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Vídeo: (1) Melhores momentos e (2) Repostagem Globo Esporte.

Santos 2 x 0 Universidad de Chile

Data: 26/09/2012, quarta-feira, 19h00.
Competição: Recopa Sul-Americana – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 23.876 presentes (22.388 pagantes).
Renda: R$ 651.890,00
Árbitro: Martín Vázquez (URU)
Auxiliares: Mauricio Espinosa e Miguel Nievas (ambos do URU).
Cartões amarelos: Adriano e Durval (S); Rojas, Martínez, Gonzalez e Lorenzetti (U).
Gols: Neymar (27-1); Bruno Rodrigo (15-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres (Éwerthon Páscoa), Bruno Rodrigo, Durval e Léo (Gérson Magrão); Adriano, Arouca, Felipe Anderson e Patito Rodríguez (Miralles); Neymar e André.
Técnico: Muricy Ramalho

UNIVERSIDAD DE CHILE
Jhonny Herrera; Acevedo (Paulo Magalhães), González, Rojas, Mena; Martínez, Rodríguez (Francisco Castro), Aránguiz (Marino) e Lorenzetti; Ubilla e Gutiérrez.
Técnico: Jorge Sampaoli



Santos bate La U, conquista inédita Recopa e volta a sorrir em seu centenário

Neymar perde pênalti, mas deixa sua marca e decide partida complicada contra time chileno

Em meio a um Campeonato Brasileiro decepcionante e vivendo dias turbulentos desde a saída de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo , o Santos arrumou novamente um motivo para sorrir no ano de seu centenário. Após conquistar o tricampeonato paulista no começo do ano, o time praiano venceu nesta quarta-feira a Universidad de Chile por 2 a 0 e faturou a Recopa Sul-Americana, disputada entre os campeões da Libertadores e da Copa Sul-Americana 2011. O título inédito é a sexta taça continental levantada pelo clube da Baixada, que agora vai aparecer na liderança do ranking da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) na próxima atualização.

Em um Pacaembu com temperatura congelante, mas com boa presença de público , o time de Muricy Ramalho começou o jogo sendo dominado pela equipe estrangeira, que esteve perto de marcar em várias ocasiões. Uma linda jogada entre Léo, André e Neymar, porém, terminou em gol do camisa 11, que ainda perdeu um pênalti no final do primeiro tempo. Na etapa complementar, porém, o zagueiro Bruno Rodrigo fez de cabeça aos 15min e tranquilizou o Santos e sua torcida, que comemoraram mais uma conquista internacional. Foi o 94° título da equipe praiana em sua história.

Sem tempo para comemorar muito, o Santos agora volta suas atenções para o Brasileirão, torneio no qual ocupa a modesta 11ª colocação. Na próxima rodada, o clube da Baixada viaja a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio, que briga por posições no topo da tabela. A partida está marcada para domingo, às 18h30 (horário de Brasília). A equipe praiana está 11 pontos atrás do Vasco, 4° colocado e último integrante do G4, que classifica para a próxima edição da Libertadores.

O jogo

Aos gritos de “vai pra cima deles, Neymar”, o craque do Santos começou o duelo dando susto logo nos primeiros segundos: ele bateu da meia-lua e por pouco não venceu Johnny Herrera. “La U”, porém, não se intimidou, e partiu para cima em seguida, exigindo saída arrojada de Rafael para salvar investida pelo meio da área. Com marcação por pressão, a equipe chilena impedia o toque de bola do Santos, deixando os atacantes Neymar e André isolados e tendo que voltar a para buscar a bola. Além de fechar os espaços, a equipe azul atacava com perigo, e por pouco não marcou com Martínez – por centímetros, o meia não alcançou um cruzamento perigoso. Depois, aos 13min, o time estrangeiro chegou novamente em boa tabela pela esquerda, mas a zaga afastou o perigo na pequena área.

Acuado, o Santos arriscava jogadas pelas pontas, com Neymar pela esquerda e Pato Rodríguez pela direita. Os chilenos, porém, seguiam marcando bem. Marcar Neymar, todavia, é tarefa complicada, e o craque apareceu aos 27min para abrir o placar: após Léo dar linda caneta na lateral e começar a jogada, o camisa 11 tocou para André, que fez o pivô e devolveu na medida para o parceiro de ataque tocar fora do alcance de Johnny Herrera e fazer o Pacaembu explodir de alegria. Minutos depois, “La U” tentou empate com cruzamento perigoso, mas quase levou mais um em rápido contra-ataque puxado por Felipe Anderson. A finalização do meia não entrou por centímetros.

Quando o Santos parecia satisfeito em levar o 1 a 0 para o intervalo, Neymar, sempre ele, apareceu de maneira decisiva novamente. Ele recebeu pela direita, completamente livre, e entortou o zagueiro Rojas, que passou uma rapa: pênalti. Na cobrança, porém, bateu muito mal, e Johnny Herrera espalmou sem dar rebote, encerrando a etapa inicial.

A defesa do pênalti pareceu motivar a Universidad de Chile, que voltou dos vestiários disposta a igualar o placar. Atacando pelas avenidas deixadas por Léo e Bruno Peres nas laterais do Santos, a equipe azul cruzava com insistência na área, com Bruno Rodrigo e Durval tendo que se desdobrar para afastar. Bem na defesa, Bruno Rodrigo ainda arrumou tempo para ir ao ataque e ampliar o placar no Pacaembu: aos 15min, após levantemento perfeito de Felipe Anderson, o zagueiro cabeceou no canto de Johnny Herrera, que ficou estático.

Após sofrer mais um gol, o ímpeto de “La U” finalmente esfriou, e o Santos passou a controlar o duelo com tranquilidade. Mesmo com mais espaço, porém, o time do técnico Muricy Ramalho não criou mais chances claras de gols, mas via sua zaga segurar com tranquilidade as investidas do adversário. Com o 2 a 0 no placar, bastou, então, tocar a bola e assitir as tentativas de dribles de Neymar, que infernizava a vida do lateral esquerdo Mena com cortes e pedaladas. Ao apito final, festa alvinegra no Pacaembu, e finalmente um novo motivo para sorrir no conturbado centenário santista.

Bastidores – Santos TV:

Neymar dá volta olímpica sozinho, minimiza faixa de capitão e vibra: ‘A gente dá trabalho’

Neymar é o grande diferencial do Santos atualmente. Nesta quarta-feira, não foi diferente. Com a faixa de capitão no braço, Neymar fez um gol e comandou a vitória santista por 2 a 0 sobre a Universidad de Chile, que garantiu ao time paulista o troféu da Recopa Sul-Americana. Segundo revelou o técnico Muricy Ramalho, o próprio Neymar pediu para ser o capitão da equipe no duelo. Mesmo assim, o jovem jogador minimizou o fato.

“Já fui (capitão) outras vezes. Não faz diferença. Independente do capitão, todo o time tem que conversar em campo. (A faixa) Serve mais para tirar a moedinha (antes do jogo). Não é que sou um capitão bonzinho, só tento ajudar todo mundo. É uma emoção muito grande levantar a taça, fico feliz, é um sonho que tenho desde pequeno. É um clube que eu amo, e hoje estar sendo o capitão é muito importante”, disse Neymar.

Após o término da partida, uma cena curiosa foi vista no Pacaembu. Neymar, durante muito tempo, deu a volta olímpica sozinho, saudando os torcedores santistas nas arquibancadas. E o jogador comemorou bastante o título alcançado nesta quarta-feira.

“Estou muito feliz, é mais um título. Só tenho que agradecer a todos que torceram. Muita gente não dá valor (para a Recopa), mas para quem está disputando vale muito, e pra quem não tinha, hoje temos o título”, vibrou Neymar, contente com a média de títulos do Santos dos últimos anos.

“A gente dá um pouco de trabalho para todo mundo. É o terceiro ano seguido que a gente consegue essa média (de duas taças por ano), e está todo mundo de parabéns”, completou Neymar.

No duelo desta quarta-feira, o placar a favor do Santos só não foi mais elástico porque Neymar desperdiçou uma penalidade no fim da primeira etapa. O jogador, por sinal, também perdeu um pênalti no jogo de ida, no Chile, que acabou empatado em 0 a 0. Por isso, Neymar brincou com o goleiro Johnny Herrera ao fim da partida. Nesta quarta, o ex-arqueiro do Corinthians defendeu a batida de Neymar.

“Falei para o goleiro: ainda vou fazer um gol de pênalti em você. Ele deu risada”, contou Neymar, que ainda dedicou o título da Recopa ao amigo Paulo Henrique Ganso, que se transferiu recentemente para o rival São Paulo.

“Agora não tem que ficar chorando o leite derramado. Ele está feliz. Desejo tudo de bom para ele. Paulinho: você faz parte disso, porque jogou a primeira final”, disse Neymar.

Universidad de Chile 0 x 0 Santos

Data: 22/08/2012, quarta-feira, 22h00 (Horário de Brasília).
Competição: Recopa Sul-Americana – Final – Jogo de Ida
Local: Estádio Nacional, em Santiago, Chile.
Árbitro: Nelson Pitana (ARG).
Auxiliares: Ricardo Casas e Hernán Maidana (ambos da ARG).
Cartões amarelos: Roberto Cereceda e Gustavo Lorenzetti (U); Arouca e Ganso (S).

UNIVERSIDAD DE CHILE
Johnny Herrera; Albert Acevedo, Roberto Cereceda, José Rojas e Eugenio Mena; Matías Rodríguez (Christian Bravo), Sebastián Martínez, Charles Aránguiz e Guillermo Marino (Ezequiel Videla); Enzo Gutiérrez e Gustavo Lorenzetti.
Técnico:Jorge Sampaoli

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Patito Rodríguez (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho



Neymar erra pênalti e Santos empata com a La U na final da Recopa Sul-Americana

Agora, na partida de volta, dia 26 de setembro, no Pacaembu, o time brasileiro precisa conquistar uma vitória simples para conquistar o título

Pela segunda partida seguida, o Santos foi beneficiado pela arbitragem. Porém, diferentemente do clássico contra o Corinthians, o time da Vila Belmiro não conquistou a vitória. Nesta quarta-feira, pela final da Recopa Sul-Americana, a equipe de Muricy Ramalho empatou com a Universidad do Chile por 0 a 0, no estádio Nacional, em Santiago.

No começo do primeiro tempo, Neymar criou uma linda jogada, sofreu falta fora da área e o árbitro marcou o pênalti. Na cobrança, o craque santista escorregou e isolou a bola por cima do gol defendido por Johnny Herrera.

De qualquer forma, apesar da infelicidade do camisa 11, o resultado não foi ruim para a equipe brasileira. Agora, na partida de volta, dia 26 de setembro, o Santos precisa de uma vitória simples para conquistar o caneco do torneio que reúne os campeões da Copa Libertadores da América e Sul-Americana do ano passado.

O jogo

Debaixo de chuva e muito frio, o Santos começou melhor na partida e quase abriu o placar logo aos oito minutos. Neymar recebeu ótimo lançamento de Paulo Henrique Ganso e driblou o goleiro Johnny Herrera. Porém, na hora de marcar o gol, o atacante se atrapalhou com a bola e a defesa chilena afastou o perigo.

Dominando o jogo, o time da Vila Belmiro criou outra chance clara aos 14 minutos. Em rápido contra-ataque, Neymar foi acionado por Patito Rodríguez e cruzou na medida para Ganso. O camisa 10 dominou com estilo na entrada da área, limpou a marcação e chutou por cima do gol.

Dois minutos depois, em bela jogada individual, Neymar passou pela marcação de Cereceda e Martínez e sofreu falta fora da área. No entanto, o árbitro resolveu dar uma força para o time brasileiro e marcou o pênalti. Na cobrança, Neymar escorregou e isolou a bola.

Após o susto, o time chileno acertou a marcação e conseguiu equilibrar a partida. Aos 37 minutos, na melhor chance do time da casa no primeiro tempo, Aránguiz soltou a bomba, a bola desviou em Druval e tirou tinta da trave do goleiro Rafael.

No segundo tempo, a La U foi com tudo para o ataque e por pouco não tirou o zero do placar aos cinco minutos. Mena escapou pela esquerda e levantou na área para Gutiérrez. O atacante testou com estilo, mas a bola caiu na rede por cima do gol.

Preocupado com o melhor momento do time adversário, o técnico Muricy Ramalho resolveu mexer na equipe da Vila Belmiro. Aos 19 minutos, ele sacou André para a entrada do atacante Miralles.

Com as duas equipes errando muitos passes a partida ficou sem emoção até os 35 minutos, quando o time chileno sofreu falta quase na entrada da área de Rafael. Porém, na cobrança, Aránguiz chutou por cima do gol.

No fim do jogo, aos 43 minutos, Neymar recebeu passe de Felipe Anderson e, mesmo sem ângulo, o atacante chutou por cobertura. A bola bateu no travessão, assustando o goleiro Johnny Herrera.

Bastidores:

Neymar lamenta escorregão em pênalti perdido: “Isso é do futebol”

Atacante perdeu um pênalti no primeiro tempo e Santos empatou com a La U por 0 a 0

Principal esperança do Santos para ajudar a equipe a conquistar o título da Recopa Sul-americana, Neymar teve a melhor chance para dar a vitória ao time da Vila Belmiro diante da Universidad do Chile, na noite desta quarta-feira, no Estádio Nacional de Santiago. Mas o atacante desperdiçou uma cobrança de pênalti, aos 18 minutos do primeiro tempo. O camisa 11 escorregou na hora de chutar e mandou a bola por cima do gol de Johnny Herrera.

“Choveu muito e o gramado estava escorregando. No pênalti foi isso o que aconteceu. É do futebol”, lamentou Neymar, chateado pelo fato de ter perdido a chance de dar a vitória ao seu time.

Indagado sobre o resultado da partida, o craque alvinegro, que ainda acertou o travessão de Herrera aos 43 minutos do segundo tempo, evitou classificar o empate como positivo para o Santos. “Tivemos a grande chance de sairmos vitoriosos no pênalti, mas ficamos no empate. Acontece. Agora vamos buscar o título no Pacaembu”, comentou.

Vale destacar que o duelo de volta envolvendo Santos e La U está agendado para o dia 26 de setembro, no Pacaembu. Novo empate em São Paulo leva o jogo para prorrogação e pênaltis, isto porque não há critério de gol fora de casa para definir o campeão da Recopa.

Ganso nega acerto com o São Paulo e diz que espera disputar título da Recopa

Camisa 10 comentou que pretende conquistar mais um caneco pela equipe da Vila Belmiro

Após o empate sem gols do Santos contra a Universidad do Chile, nesta quarta-feira, em Santiago, o meia Paulo Henrique Ganso negou que esteja acertado com o São Paulo. De quebra, o camisa 10 disse que pretende jogar a partida de volta da decisão da Recopa Sul-Americana, dia 26 de setembro, no Pacaembu.

“Estou jogando pelo Santos, bem tranquilo e com a cabeça boa. Espero que continue assim. Quero estar presente na final e conquistar mais um título pelo Santos”, disse Ganso, na saída do gramado, em entrevista ao Fox Sport.

“São apenas sondagens. Fico feliz de saber que grandes clubes estão interessados no meu futebol, mas o presidente falou que não estou à venda. É bom saber a posição dele”, acrescentou.

Após explicar sua situação, o craque analisou o empate contra o time chileno. Agora, na partida de volta, o Santos precisa de uma vitória simples para garantir o caneco do torneio que reúne os campeões da Copa Libertadores da América e Sul-Americana do ano passado.

“As melhore chances foram do Santos, a maioria no primeiro tempo. Comigo e o pênalti do Neymar. Tivemos muitas oportunidades, mas agora é buscar no Brasil. Precisamos vencer por 1 a 0 no Pacaembu”, comentou.

Estudiantes 3 x 1 Santos

Data: 04/12/1969, quinta-feira.
Competição: Recopa Sul-Americana 69
Local: Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, Argentina.
Renda: NCr$ 96.000,00 ou 5.697.400 pesos
Árbitro: Roberto Barreiro (ARG).
Gols: Verón (11-1), Manoel Maria (25-1) e Conigliaro (27-1); Verón (44-2).

ESTUDIANTES DE LA PLATA
Gabriel Flores; Rubén Pagnanini, Hugo Spadaro, Raúl Madero e Oscar Malbernat; Carlos Bilardo (Juan Echecopar), Néstor Togneri (Hugo Medina) e Daniel Romeo; Marcos Conigliaro, Camilo Aguilar e Juán Ramón Verón.
Técnico: Osvaldo Zubeldía

SANTOS
Agnaldo; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Manoel Maria, Luis Carlos Feijão, Pelé e Edu (Abel).
Técnico: Antoninho


Jogos inesquecíveis


Internazionale Milano 0 x 1 Santos

Data: 24/06/1969, terça-feira, 16h00 de Brasília.
Competição: Recopa Mundial Interclubes 68
Local: Estádio San Siro, em Milão, Itália.
Público: N/D
Renda: estimada em 200 mil dólares (NCr$ 800 mil)
Árbitro: Ortiz de Mendivil (ESP).
Gol: Toninho (11-2).

INTERNAZIONALE
Borbon; Burgnich, Guarnieri, Cella e Poli; Bedin e Mazzola; Jair da Costa, Domenghini, Corso e Vastola.
Técnico: Mario Neri

SANTOS
Cláudio (Laércio 14′), Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Edu, Pelé, Toninho e Abel.
Técnico: Antoninho



Santos vence a Inter em San Siro

O Santos precisou jogar apenas meio tempo para superar por apenas 1 a 0, porém, de maneira incontestável, a Internazionale em seus domínios, em Milão. O time brasileiro fez o gol da vitória aos 11′, quando o goleiro italiano Borbon não conseguiu segurar potente chute de Pelé em cobrança de falta e soltou a bola para o oportunista Toninho concluir.

As duas equipes fizeram um jogo trancado e praticamente idêntico na primeira etapa, jogando com apenas dois atacantes efetivos. Pelo Santos, somente Edu e Pelé é que tentaram realmente atacar. Toninho, neutralizado plos adversários no meio-de-campo, não conseguiu jogar de forma eficiente naquele setor. E como Clodoaldo e Negreiros tiveram preocupações defensivas, nada restou a Pelé e Edu senão se baterem, inutilmente, contra a defesa adversária.

Como não poderia deixar de ser, Pelé foi o mais marcado, dificilmente conseguiu escapar do esquema armado pelos italianos para contê-lo: primeiro o médio Bedin, que lhe deu combate inicial e depois a cobertura do marcador eventual “líbero” Cella.

A Inter enfrentava os mesmos problemas que os santistas e procurou explorar mais os contra-ataques, afim de aproveitar a velocidade de Jair e Domenghini, pois, a exemplo dos brasileiros, os demais atacantes tratavam de guarnecer o meio de campo. Disso tudo resultou apenas a impressão de um jogo mais eficiente do Santos, porém menos perigoso que os contra-ataques italianos. Num deles Mazzola chocou-se com Djalma Dias, aos 20 minutos e Vastola apanhoua a rebatida e atirou no poste. Enfim, o primeiro tempo terminou equilibrado e não se pode prever como se desenvolveria o segundo.

A segunda etapa

O Santos melhorou desde o início da segunda etapa, quando Pelé deslocou-se para o lado direito a fim de evitar a marcação de Bedin; Toninho avançou com decisão e marcou o gol; Abel e Edu alternaram-se nas duas pontas e aí surgiu o melhor período do jogo.

Aos 13′, dois minutos após abrir o marcador, o Santos foi prejudicado pelo juiz, quando Pelé, o condutor da reação santista, foi derrubado na área poor Cella, sem que se marcasse o penal.

O Santos dominou a partida e se impôs até os 30′ da segunda etapa, quando passou a prender a bola e correu alguns riscos, porque a Internazionale, para tentar empatar, copiou o seu esquema: avançou com os seus quatro atacantes e até com Bedin e outros defensores. Os italianos porém não se livraram dos contra-ataques santistas. Mas quem perdeu mesmo a grande oportunidade foi o time italiano, faltando um minuto para o fim da partida. Bedin e Mazzola tramaram até que a bola fosse a Burgnich, que com um forte chute atigiu a trave.

Laércio e todos os zagueiros na defesa; Clodoaldo no meio de campo e Toninho e Edu foram os melhores jogadores santistas; e pelo trabalho na segunda etapa Pelé foi o melhor da partida. No time italiano destacaram-se Bordon, Guarnieri, Bedin, Mazzola, Jair e Corso.

Desempate

Esta foi a sétima vez em que Santos e Inter se enfrentaram. Nos embates anteriores cada um vencera três vezes.

Pelé não sai

Pelé disse antes do jogo de ontem que por enquanto não pensa em deixar o Santos e o futebol brasileiro para jogar no exterior. O jogador admitiu, porém, que recebera realmente uma oferta de um milionário mexicano. O empresário Gerardo Sanella, dias antes, garantira que Pelé poderia jogar na Itália em defesa do Milan, Juventus ou Internazionale, na próxima temporada.

Pelé adiantou que “se quisesse abandonar o futebol brasileiro, o teria feito há três ou quatro anos, quando clubes italianos e o Real Madrid me fizeram boas propostas. No momento não estou pensando em sair do Brasil, muito embora as propostas sejam tentadoras.”

Vídeo não disponível.


Data: 22/05/1969
Competição: Supercopa Sul-Americana 1968
Local: Estádio Presidente Perón, em Avellaneda, Argentina.
Público: N/D
Renda: N/D
Árbitro: Armando César Coelho (Brasil)
Gols: Alfio Basile (12′ contra) e Machado da Silva (44′).

RACING CLUB
Rubén A. Guibaudo; Cardozo, Perfumo, Basile (Chabay 70′), Rubén Díaz, Aguirre, Marcos Zarich, Conrado Rabbito, Lamelza, Machado da Silva, Cárdenas.
Técnico: Juan José Pizzuti.

PEÑAROL
Mazurkiewicz; Forlán, Figueroa, Varela e Caetano; Matosas, Pedro Rocha, Nilo Acuña (Cortés 60′); F. Onega, Spencer e Joya.
Técnico: Ernesto Ledesma.