Santos 3 x 1 Sport Recife

Data: 22/07/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – 3ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.370
Renda: R$ 198.185,00
Árbitro: Paulo Henrique de Melo Salmazio (MS)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Ricardo Oliveira, Werley e Elano (S); Renê, Ferrugem e Rodrigo Mancha (SR).
Gols: Gabriel (02-1), Gabriel (35-1) e Diego Souza (39-1); Geuvânio (12-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Renato, Paulo Ricardo e Marquinhos Gabriel (Elano); Geuvânio, Gabriel (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Nilson).
Técnico: Dorival Junior

SPORT RECIFE
Danilo Fernandes; Ferrugem, Ewerton Páscoa, Durval e Renê; Rithely (Wendel), Rodrigo Mancha, Diego Souza, Élber (Régis) e Marlone (Samuel); André.
Técnico: Eduardo Baptista



Peixe bate o Sport na Vila Belmiro e se classifica na Copa do Brasil

O Santos conseguiu reverter a vantagem do Sport e garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Depois de perder por 2 a 1 na Ilha do Retiro, o Peixe deu o troco e, com uma vitória por 3 a 1, na Vila Belmiro, avançou na competição disputada em mata-mata, nesta quarta-feira.
Gabriel abriu o placar logo aos dois minutos de jogo nesta quarta-feira e ampliou ainda na primeira etapa. Diego Souza, porém, diminuiu em cobrança de falta antes do término do primeiro tempo. Mas Geuvânio acabou com as chances de o duelo ser decidido nos pênaltis com um belo gol no segundo tempo.

Agora, um sorteio na CBF definirá os confrontos da próxima fase, que terão as equipes que disputaram a Libertadores da América somadas à disputa. Com a eliminação, o Sport agora terá o direito de disputar a Copa Sul-Americana. Até por isso, a desclassificação desta quarta-feira acabou não sendo muito lamentada pelos jogadores pernambucanos, já que a competição internacional também dá uma vaga na próxima Libertadores da América ao campeão.

As duas equipes voltam a jogar pelo Campeonato Brasileiro neste fim de semana. No sábado, o Sport visita o Grêmio, em Porto Alegre, às 19h30. O Peixe joga no domingo, de novo na Vila, às 11 horas, contra o lanterna Joinville.

O Rubro-Negro pernambucano é o quarto colocado na tabela de classificação do Nacional, com 27 pontos, enquanto o Alvinegro Praiano é apenas o 17º, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, com 13 pontos nas mesmas 14 rodadas disputadas até aqui.

O jogo

O Peixe começou a partida do jeito que o torcedor queria. Com postura de decisão e partindo para cima. E a pressão inicial deu tão certo que logo aos 2 minutos, Gabriel abriu o placar e encheu o santista de esperança. Na jogada, Zeca recebeu pela esquerda, cortou para dentro e lançou o jovem atacante, que entrou no facão, furando a linha de impedimento do Sport para marcar.

No lance seguinte, jogada pela direita do ataque do Santos e novamente a bola sobrou para Gabriel, que bateu firme, mas errou o alvo desta vez. Era pressão alvinegra na Vila.

Desta forma, com as linhas avançadas, o time de Dorival Jr jogava com os zagueiros na linha do meio de campo, forçado uma compactação que, talvez, o Rubro-Negro pernambucano não esperava. Atordoado, o Sport mal conseguia chegar à meta de Vanderlei. Apenas arriscava algumas jogadas pela esquerda, com Marlone, mas sem oferecer riscos.

A marcação avançada do Peixe, porém, durou apenas 20 minutos. Após isso, o Leão se encontrou em campo e passou a tocar mais a bola. Aos 22, Werley quase entregou o ouro ao afastar mal uma bola alçada na área. Diego Souza pegou a sobra e bateu de primeira, já dentro da área, mas a bola desviou no zagueiro e saiu por cima.

O alívio veio aos 35. Renê recuou mal de cabeça e deu um presente a Ricardo Oliveira, que teve apenas o trabalho de dominar e cruzar rasteiro para Gabriel empurrar para as redes. 2 a 0 Peixe.

Porém, após um bom primeiro tempo, o Santos acabou castigado aos 39 minutos. Werley cometeu falta em Diego Souza na entrada da meia-lua. O próprio meia bateu forte e contou com o vacilo de Marquinhos Gabriel, que virou o corpo na barreira e desviou a bola para o gol. Com isso, com apenas um chute a gol, o Leão conseguiu descer para os vestiários com a disputa igual, já que venceu a primeira partida pelos mesmos 2 a 1.

O segundo tempo teve um panorama bem diferente da primeira etapa. O Sport resolveu mudar sua atitude em campo e o Santos, surpreendentemente, voltou recuado em seu campo, apenas tentando evitar o bom toque de bola dos pernambucanos.

Porém, apesar do aparente domínio, os visitantes não conseguiam finalizar. Já o Peixe, apesar da pouca posse de bola, acabou marcando seu terceiro gol aos 12 minutos. Renato acertou um belo lançamento e encontrou Geuvânio nas costas do zagueiro Éwerton Páscoa. O camisa 11 aguardou o quique da bola e bateu de sem pulo para balançar as redes.

Empolgado, o Peixe quase chegou ao quarto gol em chute despretensioso de Gabriel, pela direita. Danilo Fernandes tocou na bola, que ainda bateu na trave antes de sair pela linha de fundo.

O Sport respondeu aos 19 com chute de longe de Diego Souza, que assustou Vanderlei. Mas a Vila Belmiro se calou mesmo, por alguns segundos, aos 26, quando o Rubro-Negro pernambucano chegou ao ataque tocando rápido e encontrou Wendel, livre na entrada da área. O jogador pegou de primeira e a bola raspou a trave, no ângulo direito do camisa 1 santista.

O jogo ficou completamente aberto na segunda metade da etapa complementar. O Sport se lançou de vez ao ataque, já que um gol lhe daria a classificação, enquanto o Peixe criava perigo sempre que saía nos contra-ataques em busca de liquidar o jogo de uma vez por todas.

Mas, como ninguém mais balançou as redes, mesmo com muita pressão do Sport nos minutos finais, o Peixe garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil e, consequentemente, colocou os pernambucanos na disputa da Copa Sul-Americana.

Ricardo Oliveira se empolga com pegada do Peixe e planeja reação

Ninguém no Santos consegue negar que a situação no Campeonato Brasileiro incomoda. E, nesta quarta-feira, quem pagou o pato por essa ‘raiva’ dos jogadores santistas foi o Sport, derrotado por 3 a 1 na Vila Belmiro, dando adeus à Copa do Brasil e rumando à disputa da Copa Sul-Americana.

Após a partida, acompanhada por quase 9.000 torcedores (houve promoção no preço dos ingressos), Ricardo Oliveira fez questão de ressaltar a importância da classificação às oitavas de final.

“Temos que ressaltar a pegada, o compromisso, a parceria dentro de campo. Isso foi fundamental para conseguirmos os triunfos. Devemos valorizar essa cara agressiva que tivemos contra o Figueirense e que repetimos no primeiro tempo. Tomamos gol, mas o time foi intenso. Isso é importantíssimo para nós”, avaliou o camisa 9, sem negar que a zona de rebaixamento no Brasileirão é o que mais deixa a equipe preocupada. “Já passou do tempo de sair dali.”

Artilheiro do Peixe e do Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira também minimizou o fato de ter passado em branco nesta quarta-feira, com apenas uma assistência para o segundo gol de Gabriel – Geuvânio completou o placar.

“Sempre ressaltei que minha função é fazer gol, mas, acima de marcar gol, quero ver meu time ganhar. Se eu não fizer e o time vencer, estou feliz do mesmo jeito. O mais importante é todo o mundo estar feliz, é descer no vestiário e ver todo o mundo comemorando junto”, explicou.

Empolgado, o capitão santista agora quer que o time mantenha a postura e não teme qualquer adversário na sequência da temporada. “Essa é a nossa cara. O time não pode mudar com esse compromisso, com essa pegada. Com esse comprometimento, ninguém vai ganhar da gente. Agora é ganhar os jogos, no Campeonato Brasileiro tem que ganhar”, afirmou, ressaltando a força da Vila Belmiro durante o duelo contra o Sport, nesta quarta-feira.

“Sempre gosto de jogar aqui na Vila. É o alçapão, e precisamos deles (torcedores) todos os jogos. O torcedor tem que acreditar no nosso time, como fez hoje (quarta). E o time precisa cooperar. Não merecemos continuar nessa zona do campeonato”, encerrou o centroavante, que está suspenso e não enfrentará o Joinville neste domingo.

Dorival aprova postura do Santos, mas vê time melhor em clássico

O Santos se caracterizou no Campeonato Brasileiro por sair na frente em quase todas as partidas e acabar derrotado por causa de gols sofridos nos minutos finais dos jogos. Nesta quarta-feira, a equipe sofreu forte pressão do Sport, na Vila Belmiro, mas suportou e, com a vitória por 3 a 1, garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, depois de perder o jogo de ida por 2 a 1. Ao analisar a partida, Dorival Júnior, que comandou o time apenas pela terceira vez, evitou comparar as situações, mas elogiou a forma como seus comandados se comportaram em campo.

“Foi uma coincidência. O Santos saiu na frente em alguns jogos e os gols saíam nos últimos minutos. Isso é um fator de campo. Não dá para trabalhar. Pegamos uma equipe dificílima de se jogar. Sabíamos que seria um jogo para arriscar. O Santos ficaria à mercê do que o Sport explora bem, os contra-ataques. Evoluímos de maneira compacta, com a chegada de seis jogadores na área”, explicou.

O gol de Diego Souza, aos 39 minutos do primeiro tempo, deu um balde de água fria na equipe e na torcida santista, já que o Peixe havia aberto 2 a 0 e os pernambucanos não tinham acertado o gol nenhuma vez até então. A reação na segunda etapa também foi destacada pelo treinador.

“Tivemos algumas precauções importantes. Sofremos o primeiro gol no primeiro tempo e depois tivemos chance de ampliar. De repente, o gol de falta tira uma possível vantagem. Mas isso também foi bom para entrarmos mais ligados no segundo tempo. Foi uma postura que favoreceu”, comentou.

Apesar da vitória e da classificação, Dorival se manteve frio e, durante a entrevista coletiva, voltou a elogiar a atuação diante do Palmeiras, no último domingo, no Palestra Itália. Mesmo com a derrota por 1 a 0 na ocasião, o técnico entende que nem mesmo a atuação do Santos nesta quarta-feira foi superior.

“Os melhores 90 minutos do Santos foram contra o Palmeiras e tivemos derrota. A equipe está melhorando e pode produzir mais ainda. Alguns jogadores buscam adaptação. Eu mesmo estou em processo de conhecimento do elenco”, explicou, sem deixar de valorizar a entrega frente ao Sport, quarto colocado no Campeonato Brasileiro.

“Ímpeto de luta: isso o Santos tem que resgatar. Foi um jogo fundamental. A exigência é grande para qualquer equipe que jogue contra o Sport”, completou.

Entrada de Elano
Logo aos seis minutos do segundo tempo, vencendo por 2 a 1, resultado que levaria a definição do para os pênaltis, Dorival Jr. surpreendeu e colocou Elano na vaga de Marquinhos Gabriel. Após o jogo, o técnico justificou a alteração em um momento que o Sport tinha a iniciativa de atacar.

“O Sport já começava a ter mais posse de bola e a nossa marcação não era tão agressiva. Com o Elano, um homem mais experiente, com menor mobilidade, mas um posicionamento um pouco mais consistente, teríamos uma melhora. Trabalhamos mais a bola. O segundo tempo estava diferente de como acabou o primeiro. Tentei a corrigir e sacrifiquei o Marquinhos, mesmo com ele tendo uma atuação muito boa. Talvez até melhorasse, mas tive que tomar uma decisão”, explicou.

Neste domingo, o Peixe voltará a campo e espera aproveitar a empolgação pela vitória na Copa do Brasil para deixar a zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Às 11 horas, a equipe de Dorival Jr. receberá o lanterna Joinville na Vila Belmiro. Vale destacar que Ricardo Oliveira e Neto Berola estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

Elano fala em “jogo de homem” e revela conversa com torcedores no CT

Elano entrou logo no início da segunda etapa e colaborou com toda sua experiência para que o Santos alcançasse o terceiro gol e cravasse sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, com a vitória por 3 a 1 sobre o Sport, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Com a situação incômoda da equipe no Campeonato Brasileiro, o meio-campista fez questão de valorizar a classificação em cima de um time que é o quarto colocado na principal competição do país.

“Temos que valorizar as vitórias. O Sport está fazendo um grande ano, é um grande time. O Santos está de parabéns, mas temos que manter os pés no chão”, comentou. Além disso, Elano revelou que alguns torcedores do clube foram ao CT Rei Pelé conversar com os jogadores antes da decisão desta quarta e se mostrou emocionado com a atitude.

“Durante a semana, cerca de 20 torcedores e cada torcida (organizada) do Santos foram ao CT e pediram para conversar com a gente. E sabe o que eles falaram? ‘Nós estamos com vocês. Precisamos de vocês para dar a vida dentro do campo’”, afirmou um dos grandes ídolos da história do Santos.

“O Santos só sai dessa situação porque tem esse tipo de coisa. O Santos é diferente. Hoje (quarta), tinha que ser com coração, jogo de homem. Hoje nós tínhamos que ganhar. Graças a Deus, deu tudo certo, mas agora é colocar os pés no chão, porque domingo tem mais”, finalizou.

Palmeiras 1 x 0 Santos

Data: 19/07/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 38.220 pagantes
Renda: R$ 2.741.640,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Henrique Correa e Dibert Pedrosa Moises (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Leandro Almeida, Arouca e Egídio (P); Ricardo Oliveira, Werley e Neto Berola (S).
Gol: Leandro Pereira (14-1).

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel e Arouca (Amaral); Rafael Marques, Robinho e Dudu (Gabriel Jesus); Leandro Pereira (Lucas Barrios).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Marquinhos Gabriel) e Lucas Lima; Geuvânio (Neto Berola), Gabriel (Nilson) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Verdão se aproveita do Peixe para vencer, colar no G4 e afundar rival

O Palestra Itália recebeu neste domingo um clássico no qual o desespero foi decisivo. O Santos entrou em campo disposto a vencer para sair da zona de rebaixamento, mas se atrapalhou e deixou a bola para quem está embalado. A consequência está no placar: 1 a 0 para o Palmeiras, que cola nos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro e afunda o rival.

O Verdão entrou desligado, mas, em uma de suas primeiras trocas de passes, Leandro Pereira girou sobre Werley para encher o pé, marcando um belo gol. Suficiente para definir a reedição da final do Campeonato Paulista. Mas quem ficou na taça só deu mais trabalho quando se jogou à frente, sem organização para superar a marcação palmeirense. Festa para a torcida que comemorou a estreia de Lucas Barrios, que entrou na metade do segundo tempo, como se fosse um segundo gol.

Artilheiro do torneio, Ricardo Oliveira deixou de ser esperança santista para discutir com adversários e passou em branco, bem diferente do centroavante titular do Palmeiras. Aplaudido neste domingo, Leandro Pereira ajudou o seu time a chegar a 25 pontos, a dois da zona de classificação para a Libertadores. O Peixe, por sua vez, estacionou em 13 pontos, na desesperadora 17ª colocação.

Invicto há seis rodadas, com cinco vitórias nesse período pelo Brasileiro, o Verdão volta a campo às 18h30 (de Brasília) do próximo sábado, visitando o Vasco em São Januário. O Santos, que venceu um dos seus seis últimos jogos, precisa derrotar o Sport e evitar sofrer gols às 22 horas de quarta-feira, na Vila Belmiro, para seguir na Copa do Brasil. Pelo Brasileiro, o time recebe o Joinville, às 11 horas de domingo.

O jogo

A torcida estava animada, mas parece não ter contagiado o Palmeiras. O time da casa não mostrou a marcação adiantada, o ímpeto para recuperar a bola e os passes em velocidade que têm simbolizado a recuperação com Marcelo Oliveira. Os anfitriões estavam desligados e a necessidade de dar uma resposta motivou mais o Santos.

O Peixe rapidamente usava a movimentação de Lucas Lima para buscar Geuvânio, Gabriel e Ricardo Oliveira, que estavam mais concentrados e pronto para receber a bola mesmo dentro da grande área adversária. O Verdão apenas assistia, pouco se aproximando. Parecia saber que o próprio rival se atrapalharia, tendo o obstáculo e a falta de qualidade em alguns momentos para não criar chances.

Sem muito esforço, o Palmeiras sabia que a bola chegaria aos seus pés e, quando encaixou uma troca de passes, abriu o placar. Aos 14 minutos, todos os setores foram envolvidos em tabelas vagarosas, mas que deixou a bola para Robinho entregar a Leandro Pereira, puxar a marcação e ver o centroavante girar sobre Werley soltando uma bomba no canto direito, balançando as redes em um bonito lance.

Na ânsia de responder, o Santos contou com a qualidade de Ricardo Oliveira, sua maior esperança. O centroavante dominou de peito e contou com erro de Victor Ramos para tocar a bola por cima do zagueiro e bater de longe, nas mãos de Fernando Prass, aos 16. Era uma rara oportunidade de gol em um clássico com pouca criatividade.

Para não correr tantos riscos, o Verdão ficou mais em seu campo, espalhado para fechar espaços, mas se ímpeto de recuperar a bola. O Peixe, por sua vez, estava desesperado demais mesmo para fazer o simples. Naturalmente, Lucas Lima já não conseguia armar como antes e foi sumindo, ocorrendo o mesmo, consequentemente, ao trio ofensivo.

O intervalo serviu para o Santos buscar mais velocidade e eficiência enquanto ocupava o campo palmeirense, mas o Verdão acordou nos vestiários. Enfim, mostrou agilidade para recuperar a bola e se aproximar do gol de Vanderlei. Assim, Leandro Pereira aproveitou cobrança de falta para cabecear rente ao travessão.

O lance abriu o clássico, já que o Peixe precisava atacar, e Marcelo Oliveira quis se aproveitar disso. Reforçou a marcação na cabeça de área, trocando Arouca por Amaral, e colocou o descansado Gabriel Jesus no lugar de Dudu. O Santos levou susto em choque que deixou Thiago Maia desacordado por alguns segundos e o volante, que chegou a ficar alguns segundos desacordado, saiu para Dorival Junior aumentar a ofensividade da equipe com a entrada de Marquinhos Gabriel.

A postura alviverde vinha dando certo, com o time mais presente e acordado no ataque, e a torcida se levantou para aplaudir Leandro Pereira e a estreia de Lucas Barrios, que entrou em seu lugar. Ao mesmo tempo, Dorival quis alguém mais agudo na frente, trocou Geuvânio por Neto Berola e o atacante, em seu primeiro lance, chutou rente ao travessão, aos 28.

Na base do desespero, o Peixe contou com a entrada do atacante Nilson no lugar do apagado Gabriel para ocupar o campo ofensivo. Enfim, aproveitou o cansaço da defesa do Palmeiras para fazer Fernando Prass trabalhar. Mas a confiança alviverde parece inabalável. Tanto que mal foi preciso acertar para vencer neste domingo.

Dorival evita termo “injustiça”, mas diz que Peixe não merecia a derrota

O Santos teve pouco menos de 60% de posse de bola mesmo atuando na casa palmeirense, neste domingo. O rival, no entanto, acabou sendo mais efetivo e venceu o clássico por 1 a 0. Ao analisar a partida em entrevista coletiva, o técnico Dorival Jr evitou falar em “injustiça”, mas não conseguiu esconder sua frustração com o resultado final.

“Falar de injustiça de resultado é difícil. O Palmeiras foi muito feliz em uma jogada individual, pelo giro. No mais, não aconteceu nada. O Santos tentou as jogadas, o segundo tempo ficou muito franco, com as duas equipes criando oportunidades. O que eu vi foi um jogo disputado, aberto. Acho que é isso que nós queremos ver de futebol”, disse o técnico, que comandou o Peixe apenas pela segunda vez desde que retornou ao cargo.

“O Santos, se tivesse que acontecer algo diferente, em razão do ímpeto que teve, não se entregou em momento nenhum, talvez tenha merecido uma sorte melhor”, completou.

Dorival também evitou criticar a exposição de sua equipe no segundo tempo. O treinador admite que colocou o time para frente em busca de pelo menos um gol e aprovou a atuação de seus comandados, mesmo com a derrota, que manteve o Peixe na zona de rebaixamento, em 17º lugar na tabela de classificação.

“Em razão de estar a todo momento buscando crianção, é obvio que acabamos dando espaço. Eu vi muito mais coisas positivas do que negativas. E talvez não merecíamos a derrota. Acredito que o Santos fez por merecer uma sorte melhor”, avaliou.

Ricardo Oliveira vê resultado injusto e Renato cobra efetividade

O Santos conseguiu enfrentar o Palmeiras de igual para igual no Allianz Parque, mas não conseguiu marcar ao menos um gol e acabou derrota por 1 a 0, gol de Leandro Pereira. Para Ricardo Oliveira, capitão alvinegro, o placar não diz o que foi a partida neste domingo.

“O resultado foi injusto pelo que fizemos no primeiro e no segundo tempo. Acho que merecíamos pelo menos um gol para ter empatado aqui”, avaliou o camisa 9, defendendo o zagueiro Werley das críticas no lance do único gol do jogo. “Eu acho que não dá para a gente falar de uma falha individual. O Werley estava ali com ele e ele (Leandro) foi muito feliz na jogada”, completou.

Renato, experiente volante de 36 anos, que voltou a jogar após nove rodadas fora, também gostou a atuação do Peixe e foi mais um a lamentar a derrota, após a equipe vencer bem o Figueirense.“A atitude foi a mesma. Nós tivemos a oportunidade de chegar na linha de fundo. Faltou o último passe para poder finalizar. A gente conseguiu neutralizar os contra-ataques deles. A chance que eles tiveram eles aproveitaram, mas a equipe não tem que abaixar a cabeça, não”, analisou.

Marquinhos Gabriel, que entrou na vaga de Thiago Maia, prefere já pensar no próximo desafio do time, quarta-feira, contra o Sport, em duelo decisivo pela Copa do Brasil. “A gente está começando a se organizar de novo. É um clássico. Qualquer detalhe a outra equipe sai vencedora. A gente teve chances, mas a equipe deles acabou se dando melhor. Mas já tem Copa do Brasil, temos que trabalhar”, afirmou.

Com a derrota por 1 a 0, o Peixe segue em 17º lugar na tabela de classificação, dentro da zona de rebaixamento.

Prass e Ricardo Oliveira trocam acusações de agressão e recusam paz

Dois dos jogadores mais velhos em campo neste domingo protagonizaram uma briga sem promessa de reconciliação. Fernando Prass e Ricardo Oliveira trocaram acusações de agressões no clássico vencido pelo Palmeiras e, ao se encontrarem na saída dos vestiários do Palestra Itália, evitaram até trocar olhares.

Ricardo Oliveira já tinha se estranhado e recebido cartão amarelo por confusão com Leandro Almeida, no primeiro tempo, e passou a se tornar inimigo de Prass na etapa final. O desentendimento entre o jogador do Santos e o goleiro fez até com que a partida fosse paralisada, mas seguiu mesmo depois do apito final, quando o atleta do Verdão chegou a pisar no pé do atacante enquanto o artilheiro dava entrevistas.

Prass diz ter sido atingido durante o jogo por um soco nas costas. “Sou um cara muito tranquilo, é difícil me tirar do sério. Mas soco nas costas, sem bola, não faz parte, não é de jogador profissional. Nem critico a arbitragem porque, no lance, eu já tinha tirado a bola e ela já tinha passado do meio de campo quando o Ricardo foi malandro. Se tivesse um árbitro atrás do gol, teria visto. Mas as imagens, com certeza, estão aí. Espero que analisem.”

Ricardo Oliveira devolve com outra acusação de agressão. “Disputo uma bola, nem toco nele, e ele solta o braço em mim por trás, sem bola. Na sequência, trombei mesmo, mas respondi sem agressão. A acusação dele não procede porque deu em mim sem bola primeiro. Com a cabeça quente do jogo, às vezes, é até normal uma provação, mas não ser desleal como ele foi. Quis se mostrar mais homem do que eu. E não vai ser. Não vai ser. Meu time e minha camisa vou defender. Vou com tudo. Com respeito, visando a bola”, avisou o atacante.

Enquanto o camisa 9 dava entrevistas na saída do gramado, Prass pisou em seu pé. Mas garante que foi acidental e agradeceu por não ter reconhecido Ricardo naquele momento. “Se eu visse que era ele ali, não teria esbarrado, teria feito coisa pior. Graças a Deus, não vi que era ele. Ainda bem que ficamos no meio de campo, cumprimentando a torcida, deu para esfriar um pouco a cabeça”, declarou.

Ricardo sorriu ao saber das ameaças do goleiro, adotando tom irônico. “Tive um livramento, então. Senão poderia ir para o hospital. Ainda bem. Graças a Deus vou poder chegar à minha casa. Foi um pisão, ele não viu, acho que não está enxergando direito. Faz parte”, falou o atacante, sorrindo.

Os dois concederam entrevistas lado a lado e Prass, ao ser alertado da presença do rival, passou a atender os repórteres dando as costas para o atacante. “Não tenho motivo nenhum para cumprimentar”, avisou o goleiro, que se concentrou no atendimento à imprensa e não viu Ricardo Oliveira passar às suas costas, claramente evitando olhar o jogador do Palmeiras.

Mas, aos microfones, o centroavante continuou provocando, lembrando do Paulista, quando deu um cavadinha para marcar gol em Prass na primeira fase e venceu a final nos pênaltis. “Acho que foi a rivalidade. É normal. Pode ser um ressentimento da final. Da cavadinha. Pode ser, sim. Até o lance, não tinha nada. É uma situação um pouco diferente do que estamos acostumados a ver no futebol”, disse Ricardo Oliveira.

Santos 3 x 0 Figueirense

Data: 11/07/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.393 pagantes
Renda: R$ 191.280,00
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (ambos de GO).
Cartões amarelos: Paulo Ricardo (S); Yago, Cereceda, Rafael Bastos, Fabinho, Leandro Silva (F).
Gols: David Braz (30-1); Lucas Lima (22s-2) e Gabriel (17-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Werley e Zeca; Paulo Ricardo (Leonardo), Thiago Maia (Lucas Otávio) e Lucas Lima; Gabriel (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Geuvânio.
Técnico: Dorival Júnior

FIGUEIRENSE
Felipe; Leandro Silva, Marquinhos, Bruno Alves e Cereceda (Marquinhos Pedroso); Paulo Roberto, Fabinho, Yago (Ricardinho) e Rafael Bastos; Thiago Santana e Everaldo (Marcão).
Técnico: Argel Fucks



Dorival reestreia no Santos com vitória tranquila sobre o Figueirense

Dorival Júnior encontrou um pouco de tranquilidade no início de sua segunda passagem pelo Santos. Na noite deste sábado, o técnico reestreou pelo clube com uma vitória sem maiores dificuldades sobre o Figueirense, por 3 a 0, na Vila Belmiro. Os gols foram do zagueiro David Braz, do meia Lucas Lima e do atacante Gabriel.

O resultado tirou o Santos, agora com 13 pontos ganhos, ao menos momentaneamente da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O Figueirense também está ameaçado, totalizando 15.

O jogo

Os atacantes do Santos tentaram mostrar serviço para o seu novo treinador desde os primeiros minutos de partida. Apoiados pelo público presente na Vila Belmiro, ele tomaram a iniciativa de pressionar o Figueirense, principalmente pelo lado esquerdo do gramado.

Sem se expor muito, os visitantes procuraram diminuir o ritmo santista colocando a bola no chão, com paciente troca de passes no campo defensivo. Faltava criatividade para o time dirigido por Argel Fucks fazer algo além de tornar o jogo um pouco mais entediante.

O Santos também não chegava a encantar, mas continuava a incomodar a defesa adversária. A pedido de Dorival Júnior, que cobrava variações da sua equipe, o time da casa começou a explorar também o lado direito, com uma série de cruzamentos vindos dali.

Foi de uma cobrança de escanteio da direita que saiu o primeiro gol santista. Aos 30 minutos, Lucas Lima fez bom levantamento na área, e Gabriel completou na trave. Na sobra, David Braz soltou o pé para estufar a rede da Vila Belmiro.

A defesa do Figueirense se desestabilizou com a desvantagem no placar. Pouco depois do gol, Geuvânio tabelou com facilidade com Ricardo Oliveira e finalizou cruzado, errando o alvo.

Para tentar corrigir os problemas de sua equipe, Argel Fucks, que discutiu com o veterano Elano ao final do primeiro tempo, recorreu à entrada de Ricardinho no lugar de Yago no intervalo. Não adiantou.

Com 22 segundos da etapa complementar, o Santos conseguiu ampliar. Lucas Lima contou com uma bola mascada em passe de Ricardo Oliveira para arrematar de primeira dentro da área, no canto.

O Santos ficou mais leve com 2 a 0 no placar. O jogo se tornou propício para Lucas Lima aparecer com destaque na armação do time de Dorival Júnior, forçando uma contenção mais violenta por parte do Figueirense. Argel, então, viu-se obrigado a mexer de novo, com Marquinhos Pedroso na vaga do truculento Cereceda.

A segunda alteração de Argel também não surtiu efeito. Aos 17 minutos, Victor Ferraz protagonizou boa jogada do lado direito e cruzou para Gabriel mostrar oportunismo e concluir para o gol, fazendo a alegria da torcida da casa.

Jogadores revelam pacto para “mostrar a cara do Santos” a Dorival

Dorival Júnior teve pouco contato com os jogadores do Santos até a sua reestreia. O próprio elenco, no entanto, resolveu tomar uma atitude para que o técnico iniciasse a segunda passagem pelo clube com uma vitória – o time derrotou o Figueirense por 3 a 0 na noite deste sábado, na Vila Belmiro.

“A mão do treinador foi importante, mas nós nos fechamos entre nós. Fizemos uma reunião e decidimos que a situação não poderia continuar assim”, contou o atacante Ricardo Oliveira, que passou em branco desta vez, mas saiu de campo satisfeito. “Essa é a nossa cara – uma equipe compacta, aguerrida, lutando por todas as bolas. Agora é ter tranquilidade e continuar com esse espírito.”

Autor de um gol em jogada que contou com a participação de Ricardo Oliveira, o meia Lucas Lima seguiu a linha de raciocínio do companheiro. “Fizemos por merecer o placar desde o começo do jogo, pressionando. A gente pôde mostrar a cara do Santos”, comemorou, agradecendo ao público que foi à Vila. “O apoio foi fundamental”, disse.

Para Ricardo Oliveira, a nova postura será uma constante no Santos sob o comando de Dorival Júnior. “Já chegamos ao limite de jogar daquela maneira. Não dá nem para tomar o jogo com o Goiás como parâmetro, já que tivemos 15 minutos horríveis. Deu para ver que o espírito é outro. Isso é importante e deve ser valorizado”, comentou.

Apesar da animação com o resultado positivo, Lucas Lima também se preocupou em fazer média com o seu antigo treinador, Marcelo Fernandes. “Ele não tinha culpa no que vinha acontecendo. A mudança ocorreu dentro de cada um e foi fundamental para vencermos”, concluiu o meia.

Dorival adota conservadorismo e credita reação aos atletas do Santos

Dorival Júnior evitou se vangloriar pela vitória por 3 a 0 sobre o Figueirense, neste sábado, na Vila Belmiro, em sua reestreia como técnico do Santos. Com pouco contato com os jogadores até então, ele procurou não inovar tanto e foi recompensado pelo comprometimento dos seus comandados.

“Eu não seria maluco de mudar em um momento como esse. Devemos ter paciência e fazer com que os jogadores resgatem a confiança para ter atuações do mesmo nível que já alcançaram neste ano”, comentou Dorival, que não mexeu no sistema tático santista.

Os próprios jogadores do Santos afirmaram que fizeram um pacto para reagir no Campeonato Brasileiro. Segundo o atacante Ricardo Oliveira, houve uma reunião para cobrar que atuações como aquela da derrota para o Goiás não se repitam.

“A mudança de postura foi dos atletas”, concordou Dorival. “Construímos um resultado importante, mas o técnico só participa de um detalhezinho ou outro. A mudança de postura cabe aos jogadores. Quando eles não assimilam, não adianta. Treinador pode até ajudar, mas, se o restante não quiser, as coisas não vão acontecer”, acrescentou, aproveitando para pedir que a culpa por eventuais fracassos não recaia sobre o técnico, como ocorreu com Marcelo Fernandes.

Com ou sem conservadorismo no comando, a meta de Dorival é fazer o Santos ser o mesmo da vitória sobre o Figueirense nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro. “Não podemos baixar o nível. Podemos até perder, mas desde que seja dessa forma, com espírito de luta. Não devemos nos entregar com tanta facilidade como vimos no meio de semana”, concluiu.

Goiás 4 x 1 Santos

Data: 08/07/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 1.829 pagantes
Renda: R$ 50.925,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS).
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e Rafael da Silva Alves (ambos do RS).
Cartões amarelos: Thiago Maia, Daniel Guedes, Werley (S).
Gols: Felipe Menezes (03-2), Fred (06-2), Felipe Menezes (13-2), Carlos Eduardo (16-2) e Ricardo Oliveira (43-2).

GOIÁS
Renan; Clayton Sales, Felipe, Fred e Diogo; Rodrigo, David, Liniker e Felipe Menezes (Juliano); Bruno Henrique e Carlos Eduardo (Murilo).
Técnico: Augusto César (interino)

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Caju), Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio (Neto Berola), Thiago Maia, Rafael Longuine e Lucas Lima; Gabriel (Marquinhos Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



Santos é atropelado pelo Goiás fora de casa e segue em crise profunda

No provável último jogo de Marcelo Fernandes à frente do time, o Santos foi humilhado pelo Goiás, nesta quarta-feira, no estádio Serra Dourada. Com dois gols de Felipe Menezes, ex-Palmeiras, Fred e Carlos Eduardo, todos marcados no segundo tempo, o Esmeraldino fez 4 a 1 no atual campeão Paulista, que descontou com Ricardo Oliveira, já no fim, de pênalti, e ficou mais distante da zona de rebaixamento ao chegar aos 13 pontos. Por outro lado, com a quarta derrota consecutiva e o jejum de vitórias fora de casa mantido, o Peixe segue na zona da degola, com 10 pontos.

A partida marcou a despedida de Augusto César do comando do Goiás, já que a diretoria já se acertou com Juninho Camargo, ex-auxiliar de Paulo Roberto Falcão. Aliás, o novo comandante assistiu a atuação de gala de sua equipe dos camarotes do estádio.

Em crise profunda, o Santos recebe o Figueirense na Vila Belmiro, às 18h30 do próximo sábado. Já o Goiás, que venceu uma partida depois de oito rodadas sem sair de campo com os três pontos, visita o Cruzeiro, no Mineirão, às 16 horas de domingo.

Sem empolgação
Goiás e Santos iniciaram o duelo desta quarta empatados com 10 pontos e necessitando da vitória para fugir da zona de rebaixamento. Porém, a primeira etapa não empolgou os poucos torcedores que compareceram ao estádio Serra Dourada. Com as arquibancadas praticamente vazias, as duas equipes pareciam mais preocupadas em não levar gols e se respeitaram muito na primeira metade da etapa inicial.

Aos 6 minutos, Bruno Henrique teve a melhor chance de marcar, após receber lançamento nas costas de David Braz, mas Vancerlei saiu rápido do gol e ganhou a dividida com o atacante.

O jogo só engrenou à partir dos 25 minutos, quando Thiago Maia deu um lindo passe para Gabriel, em lance de contra-ataque. Só zinho, o camisa 10 do Peixe bateu quase sem ângulo e forçou Renan a trabalhar.

Aos 28, já com o jogo mais movimentado, o Santos chegou de novo. Rafael Longuine jogou em Gabriel, que fez a parede e tocou para Ricardo Oliveira, mas Renan evitou o gol ao tirar a bola com o pé.

No lance seguinte, Liniker, que recebeu o nome em homenagem ao craque inglês, arriscou chute de longe e quase surpreendeu Vanderlei, que fez bela defesa. Aos 40, novamente o atleta do Goiás arriscou de fora da área e mais uma vez viu Vanderlei se dar bem, desta vez em bola rasteira.

Na sequência da jogada, Rodrigo cabeceou, após cobrança de escanteio, e viu a bola sair pela linha de fundo, assustando o time santista.

O jogo

Oposto ao primeiro tempo, a etapa complementar começou agitada. Logo aos dois minutos, Lucas Otávio atropelou Bruno Henrique dentro da área e cometeu pênalti. Na cobrança, Felipe Menezes deslocou Vanderlei e abriu o placar.

O Peixe voltou irreconhecível após o intervalo e foi punido por isso. Aos 6 minutos, Felipe Menezes cobrou falta na área. Werley afastou mal e o zagueiro Fred bateu para o fundo do gol.

Marcelo Fernandes, então, resolveu colocar o time para frente e sacou Lucas Otávio para a entrada de Neto Berola. O alvinegro quase diminuiu com Ricardo Oliveira, mas aos 13 levou o terceiro em uma falha terrível de Thiago Maia. O jovem volante perdeu a bola ainda no campo de defesa. No contra-ataque, Felipe Menezes bateu de fora da área e fez seu segundo gol no jogo.

A jovem equipe santista sentiu o momento ruim e não conseguia mais sair jogando. E em mais um erro infantil, o Esmeraldino chegou ao quarto gol. Daniel Guedes foi atrasar a bola de cabeça para Vanderlei, mas acabou servindo Bruno Henrique, que avançou até a linha de fundo e cruzou para Carlos Eduardo marcar, já com gol vazio. A esta altura, o Santos tentava apenas se reencontrar em campo. O Goiás sobrava e tocava a bola como queria. Com triangulações e sem qualquer dificuldade, o time da casa por pouco não chegou ao quinto gol na sequência.

No Peixe, Gabriel e Daniel Guedes saíram para as entradas de Marquinhos Gabriel e Caju, respectivamente. Com isso, Marcelo Fernandes conseguiu colocar seu time novamente no jogo. Até porque o ímpeto dos goianos já não era mais o mesmo.

Aos 43, Neto Berola ainda sofreu pênalti de Rodrigo e Ricardo Oliveira diminuiu o prejuízo santista. O camisa 9 chegou aos oito gols no Campeonato Brasileiro e segue como artilheiro isolado da competição, mas sequer teve coragem de comemorar. Desta forma, o jogo acabou com muita comemoração dos donos da casa e com os santistas nitidamente abatidos com mais um tropeço.

Após sofrer goleada, David Braz sai em defesa de Marcelo Fernandes

O Santos acabou sendo goleado no confronto direto frente o Goiás, nesta quarta-feira, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota por 4 a 1 e a manutenção da equipe na zona de rebaixamento, o clima no time de Vila Belmiro ficou ainda pior. Agora, já são quatro derrotas seguidas. Apenas uma vitória nos últimos dez jogos. Diante dessa situação, David Braz fez questão de defender Marcelo Fernandes das críticas, mesmo ciente de que o técnico deixará o comando do time. A diretoria santista já avisou que deve anunciar o novo treinador nesta quinta. Dorival Jr, Alexandre Gallo e Doriva concorrem à vaga.

“Com certeza a diretoria procura fazer o melhor. Na minha opinião, o Marcelo não tem culpa. É um grupo. Ele ajudou a conquistar o Paulista. Estamos passando por um momento ruim, a responsabilidade é de todos. Deixamos para a diretoria fazer o melhor. Vamos respeitar a decisão deles e procurar fazer o melhor para o Santos”, comentou o zagueiro.

Ao analisar a péssima partida da equipe, o zagueiro teve dificuldades para explicar o apagão sofrido no segundo tempo, quando o Peixe acabou levando quatro gols em 16 minutos, e acusou o cansaço dos jogadores como justificativa.

“O segundo tempo foi muito rim. O pênalti desestabilizou a equipe. O Goiás é rápido, acabamos dando espaços. Viemos de duas partidas fortes, Porto Alegre, Rio de Janeiro, ficamos com um a menos contra o Grêmio, viemos jogar em um campo grande, contra uma equipe rápida. Agora é levantar a cabeça para poder ganhar contra o Figueirense. Vamos levantar a cabeça para reverter lá na Vila Belmiro”, afirmou.

Capitão, Ricardo Oliveira detona postura da diretoria santista

Se algum jogador ainda goza de credibilidade no elenco santista mesmo diante da atual crise do time, este é Ricardo Oliveira. Capitão da equipe, artilheiro do Campeonato Brasileiro e autor de oito dos 13 gols que o Peixe marcou até agora na competição, o centroavante não perdoou a diretoria santista pela postura adotada nos últimos dias sobre a situação que envolve a saída de Marcelo Fernandes e a chegada de um novo técnico, tudo sem consulta ou conversa com o grupo de jogadores.

“Atrapalha muito. Atrapalha não só na programação, na organização. Mas deixa uma situação desconfortável para todos, porque é uma demonstração de que o trabalho que está sendo realizado aqui não está sendo muito bom. E deixar essa situação aberta a todos… E a gente fica sabendo pela imprensa, porque não é passado nada”, desabafou o camisa 9, que também foi artilheiro e melhor jogador do Campeonato Paulista.

Sobre o jogo, o sempre sereno e racional Ricardo Oliveira tentou poupar críticas aos companheiros de time, mas se mostrou irritado com a situação depois da goleada sofrida pelo Goiás por 4 a 1.

“Não dá para a gente ficar encontrando algumas situações. É evidente, está claro. Temos levado alguns gols que são inadmissíveis”, disse. “Fato é que a gente está em uma situação muito complicada. Não sei se tem haver com essas indefinições, mas não podemos permitir fazer um segundo tempo igual o que fizemos”, completou, lembrando que, nesta quarta, o Peixe levou todos os gols na etapa complementar, mais precisamente em apenas 16 minutos.

Nesta quinta-feira, mesmo sem qualquer consulta ao elenco, a diretoria santista deve acertar a contratação de Dorival Jr. Marcelo Fernandes, que segue com prestígio com o grupo, voltará a ser auxiliar no clube.

Fernandes vê trabalho positivo e reclama de ‘silêncio’ da diretoria

Marcelo Fernandes fez, provavelmente, seu último jogo à frente do Santos nesta quinta, quando a equipe acabou sofrendo uma goleada por 4 a 1 para o Goiás. Mesmo assim, ao analisar seu próprio trabalho no comando do Alvinegro Praiano, o treinador se mostrou orgulhoso e convicto de que fez o seu melhor, e lamentou apenas a falta de transparência da diretoria com o elenco.

“Avaliação super positiva. Minha consciência é super positiva. O pessoal que vai no dia a dia sabe o quanto eu trabalho, sabe o quanto foi duro mudarmos aquela postura que tinha no Paulsita, naquelas sete rodadas, onde o grupo realmente estava angustiado pelas circunstâncias que aconteciam”, disse Fernandes, lembrando do clima pesado e da falta de união que existia por causa da insatisfação do elenco com até então treinador, Enderson Moreira.

“Eu, modéstia à parte, junto com o Serginho (Chulapa), tivemos uma conversa legal com a molecada. A molecada entendeu, já vinha na nossa faz tempo. E, graças a Deus, fomos premiados com o título. E as coisas aconteceram, perdemos muitos jogadores, o Campeonato Brasileiro é pesado. Minha avaliação é muito boa por tudo que a gente passou, e faz parte um clube grande passar por tudo isso”, completou.

A falta de resultados, porém, fez com que a diretoria desistisse de Marcelo Fernandes, que voltará a ser auxiliar. Nesta quinta-feira, Dorival Jr se reúne com a cúpula do clube para selar seu retorno ao Peixe.

Santos 1 x 3 Grêmio

Data: 05/07/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.942 presentes
Renda: R$ 136.690,00
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (PR)
Auxiliares: Rafael Trombeta e Luciano Roggenbaum (ambos do PR).
Cartões amarelos: Gabriel, Geuvânio (2), Caju, David Braz (S); Walace (G).
Cartão vermelho: Geuvânio (S).
Gols: Pedro Rocha (04-1); Galhardo (03-2), Ricardo Oliveira (19-2) e Yuri Mamute (35-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Paulo Ricardo e Caju; Lucas Otávio (Rafael Longuine), Thiago Maia (Neto Berola) e Lucas Lima; Geuvânio, Gabriel (Nilson) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Galhardo, Geromel, Rhodolfo (Erazo) e Marcelo Oliveira; Walace, Edinho, Giuliano e Douglas (Moisés); Luan e Pedro Rocha (Yuri Mamute).
Técnico: Roger Machado



Com direito a “olé”, Grêmio vence e afunda Santos na Vila Belmiro

A situação do atual campeão paulista se complica mais a cada rodada do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, jogando em casa, onde estava invicto na temporada, o Santos foi engolido pela boa fase do Grêmio e conheceu a terceira derrota seguida na competição.

Por outro lado, com o placar por 3 a 1, o Tricolor Gaúcho alcançou a marca de cinco vitórias seguidas e, com 23 pontos, chega à vice-liderança do Brasileirão. Enquanto isso, o alvinegro praiano, com 10 pontos, entra novamente na zona do rebaixamento por causa dos critérios de desempate em relação ao Goiás, agora o primeiro time fora do Z4.

Neste domingo, a equipe santista parece ter sido contaminada pelo clima frio e nublado e entrou em campo sonolenta. O Grêmio aproveitou o momento e abriu o placar com Pedro Rocha logo aos três minutos de jogo.

Ainda no primeiro tempo, Geuvânio acabou recebendo o segundo cartão amarelo e foi expulso por ter entrado em campo após receber atendimento médico sem autorização do árbitro. Com um a menos, o Peixe sofreu diante dos gremistas, que pareciam jogar em casa.

Na etapa complementar, Galhardo ampliou em mais um gol de boa triangulação e toque de bola da equipe do Rio Grande do Sul. Artilheiro do Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira ainda chegou aos sete gols e diminuiu o prejuízo dos paulistas, mas não foi o suficiente para evitar a derrota do Peixe. Aos 35, Yuri Mamute ainda marcou o terceiro para alegria dos poucos torcedores gremistas que foram à Baixada Santista e que terminaram o jogo gritando o famoso “olé”.

O jogo

Com a 11ª escalação diferente em 11 rodadas, o Santos demorou para entrar no jogo e acabou pagando cara pelo início sonolento. Confiante e empolgado pelas quatro vitórias seguidas, o Grêmio apertou o Peixe com uma marcação em cima dos zagueiros. E a tática do técnico Roger Machado surtiu efeito.

Logo ao três minutos, Giuliano assustou o goleiro Vanderlei após saída de bola errada dos defensores alvinegros. Em seguida, o mesmo meia recebeu pela direita, limpou a marcação de Caju e enfiou para Luan. David Braz falhou na marcação e Pedro Rocha se antecipou Victor Ferraz para completar o cruzamento já dentro da pequena área: 1 a 0 para os gaúchos aos 4 minutos de jogo.

Dois minutos depois, Luan arriscou de longe e a bola raspou a trave de Vanderlei. O lance gerou muitas críticas das arquibancadas, que já percebiam as dificuldades do Santos em se impor em casa.

Após os 18 minutos, a marcação gremistas já não era mais tão alta e o Peixe passou a ficar mais com a bola em seu pé. Porém, quando parecia que esboçaria uma pressão pela busca do empate, Geuvânio se envolveu em uma polêmica com o árbitro Felipe Gomes da Silva que mudou a história do jogo.

O camisa 11 recebeu um cartão amarelo aos 26 minutos após cometer uma falta no meio de campo. No lance, o jogador precisou sair para receber atendimento médico. Ao retornar para o jogo, Geuvânio roubou a bola do adversário e partiu em direção ao gol. No entanto, o árbitro, alegando que nem ele nem o quarto árbitro autorizaram o retorno do jogador ao campo, deu o segundo amarelo e, consequentemente, o vermelho para o atleta.

A atitude o juiz gerou uma revolta generalizada no banco de reservas santista, porque o árbitro fez um sinal com os braços, pouco antes de Geuvânio entrar no campo. A sequência do jogo mostrou um Santos apático e mais enfraquecido com um jogador a menos e o Grêmio jogando à vontade na Vila Belmiro. Giuliano ainda teve uma grande chance de ampliar ao sair cara a cara com o goleiro Vanderlei, mas, após driblar o camisa 1, foi travado por Caju. No rebote, Douglas isolou.

Assim, sob muitas vaias e protestos dos torcedores presentes, o primeiro tempo terminou 1 a 0 para os visitantes.

No retorno para o segundo tempo, apesar de Marcelo Fernandes ousar colocando Rafael Longuine no lugar do volante Lucas Otávio, o panorama do jogo não mudou em nada. Tranquilo e consciente da vantagem numérica, o Grêmio voltou melhor mais uma vez e logo aos três minutos ‘jogou um balde de água fria’ nos santistas com mais um gol.

Giuliano infiltrou pelo meio, tabelou com Douglas e serviu Galhardo na direita. O lateral dominou e bateu cruzado, sem chance para Vanderlei. Um belo gol na Vila.

A tarde realmente não era do Peixe. Antes dos 15 minutos, Gabriel sentiu a perna direita e pediu para ser substituído. Marcelo Fernandes escolheu o centroavante Nilson para entrar no jogo e ouviu muitos gritos de “burro” das arquibancadas.

Mesmo assim, o Peixe foi valente e, em um cochilo dos defensores gremistas, diminuiu a vantagem do rival. Thiago Maia recuperou a bola e rolou para Rafael Longuine. O meia deixou Ricardo Oliveira sozinho para marcar seu sétimo gol no Campeonato Brasileiro.

Marcelo Fernandes, então, partiu para o tudo ou nada em busca do empate heroico. Colocou Neto Berola no lugar de Thiago Maia e mandou o time ao ataque mesmo com um homem a menos.

Mas o Grêmio em nenhum momento perdeu a calma e o domínio do jogo. Assim, conteve o ímpeto santista e, aos 35, matou o jogo. Douglas, com muito espaço na entrada da área, colocou Yuri Mamute na cara do gol e o jovem atacante não desperdiçou, batendo por baixo do goleiro Vanderlei para marcar o terceiro gol. Desta forma, o Santos volta à zona de rebaixamento e o Grêmio chega à vice-liderança do Brasileirão.

Expulsão de Geuvânio gera indignação de santistas após nova derrota

O Grêmio sobrou no duelo deste domingo contra o Santos. Em plena Vila Belmiro, os gaúchos fizeram 3 a 1, assumiram a ponta da tabela e ainda deixaram o Peixe na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. No entanto, um lance confuso ainda no primeiro tempo revoltou os donos da casa.

Aos 28 minutos, Geuvânio, que havia acabado de receber um cartão amarelo, deixou o campo para receber atendimento médico. Quando retornou para o jogo, já tomou a bola do adversário e partiu em contra-ataque. Neste instante, o árbitro paranaense Felipe Gomes da Silva parou lance e, depois de mostrar o segundo cartão amarelo, expulsou o atacante alegando que ainda não havia autorizado sua entrada. Entretanto, uma imagem da TV mostra a autoridade gesticulando como se tivesse liberando Geuvânio para regressas à partida, pouco antes do camisa 11, de fato, entrar no gramado.

“Hoje, acho que o juiz prejudicou bastante. Com um a menos o jogo ficou bem mais difícil”, reclamou Gabriel. “A gente acabou prejudicado pela comissão de arbitragem hoje, que teve uma falta de comunicação ali. Se a bola tivesse ido pra outro lado, ficava tudo normal, como ele (Geuvânio) pegou a bola já no ataque, o juiz resolveu parar depois da reclamação dos gremistas. Além de enfrentar um adversário difícil hoje, tivemos que enfrentar o árbitro também”, afirmou David Braz, com discurso parecido de Victor Ferraz.

“Seguinte, o que a gente falar nesse momento é jogador contra a gente. O que a gente tem que fazer é ganhar jogo. Não adianta falar alguma coisa agora, porque as coisas não estão acontecendo. Se ganhar, tem chance de voltar a ser elogiado. Mas, no vestiário, a gente vê o lance e vê o juiz mandando o Geuvânio voltar. Aí é complicado. Temos quatro expulsões no campeonato injustas. E aí a gente fica correndo errado em campo”, esbravejou o lateral.

Após o fim da primeira etapa, Ricardo Oliveira, capitão do Peixe, e Douglas, experiente meia do Grêmio falaram sobre o lance antes de descerem para o vestiário. “Não dá para ver porque eu estava distante. Não estava próximo ao arbitro. Mas, segundo ele, ele não autorizou a entrada, e muito menos o quarto árbitro. A única informação é que ele disse que o Geuvânio estava limpo (sem sangue exposto)”, relatou o centroavante.

“Eu realmente não vi nada. Acabei acompanhando o lance da bola, não consegui olhar diretamente para o árbitro. Não sei se ele autorizou ou não”, disse o gremistas, admitindo que o lance acabou prejudicando os donos da casa. “Acho que sim. Com um jogador a menos, um jogador importante, que é rápido, que puxava o contra-ataque. O Santos lamenta, mas a gente agradece”, finalizou Douglas.

Fernandes detona árbitro e diz que até técnico do Grêmio admitiu erro

A expulsão de Geuvânio aos 28 minutos do primeiro tempo gerou revolta dos jogadores santistas após a derrota para o Grêmio por 3 a 1, na Vila Belmiro. E, como não podia ser diferente, Marcelo Fernandes também esbravejou na coletiva de imprensa já após ter visto as imagens da TV que mostraram o árbitro do Paraná, Felipe Gomes da Silva, fazendo um gesto que remete a uma autorização para o jogador entrar em campo.

No momento do cartão vermelho, depois de mostrar o segundo amarelo, o juiz explicou que nem ele nem o quarto árbitro haviam autorizado o atacante a regressar para o jogo.

“Estou cansado de falar. Quanto mais eu falar, mais eu vou me prejudicar. O Grêmio é um time de ‘macaco velho’, não vão perder a oportunidade. Mas o Roger (técnico do Grêmio) veio me falar que viu o árbitro chamando o jogador (Geuvânio). O Santos foi prejudicado hoje, sim”, reclamou o comandante santista.

“Grande arbitragem contra. Quem diz que eu não iria virar o jogo no primeiro tempo? Quem vê isso agora? Na súmula, o juiz coloca o que ele quer. Já foi, já perdi, já era. Não é muleta, mas foi crucial, a expulsão, para a derrota de hoje. O Roger Machado viu”, ressaltou.

Apesar da interferência da arbitragem, o Peixe conheceu sua terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro e voltou à zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com apenas 10 pontos em 11 rodadas. Com isso, Marcelo Fernandes sabe que corre risco de deixar o cargo a qualquer momento.

“Com certeza. Futebol é assim. Estou trabalhando. Me incomoda estar trabalhando sério e os resultados não virem. Não tem ninguém no CT dando migué. Só tenho a agradecer, e vou acatar a decisão que a diretoria tomar”, disse, em tom conformado.

Ainda assim, o treinador torce por uma ação da diretoria no sentido de reforçar o grupo com jogadores experientes, que possam respaldar um elenco formado por tantos jovens.

“Uma vitória em nove jogos não tem tranquilidade. Time grande é assim. Sou muito realista. Eu acho que sim, a diretoria precisa fazer algo. E está correndo atrás. Estou preocupado com a situação, porque estamos procurando, mas não estamos conseguindo”, contou.

Fernandes clama por reforço e agradece a Deus por garotos da base

Se antes da partida deste domingo Marcelo Fernandes já engrossava o coro por um reforço de peso para a equipe, após a derrota por 3 a 1 para o Grêmio em plena Vila Belmiro, o primeiro revés em casa do time na temporada, o técnico santista deixou claro que o time dificilmente sairá da crise se continuar apostando em tantos atletas jovens juntos.

“Esses meninos estão pulando etapas da vida deles. Tínhamos seis da base, mas ninguém experiente ao lado deles. O campeonato é difícil. Eles são muito bons, mas (o time) precisa de um toque de experiência. Precisamos qualificar o grupo”, exclamou o treinador, pressionado pelo retrospecto de apenas uma vitória nas últimas nove partidas.

“Tem moleque de 17 anos, como o Diogo (na verdade, tem 18), que está treinando muito bem. Ia colocar no jogo hoje (domingo), mas não deu. Ele não aguenta o tranco porque vem de cirurgia pesada. Eles sobem para o profissional com personalidade forte. Cabeça erguida. O Santos tem que agradecer a Deus por eles. Eles estão passando por uma prova de fogo”, avisou.

E não basta apenas contratar qualquer jogador para compor o elenco. Durante sua coletiva de imprensa depois da derrota que recolocou o Santos na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, Marcelo Fernandes explicou do que o time precisa.

“Perfil de maturidade. O outro time vai olhar e reconhecer a experiência. O Santos está muito bem servido, mas o campeonato necessita de jogadores experientes e maduros. Não tem folga, não tem espaço para lamentar. Já conversamos sobre nomes, e a diretoria estava correndo atrás”, explicou.

Jogando a responsabilidade na mão da diretoria e, principalmente, em cima do presidente Modesto Roma Jr, Fernandes, ao mesmo tempo em que cobra um jogador com mais experiência para dividir o protagonismo da equipe com Ricardo Oliveira, já que Robinho deixou o grupo definitivamente, também faz questão de ressaltar o empenho dos atletas que deixaram as categorias de base há pouco tempo.

“Tem que honrar o que esses moleques fizeram. Estão dando conta do recado”, reiterou. “Temos que dar moral para os garotos. Não tem o que reclamar. O campeonato não permite ficar lamentando. Quarta tem jogo e eles têm que estar com a cabeça boa. Tem que dar moral para eles”, afirmou.

Antes otimistas, santistas já admitem preocupação com momento crítico

O Santos conquistou o Campeonato Paulista de forma surpreendente para muitos críticos e até torcedores. A equipe superou todos os problemas internos e ficou com a taça no primeiro semestre. Porém, a equipe sofreu um verdadeiro choque de realidade no Campeonato Brasileiro. Em 11 rodadas, venceu apenas duas vezes e está na zona do rebaixamento com uma sequência negativa de apenas uma vitórias nas últimas nove partidas.

Nestas circunstâncias, os discursos de que em questão de tempo as coisas se encaixariam ou de que o time estava sofrendo com uma falta de sorte passageira, agora, são resumidos em uma palavra: preocupação. “A gente se preocupa, sim. Pela qualidade do time, não pode passar por isso. Foi um jogo atípico. Temos que acordar e voltar a ganhar”, falou o meia Lucas Lima, comentando a derrota para o Grêmio no domingo.

O camisa 20, aliás, evitou condenar a atitude de algumas torcedores, que protestaram de uma forma ainda não vista nesta temporada, após o placar de 3 a 1 para gaúchos, em plena Vila Belmiro. “A fase não está boa. Estão no direito deles. Apoiaram o jogo todo e têm direito de reclamar”, resumiu.

David Braz, que voltou ao time no domingo, foi outro atleta a demostrar abatimento e não conseguiu explicar porque o Peixe não consegue engrenar no Nacional por pontos corridos. “A gente está fazendo de tudo. Pouco tempo de trabalho de um jogo para o outro. Não conseguimos teinar bem. Tivemos que recuperar os jogadores, viagem, tudo. A gente acabou tomando gol no comecinho, a equipe do Grêmio acabou começando melhor que a gente e agora é trabalhar para reverter essa situação”, analisou.

E, com números tão ruins, a pressão sobre o técnico Marcelo Fernandes não poderia deixar de ser forte e intensa. Chamado de burro por alguns torcedores naquela que foi a primeira derrota santista em seu estádio nesta temporada, o comandante alvinegro tentou se defender.

“Nós trabalhamos muito no dia a dia. Estou fazendo de tudo para o Santos melhorar. Trabalhamos muito e a molecada está tentando”, disse. “Preocupação a gente tem. Foi um jogo atípico. O Ricardo (Oliveira) bateu uma (bola) cruzada que poderia ter sido o 2 a 2. O time do Grêmio é muito qualificado, então, tivemos que nos desdobrar bastante”, explicou.

Nesta segunda, o elenco se reapresenta no CT Rei Pelé para um trabalho regenerativo, sem atendimento à imprensa. Sob pressão, o Peixe inicia a semana de olho na partida desta quarta, contra o Goiás, no Serra Dourada.

Sem Geuvânio, que foi expulso contra o Grêmio, Marcelo Fernandes contará com os retornos de Daniel Guedes e Werley, que cumpriram suspensão. A partida é muito importante para ambas as equipes, já que se trata de um confronto direto. Santos e Goiás têm os mesmos 10 pontos, com o Esmeraldino à frente apenas por causa do saldo de gols (-3 contra -4).