Santos 1 x 1 Palmeiras

Data: 02/10/2010, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.900 pagantes
Renda: R$ 309.860,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Rogério Planos Zanardo (ambos SP).
Cartões amarelos: Pará (S); Kleber e Danilo (P).
Gols: Kleber (19-1) e Alan Patrick (08-2).

SANTOS
Rafael; Pará (Zé Eduardo), Edu Dracena, Durval e Léo; Roberto Brum, Arouca, Danilo e Marquinhos (Alan Patrick); Neymar e Marcel
Técnico: Marcelo Martelotte (interino)

PALMEIRAS
Deola; Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Márcio Araújo e Rivaldo (Patrick); Valdívia (Lincoln) e Kleber
Técnico: Luiz Felipe Scolari.



Santos busca empate com Palmeiras em clássico equilibrado

Anfitriões dominaram o clássico paulista, mas placar termina em igualdade e equipes permanecem empatadas no Brasileirão com 39 pontos

O Palmeiras não conseguiu fazer valer seu retrospecto positivo jogando na Vila Belmiro – são 41 vitórias contra 36 do Santos em 94 partidas – e, apesar de sair na frente dos anfitriões, viu o clássico regional terminar empatado por 1 a 1 e encerrar a sequência de três vitórias que o time havia conquistado nas últimas rodadas. Os donos da casa também saíram insatisfeitos e só puderam comemorar que Fluminense e Corinthians, atuais líderes do Brasileirão, também não venceram seus jogos.

O Santos começou o primeiro tempo com domínio total do jogo, mas perdeu o meia Marquinhos, com dores na perna esquerda e, com isso, perdeu um pouco da criatividade ofensiva. O Palmeiras aproveitou uma das poucas chances criadas e abriu o placar em jogada bem tramada por Marcos Assunção e Valdivia que terminou com bela conclusão de Kleber.

Na etapa final, o técnico do Santos Marcelo Martelotte colocou o time para frente com a entrada do atacante Zé Eduardo no lugar do lateral-direito Pará. O empate veio em chute de Alan Patrick que desviou no zagueiro Danilo e enganou o goleiro Deola. Os donos da casa passaram então a sufocar o Palmeiras até o final do jogo, mas o placar permaneceu inalterado.

Antes da partida, o Santos homenageou o atacante Neymar pelos 100 jogos como profissional com a camisa do clube, completados no meio de semana na partida contra o Vasco. O jogador, inclusive, atuou com uma camisa com o número 100 em referência à marca alcançada.

Na próxima rodada, o Santos enfrenta o líder Fluminense no estádio do Engenhão, quarta-feira no Rio de Janeiro, enquanto o Palmeiras volta a jogar no Pacaembu, contra o Avaí, na noite de quinta-feira.

O jogo

Logo aos dois minutos de jogo, Neymar mostrou que daria trabalho para a defesa palmeirense. Primeiro, ele tentou alcançar lançamento longo e obrigou o goleiro Deola a sair da área para cortar a bola. Na sequência do lance, tabelou com Marquinhos dentro da área e fez bom cruzamento, mas a defesa visitante conseguiu colocar para escanteio.

Aos sete minutos, veio a primeira chance clara do jogo. Léo recebeu lançamento de Marquinhos na esquerda, invadiu a área e chutou cruzado, à esquerda do gol defendido por Deola. Antes dos dez, o principal alvo da marcação palmeirense, Neymar, já pedia assistência médica no banco de reservas do Santos por conta das faltas recebidas.

Mas quem precisou ser substituído, aos 17 minutos, foi Marquinhos. O meia, que fazia boa partida, sentiu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda e precisou ser substituído por Alan Patrick no meio de campo do Santos.

Dominado pelo Santos, o Palmeiras praticamente nada havia criado, mas na primeira chegada mais agressiva acabou abrindo o placar. Valdivia recebeu lançamento de Marcio Araújo dentro da área, passou para trá para Kleber e o camisa 30, da marca do pênalti, chutou de primeira, no ângulo direito, sem chances de defesa para o goleiro Rafael.

Os donos da casa voltaram a levar perigo aos 26 minutos, em chute de fora da área de Alan Patrick. Mas Deola fez boa defesa e colocou para escanteio. Apesar desse lance, no entanto, a ausência de Marquinhos era sentida pelo Santos, que sem o camisa dez tinha mais dificuldade para fazer a transição da bola para o ataque.

Somente aos 39 minutos o time voltou a criar uma possível chance de empatar o jogo. Neymar avançou em velocidade pela esquerda e invadiu a área, mas então tentou cavar um pênalti que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira não marcou e perdeu a jogada. O zagueiro Maurício Ramos ainda deu uma bronca no atacante santista pela simulação.

Nos últimos minutos, o Santos ainda teve mais duas chances em chutes de Danilo e Marcel pela direita da área. Mas a primeira tentativa saiu longe do gol de Deola e a segunda, fraca, foi facilmente defendida. Aos 44, quem quase conseguiu marcar foi o Palmeiras. O lateral-direito Vitor viu Rafael adiantado e bateu com categoria, mas a bola bateu no travessão do goleiro santista.

Na volta do intervalo, o técnico Marcelo Martelotte tentou deixar o Santos mais ofensivo colocando o atacante Zé Eduardo no lugar de Pará e deslocando Danilo para a lateral-direita. E já aos oito minutos o time conseguiu o empate. Primeiro, Neymar fez boa jogada pela direita e chutou cruzado. Deola defendeu e Marcos Assunção afastou. Mas na sequência da jogada, Alan Patrick se livrou da marcação na esquerda e chutou. A bola desviou no zagueiro Danilo e enganou o goleiro palmeirense, que ficou batido no lance.

Com três atacantes e a igualdade no placar, o Santos recuperou o domínio da partida e passou a sufocar o Palmeiras em seu campo de defesa. A única ameaça do Palmeiras até os 15 minutos veio em uma cobrança de falta de Marcos Assunção quase do círculo central. Apesar da distância, o chute rasteiro exigiu boa defesa de Rafael.

Aos 18, Neymar cobrou falta da intermediária para a área palmeirense e o zagueiro Edu Dracena subiu mais que a defesa rival para cabecear, mas a bola saiu acima do gol de Deola. No Palmeiras, Luiz Felipe Scolari tirou Rivaldo e colocou Patrick.

Na metade final da segunda etapa, debaixo de chuva, o Santos continuou mais próximo da área adversária, enquanto o Palmeiras apostava principalmente nos contra-ataques. Nenhuma das equipes, no entanto, conseguiu criar novas boas chances de gol. Apenas os 39 minutos, Neymar fez bela jogada na meia lua da área palmeirense e chutou tentando encobrir o goleiro Deola, mas o camisa um defendeu com tranquilidade.