Santos 1 x 0 Audax-SP

Data: 21/03/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 11ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 11.007 pessoas (9.113 pagantes)
Renda: R$ 264.065,00
Árbitro: José Cláudio Rocha Filho
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Eduardo Vequi Marciano
Cartões amarelos: Cicinho e Lucas Lima (S); André Castro e Camacho (A).
Gol: Ricardo Oliveira (17-1).

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Vitor Ferraz; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Elano).
Técnico: Marcelo Fernandes

AUDAX
Felipe Alves; Didi, Francis e Léo Bahia; Marquinho, André Castro, Camacho e Gilsinho (Bruno Paulo); Matheus (Rondinelly); Rafael Longuine (Thiago Silvy) e Ytalo.
Técnico: Fernando Diniz



Santos perde chances e sofre, mas triunfa sobre Audax no Pacaembu

O Santos perdeu a chance de construir uma goleada ainda no primeiro tempo e acabou sofrendo para derrotar o Audax no Pacaembu. Os visitantes pressionaram após o intervalo, também desperdiçaram as suas oportunidades e não conseguiram evitar o triunfo alvinegro por 1 a 0, com um bonito gol de Ricardo Oliveira.

O resultado manteve a formação praiana, que optou por atuar mais uma vez em São Paulo, com a melhor campanha do Campeonato Paulista. São 29 pontos e a liderança folgada do Grupo D, já com a classificação às quartas de final assegurada. O Audax, com 16, está tem terceiro no Grupo A e ainda alimenta esperança de avançar.

A equipe sediada em Osasco usou a arriscada estratégia do técnico Fernando Diniz, recusando-se a dar chutões e oferecendo a bola com frequência ao adversário. O Santos criou impressionantes 13 ocasiões de gol, aproveitando uma delas – em uma das bolas roubadas, Ricardo Oliveira recebeu de Cicinho, chapelou o goleiro e marcou.

As outras 12 foram desperdiçadas. Entre elas, Geuvânio viu sua batida de pênalti ser defendida por Felipe Alves. E o custo quase foi alto no segundo tempo, quando o time de Marcelo Fernandes já não tinha força para apertar a saída. A pressão foi infrutífera, o Santos também perdeu novas chances, e o placar não voltou a ser mexido.

O jogo

O Santos adotou a estratégia que todos os times grandes têm utilizado quando enfrentam o Audax. Apertou a saída de bola do adversário, que é proibido por Fernando Diniz de dar chutões mesmo em situações de grande risco, e começou a criar uma oportunidade de gol atrás da outra no Pacaembu.

Aos cinco oito minutos, quatro chances claras já haviam sido criadas, sempre em bolas tomadas no campo de ataque. Geuvânio chutou duas à direita, falhando por pouco. Lucas Lima e Ricardo Oliveira também finalizaram com liberdade, errando o alvo ou parando no goleiro Felipe Alves.

Sem abrir mão de trocar passes, o Audax era perigoso quando conseguia superar a primeira linha de marcação alvinegra. Gilsinho deu um chute perigoso de fora da área. Matheus teve boa chance em contragolpe muito bem construído por Rafael Longuine e bateu à esquerda.

Aos 17 minutos, Robinho esteve bem perto gol, em lance armado por Geuvânio, mas parou em Marquinho em cima da linha. Logo na sequência, no entanto, os visitantes tentaram sair driblando e viram a bola ser tomada por Cicinho. O lateral lançou Ricardo Oliveira, que, na cara do gol, chapelou Felipe Alves antes de completar de cabeça.

Nada mudou com o gol. Ricardo Oliveira teve nova chance na área, Lucas Lima parou em boa defesa de Felipe Alves. Aos 27, após nova roubada de bola, Renato invadiu a área, tentou drible no goleiro e foi derrubado pelo zagueiro André Castro. Robinho deixou o pênalti com Geuvânio, que bateu no canto esquerdo. Felipe Alves pegou.

O erro fez o Audax crescer. André Castro, de fora, parou em ótima defesa de Vanderlei. Na batida do escanteio, Camacho apareceu livre para concluir por cima. Refeito do susto, o Santos teve mais três chances até o intervalo. Lucas Lima chegou a acertar o travessão em cobrança de falta.

O Audax voltou do vestiário com Bruno Paulo e Rondinelly. Logo a um minuto, Bruno Paulo ficou perto de concluir de cabeça, após batida de falta, e não conseguiu o desvio fatal. Na resposta, Geuvânio avançou com liberdade, bateu da entrada da área e mandou à direita.

O que via no início do segundo tempo eram os visitantes mais agressivos, chegando especialmente com Bruno Paulo pela esquerda. Aos nove minutos, Camacho dominou na área, em boa posição para finalizar e foi ao chão após o choque com Cicinho, reclamando bastante de pênalti.

O Santos já não tinha força para apertar a saída do Audax, que passou a pressionar, criando oportunidades em sequência. Na melhor delas, Ytalo ficou com rebote de Vanderlei na cara do goleiro e parou nele. Longuine deu dois bons chutes de fora da área. E Ytalo errou por muito pouco em finalização após escanteio.

Os visitantes se viam em superioridade no meio de campo para trocar passes. Robinho e Geuvânio tiveram espaço para finalizar e não pegaram bem, aumentando a impaciência da E a torcida alvinegra, impaciente, começou a pedir a entrada de Gabriel – solicitação atendida por Marcelo Fernandes.

Antes que o atacante substituísse Geuvânio, o Santos desperdiçou ótima chance para matar o jogo em contra-ataque. A bola passou por Lucas Lima e chegou a Ricardo Oliveira, que, na saída do goleiro, preferiu rolar para Robinho. O passe não foi dos melhores, e o camisa 7 bateu mal.

Thiago Silvy foi a última aposta de Fernando Diniz, e Marcelo Fernandes procurou dar consistência ao meio-campo com Elano. O Santos teve três chances seguidas na sequência, com Robinho, que parou em Felipe Alves na mais clara delas. O Audax não teve força nos minutos finais.

Bastidores – Santos TV:

Santistas valorizam vitória apesar de oportunidades desperdiçadas

Os jogadores do Santos que se pronunciaram após a vitória por 1 a 0 sobre o Audax apresentaram visões bem parecidas sobre a partida. Eles lamentaram o impressionante número de oportunidades de gol desperdiçadas e valorizaram um triunfo que acabou sendo mais difícil do que deveria.

“A gente teve chance para fazer muitos gols no primeiro tempo. Não aproveitamos e demos chance para eles crescerem no jogo. O Audax mostrou que tem um bom time”, afirmou o lateral Victor Ferraz. “A gente está de parabéns pela vitória, porque o Audaz é um time difícil de se jogar contra”, concordou o meia Elano.

Só no primeiro tempo, houve 13 oportunidades de gol e quase todas foram perdidas – em uma delas, Geuvânio teve pênalti defendido por Felipe Alves. Só quem marcou foi Ricardo Oliveira, que chapelou o goleiro antes de marcar de cabeça o único gol de um jogo movimentado.

“É, acho que faltou um pouquinho de precisão na hora de finalizar, mas vamos valorizar os três pontos e a melhor campanha do Paulista, que é nossa”, disse o centroavante, um dos que tiveram chances de balançar a rede por causa das bolas roubadas no campo de defesa do Audax.

Mesmo perdendo bolas com frequência, o time de Fernando Diniz se recusa a dar chutões a acaba oferecendo munição ao inimigo. “A gente sabia que a equipe deles era isso mesmo, eles tocam a bola. A gente podia e queria ter ganhado por mais de um gol, mas o importante são os três pontos”, concluiu Ricardo Oliveira.

Londrina 0 x 1 Santos

Data: 17/03/2015, terça-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio do Café, em Londrina, PR.
Público: 10.917 pagantes (11.755 presentes)
Renda: R$ 396.370,00
Árbitro: Paulo Henrique de Melo Salmazio (MS)
Auxiliares: Leandro dos Santos Ruberdo e Sérgio Alexandre da Silva (ambos de MS).
Cartões amarelos: Paulinho, Germano e Dirceu (L); Lucas Lima, Cicinho e Valencia (S).
Gol: Robinho (07-2, de pênalti).

LONDRINA
Vitor; Lucas Ramon, Dirceu, Silvio e Lino; Diogo Roque, Germano, Léo Maringá (Rone Dias) e Celsinho (Koffi); Arthur e Paulinho (Wéverton).
Técnico: Claudio Tencati

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, David Braz, Werley e Vitor Ferraz; Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho (Gabriel) e Ricardo Oliveira (Thiago Ribeiro).
Técnico: Marcelo Fernandes



Peixe vence com pênalti polêmico, mas goleiro garante jogo de volta

O Santos poupou seus principais titulares no fim de semana e mandou força máxima para enfrentar o Londrina na estreia da equipe na Copa do Brasil. Porém, mesmo assim não evitou o jogo de volta para definir a vaga na 2ª fase da competição. O único gol do jogo na noite desta terça-feira, no estádio do Café, foi marcado por Robinho, em cobrança de pênalti. Aliás, o lance gerou muita reclamação por parte de jogadores e torcedores do Tubarão, já que árbitro viu mão na bola em jogada que Germano afastou o perigo com o ombro.

Mesmo assim, o nome do jogo foi Vitor. O goleiro do Londrina realizou pelo menos quatro grandes defesas e, assim, garantiu o segundo jogo entre as equipes dia 16 de abril, uma quinta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro.

O Peixe jogará pelo empate e apenas o placar de 1 a 0 para o time paraense levará a decisão para os pênaltis.

O jogo

Com o apoio da torcida, o Londrina partiu para cima do Santos logo após o apito inicial. Sem tanta efetividade, o Tubarão jogava no campo de ataque, tinha mais a bola em seus pés e buscava uma brecha na zaga santista, que se postava muito bem. Aos 7 minutos, o time da casa chegou a balançar as redes, mas a festa da torcida foi frustrada pelo impedimento corretamente marcado pelo auxiliar, após cobrança de falta na área.

Aos poucos o Santos foi se soltando e aproveitando a grande extensão do campo no Estádio do Café. A primeira finalização veio só aos 13 minutos, em cobrança de falta de Ricardo Oliveira, facilmente defendida por Vitor.

Cinco minutos depois, porém, o camisa 1 do time paranaense salvou sua equipe. O camisa 9 do Peixe recebeu de Robinho e, de fora da área, soltou um petardo, no ângulo. Vitor tocou na bola antes que dela explodir no travessão.

O jogo ficou mais equilibrado e aberto, com possibilidades para os dois times, após a primeira metade da etapa inicial. Robinho teve uma boa chance ao receber uma bola de presente da zaga do Londrina, mas bateu colocado, para fora.

Aos, 30, Vanderlei evitou o gol dos mandantes em bela cobrança de falta do experiente Celsinho, mas as 36, Vitor chamou a atenção para si novamente.

Ricardo Oliveira saiu da área, atraiu a marcação e deu uma linda assistência para Vitor Ferraz. O lateral, que mais uma vez atuou improvisado na esquerda, ainda teve tempo e limpar a marcação antes de bater, praticamente da marca do pênalti, mas o arqueiro Vitor mostrou que estava inspirado e realizou uma defesa espetacular.

O Santos ainda criou uma boa oportunidade com Lulas Lima antes do apito do árbitro, mas os times desceram para o vestiário sem mexer no placar.

A segunda etapa começou e logo aos cinco minutos um lance polêmico. Após jogada de Lucas Lima pela direita, Ricardo Oliveira finalizou e Germano, ex-jogador do Santos, abriu o braço, mas tirou a bola para escanteio com o ombro. Porém, o árbitro entendeu que o volante tocou a bola com o braço e deu pênalti, além do cartão amarelo para Germano.

Depois de muita reclamação, Robinho bateu com força e superou Vitor, que acertou o canto, mas não evitou a abertura do placar.

Aos 11 minutos, o Londrina tentou responder e foi a vez de Celsinho pedir pênalti após ser derrubado na área. O juiz mandou seguir e percebeu que estava dali para frente carregaria a pressão por ter assinalado a penalidade máxima contra o time da casa.

O Londrina se abateu e, diferente do primeiro tempo, não conseguia agredir a zaga santista. E o prejuízo só não era pior porque Vitor seguia provando que estava em grande noite.

Aos 22, Robinho arriscou de fora da área e o goleiro voou para espalmar. No rebote, com o camisa 1 ainda se recuperando, Ricardo Oliveira cabeceou, de primeira, e Vitor mais uma vez salvou o Tubarão, desta vez com os pés.

Quinto colocado no Campeonato Paranaense e sem vencer há três jogos, o Londrina percebeu que dificilmente superaria o Peixe na técnica e passou a tentar se defender de todas as maneiras para levar a definição da vaga para o segundo jogo. A esta altura, Vanderlei era apenas um espectador no jogo.

E depois de ser beneficiado pelo erra da arbitragem, aos 30 do segundo tempo foi a vez do Santos reclamar. Lucas Lima foi tocado por trás depois de fazer fila, caiu dentro da área, mas o juiz mandou seguir a jogada e nada marcou.

O Peixe encontrava muito espaço e sobrava em campo. Cicinho e Robinho não só não definiram a classificação por causa da pontaria torta.

Não faltavam oportunidades. Aos 37, o Londrina saiu jogando errado três vezes seguidas na entrada de sua área, mas os paulistas, até com uma certa displicência, não aproveitavam. Robinho, apesar do gol de pênalti, perdeu uma grande oportunidade ao finalizar de pé esquerdo.

Bastidores – Santos TV:

Robinho vence sal grosso e comemora; Germano reclama de pênalti

Antes de Santos e Londrina entrarem em campo, a torcida do Tubarão já fazia pressão no Estádio do Café. Uma torcedora chegou a afirmar que Robinho não faria gol por causa de seu sal grosso. Porém, a partida terminou com o placar de 1 a 0 favorável ao Peixe, e justamente com o gol assinalado pelo camisa 7. Depois da partida, Robinho brincou com a situação.

“Eu sou cristão, o meu Deus é muito maior do que sal grosso. Quem está com Deus não precisa disso. Sal grosso é bom no churrasco”, disse, aos risos, em entrevista ao Sportv. “Ganhamos, era o que queríamos, poderíamos ter matado o jogo, mas estamos satisfeitos. O sal grosso manda ela (a torcedora) me dar para eu colocar na minha picanha”, completou, sempre em tom sarcástico.

O lance que definiu o placar do jogo gerou muita reclamação dos jogadores do Londrina. Germano chegou a abrir o braço, mas afastou o perigo da área de seu time com o ombro. No entanto, o árbitro apontou a marca da cal.

“É interpretação. O jogador abriu o braço, o juiz que tem que saber se foi ou não. Bati bem e fiz o gol. Poderíamos caprichar mais na finalização, mas o time está de parabéns com a vitória”, finalizou o capitão santista.

Por outro lado, Germano, que atuou com o próprio Robinho em 2010, no time de Vila Belmiro, deixou o campo revoltado.

“Não foi pênalti, a bola pegou no meu ombro, o que nos deixa mais tristes. Não é questionar a qualidade do Santos, mas fizemos um jogo de igual para igual e, de repente, o juiz vem e acaba atrapalhando todo o trabalho, prejudica a nossa equipe, as metas, os propósitos”, disse.

“Poderíamos ter tomado gol e sermos eliminados. Acho que fizemos um bom trabalho”, analisou, ainda de sangue quente.

Para Renato, goleiro rival e falta de pontaria adiaram classificação

O Santos bateu o Londrina por 1 a 0 e abriu vantagem na briga por uma vaga na segunda fase da Copa do Brasil. Mesmo assim, alguns jogadores lamentaram o fato de não terem eliminado a segunda partida, que será disputada dia 16 de abril, uma quinta-feira, na Vila Belmiro.

“Dava (para classificar). Tivemos oportunidades, mas o goleiro deles foi o melhor em campo. A equipe correu, lutou, buscou o segundo gol. Infelizmente, não conseguimos”, comentou Renato. “O Santos está criando, faltou um pouco de sorte para fazer o gol”, completou.

Vitor, o goleiro do Londrina, foi o grande nome do jogo. No primeiro tempo, o camisa 1 fez duas espetaculares defesas em finalizações de Ricardo Oliveira e Vitor Ferraz. Já na segunda etapa, o camisa 9 santista e Robinho voltaram a parar no arqueiro.

“Hoje o Londrina não foi eliminado pelo goleiro”, enfatizou Renato. “Ele fez grandes defesas. Não temos que lamentar, não”, completou o camisa 8.

“Na volta, temos que jogar 90 minutos como jogamos aqui, com atenção ao contra-ataque deles e não vacilar. Serão 90 minutos para decidir em casa”, avisou o experiente volante.

Vitor Ferraz, lateral que talvez tenha tido a chance mais clara de gol no jogo, também evitou lamentar a vitória pelo placar mínimo. “Eu já estive aqui, sei das dificuldades, o campo é grande, pesado. Dominamos o jogo e saímos satisfeitos”, disse.

Agora, o time de Marcelo Fernandes, técnico que chegou ao quatro jogo seguido com vitória à frente do Peixe, se concentra para enfrentar o Audax, às 16 horas (de Brasília) deste sábado, no Pacaembu, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista.

Classificado no Paulista

Com a derrota do Penapolense por 2 a 0 para o Botafogo, na noite desta terça-feira, em Ribeirão Preto, o Santos já garantiu sua classificação antecipada nas quartas de final da competição regional. O alvinegro, além de liderar o grupo D, também está na ponta da classificação geral, com 26 pontos. Ainda faltam cinco rodadas para o fim da primeira fase do Paulistão.

Marília 1 x 4 Santos

Data: 14/03/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, em Marília, SP.
Público: 6.849 total
Renda:R$ 181.480,00
Árbitro: Adriano de Assis Miranda
Auxiliares: Marco Antonio de Andrade Motta Junior e Maria Eliza Correia Barbosa.
Cartões amarelos: Gilberto Trindade (M) e Valencia (S).
Gols: Thiago Ribeiro (31-1); Marquinhos Gabriel (18-2), Bruno Farias (20-2), Thiago Ribeiro (30-2) e Gabriel (36-2).

MARÍLIA
Rodrigo Calchi; Gil, Thiago Gomes, Braga e Deca; Juninho Ortega (Gadelha), Boquita, Gilberto (Gilberto Trindade) e Evandro (Thiago Elias) e Bruno Farias; Leandro Costa.
Técnico: Bruno Quadros

SANTOS
Vanderlei; Cicinho (Vitor Ferraz), David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Valencia (Renato), Lucas Otávio e Elano (Lucas Lima); Marquinhos Gabriel, Thiago Ribeiro e Gabriel.
Técnico: Marcelo Fernandes



Reservas do Peixe goleiam por 4 a 1 e afundam o lanterna Marília

Mesmo com o time formado basicamente por reservas, o Santos conquistou mais três pontos no Campeonato Paulista nesta noite de sábado. A equipe do agora efetivado Marcelo Fernandes esteve longe de fazer uma grande partida, mas goleou o frágil Marília por 4 a 1, no estádio Bento de Abreu, pela 10ª rodada.

O resultado mantém o Peixe na liderança geral do Estadual com 26 pontos. Já são 8 vitórias e apenas dois empates do time de Vila Belmiro, líder disparado do Grupo D. Por outro lado, o Mac parece não ter mais salvação. Esta foi a oitava derrota da equipe, que soma apenas 2 pontos e segue na lanterna tanto do Grupo C, quanto da classificação geral do Paulistão.

Logo após o jogo, a delegação santista já iniciou a viagem para Londrina. Na terça-feira, o time estreia na Copa do Brasil contra a equipe paranaense, no estádio do Café, às 19h30, provavelmente com os titulares de volta.

Pelo Paulistão, o Santos recebe o Audax no próximo sábado, às 16 horas, no Pacaembu. No dia seguinte, o Marília visita o São Paulo, no Morumbi, no mesmo horário.

A chuva e o tipo de gramado do estádio Abreuzão fizeram com que muita lama se acumulasse no campo de jogo. Escorregadio e pesado, o gramado deixou a partida lenta. Além disso, a falta de inspiração dos jogadores atrapalhou o espetáculo na primeira etapa.

O time da casa abusou dos passes errados e conseguiu chegar ao gol de Vanderlei apenas após os 40 minutos, com dois chutes de fora da área que assustaram, mas não acertaram o alvo.

O Peixe, apesar de ter mais posse de bola, também não fez um grande jogo. Com sete reservas em campo, a equipe sentiu a falta de entrosamento e encontrou muitas dificuldades para furar a retranca do Mac.

Na única grande oportunidade que criou, o time de Marcelo Fernandes chegou ao gol. Cicinho, que deixou o jogo logo em seguida por causa de uma lesão muscular, fez jogada individual pela direita e cruzou baixo. O goleiro Rodrigo Calchi falhou e a bola sobrou para Thiago Ribeiro completar para o gol vazio.

“Resultado importante, temos de ter tranquilidade para ter uma boa postura e tentar fazer o segundo ou o terceiro. Tocamos bem a bola, mas está faltando velocidade no passe. Temos espaço, mas a bola está chegando muito devagar, fica ruim para jogar”, comentou o camisa 11, na saída para o vestiário.

E, assim como pediu o atacante, o Santos retornou para a etapa complementar mais aceso. Na verdade, o jogo ficou mais veloz, com o Marília ousando sair de trás para buscar ao menos um empate.

Diferente do primeiro tempo, o Mac chegou ao de Vanderlei antes dos 5 minutos, em chute de Bruno Farias, que mais uma vez passou perto do travessão. Na sequência, Thiago Ribeiro por pouco não marcou seu segundo gol no jogo em lance inusitado. O atacante recebeu na ponta esquerda e, ao tentar cruzar a bola para a área, mandou a bola direto para o gol, obrigando Rodrigo Calchi a fazer grande defesa.

Aos 18, depois de tanto martelar, o alvinegro ampliou sua vantagem no placar. A zaga do Mac falhou ao tentar fazer linha de impedimento e deixou Gabriel cara a cara com o goleiro. O camisa 10 não foi fominha e serviu Marquinhos Gabriel, que só empurrou a bola para as redes.

Mas nem deu tempo dos santistas comemorarem nas arquibancadas, pois, na saída de bola, o Marília foi para cima e Bruno Farias marcou um belo gol em chute de fora da área. Vanderlei deu o golpe de vista, mas foi surpreendido.

A partida, então, passou a ficar aberta, com o Marília criando chances pelas laterais, mas se expondo ao contra-ataque. E mesmo com o apoio da torcida local, o desnível técnico entre os times falou mais alto.

Assim, o Santos definiu sua vitória com mais dois gols. Primeiro, Thiago Ribeiro recebeu de Gabriel e bateu no canto, deslocando o arqueiro rival, para abrir 3 a 1. E já aos 36, foi a vez de Lucas Lima deixar Gabriel sozinho para fazer o seu e transformar a vitória em goleada.

O Marília ainda acertou o travessão com Leandro Costa nos minutos finais, mas o placar não foi mais alterado e o líder do Paulistão deixou a parida com a sensação de dever cumprido ao superar o lanterna da competição.

Bastidores – Santos TV:

Marcelo Fernandes dedica vitória ao elenco santista e ignora contrato

A carreira de treinador não podia iniciar de melhor forma para Marcelo Fernandes. Antes, como interino, o ex-auxiliar comandou a equipe nas vitórias por 3 a 0 em cima do Botafogo-SP e 2 a 1, de virada, no clássico com o Palmeiras. No último sábado, em seu primeiro desafio após ser efetivado no cargo, o Peixe bateu o Marília por 4 a 1. São três vitórias em três jogos, nove gols marcados e apenas dois sofridos.

“Sabíamos que era um jogo difícil, mas tínhamos confiança total no grupo. Você vê que tiramos vários jogadores por lesão e todos estão aí, viajaram, isso é o mais importante. Essa vitória é para eles”, disse Marcelo, lembrando que até os atletas que não foram relacionados para o duelo desta décima rodada do Campeonato Paulista, como o capital Robinho, foram ao estádio Bento de Abreu dar força à equipe.

Ao todo, sete reservas iniciaram a partida contra o lanterna do Estadual. Vitor Ferraz, Lucas Lima e Renato ainda chegaram a entrar na segunda etapa e ajudaram a construir a goleada debaixo de chuva, em um campo com muita lama.

“É o que eu falo para eles, não é papo de teoria. Elenco é isso aí, na hora que precisa tem que ser usado. O grupo todo é muito importante. Futebol hoje é assim, de grupo. Hoje você não é titular, mas sabe que vai entrar. E hoje o Santos está muito bem servido”, explicou Marcelo, garantindo que sua postura com o time não mudou após ser promovido.

“Não, eu só fui efetivado no cargo porque estou exercendo da melhor forma possível, não muda nada. Às vezes é difícil fazer o simples, e é isso que nós estamos fazendo. Eu, Serginho (Chulapa), Edinho, estamos tentando dar moral para os jogadores e simplificar”, ressaltou.

Técnico sem contrato

A situação do treinador santista pode ser considerada uma novidade no futebol brasileiro. Marcelo Fernandes é membro da comissão técnica permanente do Santos e foi efetivado com a condição de retornar ao posto de auxiliar caso a diretoria alvinegra, em algum momento, opte por contratar um novo técnico.

Diante disso, nem mesmo um contrato com prazos e condições salariais foram acordados. Marcelo Fernandes, assim como Serginho Chulapa e Edinho, recebeu apenas uma “gratificação de função”. Seu salário agora é de aproximadamente R$ 10 mil por mês. Só para se ter uma ideia, Enderson Moreira, que recebia um salário considerado baixo no mercado, ganhava R$ 180 mil mensais.

“Estou tranquilo, nem tratei nada disso, estou focado em ajudar o time, despreocupado quanto a isso. O presidente vai saber reconhecer o que a gente está fazendo, isso é o mais importante agora”, minimizou Marcelo Fernandes.

Santos 2 x 1 Palmeiras

Data: 11/03/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.416 pagantes
Renda: R$ 360.960,00
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Luis Alexandre Nilsen (ambos de SP)
Cartões amarelos: Geuvânio, Ricardo Oliveira, Valência, Lucas Lima e David Braz (S); Arouca e Dudu (P).
Gols: Vitor Hugo (07-1) e Renato (27-1); Ricardo Oliveira (16-2).

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz, Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Elano).
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel e Arouca; Allione (João Paulo), Robinho (Gabriel Jesus) e Dudu; Cristaldo (Leandro Pereira).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Peixe vira sobre Verdão, mantém tabu e assume a ponta do Paulista

No ano do centenário do clássico entre Santos e Palmeiras, as equipes paulistas honraram as tradições e fizeram um grande jogo nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Contudo, o Peixe mais uma vez bateu o Verdão e manteve o tabu de não perder para o time da Capital desde fevereiro de 2012. Agora são 6 vitórias e dois empates nos últimos oito clássicos.

O Palmeiras começou bem o duelo e abriu o placar antes dos dez minutos, com Vitor Hugo, após cobrança de escanteio. À partir disso, o Santos acordou e praticamente tomou conta do jogo até o fim. Ainda na etapa inicial, o alvinegro praiano empatou com Renato. A virada veio no segundo tempo com Ricardo Oliveira, após linda cavada na saída de Fernando Prass.

Com o resultado, o Santos chega a 23 pontos na liderança do Grupo D e da classificação geral do Campeonato Paulista. No sábado, o time da Baixada Santista visita o Marília, às 11 horas, pela 10ª rodada.

Por outro lado, o Palmeiras estaciona nos 18 pontos, mas segue tranquilo no Grupo C. A derrota interrompe a série e sete vitórias seguidas do clube. A busca pela reação começa no próximo domingo, às 18h30, frente ao XV de Piracicaba, no Palestra Itália.

O jogo

O clássico da Vila Belmiro começou melhor do que muitos torcedores esperavam. Oswaldo de Oliveira, que conhece bem o time santista, cumpriu a promessa de usar o ataque para se defender bem e, logo à partir do apito inicial, postou seu time à frente. Os primeiros dez minutos de jogo foram do Palmeiras, que marcava em cima, recuperava a bola de forma rápida e rondava a área do Peixe com bastante perigo.

E a pressão surtiu efeito no quarto escanteio. Robinho cobrou no primeiro pau e Vitor Hugo subiu mais alto que toda a zaga alvinegra para marcar, de cabeça, seu primeiro gol com a camisa alviverde.

Na comemoração, o zagueiro fez gestos como se ‘tirasse a zica do corpo’, já que ficou marcado por ter entregado a bola que resultou no gol que decretou a vitória corintiana no clássico anterior.

O Santos só acordou depois de ter levado o gol. Até então apático e sem chegar uma vez sequer a meta adversário, o time de Vila Belmiro se lançou ao ataque.

Aos 12 minutos, Robinho deu uma linda caneta em Gabriel, tocou para Ricardo Oliveira e recebeu livre, dentro da área, mas furou na hora de finalizar. Seria um golaço do camisa 7.

Em seguida, foi a vez de Geuvânio criar uma ótima oportunidade. O camisa 45 foi lançado, em contra-ataque, entrou na área pela direita e bateu forte. Fernando Prass espalmou para escanteio. O camisa 1 do verdão ainda realizou outra difícil intervenção depois de cruzamento fechado de Lucas Lima, que Geuvânio não alcançou e quase matou o goleiro.

O palmeiras só voltou a assustar na segunda metade da primeira etapa em chute forte de Dudu, mas que Vanderlei também não teve tanto trabalho para evitar o gol.

Aos 27, o Peixe foi premiado com o gol de empate. Vitor Ferraz, que fez bom primeiro tempo, enfiou a bola para Ricardo Oliveira, na esquerda. O centroavante cruzou rasteiro para Renato chegar como homem surpresa e marcar.

Um minuto depois, a virada não aconteceu por um detalhe. Robinho recebeu e bateu de fora da área, colocado, rasteiro, mas a bola explodiu na trave e levantou os torcedores na Vila Belmiro.

Ainda antes do fim dos primeiros 45 minutos de jogo, o Palmeiras, apesar de ter recuado e sofrido muito, por pouco não desceu para os vestiários à frente do placar. Isso porque o Robinho teve liberdade e arriscou da meia lua. A bola saiu forte e passou com muito perigo, à direita de Vanderlei, que saltou apenas para sair na foto.

Com um primeiro tempo corrido, disputado e muito bom tecnicamente, a expectativa para a segunda etapa era grande. Desta vez, porém, o time da casa é que iniciou tomando a iniciativa.

Em apenas cinco minutos, foram três finalizações. A mais perigosa em cobrança de falta de Lucas Lima, que só não se transformou em gol porque Fernando Prass chegou a tempo na bola.

Percebendo o time encurralado, Oswaldo de Oliveira resolveu agir e colocou João Paulo na vaga de Allione. Com isso, o treinador deslocou Zé Roberto para o meio de campo. O veterano jogador estava tendo muita dificuldade na lateral.

Mas mal deu tempo dos palmeirenses se arrumarem em campo. Aos 16 minutos, Robinho, aberto pela esquerda, levantou a cabeça e lançou para Ricardo Oliveira. O centroavante ganhou de Vitor Hugo na dividida e deu uma linda cavada na bola para encobrir o goleiro Fernando Prass e marcar um belo gol. Virada do Peixe na Vila.

Com a mexida no placar e os jogadores mais cansados, o clássico ficou mais aberto e com as suas equipes contra-atacando uma a outra praticamente em todos os lances. O Santos tinha mais posse de bola e chegava com perigo, sempre apostando na habilidade e inteligência de Robinho. O Verdão não se entregava, mas tinha dificuldade de chegar ao ataque e abusava dos passes errados. Desta forma, o jogou seguiu até o apito final e acabou com mais uma vitória do peixe em cima do rival, que não vence o clássico centenário desde 2012.

Bastidores – SantosTV:

Robinho sonha alto e já fala em ser campeão paulista

A cada jogo, a cada vitória, os jogadores do Santos mostram que querem provar para todo mundo que desconfiou da equipe no início da temporada a força do time. Nesta quarta-feira, o Peixe bateu o Palmeiras de virada, se manteve invicto e ainda chegou à ponta geral do Campeonato Paulista. O resultado empolgou os atletas do Alvinegro praiano.

“Desde o começo éramos o time que menos se falava, mas temos muitas condições. Não ganhamos nada, nosso objetivo ainda não foi alcançado, que é ser campeão paulista”, avisou Robinho, um dos melhores em campo nesta quarta. “Faltou o meu gol e uma caneta no Arouca, mas valeu o empenho de todos, estamos em uma crescente”, brincou o atacante.

Para o camisa 7, a vitória poderia ser até mais tranquila, se os jogadores não perdessem tantas oportunidades. “Nosso time é assim, quando jogamos com rapidez e movimentação fica difícil. Temos só que caprichar nas finalizações. Poderíamos ter vencido com um placar melhor”, analisou.

E quando todos falam sobre a contratação de Dorival Jr e Vagner Mancini para o lugar deixado por Enderson Moreira, Robinho deixou o gramado passando apoio a Marcelo Fernandes, que mais uma vez comandou a equipe santista e conquistou a vitória.

“Na minha opinião, não precisa de tanta pressa, respeitamos muito o Marcelo, ele conhece muito bem o nosso elenco, vamos buscar o melhor”, encerrou o capitão do Peixe.

Após vitória sobre Palmeiras, santistas enaltecem a força do grupo

Com sete vitórias e dois empates nestes nove primeiros jogos do Campeonato Paulista, o Santos chega a surpreender com uma arrancada que o deixa hoje como líder da classificação geral da competição. Depois da virada por 2 a 1, em cima do Palmeiras, nesta quarta-feira, os jogadores fizeram questão de valorizar o elenco e a contribuição de todos para esta volta por cima depois de tanta desconfiança devido à saída de alguns atletas durante a pré-temporada.

“A força vem do grupo e estamos mostrando isso com humildade, pés no chão. A confiança aumenta, mas não podemos deixá-la subir demais, temos que trabalhar como estamos trabalhando, buscando a classificação e depois a primeira colocação geral”, disse Renato, responsável pelo primeiro gol do Santos no clássico.

Um dos grandes exemplos de empenho e espírito coletivo do Peixe é a disposição de Vitor Ferraz. O lateral iniciou o ano como titular e muito bem pela lateral direita, mas acabou deslocado para a esquerda devido às lesões de Chiquinho e Caju. Nesta quarta, o jogador mais uma vez saiu de campo aplaudido pela torcida.

“Estou aqui no Santos. Na direita, na esquerda, eu quero é participar e jogar. A gente tem escutado muitas críticas, mas a gente está dando a volta por cima e pode acreditar, porque a gente vai chegar longe”, mandou o recado.

“É difícil ganhar de nós aqui na Vila, é o nosso caldeirão, o jogo foi muito bom, sofremos todo mundo, atacamos todo mundo e estamos muito felizes com o placar positivo”, completou Lucas Lima.

Xingado o jogo todo, Arouca nega ter sido afetado e vê derrota injusta

Arouca foi xingado desde a primeira vez em que apareceu no gramado da Vila Belmiro até sair do campo derrotado por 2 a 1. Durante o clássico, o volante levou cartão amarelo ao trocar empurrões com o amigo e agora rival Robinho. Mas negou qualquer má influência da pressão e considerou a derrota do Palmeiras injusta.

“Não merecíamos perder. Foi um clássico pau a pau, lutamos a todo o momento. Infelizmente, levamos o gol no segundo tempo e não deu”, disse o jogador, que teve sua imagem pichada em muro do estádio do Peixe e passou um mês sem aparecer no clube até acertar ação judicial para deixar a equipe alegando atraso de salários.

O meio-campista, porém, negou ter sido afetado pelas ofensas nesta noite. “É difícil de falar, lamentável. Mas não estou aqui para ficar preocupado com eles, vim para fazer o meu trabalho no Palmeiras e tentar fazer o time vencer. Infelizmente, não conseguimos”, lamentou.

Em relação a Robinho, Arouca parou contra-ataque com falta, segurou o amigo e trocou empurrões até levar cartão. “Foi um lance de jogo. Parei a jogada e o juiz deu cartão. Eu não estava alterado, de maneira nenhuma. Joguei leal, como sempre fiz na minha carreira”, falou o camisa 5 do Verdão, que chegou a ser afastado pelo árbitro após novo desentendimento com Robinho.

Oswaldo de Oliveira minimizou os xingamentos ao jogador. “Não foi o primeiro nem vai ser o último capítulo dessa história, é natural que isso aconteça. É um jogador recém-saído, nas condições que saiu… Nada que abale o Arouca ou nos tire a noite de sono”, opinou o técnico.

Botafogo-SP 0 x 3 Santos

Data: 08/03/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, SP.
Público: 7.243 pagantes (7.328 no total)
Renda: R$ 270.430,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Daniel Luis Marques e Márcio Dias dos Santos
Cartões amarelos: Gimenez, Wesley e Denis (B); Vanderlei (S).
Gols: Werley (22-1); Ricardo Oliveira (24-2) e Ricardo Oliveira (46-2).

BOTAFOGO-SP
Renan Rocha; Roniery (Henrique Santos), Eli Sabiá, Bruno Costa e Dênis; Gimenez, André Rocha, André Santos (Zé Roberto) e Rodrigo Andrade; Wesley (Diogo Campos) e Giancarlo.
Técnico: Mazola Júnior

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, Gustavo Henrique e Victor Ferraz; Valencia (Lucas Otávio), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Elano), Gabriel (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes (interino)



Sem Robinho, Santos bate Botafogo-SP no primeiro teste pós-Enderson

Nesse primeiro momento, a demissão de Enderson Moreira parece ter feito bem ao time do Santos. Pelo menos, é o que indica a vitória da equipe em seu primeiro jogo após a saída do treinador, contra o Botafogo-SP, por 3 a 0, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.

Com o triunfo – que encerra a oitava rodada –, o Peixe segue invicto e líder do grupo 4 do Campeonato Paulista, com 20 pontos somados. Para efeito de comparação, o segundo colocado Capivariano tem apenas nove. Já o Botafogo-SP segue estacionado na terceira posição do grupo 3 (o mesmo de Palmeiras e Portuguesa), também com nove.

Com ataque afobado, zagueiro Werley marca seu primeiro pelo Peixe – Embora o favoritismo pertencesse ao Santos, os primeiros lances de perigo do duelo foram protagonizados por Giancarlo, do Botafogo. O centroavante seguiu pela intermediária e arriscou o chute da entrada da área, mas a conclusão torta decepcionou a torcida presente no Estádio Santa Cruz. Depois, aproveitou cruzamento de Denis pela direita e tocou de cabeça para o gol, vendo a bola raspar a trave esquerda de Vanderlei.

Em seguida, aos 13 minutos, o jovem Gabriel – um dos pivôs da demissão de Enderson, que não o escalava para os jogos com frequência – driblou quatro adversários em uma jogada tão promissora quanto o seu futebol, mas cuja finalização, fraca demais, deixou a desejar. Melhor para o goleiro Renan Rocha, que segurou com firmeza e tranquilidade. Na sequência, o garoto trabalhou a bola com Ricardo Oliveira e cruzou para Geuvânio, que tentou um voleio de primeiro na entrada da área e acertou apenas a zaga do Botinha.

Se o ataque não se entendia no último toque, o zagueiro Werley subiu ao ataque para, enfim, furar o bloqueio do Fogão do interior. Aos 22, Lucas Lima cobrou escanteio pela direita e o beque nem precisou pular para vencer a defesa adversária e tocar de cabeça para o gol, abrindo o placar para o Santos.

Cinco minutos depois, os anfitriões tentaram reagir rapidamente com André Santos. Hoje responsável pela armação do Botinha, o ex-lateral esquerdo do Corinthians arriscou uma bomba de fora da área e viu Vanderlei espalmar no susto para evitar o empate. Logo depois, Rodrigo Andrade tabelou com André Santos e saiu livre na cara do goleiro santista, mas pareceu não acreditar quando errou o alvo, tocando para fora. Dessa forma, com o Santos acomodado com o placar parcial, foi encerrado o primeiro tempo.

Passe de Lucas Lima encanta torcida e Ricardo Oliveira desencanta – Se os primeiros 45 minutos já foram carentes de lances bonitos, a etapa final começou nervosa, truncada e cheia de faltas. Nos primeiros seis minutos, foram assinaladas seis faltas. Quando a bola rolou normalmente, por outro lado, Gabriel finalmente acertou o último passe, ao rolar com perfeição para Geuvânio, que sairia livre na cara de Renan Rocha. O único problema é que Ricardo Oliveira, em posição irregular, entendeu mal a jogada e tentou dominar a bola, gerando o impedimento na boa jogada santista.

Em seguida, foi a vez de Lucas Lima tentar o seu, ao invés de servir os companheiros. O meia venceu a marcação e cortou para o meio, visando o chute com a direita, que passou raspando a trave de Renan Rocha – já vencido no lance. Já que o seu gol não saía, o camisa 20 enfim conseguiu servir um companheiro aos 24, quando deu uma bela assistência para Ricardo Oliveira. O centroavante, livre na frente da meta, só teve o trabalho de tocar na saída do goleiro e comemorar.

Na marca dos 30 minutos, o Botinha chegou com perigo em um cruzamento pela direita, que resultou na cabeçada venenosa de Bruno Costa. Mais uma vez atento, o goleiro Vanderlei espalmou com categoria – e para o alívio da torcida santista, que já gritava “olé” em Ribeirão Preto. Logo depois, tempo para cobrança de falta de Elano, que vive sua terceira passagem pelo Santos e não fazia boa partida. Aos 40, o meia assumiu a responsabilidade e tentou o chute direto para a meta, mas a batida do ídolo alvinegro foi prejudicada pelo desvio da barreira, encaixando com facilidade nas mãos do goleiro Renan Rocha.

Ainda houve tempo para mais um gol santista, no apagar das luzes do duelo. Aos 46, a dupla Lucas Lima e Lucas Otávio trabalhou bem e a bola ficou com Ricardo Oliveira, que soltou a bomba em frente ao arqueiro adversário e fechou a conta alvinegra: 3 a 0, olé, e vitória reafirmativa do invicto Santos no primeiro teste após a queda de Enderson Moreira.

Bastidores – Santos TV:

Interino, Fernandes nega grupo rachado e admite interesse no cargo

Substituto temporário – ou não, uma vez que ele se declara pronto para assumir a equipe – de Enderson Moreira no comando do Santos, Marcelo Fernandes classificou a vitória do Peixe por 3 a 0 sobre o Botafogo-SP como uma “experiência maravilhosa”.

“O grupo me deixou muito à vontade quanto ao jogo de hoje, foi uma experiência maravilhosa e muito marcante para a minha vida. Tenho vontade sim de ser treinador, mas sou funcionário do Santos de um jeito ou de outro e respeito a decisão da diretoria. Estou muito tranquilo, o jogo passou e fiz bem o meu papel nesse momento”, declarou o interino, aproveitando para negar um suposto “racha” no elenco santista, que teria culminado na demissão de Enderson.

“Nunca existiu racha nenhum, o elenco sempre trabalhou de forma séria com todo treinador que passou por aqui. Temos o Robinho, por exemplo, que veio do Manchester City e chegou dando carrinho, lutando, chamando todo mundo pro jogo. Com os meninos mais novos isso não é diferente de jeito nenhum. É um elenco maravilhoso, esses problemas nunca existiram”, garantiu Marcelo.

Durante a semana, o presidente Modesto Roma Júnior chegou a manifestar interesse na contratação dos técnicos Dorival Júnior e Vagner Mancini, que curiosamente estão juntos em uma excursão europeia. Independentemente da escolha do novo comandante alvinegro, Marcelo Fernandes confia na capacidade do elenco de manter a sequência de bons resultados – o Peixe segue invicto na disputa do Campeonato Paulista.

“Ele vaio pegar um elenco muito bom, totalmente qualificado. Hoje, o Santos tem um elenco e um banco muito forte, com boas opções em qualquer posição e para qualquer situação. Então o treinador que chegar vai ter tranquilidade para trabalhar, vai implantar a sua filosofia. Esses garotos tem tudo para ajudar qualquer um que chegar”, concluiu.

Na próxima rodada, o Santos recebe o rival Palmeiras na Vila Belmiro, na quarta-feira, às 22 horas (de Brasília). Atualmente, o Peixe lidera o grupo 4 com sobras, somando 20 pontos na tabela – 11 a mais do que o Capivariano, segundo colocado.