Atlético-MG 1 x 0 Santos

Data: 14/05/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 5.403 pagantes
Renda: R$ 87.565,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA).
Cartões amarelos: Cazares e Carlos Eduardo (A); David Braz e Gustavo Henrique (S).
Gol: Cazares (14-1).

ATLÉTICO-MG
Uilson; Gabriel, Tiago, Edcarlos e Carlos César; Lucas Cândido, Eduardo, Carlos Eduardo (Pablo Diogo) e Cazares; Hyuri (Yago) e Clayton.
Técnico: Diego Aguirre

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato (Maxi Rolón), Thiago Maia, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes (Matheus Nolasco); Paulinho (Serginho) e Gabriel.
Técnico: Dorival Junior



Santos perde para reservas do Galo e segue mal em estreias no Brasileiro

A sina do Santos em estreias no Campeonato Brasileiro continua. Na noite deste sábado, o atual bicampeão paulista sentiu as ausências do meia Lucas Lima, em recuperação de uma lesão no tornozelo direito, e do centroavante Ricardo Oliveira, com dores no joelho direito, e não foi páreo para o time reserva do Atlético-MG, que venceu por 1 a 0, com gol do equatoriano Cazares, feito no início da partida realizada no Estádio Independência, em Belo Horizonte.

Com o resultado, o Peixe completa 11 anos sem vencer pela primeira rodada do principal torneio nacional. A última vitória no duelo de estreia ocorreu em 2005, quando o time da Baixada Santista goleou o Paysandu por 4 a 1, na Vila Belmiro.

Dessa forma, o Santos se junta a Sport, Atlético-PR e Cruzeiro no grupo dos derrotados da rodada deste sábado. O Galo, por sua vez, repete o que Flamengo, Palmeiras e Coritiba fizeram e se apresenta na parte de cima da tabela.

O jogo

O Santos mostrou problemas com seu desempenho fora de casa logo nos instantes iniciais da partida. Em menos de cinco minutos, o Galo já havia perdido duas boas chances de gol com o garoto Hyuri. O Peixe, que não conseguia ter a tão almejada posse de bola, só foi aparecer no ataque aos 12, mas Uilson defendeu bem o chute de Paulinho.

De tanto pressionar a saída de bola santista, os mandantes conseguiram provocar o erro adversário e abrir o placar. Aos 14, Gabriel fez lançamento longo, David Braz errou o tempo de bola, que ficou com Cazares. O meia equatoriano, em posição legal apesar da reclamação dos jogadores do Santos, bateu forte no ângulo, sem chances para Vanderlei.

Muito acionado pela esquerda, o autor do gol continuou infernizando a zaga santista. Aos 24 minutos, o equatoriano fez belo lançamento para Carlos Eduardo, que receberia livre na área. Mas, o meia não conseguiu dominar a bola e o segundo do Galo não saiu.

Sentindo a falta da boa articulação de Lucas Lima, o atual bicampeão paulista, na primeira vez que obteve sucesso na troca de passes, aos 31, deixou Paulinho na cara do gol, porém o bandeirinha assinalou erradamente impedimento do atacante, que teria a chance de empatar o duelo. Três minutos depois, foi a vez de os atleticanos reclamarem da arbitragem, já que Hyuri estava em posição legal após bom passe de Cazares na ponta esquerda.

O ímpeto do Galo não baixou e o time de Diego Aguirre seguiu marcando forte a saída do Peixe, que não conseguia manter a bola em seus pés e por pouco não foi para o vestiário com uma desvantagem maior, uma vez que Clayton e Eduardo chegaram com perigo na área santista.

Precisando ganhar volume no meio-campo, o Santos voltou para a etapa final com Serginho no lugar de Paulinho. No primeiro lance, os visitantes quase empataram depois de uma bomba de fora da área de Gabriel, passando rente ao travessão.

A reação santista, porém, parou por aí. A equipe de Dorival Júnior até saiu mais para o jogo, mas sem criatividade, dando mais espaço para os comandados de Aguirre trabalhar a bola em contra-ataque. O técnico do Peixe, então, sacou o apagado Ronaldo Mendes, aos 19, para promover a estreia profissional do garoto Matheus Nolasco.

Sete minutos depois, o Peixe finalmente chutou em direção ao gol de Uilson, que defendeu em dois tempos o chute de Victor Ferraz. Pouco tempo depois, o treinador santista usou sua última carta na manga, mandando o argentino Maxi Rolón para o lugar de Renato.

De fato, o Santos cresceu e chegou a ter 62% de posse de bola nos últimos dez minutos de jogo. Aos 37, a melhor chance do Peixe no jogo: após bate-rebate na área atleticana, Victor Ferraz bateu firme, mas Uilson caiu bem para salvar o Galo.

Dorival alerta sobre necessidade de reforços e minimiza revés em estreia

Desfalcado dos lesionados Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o Santos acabou derrotado pelo time reserva do Atlético-MG, por 1 a 0, em Belo Horizonte, em sua estreia no Campeonato Brasileiro. Após a derrota deste sábado, o técnico Dorival Júnior alertou para a necessidade de a diretoria santista trazer reforços para o restante da temporada, levando-se em conta que o Peixe terá mais ausências no decorrer do campeonato.

Além de Lucas e Ricardo, o atual bicampeão paulista não poderá contar com o atacante Gabriel, que também estará servindo a Seleção Brasileira durante a realização da Copa América Centenário. Dessa forma, o Santos não terá o trio à disposição por até nove rodadas do principal torneio nacional. Esse número dobra no caso de Gabriel, que tem idade olímpica e tem como certa sua participação nos Jogos, em agosto, no Rio de Janeiro.

“Estamos trabalhando nesse sentido, a diretoria tem consciência de que nós precisamos de reforços pro restante da competição. Enquanto isso, vamos trabalhar com o que temos. É uma equipe que tem qualidade pra buscar uma recuperação e melhorarmos com o andamento do campeonato”, explicou o comandante santista, que até agora viu a diretoria acertar com o argentino Emiliano Vecchio até o fim de 2020.Yuri, do vice-campeão paulista Grêmio Osasco Audax, deve chegar por empréstimo.

Dorival ressaltou que a evolução da equipe durante o Brasileiro pode ser um pouco mais lenta, uma vez que as prováveis contratações ocorrerão em meio ao torneio, dificultando e atrasando o entrosamento do time. “O campeonato está em andamento, é natural que o ideal seria que nós já tivéssemos os jogadores em condições de trabalho para que a adaptação pudesse ser um pouco mais rápida”, argumentou Dorival, lamentando a possibilidade de o Santos fazer uma campanha irregular neste início de competição, algo recorrente nos últimos anos do clube.

“Contratar é uma coisa. Colocar os jogadores em condição de jogo é uma coisa completamente diferente e esse período não pode ser demorado, porque fatalmente, aí sim, nós estaremos abrindo uma possibilidade que o Campeonato Brasileiro acabe penalizando quem deixa de fazer pontos principalmente nessas rodadas iniciais”, afirmou.

Esta foi a 11ª estreia consecutiva em Brasileiros que o Peixe sai de campo sem vitória. A última aconteceu em 2005, quando o time da Vila Belmiro goleou o Paysandu por 4 a 1, em casa. “É a primeira (rodada) do campeonato. Nos jogos do Paulista, jogamos em alto nível tanto dentro quanto fora. Não é por uma derrota que vamos generalizar a competição”, concluiu.

Santos FC x Galvez EC
Santos Futebol Clube x Galvez Esporte Clube (Acre)


Retrospecto:

01 jogo
01 vitória
00 empate
00 derrota
03 gols pró
00 gol contra
03 saldo

Resultado:

11/05/2016 – Santos 3 x 0 Galvez-AC – Copa do Brasil – Arena da Floresta

Santos 3 x 0 Galvez

Data: 11/05/2016, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Segunda Fase – Jogo de ida
Local: Arena da Floresta, em Rio Branco, AC.
Público: 1.572 pagantes
Renda: R$ 68.030,00
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sa (RJ)
Auxiliares: Valdebranio da Silva (RO) e Rener Santos de Carvalho (AC).
Cartões amarelos: Gato, Araújo Jordão e Chumbo (G); Paulinho (S).
Gols: Rafael Longuine (36-1) e Paulinho (45-1); Fernando Medeiros (14-2).

GALVEZ
Máximo; Renan Chumbo, Gato, Araújo Goiano e Layo (Radames); Wilson, Olliver (Thiago), Ciel e Careca (Douglas); Araújo Jordão e Tonho Cabañas.
Técnico: Zé Marco

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Valencia), Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Fernando Medeiros (Gregore), Leandrinho, Serginho e Rafael Longuine; Lucas Crispim e Paulinho (Maxi Rolón).
Técnico: Lucas Silvestre (auxiliar)



Reservas do Peixe cumprem a missão no Acre e eliminam jogo de volta

O Santos esteve longe de encantar ou de lembrar a equipe que no último domingo ganhou seu 22º Campeonato Paulista. Mas, com uma equipe totalmente reserva, o Peixe cumpriu sua missão na noite desta quarta-feira e avançou à terceira fase da Copa do Brasil. Com gols de Rafael Longuine e Paulinho na primeira etapa, e um de Fernando Medeiros, que estreou como titular da equipe profissional alvinegra, no segundo tempo, o time da Vila Belmiro bateu o Galvez, do Acre, por 3 a 0, Rio Branco, no norte do país.

Assim, o Santos descansará na semana que vem, já que a vitória por mais de dois gols de diferença elimina a necessidade da partida volta, que tinha a próxima quarta-feira como data reservada.

Apesar da derrota na Arena da Floresta, o Galvez, que tem um teto salarias de R$ 2,5 mil e é formado por jogadores semi-profissionais, viveu o maior jogo de sua história. E ainda viu seu goleiro sair de campo como grande destaque do confronto. Aos 35 anos, o comerciante Máximo pegou dois pênaltis. Um de Rafel Longuine e outro de Serginho, que também parou na muralha acreana no rebote do lance.

O jogo

Os ingressos a R$ 80,00 e o fato do Peixe viajar com um time ausente de titulares fizeram com que o público não comparecesse à Arena da Floresta em peso. Os santistas eram até maioria, já que foi apenas a segunda vez que o torcedor pode acompanhar o time do coração no Acre em toda a história. E logo aos 9 minutos já veio a primeira oportunidade gol.

Ciel e Fernando Medeiros foram traídos pelo quique da bola e o jogador do Galvez acabou cometendo pênalti bobo. Na cobrança de Rafael Longuine, o goleiro Máximo, de 35 anos, voou no canto direito e espalmou a bola para escanteio, para delírio dos conterrâneos.

Os jogadores do Santos claramente não marcavam com entusiasmo e davam espaços, os mesmos que eles tinham devido a limitação de seu adversário. Assim, Careca recebeu teve boa oportunidade aos 21, pela direita, mas Vladimir fez boa defesa. Na sequência, Lucas Crispim pegou sobra dentro da área e carimbou a trave esquerda do Galvez.

Aos 30, Careca, de novo, entrou na área com liberdade, mas acabou travado na hora do arremate por Lucas Veríssimo. O jogador ficou pedindo pênalti, mas foi ignorado pelo árbitro.

Mesmo sem jogador um futebol digno de sua tradição e sofrer mais do que deveria, o Peixe chegou ao seu primeiro gol aos 36 minutos. Rafael Longuine, tentou uma vez e Araújo evitou quase em cima da linha. No rebote, o meia bateu forte e abriu o placar.

O Galvez, então, se lançou ao ataque. Teve duas chances. Primeiro com Gato, de cabeça, depois com Careca, que recebeu passe de letra de Tonho Cabañas, mas bateu em cima de Caju.

O castigo veio aos 45. Paulinho recebeu lançamento na direita com muita liberdade e fez valer sua melhor condição física. Passou fácil por dois marcadores e, na hora de cruzar quase sem ângulo, o atacante bateu direto para o gol, surpreendendo o goleiro Máximo.

Na segunda etapa, o Peixe, que já tinha o resultado necessário para evitar o jogo de volta, não precisou fazer muita força para aumentar sua vantagem. Com o Galvez cada vez mais inofensivo do ataque, o Peixe aproveitou bem um contra-ataque aos 14 minutos. Fernando Medeiros, que estreava como titular da equipe profissional, teve calma para tocar no canto e marcar o terceiro do Santos.

Apenas dois minutos depois, Chumbo cometeu o segundo pênalti do jogo, dessa vez em Paulinho. Serginho foi o encarregado da cobrança e, de novo, Máximo brilhou. O goleiro pegou a batida ruim do santista, no canto esquerdo, e ainda teve agilidade para defender o rebote, em nova finalização de Serginho, para delírio da torcida.

Após isso, o Peixe praticamente administrou o resultado e não tivemos mais lances de perigo para nenhuma das duas equipes. Assim, o Galvez encerrou sua participação na Copa do Brasil e o time da Vila Belmiro seguiu na competição sem a necessidade do jogo de volta.

Santistas reforçam força do grupo em vitória só com reservas no Acre

O Santos está na terceira fase da Copa do Brasil. Com uma vitória por 3 a 0 sobre o Galvez, do Acre, na noite desta quarta-feira, a equipe de Dorival Júnior, que foi comandada por Lucas Silvestre na Arena da Floresta, eliminou a partida de volta. Após a partida, Paulinho falou da importância do resultado e principalmente da oportunidade que alguns jogadores tiveram para mostrar serviço.

Foi um jogo difícil. Está muito abafado, a grama um pouco alta, mas a gente sabia das dificuldades que íamos ter. Nossa intenção claro que era eliminar o jogo de volta e graças a Deus conseguimos. E é como o professor Dorival e o próprio Lucas falam, temos que aproveitar as oportunidades, somos um grupo forte. Fomos campeões Paulistas no domingo e é importante o Dorival saber que pode contar com qualquer um do grupo”, disse o atacante à Espn.

Fernando Medeiros, que fez apenas sua quarta partida no time profissional do Peixe, a primeira como titular, também viveu uma noite especial, já que anotou seu primeiro gol com a camisa alvinegra, o terceiro do Santos no jogo, pouco antes de sair de campo com câimbras.

“Muito feliz de ter marcado meu primeiro gol e ajudado o time na vitória”, disse o volante, ainda muito tímido desde que subiu das categorias de base do clube famoso por revelar e aproveitar seus atletas no time de cima.

Agora, a delegação santista retorna à Baixada para ficar à disposição de Dorival Júnior para o fim de semana. No sábado, o campeão Paulista estreia no Campeonato Brasileiro às 18h30, no Independência, em Belo Horizonte, contra o Atlético-MG. A equipe mineira deve jogar com reservas por causa do confronto contra o São Paulo pela Copa Libertadores da América, mas o Santos promete voltar a utilizar força máxima.

Lucas Silvestre aprova atuação e vê decisão acertada por time reserva

O Santos não fez um belo jogo, mas fez o seu dever contra o Galvez, no Acre, e avançou à terceira fase da Copa do Brasil com uma vitória por 3 a 0, além de ter desperdiçado dois pênaltis. Após o jogo, Lucas Silvestre, que comandou o time no lugar de Dorival Júnior nesta quarta, falou e aprovou o desempenho dos reservas do Peixe na Arena da Floresta.

“Estou muito feliz com o desempenho dos atletas. A gente conseguiu realizar uma grande partida, uma partida muito sólida, do início ao fim o time muito bem, bem postado defensivamente, criando grandes oportunidades ofensivamente. E, dentro disso, a gente teve muitos jogadores que vieram para dar uma boa amostra”, comentou.

A preocupação da comissão técnica santista é com os desfalques de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira, que se apresentam dia 22 à Seleção Brasileira e podem ficar até nove rodadas fora do time no Campeonato Brasileiro.

“Isso é importante, porque coloca dúvida na nossa cabeça. Com a perda de jogadores semana que vem, a gente precisa ter um grupo forte para poder estar utilizando as peças corretas”, reforçou o auxiliar, que também é filho de Dorival Júnior.

A estratégia de utilizar apenas reservas foi uma repetição do que o clube já havia feito na fase anterior da Copa do Brasil, contra o Santos do Amapá. Desta vez, o resultado foi satisfatório, mas, independente disso, Lucas explicou que não havia condições dos titulares atuarem no Acre.

“A proximidade do jogo de sábado para essa quarta agora é muito grande. Seria uma irresponsabilidade muito grande nossa, já que muitos jogadores chegaram muito cansados do jogo de domingo e, querendo ou não, é um desgastante mental, primeiramente, devido às decisões que a gente vinha enfrentando, e físico, também em relação aos últimos jogos”, salientou.

“Seria uma irresponsabilidade muito grande colocar esses atletas que jogaram domingo para jogar hoje. Muitos atletas apresentaram o CK (exame que analisa o desgaste) muito alto na segunda e na terça, e alguma lesão poderia acabar acontecendo. O resultado já comprova que foi eficaz, que a gente realmente devia ter feito isso, mas, antes mesmo a gente já sabia que era a decisão correta”, concluiu o comandante do Peixe, pelo menos na classificação da equipe nesta quarta.

Santos 1 x 0 Audax-SP

Data: 08/05/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 16.018
Renda: R$ 934.920,00.
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro (ambos de SP).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Thiago Maia e Gabriel (S); Velika e Bruno Paulo (A).
Gol: Ricardo Oliveira (44-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima (Paulinho) e Vitor Bueno (Ronaldo Mendes); Gabriel e Ricardo Oliveira (Joel).
Técnico: Dorival Júnior

OSASCO AUDAX
Sidão; Francis (Rodolfo), Yuri, Bruno Silva (Felipe Rodrigues) e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo.
Técnico: Fernando Diniz



Ricardo Oliveira quebra jejum, Santos segura pressão e leva o Bi Paulista

O Santos é Campeão Paulista pela 22ª vez em sua história. Em uma partida de amplo domínio do Osasco Audax na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, o Peixe saiu de campo vencedor graças a gol isolado de Ricardo Oliveira, aos 44 minutos do primeiro tempo. O Camisa 9 não marcava desde 4 de abril, mas, em um rápido contra-ataque, o centroavante deu uma linda caneta em Bruno Silva e só tocou na saída de Sidão.

A vitória coloca o Peixe com o mesmo número de títulos Estaduais que o Palmeiras, apenas cinco taças atrás do Corinthians. É o quinto título Paulista do alvinegro praiano em oito finais seguidas, sendo o sétimo bicampeonato.

Ao Osasco Audax, fica a lição de que a equipe precisa ser mais efetiva com seu estilo de toque de bola que, neste domingo, deu ao time quase 70% de posse de bola em plena Vila Belmiro, mas não foi suficiente para garantir um título histórico da agremiação que tem apenas 11 anos desde sua fundação.

Agora, o Santos deve mais uma vez usar todos seus reservas na quarta-feira, quando a equipe viaja ao Acre para enfrentar o Algavez, na Arena da Floresta, em Rio Branco, às 19h30, pela segundo fase da Copa do Brasil. No sábado, provavelmente com os titulares de volta, o Peixe visita o Atlético-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte, às 18h30, pela estreia no Campeonato Brasileiro.

Enquanto isso, o Audax, que deve ter sua equipe toda desconfigurada, já que só dois jogadores têm contrato com o time de Osasco após o Paulista e tantos outros já se acertaram com grandes equipes do país, se prepara para a disputar a Série D no Nacional, que tem previsão para começar em junho.

O jogo

A Vila Belmiro estava lotada, empolgada e ansiosa para o apito inicial do árbitro. Mas, quem ainda não acreditava que o Audax era capaz de manter o mesmo estilo de jogo independente da circunstância teve sua prova final. A equipe de Fernando Diniz praticamente silenciou a casa alvinegra durante 44 minutos com seu toque de bola envolvente, calmo e com marcação alta.

O primeiro chute a gol do Peixe aconteceu apenas aos 13 minutos, quando Ricardo Oliveira pegou na orelha da bola e sequer levou perigo. Antes, Ytalo, logo no primeiro minuto, e Velika, aos 5, já tinham assustado Vanderlei.

De pé em pé, o Audax esperava o momento certo para concluía gol. Assim, desta forma, Mike e Juninho também causaram calafrios nos santistas com finalizações de fora da área. E para piorar o cenário, Lucas Lima caiu no gramado aos 23 e pediu substituição.

O meia passou toda a semana em tratamento intensivo no CT Rei Pelé por causa de um entorse ligamentar no tornozelo direito, mas não suportou o ritmo da final e Dorival recorreu a Paulinho para dar andamento no jogo.

Mesmo com onze jogadores inteiros novamente, o Santos seguiu sofrendo. O Audax esteve perto de abrir o placar pelo menos mais três vezes, sendo a mais perigosa com Tchê Tchê, que viu seu chute cruzado da esquerda acertar a trave e passar nas costas do goleiro Vanderlei.

Na sequência da jogada, o Santos teve sua melhor chance com Ricardo Oliveira, que recebeu dentro da área e bateu rasteiro. A bola quicou no gramado e Sidão acabou efetuando a defesa com o rosto. O lance, no entanto, parecia isolado diante de tanto domínio do Audax. Mas, os 68% de posse de bola não valem de nada sem que a rede seja balançada.

E como futebol nunca foi um esporte justo, a equipe de Osasco acabou castigada. Aos 44, Vitor Bueno lançou Ricardo Oliveira em um contra-ataque mortal do Peixe. Ricardo Oliveira recebeu no mano a mano, deu uma linda caneta em Bruno Silva e só tocou na saída de Sidão. Um golaço do pastor no último lance na primeira etapa.

Fernando Diniz, precisando de pelo menos um gol, resolveu sacar Francis e colocar Rodolfo, deixando a equipe praticamente com três zagueiros e dois alas. O ritmo do jogo, porém, não se alterou, com o Santos correndo atrás do toque de bola de seu adversário. E aos 5 minutos, Vanderlei salvou o Peixe ao abafar Mike, que recebia sozinho de frente para o goleiro.

Aos 10 minutos, Vanderlei teve de trabalhar de novo para evitar gol de Velika em cobrança de falta. No rebote, Ytalo divide com o camisa 1 e a bola saiu apenas para escanteio. Apesar da vantagem no placar, o Santos seguiu sendo dominado e apostando no contra-ataque, enquanto a equipe de vermelho jogava contra o relógio. A posse de bola já era de 70% para os visitantes e o alvinegro praiano chegava a colocar seus onze jogadores atrás da linha de intermediária defensiva.

Aos 32, quando só o goleiro Sidão não estava com os pés no campo defensivo do Peixe, Tchê Tchê recebeu na esquerda e teve espaço para alçar na área. Bruno Paulo apareceu entre David Braz e Gustavo Henrique e cabeceou no travessão. Mais uma vez, Vila Belmiro aflita.

Mas, aos 37, o Santos acabou lesado pela arbitragem. Joel, que entrou no lugar do cansado Ricardo Oliveira, tabelou com Ronaldo Mendes, outro que foi para o jogo, mas na vaga de Vitor Bueno, e estufou as redes de Sidão. Mas, equivocadamente, o auxiliar assinalou impedimento e anulou o gol.

E quando a arbitragem não atrapalhou, foi o próprio jogador do Peixe que perdeu a chance de definir a vitória. Em um dos poucos contra-ataques que deram certo para os mandantes, Victor Ferraz entrou na área com liberdade e só rolou para Ronaldo Mendes, que sem goleiro isolou por cima do travessão.

Mas, nada podia impedir o quinto título do Peixe nos últimos oito anos, quando a equipe alcançou todas as finais. Após o apito final, a festa deu o tom na Vila Belmiro pelo segundo ano seguido.

Jogadores do Peixe elogiam Audax, mas valorizam inteligência santista

Depois do apito final do árbitro, a festa tomou conta da Vila Belmiro. Tanto nas arquibancadas quanto dentro das quatro linhas, os santistas comemoraram a vitória por 1 a 0 em cima do Audax na tarde deste domingo que deu ao Peixe mais um título do Campeonato Paulista. Os jogadores falaram com muito entusiasmo da conquista e não deixaram de ressaltar a estratégia montada para suportar a pressão exercida pela equipe de Fernando Diniz.

“O Audax pode até ter sido melhor que a gente, mas, a gente foi eficiente na hora de fazer o gol”, comentou David Braz, um dos mais empolgados. “O hino pode responder por mim. É um orgulho que nem todos podem ter. É um time com maior respeito na Terra, time de Pelé. Muita felicidade, muita alegria. Meu terceiro título, ganhei um com o Palmeiras”, completou o defensor.

“O Audax é um time que jogou muito futebol, mas o jeito de jogar contra eles é assim, não pode ser diferente”, explicou Zeca, esperançoso com o Campeonato Brasileiro. “Pode-se esperar tudo. O trabalho está sendo bem feito, fomos corados com o título. Agora é comemorar, agradecer a Deus, me deu oportunidade, me deixou aqui, trouxe o Dorival. O time foi se encaixando. Ano passado perdemos a Copa do Brasil, ficamos muito chateados, e agora pudemos dar essa alegria ao torcedor”, disse o lateral esquerdo.

Vanderlei, que mais uma vez se mostrou muito seguro no gol, foi outro atleta campeão neste domingo que fez questão de falar sobre o adversário. “Muito feliz. Ainda mais contra uma equipe qualificada como o Audax. Uma equipe que fica com a bola. Mas nossa equipe foi incisiva com jogadores de qualidade”.

Renato, que atuou por oito anos no Sevilla, da Espanha, disse que chegou a lembrar de quando enfrentava o Barcelona durante a final frente a equipe de Fernando Diniz. “A gente, no primeiro jogo, já teve essa oportunidade. Eles dão espaço, já vivi isso lá fora, contra o Barcelona. Ganhamos de 3 a 0. Podíamos ter matado o jogo hoje com Ronaldo Mendes, mas, foi com emoção”, analisou o camisa 8, já de olho no futuro do time.
“A gente, como os outros clubes, gosta de ter sequência com o jogador. A gente sabe como é complicado, tem o exemplo do Corinthians, que perdeu vários jogadores para a China. Mas, se sair, a vida continua. Quem sabe não surge novos talentos. Que venha o Brasileiro”.

Outro que externou toda sua alegria aos microfones foi Paulinho. Escolhido por Dorival Júnior para entrar no jogo quando Lucas Lima teve de sair, o atacante lembrou das polêmicas em que se envolveu nos últimos tempos até a conquista do Campeonato Paulista com a camisa do Peixe.

“Uma linda volta por cima. Teve aquele problema com a camisa do Corinthians, vinha sendo alvo de críticas no Flamengo por conta de festas, mas, isso é passado. Eu vim para o Santos não só para dizer que fiz parte desse elenco. Vim para ajudar e a gora é pensar no Brasileiro”, avisou o jogador, que está emprestado al alvinegro apenas até dezembro e ainda pertence ao rubro-negro carioca.

Oliveira revela sacrifício para jogar e Lucas Lima enaltece capitão

O Santos confirmou seu favoritismo na tarde deste domingo e, apesar do Audax ter ditado o ritmo o jogo todo, ficou com o título do Campeonato Paulista pela 22ª vez na história. E o gol da vitória veio dos pés de Ricardo Oliveira, que não marcava desde 4 de abril. Para aumentar ainda mais a idolatria do camisa 9 no alvinegro praiano, após o apito final, ele mesmo revelou que entrou em campo no sacrifício.

“Até antes de começar o jogo aqui eu era dúvida, mas a vontade de ajudar era grande. Só isso, porque a glória pertence a Deus somente. Os méritos são de todos. Somos campeões mais uma vez. Eu não fiz um treino com o time durante a semana e vim direto para o jogo”, contou o centroavante, sem revelar qual era seu problema para jogar.

Com a lesão no tornozelo de Lucas Lima no último domingo, ninguém cogitou em nenhum momento durante a semana que Ricardo oliveira pudesse perder a final. Mas, os próprios jogadores sabiam da situação delicada do artilheiro. “Eu estou muito feliz por ele. Ele merece. Hoje ele jogou com muita dor e deu o título para nós”, reforçou o camisa 20, que ficou em campo por apenas 23 minutos até cair e pedir substituição.

“A última decisão é minha. Aqueci sem dor, mas a gente sabe que não é a mesma coisa e eu tive a consciência de estar saindo para não prejudicar minha equipe”, explicou o jogador em meio a comemoração do título. “Foi no sacrifício, sabemos que não fizemos uma grande partida, principalmente no primeiro tempo, mas vale o sofrimento de todo mundo. Saímos campeões”, vibrou.

E se existia alguma dúvida sobre um possível corte de Lucas Lima da Seleção Brasileira por causa da lesão que o tirou da partida contra o Audax, neste domingo, o meia tranquilizou a todos. “Não preocupa, não. Cheguei a fazer exame hoje de manhã, mas não me preocupa muito. Não deu lesão ligamentar, apenas um edema”, avisou.

Dorival destaca humildade do Santos para aceitar domínio do Audax

O Santos sofreu para conquistar o Campeonato Paulista neste domingo, na Vila Belmiro. Conforme o técnico Dorival Júnior ressaltou após a vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio Osasco Audax, a decisão foi dominada pela equipe adversária, vazada pelo centroavante Ricardo Oliveira em um contra-ataque, no final do primeiro tempo.

“Dessas 30 partidas em que estou aqui, foi a primeira vez em que uma equipe nos evolveu na Vila. É difícil marcar o Audax, que tem uma proposta definida há quatro anos e sabe se comportar”, elogiou Dorival, apesar de admitir que “a responsabilidade maior é sempre da equipe grande”.

Outras equipes grandes, no entanto, caíram diante do Audax. O time treinado por Fernando Diniz derrotou o Palmeiras na fase de grupos, goleou o São Paulo nas quartas de final e superou o Corinthians, nos pênaltis, nas semifinais.

“Fomos humildes. Demos um passo atrás para marcar e conseguimos encaixar apenas aquele contra-ataque do gol”, resumiu Dorival. “Sofremos, mas é preciso sofrer para alcançar. Tivemos humildade de jogar dentro de uma característica normal, que é o contra-ataque do Santos”, acrescentou.

Assim como os seus comandados, o técnico santista aplaudiu o adversário após a conquista do título. “O momento é do Audax também. Temos que reconhecer. Tiro o chapéu para o Audax”, afirmou.

Dorival Júnior já iniciou até campanha para que Fernando Diniz leve o seu estilo ousado, com constante troca de passes e alternância de funções entre os jogadores, para um grande clube.

“O Fernando é preparado para vestir a camisa de qualquer time. Ele terá facilidade. Já o indiquei para alguns diretores, que talvez não tenham acreditado em um profissional que está preparado. Quem sabe ele tenha essa oportunidade agora. O seu trabalho já vem dando resultado há algum tempo, com jogadores que não são conhecidos e mantendo uma base. Isso é altamente elogiável. Só o Audax envolveu o Santos aqui dentro”, repetiu Dorival Júnior, humildemente.

Oliveira explica motivo de ter feito sacrifício: “Acho que líder é isso”

Ricardo Oliveira marcou o gol da vitória do Santos sobre o Audax neste domingo e foi decisivo para a conquista de mais um título Paulista do clube. Nas três finais que disputou desde que retornou ao Peixe, o camisa 9 foi às redes em todas. E, dessa vez, o jogador de 36 anos teve de superar muita dor no joelho direito para entrar em campo e ajudar a equipe na Vila Belmiro.

“Foi uma semana difícil para mim depois do primeiro jogo. Eu tive que ficar resguardado na fisioterapia, cuidando do joelho, fazendo um trabalho especial à parte com os fisioterapeutas. Eu não fiz um trabalho com o time durante a semana e vim direto para o jogo. Esse é o futebol. Os companheiros que treinaram na minha posição esperavam atuar. Agradeço a eles pela compreensão, do Dorival também, da comissão técnica. Valeu a apena todo o trabalho”, comentou o centroavante.

O que mais surpreendeu é que em nenhum momento o jogador deu a entender que não teria condições de jogar a decisão do Estadual. Na festa do título, no salão de Mármore dentro do estádio Urbano Caldeira, Oliveira confessou que a omissão foi proposital.

“(a decisão de jogar) foi minha. Claro que em conjunto com o departamento médico, com os fisioterapeutas e com o Dorival. É uma decisão e vale um sacrifício. Eu entendo o peso de responsabilidade que eu tenho por ser um dos líderes desse elenco, por ser capitão”, disse.

“Eu acho que nós temos que contagiar. E eu acredito muito no exemplo. Acho que líder é isso, além de palavras ele tem de dar exemplo lá dentro. Eu vim com muita vontade. Fui no meu limite e, graças a Deus, está ai, mais um título”, completou.

Depois de garantir que não existe qualquer negociação para deixar o Peixe na janela de transferência do meio do ano, Ricardo Oliveira minimizou o fato de já ser considerado um dos maiores ídolos recentes dos torcedores alvinegros.

“Eu já disse que meu maior objetivo aqui nunca foi ser ídolo. Eu vim para o Santos para marcar uma história bonita e acho que essa história está sendo construída, com exemplo, com dedicação. Quase um ano e meio e são três finais e dois títulos. Obrigado. Eu sou grato ao Santos, que me fez sentir mais uma vez o peso dessa camisa, dessa grandeza, dessa história. Valeu a pena por tudo isso”, concluiu o jogador.

Peixe tem quase 90% de aproveitamento com Dorival na Vila

O estádio Urbano Caldeira, o velho alçapão da Vila Belmiro, apesar de sua aparência rústica e até castigada pelo tempo, está longe de ser uma dessas arenas ‘padrão Fifa’ e costumeiramente recebe públicos inferiores a oito mil torcedores. Mas a mística, a proximidade com o gramado e, quem sabe, a alma dos tempos áureos de Pelé ainda pairam sobre o gramado. Nele, o Santos se torna uma equipe quase imbatível, principalmente se estiver sob o comando do técnico Dorival Júnior, como aconteceu neste domingo, com a vitória por 1 a 0 sobre o Audax, que garantiu o título do Campeonato Paulista.

Os números do atual treinador do Peixe no local são impressionantes. Em três passagens pelo clube, Dorival ostenta um aproveitamento de 89% dos pontos disputados na Vila mais famosa do mundo, como dizem os torcedores santistas. São 47 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas, com 144 gols a favor e 52 gols contra.

O título do Campeonato Paulista deste domingo, em cima do Audax, apenas prolongou a invencibilidade do Santos em seu temido território. Agora, são 24 vitórias e quatro empates em pouco mais de dez meses. O último revés aconteceu ainda quando a equipe era comandada por Marcelo Fernandes, em 5 de julho do ano passado, quando o Grêmio saiu de campo com os três pontos após vencer por 3 a 1, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro.

Depois disso, Dorival Júnior retornou ao clube e o torcedor nunca mais viu seu time do coração sucumbir a qualquer adversário na Vila. Em Paulistas, esse sabor é ainda mais especial, já que são mais de cinco anos sem derrota na Baixada. O Palmeiras, em 3 de abril de 2011, foi o último a bater o Peixe em sua casa graças a um magro 1 a 0.

Na atual temporada, Dorival Júnior levou o Santos a sete vitórias e três empates em partidas disputadas na Vila Belmiro. O aproveitamento dos pontos disputados chama a atenção, mas está longe do feito de 2015, quando o treinador bateu a marca de 96,5% ao liderar o Peixe em 18 vitórias e apenas um empate. Na passagem de 2010, foram 22 vitórias, dois empates e duas derrotas para se ter a marca de 87% de aproveitamento dos pontos.

Dorival Júnior como técnico do Santos, na Vila:

Geral:
47 vitórias
6 empates
2 derrotas
144 gols a favor
52 gols contra
89% de aproveitamento de pontos

Em 2010:
22 vitórias
2 empates
2 derrotas
75 gols a favor
23 gols contra
87% de aproveitamento de pontos

Em 2015:
18 vitórias
1 empate
49 gols a favor
10 gols contra
96,5% de aproveitamento de pontos

Em 2016:
7 vitórias
3 empates
20 gols a favor
7 gols contra
80% de aproveitamento de pontos

Santos reconhece grande campanha do Audax e aplaude rival no pódio

Apesar da derrota para o Santos, por 1 a 0, que causou a perda do título paulista, o Audax foi valorizado, inclusive, pelos atletas do Peixe. Quando o time de Osasco recebia as premiações pelo segundo lugar, atletas da equipe campeã se aproximaram e aplaudiram os adversários, demonstrando respeito pelo que foi produzido, ao longo da competição, por Fernando Diniz e seus comandados.

O técnico Dorival Júnior fez questão de lembrar que, pela primeira vez, o Santos viu uma equipe que jogou com posse de bola, mesmo atuando na Vila. “Estou há 30 partidas aqui, e foi a primeira vez que fomos envolvidos em casa. Muito difícil de marcar”, afirmou o comandante, que assumiu o Peixe em julho de 2015.

“O Audax é campeão, junto com o Santos. Jogaram muito, fizeram um grande trabalho, com todos os atletas participando da partida”, exaltou o zagueiro David Braz, que teve trabalho para parar o ataque dos osasquenses.

Ricardo Oliveira, autor do gol do título, também fez questão de parabenizar os vice-campeões. “Todo mundo se encantou com o Audax. Temos que aplaudir o time deles”, afirmou o camisa 9, que aproveitou contra-ataque para definir o título santista.

Ao longo do campeonato, a equipe de Fernando Diniz se notabilizou por não temer nenhum adversário. Mesmo enfrentando os grandes, o estilo de jogo não se modificou. Com isso, o Audax foi capaz de vencer o Palmeiras na primeira fase e, posteriormente, eliminar o São Paulo, nas quartas, e o Corinthians, na semifinal do Paulistão.

Com seis santistas, FPF anuncia seleção do Paulista; Diniz é o técnico

A Federação Paulista de Futebol anunciou, nesta segunda-feira, a seleção do Campeonato Paulista, encerrado no último domingo. O campeão Santos dominou a lista, colocando seis nomes entre os eleitos. A sensação Audax também marcou presença, com dois atletas e o técnico do torneio, Fernando Diniz.

Entre os escolhidos do Peixe, quatro atuam mais como defensores: o goleiro Vanderlei, o zagueiro Gustavo Henrique, o lateral esquerdo Zeca e o volante Thiago Maia. Além deles, Lucas Lima e Gabriel, convocados para a Seleção, também entraram no time.

Dois dos principais destaques do Audax, Tchê Tchê e Camacho foram recompensados com a entrada na equipe. Os jogadores devem deixar o clube de Osasco. Tchê Tchê está perto do Palmeiras, enquanto o próprio presidente da equipe, Vampeta, admitiu que Camacho deve ir para o Corinthians.

Completando a seleção, o time do Parque São Jorge teve dois selecionados: Fagner e Felipe. O centroavante Roger, que jogou pelo Red Bull e foi o artilheiro do Paulista, também foi escolhido. Ele já foi negociado com a Ponte Preta, para a disputa da Série A.

Palmeiras e São Paulo foram os grandes que não tiveram representantes na equipe ideal do Campeonato Paulista. O Tricolor caiu nas quartas, ao perder para o Audax, enquanto o Verdão parou na semifinal, caindo nos pênaltis para o Santos.

Confira a seleção do Paulistão:

Vanderlei (Santos); Fagner (Corinthians), Felipe (Corinthians), Gustavo Henrique (Santos) e Zeca (Santos); Thiago Maia (Santos), Camacho (Audax), Tchê Tchê (Audax) e Lucas Lima (Santos); Gabriel (Santos) e Roger (Red Bull). Técnico: Fernando Diniz (Audax).

Sobrando nos Paulistas, Peixe está decidido em buscar título Brasileiro

O torcedor santista se acostumou a ver seu time vitorioso em Campeonatos Paulistas. O domínio é amplo. São sete títulos nos últimos onze anos. No domingo, o sétimo bicampeonato veio em cima do Audax, de novo na Vila Belmiro. Mas, é cada vez mais forte o desejo de jogadores, torcida e diretoria pelo título do Campeonato Brasileiro, que já começa neste fim de semana. Ricardo Oliveira, capitão da equipe, foi incisivo quando questionado se o Peixe terá condições de lutar no topo da tabela nesta temporada.

“Se eu falar para você que não dá para falar que é possível, eu não sou merecedor de vestir essa camisa. Não sou merecedor. A gente está falando do Santos. Agora, é claro, Campeonato Brasileiro é muito difícil, a gente sabe”, disse o centroavante, preocupado em não deixar o alvinegro repetir os erros de 2015, que acabaram frustrante o objetivo santista mais uma vez.

“Precisamos ser fortes dentro de casa e mostrar a mesma força fora. Não se ganha um Brasileiro só vencendo dentro de casa. Você precisa vencer fora também. É um momento, após a comemoração, de refletir e colocar novos desafios. É momento da gente brigar para ganhar esse campeonato”, enfatizou.

Ano passado, o Santos sofreu no primeiro turno logo após também ter conquistado o Estadual. E, apesar da reação na segunda metade, o time terminou a Brasileiro com apenas uma vitória fora de casa, o que acabou sendo crucial para o desprestigiado sétimo lugar na tabela de classificação justamente na edição que o clube quebrou um jejum de cinco anos sem figurar no G4.

“É um campeonato muito difícil. Já tem o Atlético-MG fora, depois tem o Coritiba em casa. A gente tem que fazer diferente dos outros anos. A gente tem que começar melhor para, quando chegar a reta final, termos um tropeço ou outro, mas, continuar lá em cima”, projetou Victor Ferraz.

O Peixe não vence o Campeonato Brasileiro desde 2004 e vem amargando campanhas modestas, com exceção a 2007, quando ficou com o vice. Há oitos anos o time da Baixada não termina o nacional acima do sétimo lugar. E, em 2016, para quebrar essa escrita, a aposta é novamente nas jovens promessas.

Esse ano, com os compromissos da Seleção Brasileira com a Copa América Centenária e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a tendência é que Dorival Júnior não conte com Ricardo Oliveira, Lucas Lima, Gabriel, Thiago Maia e Zeca em muitas rodadas. Além disso, é praticamente inevitável que alguns atletas sejam negociados na janela de transferências de julho.

“Eles estão prontos. Jogaram vários jogos esse campeonato (Paulista) sem a gente. Foram bem, fizeram gols, ajudaram o time a vencer. Nosso elenco é muito forte”, disse Ricardo Oliveira, passando confiança aos coadjuvantes da equipe que terão de assumir a responsabilidade.

“Se não tiver pronto é a hora de estar. É a hora que vai precisar. Estão treinando muito, esperando a oportunidade e a oportunidade vai estar ai. Tem que dar o melhor, chamar a responsabilidade, mostrar personalidade. Mas, os meninos estão preparados”, completou Victor Ferraz, também um dos líderes do elenco.

Audax-SP 1 x 1 Santos

Data: 01/05/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de ida
Local: Estádio Municipal José Liberatti, em Osasco, SP.
Público: 12.269 pagantes
Renda: R$ 463.730,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: André Castro e Wellington (A); Lucas Lima e Gustavo Henrique (S).
Gols: Mike (12-2) e Ronaldo Mendes (34-2).

OSASCO AUDAX
Sidão; André Castro, Yuri, Bruno Silva e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo.
Técnico: Fernando Diniz

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima (Ronaldo Mendes); Gabriel (Joel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos arranca empate do Audax na primeira partida da decisão

A primeira partida da decisão do Campeonato Paulista foi disputada na tarde deste domingo, em Osasco. No acanhado Estádio José Liberatti, diante de aproximadamente 13 mil torcedores, o Santos começou em desvantagem, mas conseguiu arrancar o empate por 1 a 1 do Audax.

Às 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro, as duas equipes disputam a partida final e decidem por pênaltis em caso de novo empate. O Santos, invicto em seus domínios há 27 partidas, não perde no estádio desde o mês de julho do ano passado.

Superior na etapa inicial em Osasco, o Santos acertou duas bolas na trave com o centroavante Ricardo Oliveira. Na etapa complementar, o Audax passou a mandar no jogo e saiu na frente por meio de Mike. Ronaldo Mendes, substituto do lesionado Lucas Lima, definiu o resultado da primeira partida da final.

O jogo

Apesar do estilo de jogo do Audax, marcado pelo toque de bola e arriscado em alguns momentos, o Santos preferiu não pressionar o adversário na marcação. Os pupilos de Dorival Júnior atacavam a bola apenas se percebiam chance de roubá-la, de maneira coordenada.

O Santos quase marcou o primeiro gol em Osasco aos 35 minutos do primeiro tempo. Após roubada de bola no meio de campo, Lucas Lima acionou Ricardo Oliveira. O centroavante invadiu a área pela direita e acertou chute forte na trave defendida por Sidão.

Cinco minutos antes do final do tempo regulamentar, o Santos assustou novamente. Em cobrança de falta, Ricardo Oliveira fez a bola quicar diante de Sidão, que se atrapalhou e espalmou para o travessão. Vitor Bueno chegou a completar no rebote, mas o goleiro conseguiu se recuperar.

O Audax pouco fez durante o primeiro tempo, e Fernando Diniz mandou os reservas para o aquecimento antes do fim da metade inicial. Já nos acréscimos do árbitro Flavio Rodrigues de Souza, Bruno Silva avançou pela esquerda e, da intermediária, encontrou Mike nas costas da zaga. O atacante se esticou, mas mandou para fora.

O técnico Fernando Diniz resolveu trocar Juninho por Wellington no intervalo e o time passou a atacar de forma consistente. Aos 12 minutos do segundo tempo, o Audax abriu o placar. Tchê Tchê recebeu na direita e cruzou para Mike, que tirou a marcação de Gustavo Henrique e finalizou com sucesso.

Aos 16 minutos do segundo tempo, Lucas Lima recebeu longo lançamento do zagueiro David Braz e bateu para defesa de Sidão. Atingido pela marcação na jogada, o meia santista sentiu o tornozelo direito e, chorando, acabou substituído por Ronaldo Mendes.

Em vantagem e sem a necessidade de marcar Lucas Lima, o Audax cresceu e levou perigo aos 23 minutos do segundo tempo. Em uma jogada pelo meio, Mike tabelou com Ytalo e precisou se esticar para completar para o gol. Atento, Vanderlei desviou pela linha de fundo.

Aos 34 minutos do segundo tempo, pouco depois de ouvir gritos de “olé” da torcida local, o Santos chegou ao empate. De maneira infantil, Tchê Tchê tocou rasteiro para o meio no campo de defesa e teve passe interceptado por Ronaldo Mendes. Com espaço, o substituto de Lucas Lima chutou forte e Sidão não conseguiu evitar o gol.

Bastidores – Santos TV:

Herói santista lamenta lesão de Lucas Lima, mas se coloca à disposição

De maneira improvável, Ronaldo Mendes terminou a primeira partida da decisão do Campeonato Paulista como herói santista. Autor do gol de empate por 1 a 1 com o Audax na tarde deste domingo, o jogador disse torcer pela recuperação do titular Lucas Lima, mas se colocou à disposição para a segunda final.

Travado no momento de uma finalização, Lucas Lima torceu o tornozelo direito no segundo tempo e deixou o gramado chorando. O meia saiu do Estádio José Liberatti de muletas e passou a ser dúvida para o confronto decisivo, marcado para as 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro.

“É um jogador insubstituível na nossa equipe e acredito que até no futebol brasileiro. Vamos torcer para que possa se recuperar e nos ajudar no final de semana. Caso não se recupere, vou estar à disposição do professor Dorival para fazer o melhor”, declarou Mendes.

Com o time praiano em desvantagem no marcador, o jovem de 23 anos de idade entrou no lugar de Lucas Lima. Após ouvir gritos de “olé” da torcida local, Ronaldo Mendes interceptou passe de Tchê Tchê na intermediária e empatou em um chute potente aos 34 minutos do segundo tempo.

“Foi minha primeira final e acho que o Campeonato Paulista é o maior Estadual do Brasil. Sei que o Lucas é muito importante dentro do grupo e fiquei muito triste pela forma que aconteceu, mas feliz por ter aparecido a oportunidade naquele momento e por eu poder dar esse resultado”, declarou.

Com o empate em Osasco, o Santos mantém boas chances de título na Vila Belmiro, já que não perde em seu estádio há 27 partidas, desde o mês de julho do ano passado – em caso de nova igualdade, o campeão sai nos pênaltis. Responsável pelo gol fora de casa, Ronaldo Mendes evita o clima de euforia.

“Dominei a bola, girei e estava de frente. Os marcadores foram recuando e tive felicidade no chute para marcar. Foi um gol muito importante para equilibrar as chance de título dentro da Vila Belmiro, mas que não nos dá vantagem”, pontuou o atleta.

Lucas Lima deixa estádio de muletas, e Dorival tenta ser otimista

O meia Lucas Lima, principal jogador do Santos, deixou o Estádio José Liberatti de muletas após o empate por 1 a 1 contra o Audax, neste domingo. Questionado sobre a possibilidade de contar com meia na decisão do Campeonato Paulista, o técnico Dorival Júnior tentou ser otimista.

Lucas Lima sentiu lesão aos 16 minutos do segundo. Após longo lançamento do zagueiro David Braz, o meia dominou e chutou para defesa de Sidão. No momento em que finalizou, atingido pela marcação, o meia santista acabou torcendo o tornozelo direito.

O atleta deixou o gramado chorando e foi substituído por Ronaldo Mendes, autor do gol do Santos. Na saída do estádio, de muletas, ele entrou rapidamente em um carro e preferiu não conceder entrevista. “Só deu uma torcida”, afirmou, em entrevista à ESPN Brasil, antes de entrar no veículo.

O segundo e decisivo confronto entre Santos e Audax pela final do Campeonato Paulista está marcado para as 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro. Lucas Lima deve passar por exames já na segunda-feira para saber o grau da lesão.

“Preocupa, é natural. Foi uma torção no momento da batida em gol e não teve como ficar em campo. Vamos acompanhá-lo ao longo da semana”, disse Dorival Júnior. Pouco depois, ele foi contundente: “Eu vou contar com o Lucas no último jogo, com certeza.”

No momento em que perdeu o meia, Dorival Júnior resolveu promover a entrada de Ronaldo Mendes, que empatou o jogo em um chute de longe após interceptar passe de Tchê Tchê. A despeito do possível desfalque de Lucas Lima, o técnico santista mantém a confiança.

“Minha preocupação é com meu adversário, e não com o rendimento do Santos. Não tenho dúvida que o rendimento do Santos será bom, mas nosso adversário é altamente qualificado e também tem possibilidades de fazer um resultado lá dentro, com certeza. Nada está definido” disse Dorival Júnior.

Jogando na Vila Belmiro, o Santos tem uma invencibilidade de 27 partidas, já que não perde desde o mês de julho do ano passado. Em caso de empate com o Audax na tarde do próximo domingo, o título do Campeonato Paulista será decidido em cobranças de pênaltis.

Diniz joga favoritismo para o Santos, mas vê time pronto para encarar a Vila

O técnico Fernando Diniz, assim como o seu time, não abre mão de um estilo para comentar as partidas: adotando um tom calmo e pensativo na hora de dar as entrevistas, ele elogiou bastante a partida disputada por Santos e Osasco Audax na tarde deste domingo, no estádio José Liberatti, em Osasco, pela primeira final do Campeonato Paulista. Para ele, o 1 a 1 veio com um gosto “amargo” por ter levado um gol aos 34 minutos do segundo tempo, mas nada que assuste para o segundo jogo, na Vila.

“Fica um gosto amargo, mas faz parte do jogo, da vida. O importante é continuar lutando, naquela hora era nossa melhor hora no jogo, mas bola para frente”, comentou o treinador, que assegurou não ter se surpreendido com o fato de os santistas evitarem a famosa “pressão alta” na saída de bola, como haviam feito São Paulo e Corinthians, nas quartas e semifinal da competição, respectivamente.

“A gente treinou para as duas situações, pressão alta, como foi na Vila (vitória santista por 2 a 1, no último jogo da fase de classificação), e para esse tipo de jogo que favorece o santos. Não entregamos nada ali atrás, lá no campo de ataque, se cometesse erro, a gente sofria. Não fomos surpreendidos, não”, observou o comandante.

Para Diniz, seus atletas não sentiram o peso de decidir o título da competição. Na sua avaliação, além das difíceis eliminatórias pelas quais tiveram de passar até a decisão, os jogadores já sabem o que esperar da Vila Belmiro por causa do bom desempenho obtido em Itaquera, diante do Corinthians. O rival tinha 100% de aproveitamento em 12 jogos disputados em casa na temporada, mas os visitantes conseguiram um empate por 2 a 2 no tempo normal e levaram a vaga nos pênaltis.

“O jogo contra o Corinthians já foi o melhor treino que a gente podia ter para encarar um estádio lotado como vai ser na Vila Belmiro. Qualquer cochilo que você der diante de times dessa qualidade é uma chance de gol iminente. O mais importante do jogo da Vila é estudar e entender bastante a qualidade e a característica do Santos jogando em casa”, analisou, deixando viva a possibilidade de levar o título.

“Pela tradição e pelos jogadores selecionáveis, é inevitável o favoritismo do Santos. Mas, quando duas equipes chegam na final, todo mundo tem chance de ganhar. Lá na Vila o Santos é praticamente imbatível há algum tempo, mas temos que ir lá procurar fazer nosso melhor jogo no ano”, encerrou.

Com o resultado de 1 a 1, o Audax precisa de uma vitória simples na Vila Belmiro, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), para conquistar seu primeiro Campeonato Paulista. Em caso de nova igualdade, por qualquer que seja o placar, a decisão irá para a disputa de pênaltis.

Santistas valorizam empate e apostam em força na Vila Belmiro

O gol marcado na condição de visitante na primeira final do Campeonato Paulista não garante qualquer vantagem para a decisão, mas os santistas valorizaram o empate por 1 a 1 com o Audax, alcançado em Osasco na tarde deste domingo. Confiantes, os alvinegros creem na força da Vila Belmiro.

“Seria importante vencer para ficar com uma vantagem maior, mas infelizmente não conseguimos. Agora, a vantagem que temos é decidir em casa e todos sabem da nossa força na Vila. Contamos com o apoio do torcedor para buscar mais um título e espero que estejamos em uma tarde feliz”, disse o zagueiro David Braz.

O Santos iniciou o jogo sem pressionar o adversário na marcação e foi amplamente superior durante o primeiro tempo. Ricardo Oliveira acertou a trave duas vezes na metade inicial, uma delas em cobrança de falta. Na etapa complementar, o centroavante teve nova chance de marcar.

“Todo o mundo queria sair daqui com a vitória, mas deu empate e foi justo. Levamos a decisão para a nossa casa e esperamos levantar o troféu lá dentro. Temos que trabalhar durante a semana e aproveitar a vantagem de decidir na Vila Belmiro”, disse Ricardo Oliveira.

O Santos defende uma série de 27 partidas sem derrota em seu estádio, já que não perde desde o mês de julho do ano passado. Levando em conta apenas jogos válidos pelo Campeonato Paulista, a última derrota na Vila Belmiro data de 2011, diante do Palmeiras.

“São dois jogos e não tem favorito. Agora, é vencer na Vila Belmiro, a gente tem essa força. Ganhamos a condição de jogar em casa e vamos usar isso a nosso favor. O estádio vai estar lotado e vamos partir para cima deles”, afirmou o jovem atacante Gabriel.

O segundo e decisivo confronto entre Santos e Audax está marcado para as 16 horas (de Brasília) do próximo domingo. Com uma torção no tornozelo direito, Lucas Lima foi substituído por Ronaldo Mendes durante o segundo tempo e pode desfalcar o time praiano.

Apesar da possível ausência do meia da Seleção Brasileira, Victor Ferraz mantém o otimismo. “Vamos jogar na Vila Belmiro com casa cheia e adoramos atuar assim. A torcida vai inflamar e a gente vai para cima na tentativa de ganhar o título”, afirmou o lateral.