Ituano 0 x 0 Santos

Data: 21/02/2017, terça-feira, 21h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 5ª rodada
Local: Estádio Novelli Júnior, em Itu, SP.
Público: 3.564
Renda: R$ 153.120,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Auxiliares: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Alberto Poletto Masseira.
Cartões amarelos: Claudinho e Mateus (I); Lucas Veríssimo e Leandro Donizete (S).

ITUANO
Fábio; Arnaldo, Lima, Mateus e Peri; Wellignton Simião, Walfrido, Guilherme (Romarinho) e Morato (Bassani); Claudinho (Lucas Crispim) e Igor.
Técnico: Tarcísio Pugliese

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia e Léo Cittadini (Thiago Ribeiro); Vitor Bueno, Copete e Kayke (Bruno Henrique).
Técnico: Dorival Junior



Em jogo de dar sono, Santos não sai do zero contra o Ituano

Os mais de 3 mil espectadores e outros milhões de torcedores acompanhando pela TV, Internet ou rádio devem ter tirado pelo menos um cochilo durante o duelo entre Ituano e Santos, nesta terça-feira, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. Em partida com praticamente nenhuma emoção, as equipes equipes fizeram jus ao mal futebol apresentado e não saíram do 0 a 0 no estádio Novelli Júnior, em Itu.

O resultado não foi bom para nenhum dos clubes. O Peixe acumulou seu terceiro jogo seguido sem vitória e chegou aos sete pontos. Os comandados de Dorival até voltaram para a segunda colocação do grupo D, mas só ficarão nela se a Ponte Preta perder para o Linense, nesta quarta-feira, em Lins.

Já o Ituano, por sua vez, segue em segundo no grupo A, com oito pontos. Porém, o Galo Rubro-Negro pode cair de posição caso o São Bernardo vença o Mirassol, também nesta quarta.

O jogo

Com nenhuma chance clara de gol, os primeiros momentos entre Ituano e Santos foram marcados por duas lesões no Novelli Júnior. Logo aos três minutos, o meia Guilherme, da equipe de Itu, tirou uma bola de Victor Ferraz, sentiu o joelho e precisou ser substituído por Romarinho. Pelo lado do Peixe, Léo Cittadini recebeu uma entrada forte de Claudinho. O santista chorou durante o atendimento médico, chegou a voltar para o jogo, mas acabou saindo para a entrada de Thiago Ribeiro. Com isso, Vitor Bueno foi recuado e virou o armador do time comandado por Dorival Júnior.

Pressionado após as derrotas para São Paulo e Ferroviária, respectivamente, o alvinegro começou tentando implantar seu estilo de jogo, com toque de bola e tranquilidade para chegar dentro da área adversária. Porém, os santistas não mostravam a velocidade e criatividade de outrora. Com isso, a equipe ficou lenta e previsível.

O Ituano, por sua vez, esperava os contra-ataques teve a primeira boa chance do embate. Aos 18 minutos, Morato recebeu na entrada da área, driblou dois marcadores e bateu rasteiro. O goleiro Vladimir defendeu bem e salvou o Santos.

O duelo seguiu o mesmo ritmo do Peixe e foi completamente monótono em Itu. Tanto que a única oportunidade da equipe comandada por Dorival Júnior surgiu apenas aos 46 minutos, em chute fraco de Victor Ferraz, facilmente defendido por Fábio. Logo depois, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira apitou o fim do primeiro tempo e deve ter acordado os torcedores que dormiram durante a fraca partida no interior paulista.

Se a etapa inicial foi sonolenta, a volta do intervalo não começou muito animadora, principalmente para o lado do Santos. Ao contrário do que aconteceu no primeiro tempo, o alvinegro viu o Ituano adiantar a marcação, pressionar a saída de bola e voltar ligeiramente melhor. Tanto que aos 18 minutos, Romarinho avançou, cortou para o meio e soltou uma bomba da entrada da área. A bola passou por cima da trave e assustou Vladimir.

Na sequência, o goleiro operou um milagre no estádio Novelli Júnior. Após furada da defesa, Igor rolou para Lucas Crispim. Mesmo desequilibrado, o atacante, emprestado pelo Santos, bateu no ângulo. Porém, Vladimir apareceu, fez linda defesa e evitou o gol do Ituano.

O Santos seguiu muito fraco durante boa parte do segundo tempo. Tanto que a equipe só voltou a assustar o goleiro Fábio aos 38 minutos. Após boa jogada de Copete, Thiago Ribeiro recebeu cruzamento e completamente livre, pegou mal na bola e desperdiçou uma ótima chance.

A oportunidade animou o Peixe. Os comandados de Dorival Júnior até esboçaram alguma reação no final do duelo, mas nada que conseguisse alterar o marcador em Itu, que terminou em um 0 a 0 modorrento.

Bastidores – Santos TV:

Dorival nega pressão e vê torcida do Santos ‘mal acostumada’

O Santos chegou ao terceiro jogo seguido sem vitória no Campeonato Paulista. Previsível e pouco criativo, o time comandado por Dorival Júnior não conseguiu assustar o Ituano e ficou no 0 a 0, nesta terça-feira, no estádio Novelli Júnior, em Itu, pela quinta rodada do torneio estadual. O alvinegro, inclusive, tem seu pior início de Paulistão em cinco anos. Motivo para pressão? Não para o técnico santista.

“Turbulência não existe. Convivemos com harmonia no CT. Buscando melhorar, resultados. A diretoria sempre abraçou a equipe. Não sinto essa pressão que se fala. Cobrança vai existir. A torcida do Santos está mal acostumada em razão dos bons resultados na Vila Belmiro por longo tempo e natural que uma derrota ou outra ocasione nisso. É questão de tempo para recuperarmos. Está iniciando o campeonato. Será o mais difícil dos últimos anos. Estamos vivendo isso. A equipe vem evoluindo, sim”, ressaltou o treinador do Peixe, em entrevista coletiva após o duelo desta terça.

Com a igualdade em Itu, o Santos acumulou seu terceiro jogo seguido sem vitória e chegou aos sete pontos. Os santistas até voltaram para a segunda colocação do grupo D, mas só ficarão nela se a Ponte Preta perder para o Linense, nesta quarta-feira, em Lins.

Mesmo com o pouco futebol apresentado diante do Ituano, Dorival crê que o alvinegro está no caminho certo e que os erros na conclusão das jogadas foram fundamentais para o empate no estádio Novelli Júnior.

“O que ficou faltando foi o último passe. Tivemos produção ofensiva condizente com o que o time faz. Na hora de colocar alguém em condição de definir, falhamos. Fizemos jogo bem seguro em razão de mudança de postura. Foi jogo pesado, complicado. Tivemos mais coisas positivas do que negativas. Natural que o resultado não acontecendo, existam questionamentos. A equipe vai readquirir confiança”, concluiu o técnico santista.

Ferraz vê erro no último passe e diz: “Tem bastante coisa para acertar”

O Santos foi nulo contra o Ituano, nesta terça-feira, no estádio Novelli Júnior, em Itu. Mesmo mantendo a posse de bola, principalmente no primeiro tempo, o Peixe não conseguiu criar oportunidades de gol, ficou no 0 a 0 e chegou ao terceiro jogo seguido sem vitória no Campeonato Paulista. Apesar das pouquíssimas oportunidades criadas, o lateral-direito Victor Ferraz acredita que a equipe não esteve tão abaixo do esperado.

“Fizemos um primeiro tempo bom, faltou acertar o último passe. No segundo tempo deixamos cair, eles tiveram chances. A gente tem uma forma de jogar, e as equipes jogam fechadas. Por isso, a gente acaba não encontrando espaços. Precisamos caprichar o último passe para que possamos dar a alegria para o torcedor”, explicou o santista na saída do gramado.

Mesmo crendo que o alvinegro fez uma apresentação razoável diante do Galo Rubro-Negro, Ferraz também acredita que a equipe comandada por Dorival Júnior precisa melhorar para alcançar a recuperação no Campeonato Paulista.

“Temos bastante coisa para acertar, principalmente no que a gente deseja. Temos que treinar e conversar mais, na próxima partida vamos voltar a jogar o que a gente deseja. Não está faltando confiança. É ter a última bola com clareza. Mas vamos acertar. Logo mai , voltaremos apresentar o futebol que estamos acostumados”, completou.

Cittadini fará exames nesta quarta e pode ser desfalque no Santos

A lista de desfalques do Santos não para de aumentar. Sem Vanderlei, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o Peixe pode perder mais um jogador para o departamento médico. O meia Léo Cittadini saiu de campo lesionado no empate contra o Ituano, válido pela quinta rodada do Campeonato Paulista, nesta terça-feira, no estádio Novelli Júnior. O jovem fará exames nesta quarta-feira para detectar a gravidade da contusão.

Ainda no início do primeiro tempo em Itu, o santista recebeu uma entrada forte de Claudinho. O camisa 19 chorou durante o atendimento médico, chegou a voltar para o jogo, mas acabou saindo para a entrada de Thiago Ribeiro. Com isso, Vitor Bueno foi recuado e virou o armador do time comandado por Dorival Júnior.

“Ele não tinha mais condições. Sofreu uma pancada forte na lateral do joelho e aí trava, perde completamente a mobilidade. Ele ficou chateado porque tinha uma nova oportunidade”, explicou o técnico Dorival Júnior após a partida.

Como Lucas Lima não deve ser liberado para entrar em campo contra o Botafogo-SP, no próximo sábado, às 17h (de Brasília), na Vila Belmiro, Cittadini seguiria na equipe titular. Porém, caso uma lesão grave seja constatada, Dorival precisará quebrar a cabeça durante a semana para encontrar um substituto.

Sem Jean Mota, que tem a mesma lesão de Lucas Lima (estiramento no ligamento colateral lateral do joelho), mas na perna esquerda, o técnico do Peixe tem apenas Vitor Bueno e Rafael Longuine como meias de origem.

A tendência é que o comandante repita o que foi feito nesta terça, recuando o camisa 7 e promovendo a entrada de um atacante de beirada. Como opões, Dorival conta com Bruno Henrique, Arthur Gomes e Thiago Ribeiro.

Santos 0 x 1 Ferroviária

Data: 18/02/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.655 pagantes
Renda: R$ 165.565,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Herman Brumel Vani
Cartões amarelos: Patrick, William Cordeio, Matheus (F); Cléber (S).
Cartões vermelhos: Cléber (S).
Gol: Leandro Amaro (28-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Cleber, Yuri e Zeca; Leandro Donizete (Arthur Gomes), Thiago Maia e Léo Cittadini (Bruno Henrique); Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira (Thiago Ribeiro).
Técnico: Dorival Junior

FERROVIÁRIA
Matheus; William Cordeiro, Leandro Amaro, Patrick e Léo Veloso; Flávio, Claudinei (Kelvin), Fábio Souza e Alan Mineiro (Raniele); Capixaba (Tiago Marques) e Elder Santana.
Técnico: PC Oliveira



Ex-Palmeiras marca e Ferroviária vence o Santos na Vila Belmiro

Na primeira partida de Ricardo Oliveira em 2017 e com a estreia para esquecer do zagueiro Cléber, o Santos pecou em criatividade e acabou derrotado pela Ferroviária por 1 a 0, gol de Leandro Amaro, zagueiro ex-Palmeiras. Cléber foi expulso no segundo tempo e abriu espaço para o defensor adversário subir mais alto na pequena área e mandar para as redes de cabeça.

A derrota foi a segunda seguida do Santos em sua casa, a Vila Belmiro, pelo Paulistão, já que o time foi derrotado pelo São Paulo por 3 a 1 no clássico da última quarta-feira.

Se a estreia de Cléber foi ruim, a volta de Ricardo Oliveira também não teve seus brilhos. O atacante até chegou a fazer um gol, mas o bandeira marcou posição irregular e o tento foi anulado.

Sem Lucas Lima, a equipe de Dorival Júnior teve muitos problemas no setor de armação e Léo Cittadini não conseguiu criar com eficiência. Usando muito lançamento direto, o Santos pecou nos impedimentos e falhou em vencer a zaga bem prostrada do time do interior.

Com a derrota, o Santos estacionou nos seis pontos, foi ultrapassado pela Ponte Preta (sete) e perdeu a segunda colocação do grupo D. A Ferroviária, por sua vez, chegou a quatro e ultrapassou RB Brasil e Linense, assumindo o segundo posto do grupo B, liderado pelo São Paulo.

O jogo

A primeira chegada da Ferroviária foi polêmica. O estreante Cléber tirou mal e Capixaba dominou a bola pela lateral esquerda. O atacante da Ferrinha infiltrou e caiu dentro da área pedindo pênalti, mas o juiz mandou seguir.

Aos 16, a Ferroviária chegou novamente com perigo pela lateral esquerda. Yuri tentou evitar um escanteio e deu a bola nos pés do adversário, que não conseguiu chutar com eficiência e a zaga alvinegra afastou.

Com o time visitante muito bem posicionado no setor defensivo, o Santos abusou dos lançamentos longos, sem eficiência. Para tentar furar o ferrolho grená, Victor Ferraz arriscou do meio da rua e a bola passou perto.

A grande quantidade de lançamentos do Peixe e o sistema bem prostrado de PC de Oliveira abriram espaço para um número muito elevado de impedimentos dos jogadores santistas.

Aos 36, o Santos chegou a abrir o placar com Ricardo Oliveira, mas o bandeira marcou posição irregular. O jogador não chegou a reclamar, mas a torcida alvinegra protestou muito na Vila.

Precisando da vitória, o alvinegro voltou melhor na segunda etapa. Nos primeiros minutos, Donizete fez boa jogada e cruzou para Copete, que perdeu uma grande chance de abrir o placar.

Aos 10, o lado esquerdo do Santos voltou a cochilar. Elder Santana deu uma meia lua em Yuri e ficou de cara a cara com Vladimir, que fechou o ângulo e impediu o primeiro gol da Ferroviária.

Para ter mais poder ofensivo, Dorival sacou o volante Leandro Donizete e colocou Arthur Gomes. Logo em sua primeira jogada, o jovem recebeu cruzamento de Victor Ferraz e cabeceou com força, levando perigo ao gol de Matheus.

Aos 22, a situação ficou pior para o Santos. Mal em sua estreia, o zagueiro Cléber entregou a bola no meio de campo e precisou fazer a falta. Já com um cartão amarelo, o jogador foi expulso de campo.

Poucos minutos mais tarde, a Ferroviária teve boa chance, mas parou novamente em Vladimir. Para se aproveitar da vantagem numérica, o técnico PC Oliveira tirou o volante Claudinei e colocou o meia-ofensivo Kelvin.

O balde de água fria veio aos 28. Após belo escanteio de Alan Mineiro, o ex-Palmeiras Leandro Amaro subiu mais alto que os zagueiros e mandou para o fundo das redes de Vladimir. 1 a 0 Ferroviária.

Dorival tentou mudar as peças do elenco santista, mas nem Bruno Henrique, que substituiu Cittadini, nem Thiago Ribeiro, que entrou no lugar do desgastado Ricardo Oliveira, resolveram o problema da criatividade e a derrota se concretizou.

Bastidores – Santos TV:

Thiago Maia quer foco para derrotas não acontecerem de novo

Em uma situação difícil de se ver, o Santos foi derrotado pela segunda vez seguida na Vila Belmiro. Desta vez, quem derrotou o alvinegro foi a Ferroviária de Araraquara, que garantiu três pontos importantes e subiu para a segunda colocação do grupo B. Frustrado com o resultado, Thiago Maia quer mais trabalho para resultados como esse não voltarem a acontecer.

“Acho que temos que estar preparados para tudo. Infelizmente perdemos. Temos de formar um pouco mais. O que aconteceu aqui não pode acontecer de novo”, afirmou o volante à reportagem da Premiere na saída de campo.

Com uma mescla de jogadores jovens e experientes, Thiago vê a equipe do Santos madura, mas precisando prestar mais atenção em campo. “Nosso time, apesar de ser novo, é maduro. Acho que só temos que focar mais e ver o que estamos errando para ver o que melhorar e vencer”, acrescentou.

Depois de ficar seis anos sem perder em casa pelo Paulistão, o Santos agora foi derrotado pela segunda vez na Vila. Insatisfeita, parte da torcida criticou muito o técnico Dorival Júnior, enquanto outro setor de torcedores mostrou apoio ao treinador.

“A torcida está na obrigação de cobrar, faz parte, eles têm que cobrar nosso resultado“, concluiu o volante rapidamente. Foi a primeira vitória da Locomotiva grená na edição de 2017 do Paulistão.

Agora com quatro pontos, a equipe de Araraquara assumiu a segunda colocação do grupo B, liderado pelo São Paulo, com sete. O Santos, por sua vez, ficou nos seis pontos e perdeu a segunda posição para a Ponte Preta, que empatou sem gols com o Red Bull e chegou a sete. Quem lidera o grupo D é o Mirassol, que arrancou um empate do São Paulo no Morumbi e chegou a dez tentos.

Torcida cobra Dorival no vestiário e treinador comenta turbulência

A segunda derrota do Santos seguida em casa pelo Campeonato Paulista trouxe muito protesto da torcida alvinegra na Vila Belmiro. Após o revés sofrido contra a Ferroviária por 1 a 0, torcedores do Peixe foram até o vestiário para protestar sobre a má sequência e a falta de qualidade apresentada em campo.

Sobre gritos de “time sem vergonha”, “não é mole não, Libertadores é mais do que obrigação”, “Dorival, vou te avisar, a panelinha tá na hora de acabar” e “a paciência acabou”, os alvinegros cobraram resultados de sua equipe, que não perdia duas seguidas em casa desde 2014.

Sem se preocupar com as críticas que começam a surgir nos bastidores, Dorival ressaltou a dificuldade que todas as equipes terão e afirmou que o Santos precisa enfrentar esse período turbulento com coragem.

“Nosso grupo é bem equilibrado, difícil. Fatalmente as equipes vão ter as dificuldades que estamos enfrentando. Pela primeira vez o Santos passa por turbulência. Temos que seguir trabalhando. Não tem caminho. Temos que enfrentar com peito aberto para reverter essa situação”, cravou o treinador durante a coletiva de imprensa após a partida.

Com as duas derrotas na Vila, o Santos caiu para a terceira colocação do grupo D, ficando fora da zona de classificação para a segunda fase do Paulistão. A equipe estacionou nos seis pontos e foi ultrapassada pela Ponte Preta, que empatou com o Red Bull Brasil e chegou a sete. Quem lidera o grupo é o Mirassol, com dez tentos.

Dorival mantém confiança em Cléber após expulsão contra a Ferroviária

A partida contra a Ferroviária marcava duas estreias no Santos: a volta de Ricardo Oliveira, que ainda não tinha entrado em campo em 2017, e a primeira partida do zagueiro Cléber, uma das grandes contratações do time na temporada. E o defensor foi parte chave da derrota alvinegra por 1 a 0 em casa, a segunda seguida no Paulistão, já que foi expulso no segundo tempo e abriu espaço para o gol grená. Para o técnico Dorival Júnior, a expulsão complicou a partida, mas a atuação do jogador não foi de todo o mal.

“A expulsão mudou um pouco até na maneira da equipe jogar. Em seguida a Ferroviária fez o gol e tivemos que nos expor mais. A postura e o jogo mudam a partir de que você tem um jogador a menos. O Cléber teve esse lance, mas foi muito bem na partida. Temos confiança nele”, afirmou Dorival na coletiva pós-partida.

Em sua estreia, Cléber vacilou em alguns momentos e entregou diversas bolas nos pés dos adversários. Foi em um lance assim, na metade do segundo tempo, que o zagueiro foi expulso. Após perder a bola sozinho no meio campo, o jogador precisou barrar o avanço do adversário e recebeu o segundo amarelo.

Dorival também pontuou a volta de Ricardo Oliveira, que chegou a marcar, mas teve seu gol anulado por posição irregular. Cansado, o atacante foi substituído na parte final do segundo tempo por Thiago Ribeiro. “Ele voltou muito bem, como sempre. Foi até o momento que deu, porque ele estava esgotado. O trabalho feito com ele não tem a mesma carga que os outros nesse começo”, comentou.

O técnico também preferiu não opinar sobre uma possível falha da arbitragem no lance de Ricardo no primeiro tempo. “Houve realmente um gol válido, mas não temos que ficar contestando, lamentando e jogando a nossa responsabilidade na arbitragem”, categorizou Dorival.

Sem perder duas seguidas em casa desde 2014, Dorival acha que a derrota para o São Paulo na quarta-feira desestruturou a equipe. “Causa sim, sem dúvida disso. Principalmente da maneira que ocorreu, com um primeiro tempo bom. Hoje foi diferente. A equipe vinha jogando bem, com confiança em campo”, analisou o treinador.

Por fim, o técnico também fez questão de elogiar a boa partida defensiva feita pela equipe de Araraquara e como isso afetou o elenco alvinegro. “A marcação foi muito forte. Temos que considerar tudo isso. De repente você vai tentando, vai gerando uma impaciência nos jogadores. Falamos muito sobre isso antes, que não se deixassem levar por essas dúvidas momentâneas em definições de jogadas. Que saiamos mais fortes”, completou o técnico do Peixe.

Dorival defende Cittadini para seguir substituindo Lucas Lima

Depois de perder duas partidas seguidas em casa, fato que não acontecia desde 2014, o Santos teve uma de suas fraquezas exposta mais uma vez na partida contra a Ferroviária deste sábado: a discrepância entre seus jogadores titulares e as peças de reposição do elenco. Sem conseguir desempenhar bem a função de armador no jogo, Léo Cittadini recebeu apoio do técnico Dorival Júnior.

“O Léo sempre fez bem a função e vai substituir bem o Lucas Lima. É um garoto, então temos que ter paciência e tranquilidade. Hoje, infelizmente, não saiu como queríamos”, comentou o técnico sobre o meia de 22 anos.

Outra opção para o setor criativo do meio campo santista, Bruno Henrique entrou no segundo tempo e também deixou a desejar. Além de Lucas, o Santos não contou com Renato, volante titular da equipe, que ainda se recupera de lesão. Leandro Donizete foi o substituto do ídolo alvinegro.

“A dependência é natural, são titulares. Os jogadores que entraram começam a ter uma assimilação mais rápida e um entendimento maior. O resultado pode não espelhar o que aconteceu nas partidas”, afirmou o treinador Dorival Júnior após o jogo de sábado.

Para a sequência do Paulistão, o Santos agora encara o Ituano, nesta terça-feira, em Itu, sem o camisa 10 confirmado, e tem o Botafogo-SP em casa, no sábado, antes do clássico contra o Corinthians no dia 5 de março, fora de casa. A equipe busca reencontrar a vitória e as atuações regulares antes da estreia da Libertadores, no dia 9 de março, contra o Sporting Cristal, no Peru.

“Internamente precisamos assimilar o mais rápido possível, mas não tem momento para derrota. A equipe sempre respondeu positivamente, é uma questão de tempo”, concluiu o comandante alvinegro.

Maia vê pressão com estranheza, mas diz: “Torcida tem seu direito”

O Santos está sob pressão. Após um começo arrasador no Campeonato Paulista, goleando o Linense por 6 a 2, no começo de fevereiro, o Peixe viu seu desempenho despencar, perdeu dentro da Vila Belmiro para São Paulo e Ferroviária, respectivamente, e saiu da zona de classificação para as quartas de final do torneio. Por conta disso, alguns torcedores do alvinegro ficaram revoltados e foram até a porta do vestiário santista para descarregarem seu ódio contra o time comandado por Dorival Júnior.

Entre os protestos, os torcedores gritaram frases como: “Ou joga por amor ou joga por terror”, “A paciência acabou” e “Dorival, vou te avisar, a panelinha está na hora de acabar”. Vale lembrar que antes mesmo do duelo contra a Ferrinha terminar, no último sábado, diversas vaias já eram ouvidas na Vila. O volante Thiago Maia acredita que os santistas têm o direito de reclamar, mas viu a cobrança antes do apito final com estranheza.

“Achei estranho. A torcida sempre foi paciente. O Dorival chegou em 2015 e fez milagres, subimos bem. A torcida tem seu direito, mas poderia ser mais paciente. Estamos falando do Santos, temos que estar sempre ganhando. Somos campeões paulistas. Cobrança sempre tem. Nossa torcida não merece duas derrotas em casa. Estamos treinando forte para corrigir os erros”, ressaltou o volante, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, no CT Rei Pelé.

Santos 1 x 3 São Paulo

Data: 15/02/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.320 torcedores
Renda: R$ 455.425,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Zeca e Rodrigão (S); Thiago Mendes, Neilton, Cueva e Cícero (SP).
Gols: Copete (10-1), Cueva (36-1); Luiz Araújo (10-2) e Luiz Araújo (27-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete (Bruno Henrique), Vitor Bueno e Lucas Lima (Thiago Ribeiro); Copete e Rodrigão (Rodrigão).
Técnico: Dorival Junior

SÃO PAULO
Sidão; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero e Cueva (Bruno), Neilton e Gilberto.
Técnico: Rogério Ceni



São Paulo vira em cima do Santos na Vila, acaba com jejum e embala

Famoso por ter na base a sua grande força, o Santos sentiu o próprio veneno nesta quarta-feira. Foram 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival Tricolor. Dessa vez, porém, uma cria da casa são-paulina resolveu mudar o rumo dessa história. Luiz Araújo, de apenas 20 anos, uma das esperanças do São Paulo para o futuro, entrou no segundo tempo para ser o nome do clássico válido pela 4ª rodada do Estadual. Dos pés da revelação de Cotia saíram dois gols e a confirmação da virada por 3 a 1. Antes, Rodrigão abrira o placar em linda jogada de Vitor Bueno, Cueva, de pênalti, igualou ainda no primeiro tempo.

O fim da invencibilidade do Peixe na temporada culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

O São Paulo, por outro lado, abriu mais vantagem na ponta do Grupo B, agora com seis pontos. Linense vem logo atrás com três a menos. Red Bull Brasil e Ferroviária, com um ponto cada, dividem a lanterna.

O jogo

E o San-São começou com novidades. Em seu primeiro clássico oficial, Rogério Ceni decidiu entrar com Buffarini ao invés de Bruno e trouxe Cueva para lhe fazer companhia na direita, talvez na tentativa de conter o forte lado esquerdo santista, que tem Zeca, Lucas Lima e Vitor Bueno caindo pelo setor. Na frente, Ceni apostou em Neilton, cria da base alvinegra, na vaga de Luiz Araújo.

O problema é que na prática as coisas não funcionaram como o novato treinador imaginava. Logo aos 10 minutos, Vitor Bueno deixou o lateral argentino do São Paulo no chão e colocou a bola na cabeça de Copete. 1 0 Peixe.

O gol mudou o panorama tático da partida. O Santos, propositalmente, deu campo ao rival e recuou sua marcação para apostar na saída rápida. Restou ao São Paulo tocar a bola e tentar encontrar um meio de furar o bloqueio santista. Nesse ponto, Neilton, sempre perseguido pelos torcedores na Baixada, decepcionou.

Mas, a dez do intervalo, Zeca deslocou Gilberto dentro da área no momento que o centroavante saltava para tentar um cabeceio. Pênalti infantil o campeão olímpico que Cueva não desperdiçou e deixou tudo igual antes de iniciar uma confusão generalizada. O motivo foi o gestão de mão no ouvido em direção às arquibancadas.

O empate comprovou um primeiro tempo equilibrado, com poucas chances de lado a lado e um duelo tático intenso e disciplinado. Rodrigão ainda teve uma grande chance depois de uma sobra de bola, mas errou o alvo frente a frente com Sidão.

Como era de se esperar, Neilton não voltou para a etapa final. Luiz Araújo retomou sua posição. Porém, foi o ataque do Santos que assustou primeiro. Sidão deu a bola no pé de Thiago Maia e só não se tornou vilão porque João Schmidt se antecipou a Rodrigão e evitou o gol. Restou ao pupilo de Rogério Ceni agradecer e pedir desculpas ao time.

O lance, no entanto, não era nenhum presságio do que estaria por vir. O time da Capital seguiu com mais posse de bola, empurrando o Santos para o seu campo. O Peixe se viu em apuros e os jogadores começaram a demostrar irritação. O retrato do jogo ficou explícito aos 10 minutos. Lucas Lima dormiu no ponto e perdeu a bola para Thiago Mendes. Gilberto ligou Luiz Araújo, que correu cerca de 20 metros, livre, antes de driblar Vladmir e calar a Vila Belmiro. Era a virada Tricolor.

As entradas de Bruno Henrique de um lado e Araruna do outro anunciaram o que seriam os minutos seguintes. Enquanto os mandantes tentavam, apesar da pouca inspiração, pressionar, os visitantes administravam e tocavam a bola de forma angustiante tanto para os torcedores quanto para os atletas santistas.

E a situação ficou ainda mais dramática aos 26. Isso porque Sidão mostrou que seu reflexo está apurado ao defender cabeçada de Rodrigão. No contra-ataque, Cueva fez o que quis com a exposta defesa do Santos e só rolou para o jovem Luiz Araújo matar o jogo com mais um gol. Victor Ferraz, a essa altura, já era meia. Opção que custou caro ao Peixe.

Mais do que os três pontos, a festa dos são-paulinos após o apito final se justifica. Fim de um longo jejum na Vila Belmiro, terceira vitória seguida da equipe depois de mais de um ano e, acima de tudo, a expectativa de um ano promissor. Por outro lado, fica o sinal de alerta para Dorival Júnior. Além da derrota, a forma como o Santos se portou em campo frente a um grande rival é o que mais chamou a atenção. E se o estádio não pôde receber torcedores do São Paulo por causa da determinação da Secretaria de Segurança do Estado, o som que marcou o fim do jogo foi o das vaias para os santistas, principalmente em cima de Lucas Lima, apagado e substituído no clássico.

Bastidores – Santos TV:

Dorival descarta ‘nó tático’ de Ceni e vê derrota com erros pontuais

Geralmente, os clássicos acabam tendo outros embates além da partida dentro das quatro linhas em si. E o principal duelo é entre os técnicos de futebol. Nesta quarta-feira, Rogério Ceni levou a melhor sobre Dorival Júnior, na vitória de 3 a 1 do São Paulo contra o Santos, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

Porém, na visão do treinador santista, o alvinegro foi superior durante todo o primeiro tempo e só foi derrotado por erros pontuais. Além disso, Dorival também mostrou irritação ao ser perguntado se havia tomado um ‘nó tático’ do ex-goleiro.

“Se conseguir definir o que é nó tático, eu explico. O que é nó tático? Tomamos um gol de contra-ataque. Não é nó tático isso. Assim como eu não daria um nó no Rogério Ceni. O São Paulo não tinha o domínio da partida até fazer o gol. O São Paulo tem uma equipe rápida, como o Santos aproveitaria se fosse o oposto”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o clássico desta quarta.

“Tivemos uma derrota com erros pontuais, diferente de domingo. Tivemos um primeiro tempo bom. O São Paulo teve o lance do pênalti e sem aproveitou bem da situação. Tivemos outras oportunidades, criamos. Perdemos uma chance do lado de lá e sofremos gol com erro de saída de bola”, ressaltou.

Dorival também elogiou bastante o Tricolor do Morumbi e viu o Peixe muito abaixo após o terceiro gol do rival na Vila, anotado pelo jovem Luiz Araújo. “São Paulo tem um time competente, vem evoluindo. Santos caiu a partir do terceiro gol, sentimos que a equipe se perdeu um pouco. Até esse momento tentávamos buscar o gol do adversário. Mesmo com a virada estávamos tranquilos”, concluiu o técnico santista.

Após revés, Dorival espera retorno de lesionados nas próximas semanas

Além da derrota por 3 a 1 para o São Paulo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o Santos também tem outros motivos para lamentar. Afinal, a equipe comandada por Dorival Júnior segue desfalcada de seus principais jogadores desde o início da pré-temporada. Sem contar com Vanderlei, Renato, Ricardo Oliveira e David Braz, o treinador santista conta com o retorno dos atletas para buscar uma recuperação após o revés no clássico.

“Vamos continuar o trabalho e o empenho. Perdemos o Vanderlei no início da preparação, Braz ainda não tem condições de jogo. Tem o Renato também. É uma situação ruim, num momento de preparação o ideal é que todos estivessem em condições. Tendo a equipe mantida, os reforços chegam mais tranquilos”, lamentou Dorival, em entrevista coletiva após a derrota para o Tricolor do Morumbi.

O goleiro santista quebrou o dedo anelar e teve uma luxação no dedo médio da mão esquerda na última sexta-feira. Por conta disso, ele passou por uma cirurgia no final de semana e ainda não tem prazo para retornar aos gramados.

Renato, por sua vez, ainda não se recuperou totalmente de um estiramento na panturrilha direita e não vem treinando nos últimos dias. Já Ricardo Oliveira participou de uma atividade com bola pela primeira vez na terça, ainda corre para recuperar o tempo perdido de pré-temporada e deve voltar em até duas semanas.

“O Ricardo treinou. Está fazendo o décimo segundo período. Estamos conversando aos poucos para senti-lo. Ele vai passar pra gente o que está sentindo. Estamos tentando intensificar o trabalho para tê-lo de volta o mais rápido possível”, concluiu Dorival.

Por fim, o zagueiro David Braz já vem correndo no gramado do CT Rei Pelé após lesão na panturrilha direita e está próximo do retorno. Além deles, a comissão técnica esperava contar com o colombiano Vladimir Hernández para o clássico. Porém, o atacante ainda não apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e segue fora.

Thiago Ribeiro vê Santos bem no início e lamenta nervosismo após empate

O Santos começou ‘voando’ no clássico contra o São Paulo, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, após o empate de Cueva, aos 36 minutos da primeira etapa, o alvinegro ‘pregou’ e levou a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

O ex-são-paulino Thiago Ribeiro, que substituiu o apagado Lucas Lima na reta final do duelo, acredita que os comandados de Dorival Júnior deveriam ter mantido a calma após o primeiro tento anotado pelo tricolor.

“A leitura que faço é que fizemos uma boa primeira etapa. O São Paulo praticamente só fez o gol de pênalti. Quando estava 1 a 0 a gente poderia ter valorizado mais a posse de bola. Quando empataram ficou bom para eles, que tocaram a bola com calma. Jogaram sem pressa, e isso enervou a gente. A torcida começou a ficar nervosa também, né. Saímos com tudo. Eles aproveitaram os contra-ataques e definiram o jogo. Clássico está sujeito a tudo. A gente estava fazendo um belo jogo até o empate. Falou valorizar a posse da bola. Ficamos nervosos e perdemos a bola várias vezes, o que proporcionou a vitória deles”, explicou o atacante na saída do gramado.

A derrota santista findou um jejum de 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival.

O fim da invencibilidade do Peixe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Autor de pênalti, Zeca admite erro, mas diz: “Sem abaixar a cabeça”

O Santos começou dominando o São Paulo no primeiro clássico de 2017, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, um pênalti de Zeca em cima do atacante Gilberto mudou os rumos do duelo aos 36 minutos do primeiro tempo. O peruano Cueva deslocou Vladimir na cobrança e deixou tudo igual no marcador. Depois disso, os comandados de Dorival Júnior sucumbiram e levaram a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

Autor da penalidade máxima decisiva no clássico, o lateral-esquerdo santista admitiu a infração, mas não mostrou abatimento com o erro e acredita que o alvinegro foi superior ao rival antes do empate.

“A gente saiu ganhando, tocando a bola. Fomos bem até o pênalti, fiz o pênalti. Triste pela derrota, mas sem abaixar a cabeça. Temos que reagir”, disse Zeca na saída do gramado.

A derrota acabou com um jejum de 14 anos sem derrota do alvinegro para o São Paulo na Vila Belmiro pelo Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia diante de seu torcedor para o tricolor.

Por fim, o revés também acabou com a invencibilidade da equipe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estacionou nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Chulapa e Léo têm que acalmar torcedores na porta do vestiário

A derrota para o São Paulo na Vila Belmiro mexeu com o brio dos torcedores santistas, nem tanto pelo resultado, mas pela forma como o placar de 3 a 1 foi construído. Tudo isso refletiu em uma forte pressão na porta do vestiário do Peixe. Dezenas de torcedores se aglomeraram e cobraram “mais vontade” dos atletas de Dorival Júnior. Serginho Chulapa e Léo, ídolos do clube em épocas diferentes, saíram para tentar dialogar e acalmar os ânimos. Depois de cerca de 15 minutos de tumulto e com a chegada de seguranças, o grupo deixou o local se vangloriando pelo ato.

Durante o San-São desta quarta, Lucas Lima acabou sendo o principal alvo da irritação vinda das arquibancadas. O meia da Seleção Brasileira ouviu uma vaia colossal ao ser substituído nos minutos finais. Nem mesmo as vaias após o apito final e a confirmação da derrota foram tão intensas.

O revés marcou o fim da invencibilidade do Santos na temporada. A equipe vinha de três vitórias seguidas, dois pelo Campeonato Paulista e outra em amistoso de pré-temporada. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia na Vila Belmiro para o São Paulo. No Estadual o jejum era ainda maior: 14 anos. Nesta quarta, porém, tudo caiu por terra, inclusive a paciência da torcida.

Red Bull Brasil 2 x 3 Santos

Data: 12/02/2017, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 23.813 pessoas (20.412 pagantes)
Renda: R$ 747.515,00
Árbitro: Rafael Gomes da Silva
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon e Fabricio Porfirio de Moura.
Cartões amarelos: Fillipe Soutto (RB); Yuri, Copete e Lucas Veríssimo (S).
Gols: Vitor Bueno (15-1), Misael (28-1) e Rodrigão (48-1); Nixon (36-2) e Kayke (47-2).

RED BULL BRASIL
Saulo; Bruno Ferreira (Lucas Taylor), Willian Magrão, Luan Peres e Thallyson; Alison (Denner), Fillipe Soutto, Elvis (Nixon) e Nando Carandina; Misael e Elton.
Técnico: Alberto Valentim

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Leandro Donizete (Léo Cittadini), Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Kayke), Copete e Rodrigão (Bruno Henrique).
Técnico: Dorival Junior



Com gol polêmico no fim, Santos bate Red Bull Brasil e segue líder

O Santos continua na ponta do grupo D do Campeonato Paulista. Em jogo movimentado e recheado de polêmicas, o Peixe bateu o Red Bull Brasil por 3 a 2, na manhã deste domingo, no Pacaembu, em duelo válido pela segunda rodada do torneio estadual. Apesar do bom futebol apresentado pelas duas equipes, o principal destaque ficou por conta do santista Kayke. Estreando no clube, o atacante desviou cruzamento de Victor Ferraz com o braço, aos 47 minutos do segundo tempo, e marcou o gol da vitória. Além da irregularidade inicial, o goleiro Saulo também defendeu antes da bola passar a linha da meta. A arbitragem, porém, validou o tento e confirmou o triunfo do alvinegro.

Com isso, o Santos retoma a liderança do grupo D do Paulistão, com seis pontos. O Peixe havia caído para segundo após o Mirassol bater a Ferroviária, no último sábado. Já o Red Bull Brasil, por sua vez, estacionou na segunda colocação do grupo B, com apenas um ponto em três jogos, e pode ser ultrapassado pelo São Paulo, que encara a Ponte Preta, neste domingo, às 17h (de Brasília), no Morumbi.

O jogo

Apesar do forte calor de 30ºC em São Paulo, a partida começou bem morna no Pacaembu. O Santos começou tocando com tranquilidade, enquanto o Red Bull Brasil adiantou a marcação, pressionando a saída de bola santista. Porém, nenhuma oportunidade clara foi criada no começo do duelo.

Até que aos 15 minutos, o zagueiro Lucas Veríssimo mostrou persistência, recuperou uma jogada perdida e tocou para Lucas Lima. Aceso no jogo, o camisa 10 apenas rolou para Victor Ferraz. O lateral, por sua vez, acertou um belo cruzamento para Vitor Bueno vencer o goleiro Saulo e fazer 1 a 0 no Pacaembu. Na comemoração, os santistas ensaiaram uma ‘dancinha’, relembrando os bons tempos de 2010, com a equipe liderada por Neymar e Ganso.

O tento animou o time do Peixe. Comandado pelo inspirado Lucas Lima, o alvinegro seguiu em cima do Toro Loko e quase ampliou o marcador aos 25 minutos. O camisa 10 entortou toda a defesa adversária e cruzou para Copete. O colombiano desviou para o meio da pequena área e Rodrigão, sem goleiro, errou a cabeçada e mandou pra fora.

E como o futebol não tolera desaforo, o castigo veio na jogada seguinte. Nando Caradina desarmou Lucas Lima de forma limpa e acertou um lindo lançamento de três dedos para Misael. O atacante arrancou entre os dois zagueiros do Santos e bateu firme para deixar tudo igual no Pacaembu.

O Santos sentiu o empate e o Red Bull cresceu no jogo. Ainda apostando nas roubadas de bola e nos contra-ataques rápidos, a equipe comandada por Alberto Valentim quase alcançou a virada aos 40 minutos. Em nova saída em velocidade, Misael apareceu de novo e obrigou Vladimir a fazer bela defesa, salvando o alvinegro.

E do mesmo jeito que o futebol foi traiçoeiro com Rodrigão após a inacreditável chance desperdiçada, o atacante recebeu dos pés de Lucas Lima a chance de se redimir antes do intervalo. Desta vez, ele não desperdiçou. O meia acertou lindo passe para o centroavante, que tocou na saída de Saulo e colocou o Peixe novamente em vantagem.

Ao contrário da etapa inicial, o segundo tempo fez jus ao forte calor e começou quente no Pacaembu. Com as duas equipes buscando o ataque, a partida ficou aberta e cheia de alternativas. A primeira oportunidade clara surgiu com o Red Bull Brasil. Logo aos 10 minutos, Elton apareceu livre no meio da zaga santista e soltou uma bomba na trave, assustando o goleiro Vladimir.

Logo depois, o técnico Dorival Júnior tirou Leandro Donizete, que fez sua estreia com o a camisa do Santos, e promoveu a entrada de Léo Cittadini. A mudança não alterou o estilo de jogo das duas equipes e a partida seguiu movimentada no Pacaembu.

Aos 24 minutos, Thallyson apareceu na entrada da área e soltou a bomba no gol de Vladimir. A bola desviou em Lucas Veríssimo e saiu em escanteio. O Santos, por sua vez, respondeu no lance seguinte. Victor Ferraz avançou pela direita e cruzou rasteiro. Rodrigão e Copete furaram e Lucas Lima apareceu sozinho na área. O camisa 10 dominou, mas chutou em cima do goleiro Saulo.

Após a sequência de chances desperdiçadas, o técnico Dorival Júnior promoveu mais uma estreia no Peixe. Sentindo os efeitos do forte calor, Rodrigão foi substituído por Bruno Henrique. Na saída do gramado, o centroavante, que tem três jogos no Paulistão, foi aplaudido pela torcida santista.

Com o jogo bem aberto, era questão de tempo para sair um gol no Pacaembu. Ele aconteceu, mas foi para o Red Bull. Aos 36 minutos, Nixon, que havia acabado de entrar, aproveitou cobrança de falta de Denner e tocou de cabeça para vencer Vladimir. O jogador estava impedido no lance, mas a arbitragem validou o tento.

Logo após levar o empate, Dorival colocou sacou Vitor Bueno para promover a entrada de Kayke. O reforço, que fez sua estreia com a camisa do Peixe foi decisivo e acabou sendo o autor da maior polêmica do jogo.

Aos 47 minutos do segundo tempo, o zagueiro Lucas Veríssimo desviou cruzamento do meia Lucas Lima. A bola acabou sobrando para Victor Ferraz. O lateral-direito tocou para dentro da pequena área e Kayke apareceu sozinho. O atacante desviou com o braço e Saulo chegou a defender antes da redonda cruzar a linha. Arbitragem, porém, validou o tento, decretando a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Elenco do Santos se cala em protesto contra demissão de gerente

Geralmente, após uma boa vitória, os jogadores costumam dar entrevistas longas para externarem sua felicidade. Porém, não foi isso aconteceu neste domingo, depois do Santos vencer o Red Bull Brasil por 3 a 2, no Pacaembu, em duelo válido pela segunda rodada do Campeonato Paulista. Após o polêmico gol marcado por Kayke, que decretou o triunfo santista aos 47 minutos do segundo tempo, os atletas se reuniram no centro do gramado e decidiram pelo silêncio na saída de campo.

A assessoria de imprensa do clube revelou que a decisão foi tomada pelo elenco e afirmou que o motivo não foi explicado. Segundo apurado pela Gazeta Esportiva, os atletas se calaram em protesto pela demissão do gerente de futebol do clube, Sérgio Dimas, na última sexta-feira.

A mudança não agradou o elenco e o técnico Dorival Júnior. Por conta disso, os integrantes da comissão técnica e os jogadores se reuniram com o presidente Modesto Roma Júnior para tentar reverter a situação. O mandatário, porém, já informou que não irá voltar atrás.

Segundo a diretoria do alvinegro, a demissão de Dimas faz parte de uma série de mudanças que irão acontecer no departamento de futebol. Ele estava no cargo desde 2015. Porém, a reportagem apurou que o profissional já estava desagradando os dirigentes havia algum tempo.

Além de cuidar da logística dos jogos fora de casa e até auxiliar o superintendente Dagoberto dos Santos, o funcionário tinha o papel de ser a principal ligação entre diretoria, elenco e comissão técnica. Com a saída de Dimas, o analista Alexandre Ceolin, que chegou recentemente do Atlético-MG, assume a função interinamente. Segundo o presidente Modesto Roma, porém, ele não será efetivado e o Comitê de Gestão do clube buscará outro profissional no mercado.

Dorival admite gol ilegal, mas cita erro para Red Bull e diz: “Falta tecnologia”

O Santos bateu o Red Bull Brasil por 3 a 2, neste domingo, no Pacaembu, com um gol duplamente irregular. Além da bola ter batido no braço do atacante Kayke, após cruzamento de Victor Ferraz, o goleiro Saulo defendeu a redonda antes dela cruzar a linha da meta. Mesmo assim, a arbitragem validou o tento e decretou a vitória santista na segunda rodada do Campeonato Paulista.

O técnico Dorival Júnior admitiu a irregularidade no lance de definiu a partida. O comandante, inclusive, pediu que a tecnologia seja inseria do futebol brasileiro e também citou que o gol do Toro Loko, marcado por Nixon, também foi ilegal, já que o atleta estava impedido no lance

“A tecnologia está aí para ser usada. Só o futebol não usa. International Board parece que trabalha contra o futebol. Para algo que pode ser favorável para todo mundo e a margem de erro diminua. Segundo gol do Red Bull estava impedido e ninguém falou nada. Foram erros vitais para os dois lados. Tecnologia está aí e deveria ser usada e exigida. Eu sinto por isso. É um resultado a ser definido. Erro ou interferência é ruim para quem vença e para quem perca”, ressaltou o treinador, em entrevista coletiva após o triunfo no Pacaembu.

Além da polêmica no fim, a partida também ficou marcada pelo silêncio dos jogadores do Peixe na saída do gramado. Segundo apurado pela Gazeta Esportiva, os atletas se calaram em protesto pela demissão do gerente de futebol do clube, Sérgio Dimas, na última sexta-feira. Dorival, porém, preferiu não falar sobre o assunto.

“É um assunto interno, que será tratado assim. Tenho que responder pela partida. E todos viram que equipe não se viu concentrada adequadamente. E é natural que tudo que tenha envolvido a semana tenha tido certa interferência. Mas não podemos tirar o mérito do adversário, que fez grande apresentação, buscando o gol como o Santos gosta de jogar. Eles não têm culpa do que aconteceu conosco. Temos que tentar administrar tudo isso. Foi muito em cima da partida. Não só por esse motivo, mas é natural que tenha interferido”, concluiu o comandante.

Dorival valoriza Red Bull e nega preocupação com gols sofridos

Apesar das polêmicas no fim, Santos e Red Bull Brasil fizeram um bom jogo de futebol na manhã deste domingo, no Pacaembu. O Peixe, com um gol duplamente irregular, acabou ficando com a vitória por 3 a 2, em duelo válido pela segunda rodada do Campeonato Paulista. Mesmo admitindo o erro da arbitragem, o técnico Dorival Júnior valorizou a atuação do Toro Loko.

“Foi um jogo muito disputado. Caímos em um erro que nunca tivemos, que é carregar a bola, com ansiedade de definir a sorte da partida rapidamente. Nunca aconteceu isso com o Santos. O Red Bull Brasil fez grande apresentação, muito bem posicionado. Tivemos espírito de luta de fazer, mesmo que erradamente, para resolver a partida. Alcançamos um resultado pela insistência e garra de todo o grupo”, explicou o treinador, em entrevista coletiva após o embate deste domingo.

O comandante Santista também mostrou que não está preocupado com os quatro gols sofridos pelo alvinegro nas duas primeiras rodadas do Paulistão, contra Linense e Red Bull. O técnico, por sua vez, preferiu valorizar os tentos marcados pela equipe nos dois duelos. Vale lembrar que o Peixe tem jogado com apenas Lucas Veríssimo como zagueiro de origem, já que Yuri é volante e está sendo improvisado.

“São dois jogos com quatro gols tomados. Mas fizemos nove. Não me preocupo muito com o que acontece. Eu me preocupo se deixarmos de fazer gols. O Santos é preparado para atacar e vamos encontrar equilíbrio daqui a pouco”, concluiu Dorival.

Saulo afirma que árbitro pediu desculpas após gol irregular do Santos

Os jogadores do Red Bull Brasil saíram de campo revoltados com o gol irregular marcado pelo atacante Kayke, aos 47 minutos do segundo tempo. O tento decretou a vitória do Santos por 3 a 2, neste domingo, no Pacaembu. Além da bola ter batido no braço do jogador, após cruzamento de Victor Ferraz, o goleiro Saulo defendeu a redonda antes dela cruzar a linha da meta. Mesmo assim, a arbitragem validou o tento e confirmou o triunfo santista na segunda rodada do Campeonato Paulista.

Na saída do gramado, o arqueiro do Toro Loko revelou que o árbitro Rafael Gomes Félix da Silva pediu desculpas após o apito final no Pacaembu

“É simples. A bola não entrou. Acredito que fez uma grande arbitragem, mas errou em um lance crucial. Talvez se fosse ao contrário, não erraria. Ele não viu, quem validou foi o auxiliar, tanto que (o árbitro) pediu desculpa agora na saída, falando que realmente a bola não entrou. Mas de nada adianta, não vai trazer os três pontos mais”, reclamou Saulo.

Apesar do bom futebol apresentado pelas duas equipes no embate deste domingo, o principal destaque ficou por conta de Kayke. Estreando no Santos, o atacante desviou cruzamento de Victor Ferraz com o braço e marcou o gol da vitória.

Problemas extracampo colocam elenco do Santos contra diretoria

Contando o amistoso contra o Kenitra, no último dia 28 de janeiro, no Pacaembu, o Santos já contabiliza 14 gols em apenas três jogos no ano. Além disso, o Peixe tem duas vitórias, segue invicto e é líder do grupo D do Campeonato Paulista. Teoricamente, o ambiente no clube deveria estar bom, já que o time comandado pelo técnico Dorival Júnior está correspondendo dentro das quatro linhas. Porém, problemas extracampo têm atrapalhado o alvinegro neste começo de temporada.

O principal deles surgiu na última sexta-feira e serviu para rachar de vez a relação entre elenco e diretoria. A cúpula do alvinegro decidiu demitir o gerente de futebol Sérgio Dimas. A mudança não agradou os jogadores, que tinham boa relação com o profissional. Por conta disso, os integrantes da comissão técnica e os atletas se reuniram com o presidente Modesto Roma Júnior para tentar reverter o quadro. O mandatário, porém, apenas resumiu que a demissão foi causada por um assunto ‘interno’ e informou que não irá voltar atrás.

A situação revoltou ainda mais os jogadores. Tanto eles decretaram greve de silêncio e não falaram com a imprensa após a vitória por 3 a 2 sobre o Red Bull Brasil, neste domingo, no Pacaembu. Modesto não gostou da atitude, mostrou-se irredutível e não pretende mais conversar sobre o assunto com os atletas.

Inicialmente, foi especulado por um dos assessores particulares do presidente que Dimas havia sido demitido após esquecer um prazo de inscrição na Conmebol para a Copa Libertadores da América. O mandatário negou o fato e disse que o corte faz parte de uma série de mudanças que irão acontecer no departamento de futebol.

Porém, segundo apurado pela Gazeta Esportiva, o gerente de futebol foi demitido por uma questão política. Isso porque ele teria contato com membros opositores da atual diretoria. E como acontecerão eleições no clube em dezembro deste ano, a cúpula optou por buscar um profissional ‘de confiança’. Interinamente, o analista Alexandre Ceolin, que chegou recentemente do Atlético-MG, assume a função.

Caso Noguera
Antes da gota d’água com a demissão de Dimas, um outro problema já vinha tumultuando o ambiente no Santos. Depois do amistoso contra o Kenitra, no Pacaembu, o zagueiro Fabián Noguera ameaçou um repórter após ler uma crítica em uma rede social. Mesmo com a ocorrência sendo divulgada pela imprensa, a diretoria do clube não quis comentar o assunto e também não aplicou nenhuma punição efetiva ao argentino.

Além disso, o defensor se reuniu com os jogadores do Peixe para dizer que o jornalista mentiu nas acusações. Diversos atletas acreditaram na versão de Noguera e ficaram contra o repórter. Porém, pessoas próximas do zagueiro afirmaram que ele assumiu a culpa do ocorrido, mas que vai negar o fato publicamente, pois não quer ser um ‘réu confesso’.

Tentando amenizar a situação, o presidente Modesto Roma Júnior propôs que o argentino confessasse a ameaça e pedisse desculpas ao profissional de imprensa. Porém, após o elenco se fechar contra a diretoria por conta da demissão de Dimas, o problema com Noguera acabou sendo ofuscado e não deve ser resolvido nos próximos dias.

Santos 6 x 2 Linense

Data: 03/02/2017, sexta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 1ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.567 pagantes
Renda: R$ 294.515,00
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Daniel Paulo Ziolli.
Cartões amarelos: Thiago Maia (S) e Zé Antônio (L).
Gols: Rodrigão (12-1) e Rodrigão 14-1); Thiago Santos (08-2), Lucas Lima (13-2), Arthur Gomes (31-2), Gabrielzinho (34-2), Vitor Bueno (44-2) e Thiago Ribeiro (47-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini) e Lucas Lima; Vitor Bueno, Copete (Thiago Ribeiro) e Rodrigão (Arthur Gomes).
Técnico: Dorival Junior

LINENSE
Edson Kölln; Bruno Moura, Bruno Costa, Rodrigo Lobão e Carleto; Zé Antônio, Caíque, Diego Felipe e Thiago Humberto (Gabrielzinho); Joãozinho e Thiago Santos.
Técnico: Guilherme Alves.



Santos massacra Linense na Vila, faz 6 a 2 e estreia bem no Paulistão

O Campeonato Paulista começou em grande estilo. Os torcedores que foram para a Vila Belmiro acompanharam uma grande partida, com oito gols anotados em 90 minutos. Apesar da valentia do Linense, o Santos não deu chances para a equipe do interior e aplicou uma sonora goleada por 6 a 2, nesta sexta-feira, na estreia da equipe no Paulistão.

Os destaques do jogo ficaram por conta de Rodrigão. Substituindo Ricardo Oliveira, que ainda realiza a pré-temporada, o atacante marcou dua vezes no primeiro tempo e saiu aplaudido na Vila. O meia Lucas Lima também deixou sua marca e mostrou que está disposto a dar uma resposta aos críticos. Arthur Gomes, Vitor Bueno e Thiago Ribeiro fecharam a goleada. Pelo lado do Linense, Thiago Santos e Gabrielzinho anotaram os tentos.

Com a vitória, o Peixe assume a liderança do grupo D do Paulistão, com três pontos. O Linense, por sua vez, não conquistou nenhum ponto e deve terminar a rodada na última colocação do grupo B.

O jogo

O Santos começou o Campeonato Paulista a todo vapor. Sem dar chance para o Linense respirar, os comandados de Dorival Júnior se lançaram ao ataque e criaram diversas oportunidades logo no início da partida. A mais clara saiu dos pés de Zeca, aos 11 minutos. O lateral-esquerdo cobrou falta com veneno e a bola bateu na trave do goleiro Edson Kölln.

No minuto seguinte, porém, o arqueiro do Linense não conseguiu segurar. Após ter deixado sua marca no amistoso contra o Kenitra, do Marrocos, no último sábado, o atacante Rodrigão apareceu novamente e anotou o primeiro gol do Paulistão de 2016. O centroavante recebeu cruzamento de Thiago Maia na pequena área e só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

Mesmo após ter aberto o placar, o Peixe continuou sufocando o time do interior e ampliou logo na sequência. O meia Lucas Lima acertou um lançamento primoroso para Vitor Bueno. O camisa 7 saiu na cara do gol e dividiu com o Edson Köll. A bola, porém, sobrou para Rodrigão. Com estrela, o centroavante bateu firme e marcou seu segundo tento na partida.

Quem não entrou na Vila atrasado e não viu o placar pode ter achado que o alvinegro estava perdendo. Mesmo com dois gols de vantagem, o Santos não tirou o pé e seguiu pressionando durante todo o primeiro tempo. Aos 25 minutos, Lucas Veríssimo deu lindo lançamento para Vitor Bueno. O meia cruzou e Rodrigão, sempre ele, bateu firme. Desta vez, porém, o goleiro Edson Kölln conseguiu desviar.

Após aparecer várias vezes, Rodrigão cometeu um belo garrancho na Vila Belmiro. Aos 39 minutos, Lucas Lima encontrou Copete na ponta direita. O colombiano cruzou rasteiro para o camisa 22, que furou feio. O atacante, porém, estava com crédito após anotar dois tentos e saiu aplaudido ao final do primeiro tempo.

Com a vantagem de dois gols anotada na primeira etapa, o Santos diminuiu o ritmo no início do segundo tempo. E foi castigado por isso. Aos 8 minutos, Carleto acertou belo lançamento para Thiago Santos. Nas costas da linha defensiva do Santos, atacante soltou uma pancada no ângulo e diminuiu o marcador na Vila.

Após o susto, o Peixe acordou e ampliou logo na sequência. Aos 12 minutos, Thiago Maia tocou para Lucas Lima. Com facilidade, o camisa 10 entrou na área e finalizou para fazer o terceiro do Peixe.

Novamente com o placar tranquilo, o alvinegro tirou o pé mais uma vez e a partida ficou monótona na Vila. Tanto que o momento de maior êxtase foi quando Rodrigão saiu para a entrada de Arthur Gomes, aos 25 minutos. Autor de dois gols, o atacante foi aplaudido por toda a torcida presente.

E se Rodrigão foi um dos nomes do jogo, seu substituto também roubou a cena. Mostrando personalidade, Arthur Gomes pedalou dentro da área, aos 31 minutos e tentou o cruzamento. A bola desvia no goleiro Edson Kölln e morreu no fundo do gol, anotando o quarto do Peixe.

Mesmo com a goleada, o Linense mostrou ser valente e diminuiu mais uma vez. Aos 34 minutos, Gabrielzinho aproveitou a falha defensiva do Santos, recebeu na pequena área e marcou o segundo do time do interior.

Quando o jogo já se encaminhava para o final, Vitor Bueno apareceu livre na área e fez o quinto. E quando parecia que não havia tempo para mais nada, Thiago Ribeiro recebeu lindo passe de Victor Ferraz e anotou o seu para fechar a goleada em 6 a 2 e garantir a primeira boa vitória do alvinegro no Campeonato Paulista de 2017.

Bastidores – Santos TV:

Dorival vê Santos acima do esperado, mas avisa: “Ainda é muito cedo”

O Santos começou o Campeonato Paulista de forma arrasadora. Atual bicampeão, o Peixe deu demonstrações claras de que é um forte candidato para a conquista do tri. De forma arrasadora, principalmente no primeiro tempo, os comandados de Dorival Júnior não deram chances para o Linense respirar e aplicaram uma sonora goleada de 6 a 2, na noite desta sexta-feira, na Vila Belmiro.

Para o técnico santista, o alvinegro apresentou um futebol acima do esperado por ele após os 23 dias de pré-temporada. “É um início de trabalho, algumas dificuldades foram mostradas. Nos leva muito equilíbrio, mas precisaremos arrumar muitas coisas. Em relação à criação, foi muito bom. Foi acima do que imaginávamos para um começo. “Fizemos um primeiro tempo de maneira intensa, principalmente na retomada de bola. Tivemos um jogo ofensivo efetivo, participando das jogadas com todo meio e ataque e boas presenças dos laterais”, ressaltou Dorival, em entrevista coletiva logo após a goleada.

Porém, apesar da ótima impressão deixada no primeiro jogo, o comandante do Santos acredita que os jogadores não devem entrar na onda da empolgação, pois a temporada está apenas começando.

“De modo geral, foi um jogo de criação e boas oportunidades, mas ainda é muito cedo. Temos que melhorar. Foi apenas uma boa partida, nada além disso. Temos que ter os pés no chão. Não foi nada além de um bom resultado. Estou satisfeito, mas amanhã começamos um processo novamente. Repetição, cobrança, mostrando mais os erros que os acertos. É um momento inicial”, concluiu Dorival.

Com gols, Rodrigão supera desconfiança e garante ‘fico’ no Santos

O atacante Rodrigão viveu um período de incertezas nos últimos dois meses. Cobiçado por Grêmio, Vitória, Bahia e Sport, o jogador chegou a ser considerado uma moeda de troca pela diretoria santista, que não o via com ‘tarimba’ suficiente para ser o substituto ideal de Ricardo Oliveira. A desconfiança era tanta que o clube trouxe Kayke para ser a ‘sombra’ do camisa 9. O centroavante de 23 anos, porém, foi bancado pelo técnico Dorival Júnior e não vem decepcionando.

Sem Oliveira, que perdeu duas semanas de pré-temporada por causa de caxumba, Rodrigão foi titular no jogo-treino contra o Nacional-SP, no amistoso diante o Kenitra, no Pacaembu, e na estreia do Campeonato Paulista, nesta sexta-feira, frente ao Linense, na Vila Belmiro. E em apenas três duelos, o atacante anotou quatro gols.

Os dois últimos tentos foram os mais importantes, pois serviram para abrir a goleada de 6 a 2 sobre o Elefante do interior. O técnico Dorival Júnior mostrou-se satisfeito com a atuação do centroavante.

“O Rodrigo é assim: fez um número grande de gols no ano passado e não teve um trabalho mais intenso com a nossa equipe. Queria ter a oportunidade de mantê-lo e dar um tempo de adaptação. Ele pode produzir mais. Foram gols importantes os de hoje. Ele tem que ter a noção que a intensidade de trabalho dele fará com que as coisas melhorem”, explicou o comandante do alvinegro.

Já Rodrigão, por sua vez, credita a boa fase com o trabalho intenso que realizou desde a reapresentação do Peixe, no último dia 11 de janeiro. “Isso é fruto do trabalho, da pré-temporada que a gente fez, sendo bem dedicado. Temos que mostrar o nosso ritmo, o nosso futebol, e mostramos nossa parte. Feliz pelos gols”, resumiu o jogador.

Debutante na Vila, Arthur Gomes vibra com primeiro gol: “Emoção grande”

Desconhecido de boa parte da torcida santista no ano passado, o atacante Arthur Gomes vem galgando seu espaço aos poucos no Santos e começou 2017 com tudo. Após mostrar personalidade e dar uma assistência no amistoso contra o Kenitra, no último sábado, o jovem de 18 anos entrou aos 25 do segundo tempo e precisou de apenas seis minutos para marcar seu primeiro gol com a camisa do Peixe.

Substituindo Rodrigão, que anotou dois tentos e saiu aplaudido pela torcida, Arthur Gomes não se intimidou com a Vila Belmiro lotada e partiu para cima dos zagueiros da equipe do interior, pedalou sobre a marcação e tentou o cruzamento. A bola desviou no goleiro do Linense e morreu no fundi das redes. O jogador, inclusive, fez seu primeiro jogo nos profissionais do alvinegro dentro do estádio e vibrou com a boa atuação.

“Emoção muito grande. Primeira vez que jogo aqui na Vila como profissional, na frente da torcida. Estou muito feliz. Glória a Deus por tudo. Meu futebol é assim, alegria. E igual falei ali, dedico o gol a minha mãe, meus irmãos. Gosto de estar aqui. Aqui eu sou feliz, esqueço tudo. Agora quero dar muitas alegrias ao torcedor santista”, resumiu Arthur Gomes na saída do gramado.

Teoricamente, o jovem de 18 anos dificilmente receberia oportunidades na temporada, afinal, além de Copete e Vitor Bueno, que estavam no elenco de 2016, o Peixe contratou os atacantes Vladimir Hernández, Kayke e Bruno Henrique. Porém, se continuar com as boas atuações, será difícil para os ‘medalhões’ competirem com ele.

“Olha… Sou sincero, não tenho problema de idade, ser contratado ou não. O Jogador que tiver pedindo espaço, vai ter preferência. Esse menino, Arthur, vem mostrando em campo. Espero que tenhamos cuidado. Estamos fazendo trabalho de fortalecimento com ele”, disse o técnico Dorival Júnior em entrevista coletiva após o triunfo sobre o Linense.

Longe da depressão e religioso, Thiago Ribeiro quer ser titular do Santos

Quando Dorival Júnior comunicou a diretoria santista que gostaria de contar com Thiago Ribeiro no seu elenco, os próprios dirigentes do clube estranharam a indicação do técnico. O Santos estava preparado para negociar o jogador, usá-lo como moeda de troca ou emprestá-lo novamente para outra equipe. Mas, Dorival se mostrou convicto, independente da reprovação da maior parte dos torcedores santistas, outra ala do clube que não compreendeu os motivos para tal escolha.

‘No sapatinho’, Thiago Ribeiro voltou ao Santos depois de passar o último um ano e meio entre Atlético-MG e Bahia e, em pouco tempo, começou a mudar parte das opiniões antes contrários ao seu aproveitamento.

Empenhado nos treinamentos, o atleta de 30 anos ganhou oportunidade no amistoso diante dos marroquinos do Kenitra e na estreia da equipe no Campeonato Paulista, frente ao Linense. Foram cerca de 20 minutos apenas somando as duas apresentações, mas o bastante para marcar dois gols e provar que está totalmente recuperado da depressão que o atingiu de forma inesperada e colocou sua carreira em risco.

“Eu não falava desse assunto abertamente, porque é muito delicado. Quando saí do Santos, em abril, maio de 2015, eu já estava numa situação complica, mas estava bem melhor do que em outubro de 2014, quando tudo começou. E no Atlético até consegui fazer uma temporada razoável, com gols. Mas eu entrava em campo e não sentia disposição. Muito complicado. Até eu não sabia o que estava acontecendo. Mas, busquei forças em Deus, confiei, tive fé e consegui superar tudo isso”, explicou, ao Sportv, Thiago Ribeiro, sem qualquer vergonha ou receio de expor um problema tão comum entre os brasileiros, mas que ainda esbarra em tabus.

“Eu sempre fui um jogador muito agudo, de partir em velocidade nas costas do zagueiro. Eu perdi totalmente a força, a força física, a resistência que eu tinha. E hoje a parte física conta muito. Você pode ter a técnica, mas se fisicamente você não estiver bem, você não consegue jogar. Me apeguei muito a Deus e sabia que assim eu conseguiria superar. E foi isso que aconteceu”, completou.

Mais apegado a religião e com dificuldade para tirar o sorriso do rosto, Thiago Ribeiro transparece a alegria interna que conta sentir. Sua recuperação não é da boca para fora e o campo também tem servido para provar o que suas palavras tentam explicar, até mesmo para que o torcedor do Peixe considere uma atuação aquém do esperado nos últimos meses antes de sua despedida do clube.

“Recuperei a alegria de viver, de jogar futebol. Estou feliz de poder jogar de novo em alto nível, sei do meu potencial, quero entrar em campo e demonstrar que não quero só fazer parte do elenco. Quero brigar por um lugar entre os 11, porque sei que tenho potencial para isso. Então, é trabalhar, se tiver cinco minutos para entrar, vou entrar. Estou muito feliz com essa volta”.

A titularidade, aliás, claramente é a maior motivação de Thiago Ribeiro no momento. Sempre que questionado o jogador entra no tema e deixa claro a sua determinação em desbancar a concorrência do colombiano Jonathan Copete, uma das principais estrelas da equipe de Dorival Júnior. A empolgação pelos primeiros jogos nesse retorno ao Santos lhe dá a convicção de que ser titular não é uma realidade muito distante.

“Eu não poderia imaginar um recomeço melhor que esse. Entrar no amistoso e fazer gol. Entrar hoje e fazer gol. Agradeço a Deus, às pessoas, ao Dorival, que apostou em mim. Isso é só o começo da temporada. Tenho muito a crescer ainda, mostrar que tenho potencial para brigar com todos. Meu objetivo é passo a passo, mostrar jogo a jogo, para buscar meu espaço entra os 11, e deixar a dúvida para o Dorival”, avisou, à Rádio Globo, minimizando o fato de ter de superar um atleta consolidado e em alta no clube.

“Para mim não é uma novidade ter de brigar por uma posição com vários jogadores de qualidade e, graças a Deus, eu sempre consegui um lugar no time. O segredo é fazer o que venho fazendo. Se tiver cinco minutos, entra e faz o máximo. Graças a Deus eu entrei ali e sobrou a bola para eu fazer o gol. Isso conta muito ponto. Você tem que procurar algo diferente, e quando consegue um lugar no time, tem que se empenhar, porque outro vai entrar e você vai perder espaço. Isso é bom para o Santos”, concluiu.

Lucas Lima vê Santos intenso na estreia, mas lamenta gols sofridos

O Santos conseguiu um ótimo resultado na estreia do Campeonato Paulista. A equipe goleou o Linense, por 6 a 2, e começou o Estadual com o pé direito. O meia Lucas Lima, um dos destaques da vitória, comentou a atuação do Peixe.

“Nosso time foi muito intenso, do começo ao fim do jogo”, comemorou o camisa 10, falando à Santos TV. Ele fez o terceiro do Alvinegro na Vila Belmiro, além de distribuir bons passes ao longo do duelo.

Apesar do ótimo desempenho ofensivo, com os seis tentos marcados, Lucas Lima lamentou os dois gols sofridos, e revelou que o técnico Dorival Júnior não deve ter gostado da situação.

“Tomamos dois gols ali, e com certeza vamos tomar um puxão de orelha do professor Dorival”, declarou o atleta. Ambos os gols tomados pela defesa santista aconteceram no segundo tempo, já com vantagem no placar.

O meia Vitor Bueno, que também deixou sua marca contra o Linense, celebrou a boa vitória, e parabenizou os companheiros. “Tínhamos feito dois bons amistosos, e está todo mundo de parabéns. Agora, é continuar mantendo o foco”, afirmou.

Desde show de Neymar e Ganso, Santos não marcava seis no Paulistão

O Santos fez 6 a 2 no Linense, na partida de abertura do Campeonato Paulista. Além de conquistar a primeira goleada da competição, em 2017, a equipe comandada por Dorival Júnior alcançou um feito que não acontecia há cinco anos, desde 2012: marcar seis gols em uma partida do Estadual.

Na última vez em que o Peixe balançou as redes tantas vezes, as estrelas do time ainda eram Ganso e Neymar. O time, comandado por Muricy Ramalho, fez 6 a 1 na Ponte Preta, no dia 25 de fevereiro de 2012. A partida aconteceu na Arena Barueri.

O camisa 11, que já era titular da Seleção Brasileira, deu show, marcando duas vezes. Na primeira, acertou lindo chute de fora da área. Depois, recebeu na área e, com um toque sutil por cima do goleiro, fez seu segundo.

Paulo Henrique Ganso, que no mesmo ano acabou se transferindo para o rival São Paulo, também fez o seu, em lance de oportunismo na área. O zagueiro Edu Dracena, atualmente no Palmeiras, fez dois, ambos de cabeça. Ferron, contra, completou o placar.

Naquele ano, o Alvinegro Praiano embalou com a goleada e conquistou o título estadual, o terceiro consecutivo, superando outro clube campineiro, o Guarani, na decisão.

Desta vez, frente ao Linense, quem brilhou com dois gols foi o centroavante Rodrigão. Lucas Lima, Arthur Gomes, Vitor Bueno e Thiago Ribeiro completaram o placar, e fizeram o Peixe repetir o número de tentos feitos em 2012. Vale lembrar que, pela Libertadores, no mesmo ano, o time de Muricy fez 8 a 0 no Bolívar, na maior goleada recente do clube.

Em 2017, a competição ainda está no início, e o Santos começa a buscar o tricampeonato do Campeonato Paulista. No próximo domingo, no Pacaembu, os comandados de Dorival Júnior enfrentam o Red Bull Brasil, pela segunda rodada da competição.