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Santos 1 x 1 River Plate-URU

Data: 26/02/2019, terça-feira, 19h15.
Competição: Copa Sul-americana – 1ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público e renda: Portões fechados, punição da Conmebol devido ao incidente na Libertadores 2018.
Árbitro: Mauro Vigiliano (ARG)
Auxiliares: Diego Bonfa e Julio Fernandez (ambos da ARG).
Cartões amarelos: Felippe Cardoso e Yuri (S); Oliveira, Caizada e Silva (RP).
Gols: Mauro Da Luz (09-2) e Soteldo (41-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Aguilar, Gustavo Henrique e Copete; Alison (Yuri), Diego Pituca (Felippe Cardoso), Carlos Sánchez e Jean Mota; Soteldo e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli

RIVER PLATE (URU)
Olivera; Herrera, Silva, Ale, Olivera; Calzada, Ospitaleche e Juan Plada; Juan Oliveira (Rodríguez), Mauro da Luz (Neris) e Urruti (Gorga)
Técnico: Jorge Giordano


Santos empata com o River Plate-URU e está eliminado da Sul-Americana

O Santos empatou em 1 a 1 com o River Plate-URU na noite desta terça-feira, no Pacaembu, e foi eliminado já na primeira fase da Copa Sul-Americana. Na ida, 0 a 0 em Montevidéu e os visitantes avançaram por conta do gol fora de casa.

O gol do modesto time uruguaio foi marcado por Da Luz, aos nove minutos do segundo tempo. O Peixe, apático, só reagiu aos 41 minutos da etapa final, com Soteldo.

O Alvinegro, sem a presença do torcedor no Pacaembu por causa de punição da Conmebol, não foi intenso e os jogadores erraram mais que o habitual.

Com uma competição a menos no calendário, o Santos voltará a campo para enfrentar o Oeste, sábado, pela nona rodada do Campeonato Paulista.

O jogo

A falta de torcida e o silêncio no Pacaembu não fizeram bem para o Santos. Intenso sob o comando de Jorge Sampaoli, o time foi lento, previsível e pouco criou.

No segundo minuto, Jean Mota teve boa chance. Dali em diante, o Peixe rodou a bola, sem achar espaços (e também sem sofrer na defesa).

O Alvinegro só voltou a assustar aos 23, quando Gustavo Henrique subiu bem em escanteio e cabeceou perto do gol. E aos 28, Da Luz avançou sozinho, mas Aguilar, em carrinho perigoso e preciso, afastou o perigo.

Para a segunda etapa, o cenário continuou e, para piorar, o River adiantou um pouco as linhas – e deu certo. Aos nove minutos, Pituca perdeu a bola na frente e cedeu o contra-ataque. Mauro da Luz recebeu bom passe entre Gustavo Henrique e Copete e viu Vanderlei sair desesperado. O atacante aproveitou o erro do goleiro e só empurrou para o fundo das redes.

Com a necessidade de virar o jogo – e com Felippe Cardoso, mais alto, colocado por Sampaoli -, o Santos mudou sua característica e passou a cruzar mais. O River, porém, ganhou a maioria das bolas pelo alto. Com passar do tempo, a ansiedade e falta de concentração dificultavam ainda mais a construção de lances.

O Peixe só voltou a oferecer perigo aos 23, quando Felippe Cardoso bateu mascado de fora da área e Gastón espalmou. Daí em diante, cruzamentos, chutes de longe e bola nunca perto do gol.

E quanto a derrota parecia próxima, Jean Mota apareceu. O meia cruzou na direção do gol e Soteldo deu um leve desvio para empatar aos 41 minutos do segundo e dar esperança aos donos da casa.

Copete ainda teve boa chance de cabeça aos 45′, mas a reação parou por aí. Empate e eliminação em casa logo na primeira fase da Sul-Americana.

Sampaoli diz que eliminação não pode mudar estilo de jogo do Santos

O técnico Jorge Sampaoli disse que a eliminação do Santos para o River Plate-URU na Sul-Americana não pode mudar o estilo de jogo do time.

Depois de desperdiçar várias chances e empataram por 0 a 0 em Montevidéu, o Peixe esbarrou na retranca dos uruguaios, só reagiu no fim e ficou no 1 a 1, eliminado pelo gol fora de casa.

“Eliminação incomoda, mas isso continua. Pensávamos em passar, mas defendemos uma ideia clara de jogo e fomos eliminados por uma equipe que tentou nos anular. Temos que ratificar a ideia, sabemos que um estilo não vai acabar por uma eliminação. Temos que pensar no futuro e seguir crescendo como grupo, brindando o futebol que demos ao torcedor até agora”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

Sampaoli afirma que o Alvinegro precisa melhorar coletivamente para sobrepor dias de atuações individuais ruins.

“Futebol é eliminar rivais com passe ou drible. Estamos insistindo nas duas coisas e temos que melhorar. Alguns não estarão no alto rendimento e às vezes sim. Quando isso ocorre, precisamos de alternativas para melhorar coletivamente”, afirmou.

A análise da partida era tratar de romper a barreira que o oponente usou com muitos jogadores perto da área. Não encontramos os caminhos, com o passar do tempo potencializar plano de jogo e nos neutralizaram um pouco. Se não se abre (o placar rápido)…. Eliminação tem mais a ver com o Uruguai do que aqui. Rivais ganham com um único chute e isso ocorreu com a gente. Se não fazíamos isso rápido, pressionar e fazer o gol, faltou dinâmica de outros jogos para quebrar esse tipo de defesa”, concluiu.

Sánchez vê “fracasso” do Santos e fala em “tirar gosto amargo”

Carlos Sánchez foi o único jogador do Santos a parar na zona mista para conceder entrevista após a eliminação na primeira fase da Sul-Americana para o River Plate-URU nesta terça-feira, no Pacaembu.

O meia do Peixe viu a saída da competição como “fracasso” e pediu para o elenco “tirar o gosto amargo”.

“Triste por como se deu o jogo, nunca pudemos encontrar o caminho. Nos esforçamos, mas não é só isso, temos que encontrar as melhores opções e não conseguimos dessa vez. Fizeram o trabalho e o gol numa chance só. É um fracasso, eu tinha muita ilusão de chegar longe, mas há que seguir. É um golpe duro e temos que nos recuperar. Agora estamos meio golpeados, mas sábado temos outro jogo com a nossa torcida. Peço desculpa porque foi um fracasso”, disse Sánchez.

“Tentamos virar, não conseguimos e por isso fomos eliminados. Temos de melhorar e somos conscientes de que podemos dar mais. Temos que tirar esse gosto amargo. Não temos que ter desculpas. Torcida dá um plus diferente, mas, bom, hoje vamos tristes pelo ocorrido, queríamos passar e futebol tem dessas”, completou.


River Plate-URU 0 x 0 Santos

Data: 12/02/2019, terça-feira, 19h15.
Competição: Copa Sul-Americana – 1ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio Luis Franzini, em Montevidéu, Uruguai.
Árbitro: Germán Delfino (ARG)
Auxiliares: Gabriel Chade e Lucas Germanotta (ambos da ARG).
Cartões amarelos: Leyes (RP); Derlis González (S).
Cartão vermelho: Orinho (S).

RIVER PLATE-URU
Gastón; Herrera, Augustín Ale, Ivan Silva e Luis Oliveira; Maximiliano Calzada, Sebastián Piriz, Mauro Da Luz e Facundo Ospitaleche; Juan Oliveira (Leyes) e Juan Plada.
Técnico: Jorge Giordano

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Aguilar, Gustavo Henrique e Orinho; Alison, Diego Pituca (Yuri), Carlos Sánchez e Jean Mota (Matheus Ribeiro); Copete (Soteldo) e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli



Expulsão compromete atuação, e Santos empata na estreia pela Sul-Americana

O Santos empatou em 0 a 0 com o River Plate-URU nesta terça-feira, em Montevidéu, pelo jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana.

O Peixe dominava o jogo sem sofrer sustos e com várias oportunidades criadas, mas teve a atuação comprometida em erro infantil de Orinho.

O lateral-esquerdo errou o recuou parou o adversário com um pontapé e foi expulso aos 21 minutos do segundo tempo. Com um a menos, o Alvinegro recompôs a defesa e administrou o empate.

O jogo:

O Santos teve mais de 70% da posse de bola no primeiro tempo, mas só criou uma chance realmente clara, com Derlis González e Copete, aos 13 minutos.

Jean Mota lançou o paraguaio, que tentou por cobertura e parou em Gastón. No rebote, Copete bateu forte e Silva tirou de cabeça, debaixo do gol.

Com muitos erros de passe e menor intensidade que o normal no Campeonato Paulista, o Peixe ficou com a bola, não sofreu e também foi para o intervalo sem criar muitas oportunidades.

Na segunda etapa, o jogo ficou mais animado. Aos quatro minutos, Derlis cruzou e a arbitragem marcou impedimento duvidoso em gol de cabeça de Copete. Aos oito, Da Luz acertou a trave de fora da área.

O Peixe começou a empilhar chances e parecia perto de abrir o placar. Aos 12, Derlis, Sánchez e Pituca tiveram boas oportunidades de marcar no mesmo lance, mas pararam no goleiro uruguaio. No minuto 17, Pituca teve duas chances na pequena área e desperdiçou.

E aos 21, veio a notícia ruim. Em lance simples, Orinho errou o recuou, parou Da Luz com um pontapé e foi expulso. Com um a menos, Sampaoli recompôs a defesa e viu o River crescer. Ao 24, Vanderlei salvou o Santos em nova finalização de Da Luz.

Depois do susto, o Peixe se fechou na defesa e administrou o empate para decidir no Pacaembu, dia 26, no jogo de volta.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli analisa empate do Santos com o River: “Não é conveniente”

O técnico Jorge Sampaoli não gostou do empate do Santos com o River Plate-URU por 0 a 0 na noite desta terça-feira, em Montevidéu, pela ida da primeira fase da Copa Sul-Americana.

O treinador destacou a falta de pontaria do time e a dificuldade em atuar com um a menos por quase 30 minutos, depois da expulsão de Orinho.

“O controle da partida foi favorável ao Santos, o River complicou em algumas jogadas profundas, principalmente depois da expulsão. A expulsão aos 25 minutos deu o controle da partida. Tivemos chances claras para ganhar no segundo tempo como no primeiro, mas não fomos contundentes. Não pudemos converter. Viemos para ganhar e não ganhamos, não é conveniente, queríamos ganhar. Mas reforço os jogadores e a a capacidade de se colocar em campo, sabendo o contra-ataque rápido que tem o River pelas costas. Pensar na revanche, numa partida que será diferente. A definição pode ser qualquer uma”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Porque não tivemos as mesmas chances de sempre e capacidade de completar. Isso não me preocupa muito. Viemos ao Uruguai, contra uma equipe forte coletivamente, defensivamente, criamos bastante chances, a ideia e a forma se mantiveram aqui”, completou.

Victor Ferraz discorda de expulsão e diz que Santos mereceu vencer o River

Victor Ferraz discordou da expulsão de Orinho no segundo tempo do empate do Santos em 0 a 0 com o River Plate-URU nesta terça-feira, em Montevidéu, pela ida da primeira fase da Copa Sul-Americana.

O lateral-esquerdo errou um recuou e parou o lance com um pontapé em Da Luz. O Peixe, que vinha empilhando chances, precisou administrar o empate.

“Uma expulsão em jogo como esse faz toda a diferença. Não foi para expulsão, o jogador já tinha perdido a jogada”, disse o capitão Victor Ferraz, ao DAZN.

“Jogo duro, campo diferente, seco porque não molham. Tivemos boas chances de gol e se tivesse que ter um vencedor, tinha que ser o Santos”, completou.


Avaí 0 x 1 Santos

Data: 18/08/2010, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Sul-Americana – Segunda fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis, SC.
Árbitro: Evandro Rogério Roman
Auxiliares: Altemir Hausmann e Hilton Moutinho Rodrigues.
Cartões amarelos: Caio e Rudnei (A); Rodriguinho e Neymar (S)
Gol: Zé Eduardo (23-1).

AVAÍ
Renan; Patric, Rafael, Émerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei (Bruno Silva), Caio e Davi (Marcos); Robinho (Sávio) e Vandinho.
Técnico: Antonio Lopes

SANTOS
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Marcel); Arouca, Rodriguinho, Marquinhos (Madson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Dorival Júnior



Santos vence mas Avaí fica com a vaga

Sonho santista de conquistar tudo no ano é frustrado. Equipe catarinense conquista classificação graças à vantagem conquistada no primeiro jogo

Não deu para o Santos. O Avaí fez valer a vantagem conquistada no primeiro jogo, quinta-feira passada, no Pacaembu, quando venceu por 3 a 1, e está nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O Peixe quebrou um jejum que durava três jogos e voltou a vencer: mas por um insuficiente 1 a 0, nesta quarta, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Faltaram mais dois gols para a equipe alvinegra. É o fim do sonho santista de conquistar tudo em 2010. O time é o atual campeão paulista e da Copa do Brasil. Já o time catarinense continua na luta para chegar à primeira Taça Libertadores de sua história.

Agora, o Avaí aguarda o vencedor de Universidad San Martín-PER e Emelec-EQU, que se enfrentam nos dias 15 e 23 de setembro.

O jogo

Com 14 minutos de jogo, o Avaí poderia estar vencendo o Santos por 2 a 0. A equipe da casa começou em cima, tocando muito bem a bola e envolvendo a equipe visitante, que dava muitos espaços, principalmente entre o zagueiro Durval e o lateral-esquerdo Léo. Por ali, abriu-se um enorme espaço que o lateral-direito Patric, do Avaí, soube ocupar. Aos 40 segundos de jogo, Patric avançou por ali, chegou até a entrada da área, sem ser incomodado, e mandou uma bomba de pé direito. Rafael espalmou.

O Santos tinha dificuldades para sair jogando. Sofria com a forte marcação do Avaí. Rudnei e, principalmente, Marcinho Guerreiro eram carrapatos que não desgrudavam de Paulo Henrique Ganso e Neymar. Aos 14, a equipe catarinense teve uma grande chance para marcar, mas o capitão santista Edu Dracena salvou. Primeiro, o zagueiro se atrasou para sair e deu condições para Rudinei, que entrou livre pelo meio e tocou na saída de Rafael. Dracena correu, correu e conseguiu alcançar a bola, quando ela já começava a ultrapassar a linha fatal. Valeu como um gol alvinegro.

A partir dos 20 minutos, porém, o jogo mudou de lado. O Peixe colou a bola no chão e passou a tocar bem, sempre em direção do gol, como tem sido o seu estilo neste ano. Marquinhos, que foi revelado pelo Avaí e até hoje é reverenciado pela torcida, apareceu e dividiu as atenções com Ganso. Aos 23, ele acertou um lindo toque de calcanhar para Zé Eduardo, que dominou, passou pela marcação e, mesmo sem ângulo, pegou um chute certeiro, que entrou no canto direito de Renan. Um belo gol, que renovava as esperanças santistas.

O Santos adiantou cercou o Avaí, que ficou preso em sem campo sem poder sair. Vinha bola de todos os lados e a defesa catarinense ia se virando do jeito que dava. Ganso, Neymar e Marquinhos, com menção honrosa a Zé Eduardo, comandavam as ações. O Peixe voltava a jogar bem, como não se via desde as melhores noites da Copa do Brasil. Mas faltava o gol, algo que sobrou na campanha vitoriosa do mata-mata nacional. Na verdade, faltavam ainda mais dois gols.

Dois gols que não vieram. O Santos começou o segundo tempo com a bola nos pés, trocando passes, mas insistindo muito nas jogadas pelo meio. Isso porque os dois laterais, Pará e Léo, não apareceram para o apoio. Marcando implacavelmente, o meio de campo do Avaí ia destruindo as jogadas do Peixe e, graças aos espaços deixados pelos santistas, criou chances de gol.

Aos 7 e 15, o time catarinense só não empatou o jogo porque Rafael salvou. No primeiro lance, Robinho escapou pela direita e chutou cruzado, tantando acertar o ângulo direito. No segundo, Vandinho pegou a bola na entrada da área e chutou rasteiro, buscando o canto direito do goleiro santista. Nos dois lances, o camisa 1 do Peixe espalmou.

Com o paredão azul cada vez mais fechado, graças principalmente à entrada do volante Marcos no lugar do meia Davi, o Santos sofria para se aproximar. Marquinhos, que fez um ótimo primeiro tempo, perdeu fôlego no segundo, virou presa fácil para a marcação e foi substituído por Madson, aos 27 minutos.

A alteração não surtiu efeito. O Santos continuou sem conseguir entrar na defesa adversária. Dorival, então, foi para o tudo ou nada. Tirou o lateral-esquerdo Léo para colocar mais um atacante, Marcel. Mesmo assim, o ataque do Santos continuava descoordenado. Marcel, por exemplo, a não ser por uma cabeçada aos 40, sem muito perigo, não fez nenhuma diferença.

Apesar de todo o volume de jogo do Peixe, o Avaí não passou por nenhum grande apuro no segundo tempo e, até com certa tranquilidade, assegurou sua classificação.

Santos 1 x 3 Avaí

Data: 12/08/2010, quinta-feira, 21h50.
Competição: Copa Sul-americana – Segunda Fase – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 6.673 pagantes
Renda: R$ 168.675,00
Árbitro: Ricardo Marques (MG)
Auxiliares: Márcio Santiago e Dibert Pedrosa
Cartões amarelos: Edu Dracena (S); Davi, Marcos, Eltinho e Rafael (A).
Gols: Rudnei (17-1); Vandinho (19-2), Zé Eduardo (24-2) e Vandinho (30-2).

SANTOS
Rafael (Felipe); Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Paulo Henrique Ganso); Arouca, Wesley e Marquinhos; Madson (Neymar), Zé Eduardo e Marcel.
Técnico: Dorival Júnior

AVAÍ
Zé Carlos; Patric, Rafael, Émerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei (Bruno Silva), Caio e Davi (Marcos); Robinho e Vandinho (Sávio).
Técnico: Antônio Lopes



Santos é derrotado pelo Avaí e se complica na Sul-americana

Mesmo com a dupla Neymar e Ganso em campo durante todo o segundo tempo, o Santos foi surpreendido e perdeu para o Avaí por 3 a 1, nesta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, pela partida de ida da Copa Sul-Americana.

Com o resultado, o time santista vai precisar vencer o adversário por 3 a 0 no jogo de volta, marcado para a próxima quarta-feira, dia 18, na Ressacada, para conseguir a classificação para a próxima fase da competição. Já a equipe catarinense pode perder por até 2 a 0 que mesmo assim garante a vaga.

Foi o primeiro jogo do Santos após a conquista do título da Copa do Brasil, que assegurou ao time da Vila Belmiro a vaga na próxima edição da Taça Libertadores da América.

Nesta quinta-feira à noite, o técnico Dorival Júnior não pode contar pela primeira vez com os atacantes Robinho e André. O primeiro retornou ao Manchester City, enquanto o segundo foi negociado com o Dínamo de Kiev.

O treinador santista também deixou o atacante Neymar e o meia-atacante Paulo Henrique Ganso no banco de reservas. Os jogadores retornaram ao Brasil na quarta-feira após defenderem a seleção brasileira no amistoso diante dos EUA –vitória por 2 a 0. Eles entraram no segundo tempo. Lesionado, Neymar deixou o gramado aos 42min.

O jogo

Mesmo sem contar com o quarteto que foi titular nas conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, o Santos entrou em campo com uma formação ofensiva e buscando o ataque desde o início da partida. A equipe santista ameaçou pela primeira vez aos 8min, quando o meio-campista Marquinhos cobrou falta pela direita e mandou direto para o gol, mas o goleiro Zé Carlos desviou para fora.

O Avaí marcava forte no meio de campo e saía rápido para o ataque. Aos 17min, o time catarinense desceu pela direita e após um bate-rebate, a bola sobrou para Rudnei, que mandou para as redes, abrindo o placar.

Mesmo com o gol sofrido, o time alvinegro continuou melhor do que o adversário. Aos 28min, Madson cruzou da direita e Marcel cabeceou, mas o goleiro Zé Carlos fez bela defesa. No final da etapa inicial, em outra jogada pelos lado do campo, a bola foi cruzada para Madson, que bateu de primeira e quase marcou.

Perdendo o jogo, o técnico Dorival Júnior voltou para a etapa complementar com suas duas principais estrelas. Neymar entrou na vaga de Madson, enquanto Paulo Henrique Ganso substituiu Léo. Com isso, Pará foi deslocado para o lado esquerdo e Wesley foi improvisado na direita.

No entanto, as mudanças não deram resultado. Logo no primeiro minuto, Vandinho recebeu e tocou na saída de Rafael, que fez a defesa. No lance, o goleiro se chocou com o atacante e teve que ser substituído. Aos 19min, em outro contra-ataque, Vandinho avançou livre e encobriu o goleiro reserva Felipe, aumentando o placar: 2 a 0.

Depois do segundo gol sofrido, o Santos reagiu. Aos 24min, Neymar arrancou e passou para Zé Eduardo, que encheu o pé e diminuiu: 2 a 1.

Porém, em outra jogada rápida, Caio foi lançado e rolou para Vandinho que, livre, só teve o trabalho de empurrar para a rede e fechar o placar: 3 a 1.

Santos 1 x 0 San Lorenzo

Data: 11/10/2006
Competição: Copa Sul-Americana – Oitavas-de-final – Partida de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.824 pagantes
Renda: R$ 17.265,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Walter Rial e Líber Prudente (ambos do URU).
Cartões amarelos: Domingos e Carlinhos (S); Orión, Rivero, Hirsig e Lavezzi (SL).
Gol: Wellington Paulista (37-1).

SANTOS
Felipe; Paulo (Denis), Manzur, Domingos e Carlinhos; Heleno, Fabinho (Zé Roberto), André Oliveira e Rodrigo Tabata; Leandro (Jonas) e Wellington Paulista
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SAN LORENZO
Orion; Tula, Méndez, Quattrocchi e Jonathan Bottinelli; González, Rivero, Husain e Hirsig (Dario Bottinelli); Lavezzi (Jimenez) e Silvera (Acevedo)
Técnico: Oscar Ruggeri



Santos vence, mas é eliminado pelo San Lorenzo

Agora o Santos pode se concentrar totalmente na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Não existe mais o “problema” Copa Sul-Americana. Na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, a equipe alvinegra venceu o San Lorenzo, da Argentina, por 1 a 0, mas não avançou às quartas-de-final da competição. Isso porque na partida de ida, na casa do rival, o time amargou uma derrota por 3 a 0.

A indiferença santista pela Sul-Americana, existente desde o começo do certame e principalmente após o tropeço na Argentina, aumentou depois de uma boa seqüência no Brasileirão. Com três vitórias consecutivas no Nacional, o Santos assumiu a vice-liderança e voltou a sonhar com o tricampeonato, mesmo o líder São Paulo estando sete pontos à frente. Tal motivação fez o técnico Vanderlei Luxemburgo escalar uma equipe reserva esta noite.

A atitude do treinador indiciou que não fazia parte dos planos do clube da Baixada realizar uma viagem ao México (para pegar o Toluca, agora adversário do San Lorenzo, pelas quartas-de-final da Sul-Americana). No entanto, os jogadores que entraram em campo demonstraram vontade, apesar de faltar criatividade na armação das jogadas.

O San Lorenzo, por sua vez, adotou uma postura normal para um time que tem uma vantagem de três gols: atuou com cautela e sem se arriscar no ataque. E a proposta do time argentino, primeiro campeão da Sul-Americana, em 2002, deu certo.

“Faltou um pouco mais de finalizações e jogadas pelos lados. Nós sabíamos que eles viriam fechados porque já tinham o resultado da Argentina. Agora é pensar no Brasileiro. Estamos em um bom momento e podemos encostar no líder”, disse Zé Roberto – o meia, Denis e Jonas foram os titulares que entraram no decorrer do jogo.

O jogo entre San Lorenzo e Toluca-MEX, pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana, ainda não tem data marcada. Porém, a primeira partida será na Argentina. Já o Santos, eliminado, se concentra no Campeonato Brasileiro, competição pela qual pega o Botafogo, no sábado, às 18h10, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

O jogo
Precisando vencer por uma diferença de quatro gols para ir para a próxima fase da Copa Sul-Americana sem necessitar dos pênaltis, o Santos iniciou a partida dominando o San Lorenzo. No entanto, teve a posse da bola e não conseguiu criar.

Bem postado na defesa e apostando no contra-ataque, foi o time argentino que quase marcou primeiro. Aos 20min, Lavezzi recebeu dentro da área, dominou e chutou cruzado, procurando o ângulo esquerdo de Felipe. Mas a bola foi para fora.

Aos 31min, Silvera aproveitou cruzamento da direita, em cobrança de escanteio, e cabeceou sozinho dentro da área. Porém, mais uma vez a bola foi para fora. Seis minutos depois, o Santos conseguiu abrir o placar para dar ânimo à equipe. Carlinhos cruzou da esquerda e Wellington Paulista desviou de cabeça, para o fundo das redes argentinas.

Mesmo depois do gol, o Santos continuou explorando as jogadas aéreas e abusou dos chutes de longa distância, que não deram resultado.

No segundo tempo, o Santos voltou com a mesma formação, e continuou sem criatividade para chegar ao gol adversário. E pior. O San Lorenzo começou a sair de trás e atacar a equipe da casa. Com isso, Luxemburgo resolveu colocar alguns titulares.

Com Dênis, Jonas e Zé Roberto em campo, a equipe alvinegra voltou a pressionar. Porém, com mais criatividade. Diferentemente da primeira etapa, quando o Santos abusou das bolas aéreas e de chutes de longa distância, o time conseguiu tabelar mais perto da área e chegar perto do gol.

Prova disso foi uma bola na trave, aos 34min. Zé Roberto fez uma bela jogada pela direita, rolou para o meio da área e André chegou para chutar de primeira. Mas a bola explodiu no travessão e o Santos perdeu a chance de diminuir a vantagem rival, o que deixaria a equipe de Luxemburgo a um gol de levar a decisão para os pênaltis.

Denis preocupa Santos
O Santos pode ter uma baixa significativa para a reta final do Campeonato Brasileiro. O lateral-direito Denis torceu o joelho esquerdo na segunda etapa da vitória alvinegra sobre o San Lorenzo e é dúvida para o compromisso frente ao Botafogo, no Rio de Janeiro, pelo Nacional.