Internacional 1 x 0 Santos

Data: 28/06/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 9ª rodada
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 26.143 pessoas (22.495 pagantes)
Renda: R$ 618.895,00
Árbitro: Dewson Freitas Silva (PA)
Auxiliares: Rodrigo Corrêa (RJ) e Celso Luiz da Silva (MG).
Cartões amarelos: Jorge Henrique, William e Lisandro López (I); Neto Berola (S).
Cartão vermelho: David Braz (S)
Gol: Valdívia (31-2).

INTERNACIONAL
Alisson (Muriel); William, Ernando, Alan Costa e Alan Ruschel (Valdívia); Rodrigo Dourado, Anderson, Jorge Henrique e D’Alessandro; Nilmar (Rafael Moura) e Lisandro López.
Técnico: Diego Aguirre

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Caju), Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Thiago Maia e Lucas Lima; Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Gabriel (Neto Berola).
Técnico: Marcelo Fernandes



Valdívia sai do banco e define vitória do Inter sobre o Santos no Beira-Rio

Depois de passar algumas rodadas fora da equipe do Internacional por lesão, o garoto Valdívia voltou a ver sua estrela brilhar. Neste domingo, ele saiu do banco e marcou o gol de uma difícil vitória colorada sobre o Santos, no Beira-Rio, por 1 a 0. Aos 31 minutos da etapa final, ao tentar efetuar um cruzamento para a área em falta lateral, ele bateu fechado demais e encobriu o goleiro Vladimir, marcando um golaço.

O jogo foi bastante aberto no Beira-Rio, com boas chances para os dois lados no primeiro tempo. Na etapa final, o Inter conseguiu se impor e chegou ao gol. A expulsão do zagueiro David Braz logo após o gol, por reclamação, facilitou a administração do resultado por parte da equipe gaúcha.

O jogo

O Beira-Rio viu um primeiro tempo agradável e aberto, com apenas seis faltas ao todo e muito tempo de bola rolando. O Santos começou melhor, chegando com perigo em um chute de Geuvânio e numa cabeça de Gabriel, esta defendida por Alisson. Aos 13 minutos, o goleiro colorado sentiu lesão e teve de sair do jogo. Muriel, seu irmão e reserva, entrou e já teve trabalho aos 16, pegando falta batida por Geuvânio em dois tempos.

Depois de um começo morno, o Inter saiu de trás e ensaiou uma pressão. Primeiro, D’Alessandro fez boa jogada individual e chutou por cima, com perigo. Aos 20, o argentino lançou Nilmar, que dominou na área e bateu cruzado para defesa de Vladimir. A melhor chance viria aos 22, em cabeçada de Ernando no travessão após escanteio curto levantado na área por Anderson.

O jogo caiu um pouco de ritmo a partir dos 25, mas ainda assim algumas oportunidades foram criadas. Ricardo Oliveira e Victor Ferraz obrigaram Muriel a boas defesas em chutes de fora da área. Aos 32, D’Alessandro lançou Nilmar na cara do gol, mas Vladimir abafou a conclusão e salvou o Peixe. O time paulista ainda teve boa chegada aos 44, com chute de primeira de Gabriel por cima, aproveitando sobra dentro da área.

O Santos voltou novamente mais aceso no segundo tempo. Aos três minutos, Geuvânio arriscou de longe e Muriel pegou em dois tempos com dificuldade. Aos 11, Lucas Lima cruzou da direita para Ricardo Oliveira, mas Ernando salvou de carrinho. O Inter respondeu em cabeçada de Valdívia, que entrara no começo da etapa complementar, por cima.

O Inter passou a pressionar mais a partir dos 20 minutos. Primeiro, Nilmar tabelou com D’Alessandro e cruzou para um lindo sem pulo de Lisandro López por cima. Aos 25, Jorge Henrique cruzou, Nilmar escorou e D’Alessandro pegou de primeira, para fora. Aos 31, o gol: em falta ao lado da área, Valdívia levantou fechado demais e acabou encobrindo o goleiro santista. Após o lance, o zagueiro David Braz foi expulso por reclamação.

Valdívia ainda quase marcou outro aos 35, quando um chute seu da entrada da área se desviou na zaga e por pouco não entrou. A melhor chance do Peixe para empatar veio aos 45: Lucas Lima bateu na entrada da área, a bola desviou na defesa do Inter e quase enganou Muriel.

Fernandes lamenta “gol achado” e se diz cansado de não vencer jogando bem

Marcelo Fernandes julgou a derrota por 1 a 0 para o Internacional incompatível com o que produziu o Santos em Porto Alegre. Ele lamentou muito o lance que decidiu a partida – Valdívia admitiu ter tentado cruzar a bola que entrou – e a “sortezinha” que tem faltado à sua equipe.

“Não vou abrir mão de o Santos jogar o que está jogando porque vai pegar A ou B fora de casa. Infelizmente, mais um detalhe nos prejudicou hoje. Com todo o respeito, o Inter achou um gol, o gol foi achado. É um resultado até mais decepcionante do que outros que a gente teve”, afirmou o técnico.

“Cansa. A gente jogou bem, teve tantas finalizações e não ganhou. Os caras tão chateados. A gente sai muito chateado porque tinha totais condições de conseguir outro resultado. Vem faltando o detalhe, faltando a sortezinha, o arremate final. São situações de jogo, que acontecem no Beira-Rio e em qualquer outro lugar”, acrescentou.

A derrota no Rio Grande do Sul ampliou o jejum do Santos como visitante – a última vitória aconteceu no distante dia 14 de março, contra o Marília, no Campeonato Paulista. Chateado, Fernandes fez uma defesa não tão empolgada de Vladimir, encoberto por Valdívia no gol colorado.

“Não, eu não cogito nada”, disse o treinador, questionado sobre a possibilidade de sacar o goleiro. “Só não posso tomar gol em bobeiras nossas, como foi com Lucas Lima outra vez, com David Braz em outra. Mas o grupo é fechado. O Vladimir já salvou o Santos em várias partidas. Não tem essa, não tem caça às bruxas.”

David Braz reclama de cartão vermelho e diz que juiz “quis aparecer”

Expulso por reclamação pelo árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva, David Braz deixou revoltado o gramado do Beira-Rio na derrota por 1 a 0 do Santos para o Internacional. Mesmo bem mais calmo no vestiário, o zagueiro insistiu veementemente que não mereceu o cartão vermelho em Porto Alegre.

“Ele quis aparecer, na verdade”, resumiu. “Não pode ser assim, cara. Não dá nem para trocar ideia. É futebol. Futebol é comunicação também. Eles podem errar, como nós, faz parte. Eu procurei ter equilíbrio ali, tive muita tranquilidade para falar com ele. Na minha opinião, quis aparecer.”

David Braz tinha recebido um cartão amarelo no primeiro tempo ao perder disputa com Lisandro López e agarrar o argentino. Após o gol de falta de Valdívia, aos 34 minutos da etapa final, o beque se aproximou do árbitro, falou com ele por alguns instantes e acabou levando mais um cartão.

“Foi uma bola à queima-roupa, não tinha como o Lucas Otávio tirar o braço”, disse o zagueiro, referindo-se ao lance que originou o tento colorado. “Saiu o gol, eu comentei dessa regra para ele. Falei que vi a regra nessa semana. Ele não lembrava que eu tinha amarelo. Se lembrasse, não daria outro cartão.”

Há uma determinação da comissão de arbitragem responsável pelo Campeonato Brasileiro para não admitir reclamações. A orientação é que se puna com rigor as queixas feitas pelos jogadores dentro de campo, especialmente quando há gesticulação com os braços.

“Foi isso mesmo. Ele falou que fui acintoso. Em nenhum momento falei palavrão, não teve nenhuma situação para ele me dar cartão. Falei tranquilo, mas ele quis aparecer”, acrescentou Braz, lembrando que Robinho já havia sido vítima de Dewson no ano passado, quando ainda nem havia essa determinação aos juízes.

“Ele já teve essa falha. No Botafogo e Santos da Copa do Brasil, expulsou o Robinho. Todo o mundo criticou porque foi muito rigoroso. Expulsou o Robinho em um lance em que ele nem reclamou”, comentou. “Todos os jogadores estão sendo perseguidos. Não dá para falar com o juiz. Nada”, concluiu.

Acha que é Dewson?
Victor Ferraz se mostrou tão irritado quanto David Braz na saída do gramado do Beira-Rio. Ao ser questionado sobre a derrota do Internacional, começou a disparar contra Dewson Fernando Freitas da Silva, assegurando que as palavras foram ditas pelo zagueiro em tom respeitoso.

“A bola pegou na mão do Lucas Otávio. Depois, ele expulsou o David Braz. Estava ali, sou testemunha. O David Braz não falou um palavrão para o juiz. Isso não existe. Qualquer coisa que diz, o cara é expulso. Expulsou por quê? Agora, é Deus”, esbravejou o lateral.

Santos 1 x 0 Corinthians

Data: 20/06/2015, sábado, 16h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.574 pagantes
Renda: R$ 255.965,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Rogerio Pablos Zanardo e Daniel Paulo Ziolli (ambos de SP).
Cartões amarelos: Daniel Guedes, Rafael Longuine (2), Vladimir, Geuvânio e Neto Berola (S); Fagner (2), Ralf, Luciano e Uendel (C).
Cartões vermelhos: Rafael Longuine (S) e Fagner (C).
Gols: Ricardo Oliveira (09-1).

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Rafael Longuine e Marquinhos Gabriel (Thiago Maia); Geuvânio (Leandrinho), Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Serginho Chulapa (interino)

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Edu Dracena (Danilo), Gil e Uendel; Ralf, Petros (Luciano), Jadson Renato Augusto e Mendoza (Edílson); Vagner Love.
Técnico: Tite



Santos freia o Corinthians na Vila e deixa a zona de rebaixamento

O clássico alvinegro da Vila Belmiro acabou com a vitória por 1 a 0 do Santos em cima do Corinthians, em duelo válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota, o time de Tite chegou ao quinto clássico seguido sem vitória, enquanto o Alvinegro praiano encerrou o jejum de seis jogos seguidos sem vitória e deixou a zona de rebaixamento.

No primeiro tempo, o centroavante Ricardo Oliveira mostrou que mesmo aos 34 anos segue como seu faro de artilheiro em dia. Na única oportunidade que teve no jogo, aproveitou mais um vacilo do ex-santista Edu Dracena e marcou um belo gol, quase sem ângulo, de perna esquerda.

Na segunda etapa, o Corinthians pressionou, acertou duas bolas na trave, mas não conseguiu balançar as redes de Vladimir. O confronto também foi marcado pelas expulsões de Rafael Longuine e Fagner, o que tornou o clássico aberto até os últimos minutos.

Com a vitória, o Peixe alcançou os 10 pontos no Campeonato Brasileiro, saindo da zona de rebaixamento do Brasileiro. Já o Timão continuou com 13 pontos, agora fora do G-4.

O jogo

A partida na Vila Belmiro começou com um leve atraso por causa do goleiro Cássio, que foi obrigado a trocar de uniforme já em cima da hora. Depois do apito do árbitro, os jogadores do Santos cumpriram com obediência a ordem do técnico Marcelo Fernandes de partir para cima do Corinthians desde o princípio.

Mesmo sem criar uma chance clara de gol, o Peixe dominava as ações e mantinha a bola em seus pés. E, assim, aos poucos, o Alvinegro praiano foi pressionando até que Rafael Longuine achou Ricardo Oliveira na área, acertou um lindo lançamento e viu o camisa 9, mesmo com pouco ângulo, bater forte, cruzado, de esquerda, para abrir o placar no clássico. Edu Dracena vacilou no lance e Cássio foi pego de surpresa, com a bola passando em baixo de seu corpo.

O Santos cresceu com o gol. No embalo da torcida, que mais uma vez não compareceu em bom número neste sábado, a equipe da casa seguiu martelando em busca do segundo gol. O Corinthians assustava apenas em jogadas de contra-ataque. Em uma delas, Mendoza recebeu cruzamento oriundo da direita na área e desperdiçou uma grande chance. Na sequência, Marquinhos Gabriel respondeu com um chute rasante, que raspou a trave esquerda de Cassio.

Aos 20, foi a vez de Geuvânio aproveitar a linha mal feita pelos zagueiros corintianos e sair na cara do gol. O camisa 11 não perdoou, mas o árbitro anulou o gol alegando impedimento do Caveirinha em um lance bastante duvidoso.

Um jogador foi expulso de cada lado – Rafael Longuine, pelo Santos, e Fagner, pelo Corinthians
Dois minutos depois, o Timão se lançou ao ataque. Renato Augusto deu um lindo drible em Daniel Guedes e mandou a bola na área. Depois de muito bate e rebate, David Braz afastou o perigo. O jogo ficou aberto, lá e cá, com emoção e contra-ataques em sequência.

Aos 32, o Timão chegou tocando pelo meio. Petros serviu Fagner, que bateu cruzado, e Vagner Love não empatou por muito pouco, ao chegar de carrinho. Porém, o camisa 9 não alcançou a bola.

O Corinthians buscou o gol de empate ainda no primeiro tempo, mas, desorganizado, com as linhas muito espaçadas e cometendo muitos erros individuais, principalmente com Mendoza, o time da capital não conseguiu criar mais nenhuma chance de gol.

Por outro lado, o Peixe ficou apenas apostando na velocidade de seus atacantes, que vez ou outra até conseguiam alguma jogada de efeito, porém sem efetividade. Dessa forma, a etapa inicial acabou com a vitória merecida dos santistas por 1 a 0.

O segundo tempo iniciou diferente. Desta vez, o Corinthians, atrás do placar, tomou a iniciativa de partir para cima. O Santos, acuado, passou a abusar dos lançamentos. Aos sete minutos, em um desses contra-ataques, Gabriel até chegou a colocar a bola na rede, mas novamente o atleta santista estava impedido e o gol foi bem anulado.

Aos 13, Jadson cobrou falta na área, e Renato Augusto só não empatou porque Ricardo Oliveira, ajudando na zaga, deu um chutão salvador para escanteio.

Tite, então, resolveu colocar o Corinthians definitivamente no ataque. Sacou Petros e mandou Luciano a campo. Em seguida, Serginho Chulapa trocou Gabriel por Neto Berola, apostando na velocidade do ex-atleticano para definir o jogo.

A partida perdeu velocidade e passou a ser mais estudada. As duas equipes tocavam muito a bola no meio-campo, mas sem conseguir assustar os goleiros Cássio e Vladimir.

Aos 25, o clássico foi apimentado por causa de um lance bobo, na lateral direita. Rafael Longuine parou Luciano com falta e, como já tinha cartão, recebeu o segundo amarelo e foi expulso do jogo. Na cobrança de falta, o próprio Luciano cabeceou para defesa de Vladimir.

Os treinadores resolveram mexer nas equipes de novo. Danilo entrou no lugar de Edu Dracena, e Thiago Maia substituiu Marquinhos Gabriel. Porém, a vantagem numérica corintiana durou apenas três minutos, pois Fagner parou Neto Berola com falta e também recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Para recompor a lateral direita, Edilson entrou no lugar de Mendoza.

Aos 36 minutos, o Corinthians teve a grande chance de marcar o seu gol. Luciano recebeu bola alçada na área e, sozinho, cabeceou na trave. No rebote, foi travado por David Braz e a bola ficou limpa para Renato Augusto, que bateu de primeira, mas para fora. Inacreditável a oportunidade desperdiçada.

Cinco minutos depois, O Corinthians seguiu na pressão e, na sobra do escanteio batido por Jadson, Edilson arrematou de primeira e de novo a trave salvou o Santos.

O sufoco foi até o fim, mas não houve jeito. O Santos acabou com a vitória por 1 a 0 e voltou a somar três pontos no Campeonato Brasileiro.

Sem “erros de sempre”, santistas fazem festa com vitória no clássico

Mais uma vez, o Santos saiu na frente em uma partida do Campeonato Brasileiro. Mas, neste sábado, a equipe conseguiu administrar o resultado e, diferente dos últimos jogos, não cedeu sequer o empate ao Corinthians no clássico da oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Além de comemorar a vitória por 1 a 0 e os três pontos somados, os jogadores não esconderam o alívio pela mudança de postura.

“Vínhamos repetidamente falando que consegue virar o jogo, ficar à frente e acaba cedendo o empate ou até a virada. Hoje (sábado), não fomos tão agressivos no ataque, tivemos uma chance e nos valeu o gol. Olha como o futebol é interessante”, disse Ricardo Oliveira.

“O time soube administrar o resultado. Eu acredito e espero que seja um divisor de águas”, prosseguiu o centroavante e artilheiro da competição, que mais uma vez foi decisivo e marcou o único gol do jogo, na Vila Belmiro.

David Braz, que deu uma verdadeira bronca na torcida santista já nos minutos finais, cobrando mais barulho das arquibancadas, fez questão de ressaltar a estabilidade psicológica do grupo mesmo nos momentos de adversidade.

“Antes eram seis jogos sem vitória, agora estamos há três jogos sem perder. É assim que funciona o futebol. Vínhamos jogando bem, mas os resultados não aconteciam. É isso, o importante é que o time não perdeu a confiança. Vencemos nosso arquirrival e é bola para frente”, afirmou, antes de descer para os vestiários.

Werley, que fez um clássico impecável, também foi outro jogador que vibrou com a vitória em cima do Timão citando os vacilos nos jogos anteriores. “O que não fazíamos há alguns jogos era que perdíamos a bola e ficavam quatro, cinco jogadores acima da linha da bola. Hoje, recompusemos. Agora é pensar lá na frente”, analisou.

“O que nos complicou foram os dois empates dentro de casa. Eram quatro pontos e estaríamos com onze antes desse jogo. Mas o Campeonato Brasileiro é assim, faz parte”, completou o zagueiro, ciente de que, com a vitória neste sábado, o Santos chega a dez pontos no Campeonato Brasileiro e deixa a zona de rebaixamento.

Atlético-MG 2 x 2 Santos

Data: 10/06/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 10.536 pagantes
Renda: R$ 346.240,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR).
Cartões amarelos: Guilherme (A); Lucas Lima, Werley, Gustavo e Vladimir (S).
Gols: Ricardo Oliveira (18-1), Werley (27-1, contra) e Dátolo (42-1); Gabriel (08-2).

ATLÉTICO-MG
Victor; Patric; Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Rafael Carioca, Dátolo, Giovanni Augusto (Guilherme) e Carlos (Maicosuel); Thiago Ribeiro e Lucas Pratto (Jô).
Técnico: Levir Culpi

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes, Werley, Gustavo e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Elano (Rafael Longuine) e Lucas Lima; Geuvânio (Thiago Maia), Ricardo Oliveira e Gabriel (Leandrinho).
Técnico: Marcelo Fernandes



Atlético-MG e Santos empatam em jogo movimentado no Independência

O torcedor que foi ao Independência nesta quarta-feira, para acompanhar o duelo entre Atlético-MG e Santos, assistiu a um jogo muito movimentado. As duas equipes oscilaram bons e maus momentos com um equilíbrio que se refletiu até no placar. O Peixe saiu na frente em falha atleticana que resultou em contra-ataque, o Galo empatou e virou em erros dos visitantes, que voltaram a empatar, 2 a 2, no Horto.

O Peixe abriu o placar com Ricardo Oliveira, mas Werley, com um gol contra, e Dátolo aproveitando cruzamento de Patric viraram o jogo para o Atlético-MG. No segundo tempo, o Santos empatou com Gabriel. Matematicamente, o resultado não foi bom para nenhum dos lados, já que o Galo deixa de entrar no G4, ficando com 11 pontos, contra 7 do Santos, que briga na parte de baixo da tabela.

Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG vai visitar o Flamengo, no Maracanã, mas como teve o duelo contra o Santos antecipado, o confronto contra os cariocas será realizado somente no dia 20 deste mês. Na mesma data, o Peixe terá compromisso contra o Corinthians, na Vila Belmiro.

O jogo

O duelo no Horto começou movimentado, com o Santos procurando agredir o Atlético-MG, que demorou um pouco para acordar, mas depois passou a imprimir o ritmo da partida. Sem se limitar a ficar no campo de defesa, o Peixe também tentou jogar, deixando o confronto equilibrado com um pouco mais de volume para o Galo.

Com Luan fora do jogo por conta de lesão muscular, Levir Culpi escalou Thiago Ribeiro para cumprir a função tática de Luan, e o jogador deu muito trabalho para a defesa santista. Com menos de 15 minutos, o experiente Elano acusou um problema muscular e teve que deixar o campo visivelmente chateado para entrada de Rafael Longuine.

Aos 18, o Galo avançou com praticamente todo o time para o ataque, o Santos encaixou o contra-ataque com Ricardo Oliveira, que ganhou de Leonardo Silva na velocidade e tocou na saída de Victor, abrindo o placar no Independência. O Atlético-MG tentou esboçar uma reação imediata, mas esbarrou no excesso de erros de passes, que começaram a aparecer, mostrando instabilidade da equipe mineira.

A tranquilidade atleticana só voltou a normalidade aos 27 minutos, quando Thiago Ribeiro chegou à linha de fundo e cruzou para a área, Werley, ex-zagueiro do Galo tentou cortar e mandou contra o patrimônio, empatando o jogo no Horto e renovando as esperanças da torcida. Com a igualdade, o time mineiro melhorou na partida e passou a pressionar um pouco mais.

A virada quase veio em cabeça de Jemerson, que obrigou Vladimir a se esticar todo para mandar para escanteio. Aos 42, o Atlético-MG passou a frente no marcador em jogada muito bem trabalhada, que começou com uma roubada de bola de Rafael Carioca e terminou com um cruzamento de Patric para o argentino Dátolo na posição de centroavante estufar as redes.

Vencendo a partida, o Atlético-MG voltou para o segundo tempo com um ritmo mais cadenciado, trocando passes de forma lenta, o que permitiu ao Santos ser mais agressivo até voltar a empatar o jogo. Aos oito minutos, a defesa atleticana deixou Gabriel livre, que quase da marca do pênalti teve liberdade para escolher o canto antes de fuzilar Victor.

Logo na sequência, o Atlético-MG desperdiçou chance clara de marcar com Dátolo, que sozinho, dentro da área, conseguiu mandar sobre o travessão de Vladimir. Com o empate do time de Marcelo Fernandes, o Galo voltou a acordar perseguindo o terceiro gol, mas se arriscando muito e correndo riscos excessivos.

Na base do tudo ou nada, Levir Culpi mandou para o campo o meia-atacante Guilherme e o avante Jô, deixando o time totalmente ofensivo. Com isso, a pressão ficou grande, com o goleiro santista Vladimir se destacando com boas defesas. Apesar dos esforços, o gol da vitória não saiu para nenhum dos lados no Horto.

Herói, Vladimir divide méritos e garante time fechado com Fernandes

O Santos sofreu para segurar a pressão atleticana no primeiro tempo da partida desta quarta-feira, no estádio Independência. Mesmo depois de abrir o placar com Ricardo Oliveira, o Peixe não suportou as fortes investidas do Galo, principalmente com Thiago Ribeiro, ex-atacante do alvinegro praiano, e acabou sofrendo dois gols. Porém, não fossem as intervenções do goleiro Vladimir, o time poderia ter descido para os vestiários já sem chances no duelo.

“Não foi o resultado que queríamos, mas estamos de parabéns, lutamos até o fim, sabemos da dificuldade, desde o primeiro momento buscamos vencer, não conseguimos segurar, voltamos (para o 2º tempo) com outra postura”, analisou Vladimir, após a partida.

Na etapa complementar, o time da Vila Belmiro conseguiu equilibrar o jogo e chegou ao empate com Gabriel. Mesmo assim, Vladimir acabou sendo até mais exigido nos 45 minutos finais e provou que estava em grande noite ao evitar a derrota e, assim, aliviar um pouco dos questionamentos em cima do técnico Marcelo Fernandes, ameaçado no cargo devido aos, agora, seis jogos sem vitória do clube.

“O Marcelo está fazendo o trabalho dele, tem o nosso respaldo, da diretoria, torcida e do elenco. Agora é buscar subir cada vez mais na tabela, dando continuidade”, comentou o goleiro.

Ricardo Oliveira reclama de ‘velhos erros’ e Gabriel valoriza empate fora

Com o empate por 2 a 2, no estádio Independência, nesta quarta-feira, o Santos chegou ao sexto jogo seguido sem vitória. Agora com sete pontos, o Peixe subiu temporariamente para a 14ª colocação na tabela, mas, após os jogos do fim de semana, pode terminar a 7ª rodada dentro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Para Ricardo Oliveira, centroavante que marcou o primeiro gol do jogo em bela jogada individual, a equipe voltou a repetir as falhas dos últimos jogos.

“Estamos persistindo nos erros que já vimos, conversamos a respeito. Fizemos um gol, conseguimos sair na frente e, no momento melhor de administrar, jogar a torcida contra, jogar no erro deles, tomamos um gol e a virada”, reclamou o camisa 9, após o primeiro tempo do confronto contra o Atlético-MG.

As reclamações de Ricardo Oliveira respingam em Gabriel, responsável por perder a bola no meio de campo, sozinho, no lance que originou o segundo gol atleticano. O vacilo na saída do time para o ataque tem resultado em gol dos adversário nas última partidas e vem constantemente sendo cobradas por Marcelo Fernandes.

Na segunda etapa, porém, o Santos empatou o jogo justamente com Gabriel. O camisa 10 não marcava desde 29 de março, contra o São Bento, pela 13ª rodada do Campeonato Paulista.

“Acho que em todos os jogos a gente acabou tomando gol no finalzinho, jogos na mão e acabamos tomando empate. Lógico que a gente quer vencer, mas (empatar) é melhor que perder, somar pontos é sempre importante”, disse o jovem atacante, já projetando o confronto contra o Corinthians, dia 20, na Vila Belmiro. “Acho que o time nunca duvidou do nosso potencial, a pressão vem de fora, hoje mostramos que o Santos tem muito para dar nesse Brasileiro. Agora é descansar, trabalhar e esperar o clássico”, encerrou.

Marcelo Fernandes elogia postura santista no Horto e detona CBF

Apesar de passar a semana toda dizendo que não estava preocupado com a pressão sobre seu cargo, Marcelo Fernandes sabia que uma derrota frente ao Atlético-MG nesta quarta-feira poderia encerrar seu ciclo como técnico do Santos. No entanto, a equipe alvinegra mostrou muita força e, mesmo sem conquistar a vitória, arrancou um empate por 2 a 2 de forma aguerrido em pleno estádio Independência.

“Eu sou um cara que falo a verdade. Da mesma forma que eu sentei lá na sala de imprensa contra o Sport e a Ponte, que nós perdemos dois pontos, eu não saio daqui feliz com o empate. Mas hoje o time jogou como uma grande equipe, como tem que jogar, como o Santos tem que jogar, de igual para igual. Hoje ganhamos um ponto em uma partida difícil. Quero ver quem vai vir aqui no Independência e vai conseguir empatar ou até vencer”, comentou o técnico, após o jogo.

“Procuramos vencer, sim. Tentei jogar só com um volante, tentando fazer com que os meias encostassem. No segundo tempo, melhoramos bastante e é isso ai. Hoje a equipe mostrou que está muito focada no campeonato. Volto a dizer, não foi o resultado que nós esperávamos, mas a equipe está de parabéns porque encarou de igual para igual o Atlético”, analisou o treinador, feliz com seus comandados e mostrando até um certo alívio.

Elano pediu substituição logo aos 12 minutos do primeiro tempo. O jogador sentiu uma lesão na panturrilha e deixou o campo muito irritado. Depois da partida contra o Galo, Marcelo Fernandes falou sobre o assunto e culpou a CBF pela lesão de seu jogador, já que o time foi proibido de realizar o tradicional aquecimento em campo, antes do jogo.

“Foi bom tocar nesse assunto. Vou isentar totalmente o Atlético, porque eles também fizeram o aquecimento dentro do vestiário. Só os goleiros foram para o campo. A CBF tem tanto protocolo, tanta coisa em estádio, não pode isso e aquilo, tem tanto protocolo. Eu acho assim: o Santos vai jogar em São José do Rio Preto. Olha, o jogo poder ser lá, se tiver vestiário, se puder aquecer no campo, tem que ter”, disparou o técnico do Peixe.

“Não tem condição, a sala de aquecimento é só isso aqui (apontou para o vestiário). É ruim para o atleta, sim. Não é só porque machucou o Elano. Depois tem aquele protocolo de passar pelo meio do campo, aquelas coisas igual na Europa…. eu acho que a CBF tem que pensar nisso, sim, pois o protocolo é muito bonito, mas aquecer no campo é muito mais importante para que o profissional exerça sua profissão melhor. Volto a dizer, Atlético não tem nada a ver com isso”, reclamou Marcelo Fernandes.

*** Em construção ***

Goleiros:
Vanderlei
Vladimir
Gabriel Gasparotto
João Paulo
   


Laterais:
Cicinho
Victor Ferraz
Zeca
Caju
Chiquinho
Daniel Guedes


Zagueiros:
Werley
David Braz
Gustavo Henrique
Jubal
Paulo Ricardo
 


Volantes:
Valencia
Renato
Lucas Otávio
Leandrinho
Alison
 


Meias:
Lucas Lima
Elano
Rafael Longuine
Serginho
Marquinhos Gabriel
Léo Cittadini


Atacantes:
Robinho
Ricardo Oliveira
Geuvânio
Gabriel
Diego Cardoso
Lucas Crispim
Lucas Crispim
   


Técnicos:
Marcelo Fernandes

Santos Futebol Clube

– Presidente: Modesto Roma Júnior (2015-2018)
– Patrocínio: Corr Plastik (mangas) e Unicef (peito)
– Fornecedor: Netshoes/Nike

Elenco:

G – Vanderlei Farias da Silva
G – Vladimir Orlando Cardoso de Araújo Filho
G – Gabriel Bordinhão Gasparotto
G – João Paulo Silva Martins

LD – Neuciano de Jesus Gusmão (Cicinho)
LD – Victor Ferraz Macedo
LD – José Carlos Cracco Neto (Zeca)
LD – Daniel Guedes da Silva
LE – Wanderson de Jesus Martins (Caju)
LE – Francisco Souza dos Santos (Chiquinho)

Z – David Braz de Oliveira Filho
Z – Gustavo Henrique Vernes
Z – Jubal Rocha Mendes Junior
Z – Paulo Ricardo Ferreira
Z – Werley Ananias da Silva
Z – Leonardo José Aparecido Moura

V – Alison Lopes Ferreira
V – Renato Dirnei Florêncio
V – Leandro Cordeiro de Lima Silva (Leandrinho)
V – Lucas Otávio Veiga Lopes
V – Edwin Armando Valencia Rodrígues

M – Lucas Rafael Araújo Lima
M – Sérgio Antônio Soler de Oliveira Junior (Serginho)
MA – Marcos Gabriel do Nascimento (Marquinhos Gabriel)
M – Elano Blumer
MA – Rafael Longuine
M – Marco da Silva Ignácio (Marquinhos)
M – Leonardo Cittadini (Léo Cittadini)

A – Robson de Souza (Robinho)
CA – Ricardo Oliveira
A – Gabriel Barbosa Almeida
A – Geuvânio Santos Silva
A – Diego Cardoso Nogueira
A – Lucas de Figueiredo Crispim
A – Sosthenes José Santos Salles (Neto Berola)
A – José Nilson dos Santos Silva

T – Marcelo Faria Fernandes



Empréstimos:

M – Marco da Silva Ignácio (Marquinhos) <- Audax-SP
A - Sosthenes José Santos Salles (Neto Berola) <- Atlético-MG
A - José Nilson dos Santos Silva <- Cianorte-PR
A - Lucas de Figueiredo Crispim -> Joinville
M – Elano Blumer -> Chennaiyin FC ((EMPRÉSTIMO A CONFIRMAR))

Transferências:

MA – Rafael Longuine <- Audax-SP
Z - Leonardo José Aparecido Moura < - Ituano

Retornos / Saídas:

M – Leonardo Cittadini (Léo Cittadini) <- Ponte Preta
A - Thiago Ribeiro Cardoso -> Atlético-MG

Santos 2 x 2 Ponte Preta

Data: 06/06/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.508 pagantes
Renda: R$ 159.545,00
Árbitro: Vinicius Goncalves Dias Araujo (SP)
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Ricardo Pavanelli Lanutto (ambos de SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); Gilson, Fernando Bob (PP).
Gols: Geuvânio (22-1); Felipe Azevedo (07-2), Ricardo Oliveira (15-2) e Renato Cajá (26-2).

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Chiquinho), Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Elano (Thiago Maia) e Lucas Lima; Geuvânio, Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

PONTE PRETA
Marcelo Lomba; Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Gilson; Josimar, Fernando Bob e Renato Cajá (Juninho); Biro Biro, Felipe Azevedo (Cesinha) e Diego Oliveira (Borges).
Técnico: Guto Ferreira



Santos abre vantagem, mas cede empate para Ponte na Vila

O Santos esteve à frente no placar por duas vezes neste sábado, mas novamente não soube aproveitar a vantagem e cedeu o empate por 2 a 2 para a Ponte Preta, na Vila Belmiro. A igualdade manteve a Macaca invicta no Campeonato Brasileiro e deixou, definitivamente, o clima pesado no Alvinegro praiano, que agora já não vence há cinco partidas, contanto a derrota para o Sport pela Copa do Brasil.

Geuvânio foi, talvez, o único destaque santista na partida. O Caveirinha marcou um golaço no primeiro tempo e sofreu o pênalti que Ricardo Oliveira converteu na segunda etapa. Pelo time de Campinas, Felipe Azevedo aproveitou rebote de Vladimir, e Renato Cajá decretou a igualdade, de cabeça.

A Ponte Preta, com o empate fora de casa, chega a 12 pontos e se mantém provisoriamente na vice-liderança do Nacional por pontos corridos. Já o Peixe chega aos seis pontos após seis rodadas e caiu para a 15ª colocação, com o risco de ficar ainda mais próximo da zona de rebaixamento ao fim da rodada.

O jogo

Marcelo Fernandes resolveu, enfim, dar uma oportunidade para Gabriel começar jogando. Apesar de o técnico entender que o camisa 10 renda melhor na posição de centroavante, o garoto de 18 anos foi escalado pela esquerda, na vaga de Robinho, que está com a Seleção Brasileiro. E, logo aos 4 minutos, o atacante mostrou fome de bola e foi responsável pelo primeiro “uhh” da arquibancada ao arriscar chute de fora da área e ver Marcelo Lomba defender.

Com moral, a Ponte Preta reagiu no lance seguinte em boa jogada de Rodinei pela direita, que só não complicou o Peixe porque Elano tocou para escanteio antes que a bola chegasse a Biro Biro. O mesmo atacante na Macaca também obrigou Vladimir a trabalhar aos 12 minutos, em arremate de fora da área, mas o grande lance do jogo ainda estava por vir.

Aos 22 minutos, em jogada pela direita, Daniel Guedes tocou para dentro da área. Geuvânio escorou o corpo no zagueiro Pablo, girou e acertou uma bomba no ângulo esquerdo de Marcelo Lomba. Um golaço com a marca registrada do Caveirinha.

O gol empolgou o Peixe. Melhor em campo, a equipe praiana tentava a todo momento furar as duas linhas de quatro feitas pelo time campineiro e, para isso, tentava tocar de pé em pé, virando o jogo.

Aos 26, tabela de Victor Ferraz com Gabriel, que chutou firme, mas a bola explodiu no zagueiro. Aos 33, Ricardo Oliveira recebeu lançamento longo e ficou de frente para o gol. Na saída do goleiro, o camisa 9 tentou encobrir, mas não bateu com a força necessária e Pablo evitou o segundo do Santos no jogo.

O castigo quase veio no minuto seguinte. Josimar arriscou de longe e acertou o ângulo, mas Vladimir voou na bola e fez uma defesa espetacular, garantindo a vitória parcial santista no primeiro tempo.

No segundo tempo, o Santos mostrou claramente que tentaria matar o jogo o mais rápido possível. Em cinco minutos, o time da casa não deixou a Ponte pegar na bola e pressionou a saída de bola da Macaca. No entanto, no primeiro lance ofensivo dos ponte-pretanos, Felipe Azevedo não perdoou. O relógio marcava sete minutos quando Renato Cajá enfiou a bola na esquerda para Biro Biro, que bateu colocado. Vladimir fez linda defesa, mas, no rebote, Felipe Azevedo estufou as redes.

Precisando da vitória, o Santos recomeçou sua busca pelo gol já na saída de bola. Mais uma vez, Geuvânio buscou a jogada individual e soltou a perna, mas Lomba espalmou e afastou o perigo.

De novo pela direita do ataque santista, Caveirinha foi sozinho para cima da marcação, entrou na área e foi derrubado por Gilson, que acabou cometendo pênalti claro e infantil. Ricardo Oliveira deslocou o goleiro e colocou o Peixe em vantagem novamente aos 15 minutos.

A partir daí, o jogo ficou aberto e com as duas equipes dando espaço. A Ponte Preta forçava as jogadas pela direita de ataque, enquanto o Santos apostava no talento de Lucas Lima.

Mas o Peixe voltou a vacilar na marcação, assim como já havia acontecido na última rodada, contra o Sport, e a Macaca soube aproveitar bem. Renato Cajá mostrou que vive grande fase e, após receber cruzamento no meio da área, cabeceou no canto direito de Vladimir e anotou seu quarto gol no Campeonato Brasileiro. O gol silenciou a Vila Belmiro.

Marcelo Fernandes, então, mandou Thiago Maia, Neto Berola e Chiquinho para o jogo em uma tentativa desesperada de buscar o gol da vitória, mas as substituições não surtiram efeito, e o Santos foi mais uma presa da Ponte Preta neste Brasileirão. Agora, o time da Vila Belmiro já está há cinco jogos sem vencer, enquanto a Macaca segue invicta na competição.

Santistas admitem incômodo e ‘não entendem’ novo tropeço

O torcedor santista que foi à Vila Belmiro no início da noite deste sábado viu o Santos repetir os erros da partida contra o Sport, há uma semana, também no estádio Urbano Caldeira, quando a equipe alvinegra ficou à frente no placar por duas vezes, mas, no fim, cedeu o empate. Desta vez, foi a vez da Ponte Preta aproveitar os vacilos santistas para arrancar resultado de 2 a 2.

Após o apito final do árbitro, as vaias deram o tom no estádio e os protestos na saída dos jogadores para o vestiário se dividiam entre Marcelo Fernandes e alguns atletas, como Gabriel, que novamente não aproveitou oportunidade e acabou sacado na segunda etapa.

“Temos que ter cuidado e atenção. Se a gente não estivesse criando, seria preocupante, mas estamos tomando gols por falta de atenção e isso, no final, pesa. Acho que a gente está mais do que na hora de se conscientizar que não podemos continuar cometendo esses erros, porque não é bom para ninguém”, disse Elano, capitão do time neste sábado, já que Renato não pôde atuar por causa de dores no joelho.

Ao comentarem o novo tropeço, os jogadores santistas tinham discursos variados e pareciam buscar uma explicação pela falta de vitórias.

“Eles tiveram posse de bola legal depois que a gente teve um a menos (Chiquinho se machucou no fim), mas uma hora a bola vai entrar, vamos voltar a ganhar e tirar o Santos dessa posição, que está incomodando”, analisou Victor Ferraz.

No entanto, ao ser questionado se a falta de gols estava atrapalhando o time nos jogos, Geuvânio discordou.

“Não. A gente fez gol hoje”, disse o atacante, de forma ríspida, para depois completar “A gente jogou bem, mas a vitória não está vindo. Mas o time não vai parar de lutar, não”.

David Braz também parecia atordoado e sem palavras para falar sobre o empate na Vila.

“Infelizmente, cara. Vamos trabalhar para melhorar logo, o Santos não pode estar nessa situação, fomos campeões paulistas agora, a gente está jogando bem, mas tem que trabalhar mais para concertar e voltar a ser o Santos do começo da temporada”, disse.

“A gente tem que corrigir alguns defeitos. A gente começou muito bem o primeiro tempo, no segundo tempo deixamos cair e cedemos o empate”, resumiu Vladimir. “Campeonato Brasileiro é sempre preocupante. A gente sempre começa bem e, em alguns detalhes, acaba pecando”, encerrou o goleiro santista.

Irritado, Fernandes pede chutão e esbraveja: “A gente sofre ganhando”

Marcelo Fernandes chegou pilhado para a entrevista coletiva na sala de imprensa da Vila Belmiro, neste sábado, poucos minutos após o frustrante empate por 2 a 2 com a Ponte Preta, que deixou o clube com apenas seis pontos no Campeonato Brasileiro e muito próximo da zona de rebaixamento. Até agora, o time venceu apenas uma única partida no Brasileirão e está há cinco partidas, sem sequência, sem sair de campo com a vitória.

“A conversa é de cobrança, todo mundo, não tem outra conversa. Seis pontos no Campeonato, desculpa, a Ponte Preta é uma excelente equipe, mas tinha que ganhar o jogo, não pode ter só seis pontos”, admitiu Marcelo Fernandes, inconformado com o fato da sua equipe, pela terceira vez seguida, não ter vencido após ficar à frente no placar.

“Nossa equipe se porta bem, 0 a 0 joga bem, recompõe…aí fazemos o gol e não tem mais controle do jogo. A gente sofre ganhando. Chegou no fundo, não deu, volta. Nós estamos indo, dando a bola para os caras, ganhando o jogo”, reclamou. “Eu sou da época de dar chutão, foi o que falei lá dentro (no vestiário). Nós já vimos que não é por aqui e fomos de novo. Três jogos 2 a 1 Agora tem que recuperar em Minas Gerais, Campeonato Brasileiro é difícil, não é simples assim recuperar esses pontos”, exclamou, já preocupado com o jogo desta quarta-feira, contra o Atlético-MG, pela sétima rodada.

Além do erro na saída de bola, que, claramente, é o que mais tem tirado Marcelo Fernandes do sério, as bolas aéreas voltaram a ser um tormento para a defesa alvinegra. Mesmo assim, o treinador fez questão de não pontuar um setor específico do time e chamou a responsabilidade.

“Não tem essa. Não estou aqui para falar de defesa, meio e ataque. Eu sou técnico do Santos e a culpa é minha, porque quem põe para jogar sou eu. Mas a gente já provou uma comida ruim e hoje a gente comeu da mesma comida. Tem hora que é melhor dar um chutão e não sofrer o gol”, voltou a enfatizar.

E mesmo com pouco tempo para consertar as falhas na equipe, o técnico sabe que não pode perder tempo e quer uma resposta já diante do Galo.

“É o que a gente pede, esperar o melhor momento. Você faz um gol, os caras vão vir para cima. A gente está fazendo gol e está sofrendo ganhando. Hoje foi a mesma coisa. O pessoal (time) vai fazer, mas no Brasileiro não dá para esperar. Já tem que ser na quarta-feira”, avisou.

Técnico rebate pressão no Santos: “Não fico sem dormir por isso”

Bastaram seis rodadas do Campeonato Brasileiro para todo o clima de paz e tranquilidade no Santos chegar ao fim. Campeão paulista em maio, o time está próximo da zona de rebaixamento no Nacional por pontos corridos e não vence há cinco partidas, acrescentando a derrota para o Sport, pela Copa do Brasil, nesta sequência. Neste sábado, depois do 2 a 2 com a Ponte Preta na Vila Belmiro, muitos torcedores vaiaram a equipe alvinegra e pediram a saída do técnico Marcelo Fernandes, que prontamente rebateu as críticas.

“Anota aí: 32574000, liga lá na presidência que o Modesto Roma vai te atender. Eu estou aqui para trabalhar, sou treinador do Santos, essa pergunta tua você tem que perguntar para o Modesto, não para mim”, disse, de forma direcionada ao primeiro jornalista a abordar o tema durante a entrevista coletiva.

Efetivado no comando da equipe desde a 8ª rodada do Campeonato Paulista, Marcelo Fernandes a todo momento evita falar de projeções para sua carreira e, neste momento de crise, usa o mesmo discurso para garantir que não sente qualquer tipo de pressão sobre seu cargo.

“Eu não sinto pressão nenhuma. Já cansei de falar isso lá na sala (de imprensa do CT). Acabei de falar para o teu amigo falar com o Modesto Roma, vai lá e fala com ele também”, afirmou a outro jornalista.

“Eu estou superbem, não tenho vaidade nenhuma, estou no grupo que eu gosto. Se a diretoria achar que tem que trocar, tudo bem, não fico sem dormir com isso. Mudança de técnico é supernomal no futebol, é assim. Estou chateado, sim, pela minha equipe jogar do jeito que joga e perder por erros dela. Mas eu trabalho em clube grande, que vive de resultado. E não estamos tendo resultado”, explicou.

Independentemente da forma como Marcelo Fernandes encare esse momento conturbado do Peixe na temporada, ele sabe que precisa voltar a vencer. E, por isso, já avisou que vai buscar os três pontos na quarta-feira, contra o Atlético-MG, ignorando o fato de o confronto estar marcado para o estádio Independência, em Minas Gerais, onde o Galo sempre é muito forte.

“Preste atenção: eu disputei 18 pontos, ganhei seis. Então, está na hora. Na situação que a gente está na tabela, a gente precisa ganhar e é para cima que a gente vai jogar”, finalizou, com o semblante fechado e de forma sucinta.

Fernandes diz que time sentiu saída de Elano e dá força a Gabriel

Marcelo Fernandes perdeu Renato para o duelo contra a Ponte Preta, neste sábado, por causa de dores no joelho de seu volante titular. Sem Leandrinho também, o treinador santista recorreu à experiência de Elano. Após o frustrante empate por 2 a 2 na Vila Belmiro, Fernandes elogiou a atuação de um de seus líderes no grupo e ainda viu o time cair muito após sua saída.

“Elano, até a hora em que ficou, fez uma partida irrepreensível, até onde deu o gás dele. É um jogador que põe a bola no chão, junto com o Lucas Otávio e o próprio Lucas (Lima). Fez uma grande partida, entrou muito bem na equipe. Quando ele saiu a gente não teve mais o domínio de bola, foi quando já não dava mais para ele. Normal isso, ele não vinha em uma sequência de jogos”, comentou o técnico, lembrando que Elano acabou substituído no minuto seguinte ao segundo gol da Macaca.

Junto com Elano, Gabriel foi sacado para a entrada de Neto Berola. Em má fase técnica e sofrendo com a concorrência no ataque, o camisa 10 do Peixe mais uma vez não aproveitou a oportunidade de começar jogando, porém, mesmo assim, Marcelo Fernandes fez questão de dar moral para o artilheiro do Santos na última temporada.

“Gabriel fez uma partida muito boa, é outro garoto que não vinha jogando, sentiu o cansaço também, por isso saiu no segundo tempo. Mas fez uma grande partida, ajudou, tentou, foi na linha de fundo. Quando não deu, acompanhou o lateral, fez aquilo que foi determinado para ele. Cansou e saiu, o que é normal”, disse, buscando minimizar a cobrança em cima do seu jogador.

Quem claramente se destacou individualmente em campo foi Geuvânio. O Santos tropeçou de novo no Campeonato Brasileiro, mas o Caveirinha fez sua parte com um lindo gol e sofrendo o pênalti, após partir para cima da marcação, que Ricardo Oliveira não desperdiçou.

“Geuvânio fez uma partida maravilhosa, de doação, de entrega, não só ele como o grupo todo”, enfatizou Marcelo Fernandes, antes de enaltecer a postura de seu elenco, independentemente da má fase. “Está todo mundo chateado, mas na parte da entrega não tenho o que falar, muito pelo contrário, todo mundo se doa e tem muita vontade de jogar com a camisa do Santos”, garantiu.