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Bangu 1 x 1 Santos

Data: 14/04/2002
Competição: Torneio Rio SP
Local: estádio Proletário Guilherme Silveira, em Moça Bonita, RJ.
Público e renda: N/D
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Gols: Renatinho (12-1) e Robert (23-1).
Cartões amarelos: Rogério, Zada e Odvan

BANGU
Eduardo; Wellington, Cléberson, Rogério e Marquinhos; Hélder, Bruno Lazaroni, Renatinho e Zada; Bruno Suzano e Jefferson
Técnico: Miguel Ferreira

SANTOS
Fábio Costa; Odvan, André Luís e Preto; Valdir, Marcelo Silva, Renato, Diego (Willian) e Leandro (Esquerdinha); Robert e Douglas (Robinho)
Técnico: Celso Roth



Santos empata com o Bangu e fica sem presente de aniversário

No dia em que completou 90 anos de existência, o Santos não poderia ter um domingo mais melancólico. A equipe da Baixada ficou no 1 a 1 com o Bangu, em Moça Bonita, não conseguiu a classificação para as semifinais do Torneio Rio-São Paulo e nem sequer a vaga para a Copa dos Campeões.

O time comandado por Celso Roth terminou o interestadual na modesta nona colocação, com 23 pontos em 15 jogos. Se vencesse hoje, estaria garantido na competição que garante ao vencedor vaga na Taça Libertadores. Os cariocas terminaram em penúltimo, com oito, e ficaram à frente apenas do rebaixado América, que acabou com sete pontos.

O Bangu abriu o placar na tarde de hoje logo aos 12min, com um belo gol de Renatinho. Aos 23min, Robert perdeu um pênalti, mas aproveitou o rebote do goleiro Eduardo e empatou.

Agora o Santos só volta a disputar uma competição no segundo semestre, quando participará do Campeonato Brasileiro, com início em agosto. A permanência de Celso Roth não está definida. O trabalho do técnico não está agradando a torcida.

Roth creditou a desclassifição ao fao de a equipe ter deixado de vencer algumas partidas, levando gols nos minutos finais. foi assim contra o Vasco, no Rio, quando sofreu o empate nos acréscimos.

O técnico considera que seu trabalho teve proveito, principalmente pelo lançamento de atletas como Diego, William e Douglas.

O clube corre o risco de perder alguns jogadores. O lateral Léo, por exemplo, terá seu contrato encerrado em julho e poderá se transferir para o futebol europeu, e Diego já disperta o interesse do Milan.

Santos 3 x 2 São Paulo

Data: 07/04/2002
Competição: Torneio Rio SP
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.762
Renda: R$ 89.620,00
Árbitro: Romildo Correa (SP)
Cartões amarelos: Reginaldo, Reinaldo, Kaká e Belletti (SP); Léo, Odvan e Renato (S).
Gols: Marcelo Silva (06-1), Michel (37-1); Reginaldo (13-2), França (25-2) e Preto (46-2).

SANTOS
Fábio Costa; Preto, Odvan e André Luis; Michel (Wellington), Marcelo Silva, Renato, Esquerdinha (Willian) e Léo; Diego e Douglas (Robinho).
Técnico: Celso Roth

SÃO PAULO
Rogério; Gabriel (Belletti), Reginaldo, Jean e Gustavo Nery; Maldonado (Júlio Batista), Fábio Simplício, Souza e Kaká (Lúcio Flávio); França e Reinaldo.
Técnico: Nelsinho Baptista



Santos vence e segue com chances; São Paulo se complica

Com um gol de Preto de cabeça, aos 46min do segundo tempo, o Santos bateu por 3 a 2 o São Paulo, em clássico muito disputado na Vila Belmiro e segue com chances matemáticas de classificação à semifinal do Rio-São Paulo.

Com a vitória, o time santista passa a somar 22 pontos ganhos, contra 24 de Fluminense e Vasco, terceiro e quarto colocados, respectivamente, e 23 do São Paulo, agora no quinto lugar e fora da zona de classificação.

O time do Morumbi agora não depende apenas de si para conquistar a vaga. Precisa vencer o seu jogo contra o Americano e torcer por um tropeço de Fluminense ou Vasco. Pior: foi a sua terceira derrota em clássicos no Rio-SP. Antes, havia perdido para o Palmeiras por 4 a 2, e para o Corinthians, por 3 a 1.

Marcelo Silva, Michel e Preto fizeram os gols dos santistas. Reginaldo e França descontaram.

No primeiro tempo, o São Paulo não conseguiu fugir à forte marcação exercida pelos jogadores santistas. Sem espaço para tocar a bola, os são-paulinos começaram a se irritar e a cometer faltas duras para conter os velozes contra-ataques do adversário.

A tática de explorar a irritação dos torcedores santistas, que costumam vaiar quando o time da casa enfrenta dificuldades em campo, acabou não dando certo, pois o gol do Santos saiu logo no início da partida.

Aos 6min, Diego bateu falta pela direita e cruzou na área. Marcelo Silva, mesmo marcado por Gustavo Nery, conseguiu cabecear e mandou no canto esquerdo baixo da meta de Rogério Ceni.

A equipe santista continuou melhor e criou algumas boas chances para ampliar depois de velozes contra-ataques. Aos 29min, o goleiro são-paulino fez defesa espetacular em cabeçada à queima-roupa de Douglas, totalmente livre na área.

Aos 37min, o lateral Michel arriscou um chute da intermediária e levou sorte. A bola desviou em Jean e entrou no ângulo superior direito de Rogério Ceni, que não teve chances de defesa.

Já na etapa complementar, o São Paulo beneficiou-se com a entrada de Julio Batista no ataque no lugar de Maldonado e com o cansaço dos santistas, que não conseguiram repetir a forte marcação do primeiro tempo e passaram a dar espaços à equipe adversária.

Depois de várias oportunidades seguidas, Souza bateu escanteio e Reginaldo subiu para cabecear, diminuindo o marcador, aos 13min: 2 a 1. Aos 25min, depois de mais um escanteio batido, França, do lado oposto da área, ajeitou no peito e fuzilou, sem chances de defesa para Fábio Costa, deixando tudo igual.

O São Paulo continuou pressionando, mas falhou nas finalizações. Para piorar, sofreu um duro castigo nos acréscimos da partida. Aos 46min, Diego bateu falta e Preto desviou de cabeça, encobrindo o goleiro Rogério Ceni e fazendo 3 a 2, para delírio da torcida santista.

Data: 30/03/2002
Competição: Torneio Rio SP
Local: estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Leonardo Gaciba (RS)
Gol: Douglas (05-1) e Romário (45-2).
Cartões amarelos: Donizete e Euller (V); André Luís, Michel, Odvan, Douglas e Diego (S).
Cartões vermelhos: Robert (S) e Alex Oliveira (V)

VASCO
Hélton ; Leonardo, João Carlos e Alex Oliveira; Jamir (Rodrigo), Donizete Oliveira (Ely Thadeu), André Leone, Léo Lima (André) e Felipe; Euller e Romário
Técnico: Evaristo de Macedo

SANTOS
Fábio Costa; Odvan, Preto e André Luís; Michel (Esquerdinha), Marcelo Silva, Renato, Diego (Paulo Almeida) e Léo ; Douglas (William) e Robert
Técnico: Celso Roth



Romário salva Vasco da derrota para o Santos ao marcar no final

No último minuto, Romário salvou o Vasco de uma derrota para o Santos em pleno São Januário, no Rio. Sob um calor de 35ºC, os dois times empataram em 1 a 1, gols de Douglas, logo aos cinco minutos do primeiro tempo, e de Romário, aos 45min do segundo, pelo torneio Rio-São Paulo.

Com o empate, o time santista passa a somar 19 pontos ganhos, chegando à nona colocação na classificação, mas reduzindo muito suas chances de ir à semifinal. O Vasco, que não vence há cinco jogos, agora tem 21 e ainda na briga por uma das quatro vagas.

Devido ao forte calor, os dois times iniciaram a etapa inicial procurando tocar a bola e cadenciando o ritmo da partida. O Santos teve apenas duas chances no primeiro tempo. Em uma delas, conseguiu marcar. Michel desceu pela direita e cruzou na medida para a conclusão de primeira de Douglas.

O Vasco, por sua vez, só teve uma boa oportunidade. Aos 10min, Léo Lima recebeu de Felipe, driblou seu marcador na área e soltou uma bomba, que explodiu no travessão e saiu pela linha de fundo.

No início da etapa complementar, os paulistas perderam o meia e atacante Robert, que fez duas faltas violentas seguidas e acabou expulso de campo. Em vantagem numérica, a equipe vascaína pressionou em busca do empate, mas sem muita objetividade.

Romário, João Carlos e André, que entrou no segundo tempo, desperdiçaram as melhores chances para empatar. Aos 30min, no entanto, o time de São Januário também perdeu um jogador expulso -Alex Oliveira deu pontapé em Michel e recebeu corretamente o vermelho.

A partir daí, a partida voltou a ficar equilibrada. No lance mais emocionante, William arrancou de sua intermediária defensiva, ganhou na corrida de um marcador e, ao tentar o drible no goleiro vascaíno, permitiu que a bola ficasse com Hélton.

No último minuto, Romário empatou em um lance de sorte e oportunismo. Euller escapou pela esquerda e cruzou rasteiro. Fábio Costa, ao tentar cortar, desviou fraco para a pequena área e o artilheiro vascaíno, que não marcava há dois jogos, tocou para o gol escancarado.

Santos 2 x 0 Guarani

Data: 24/03/2002
Competição: Torneio Rio SP
Local: estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 1.099 pagantes
Renda: R$ 7.515
Árbitro: Anselmo da Costa (SP)
Cartões amarelos: Robert, Preto, Diego e Valdir (S); Guilherme, Sangaletti e Edu Dracena (G).
Gols: Robert (18-1) e Robert (32-2).

SANTOS
Fábio Costa; Valdir (Esquerdinha), André Luís, Odvan e Léo; Marcelo Silva, Renato, Wellington (Preto) e Diego; Robert (Robinho) e Douglas.
Técnico: Celso Roth

GUARANI
César; Gustavo, Edu Dracena e Aderaldo; Luciano, Sangaletti, Alexandre (Guilherme), Dudu e Jadílson; Rafael Silva e Zé Afonso (Léo).
Técnico: Zé Mário



Vitória sobre o Guarani dá sobrevida ao Santos e a Celso Roth

Depois de exato um mês, o Santos reencontrou-se neste domingo com a vitória. A equipe da Baixada derrotou o Guarani, por 2 a 0, na Vila Belmiro, resultado que manteve as chances matemáticas de classificação às semifinais do Torneio Rio-São Paulo e deu sobrevida também ao técnico Celso Roth.

Apesar de ter jogado um futebol bem longe do ideal, a equipe litorânea conquistou os três pontos graças ao talento de Robert, que marcou dois belos gols. Quando a diferença ainda era pela contagem mínima, os visitantes pressionaram bastante, mas não alcançaram o empate e se complicaram no interestadual.

Com a vitória, o Santos chegou aos 18 pontos, dois a menos que Botafogo, Vasco e Etti Jundiaí, que dividem a quarta posição (apenas os quatro primeiros avançam à próxima fase. O Guarani se manteve com 16 pontos e caiu da oitava para a 11ª colocação).

O primeiro gol saiu logo aos 18min. Robert chutou forte da entrada da área e a bola entrou no ângulo direito do goleiro César. O meia voltou a marcar na segunda etapa. Ele recebeu passe de Diego e bateu colocado, fazendo outro belo gol.

O Santos volta a jogar no próximo sábado, contra o Vasco, em São Januário. Depois, a equipe enfrenta o São Paulo, em local ainda não definido, e encerra a participação na primeira fase contra o Bangu, no Rio. Segundo os cálculos de Roth, o time precisa vencer todos esses próximos compromissos para chegar aos 27 pontos e sonhar com a quarta vaga.

Santos 1 x 2 Etti Jundiaí

Data: 20/03/2002, quarta-feira, 21h00.
Competição: Torneio Rio SP
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 2.859 pagantes
Renda: R$ 20.725,00
Árbitro: Edílson Pereira de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: André Luís e Preto (S); Jean Carlos e Léo (EJ).
Gols: Jean Carlos (24-1) e Diego (32-1); Marcinho (31-2).

SANTOS
Fábio Costa; Michel (Douglas), Preto, André Luís e Léo; Marcelo Silva, Renato (Wellington), Diego e Esquerdinha; Robert e Oséas (William).
Técnico: Celso Roth

ETTI JUNDIAÍ
Artur; Maurinho, Thiago, Márcio Santos e Fábio Vidal; Fábio Gomes, Léo, Cléber (Tomaz) e Marcinho; Nenê (Dedimar) e Jean Carlos (Wallace).
Técnico: Giba.



Pálido, Santos perde em casa e já está ameaçado de rebaixamento

Em mais uma exibição pálida no Torneio Rio-São Paulo, o Santos perdeu para o Etti Jundiaí por 2 a 1, na Vila Belmiro, e começou a ficar ameaçado de rebaixamento. O clube está com 15 pontos, apenas um a mais que Lusa e Ponte Preta, os dois piores paulistas. O pior será excluído da competição no próximo ano.

O primeiro tempo foi truncado e sem grandes emoções. Os times preferiram recorrer a faltas (foram 23 ao todo, 14 apenas do Santos) para barrar o avanço do adversário.

O time de Jundiaí, com mais vontade e melhor posicionamento, foi aos poucos assumindo o controle do jogo favorecido pelo nervosismo santista, que deixou a defesa em busca do primeiro gol.

Num contra-ataque, aos 24min, Maurinho fez todo o serviço e apenas tocou para Jean Carlos bater na saída de Fábio Costa e abrir o placar.

Muito antes disso, com pouco mais de dez minutos jogados, a torcida do Santos já havia perdido a paciência com Oséas e pedido William. Com a desvantagem no placar, os protestos aumentaram.

De fato, Oséas pouco acrescentou ao ataque da equipe do litoral. Não fosse a presença de Diego, o time pouco teria feito. Foi o garoto (além de Robert) que protagonizou as melhores jogadas dos 45 minutos iniciais.

E, numa cobrança de falta, aos 32min, Diego bateu com força e o goleiro Arthur nem viu por onde a bola passou.

O Jundiaí se manteve firme no propósito de manter os jogadores do Santos longe da área. Graças a isso, o que se viu foi um festival de chutes inócuos e de longa distância, insuficientes para nova mudança no placar.

O técnico Celso Roth, atendendo aos insistentes pedidos da torcida, tirou Oséas para colocar Willian no segundo tempo. A chuva forte, entretanto, prejudicou a intenção do treinador, já que o toque de bola não era a melhor alternativa.

A falta de criatividade do Santos era evidente, se bem que o rival (se aproveitando do gramado encharcado) despachou boa parte das bolas próximas à área com chutões. A partida já estava dando sono. Enquanto isso, entraram Wellington e Douglas, mas para nada.

Na única vez em que se arriscou no ataque, o Jundiaí desempatou: aos 31min, a bola sobrou para Marcinho tocar no canto direito de Fábio Costa e fazer 2 a 1.

Sem condição de organizar uma única jogada, o Santos partiu para o ataque na base do desespero, assim como havia acontecido na etapa inicial. A torcida, sempre descontente, gritava “olé” a cada toque do clube do interior.

Era o cenário ideal e costumeiro para mais um fracasso do eternamente ameaçado Celso Roth e seu nada empolgante Santos. O time chegou ao sexto jogo sem vencer e ficou mais distante da próxima fase do Rio SP. A PM teve de conter a torcida, que tentou agredir o presidente Marcelo Teixeira.