladimir; Vitor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Lucas Otávio (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Crispim), Gabriel (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

SÃO BENTO
Henal; Alex Reinaldo, Wanderson, João Paulo e Marcelo Cordeiro; Éder, Serginho Catarinense, Renan Teixeira (Xandão) e Renan Mota (Chico); Giovanni e Nilson.
Técnico: Paulo Roberto Santos



Antes de clássico, Santos só empata com São Bento na Vila Belmiro

O Santos voltou a tropeçar no Campeonato Paulista, neste domingo, em plena Vila Belmiro. Depois de sofrer sua primeira derrota no ano, que acabou com uma série invicta de 14 jogos da equipe, na última quinta-feira, o time de Marcelo Fernandes ficou apenas no 2 a 2 com o São Bento, de Sorocaba.

O Peixe esteve atrás do placar por duas vezes, graças aos gols de Renan Teixeira e Éder. Ricardo Oliveira, de pênalti, e Gabriel, no segundo tempo, evitaram a segunda derrota seguida.

Com 30 pontos, o Alvinegro praiano se mantém na segunda colocação geral, mas fica a cinco pontos do líder Corinthians e agora tem o São Paulo na sua cola, com 29 pontos.

Na próxima rodada, a 14ª e penúltima da primeira fase, o Santos terá a semana inteira para descansar e treinar de olho no clássico contra o Corinthians, às 16 horas (de Brasília), no próximo domingo, em Itaquera. Já com a liderança praticamente definida nas mãos do Timão, a partida será fundamental para o Alvinegro praiano pelo menos na luta pelo segundo lugar na classificação geral do Campeonato Paulista, o que daria o direito do time de Marcelo Fernandes decidir às quartas e as semifinais como mandante.

O jogo

Mais uma vez com poucos torcedores presentes na Vila Belmiro, o Santos recebeu o São Bento com a obrigação de vencer após sofrer o primeiro revés na temporada, na última quinta. E mesmo com os desfalques de Robinho, Valencia, Cicinho, Chiquinho e Caju, o time de Marcelo Fernandes entrou em campo ciente de que precisava do resultado positivo para não deixar o líder Corinthians se distanciar na tabela de classificação. O Timão, mais cedo, bateu o Bragantino por 1 a 0 e chegou aos 35 pontos.

Em campo, Gabriel foi o jogador mais acionado pela equipe durante toda a primeira etapa. Logo aos 5 minutos, o jovem atacante arriscou da entrada da área e Henal fez grande defesa, no ângulo do gol oposto ao placar do estádio Urbano Caldeira.

No lance seguinte, o camisa10 recebeu no meio da defesa do São Bento e mandou a bola para as redes, porém, a jogada foi corretamente anulada pelo auxiliar.

E na primeira tentativa de ataque da equipe de Sorocaba, Vladimir foi vazado. Após cobrança de escanteio pela direita. Renan Teixeira subiu completamente sozinho e cabeceou de dentro da pequena área para abrir o marcador.

Porém, não deu muito tempo dos visitantes comemorarem a vantagem, porque três minutos depois, Lucas Lima foi derrubado por Serginho Catarinense dentro da área. Ricardo Oliveira cobrou a penalidade no meio do gol e empatou o jogo.

Dai para frente, só deu Santos. Mas Henal mostrou que estava em noite inspirada e salvou o São Bento em chutes de fora da área de Gabriel e Lucas Lima.

Na segunda etapa, o Peixe seguiu com uma atuação apática, desorganizada e, aos poucos, viu o São Bento se encorajando no jogo.

Aos 11 minutos, o goleiro Vladimir, que deve ocupar a vaga de Vanderlei por pelo menos dois meses em função da fratura na face, assustou a torcida santista ao perder o tempo de bola, mas contou com o cabeceio para fora de Giovanni.

Mas o que ninguém esperava, aconteceu. Em contra-ataque nas costas do lateral Zeca, Éder lançou Nilson. O zagueiro David Braz escorregou sozinho e o centroavante do Azulão teve tempo e tranquilidade para tabela com Éder, que encheu o pé. A bola passou em baixo de Vladimir e colocou o São Bento mais uma vez na frente, em plena Vila Belmiro.

Novamente tendo de correr atrás do prejuízo, o alvinegro praiano por pouco não igual o marcador com David Braz, que ganhou de todo mundo e testou para o gol aos 17 minutos. Mas Henal estava implacável e fez linda defesa, antes da bola sair pela linha de fundo.

Aos 22, enfim, Gabriel chegou ao gol. Depois de tanto insistir, o atacante foi mais rápido que a zaga do Azulão e chegou batendo para completar cruzamento de Geuvânio. Tudo igual na Vila.

No fim da partida, Henal mais uma vez brilhou e evitou o gol da virada santista após defender, à queima roupa, a cabeçada de Werley.

Desta forma, o Santos tropeçou em casa diante do São Bento e praticamente deu adeus ao objetivo de terminar a primeira fase do Paulistão na liderança. Domingo que vem, o Peixe encara o Corinthians, em Itaquera.

Bastidores – Santos TV:

Após novo tropeço, Ricardo Oliveira diz que Santos não tem que se preocupar

Há quase cinco meses, o torcedor santista não passava por uma semana tão ruim. Depois de perder para a Ponte Preta, em Campinas, na última quinta-feira, neste domingo, o Peixe empatou com o São Bento, na Vila Belmiro, por 2 a 2, após ficar duas vezes atrás do marcador. Mesmo assim, para Ricardo Oliveira, a equipe ainda não tem com o que se preocupar.

“Não é para isso. Infelizmente não tivemos uma boa atuação. O time deles veio com uma proposta defensiva, fizeram os gols em contra-ataques. Não temos que nos preocupar. Temos que ficar alerta para que isso não se repita nos próximos jogos”, analisou o camisa 9, que marcou o primeiro gol santista, neste domingo, em cobrança de pênalti.

O volante Renato também tentou minimizar o segundo tropeço seguido e ressaltou a importância do time ter evitado a derrota. “Sabia que hoje o jogo seria complicado, infelizmente vacilamos em alguns pontos, mas o importante foi não perder. A gente sabe que temos que buscar as vitórias, mas, infelizmente, não conseguimos”, disse.

Com o empate diante do time de Sorocaba, o time de Marcelo Fernandes agora precisa vencer o Corinthians, em Itaquera, no próximo domingo, e torcer por um tropeço do arquirrival na última rodada para, aliado a uma vitória santista, terminar a primeira fase na primeira colocação. A missão é difícil, mas o zagueiro David Braz garante que a equipe irá buscar a liderança até o fim.

“Enquanto houver chances de lutar a gente vai acreditar. Temos que vencer lá e torcer no último jogo. Hoje tivemos duas falhas, tivemos oportunidades, mas não conseguimos. Infelizmente, não aconteceu”, afirmou o jogador, antes de completar.

“A gente sabia que a cobrança ia ser grande pelos resultados positivos. Mas tem que entender que o futebol é difícil, o campeonato é difícil e, às vezes, não dá para ter a sequência que a gente estava tendo. Mas estamos classificados e é lutar para decidir os jogos em casa”, resumiu.

Marcelo Fernandes lamenta falhas pontuais, mas elogia atuação santista

O empate em 2 a 2 com o São Bento na Vila Belmiro pegou a muitos de surpresa. O Santos liderava o Campeonato Paulista até o início da semana e sustentava uma invencibilidade de 14 jogos. Porém, a derrota na quinta-feira, para a Ponte Preta, quebrou a série positiva. E, neste domingo, o time de Marcelo Fernandes teve de buscar a igualdade no marcador duas vezes para evitar um novo revés. Para o técnico, porém, seus comandados se portaram bem em campo e não houve uma queda de rendimento.

“Não achei, não. O time lutou, caiu para cima o tempo todo. O São Bento veio para se defender, mas acho que a equipe do Santos e portou muito bem, não caiu de produção, a equipe lutou, a torcida veio junto, mas dessa vez não deu”, analisou o treinador, após a partida válida pela 13ª rodada do Estadual.

O treinador evitou, inclusive, relacionar o empate deste domingo aos seus inúmeros desfalques.

“Acho que Cicinho, Valencia, Robinho, Gustavo (Henrique), fazem falta, sim, porque são jogadores de extrema experiência e fariam falta para qualquer time. Acho que o Santos tem um grande grupo e hoje, infelizmente, a bola não entrou. A gente tem que saber que temos que jogar constante o jogo inteiro”, disse o comandante, que também aguarda ainda a recuperação de Chiquinho e Caju, que seguem em tratamento de suas lesões, além do goleiro Vanderlei, que fraturou a face na última quinta e só deve voltar a ficar à disposição em junho.

Apesar de enaltecer o espírito de luta da equipe e a busca pelo gol o tempo todo, Marcelo Fernandes admitiu que os lances que originaram nos gols do time de Sorocaba precisam ser corrigidos o quanto antes.

“Preocupa, sim. Esses momentos de apagão não podem ter. A equipe tem que estar sempre ligada porque no momento das finais isso é importante”, explicou. “São assuntos pontuais que temos que corrigir durante a semana. No segundo gol, foi um contra-ataque, podia ter matado a jogada. No primeiro, outro de bola parada. Já tínhamos falhado nisso em dois gols da Ponte Preta, na quinta, mas a equipe se portou bem”, concluiu.

Agora, o Santos terá a semana inteira para trabalhar e recuperar seus jogadores. Robinho, que estava com a Seleção Brasileira, retorna, assim como Cicinho e Valencia, que cumpriram suspensão automática. E o elenco alvinegro precisa, mais do que nunca, de seus principais jogadores, já que no próximo domingo encara o Corinthians, em Itaquera, em confronto crucial para determinar as posições finais dos times na tabela de classificação a duas rodadas do fim da primeira fase.

Ponte Preta 3 x 1 Santos

Data: 26/03/2015, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 12ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 4.907 pagantes
Renda: R$ 131.070,00
Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho
Auxiliares: Alberto Macedo e Renata Ruel Xavier de Brito
Cartões amarelos: Fernando Bob, Jeferson e Rildo (PP); Cicinho, Valencia e Elano (S).
Cartões vermelhos: Valencia e Cicinho (S)
Gols: Biro Biro (29-1), Bruno Silva (35-1); Gabriel (56s-2) e Rildo (05-2).

PONTE PRETA
João Carlos; Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Jeferson; Josimar, Bruno Silva, Fernando Bob e Renato Cajá (Adrianinho); Biro Biro (Thomás) e Rildo (Roni).
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Vanderlei (Vladimir); Cicinho, Werley, David Braz e Vitor Ferraz; Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Thiago Ribeiro), Gabriel (Elano) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



Ponte acaba com invencibilidade do Santos, que perde a ponta

O Santos chegou para o duelo desta quinta-feira à noite, em Campinas, defendendo uma invencibilidade de 14 jogos. Mas o time de Marcelo Fernandes não resistiu e acabou derrotado pela Ponte Preta no estádio Moisés Lucarelli, que terminou a partida ao som de “olé” vindo da arquibancada.

O jogo teve um primeiro tempo alucinante da Macaca, que fez dois a 2 a 0 com Biro Biro e Bruno Silva. Antes dos cinco minutos da etapa final, Gabriel diminuiu, mas logo Rildo, ex-atacante do Peixe, voltou a fazer a festa da torcida de Ponte.

O Santos ainda terminou a partida com nove jogadores em campo, pois Valencia e Cicinho receberam o cartão vermelho do árbitro do jogo no segundo tempo.

A derrota, além de marcar a primeira derrota do alvinegro praiano em 2015, tira o clube da liderança geral do Campeonato Paulista, já que mais cedo o Corinthians venceu o Penapolense e chegou aos 32 pontos.

O time santista se mantém com 29, com a classificação e a ponta do Grupo D garantidas. Enquanto isso, a Ponte vai aos 25 pontos e se mantém perto de alcançar a segunda vaga do Grupo B.

O jogo

A Ponte Preta entrou em campo decidida a acabar com a série invicta do Santos no Campeonato Paulista. O time de Guto Ferreira iniciou o jogo com a marcação avançada e com muita disposição. O Peixe, sem Robinho, demorou para se encontrar.

Antes dos 10 minutos, o goleiro Vanderlei teve de trabalhar duas vezes em chutes de fora da área de Renato Cajá e Biro Biro. Aliás, o atacante da Macaca infernizou o lateral Vitor Ferraz.

Aos 19, a Ponte Preta quase marcou de novo. Vanderlei dividiu com Rildo. Na sobra, Biro Biro preferiu limpar o lance antes de bater a acabou travado.

Dez minutos depois, a Ponte Preta abriu o placar.

Após cobrança de escanteio, o Santos afastou mal. Renato Cajá lançou para Biro-Biro, que dominou e bateu no ângulo. Foi o sexto gol do jogador, artilheiro do clube de Campinas no Campeonato Paulista.

Aos 34, Gabriel teve uma grande chance para empatar. Gabriel saiu cara a cara com o goleiro João Carlos. O atacante santista driblou o adversário, mas pegou muito mal na bola e viu o goleiro voltar a tempo de evitar o empate.

No lance seguinte veio o castigo. Renato Cajá cobrou falta na área e Bruno Silva mandou a bola para as redes após aproveitar o próprio rebote.

A segunda etapa começou ainda mais eletrizante. Antes do cronómetro marcar o primeiro minuto, o Peixe diminuiu a vantagem dos donos da casa.

Lucas Lima cruzou, Ricardo Oliveira cabeceou, mas João Carlos fez linda defesa. Na sequência do lance, Gabriel aproveitou cruzamento e marcou seu gol.

Porém, o balde de água fria e a prova de a noite não era santista chegou quatro minutos depois. Rildo, atacante que defendia o time de Vila Belmiro até o ano passado, arriscou de fora da área e contou com o desvio em Cicinho para fazer 3 a 1.

Geuvânio chegou a assustar aos 8 minutos, mas novamente parou no goleiro da Ponte Preta e, à partir daí, o Santos parecia entregue em campo.

Irreconhecível, a equipe de Marcelo Fernandes não fez um bom jogo tanto coletivamente quando individualmente. Muitos jogadores estiveram abaixo de seus rendimentos normais e a Macaca apenas administrou o placar até o fim.

Antes do apito final, o Peixe ainda perdeu Valencia, expulso após parar contra-ataque da Ponte quando era o último homem antes do goleiro, e Cicinho, que também recebeu o cartão vermelho, mas por jogada violenta já nos acréscimos.

O susto do confronto ficou por conta Vanderlei. O camisa 1 santista se chocou com Rildo, que sem intenção bateu o joelho no rosto do goleiro. Sangrando muito e com suspeita de fratura, Vanderlei precisou ser substituído por Vladimir e foi direto para o hospital mais próximo com suspeita de fratura no nariz.

Derrota não abala elenco santista: “Não tem alarme a ser tocado”

A derrota para a Ponte Preta nesta quinta-feira à noite acabou com uma série de 14 jogos, 12 nesta temporada, de invencibilidade do Santos. Além disso, a equipe da Baixada Santista perdeu a liderança da classificação geral do Campeonato Paulista para o arquirrival Corinthians, que goleou o Penapolense em casa e ficou três pontos à frente na tabela a três rodadas do fim da primeira fase.

Nada disso, porém, tirou a tranquilidade dos jogadores santistas.

“Talvez, em alguns momentos, faltou calma, mas faz parte do jogo. Enfrentamos um grande adversário, mas volto a dizer que perdemos a primeira na temporada. Não tem alarme a ser tocado, é um toque de atenção”, disse Ricardo Oliveira, que não fez um bom jogo nesta quinta. “Temos jogos para recuperar. Acho que o que deu errado foi a atenção, enfrentamos uma boa equipe, sabíamos da dificuldade, acabamos tendo erros pontuais que complicaram um pouco mais”, analisou o centroavante.

Lucas Lima, que participou do único gol do Peixe no confronto válido pela 12º rodada do Estadual, também minimizou a primeira derrota do time na temporada.

“Sabia que uma hora iríamos perder. Fizemos um primeiro tempo abaixo, tomamos dois gols, depois foi um gol bobo, mas serve de alerta, temos que melhorar a cada jogo”, comentou o camisa 20.

A última derrota santista havia acontecido em novembro, no clássico contra o São Paulo, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Esses números, segundo Lucas Lima, são determinantes para que o elenco não se abale em função do revés.

“Estamos em uma sequência boa que, infelizmente, foi interrompida, mas o trabalho está sendo bem feito, é só ver os números. É bom perdermos também para acertarmos”, finalizou.

Vanderlei vai a hospital com suspeita de fratura; Rildo pede desculpas

Rildo e Vanderlei protagonizaram uma cena forte no segundo tempo do confronto desta quinta-feira entre Ponte Preta e Santos. Durante a vitória por 3 a 1 da Macaca, os dois jogadores se chocaram em uma disputa de bola, e o goleiro santista acabou levando a pior.

Rildo recebeu um passe longo e correu para alcançar a bola. No entanto, Vanderlei chegou primeiro e, com o corpo deslizando pelo gramado, fez a defesa. Porém, o atacante não conseguiu parar e acabou acertando uma forte joelhada no rosto do companheiro de profissão.

“Foi uma infelicidade, eu tentei pular, mas não consegui. Tentei pedir desculpas no campo, mas peço de novo. Já mandei as desculpas pelos meus ex-companheiros, espero que ele se recupere o mais rápido possível”, disse Rildo, logo após a partida no estádio Moisés Lucarelli.

Com uma hemorragia que se iniciou logo após o choque, Vanderlei teve de ser substituído por Vladimir e foi levado ao hospital Mario Gatti, em Campinas.

Acompanhado pelo médico Mauricio Zenaide, o jogador vai realizar uma tomografia da face para que um diagnóstico correto seja feito. Tudo indica que Vanderlei realmente fraturou o local, mas a confirmação só será feita após os resultado do exame.

Ao ser questionado sobre o lance, o técnico Marcelo Fernandes não escondeu sua irritação.

“Foi uma jogada, no meu modo de ver, desnecessária. Está com suspeita de afundamento de um monte de coisa. Eu deixo para vocês (jornalistas) avaliarem. No campo, eu achei desnecessária, porque a bola já estava com ele (Vanderlei). Agora é rezar para que nada de mal aconteça”, afirmou o técnico.

Rildo atuava pelo Peixe até o fim do ano passado e deixou a equipe da Baixada Santista na janela deste início de ano para retornar ao clube de Campinas, onde se destacou em 2013. Ao marcar o terceiro gol da Macaca na vitória desta quinta, o atacante negou que tenha algum tipo de rancor pelo ex-clube.

“Eu tenho um carinho muito grande pelo Santos, não tem gosto especial. Eu fui feliz no Santos, mas hoje estou na Ponte e o mais importante é que consegui ajudar na vitória”, encerrou Rildo.

Marcelo Fernandes culpa 1º tempo ruim por derrota e cutuca arbitragem

A Ponte Preta ditou o ritmo do confronto diante do Santos praticamente durante todo o jogo. Em casa, a Macaca marcou com agressividade e também contou com uma noite infeliz da maioria dos jogadores santistas, nesta quinta-feira. “A Ponte jogou muito bem e nós colaboramos”, resumiu o técnico Marcelo Fernandes.

Na derrota por 3 a 1, o primeiro tempo apático que deixou o placar parcial em 2 a 0 foi dito como o grande vilão e responsável pelo primeiro revés do Peixe no ano.

“O primeiro tempo deixou a desejar, não era o que tínhamos combinado. No intervalo, o pessoal se cobrou muito, mas é normal. A derrota aconteceu, perde todo mundo. Quando ganhava, ganhava todo mundo, vamos dar sequência”, comentou o treinador alvinegro, lamentando os gols oriundos de cobranças de escanteio e uma falta lateral. “A gente não pode dar mole em nenhum momento, tomamos dois gols de bola parada e a gente sempre foi firme nesse setor”, lembrou.

Além de um desempenho abaixo do que o time vem apresentando neste Campeonato Paulista, a partida no estádio Moisés Lucarelli também teve lances polêmicos. O árbitro do jogo expulsou Valencia e Cicinho no segundo tempo, deu apenas um cartão amarelo para Rildo no lance em que o goleiro Vanderlei precisou ser substituído com suspeita de fratura na face e ainda validou o primeiro gol da Ponte Preta no jogo em jogada que o tira-teima mostrou posição irregular de Biro Biro. Estes fatos geraram um incômodo por parte do técnico Marcelo Fernandes.

“Não vou entrar em polêmica de arbitragem, acho que a expulsão do Cicinho foi um pouco pesada, o primeiro gol, pelo que escutei de vocês (jornalistas) tinham jogadores impedidos, o próprio lance do Vanderlei… Se você fez essa pergunta é porque alguma coisa aconteceu, mas eu deixo para vocês analisarem”, se esquivou.

Mesmo diante de uma quinta-feira desastrosa, Marcelo Fernandes evitou lamentações e lembrou que o foi apenas a primeira derrota da equipe depois de 14 jogos. “Temos uma gordura ainda, ainda temos partida domingo, é levantar a cabeça porque vamos voltar a vencer. Vai servir de lição, o pessoal está unido”, finalizou.