Santos 1 x 0 Cruzeiro

Data: 30/08/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 21ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 8.271 pagantes
Renda: R$ 252.400,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Ivan Carlos Bohn (PR).
Cartões amarelos: Marinho, Fabrício e Arrascaeta (C); Ricardo Oliveira e Vanderlei (S).
Cartão vermelho: Fabrício (C)
Gol: Ricardo Oliveira (42-1).

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Bruno Rodrigo, Manoel e Fabrício; Henrique (Arrascaeta), Willians, Marcus Vinícius (Gabriel Xavier), Marinho e Alisson; Vinícius Araújo (Allano).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Lucas Otávio), Renato e Lucas Lima (Léo Cittadini); Neto Berola (Leandro), Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Com golaço de Ricardo Oliveira, Santos vence a primeira fora de casa

Se faltava a primeira vitória fora de casa para, finalmente, estar decretada a ascensão do Santos, ela não falta mais. Com um golaço de Ricardo Oliveira, o Santos venceu o Cruzeiro por 1 a 0, no Mineirão, aumentou sua invencibilidade para dez jogos e chegou à nona posição no Brasileirão.

Mais presente no campo de ataque, o Cruzeiro até criou mais chances que o Santos, mas, ao contrário da equipe santista, não mostrou eficiência ao finalizar. Com a derrota, o time celeste cai para a 16ª posição e só não está na zona de rebaixamento, por ter mais vitórias que o Goiás, 17ª colocado.

Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrenta a Ponte Preta na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Moisés Lucarelli e, dependendo dos desdobramentos da derrota deste sábado, pode ter um novo treinador no comando. O Santos recebe a Chapecoense, na quinta, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo

Pressionado e precisando da vitória a todo custo, o Cruzeiro começou a partida pressionando o Santos no campo de defesa, mas sem criatividade para criar jogadas. A primeira chance do time da casa veio apenas aos 12 minutos, em chute perigoso de Marcos Vinícius, que foi para fora.

Quatro minutos depois, Lucas Lima lançou Neto Berola, e Fábio teve que sair do gol para fazer corte providencial. Com 17 minutos, o Cruzeiro chegou a balançar as redes com Vinícius Araújo, mas o jogador estava impedido, e o impedimento foi marcado.

Linda jogada de Alisson aos 20 minutos. O meia entortou Victor Ferraz e cruzou para Marcos Vinícius, que pegou de bate pronto, mas isolou.

Com um jogo muito amarrado no meio-campo, uma nova chance de gol foi pintar somente aos 34 minutos. Ceará ganhou dividida com Zeca, e a bola sobrou para Marinho. O meia disparou, cortou para o meio e arrematou, porém, a bola passou ao lado do gol de Vanderlei, com muito perigo.

Com 41 minutos, Marinho dominou a bola na intermediária e soltou a bomba. A bola foi para fora, mas assustou o goleiro Vanderlei. Um minuto depois, Ricardo Oliveira mostrou como é que se faz. O centroavante recebeu sozinho e encheu o pé na bola, que foi parar no ângulo de Fábio.

Aos 47, bate-rebate na área cruzeirense. Bruno Rodrigo fez o corte, mas Thiago Maia tocou para Marquinhos Gabriel, que bateu colocado, mas a bola subiu demais.

No segundo tempo, quem chegou primeiro foi o Santos. Aos dois minutos, Lucas Lima envolveu a zaga celeste em jogada com Neto Berola, que cruzou para Ricardo Oliveira. O artilheiro do Brasileirão fez o desvio, mas sem a força necessária para mandar a bola para as redes.

Dez minutos depois, Ricardo Oliveira recebeu na área e bateu colocado, mas, por pouco, a bola não entrou. Aos 14, Alisson obrigou Vanderlei a fazer grande defesa e, no rebote, Allano chutou para fora.

Aos 29 minutos, Arrascaeta fez bela jogada individual pela esquerda e fez o cruzamento na área. A bola chegaria para Alisson marcar, mas Vanderlei conseguiu fazer o corte.

O Cruzeiro quase empatou aos 38 minutos. Willians conseguiu bela arrancada e cruzou para Arrascaeta, que pegou fraco na bola, permitindo a defesa de Vanderlei. No minuto seguinte, Fabrício recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Com 41 minutos, Arrascaeta cobrou falta na área, e Bruno Rodrigo cabeceou por cima da meta de Vanderlei.

Lucas Lima enaltece vitória fora de casa antes de se apresentar à Seleção

Enfim, acabou o jejum do Peixe neste Campeonato Brasileiro. O time de Dorival Jr esteve longe de fazer uma grande partida, mas conseguiu bater o Cruzeiro por 1 a 0 no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, e pôde comemorar sua primeira vitória fora de casa na competição.

“A gente sabia que era um jogo muito importante para colar na frente. Muito feliz pela vitória. O grupo está de parabéns”, disse o meia Lucas Lima, logo depois do apito final.

Apesar da alegria pela vitória, Lucas Lima agora deixa o torcedor santista apreensivo, porque, em grande fase, o camisa 20 deixa o clube de lado nas próximas três partidas para servir a Seleção Brasileira de Dunga.

“Felizmente, tenho que ir pra Seleção. Sempre foi um sonho. Mas fico feliz pelo time”, comentou o jogador, meio sem jeito com a situação.

A vitória do Peixe neste domingo veio graças a um chutaço de Ricardo Oliveira da intermediária ofensiva. No segundo tempo, a equipe claramente apresentou uma queda de rendimento e foi pressionada até os minutos finais pela Raposa. E, na visão de Lucas Lima, a ausência de Gabriel e Geuvânio fizeram com que o time não conseguisse manter o mesmo nível de jogos anteriores.

“Eles são, muitas vezes, a válvula de espape do nosso time. Mas tocamos bem a bola. O grupo é esse. Campeonato Brasileiro é isso. Vamos focar no próximo jogo”, finalizou o articulador de Dorival Jr, que agora se prepara para viajar para os Estados Unidos, onde ficará à disposição de Dunga para os amistosos do Brasil contra as seleções a Costa Rica e dos próprios norte-americanos, nos dias 5 e 8 de setembro, respectivamente.

David Braz comemora fim de jejum e elogia seu companheiro de zaga

O Santos não teve um grande desempenho neste domingo, mas fez o suficiente para vencer o Cruzeiro por 1 a 0 nesta 21ª rodada e acabar com o estigma de não ter vencido nenhum jogo longe da Vila Belmiro. O time até sofreu pressão na parte final do confronto, mas, tudo dentro da normalidade, segundo o zagueiro David Braz.

“A gente está vindo em uma batida muito forte, mas superamos. Sempre difícil jogar aqui no Mineirão. Ainda mais com o Cruzeiro pressionado, precisando ganhar, pela situação que vive. Mas, conseguimos superar a dificuldade”, comentou o defensor, admitindo o alívio com os três pontos, que levam a equipe à nona colocação, com 30 pontos, a quatro do Palmeiras, primeiro dentro do G-4.

“Vitória que estávamos querendo muito. Fora de casa. Espero que seja a primeira de muitas”, disse.

David Braz também comentou a fase e o entrosamento elogiável com Gustavo Henrique. O jovem zagueiro, revelado pelas categorias de base santista, entrou no time contra o Flamengo, na 16ª rodada, logo depois de retornar do Pan-Americano, e não saiu mais do time titular.

“Momento bom. Está ajudando muito a gente. Jogador do grupo. Quando tava fora, estava bem, esperando sua oportunidade. Agora está aproveitando. Espero que ele continue bem e espero que possa nos ajudar com os objetivos”, afirmou o experiente defensor do Peixe.

Dorival valoriza vitória e culpa desgaste por queda de nível técnico

Dorival Júnior não quer saber de críticas pelo desempenho não tão vistoso de seu time neste domingo, diante do Cruzeiro, no Mineirão. Para o técnico do Peixe, a vitória por 1 a 0 tem que ser enaltecida diante de tantas adversidades.

“Realmente não fizemos um jogo tecnicamente bom. É natural que tenha sido muito disputado, brigado, mas tem o seu valor em razão do resultado alcançado”, disse o comandante santista, antes de lembrar que seus comandados vêm atuando duas vezes por semana desde 8 de agosto.

“Senti a equipe bem desgastada em relação ao jogo do Corinthians. Ouvi muito isso após a partida. Mas, mesmo assim, fico feliz porque o Cruzeiro é uma equipe que não está bem no campeonato, mas o que produziu não mostra isso. Foi um grande resultado, diante de um adversário vibrante, que buscou a todo custo. E o Santos, mesmo sem fazer um grande jogo, conseguiu um resultado fundamental”, comentou.

Após o apito final do árbitro, o meia Lucas Lima admitiu que o time sentiu as ausências de Gabriel e Geuvânio. Dorival, que já havia anunciado a entrada de Marquinhos Gabriel, explicou o motivo da entrada de Neto Berola entre os titulares, com Leandro atuando apenas em parte do segundo tempo.

“O Neto teve um problema, ficou quase uma semana parado. Já vinha de uma sequência maior, conhecia o elenco. O Leandro está em um período de adaptação e recuperação de um ano e pouco sem atuar. Vamos precisar ter uma paciência maior com ele.”

Mas nem mesmo a perda de dois importantes atletas faz Dorival Júnior parar para lamentar. Há dez jogos sem perder (oito vitórias e dois empates, somando Brasileiro e Copa do Brasil), o treinador realmente se preocupa é com a maratona de partidas que poderá atrapalhar a ascensão da equipe, agora a apenas quatro pontos do G4.

“Não digo só superação porque acho que duas alterações você tem por obrigação tentar corrigir e valorizar as peças que entram. Superação pela sequência absurda de jogos que temos enfrentado, e sem mudar peça nenhuma. Foi natural a postura que a equipe teve, enfrentando a situação e tendo um adversário complicado”, esbravejou, antes de finalizar.

“Temos que valorizar o resultado alcançado. Isso mantém a evolução que a equipe vem tendo rodada a rodada. Recuperamos aquilo que foi deixado e a manutenção de uma posição.”

“Temos que nos virar”, diz Dorival sobre ida de Lucas Lima à Seleção

Dono de cinco assistências e três gols neste Campeonato Brasileiro, Lucas Lima é muito mais importante para o Santos do que mostram os números. Dificilmente um lance de gol do Peixe não passa pelo pé do camisa 20, responsável solitário, muitas vezes, por abastecer Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira, o trio de atacantes do Peixe.

Agora, porém, Lucas Lima se transformou em dor de cabeça não para os técnicos adversários, e sim para Dorival Júnior. Convocado por Dunga para se juntar ao grupo da Seleção Brasileira, Lucas Lima desfalcará o Santos nas três próximas rodadas do Brasileirão (22ª, 23ª e 24ª).

“É natural que quando você alcança uma adaptação e faz com que uma equipe se conheça, como está se conhecendo…”, disse o treinador santista, no que seria uma frase de lamentação. Antes disso, no entanto, Dorival mudou o discurso.

“Mesmo assim, acho que temos que nos virar. O Lucas Lima tem sido muito importante, mas temos que conviver sem a presença do Lucas. Jogar como se fosse com ele em campo”, avisou.

Lucas Lima não estará à disposição do alvinegro praiano já na próxima quinta-feira, contra a Chapecoense, na Vila Belmiro. Depois, desfalca o time contra o Sport, em Pernambuco, e fica de fora do clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro. A tendência é que Marquinhos Gabriel, que já iniciou a partida contra o Cruzeiro, ganhe sequência no time titular.

Corinthians 1 x 2 Santos

Data: 26/08/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo de volta
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo, SP.
Público: 37.338 pagantes
Renda: R$ 2.353.824,50
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Marcio Eustaquio Santiago (MG)
Cartões amarelos: Vagner Love, Bruno Henrique, Felipe e Gil (C); Ricardo Oliveira e Lucas Lima (S).
Gols: Gabriel (14-1); Ricardo Oliveira (19-2) e Romero (27-2).

CORINTHIANS
Cássio; Edílson, Felipe (Edu Dracena), Gil e Uendel; Ralf; Matheus Pereira (Romero), Bruno Henrique (Cristian), Renato Augusto e Malcom; Vagner Love.
Técnico: Tite

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Leandrinho), Renato e Lucas Lima; Gabriel (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Geuvânio (Chiquinho).
Técnico: Dorival Júnior


Santos faz valer DNA, elimina o rival Corinthians e avança na Copa do Brasil

O Santos é sempre Santos. Pouco importa o momento. Se a fase é boa ou ruim, o DNA ofensivo do Peixe está ali, no sangue de um menino da vila, no suor de um experiente atacante e até nas ondas cerebrais de um craque lapidado à moda santista. Nas oitavas de final da Copa do Brasil, tudo deu certo. Tão certo que nem mesmo o líder do Brasileirão foi páreo. Nesta quarta-feira, em Itaquera, na casa do maior rival, o Santos fez 2 a 1 no Corinthians (já tinha vencido por 2 a 0 na Vila Belmiro), com gols de Gabriel e Ricardo Oliveira, e avançou às quartas de final do torneio.

Se Tite conseguiu reinventar o Timão nos pontos corridos do Brasileirão, Dorival Júnior fez algo semelhante com o Santos nesse mata-mata. Com o futebol apresentado nos duelos das oitavas, o Peixe aparece como um dos favoritos. Ao Corinthians, então, cabe foco total na manutenção da liderança do Brasileirão. Mas é preciso superar mais uma eliminação em sua nova casa. Antes, o time de Tite havia sofrido quedas para o Palmeiras, no Paulistão, e Guaraní, na Libertadores.

Quem esteve de olho nos jogadores de Corinthians e Santos nesta quarta-feira, na arena, foi Dunga, técnico da seleção brasileira.

O adversário do Santos nas quartas de final da Copa do Brasil será definido em sorteio, marcado para a próxima segunda-feira. As partidas serão nos dias 23 e 30 de setembro.

Líder do Campeonato Brasileiro, o Corinthians volta a campo pela Série A no domingo, às 16h, para encarar a Chapecoense, em Chapecó. O Santos, em ascensão na competição, encara o Cruzeiro, também no domingo, só que às 18h30, no Mineirão, em Belo Horizonte.

O jogo

Tite foi obrigado a mudar o Corinthians para essa partida decisiva. A lesão muscular de Jadson e os desgastes de Fagner e Elias fizeram Matheus Pereira, Edílson e Ralf ganharem oportunidade. Do lado do Santos, nenhuma mudança. Nem no time, muito menos na postura. Muito embora já tivesse construído vantagem de 2 a 0 no jogo de ida, na Vila, o Peixe não se escondeu.

O clima criado pela torcida corintiano jogou o Timão para o ataque. Era necessário mesmo. Mas uma jogada espetacular de Lucas Lima derrubou o ímpeto dos donos da casa. O meia santista, aos 14 minutos, deu belo lançamento para Geuvânio. Ele cruzou na medido para Gabriel abrir o placar e complicar a vida do Corinthians, que passou a precisar de quatro gols para classificar.

Autor do gol, Gabriel sentiu lesão muscular logo na sequência e deixou o gramado. E o Timão, então, tentou se reorganizar em busca de uma difícil reação. Bem articulado no meio de campo, o time de Tite tinha dificuldade para penetrar na área do Santos. Renato Augusto, com chutes de fora da área, era a principal arma. Na defesa, Cássio salvou dois chutes de Ricardo Oliveira.

O experiente atacante, porém, não desistiu. Com o Santos sem abdicar do ataque, vez ou outro ele aparecia em boa condição. Ricardo Oliveira chutou por cima, parou em Cássio, mas acertou o alvo aos 19 minutos. Marquinhos Gabriel aproveitou brecha na zaga adversária e cruzou para o camisa 9 completar para o gol, sem chance para o goleiro corintiano. Na comemoração, bola por baixo da camisa para homenagear a esposa grávida.

A vantagem santista aumentava ainda mais o nível de dificuldade da missão corintiana. Só cinco gols dariam a classificação. Chances remotas com tão pouco tempo. Mesmo assim, Romero, aos 27 minutos, recebeu na grande área e bateu cruzado para diminuir. Tarde demais para reagir. A vaga nas quartas de final da Copa do Brasil é do Santos e do seu DNA ofensivo.

Bastidores – Santos TV:

Santos impõe terceira eliminação seguida ao Corinthians em Itaquera

O torcedor do Corinthians gosta de dizer que, se “caiu em Itaquera, já era”. No quarto confronto eliminatório decidido na zona leste de São Paulo desde a inauguração do novo estádio, a equipe caiu pela terceira vez seguida, desta vez diante do Santos, que avançou às quartas de final da Copa do Brasil.

Tite, que não esconde sua falta de confiança em atletas recém-promovidos aos profissionais, escalou pela primeira vez um meia de 17 anos para reverter a derrota de 2 a 0 da Vila Belmiro. O talentoso Matheus Pereira não fez o suficiente para evitar que os donos da casa perdessem novamente, por 2 a 1, e dessem adeus à disputa.

Apesar do empenho da arquibancada, o Corinthians muito pouco produziu na zona leste de São Paulo. Mais competente, o Santos já faria por merecer a classificação pelo simples fato de levar a sério o embate. Em campo, comprovou que era o alvinegro a estar nas quartas de final – com adversário a ser conhecido em sorteio da CBF.

No primeiro tempo, diante da falta de criatividade do adversário, a equipe do litoral construiu bem um contra-ataque – concluído por Gabriel – para definir o confronto. Bastou algum equilíbrio após o intervalo para que a vaga na próxima fase fosse confirmada, com gol de Ricardo Oliveira. Ángel Romero descontou.

Entre seriedade e vibração, jogadores do Peixe comemoram classificação

Logo após o apito final do árbitro nesta quarta, os jogadores do Santos puderam comemorar de verdade a classificação às quartas de final da Copa do Brasil em cima do Corinthians, em Itaquera. A vitória por 2 a 1 empolgou os alvinegros praianos, que já haviam vencido na Vila por 2 a 0. Todos os atletas foram em direção a pequena torcida que se acumulou próxima a uma bandeira de escanteio do estádio rival.

“É diferente. A gente sabe o peso que tem o clássico. Estamos muito atentos desde o primeiro jogo, por isso classificamos”, comentou Lucas Lima.

“Foi difícil. A equipe deles é forte aqui, mas estávamos preparados. Conseguimos suportar a pressão. Merecida a classificação”, discursou David Braz.

Ricardo Oliveira, autor do segundo gol do Peixe, enalteceu a força de grupo do time comandado por Dorival jr.

“É um elenco muito dedicado. Entregue a todas as partidas. A família, amizade fora do normal, respeito”, explicou o camisa 9, antes de ressaltar a importância da equipe não ter se baseado na vantagem construída no primeiro clássico.

“Nós nunca achamos que já estava ganha. Mesmo. Terminou o jogo na Vila, fechamos no vestiário para focar no jogo seguinte, contra o Avaí, pelo Brasileiro. Depois pensar no Corinthians. Nunca colocamos em dúvida nossa capacidade. Viemos aqui para colocar eles em dificuldade e conseguimos”, completou.

Dorival ignora placar, comemora vaga e se nega a priorizar a Copa do Brasil

O Santos não vencia uma partida fora de casa desde 15 de abril, quando bateu o Londrina pela Copa do Brasil, em São José dos Campos. Nesta quarta, a equipe garantiu sua vaga nas quartas de final da competição batendo o Corinthians por 2 a 1 em Itaquera, quebrando o jejum de pouco mais de quatro meses. Apesar disso, o técnico Dorival Jr deu de ombros para o feito e enalteceu a classificação.

“O objetivo aqui era passar de fase. Se acontecesse com vitória ou não, seria importante de qualquer maneira. Não virou uma obsessão. A equipe está jogando bem. A qualquer momento as vitórias começariam a acontecer fora de casa”, disse o treinador, que agora chega a nove jogos de invencibilidade pelo Peixe.

“A equipe é jovem, está começando a conhecer a força que possui. É uma competição tão difícil quanto o Brasileiro. Foi um resultado importante, sim. Mas agora é focar no Brasileiro, já com jogo complicado”, avisou.

Em 11º no campeonato por pontos corridos, o Santos dificilmente terá a oportunidade de brigar no topo da tabela com apenas um turno em jogo e também já não demonstra mais qualquer risco de queda. Um cenário propício para priorizar a Copa do Brasil, competição que pode dar um título e uma vaga na próxima Libertadores da América para o alvinegro praiano em mais seis jogos. Mas, não. Dorival fez questão de ressaltar que esse não será o planejamento do Peixe daqui para frente.

“Não podemos perder nenhuma das competições. Estamos alcançando um princípio de recuperação no Brasileiro. Não vamos abrir mão de nenhuma. Vamos tentar manter o que estamos fazendo. Abrindo mão de trabalho, treinamento, para que os jogadores possam voltar a normalidade”, explicou.

“Em algum momento podemos perder com isso, mas é isso. Eu nós quero e espero que a equipe mantenha a postura que vem tendo. Tem sido assim. Hoje pusemos muita intensidade e novamente conseguimos o resultado”.

Lucas Lima ri de pancadas e ainda não pensa em titularidade na Seleção

A boa fase de Lucas Lima parece não ter fim. Nessa quarta, o camisa 20 do Santos de novo foi crucial para a equipe conseguir a vitória. Com uma bela enfiada do meia, Geuvânio recebeu em velocidade e pôde dar a assistência para Gabriel marcar e praticamente liquidar o Corinthians em Itaquera.

O clássico terminou 2 a 1 para o Peixe, que segue na Copa do Brasil. Para Lucas Lima, o jogo ainda teve um algo a mais, em função da presença de Dunga, técnico da Seleção Brasileira, no estádio corintiano. Convocado pela primeira vez na carreira, o jogador vai defender o Brasil nos amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, em 5 e 8 de setembro, respectivamente. Pensou e riu ao ser questionado sobre a chance de ser titular.

“Eu deixo para ele decidir. Só de ser convocado já fico muito feliz. Não sei. Minha primeira convocação”, comentou, escolhendo as palavras para não polemizar.

Para se manter bem e em evolução, o jogador também tem passado por cima da forte marcação de seus adversários. Nessa quarta, contra o Corinthians, o meia mais uma vez teve de suportar algumas pancadas e até brincou com a situação. “A gente está acostumado a uma marcação mais forte o tempo todo. Isso faz parte. É até legal. É ‘da hora’. Os caras gostam de intimidar, dar pancada, mas não ligo, não”, contou, sem segurar a risada.

Classificado na Copa do Brasil, o Santos agora volta as atenções para o Cruzeiro, que caiu na competição nesta quarta. O duelo de domingo, porém, é pelo Campeonato Brasileiro e Lucas Lima quer atenção para o time não perder o embalo, mesmo atuando no Mineirão.

“A gente vem provando a cada jogo. Cada jogo vem sendo uma final. Temos que ganhar. Queremos subir mais na tabela”, explicou, antes de analisar os motivos que fizeram a equipe deixar a zona de rebaixamento e emendar uma sequência de nove jogos invicta.

“Acho que ele (Dorival Junior) melhorou nossa equipe. Qualificou nossa defesa. Nós, jogadores, mudamos de atitude. Juntamos tudo e deu nisso que vocês estão vendo. Desde o começo do ano, a gente vem desacreditado. Mas nosso time está voltando ao normal, voltando a jogar bem”, ressaltou.

Dorival não poderá contar com Lucas Lima, após o jogo diante do Cruzeiro, nas três partidas seguintes, contra Chapecoense (em casa), Sport (fora) e São Paulo (em casa). Neste período, o meia estará com a Seleção Brasileira.

Empolgado com vitória do Santos, Gabriel faz exames nesta quinta

Gabriel ficou apenas 14 minutos em campo nessa quarta, contra o Corinthians. Foi o suficiente para marcar um gol e deixar a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil encaminhada. No lance seguinte, o jogador sentiu o músculo posterior da coxa direita e pediu para ser substituído.

“Não temos uma certeza. Só na quinta, talvez”, disse brevemente o técnico Dorival Junior, após o jogo que acabou com a vitória por 2 a 1 do Peixe.

O camisa 10, no entanto, não demonstrou qualquer abatimento com a lesão e dificilmente será desfalque para os próximos confrontos. Ainda em Itaquera, o jovem atacante era só alegria com a classificação da equipe.

“Muito importante por ser fora de casa. Muito contente pelo gol. É uma jogada que a gente treina bastante. Graças a Deus, deu certo e estou muito feliz”, comentou, lembrando que a vitória tem mais peso por ser fora de casa, feito que o Santos não alcançava desde o dia 15 de abril.

“Sim, com certeza. A gente estava merecendo. A gente vem jogando bem fora de casa. Que isso possa embalar, dar confiança, para que a gente vença fora de casa domingo”, afirmou, já de olho no duelo contra o Cruzeiro, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro.

Quando questionado sobre sua sequência de bons jogos e gols, Gabriel não pensou duas vezes e fez questão de dar todos os méritos ao técnico. “Devo tudo a ele, praticamente. Ele que me deu confiança, acreditou em mim. Quando o jogador tem confiança é a melhor coisa que pode acontecer. Ele me deu sequência. Isso, quer queira ou não, dá confiança”, explicou, antes de cravar o clube na briga pelo título a Copa do Brasil.

“Sim. Elenco forte, Campeão Paulista. A gente teve uma quedinha, sim. Mas, normal”, concluiu.

Geuvânio brinca com duelo particular com zagueiro Felipe: “Gostoso”

Geuvânio não marcou gol nesta quarta, mas foi importante no lance que abriu o placar para os santistas diante do Corinthians. O Caveirinha recebeu enfiada de Lucas Lima e deixou Gabriel livre para estufar as redes. Depois da vitória por 2 a 1 e a classificação garantida, o camisa 11 do Peixe também falou sobre o duelo particular que travou com o zagueiro Felipe. Os dois chegaram a se desentender, foram chamados pelos árbitro e trocaram provocações. Porém, para o atacante, tudo normal.

“Acontece. Clima do jogo. Quero ganhar, eles também. Gostoso. Está faltando rivalidade no futebol”, disse o jogador.

Geuvânio também ressaltou a importância de ter aberto a vantagem de 2 a 0 no primeiro confronto, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

“Com certeza, a gente fez o resultado dentro da nossa casa. E veio com uma postura aqui de quem não ia ficar esperando. Ia procurar gol”, comentou.

Mas o discurso cauteloso imperou mesmo diante de muita comemoração dos atletas alvinegros. A vaga e manutenção da série invicta da equipe, agora de nove jogos, não deixa Geuvânio se empolgar muito.

“Tem muito chão ainda. A gente sabe disso. (A equipe) Não ganhou nada. Vamos nessa humildade. Pés no chão. Mas a gente está muito concentrado no que estamos fazendo dentro de campo. Vamos em busca do titulo”, avisou.

Ricardo Oliveira descobre que será pai no ônibus e valoriza jogo “especial”

Ricardo Oliveira é conhecido por sua dedicação nos treinamentos, o empenho em se manter bem fisicamente, sua devoção religiosa e seu faro de gol. Mesmo aos 35 anos, o camisa 9 do Peixe provou mais uma vez que tem muito talento para oferecer. Artilheiro do Campeonato Paulista e também isolado na artilharia do Campeonato Brasileiro, o centroavante deixou sua marca pela Copa do Brasil, nesta quarta, em Itaquera, e garantiu a vitória do Santos por 2 a 1, em cima do Corinthians.

Na comemoração, veio a surpresa. A bola na barriga, estufando a camisa revelou uma notícia que chegou poucos minutos antes do clássico decisivo. Ricardo Oliveira será pai novamente. “Consegui me conter bem dentro do ônibus, quando recebi a notícia, no caminho para o estádio. Aqui no vestiário, também não falei nada. Estava esperando realmente esse momento do gol, até porque minha esposa me pediu para fazer e dedicar a ela”, contou, admitindo que ficou tocado com tudo o que aconteceu.

“Para ser sincero, minha motivação sempre vai estar 100% a cada jogo, mas a alegria da notícia foi muito grande. Poder entrar em uma decisão, diante de uma grande equipe, com estádio cheio, fazer o gol e a dedicatória… Foi uma noite inesquecível, especial, porque conseguimos o objetivo e pude dedicar o gol”, comentou.

Recentemente, o Santos renovou contrato com seu principal goleador até 2017. O novo vínculo surpreendeu muita gente, já que Oliveira terá 37 anos ao fim do contrato. O jogador encara a situação como uma vitória e ainda evita falar em aposentadoria.

“Para continuar jogando futebol em alto nível, tem que se dedicar muito. Isso é resultado de uma dedicação de muitos anos, e um entendimento que eu preciso de um boa técnica, uma boa preparação. Não é fácil”, afirmou, postergando o pensamento sobre o fim da carreira.

“Já falei que a melhor resposta que posso dar é jogo após jogo. Enquanto o corpo não cansar, espero que demore, vou continuar jogando. É o que já disse antes. Quando você pensa em aposentadoria, começa a bloquear a competitividade automaticamente. Então, procuro nem pensar nisso”, finalizou.

Tite diz que melhor time sobreviveu, mas vê exagero no placar agregado

Tite reconheceu que o Corinthians não mereceu permanecer na Copa do Brasil. Só não esperava perder duas partidas para o Santos – por 2 a 0 na Vila Belmiro e por 2 a 1 em Itaquera, nesta quarta-feira –, o que evidenciou a superioridade do rival na mata-mata.

“Considero o placar agregado em demasia pelo desempenho nos dois jogos. O Santos mereceu passar principalmente pelo primeiro tempo que fez na Vila, em que procurou, agrediu e aproveitou o seu bom momento técnico, com atletas com a confiança alta”, elogiou.

De qualquer maneira, foi em Itaquera que o Corinthians acabou eliminado. Pela terceira vez consecutiva em um mata-mata, já que havia saído do Campeonato Paulista em um confronto com o Palmeiras e da Copa Libertadores da América diante do Guaraní, do Paraguai, também na Zona Leste de São Paulo.

“Não jogamos contra o Guaraní. Não estou aqui para justificar nada, mas, desta vez, fizemos modificações porque alguns jogadores deram sinais de que poderiam estourar. Existia um desgaste maior. O torcedor também é inteligente e viu o nosso desempenho e o momento que o Santos atravessa”, disse Tite.

O fato de o Corinthians liderar o Campeonato Brasileiro ajudou parte da torcida a relevar mais uma queda diante de um rival. Ainda assim, houve gritos para avisar o time que “o Brasileiro virou obrigação” ao final da segunda derrota para o Santos na Copa do Brasil.

“O torcedor soube reconhecer, então fica o meu agradecimento ao público”, insistiu Tite, agora exclusivamente preocupado com os pontos corridos da competição nacional.

Irritado com comentários, Tite diz não ter deixado de lado Copa do Brasil

Tite mostrou bastante irritação com os comentários relativos à eliminação do Corinthians na Copa do Brasil. Dando clara prioridade ao Campeonato Brasileiro, o time revoltou parte de sua torcida ao usar uma formação alternativa no fracasso diante do rival Santos, mas o treinador não quer ouvir críticas.

O assunto ainda nem tinha sido mencionado na entrevista concedida pelo gaúcho na sexta-feira quando ele começou seu desabafo – que se estendeu até sem microfones, após o término da conferência. Questionado sobre a equipe que enfrentará a Chapecoense no domingo, aproveitou para se posicionar.

“Deixa eu colocar uma situação. De novo, ela me incomoda. Gostaria de que as pessoas me respeitassem. O técnico Tite não faz as coisas que ele quer. Está em uma hierarquia. Ele tem autonomia para a escalação, mas não define quem fica fora do jogo, não tem essa prerrogativa. Ele respeita seu lugar”, afirmou.

Com quase 40 mil pessoas em Itaquera, Fagner, Elias e Jadson foram poupados do clássico da última quarta-feira. Tite só havia confiado no garoto Matheus Pereira para atuar em quatro minutos como profissional, mas resolveu escalar o meia de 17 anos em um mata-mata contra um rival. Só não diga a ele que o Brasileiro foi priorizado.

“Se não jogaram o Jadson, o Elias e o Fagner, foi de forma consensual, diretiva, com seu presidente, passando por todos”, acrescentou, dizendo que a utilização desses jogadores traria riscos de lesão e insistindo que a decisão não foi sua. “Não é o técnico que faz, não é o Tite. Por favor, não coloquem assim.”

O desabafo gerou novos questionamentos e novos momentos de irritação de Tite, que adotou uma de suas linhas de raciocínio favoritas. Depois de dizer “você não entendeu” a um repórter e perguntar o nome de outro que o incomodou, disse que “cada pessoa tem seu nível de conhecimento” e pôs sua credibilidade acima da dos demais.

“Tenho inteligência, grandeza. Quando eu menti para vocês? Posso não comentar alguma coisa, mas não minto. Quando diz que o Tite não quer (usar o time titular), é desrespeito comigo. Isso me incomoda, sim”, afirmou, antes de repetir, sem rubor, que o Campeonato Brasileiro não foi colocado acima da Copa do Brasil. “Não foi priorizar. Não deixou de lado. Perdemos porque o Santos foi melhor”.

Santos 5 x 2 Avaí

Data: 22/08/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 20ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.036 pagantes
Renda: R$ 289.880,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Alessandro Rocha Matos (BA) e Marcelo Barison (RS)
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); Jéci, Romário e Adriano (A).
Gols: Gabriel (10-1), Thiago Maia (13-1) e Léo Gamalho (29-1); Ricardo Oliveira (02-2), Nilson (35-2), Léo Gamalho (37-2) e Lucas Lima (47-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz; Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Gabriel (Leandro), Ricardo Oliveira (Nilson) e Geuvânio (Marquinhos Gabriel).
Técnico: Dorival Júnior

AVAÍ
Diego; Nino Paraíba, Antônio Carlos, Jéci e Marrone (Romário); Adriano, Pablo, Tinga (Roberto) e Camacho; Rômulo (Conrado) e Léo Gamalho.
Técnico: Gilson Kleina



Santos volta a se impor na Vila e constrói goleada sobre Avaí

O Santos não encontrou maiores dificuldades para se impor diante do Avaí na Vila Belmiro. De uniforme cinza, a equipe alvinegra foi superior na maior parte do confronto, na noite de sábado, e construiu sem grandes sustos sua sétima vitória em sete jogos dentro de casa desde o retorno do técnico Dorival Júnior: 5 a 2.

O resultado não fez mais do que deixar a formação paulista no meio da tabela do Campeonato Brasileiro, com 27 pontos, mas permitiu, no segundo tempo, o descanso de alguns jogadores para o duelo com o Corinthians, na próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil. Estacionado nos 20, o Avaí entrou na zona de rebaixamento.

Em pouco mais de dez minutos, o Santos já havia aberto vantagem de dois gols: Gabriel completou, atrapalhado, cobrança de escanteio de Lucas Lima, e Thiago Maia fez boa finalização da entrada da área. Léo Gamalho, no entanto, recebeu nas cosas da defesa e manteve os visitantes no jogo até o intervalo.

Na etapa final, Ricardo Oliveira praticamente matou o jogo, logo aos dois minutos. O gol permitiu três substituições e botou em campo Nilson, autor do quarto gol. Léo Gamalho voltou a descontar, sem efetivamente criar qualquer esperança de reação na Vila. Já nos acréscimos, Lucas Lima bateu pênalti inexistente para fechar a contagem.

O jogo

O comportamento agressivo do Santos não demorou a render frutos. Ricardo Oliveira parou no goleiro Diego, mas, aos dez minutos, Lucas Lima bateu escanteio venenoso da direita. Após a saída em falso do goleiro, Gabriel chegou a se atrapalhar e, a um passo da linha, acertou o travessão. O rebote se ofereceu ao atacante para o gol.

Três minutos depois, uma bonita triangulação com participação de Geuvânio e Ricardo Oliveira acabou em conclusão de Thiago Maia no canto esquerdo. Só com dois gols de desvantagem o Avaí começou a avançar um pouco mais. Aos 29, Léo Gamalho recebeu nas costas da defesa e bateu cruzado para balançar a rede.

O Santos voltou do intervalo disposto a matar o jogo e o fez rapidamente. Aos dois minutos, Ricardo Oliveira recebeu de Geuvânio na esquerda, entrou na área com um toque na bola e finalizou de pé esquerdo, no canto direito do goleiro, deixando o triunfo bem encaminhado.

Começaram, então, as substituições de olho no confronto da próxima quarta, contra o Corinthians, em Itaquera. O Santos venceu o duelo de ida por 2 a 0, na Vila Belmiro, e visitará seu principal rival com boa vantagem na tentativa de ir às quartas de final da Copa do Brasil.

Geuvânio, Ricardo Oliveira e Gabriel foram substituídos por Marquinhos Gabriel, Nilson e Leandro. E uma jogada construída por Leandro, que errou passe e deu sorte, foi bem concluída por Nilson. Dentro da área, pela direita, o atacante bateu rasteiro para caracterizar uma goleada, aos 35.

Léo Gamalho voltou a marcar para o Avaí, dois minutos depois, completando de pé direito na entrada da pequena área após cruzamento e desvio de cabeça. Para fechar o placar, Lucas Lima agradeceu o pênalti dado por Leandro Pedro Vuaden quando ele tropeçou na área. A batida foi bem executada, aos 47, no canto esquerdo, e fez o Santos ir com ainda mais moral ao clássico em Itaquera.

Bastidores – Santos TV:

Satisfeito com produção do Santos, Dorival fala em “arrancada”

Dorival Júnior ainda adota alguma cautela, mas enxerga uma realidade diferente da que encontrou no retorno ao Santos. A equipe que lutava para escapar da zona de rebaixamento vem de boas partidas, está no meio da tabela do Campeonato Brasileiro e permite ao treinador sonhar com mais.

“Os jogadores deram uma resposta à altura do que esperávamos. Não posso pontuar coisas ruins”, afirmou, referindo-se especificamente à vitória por 5 a 2 sobre o Avaí, na noite de sábado, o sétimo triunfo em sete partidas na Vila Belmiro desde sua contratação.

“Mantendo essa postura, é natural que daqui a pouco a gente se consolide e vislumbre uma nova possibilidade. Começamos a caminhar em um segundo momento, a consolidação. Precisamos seguir essa caminhada para que tenhamos forças para brigar por coisas melhores na competição”, comentou Dorival.

Com 27 pontos, o Santos terminará a 20ª rodada do Nacional entre a décima e a 12ª colocação. A distância para a zona da degola será de ao menos seis pontos, porém o comandante alvinegro toma muito cuidado para demonstrar tranquilidade com essa diferença.

“Temos obrigação de nos manter na faixa do meio da tabela. Depois, podemos pensar em uma arrancada, em buscar outra situação. Estamos começando a passar aquela situação inicial. Espero que não voltemos. O Brasileiro é perigoso. Em duas, três rodadas, o discurso pode mudar. Não queremos mais voltar. E desejamos uma briga mais intensa por uma posição melhor”, concluiu o técnico.

Ricardo Oliveira quebra jejum após pênaltis perdidos e nega ansiedade

Após três partidas sem marcar, perdendo pênaltis em duas delas, Ricardo Oliveira quebrou o jejum na noite de sábado, na vitória por 5 a 2 do Santos sobre o Avaí. O atacante fez o terceiro gol do Santos na Vila Belmiro e negou que estivesse aflito com o período em branco.

“Com toda a sinceridade, eu não estava ansioso”, disse o centroavante, admitindo que a percepção do técnico Dorival Júnior era diferente. “Ele me abraçou e falou para eu ter calma, que eu estava ansioso, acho que teve essa percepção. Sei fazer gols. A bola não entrava, mas sabia que ia entrar. Nunca me afobei.”

Se não se afobou, Ricardo Oliveira mostrou algum aborrecimento com os erros em jogos anteriores. “Confesso que estava incomodado. Nunca é bom ficar tanto tempo sem fazer gols. Mas entramos em campo tranquilo, sem pensar no Corinthians. Se pensássemos, teria sido ruim”, comentou.

Quando ele balançou a rede de pé esquerdo, no entanto, Dorival começou a pensar no clássico. Com vantagem de 2 a 0 nas oitavas de final da Copa do Brasil, começou a dar descanso a alguns titulares, começando suas substituições justamente com o atacante de 35 anos.

“Primeiro, quis deixar que ele fizesse o gol. Depois, a saída foi no sentido de poupar mesmo”, comentou o treinador, que previu dificuldades no estádio de Itaquera. O duelo com o Corinthians por uma vaga nas quartas de final está marcado para a noite de quarta-feira.

Como tirou Ricardo Oliveira, ele não estava em campo para bater o pênalti conseguido por Lucas Lima já nos acréscimos. O meia tropeçou no gramado e não conseguiu explicar por que Leandro Vuaden apontou a marca penal. “Alguma coisa me desequilibrou ali, nem sei o que foi. Eu caí”, sorriu.

Geuvânio suspenso
Por falta cometida ainda no primeiro tempo, Geuvânio recebeu o terceiro cartão amarelo no triunfo alvinegro sobre o Avaí. O atacante cumprirá suspensão no próximo final de semana, na visita que a formação da Vila Belmiro fará ao Cruzeiro no Mineirão.

Santos 2 x 0 Corinthians

Data: 19/08/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo de Ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.383 pagantes
Renda: R$ 678.150,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Danilo Ricardo Simon Manis (ambos de SP)
Cartões amarelos: Lucas Lima (S) e Fagner (C).
Gols: Gabriel (31-1) e Marquinhos Gabriel (33-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Paulo Ricardo); Geuvânio (marquinhos Gabriel), Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Bruno Henrique, Elias, Renato Augusto e Jadson (Danilo); Malcom (Mendoza) e Luciano (Vagner Love).
Técnico: Tite



Peixe faz 2 a 0 na Vila e abre boa vantagem em cima do Corinthians

O Santos abriu uma vantagem importante no primeiro duelo contra o Corinthians pelas oitavas de finais da Copa do Brasil. Na Vila Belmiro, o time de Dorival Jr fez 2 a 0 no seu arquirrival no inédito encontro entre as equipes pela competição.

O clássico desta quarta teve dois tempos distintos. Na primeira etapa, só deu Peixe. O Corinthians sequer chutou a gol e o time da casa acabou sendo premiado com o gol de cabeça de Gabriel, após lindo lançamento de Lucas Lima. Na etapa final, o Corinthians fez o que se esperava. Passou a dominar as ações e, mesmo deixando espaço para os contra-ataques, buscou o gol de empate a todo momento. Porém, em contra-ataque, o alvinegro praiano marcou seu segundo gol no jogo com Marquinhos Gabriel, de novo com assistência de Lucas Lima, melhor jogador em campo.

Além do revés, outra situação que preocupa os corintianos é a lesão de Luciano. Autor de cinco gols nos últimos três jogos, o atacante sentiu o joelho e precisou ser substituído ainda no primeiro tempo.

A vitória santista força o Corinthians a ter de buscar o resultado em Itaquera, na próxima quarta-feira, às 22 horas. Um gol santista na Capital força o time de Tite a ter de marcar três, e assim por diante. Apenas a repetição do placar do primeiro jogo leva a disputa para os pênaltis. Para avançar direto, sem levar gols, o Timão terá de vencer por 3 a 0.

O jogo

O clássico alvinegro começou do jeito que o torcedor santista esperava, com o Peixe partindo para cima do rival. Antes da primeira volta do relógio, Zeca já fez jogada individual pela esquerda e arriscou de fora da área, obrigando Cássio a fazer a primeira defesa do jogo.

A torcida se inflamou com o lance, que empolgou até o time. A jogada seguinte de perigo surgiu com David Braz, que apareceu na intermediária ofensiva e arriscou chute de longe, mas a bola saiu à esquerda do goleiro corintiano.

Mas, com a cara de Tite, o Timão soube segurar o ímpeto dos donos da casa e a partida caiu de ritmo após os 10 minutos. Porém, apesar do acerto em campo no setor defensivo, o time não conseguia chegar ao gol de Vanderlei.

Aos 20, Ricardo Oliveira tentou cortar Felipe, já dentro da área, e caiu. Os santistas pediram pênalti, mas o zagueiro sequer encostou no camisa 9 e pediu um cartão amarelo ao árbitro, alegando simulação do adversário. O juiz nada marcou e os santistas respiraram aliviados, já que Ricardo Oliveira entrou em campo pendurado com dois cartões amarelos.

O Peixe voltou a assustar aos 30 minutos, depois de boa jogada pela direita. Victor Ferraz cruzou e Gabriel, após dominar, emendou uma bicicleta. O lance rendeu aplausos, mas a bola saiu por cima do travessão.

De tanto martelar, o Santos conseguiu abrir o placar aos 31. Lucas Lima dominou a bola com liberdade, de novo pela direita, e inverteu toda a jogada, encontrando Gabriel livre, nas costas da zaga corintiana. O camisa 10 cabeceou no ângulo, sem chances para Cássio.

E para deixar a Fiel ainda mais aflita, na tentativa de buscar o empate imediatamente, Luciano acabou sentindo o joelho, após jogada individual. O atacante saiu de campo para ser atendido pelos médicos e insistiu em continuar no jogo, mesmo mancando. Mas, não teve jeito. Aos 43, o camisa 18 teve de deixar a partida para a entrada de Vagner Love e virou a grande preocupação para a comissão técnica de Tite para os próximos desafios da equipe.

Mesmo perdendo, o Corinthians não conseguiu reagir e terminou o primeiro tempo sem dar um único chute a gol. Já o Santos, desceu para os vestiários satisfeito com a vitória parcial.

E o Peixe não estava disposto a dar trégua. Logo que o jogo se reiniciou, por pouco o time da casa não chegou ao segundo gol. Lucas Limas, livre para armar a equipe, enfiou linda bola para Ricardo Oliveira. O centroavante chegou livre, mas foi travado por Cássio. No rebote, os zagueiros corintianos afastaram o perigo.

E foi só aos 7 minutos que o Timão concluiu sua primeira jogada. Renato Augusto conseguiu se desvincilhar da marcação e bateu forte. Mas Vanderlei pegou com segurança. Na sequência, em novo ataque, Fagner arriscou e a bola saiu pela linha de fundo.

Buscando ao menos um gol fora de casa, o Corinthians mudou de postura e passou a frequentar mais o campo de ataque. Aos 10 minutos, Vanderlei foi obrigado a trabalhar mais duas vezes, em chutes de Renato Augusto e Vagner Love, no rebote.

O Peixe, por outro lado, passou a ter o contra-ataque como arma principal, já que os espaços eram maiores. O jogo, então, melhorou e passou a ficar disputado no famoso ‘lá e cá’, com as duas torcidas apreensivas na Vila.

Aos 17 minutos, a zaga do Peixe parou pedindo impedimento e Vagner Love teve a chance de empatar, não fosse Vanderlei, que saiu do gol rápido e abafou a finalização do atacante corintiano.

Era o Timão dominando as ações aos 19 minutos da segunda tapa. Neste momento, a queda de rendimento do Peixe era notória e, por isso, Dorival Jr resolveu mexer no time. Entrou Marquinhos Gabriel no lugar de Geuvânio.

Com Malcom apagado, Tite também alterou seu time, apostando na velocidade de Mendoza. O Corinthians seguia dominando o jogo, mas sem levar muito perigo ao gol de Vanderlei. A passividade do Peixe chegou a irritar alguns torcedores, mas a partida não mudou de panorama até os 30 minutos.

Mas, como futebol não é baseado em justiça, justamente quando o Corinthians estava melhor em campo, o Santos chegou ao segundo gol. Marquinhos Gabriel aproveitou o vacilo da defesa corintiana e tabelou com Lucas Lima. Na cara de Cássio, o meia bateu firme e ampliou a vantagem do Peixe.

Sem forças, o Corinthians não conseguiu diminuir o prejuízo e terá de buscar o resultado na próxima quarta-feira, em Itaquera. Já o Santos deixou o clássico com a sensação de dever cumprido e aplaudido por sua torcida na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Santistas não escondem empolgação, mas evitam clima de ‘já ganhou’

A vitória por 2 a 0 em cima do Corinthians na noite desta quarta-feira deixou o Santos muito perto das quartas de final da Copa do Brasil. Diante de seu torcedor, o Peixe fez o dever de casa e agora pode até perder por um gol de diferença na próxima semana, em Itaquera, que avança na competição. O clima entre os jogadores, após o jogo, era o mesmo: muita empolgação, porém, com os ‘pés no chão’.

“Não tem nada ganho ainda. A equipe deles é muito qualificada. É uma boa vantagem, mas nada ganho. Sabemos da importância do outro jogo. O mais importante hoje é que o time fez uma boa partida e não tomamos gol”, falou Lucas Lima, dono das duas assistências para os gols da partida.

Questionado se o time teve uma apresentação perfeita, o camisa 20 teve cautela.
“Nunca é perfeito. Com certeza, o professor Dorival vai mostrar alguns detalhes amanhã onde erramos. Mas foi uma boa partida. Uma semana muito boa, feliz pela convocação”, comentou, lembrando que foi chamado por Dunga para defender a seleção brasileira pela primeira vez.

Ricardo Oliveira, apagado do clássico desta quarta, adotou discurso semelhante. “Acho que é precoce falar isso. Resultado importante, abrimos dois gols de diferença, mas não temos nada decidido”, garantiu.

Os mais empolgados eram os jovens Geuvânio e Thiago Maia. Os dois atletas não esconderam a alegria de bater o rival em casa e mostraram confiança na classificação na casa corintiana.

“Sabia que a gente ia fazer gol. Desde o começo, a gente conversou lá no vestiário que a gente não podia tomar gol e que a gente ia fazer”, revelou o Caveirinha, que entrou em campo pelo Peixe pela 100ª vez nesta quarta.

Intenso na marcação e aplaudido pela torcida depois do apito final, o volante Thiago Maia deixou o jogo vibrando.

“Minha função é essa: correr, marcar e ajudar a equipe. Temos que respeitar, Corinthians é uma equipe grande, mas, aqui na Vila, com uma torcida dessa, maravilhosa, apoiando, não tem para ninguém”, afirmou.

Dorival vê decisão aberta e nega cansaço excessivo no segundo tempo

Dorival Jr fez questão de não demostrar qualquer tipo de empolgação depois de vitória santista por 2 a 0 em cima do Corinthians, na Vila Belmiro. Sereno, o técnico gostou do que viu em campo, mas, enalteceu a todo momento a qualidade de seu adversário e pediu atenção total à equipe para o duelo de volta, em Itaquera, na próxima quarta.

“O time começou muito intenso. Depois, parece que de uma maneira mais consciente, começamos a nos posicionar um pouco melhor. Foi um jogo complicado, com um primeiro tempo que abrimos uma vantagem importante, mas não decisiva. Ainda tem muita coisa para acontecer e nós não podemos dar por finalizada, porque os próximos 90 minutos prometem muito”, comentou o treinador.

A vitória faz com que o Peixe entre em campo no próximo clássico podendo até perder por um gol de diferença para ficar com a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Dorival, no entanto, foi cauteloso.

“O Corinthians é líder do campeonato não por acaso. Isso daí já mostra o potencial de uma uma equipe como o Corinthians. Foi um resultado importante, mas não tem nada decidido e o o Santos vai ter quer trabalhar muito, se quiser conseguir a vaga na quarta que vem”, avisou.

A última derrota do time de Tite havia acontecido justamente diante do Santos, na Vila Belmiro, há 12 jogos, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. A equipe de Parque São Jorge estava embalada, mas, viu sua invencibilidade cair depois de um primeiro tempo em que o Santos dominou todas as ações. Na segunda etapa, o Corinthians foi melhor, mas acabou levando o segundo gol e se complicando.

O treinador santista falou sobre a alternância de ritmo da sua equipe e refutou a ideia de que os jogadores sentiram o cansaço durante a partida.

“Acho que a intensidade do primeiro tempo é que proporcionou isso no segundo tempo. Temos que equilibrar um pouco mais. E começamos a carregar bola desnecessariamente. Isso proporciona um desgaste muito maior quando a equipe está saindo. Quando erra, você pega a equipe em transição e, fatalmente, dá o contra-ataque”, explicou, antes de analisar a situação pelo lado positivo. “Mas, você questiona fisicamente. E a vola? Ela sempre acontecia. Então, não quer dizer que houve um desgaste excessivo. Paramos de trabalhar a bola, o que vinha sendo fundamental, e isso quase pesou contra a gente”, completou.

Agora, o Peixe dá uma pausa na Copa do Brasil e se prepara para receber o Avaí, de novo na Vila Belmiro, no próximo sábado, às 18h30.

“Vamos ter muita calma, para que possamos voltar para o Brasileiro, tentar botar um grande público na Vila e fazer um grande jogo contra o Avaí”, disse Dorival Jr.

Peixe promete ignorar vantagem e ir para cima do Corinthians em Itaquera

Contra o Corinthians, na Vila Belmiro, o Santos mais uma vez mostrou sua força como mandante e novamente bateu seu arquirrival nesta temporada. Apesar disso, todos no clube fazem questão de ressaltar que a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil ainda não está garantida, mesmo após o 2 a 0 da última quarta. E o que fazer para não deixar a classificação escapar no segundo e decisivo confronto, na próxima semana, em Itaquera? Repetir a atuação. É o que pensa o técnico Dorival Jr.

“Você não tem a receita. Você tem que jogar. Não pode se dar conta que o resultado aconteceu. Tem que entrar em campo determinado, em busca de vitória. Temos consciência do adversário que estamos enfrentando”, disse o treinador santista, prometendo armar sua equipe de forma ofensiva. “Se o Corinthians já é difícil, imagina lá dentro. Mas, jamais vamos deixar de ser ofensivos, como fomos durante toda a competição”, completou.

A forma que vai jogar, para o torcedor do Peixe, é o que menos importa neste momento. Feliz com a boa vitória no primeiro jogo, os alvinegros praianos seguem receosos apenas porque é justamente fora de casa que o clube tem decepcionado nesta temporada.

O jejum como visitante já superou a marca de quatro meses e a equipe terminou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro com seis derrotas e quatro empates longe de seus domínios. Para o experiente volante Renato, o time tem que se superar na quarta-feira. “É possível jogar assim lá. Vamos sofrer bastante, é difícil manter o mesmo ritmo fora, mas vamos com dedicação e humildade para ganhar fora”, afirmou.

A preocupação só não é maior em função da vantagem, que permite o Santos avançar às quartas de final perdendo por um gol de diferença ou até dois, caso volte a marcar no confronto, lembrando que o gol fora de casa é usado como critério de desempate. Um novo 2 a 0, desta vez para o Corinthians, leva a definição para os pênaltis. E uma vitória do time de Tite por três gols de diferença garante a vaga direta do alvinegro da Capital.

Lucas Lima brilha após convocação e ganha elogios do chefe

A última semana foi especial para Lucas Lima. Pela primeira vez, o meia do Peixe foi convocado para defender a Seleção Brasileira. E foi com este peso que o camisa 20 entrou em campo para o clássico contra o Corinthians, na última quarta. “Criou uma responsabilidade a mais. Tenho ouvido que sou jogador de Seleção”, revelou o atleta.

A pressão, porém, não inibiu o jogador no primeiro duelo das oitavas de final da Copa do Brasil. Em uma atuação de destaque, Lucas Lima deu duas belas assistências com seu pé esquerdo apurado e foi crucial para a vitória do Peixe por 2 a 0.

“Esse lance, treinamos bastante. O Lucas Lima tem jogado muito. Grande jogador do Brasil. Só dei uma olhadinha para ele e ele sabia que eu estava aqui”, contou Gabriel, o primeiro a aproveitar a boa fase do meia para marcar seu gol contra o Corinthians. No segundo tempo, foi Marquinhos Gabriel foi o ‘beneficiado’. “Minha característica principal é o dinamismo. Tenho procurado melhorar”, ressaltou Lucas Lima, depois da partida.

Cheio de orgulho, Dorival Jr. lembrou sua relação com o meia santista desde seus primeiros passos na carreira e não escondeu a admiração pelo futebol do camisa 20. “Eu conheço o Lucas desde a Inter de Limeira. Foi um pedido nosso para que a diretoria do Internacional o contratasse. Já acompanho o Lucas há um bom tempo. Sei como ele é importante da intermediária para dentro. Ele sempre chega para ser importante e decisivo em um passe final”, afirmou o técnico do Peixe.

Contra o Corinthians, Lucas Lima flutuou nas costas de Bruno Henrique e Elias e apareceu com liberdade para a armar o jogo em muitos momentos. Diferente de outros jogos, o meia atuou mais próximo da linha de atacantes, usando as beiradas de campo. Dorival Jr. admitiu a mudança no posicionamento de Lucas Lima.

“Ele está vendo o quanto muda as suas condições quando ele joga dessa maneira. Ele está entendendo o quanto é útil para a equipe. Já o coloquei como segundo volante e ele também produziu. Esse toque de qualidade ele tem. Mas, na maioria das vezes, ele vai jogar assim”, esclareceu o comandante alvinegro.

A convocação à Seleção Brasileira fará com que Lucas Lima desfalque o Santos nos duelos contra Chapecoense, na Vila, Sport, na Ilha do Retiro, e São Paulo, na Arena Pantanal. Neste meio tempo, o jogador estará à disposição de Dunga para os amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, dias 5 e 8 de setembro, respectivamente.

Atlético-PR 0 x 0 Santos

Data: 15/08/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 19ª rodada (última do 1º turno)
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Público: 19.849 pagantes (21.829 presentes)
Renda: R$ 534.590,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Cristhian Passos Sorence (GO).
Cartões amarelos: Daniel Hernández (A) e Victor Ferraz (S).
Cartão vermelho: Alan Ruschel (A)

ATLÉTICO-PR
Weverton; Eduardo, Vilches, Kadu e Alan Ruschel; Otávio, Deivid (Jadson) e Barrietos (Walter); Marcos Guilherme, Daniel Hernández e Crysan (Douglas Coutinho).
Técnico: Milton Mendes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Paulo Ricardo e Lucas Lima (Leandro); Geuvânio (Neto Berola), Gabriel (Marquinhos Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Santos desperdiça pênalti e empata sem gols contra Atlético-PR

O Atlético-PR não conseguiu os três pontos diante do seu torcedor para voltar a encostar no G4 do Campeonato Brasileiro, pois ficou no empate por 0 a 0 contra o Santos, na noite deste sábado. Desta forma, o Furacão fica com 30 pontos, na sexta colocação.

O time da Vila Belmiro, por outro lado, manteve seu jejum de vitórias fora de casa. Agora são dez jogos, ou quatro meses, sem vencer qualquer adversário como visitante. E o duelo desta 19ª rodada, a última do primeiro turno, poderia ter um placar diferente, caso Ricardo Oliveira não desperdiçasse um pênalti ainda no primeiro tempo. Assim como na quarta, contra o Vasco, o camisa 9 bateu no canto, rasteiro, e viu, desta vez, Weverton se dar bem, espalmando a cobrança para escanteio. Assim, o Peixe fica com 24 pontos, provisoriamente na 11ª colocação.

Assim, o Santos volta suas atenções para a Copa do Brasil, prioridade da equipe neste segundo semestre. Na quarta-feira, a Vila Belmiro será palco do clássico contra o Corinthians, às 22 horas, no primeiro duelo válido pelas oitavas de final. Pelo Brasileirão, o time da Baixada Santista recebe o Avaí , às 18h30 do sábado, também em casa.

Fora da disputa pela Copa do Brasil, o Atlético-PR se prepara para a primeira rodada do segundo turno do Nacional por pontos corridos. O time de Milton Mendes visita o Internacional, às 16 horas do domingo, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

O jogo

Com a Arena da Baixada recebendo bom público, Atlético-PR e Santos fizeram um primeiro tempo de muita marcação, correria, mas de muitos passes errados também. O time da casa, empurrado por sua torcida, buscou ditar o ritmo do jogo, mas foi surpreendido com uma marcação bem alinhada do Peixe no setor defensivo e, muitas vezes, com seus atacantes apertando os zagueiros na saída de bola.

Aos quatro minutos, a primeira oportunidade de gol surgiu dos pés de Crysan, que bateu para fora, depois de aproveitar chute torto de Marcos Guilherme. Aos 10, o Santos quase se deu bem em função de sua marcação avançada. Lucas Lima dividiu com o goleiro Weverton e a bola sobrou para Ricardo Oliveira, mas Alan Ruschel afastou o perigo na hora H.

A grande chance de gol do Furacão, então, surgiu aos 25 minutos. E seria um golaço. Marcos Guilherme apostou na jogada individual pelo meio da defesa santista. O meia tabelou com Crysan, deu um drible da vaca em David Braz e, na cara de Vanderlei, bateu rasteiro. A bola tirou tinta da trave e saiu pela linha de fundo.

O lance levantou o torcedor na arquibancada, mas logo o Peixe equilibrou as ações e o jogo voltou a ficar truncado, com muita disputa no meio de campo e poucas jogadas de perigo. Mesmo assim, no fim da primeira etapa, o Alvinegro praiano teve a melhor chance para abrir o placar. E, de novo, apertando a saída de bola do adversário.

O lance aconteceu aos 39 minutos. Geuvânio roubou a bola de Alan Ruschel, entrou na área e cruzou rasteiro. A bola bateu no braço de Kadu, que tentou cortar o lance com um carrinho. Mesmo com o braço do zagueiro arrastando-se pelo gramado, o árbitro deu pênalti.

Na batida, Ricardo Oliveira repetiu a cobrança desperdiçada diante do Vasco, na quarta. Canto direito do goleiro, rasteiro. E mais uma vez o centroavante teve que lamentar, porque Werverton voou na bola e espalmou para escanteio, assim como fez Martín Silva, no meio de semana.

“Bati no mesmo canto, com confiança, acho que o goleiro tem seus méritos”, justificou o camisa 9 santista, antes de descer para os vestiários.

“Só queria me concentrar e pensar em ser mais frio que ele. A responsabilidade no pênalti é toda dele. Botei isso na minha cabeça e esperei o máximo que eu pude”, explicou Weverton.

Na segunda etapa, Milton Mendes já voltou com Walter na equipe. O centroavante, famoso por sua técnica apurada e pelos quilos a mais, colocou fogo no jogo e logo aos três minutos quase marcou. Depois de cruzamento de Eduardo, Walter foi mais esperto que David Braz e cabeceou com muito perigo, para fora.

A resposta santista veio três minutos depois e mais uma vez Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Brasileiro, foi protagonista de um lance incrível. Geuvânio passou no meio da defesa atleticana e, dentro da área, serviu o camisa 9, que bateu de primeira. Weverton fez grande defesa e, no rebote, com o goleiro caído no chão, Ricardo Oliveira ‘pregou’ a bola no travessão de forma inacreditável.

O jogo continuou muito intenso, assim como a primeira etapa, porém, com mais espaços e jogadas mais agudas. Preocupado em colocar o time de volta no G4, Milton Mendes colocou o time no ataque de vez com Douglas Coutinho no lugar de Crysan. Apesar de ser um atacante pelo outro, a movimentação atleticana melhorou e a defesa santista passou a ter mais dificuldades para segurar a pressão.

Dorival Jr, então, apostou em Marquinhos Gabriel para tentar preencher o meio de campo e segurar as subidas de Eduardo pelo lado esquerdo da defesa santista. Gabriel foi sacado. Cansado, Geuvânio também deu lugar a Neto Berola.

A partida ficou um verdadeiro ‘lá e cá’, com as duas equipes se contra-atacando seguidamente. E a torcida rubro-negra foi quem esteve mais perto de tirar o grito de gol da garganta. Walter abriu pela direita e cruzou. Douglas Coutinho dividiu com o goleiro Vanderlei e viu a bola quicar próximo da linha do gol, mas a zaga alvinegra afastou o perigo antes de ela entrar.

Aos 35, Vanderlei evitou o gol do Furacão, após cobrança de escanteio. Douglas Coutinho cabeceou com liberdade para o chão e o goleiro alvinegro espalmou. E assim o jogo caminhou até o apito final, com o time da casa fazendo muita pressão, mas sem efetividade. Alan Ruschel ainda acabou expulso por reclamação.

Ricardo Oliveira admite que ‘evitou’ a inédita vitória fora de casa

Artilheiro do Campeonato Paulista no título do Santos deste ano e atual goleador isolado do Campeonato Brasileiro, com dez gols, Ricardo Oliveira foi o grande vilão do Peixe pela segunda rodada seguida. Na quarta, o camisa 9 perdeu três chances claras de gol diante do Vasco. Em uma delas, Martín Silva chegou a defender pênalti do centroavante. Neste sábado, o experiente jogador mais uma vez falhou. Se Victor Ferraz ‘salvou’ Ricardo Oliveira contra os cariocas, marcando o gol da vitória santista, não houve quem ajudasse diante do Atlético-PR. Assim, o empate por 0 a 0 manteve o jejum de vitórias do Alvinegro Praiano como visitante no Brasileirão.

“Eu acho que nós fizemos de tudo. Nós trabalhamos e atacamos no segundo tempo. De fato, criamos situações para matar o jogo. Houve dois gols que normalmente a gente não perde”, analisou o próprio atleta, na saída de campo.

Os dois lances citados por Ricardo Oliveira aconteceram cada um em um tempo da partida. Na primeira etapa, o centroavante voltou a desperdiçar uma cobrança de pênalti. Assim como na quarta, Oliveira bateu no canto direito do goleiro, rasteiro. Mas Weverton repetiu Martín Silva e defendeu a cobrança.

Na etapa final, um lance inacreditável. Ricardo Oliveira recebeu cruzamento de Geuvânio e bateu de primeira. Weverton defendeu parcialmente e a bola se apresentou para o santista marcar no rebote, a três metros do gol. Mas o camisa 9 acabou acertando um forte chute no travessão, para delírio dos torcedores atleticanos, na Arena da Baixada.

“Perdi o pênalti de novo e outra embaixo do gol, que eu acertei a trave. Mas é futebol, faz parte. A gente sabe que isso muda”, concluiu Oliveira, sem mostrar abatimento.

O meia Lucas Lima, que depois de ter sido convocado pela Seleção Brasileira não fez uma grande partida e acabou substituído no segundo tempo, defendeu seu companheiro. “Foi um jogo equilibrado e tivemos chances. Perdemos dois gols que não costumamos perder, mas é pensar no próximo jogo”, disse, evitando culpar Ricardo Oliveira pelo empate. “Ele é o nosso artilheiro. Tem crédito”, encerrou.

“Sem obsessão”, Dorival já cobra vitória fora de casa após novo empate

A última vitória do Santos como visitante aconteceu há exatos quatro meses, em cima do Londrina, quando a equipe paranaense levou o duelo válido pela Copa do Brasil para São José dos Campos. Neste sábado, o Peixe encerrou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro com um empate por 0 a 0 diante do Atlético-PR, em Curitiba. Agora, são seis derrotas e quatro empates longe de seus domínios na competição. O técnico Dorival Júnior admite que a situação já incomoda mais.

“Para nós, ainda foi um bom resultado, em razão do que vinha acontecendo, da maneira como a equipe está melhorando. Logicamente, estamos buscando uma vitória. Que ela aconteça o quanto antes. Não é uma obsessão, mas já passa a ter uma outra condição dentro da competição”, comentou o treinador, após o jogo.

Mesmo com o pênalti desperdiçado por Ricardo Oliveira, no primeiro tempo, contra o Furacão, o treinador santista evitou lamentar o resultado deste sábado.

“Foi um resultado normal, pela luta, pela intensidade, pela dedicação. Talvez, se uma equipe saísse vencedora, seria assim, em um lance de felicidade, porque as marcações prevaleceram. Os ataques tiveram poucos espaços e eu acredito que as oportunidades foram mais ou menos semelhantes, tanto de um lado quanto do outro”, analisou.

Questionado se a sequência ruim como visitante pode atrapalhar a equipe na sequência da temporada, Dorival Jr foi enfático.

“Eu não vejo isso. Estou no clube há sete jogos. Foram dois empates fora, uma derrota com o Palmeiras, que poderia ser também uma vitória. Eu vejo a atuação, muito mais a qualidade do trabalho e, a qualquer momento, se o time mantiver essa postura, ela vai acontecer naturalmente”, afirmou.

Dorival vai avaliar se Ricardo Oliveira seguirá como batedor de pênaltis

O segundo pênalti seguido perdido por Ricardo Oliveira pode tirar do camisa 9 o posto de batedor oficial do Santos. Neste sábado, Dorival Júnior tentou minimizar a questão, mas confessou que o caso será analisado pela comissão técnica.

“Acho que tudo isso nós vamos acertar ao longo desses dias que antecedem o jogo com o Corinthians”, revelou o treinador do Peixe.

Artilheiro do Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira desperdiçou penalidades nas duas últimas rodadas. O centroavante bateu ambas no mesmo lugar e foi vencido pelos goleiros Martín Silva e Weverton, do Vasco e do Atlético-PR, respectivamente. Neste sábado, contra o Furacão, a falha teve mais peso em função do placar final do jogo por 0 a 0.

“O Ricardo é o batedor oficial e, enquanto ele se sentir confiante e bem, naturalmente ele vai fazer”, salientou Dorival Jr, tentando passar confiança para o jogador que já marcou dez gols no Brasileiro e acabou o Paulista também na ponta da artilharia.

E o tempo para refletir sobre o tema é curto, já que o Peixe encara o Corinthians nesta quarta, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Antes mesmo de deixar Curitiba, o técnico santista reforçou a ideia de não privilegiar nenhuma das competições em andamento.

“Nós vamos com o time que nós temos. Não vou priorizar nenhuma das competições. Nós vamos jogar a Copa do Brasil como jogamos o Brasileiro”, afirmou.