Santos 4 x 0 Vasco

Data: 06/06/2010, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.585 pagantes
Renda: R$ 218.995,00
Árbitro: José de Caldas Souza (DF)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa-PE) e Ênio Ferreira de Carvalho (DF)
Cartões amarelos: Rodriguinho (S); Nilson, Fernando Prass e Ernani (V)
Cartão vermelho: Fumagalli (V)
Gols: André (34-1, de pênalti), Maranhão (06-2), André (17-2), Madson (28-2).

SANTOS
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Zezinho); Rodriguinho (Maranhão), Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique (Breitner); Madson e André
Técnico: Dorival Júnior

VASCO
Fernando Prass; Thiago Martinelli, Cesinha e Dedé; Allan, Souza, Rafael Carioca e Jéferson (Fumagalli) e Ernani; Phillipe Coutinho (Magno) e Nilson (Léo Gago)
Técnico: Celso Roth


Santos goleia, chega ao G-4 e mantém Vasco na zona de rebaixamento

Com um segundo tempo convincente, o Santos aplicou um goleada sobre o Vasco por 4 a 0 neste domingo, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por André, duas vezes, Maranhão e Madson. O resultado deixou o clube paulista na quarta colocação com 12 pontos. O Cruzeiro foi derrotado pelo Atlético-GO e perdeu a chance de ocupar o posto.

Por outro lado, o Vasco permanece em uma situação complicada. Com cinco pontos, o time carioca permanece na zona de rebaixamento do Brasileirão. Com a parada da competição por conta da Copa do Mundo, as duas equipes só voltam a atuar no mês de julho. Os cariocas visitam o Goiás, no Serra Dourada, dia 14. Já os paulistas, fazem o clássico diante do Palmeiras, dia 15, no Pacaembu.

A partida começou equilibrada. O Santos, com uma equipe mais técnica, tinha dificuldade para conseguir entrar na defesa do Vasco. A equipe cruzmaltina marcava forte e não se intimidava pelo fato de jogar fora de casa. Mesmo tendo perdido dois jogadores em última hora, os cariocas não tiveram maiores problemas no início. Elder Granja e Rafael Coelho não atuaram porque sentiram uma indisposição estomacal. Assim, Thiago Martinelli e Nilson, respectivamente, foram os escolhidos.

Com apenas dez minutos de partida, o Vasco criou a melhor chance para abrir o placar. Philippe Coutinho, o principal articulador da equipe carioca, tabelou com Nilson e finalizou com perigo. Rafael espalmou para a linha de fundo. A equipe da casa demorou para se encontrar e somente com uma falta bem batida por Marquinhos, aos 15, que o goleiro Fernando Prass precisou se preocupar.

O início animador deu a falsa impressão que o primeiro tempo seria mais movimentado. Entretanto, o que mais se viu foram passes errados e chutões. O jogo se concentrava nas duas intermediárias porque os cérebros das equipes, Ganso e Coutinho, eram marcados de perto. O Santos, no entanto, acabou se encontrando nos quinze minutos finais e acabou marcando seu gol , em uma falha de Fernando Prass.

O goleiro colocou a bola no chão para repor a bola em jogo e Léo, espertamente, o desarmou. Na sequência, ele derrubou o lateral-esquerdo dentro da área. André, que tinha acertado uma bola na trave em uma jogada anterior, cobrou no canto direito e fez Santos 1 a 0. O tento esfriou novamente a partida. Assim, o primeiro acabou com a vantagem mínima para o time paulista.

“O erro foi meu. Botei a bola no chão e ele (Léo) roubou a bola de mim”, confessou Fernando Prass no intervalo.

Logo no início da segunda etapa, o Santos perdeu Rodriguinho. O volante se chocou com o cruzmaltino Dedé e levou a pior. Com fortes dores na região lombar, precisou ser substituído por Maranhão. A mexida acabou dando certo porque o próprio jogador marcou, aos seis, e aumentou a vantagem santista. Ele acertou um forte chute de fora da área e Fernando Prass nada pode fazer.

Demonstrando mais volume de jogo, o Santos não parou de atacar e seguiu pressionado o Vasco. Insatisfeito com a criação do cruzmaltino, o técnico Celso Roth trocou Philippe Coutinho e Jeferson para promover as entradas de Magno e Fumagalli. Entretanto, a equipe paulista demonstrou seu poder de fogo novamente, aos 17 minutos.

Madson achou André dentro da área, o atacante dominou e tocou com categoria na saída de Fernando Prass. Para piorar o quadro, Fumagalli acabou sendo expulso no minuto seguinte. Ele deu um carrinho criminoso em Pará e o árbitro José Caldas de Souza aplicou o cartão vermelho.

No momento em que Celso Roth se preparava para colocar Léo Gago no lugar de Nilson, o Santos marcou mais um gol. A substituição era evitar mais gols do adversário. Zezinho, que entrou no lugar de Léo, machucado, cruzou rasteiro e Madson completou para a rede, aos 28 minutos. O meia, que deixou o Cruzmaltino no final de 2008, não comemorou.

Com o placar definido, o ritmo da partida diminuiu. O Vasco passou a ficar ainda mais recuado para não sofrer uma derrota por um placar mais elástico. Já o Santos, tocou a bola com tranquilidade porque a vitória estava construída.