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Delfín-EQU 1 x 2 Santos

Data: 24/09/2020, quinta-feira, 23h00.
Competição: Copa Libertadores – Grupo G – 4ª rodada
Local: Estádio Jocay, em Manta, Equador.
Público: fechado devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Kevin Ortega (PER).
Auxiliares: Michael Orue e Jonny Bossio (ambos do PER).
Cartões amarelos: Cangá e Nazareno Valencia (D); Lucas Veríssimo e Marinho (S).
Cartão vermelho: Rodríguez (D).
Gols: Marinho (18-1); Rojas (29-2) e Jean Mota (36-2).

DELFÍN SC (EQU)
Corozo; Jonathan Gonzalez (Cifuente), Cangá, Carlos Rodriguez e Geovanny Nazareno; Charles Velez, João Ortiz, Villalva (Rojas) e Corozo; Garcés e Valencia (Benítez).
Técnico: Miguel Ángel Zahzú

SANTOS
João Paulo; Pará, Lucas Veríssimo (Alex Nascimento), Luan Peres e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Carlos Sánchez (Lucas Lourenço) e Arthur Gomes (Raniel); Marinho, Kaio Jorge (Jean Mota) e Soteldo.
Técnico: Cuca



Santos vence o Delfín e encaminha vaga nas oitavas da Libertadores

Com um a mais desde o primeiro tempo, o Santos venceu o Delfín por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, no Equador, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Peixe abriu o placar com Marinho, não aproveitou as chances criadas e sofreu na etapa final, quando o Delfín empatou com o Rojas. Só que o Alvinegro reagiu rápido e desempatou com Jean Mota.

O Santos segue líder do Grupo G, agora com 10 pontos e com vaga encaminhada nas oitavas de final, dependendo de um empate. O Defensa y Justicia tem seis, o Olimpia cinco e o Delfin segue na lanterna com um.

O jogo

O Santos dominou a etapa inicial do início ao fim. Teve 63% de posse de bola, criou as principais chances e só sofreu um pouco em contra-ataques.

Soteldo, que havia tentado duas vezes, conseguiu a assistência na terceira boa jogada pela esquerda. Ele cruzou na cabeça de Marinho no segundo pau. 1 a 0 para o Peixe aos 18 minutos.

O Alvinegro seguiu em cima, mas o goleiro Corozo pouco trabalhou. A situação ficou mais tranquila quando Rodríguez recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso com 40 jogados.

O Santos quase ampliou aos cinco minutos. Felipe Jonatan cruzou, a bola passou por todo mundo e chegou em Marinho. O camisa 11, sozinho, exagerou na força.

Aos 10, o Delfín respondeu. Valencia cruzou na segunda trave, Corozo cabeceou no segundo pau. A bola passou perto da trave direita do goleiro João Paulo.

O Santos não aproveitou os espaços, diminuiu o ritmo e levou o empate de uma equipe inferior tecnicamente e com um a menos em campo.

No minuto 29, Corozo fez jogada individual, ganhou o bate-rebate e a bola sobrou limpa para Rojas empurrar para o fundo das redes. 1 a 1 em Manta.

O Peixe acordou e conseguiu o desempate aos 36 minutos jogados, quando Raniel fez boa jogada pela direita e Jean Mota, segundos depois de entrar, finalizou no segundo pau. 2 a 1.

Nos minutos finais, o Alvinegro administrou a vitória e agora tem vaga encaminhada nas oitavas de final da Libertadores da América.

Bastidores – Santos TV:

Cuca valoriza vitória do Santos no Equador, mas diz: “Não precisávamos sofrer”

Cuca valorizou a vitória do Santos sobre o Delfín no Equador, mas lamentou o susto no segundo tempo da partida válida pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Peixe controlou o jogo desde o primeiro minuto, abriu o placar com Marinho e ficou com um a menos ainda na etapa inicial. Nos 45 minutos finais, porém, não aproveitou as chances, sofreu o empate com Rojas e reagiu depois do susto. Jean Mota desempatou.

“Importante de hoje é a vitória. Jogo muito bem jogado dentro do possível, mas poderíamos ter aproveitado as chances. Não precisávamos sofrer”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Tivemos que mexer, coloquei dois meias, Jean Mota e Lucas Lourenço. Entraram bem. Jean no primeiro toque fez o gol da vitória”, completou.

O Santos segue líder do Grupo G, agora com 10 pontos e com vaga encaminhada nas oitavas de final, dependendo de um empate. O Defensa y Justicia tem seis, o Olimpia cinco e o Delfin segue na lanterna com um.

Na próxima rodada, o Peixe visitará o Olimpia, quinta, no Paraguai. O Delfin, eliminado, jogará novamente em casa contra o Defensa y Justicia.

Marinho valoriza “família” do Santos após vitória no Equador: “Feliz por tudo”

Um dos destaques do jogo, Marinho valorizou a vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Delfín na noite desta quinta-feira, no Equador, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O camisa 11 fez o primeiro gol. Jean Mota desempatou após o susto do Delfín. Com os três pontos, o Peixe lidera o Grupo G, com 10, e fica a um empate da classificação às oitavas de final. O Alvinegro ainda enfrentará Olímpia (no Paraguai) e Defensa y Justicia (na Vila Belmiro).

“É uma família incrível, um grupo fantástico. Glória a Deus pela grande partida. Feliz por tudo”, disse Marinho, em entrevista para a Conmebol.

“Grande jogada do Soteldo. Eu, como oportunista, estava no lugar certo e pude fazer o gol. Agora teremos mais um jogo difícil (Olimpia). Temos que desfrutar essa vitória de hoje e pensar jogo a jogo”, completou o atacante.

Jean Mota, do Santos, faz um gol após 15 meses e diz: “Me dá confiança para prosseguir”

Jean Mota foi o herói da vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Delfín na última quinta-feira, no Equador, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O meia entrou aos 35 minutos do segundo tempo e, segundos depois, apareceu no segundo pau para aproveitar cruzamento de Raniel e desempatar.

“Sabíamos que seria difícil. Tínhamos que igualar na vontade. Tivemos chances, não matamos, mas não deixamos de nos doar. Ponto forte dessa equipe é a vontade e união de todos. Por isso conquistamos esses três pontos”, disse Jean.

“Todos são importantes. Elenco forte, eu busco meu espaço em todos os jogos. É um gol que me dá confiança para prosseguir. Temos muitos jogos e terei outras oportunidades. Campeonato é longo, mais de uma competição”, completou.

Jean Mota foi alvo do Bahia, mas a negociação não avançou.

“Sempre declarei que queria ficar. Tenho mais dois anos de contrato. Sempre há especulações, mas sou jogador do Santos e vou honrar a camisa. Se não contarem mais comigo, vou seguir meu caminho. Mas enquanto tiver contrato, vou honrar”, concluiu.

Cuca vê Kaio Jorge polivalente no Santos: “Sabe fazer um 8 ou 10”

Cuca vê Kaio Jorge capaz de desempenhar mais de uma função no Santos. O jogador de 18 anos é centroavante desde as categorias de base.

Kaio foi titular na vitória por 2 a 1 sobre o Delfín, no Equador, e no segundo tempo recuou para Raniel atuar como camisa 9.

“Eu sinto que ele não é um centroavante centroavante, sabe fazer um 8 ou 10, vir de trás, às vezes precisa de centroavante para jogar e ter a qualidade técnica aflorada. Por isso coloquei Raniel, para matar o jogo e deixei o Kaio Jorge”, explicou Cuca.

Kaio Jorge treinou e atuou como ponta sob o comando de Jesualdo Ferreira. Com Cuca, tem sido incentivado a jogar também mais recuado, no meio-campo.


Santos 0 x 0 Olimpia-PAR

Data: 15/09/2020, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo G – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: fechado devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Leodán Gonzalez (URU)
Auxiliares: Nicolas Taran e Richard Trinidad (ambos do URU).
Cartões amarelos: Marinho (S); Candia e De La Cruz (O).
Cartões vermelhos: Rodrigo Rojas (O).

SANTOS
João Paulo; Pará (Madson), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Jean Mota); Alison (Lucas Lourenço), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Marinho, Soteldo e Raniel (Marcos Leonardo).
Técnico: Cuca

OLIMPIA (PAR)
Azcona; Otálvaro, Leguizamón, Alcaraz e Torres; Ortiz, Rodrigo Rojas, Candia (De La Cruz) e Alejandro Silva (Derlis González); Camacho (Caballero) e Roque Santa Cruz (Pitta).
Técnico: Daniel Garnero



Santos pressiona Olimpia, mas não consegue sair do 0 a 0 no retorno da Libertadores

O Santos não conseguiu vencer o Olimpia, nesta terça-feira na Vila Belmiro, pela retomada da Libertadores. Defendendo a liderança do grupo, o Peixe pressionou os paraguaios, mas saiu com empate por 0 a 0.

Em jogo travado com muitas faltas dos visitantes, a equipe de Cuca atuou por boa parte do segundo tempo com um homem a mais, mas não conseguiu tirar proveito da superioridade numérica para furar o bloqueio do adversário.

Com o resultado, o Peixe manteve a liderança do grupo G, mas perdeu o aproveitamento de 100%. Os santistas têm sete pontos, após duas vitórias e um empate, contra cinco do Olimpia, que aparece na segunda colocação.

O jogo

Com pouca criação no início, o Santos viu o Olimpia criar a primeira chance de gol da partida. Aos nove minutos, Ortiz finalizou de fora da área para boa defesa de João Paulo.

O Peixe só conseguiu chegar aos 24 minutos. Marinho fez belo lançamento para Soteldo na ponta esquerda, o venezuelano cruzou para trás e encontrou Diego Pituca após corta-luz de Raniel. O volante pegou de primeira, mas o chute saiu no meio do gol, para defesa fácil de Azcona.

Em seguida, aos 26, o Olimpia recebeu com pancada de Pitta do bico da área, para mais uma intervenção de João Paulo.

A principal chance santista veio aos 37 minutos. Soteldo recebeu na ponta esquerda, deixou com Raniel e correu para receber a devolução dentro da área. O venezuelano bateu na saída do goleiro mas a bola pegou no pé direito da trave e por pouco não entrou.

De volta do intervalo, o Santos se postou no campo de ataque e passou a pressionar o Olimpia em busca do gol. A maior parte da criação surgiu pelas pontas, com Marinho pela direita e Soteldo pela esquerda.

Aos dez minutos, o venezuelano escapou pela lateral da área e cruzou na segunda trave para Sánchez, que ajeitou com o peito para Raniel. O atacante não conseguiu alcançar a bola e perdeu boa chance de marcar.

Aos 20, Rodrigo Rojas fez falta dura, por trás, em Marinho na entrada da área, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Na cobrança, Sánchez acertou a barreira e desperdiçou outra boa oportunidade.

Com um homem a mais, o Peixe não conseguiu transformar a superioridade em chances para marcar. Os paraguaios esfriaram o jogo com faltas e a equipe de Cuca não encontrou os espaços.

Na parte final, entraram Lucas Lourenço, Marcos Leonardo e Jean Mota para reforçar o ataque, mas o Peixe não chegou mais nenhuma vez com perigo à meta paraguaia.

Nos minutos finais, Jean Mota cobrou falta com perigo aos 40, Pituca arriscou chute de fora da área aos 43 e Madson tentou batida cruzada já nos acréscimos, mas nada surtiu efeito. 0 a 0 na Vila Belmiro.

Confrontos – Santos TV:

Santos apela para cruzamentos e só acerta dois: “Era o que sobrava”, diz Cuca

Diante da forte marcação do Olimpia (PAR), o Santos apelou para os cruzamentos na Vila Belmiro. E a estratégia não funcionou no empate em 0 a 0, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Peixe cruzou 28 vezes na área. E acertou duas delas, de acordo com o Sofascore. Apenas Marinho (um de oito) e Pará (um de três) foram corretos no fundamento.

“Era o que sobrava, cruzamento. Por dentro estavam fechados. Queriam que afunilássemos. Jogo é diferente. Até entender a arbitragem se fica nervoso, o pau come. Para lá e para cá, é preciso entrar no espírito da Libertadores. Olimpia não perde nada aos grandes times que vão disputar competição a nível de ganhar. Time de tradição, forte, equipe muito boa”, disse o técnico Cuca, em entrevista coletiva.

“Tenho três lances na cabeça. O primeiro que fizemos a parede, a única certa. Jogo estava pedindo essa jogada, lado de campo estava fechado e por dentro tínhamos tabela. Quando aconteceu com Raniel e Soteldo, bola bateu na trave. E no segundo tempo duas chances, uma que Sánchez ajeitou e Raniel não definiu e uma última com Madson, com Marcos Leonardo livre e na hora de cruzar erra o cruzamento. Pecamos nesse passe final, três chance claríssimas. Se acertássemos uma delas, teríamos ganhado”, completou.

Cuca vê desequilíbrio no elenco do Santos e lamenta noite ruim do meio-campo

Cuca avaliou o empate do Santos em 0 a 0 com o Olimpia na noite desta terça-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O técnico destacou o desequilíbrio no elenco para encontrar variações táticas e lamentou o jogo ruim do meio-campo diante dos paraguaios.

“Difícil. Quando se tem opções para mudar taticamente a equipe, dois centroavantes ou dois armadores (…). Temos dificuldades. Bom plantel, mas sem equilíbrio em alguns setores. Não preciso dizer, vocês sabem. Buscamos criar essas oportunidades”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Conseguimos chegar nesse jogo com a equipe principal. Raniel ficou 10 dias parado (em quarentena em função do novo coronavírus), há uma queda física e técnica. Mas tecnicamente não fizemos grande jogo no meio-campo, na criação, na individualidade. Nos faltou isso”, completou.

Madson e Lucas Lourenço? Cuca explica titularidade para Pará e Alison no Santos

Parte da torcida do Santos pede por Madson e Lucas Lourenço no time titular, com Pará e Alison no banco de reservas e Diego Pituca como primeiro volante. Cuca, neste momento, discorda.

O técnico valoriza Pará e Alison, capitães do elenco. Ambos foram substituídos no segundo tempo do empate em 0 a 0 com o Olimpia.

“Discordo que Madson seja mais ofensivo. Madson tem fundo melhor, Pará entra muito bem na diagonal e por dentro, por termos um ponta aberto. Aproveita mais esse espaço que Madson. Motivo de ter jogado é esse. Saiu machucado e era titular, questão de coerência e confiança no jogador”, disse Cuca, antes de falar sobre Alison.

“Depende da maneira que se joga. Se jogar com poucos atacantes, não tem problema. Mas pela maneira com que se joga, time fica vulnerável sem um defensor no meio-campo. Nós tiramos o Alison durante o jogo. Melhorou depois que ele saiu? Quantas chances tivemos a mais? Não se trata de culpar um jogador”, completou.

Líder do Grupo G da Libertadores da América com sete pontos, o Santos voltará a campo para enfrentar o Botafogo, domingo, no Engenhão, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Soteldo vê bom jogo do Santos contra o Olimpia: “Esse é o caminho”

Yeferson Soteldo gostou da atuação do Santos no empate em 0 a 0 com o Olimpia na noite desta terça-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Peixe teve um a mais na metade final do segundo tempo e, mesmo assim, não conseguiu vencer. O Alvinegro segue líder do Grupo G, agora com sete pontos.

“No começo não estávamos ligados. Sabemos que a Libertadores não é como o Brasileiro, é mais difícil, o árbitro não apita tudo. Depois a gente entendeu, começou a jogar, eles passaram dos 30 minutos do 1º tempo até o fim com todo mundo atrás.
Não foi suficiente, mas a gente tentou, jogou bem. Todos os caras hoje jogaram muito bem, fiquei contente, no segundo tempo mais que tudo. Hoje não deu certo, mas esse é o caminho”, à Conmebol TV.


Santos 1 x 0 Delfín-EQU

Data: 10/03/2020, terça-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo G – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: portões fechados (punição Conmebol).
Árbitro: Kevin Ortega (PER)
Auxiliares: Michael Orue e Jesus Sánchez (ambos do PER).
Cartões amarelos: Luan Peres, Jobson, Lucas Veríssimo, Felipe Jonatan e Jesualdo Ferreira (S); Cangá, Calderón e Alaníz (D).
Gol: Lucas Veríssimo (29-1).

SANTOS
Everson; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Jobson, Diego Pituca e Carlos Sánchez (Evandro); Kaio Jorge (Yuri Alberto), Soteldo e Eduardo Sasha.
Técnico: Jesualdo Ferreira

DELFÍN SC (EQU)
Baroja; Jonathan González, Luis Canga, Agustín Ale, Nazareno; Noboa, Calderón (Benítez), Martin Alaníz, Rojas (Cifuentes), Corozo (Valencia) e Garcés.
Técnico: Carlos Ischia



Santos joga para o gasto e vence Delfín com gol de Veríssimo na Vila vazia

Nesta terça-feira, o Santos derrotou o Delfín-EQU por 1 a 0 e manteve o 100% de aproveitamento na Libertadores após duas rodadas disputadas. Respeitando a punição da Conmebol, o Peixe atuou sem o apoio de sua torcida e não precisou de uma atuação de destaque para bater os equatorianos. O único gol da partida foi marcado por Lucas Veríssimo.

O Alvinegro Praiano não contou com sua torcida, já que foi punido pela Conmebol com portões fechados por conta da confusão no Pacaembu em 2018, na eliminação da competição continental para o Independiente-ARG.

Com o resultado, o Santos se isolou na liderança do grupo G, com seis pontos somados. Na próxima rodada, a equipe recebe o Olímpia, na Vila Belmiro, na terça-feira que vem, às 21h30. Enquanto isso, o Delfín permaneceu com apenas um ponto, na terceira colocação. O próximo compromisso dos equatorianos será contra o Defensa y Justicia, na Argentina.

O jogo

O Santos iniciou a partida explorando principalmente o lado esquerdo, com Soteldo. A primeira chance perigosa do Peixe saiu dos pés do venezuelano, que levantou na cabeça de Kaio Jorge e o atacante testou pouco acima do travessão.

Aos 29 minutos da primeira etapa, o Santos abriu o placar com Lucas Veríssimo. Sánchez bateu falta pela esquerda e Veríssimo aproveitou a saída atabalhoada do goleiro do Delfín para cabecear para as redes.

Após balançar as redes, o Peixe teve duas boas oportunidades para ampliar. Primeiro, Sánchez puxou contra-ataque e encontrou Pituca, que finalizou de fora da área e exigiu defesa de Baroja. Na sequência, depois de jogada pela esquerda, Sánchez recebeu de frente para o gol e finalizou, parando novamente no goleiro. No entanto, o Delfín também assustou: após rebote de escanteio, Alaníz soltou a bomba e a bola tirou tinta da trave.

O Santos voltou em ritmo lento no segundo tempo e tomou um susto logo no início. Nazareno cruzou na entrada da área e Alaníz chegou batendo de primeira à direita da meta defendida por Everson. O meia voltou a assustar em novo chute de frente para o gol, dessa vez parando no goleiro do Peixe.

A primeira chance de gol do Santos na segunda etapa veio nos pés de Yuri Alberto, que entrou no lugar de Kaio Jorge no intervalo. Soteldo desceu pela esquerda e encontrou o atacante dentro da área, que finalizou cruzado de esquerda e a bola passou próxima da trave. Na sequência, Sánchez tentou cruzamento pela esquerda, ninguém tocou na bola e Baroja teve que cair para evitar o gol do Alvinegro.

O Delfín ensaio uma pressão no final da partida, porém não conseguiu ser efetivo e o Peixe saiu de campo com os três pontos, apesar de uma atuação apagada.

Bastidores – Santos TV:

Veríssimo minimiza atuação sem brilho do Santos e destaca 100% de aproveitamento

O Santos não esteve em uma de suas noites mais inspiradas, porém conseguiu vencer o Delfín por 1 a 0, na Vila Belmiro, com um gol marcado por Lucas Veríssimo. O zagueiro marcou de cabeça ainda no primeiro tempo, após cruzamento de Sánchez.

Na opinião do defensor, o mais importante neste momento é a pontuação do Peixe. Veríssimo reconhece que o Alvinegro Praiano “pode mais”, porém destaca o 100% de aproveitamento da equipe na Libertadores.

“Buscamos a vitória do início ao fim do jogo, infelizmente não fizemos uma grande exibição, mas o que importa na Libertadores é vencer. Conseguimos somar seis pontos em dois jogos, acredito que seja importante para a sequência do campeonato. A gente sabe que a equipe pode mais, vamos trabalhar para melhorar”, afirmou o zagueiro.

“Não em termos de concentração, mas perde a graça. O torcedor é muito importante, principalmente dentro de casa, mas infelizmente aconteceu de não poder vir. A gente entrou concentrado, mas infelizmente não fizemos um grande jogo”, completou.

Com o resultado, o Santos se isolou na liderança do grupo G, com seis pontos somados. Na próxima rodada, a equipe recebe o Olímpia, na Vila Belmiro, na terça-feira que vem, às 21h30. Antes disso, o Peixe visita o São Paulo, pelo Campeonato Paulista, no sábado, às 19h.

Lucas Veríssimo cita propostas e cobra “valorização” no Santos

Lucas Veríssimo foi o responsável por garantir a vitória do Santos sobre o Delfín, nesta terça-feira, na Vila Belmiro. O zagueiro marcou o único gol do Peixe na partida, completando de cabeça cruzamento de Sánchez em batida de falta.

Após o jogo, o defensor foi perguntado sobre um suposto interesse do Atlético-MG em sua contratação, já que Jorge Sampaoli assumiu o comando dos mineiros. Veríssimo não negou a sondagem do Galo, citou propostas já recebidas desde que passou a se destacar pelo Peixe e aproveitou para reivindicar uma valorização no clube.

“Trabalhei com o professor (Jorge Sampaoli), trabalhei bem. Ouvi esses rumores, a única coisa que peço é uma valorização, já tive propostas aqui no clube e ainda não fui valorizado. Digo isso diretamente para o Peres, mas aqui quero falar sobre o jogo”, afirmou o zagueiro ao Premiere.

Desde que se firmou na zaga do Santos, Veríssimo recebeu propostas do futebol europeu em 2017 e 2018. No entanto, o clube esperava receber ofertas vantajosas pelo jogador no final do ano passado, o que não aconteceu. Dessa forma, o defensor permaneceu no plantel do Peixe.

Luan Peres critica exposição desnecessária do Santos ao fim da partida

Se por um lado a vitória sobre o Delfín nesta terça-feira foi importante para o futuro do Santos na Libertadores, por outro o Peixe apresentou um futebol sem brilho na Vila Belmiro. Além de Jesualdo Ferreira, Luan Peres também reconheceu que o Alvinegro Praiano não mostrou o brilho dos últimos jogos.

O zagueiro concedeu entrevista coletiva ao lado do treinador e destacou a exposição desnecessária do Santos ao fim da partida desta terça. Mesmo com a vantagem de 1 a 0 no placar, o Peixe cedeu espaços para contra-ataques do Delfín na reta final do jogo.

“É um ponto que tocamos no jogo, estávamos cobrando o meio-campo. Não podemos tomar contra-ataque aos 40 minutos do segundo tempo em Libertadores. Estávamos mais preocupados em fazer o gol do que defender faltando pouco tempo. Faltou um pouco de equilíbrio, experiência, não precisava se expor. E faltando cinco minutos seria difícil”, analisou o zagueiro.

“Cansaço bateu também, claro, mas terminamos inteiros para a próxima partida. É o detalhe de ter mais experiência, são lances capitais. Professor colocou o Evandro para dar mais substância, ganhamos mais o meio-campo. Tentamos segurar a bola com Arthur e Yuri, mas era difícil, defesa forte, e no próximo jogo vamos entrar mais ligados”, completou.

Jesualdo destaca falta de controle e reconhece jogo abaixo da média do Santos

O Santos chegou a sua terceira vitória consecutiva ao derrotar o Delfín por 1 a 0, nesta terça-feira, na Vila Belmiro. Apesar do bom momento vivido pelo Peixe, a equipe não teve uma atuação de destaque e jogou apenas o suficiente para bater os equatorianos.

Na entrevista após a partida, Jesualdo Ferreira reconheceu que o Santos não esteve em uma noite inspirada e vitou a falta de controle como o principal problema na apresentação do Peixe na Vila Belmiro.

“Equipe nunca teve o jogo controlado, não controlou a bola como fizemos em outros jogos. Então passamos por problemas. Houve falta de controle e isso nós fazemos bem. Mas é preciso destacar a importância da vitória e a liderança do grupo”, pontuou o treinador.

Jesualdo destacou o cansaço acumulado das últimas partidas e a ausência de torcedores na Vila Belmiro como fatores que dificultaram a vida do Santos contra o Delfín.

“São três jogos a ganhar. Copo cheio ou vazio… São três vitórias. Não foi um jogo fácil, não atingimos o nível de outros jogos, com nossa qualidade. Jogadores sentiram uma pressão muito grande, com responsabilidade do jogo. Se sentiram mais à vontade na Argentina. Mas uma vitória, mais uma e num espaço curto de três dias, há o cansaço, claro, e outra parte que tem a ver com a pressão. Tenho experiência de jogar sem público e não é bom. É um campo neutro, sem pressão”, comentou o técnico.

Apesar do descontentamento com a atuação de sua equipe, Jesualdo ressaltou a boa pontuação do Santos nas duas competições que disputa nesta temporada. O treinador ainda lembrou que tem sofrido com desfalques nas últimas partidas.

“É nosso 11º jogo, Santos lidera o Campeonato Paulista e a Libertadores. Isso que é importante valorizar. Outra coisa: perdemos opções para mexer, valorizar os jogadores e ganhar até por mais. Tivemos que nos sujeitar ao jogo, e isso não é bom, mas fica a vitória. Tempo curto, difícil recuperar e estamos próximos de situação muito boa na Libertadores e Paulista. Tenho que dar os parabéns aos jogadores pela forma que trabalharam, lutaram, sofreram, nesse e em outros jogos. Sabem o quanto admiro e quanto espero que essa equipe pode chegar e fazer”, finalizou.


Defensa y Justicia 1 x 2 Santos

Data: 03/03/2020, terça-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo G – 1ª rodada
Local: Estádio Norberto Tomaghello, em Buenos Aires, Argentina.
Público e renda: N/D
Árbitro: Gustavo Tejera (URU).
Auxiliares: Nicolás Tarán e Carlos Barreiro (URU).
Cartões amarelos: Botta e Benítez (DJ); Luan Peres, Lucas Veríssimo, Evandro, Kaio Jorge e Carlos Sánchez (S).
Gols: Benítez (45-1); Jobson (26-2) e Kaio Jorge (39-2).

DEFENSA Y JUSTICIA (ARG)
Unsain; Breitenbruch, Rodríguez, Martínez e Benítez; Acevedo, Mainero (Márquez) e Neri Cardozo (Ojeda); Pizzini, Botta (Coacci) e Lucero.
Técnico: Hernán Crespo

SANTOS
Everson, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe (Felipe Jonatan) e Luan Peres; Pará, Carlos Sánchez, Evandro (Jobson) e Diego Pituca; Eduardo Sasha; Yuri Alberto (Kaio Jorge) e Soteldo.
Técnico: Jesualdo Ferreira



Alterações funcionam, e Santos vence Defensa y Justicia de virada na estreia

O Santos venceu o Defensa y Justicia por 2 a 1, de virada, noite desta terça-feira, em Buenos Aires, na estreia pela Libertadores da América.

O Peixe saiu atrás no fim do primeiro tempo, com gol de Benítez, e virou na etapa final, quando Jobson e Kaio Jorge balançarem as redes pela primeira vez com a camisa alvinegra, nos minutos 26 e 39.

O Santos fez bom primeiro tempo, principalmente na defesa, e alternou bons e maus momentos ofensivos. O Peixe de Jesualdo Ferreira fez um gol depois de três jogos, quase 400 minutos.

O Santos voltará a campo para enfrentar o Mirassol, sábado, na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Paulista. Pela Libertadores, o próximo compromisso será diante do Delfín (EQU), na próxima terça, novamente na Vila – com portões fechados.

O jogo

O Santos entrou em campo com uma formação diferente: uma espécie de 3-4-1-2 com a bola, com três zagueiros, Pará e Diego Pituca como alas, Evandro e Carlos Sánchez atrás de Eduardo Sasha e Yuri Alberto e Soteldo à frente.

A variação do técnico Jesualdo Ferreira funcionou defensivamente na maior parte do tempo. No ataque, porém, a dificuldade do Peixe continuou e não houve finalização na direção do gol no primeiro tempo.

O Alvinegro sofreu o gol em seu melhor momento, já no fim da etapa inicial. Benítez aproveitou vacilo de Luan Peres e cabeceou forte aos 45 minutos para vencer Everson.

O Santos voltou pior para o segundo tempo. O Peixe passou a ficar mais desorganizado, ofereceu mais espaço ao Defensa y Justicia e chegou a ouvir “Olé”.

E, curiosamente, o Alvinegro chegou ao gol quando era pior em campo, cenário distinto em relação aos primeiros 45 minutos. Jesualdo insistia com Soteldo pela direita, lugar onde o camisa 10 rende menos. Foi só ele ir para a esquerda e em pouco tempo achou Jobson na área. O volante, novidade na etapa final, cabeceou bonito para empatar aos 26 minutos.

O gol fez o Santos crescer na partida e chegar à virada. Soteldo tentou jogada individual e a bola sobrou para Kaio Jorge, outro substituto. O Menino da Vila avançou, se livrou da falta e marcou o segundo.

A vitória dá sobrevida a Jesualdo no comando do Peixe. Além disso, o treinador teve sinais da necessidade de armar esquema mais “simples”. A virada veio com Jobson e Diego Pituca como volantes, Soteldo na esquerda, Eduardo Sasha na direita e Kaio Jorge como centroavante, funções de preferência dos atletas.

Bastidores – Santos TV:

Jesualdo exalta defesa do Santos e pede confiança: “Se acreditarem no trabalho, podem conquistar”

O técnico Jesualdo Ferreira exaltou a vitória do Santos, de virada, por 2 a 1 sobre o Defensa y Justicia na noite desta terça-feira, na Argentina, na estreia pela Libertadores da América.

O português exaltou o sistema defensivo do Peixe e pediu confiança no seu trabalho.

“Não se pode errar numa competição como a Libertadores, que tem seis jogos numa fase de grupos. Quando a equipe sabe defender, e as pessoas acham que saber defender não é uma virtude… Soubemos jogar o jogo de um jeito que não propiciou ao adversário. Soubemos tirar vantagem. Se eles acreditarem naquilo que estou fazendo e no meu trabalho, podem conquistar alguma coisa. O Paulista ou a Libertadores”, disse Jesualdo.

Jesualdo também comentou sobre o plano de jogo com três zagueiros e Evandro e elogiou Jobson e Soteldo.

“Nós tínhamos um plano para a partida. Começamos com ele. Mas tem detalhes que não conseguimos segurar. A entrada do Jobson deu mais força, mais potência no meio. O Soteldo tem de jogar nos dois lados. E creio que fez uma boa partida na direita, também, e depois foi dar uma assistência também para o segundo gol”, analisou.

“No primeiro tempo foi muito difícil para controlar o lado esquerdo da defesa. Corrigimos na segunda parte, mas o mais importante foi que com a passagem do Yuri para o meio e depois o Kaio (Jorge), os problemas que o Defensa não tinha passou a ter”, completou.

“Susto” na Argentina faz Jesualdo reforçar pedido por contratação no Santos

Jobson revelou sua “teimosia” para marcar seu primeiro gol pelo Santos, o de empate na virada por 2 a 1 sobre o Defensa y Justicia nesta terça-feira, na Argentina, pela estreia na Libertadores da América.

O volante entrou no segundo tempo para atuar entre os dois zagueiros, mas observou um caminho e aproveitou a chance após cruzamento de Soteldo.

“O professor tem uma experiência, conhece os jogadores. Ele sabe quem coloca, temos de confiar no trabalho dele. Temos de fazer o que ele pede… Eu tomei até uns puxões de orelha nos anos passados porque saía muito, mas vi um espaço. Fui um pouco teimoso. O professor estava gritando para ficar no meio dos zagueiros. Fui muito feliz e tenho de agradecer”, disse Jobson, em entrevista coletiva.

Pituca destaca ‘cara de Libertadores’ do Santos: “Grande segundo tempo”

Diego Pituca destacou a raça do Santos para virar e vencer o Defensa y Justicia por 2 a 1 na noite desta terça-feira, na Argentina, pela estreia na Libertadores da América.

O meio-campista comentou sobre as instruções no vestiário e a melhora na etapa final para ganhar com gols de Jobson e Kaio Jorge.

“Acredito que o primeiro tempo nós ainda estávamos assimilando a equipe deles, tentando entender o jeito que jogavam, e, claro, teve o nervosismo natural de uma estreia. No intervalo, o professor Jesualdo conversou com a gente, passou ideias e aí conseguimos por em prática o que for pedido. Fizemos um grande segundo tempo, com muito garra, com cara de Libertadores, com cara de Santos”, disse Pituca.

“Esse é o espírito, essa união do grupo precisa fazer a diferença. Vamos voltar pro Brasil, estudar o que erramos hoje, prestar atenção nos detalhes e buscar a evolução para os próximos jogos. O que mais importa agora são os três pontos, começar a Libertadores com vitória, com confiança e motivação para as próximas rodadas”, completou.

“Susto” na Argentina faz Jesualdo reforçar pedido por contratação no Santos

O “susto” do Santos na vitória por 2 a 1 sobre o Defensa y Justicia na última terça-feira, na Argentina, faz Jesualdo Ferreira reforçar o pedido por uma contratação.

O técnico quer um lateral-esquerdo para disputar posição com Felipe Jonatan. A ausência do titular, único especialista no elenco, quase causou estrago na estreia pela Libertadores da América.

O Peixe sofreu pelo lado esquerdo da defesa com Luan Peres como zagueiro por ali e Diego Pituca de ala. Jesualdo trouxe Eduardo Sasha para a ponta em busca de reforçar a marcação no setor.

“No primeiro tempo foi muito difícil para controlar o lado esquerdo da defesa. Corrigimos na segunda parte, mas o mais importante foi que com a passagem do Yuri para o meio e depois o Kaio (Jorge), os problemas que o Defensa não tinha passou a ter”, resumiu o treinador, em coletiva de imprensa.

Além da dificuldade financeira do clube, o Alvinegro tem o problema da janela internacional de transferências estar fechada nos principais países. Dessa forma, a procura precisa ocorrer no mercado interno ou com quem está sem contrato. E a inscrição na Libertadores só seria permitida numa possível oitavas de final.

Kaio Jorge, após 1º gol pelo Santos: “Um ano atrás eu estava assistindo a Libertadores na TV”

Kaio Jorge diz ter vivido uma das melhores noites de sua vida na última terça-feira, na vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Defensa y Justicia, na Argentina.

O atacante de 18 anos fez seu primeiro gol pelo Peixe, logo na sua primeira participação na Libertadores da América. O gol da virada e dos três pontos na estreia.

“Eu não sei nem como começar.. O primeiro a gente nunca esquece!! essa foi uma das melhores noites da minha vida. Sempre fui sonhador, mas jamais imaginei que os sonhos seriam realizados desse jeito, aos 18 anos, da maneira que aconteceu. Dois anos atrás eu estava sentado em frente à televisão assistindo o Santos jogar na Libertadores, ontem, eu entrei em campo com esse manto sagrado nessa mesma competição que eu sempre quis jogar. Fiz o gol, ajudei meus companheiros e de quebra ainda estamos levando três pontos para o Brasil. Muito feliz por isso, por esse momento. Obrigado, Deus! Obrigado família, amigos e companheiros de clube. Que esse sonho se transforme em mais sonhos, e que seja apenas o início de uma grande caminhada. Feliz demais”, publicou Kaio.

Promovido ao elenco profissional ainda em 2018, Kaio tem 12 partidas pelo Alvinegro e espera ganhar mais oportunidades na sequência da temporada.

Torcedores do Santos relatam racismo no jogo contra o Defensa y Justicia

Os santistas que estiveram no estádio Norberto Tomaghello, na Argentina, na última terça-feira, relataram gestos de cunho racista por parte de um torcedor do Defensa y Justicia. Em vídeo divulgado nas redes sociais, um homem faz imitações de macaco em direção aos brasileiros.

O vídeo não demorou para tomar grandes proporções nas redes sociais, e diversos torcedores passaram a cobrar uma postura da Conmebol, entidade organizadora da Libertadores.

Entre os clubes, o Santos ainda não se manifestou sobre o caso. O Defensa y Justicia, por sua vez, publicou um comunicado de repúdio às ofensas racistas, pedindo desculpas ao clube paulista. Os argentinos ainda ressaltaram que pregam o respeito e cordialidade com os torcedores visitantes.

Dentro de campo, o resultado foi positivo para os brasileiros. O Peixe conseguiu uma virada e venceu por 2 a 1 em sua estreia na Copa Libertadores.


Santos 0 x 0 Independiente-ARG

Data: 28/08/2018, terça-feira, 19h30.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 36.566 pessoas (33.642 pagantes e 2.924 não pagantes.)
Renda: R$ 964.598,50.
Árbitro: Julio Bascúnan (CHI).
Auxiliares: Carlos Astroza e Claudio Rios (ambos do CHI).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique, Alison e Derlis González (S); Brítez e Bustos (I).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo (Robson Bambu) e Diego Pituca; Alison (Jean Mota), Carlos Sánchez e Derlis González; Rodrygo, Gabriel e Bruno Henrique (Bryan Ruiz).
Técnico: Cuca

INDEPENDIENTE
Campaña; Figal, Brítez, Franco e Gastón Silva; Francisco Silva, Bustos (Domingo) e Pablo Hernández; Silvio Romero (Braian Romero), Meza e Gigliotti.
Técnico: Ariel Holan



Santos volta a empatar com o Independiente e aguarda pela Justiça

Em partida de pouca criatividade e muita “pilha”, o Santos empatou em 0 a 0 com o Independiente-ARG na noite desta terça-feira, no Pacaembu. Com o resultado, o Peixe está por ora eliminado por conta da punição da Conmebol. A partida terminou antes do fim, aos 35 minutos do segundo tempo, por conta de arremessos de bomba e tentativas de invasão ao gramado.

A confederação declarou o Peixe como derrotado por 3 a 0 na ida, em Avellaneda, pela suposta escalação irregular de Carlos Sánchez. Em campo, as equipes empataram em 0 a 0 lá.

O alvinegro promete ir até as “últimas consequências” pela reversão do resultado. Se obter sucesso, o 0 a 0 da ida seria mantido e, com o mesmo placar na volta, a Conmebol precisaria encontrar solução, como uma disputa de pênaltis ou nova partida entre os clubes.

Se não obter sucesso, o Santos será eliminado nas oitavas de final da Libertadores. O Independiente espera para enfrentar Racing ou River Plate nas quartas.

O jogo

Motivado pela decisão da Conmebol, o Santos transformou a raça em pilhação e errou muitos passes, exagerou nas faltas e pouco criou.

A maioria das jogadas foram tentadas pelo alto – e em vão. O melhor lance veio numa arrancada de Rodrygo, com passe perfeito para Gabigol. O camisa 10, sozinho, parou no goleiro Campana, aos sete minutos.

O Independiente, copeiro, picou o jogo, valorizou cada saída de bola e deixou o tempo passar.

O Peixe só voltou a finalizar aos 30 minutos, quando Derlis González atravessou o jogo e Bruno Henrique chutou colocado, mas fraco, para o goleiro encaixar.

Aos 38, Sánchez enfiou boa bola para Gabigol na ponta direita. O atacante chutou cruzado e Campana desviou para escanteio.

E aos 43, quase veio o castigo. Sánchez cobrou um de vários escanteios ruins e, após contra-ataque perfeito, o goleiro Vanderlei cometeu pênalti com a defesa exposta e três dos visitantes contra um. O camisa 1 deu esperança à equipe e defendeu a cobrança de Meza.

A nova tentativa do técnico Cuca num 4-4-2 com quatro atacantes não funcionou, mesmo com o diferencial de Rodrygo pela esquerda e Bruno Henrique por dentro. Faltou criatividade na etapa inicial.

O Santos voltou para o segundo tempo com esquema tático diferente (e corrigido). Bryan Ruiz entrou na vaga de Bruno Henrique.

Sem quatro atacantes, o Peixe passou a criar mais. Aos seis minutos, Victor Ferraz cruzou e Gabigol, na pequena área, desviou para fora. E aos 10, Sánchez cruzou, Bryan Ruiz e Gustavo Henrique desviaram e a bola foi para fora.

A resposta do Independiente veio quando o placar marcava 17 minutos. Francisco Silva chutou de fora da área e Vanderlei se esticou inteiro para defender com a ponta dos dedos.

O Independiente passou a dominar o jogo e ficar mais perto do gol. O Santos piorou com o passar do tempo e viu uma bola no travessão de Vanderlei, em chute de Hernández aos 28.

Aos 35, após uma bomba no gramado, o jogo foi paralisado. Outras foram arremessadas e, com tentativas de invasão e policiamento em campo, a arbitragem encerrou a eliminatória.

Bastidores – Santos TV:

Cuca não poupa Santos por erro com Sánchez: “Tem que melhorar muito”

O técnico Cuca não teve papas na língua ao falar sobre o episódio envolvendo o uruguaio Carlos Sánchez, que, segundo a Conmebol, foi escalado de maneira irregular no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Independiente, em Avellaneda. Após a partida, que foi cancelada por falta de segurança nesta terça-feira, no Pacaembu, o treinador santista foi bastante crítico à diretoria do clube.

“Podem amanhã até me mandarem embora, mas tenho que falar: o Santos tem que melhorar muito profissionalmente, internamente, muito, não é pouca coisa. Isso que ocorreu é um erro muito grave, porque é o bê-a-bá, isso resulta em tudo o que aconteceu hoje, sem poder dormir em cima dos erros que foram causados, que não foram por nós, mas de uma forma geral é nosso, porque é o Santos”, afirmou Cuca.

Revoltada por conta da decisão da Conmebol em punir o Santos, a torcida do clube ameaçou invadir o gramado já na reta final da partida. Alguns torcedores chegaram a pular o alambrado do estádio, mas foram contidos pelos policiais. Um deles, inclusive, fez com que Cuca se intrometesse na confusão, pedindo aos militares para que maneirassem na forma com a qual lidava com os santistas mais exaltados.

“Quero poder ajudar o Santos com a experiência que eu tenho vivida em outros clubes, até recentemente, nos clubes de São Paulo, poder mostrar algum caminho para o pessoal, mas o pessoal tem que abrir os braços, melhorar junto”, completou Cuca.

Com a eliminação na Copa Libertadores, o Santos terá apenas o Campeonato Brasileiro para disputar até o final da temporada. Atualmente, o time figura na 12ª colocação na tabela, último posto que garante vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem. Basta saber se a diretoria irá manter Cuca no cargo mesmo após as duras críticas por conta da falta de profissionalismo de quem hoje dirige o Peixe.

Cuca se envolve em confusão com a PM para defender torcedor

O técnico Cuca se envolveu em uma grande confusão na noite desta terça-feira, após o fim adiantado do confronto com o Independiente, no Pacaembu, pela volta das oitavas de final da Copa Libertadores. Isso porque o treinador santista foi tentar defender um dos torcedores detidos pelos policiais, fato que não agradou os militares.

Segundo Cuca, a força que estava sendo utilizada pelos soldados para deter os torcedores que invadiram o gramado era desnecessária. Além da invasão, pedaços de cadeiras, sinalizadores e bombas foram arremessadas no gramado, o suficiente para que a Polícia Militar entrasse em confronto com os santistas.

“Quando estava saindo de campo, um torcedor tentou invadir, os policiais o detiveram, mas do jeito que o menino estava, tentei tirar a gravata que o policial deu nele, porque o olho dele já estava saindo, ele estava desesperado. Faria isso por qualquer pessoa. Queria só tirar a mão do policial, “você está matando o menino, calma, não precisa fazer tanta força assim”. Faria isso por um argentino, brasileiro, qualquer um. Força exagerada demais em cima do menino, não era necessário”, disse Cuca em entrevista coletiva.

Ao lado de seguranças do Santos e alguns jogadores, Cuca rapidamente se viu cercado pela imprensa, policiais e outras pessoas que tinham acesso ao gramado. Apesar da grande confusão, o treinador conseguiu se dirigir ao vestiário posteriormente e, mais calmo, explicou a situação, garantindo que não possui qualquer rusga com a polícia.

“Está errado o rapaz de invadir o campo, mas não precisava disso. Mas não teve o que falaram, não levei porrada, só fui tentar acalmar uma situação, o Vladimir também estava. Enfim, já passou. Não tem nada demais, respeito e muito o trabalho da polícia, sempre vou respeitar”, completou.

Com o fim da partida aos 37 minutos do segundo tempo, o Santos foi eliminado da Libertadores graças à Conmebol, que decidiu penalizar o Peixe com uma derrota simbólica de 3 a 0 após a escalação de Carlos Sánchez, que, na visão da entidade, tinha de ter cumprido suspensão no jogo de ida contra o Independiente.

Victor Ferraz desabafa após eliminação no Santos: “Um dos piores dias da minha vida”

Capitão do Santos, Victor Ferraz desabafou após o empate em 0 a 0 com o Independiente na noite desta terça-feira, no Pacaembu, e a eliminação nas oitavas de final da Libertadores da América.

O lateral-direito lamentou a decisão da Conmebol – ainda mais por ter sido horas antes da partida -, e se colocou no lugar do torcedor santista.

“Sou um cara extremamente centrado, mas até para mim foi muito difícil. Você se sente incapaz. Fugiu do que a gente poderia fazer. Se a gente toma os 3 a 0 na ida, a culpa era nossa. Agradecemos ao torcedor que acreditou, mas não deu. Era o jogo da minha vida. Acordei de manhã, olhava a internet, não tinha saído o resultado, dormia mais um pouquinho. São duas copas perdidas estranhamente”, disse Victor Ferraz.

“Agora, com a cabeça mais fria, ele (árbitro) foi prudente. A situação era perigosa. Eu queria na hora que ele não acabasse o jogo. Sabia que não faríamos três gols, mas queria pelo menos um, para que a nossa luta tivesse recompensa. O futebol é feito para os torcedores. Os caras pegaram dois dias de ônibus para um jogo que não valeu (em Avellaneda) Recebemos várias mensagens de torcedores que fizeram loucuras para nos ver. Isso não valeu de nada. O jogo não valeu, a Conmebol tirou o resultado. Fomos com a motivação, apoio da torcida. Fizemos o que dava. Essa noite foi uma das piores da minha vida”, completou.

Gabigol mininiza chances perdidas: “Decidiram o jogo fora do campo”

Gabigol perdeu as duas principais chances do Santos, uma em cada tempo, no empate em 0 a 0 com o Independiente na noite desta terça-feira, no Pacaembu. O camisa 10, porém, minimizou os lances.

“Não foi isso que decidiu. O jogo foi decidido fora do campo. Fomos muito prejudicados. Ficamos tristes pela confusão, não queremos brigas, mas entendemos a revolta. Fomos injustiçados na Copa do Brasil (contra o Cruzeiro) e hoje resolveram fora de campo”, disse o atacante.

O Santos promete recorrer na Conmebol, mesmo que não tenha vencido. A confederação declarou o Peixe derrotado por 3 a 0 por conta da escalação irregular de Carlos Sánchez na ida das oitavas de final da Libertadores da América, em Avellaneda. Se o departamento jurídico conseguir, o 0 a 0 seria mantido e, com a nova igualdade no Pacaembu, alguma solução teria que ser tomada, como apenas uma disputa de pênaltis.

“Se derem 0 a 0 lá e 0 a 0 aqui, a gente vem e bate os pênaltis, a torcida iria comparecer, mas é difícil”, explicou.

Por fim, Gabriel prometeu entrega máxima do elenco até o fim do ano, mesmo sem a disputa de títulos. O Santos tem apenas o Campeonato Brasileiro e é o 12º colocado, com 24 pontos.

“Estamos jogando no Santos, um clube imenso, com uma grande torcida. Não há motivação maior. Se só tivesse amistosos até o fim do ano, teríamos a mesma vontade”, concluiu.

Rodrygo diz que faria o mesmo da torcida e lamenta última Libertadores

A partida entre Santos e Independiente-ARG terminou em 0 a 0 antes do fim por conta de atos de parte da torcida – tentativas de invasão e bombas arremessadas ao gramado. Em entrevista após o apito final, Rodrygo entendeu o ocorrido e disse que faria o mesmo.

“Eu sou torcedor, sei como é, e faria a mesma coisa dos santistas no estádio. A gente ficou tranquilo (com as bombas e tentativas de invasão”, disse o atacante.

A joia disse que todos sabiam da dificuldade de reverter o 3 a 0 imposto pela Conmebol na ida pela escalação irregular de Carlos Sánchez, mas acreditava numa virada histórica.

“Entramos tentando fazer história, mas sabíamos que seria difícil. Uma vez ou outra isso acontece”, afirmou.

Por fim, Rodrygo lamentou a última Libertadores pelo Santos. Ele se apresentará no Real Madrid em julho de 2019 e só poderá atuar num possível retorno à Vila Belmiro.

“Não sei quando vou jogar Libertadores de novo pelo Santos. Fico muito triste. Posso jogar se talvez eu voltar um dia”, concluiu.