Palmeiras 2 x 2 Santos

Data: 01/02/2004
Competição: Campeonato Paulista – Primeira Fase – Grupo B – 4ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Renda e Público: N/D.
Árbitro: Paulo César Oliveira (SP).
Cartões amarelos: Baiano e Diego Souza (P); Renato e Lopes (S).
Gols: Magrão (06-1), Vágner Love (28-1); Robinho (14-2) e Renato (37-2).

PALMEIRAS
Marcos; Baiano, Leonardo, Gláuber, Lúcio; Magrão, Corrêa, Élson (Pedrinho), Diego Souza; Muñoz (Adriano Chuva) e Vágner Love.
Técnico: Jair Picerni.

SANTOS
Júlio Sérgio; Paulo César, Alex, André Luís, Léo; Paulo Almeida (Claiton), Renato, Elano (Lopes), Diego (Basílio); Robinho e Róbson.
Técnico: Emerson Leão.



Palmeiras e Santos ficam no 2 a 2 no clássico do Morumbi

Numa partida emocionante, o Santos recuperou-se no segundo tempo e estragou a volta do Palmeiras aos clássicos estaduais, dos quais ele estava afastado havia dez meses e 24 dias.

O time da Baixada conseguiu mudar o panorama do jogo na etapa final e, depois de estar perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo, chegou aos 2 a 2 no final e por pouco não virou o marcador.

Com o resultado, o Santos lidera o Grupo 2 do Campeonato Paulista, com oito pontos, um à frente de Palmeiras, Marília e Paulista.

Apesar da inexperiência e da grande ansiedade de alguns jogadores –cinco jamais haviam atuado pelo clube num jogo em que há enorme rivalidade com o adversário–, o time de Jair Picerni iniciou melhor o jogo, mesmo com uma má notícia recebida antes da partida.

Marcinho, um dos estreantes em clássicos e que nunca jogara no Morumbi, não pôde atuar. O atleta, cuja função era ser o terceiro zagueiro, sofreu uma crise asmática e tomou medicamento que poderia ser detectado no exame antidoping.

Corrêa entrou em seu lugar e se tornou o responsável por fazer a marcação em Robinho. Deu certo. Na etapa inicial, o atacante santista fora praticamente anulado pelo volante, que jogou improvisado na zaga. A única boa jogada de Robinho no primeiro tempo deu-se logo no início do jogo, quando chutou para o gol: Leonardo salvou em cima da linha.

Mas aos 6min o Palmeiras já abria a contagem. Baiano cobrou escanteio, e Magrão, aproveitando falha grotesca da defesa santista, marcou de cabeça. Além do próprio Magrão, Leonardo também aparecia na área para cabecear sem receber marcação.

Quatro minutos depois o Santos por pouco não empatou. Elano, que mais tarde daria dois bons chutes a gol, ambos muito bem defendidos por Marcos, bateu, mas Corrêa salvou em cima da linha do gol.

Preocupado com os sucessivos avanços do Palmeiras pelo lado direito da defesa santista, Emerson Leão pediu para Paulo Almeida recuar para o setor.

De nada adiantou, e por lá o time de Picerni continuou a fazer suas principais jogadas.

Lúcio avançou pela esquerda do ataque palmeirense, tocou para Élson, que foi derrubado por Renato na área. Pênalti que Vágner desperdiçou, chutando mal para fora, à direita de Júlio Sérgio.

Aos 28min, Vágner se recuperaria da falha. Paulo Almeida errou na marcação e não conseguiu acompanhar o rival, que penetrou livre para fazer 2 a 0.

Com o placar favorável, a torcida do Palmeiras passou a fazer a festa. Além de chamar ostensivamente Diego de “pipoqueiro”, passou a gritar “ê, ô, ê, ô, Mustafá é um terror”, defendendo o presidente do clube, tão criticado por ela própria no ano passado, quando o time teve de disputar a Série B do Brasileiro.

E sobrou até para a Parmalat, antiga parceira do time, que pediu concordata na semana passada, agora chamada de “picareta”.

No segundo tempo, porém, a história do jogo foi outra. Sem Diego e Paulo Almeida, substituídos no intervalo, o Santos voltou melhor, à procura de pelo menos dois gols. Um ele conseguiu, aos 14min, com Robinho, que entrou na área e aproveitou passe de Elano em cobrança de falta para diminuir o marcador.

Logo em seguida quem quase marcou foi o Palmeiras. Vágner avançou livre rumo à área de Júlio Sérgio, mas “conseguiu” errar o alvo, chutando para fora.

O Santos respondeu pouco depois. Elano chutou com perigo, e Baiano salvou em cima da linha.

Mas aos 37min não houve defensor para evitar o gol. Paulo César cruzou para a área rival, e Renato não desperdiçou. De cabeça, empatou para o Santos, deixando irritados os jogadores e a comissão técnica do Palmeiras.

Além de lamentarem a queda de produção no segundo tempo, eles criticavam a arbitragem, dizendo que o juiz deixou de anotar um pênalti para o time do Parque Antarctica, cometido por André Luiz em Muñoz no final do primeiro tempo e que poderia ter deixado o Palmeiras com vantagem de três gols no intervalo.



Créditos:
Ficha Técnica: Fernando Ribeiro