Santos 0 x 0 Náutico

Data: 07/12/2008, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.121 pagantes
Renda: R$ 79.612,00
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF).
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas e César Augusto Vaz (ambos do DF).
Cartões amarelos: Kléber Pereira (S); Felipe, Titi e Adriano (N).

SANTOS
Fábio Costa; Pará, Domingos, Adaílton e Kléber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Róbson (Lima) e Bida; Molina (Fábio Santos) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes

NÁUTICO
Eduardo; Adriano (Everaldo), Vágner e Titi; Ruy, Derley, Ticão, Willian (Eré) e Anderson Santana; Clodoaldo e Felipe (Geraldo).
Técnico: Roberto Fernandes



Peixe e Timbu ficam no zero. Pior para o time da casa. E para Kléber Pereira

Santos está fora da Copa Sul-Americana, e Kléber ganha companhia na ponta da tabela de artilheiros. Já Náutico se livra da queda

Um fim de Brasileirão melancólico para o Santos e de alívio para o Náutico. Jogando pessimamente, o Peixe não conseguiu furar o bloqueio da equipe de Recife e o jogo disputado neste domingo à tarde, na Vila Belmiro, não saiu de um magro 0 a 0, num jogo sofrível. Com o resultado, o Santos, com 45 pontos, está fora da Copa Sul-Americana, pois foi ultrapassado pelo Atlético-PR, que leva a melhor no número de vitórias. Já o Náutico, com o pontinho suado, foi a 44 e se livrou do rebaixamento. Kléber Pereira foi alcançado por Washington e Keirrison e terá de dividir o posto de artilheiro do Brasileirão. Todos com 21 gols.

O Santos entrou em campo perseguindo dois objetivos: garantir a vaga na Sul-Americana e consagrar Kléber Pereira artilheiro do Brasileirão. No entanto, a obsessão pela segunda meta acabou atrapalhando a realização da primeira. Durante toda a primeira etapa, todo jogador santista que recebia a bola procurava o atacante, que, muitas vezes, não estava bem posicionado. Até mesmo as faltas, normalmente cobradas por Molina ou Kleber, ficaram a cargo de Kléber Pereira, que não conseguia acertar o alvo.

O Peixe até pressionou no início e, aos 14 minutos, perdeu uma chance incrível, quando Pará entrou livre pela direita e cruzou para o lateral Kleber, que recebeu na entrada da pequena área e chutou. O goleiro Eduardo defendeu à queima-roupa.

A apenas um empate da sobrevivência na Série A, o Timbu se trancava atrás e buscava espaço para contra-atacar. E aos poucos, foi assustando o time da casa. O Santos marcava muito mal, principalmente pelo lado esquerdo de sua defesa. Kleber tentava ajudar no meio-campo e abandonava o seu setor, dando espaços para o Náutico avançar por ali. Tanto que Fábio Costa salvou o Peixe em duas oportunidades: aos 28 e aos 35 minutos da primeira etapa, ambos em chutes de Felipe.

Para piorar, o sistema de som da Vila Belmiro anunciava a vitória parcial do Atlético-PR sobre o Flamengo, em Curitiba, e o gol de Keirrison, do Coritiba, sobre o Sport, em Recife. O Peixe só não estava fora da Sul-Americana porque o Ipatinga vencia o Fluminense. Já Kléber via o atacante do Coxa alcançá-lo na ponta da tabela de artilheiros, ambos com 21 gols.

Apesar de jogar mal, o Santos conseguia, vez ou outra, envolver a defesa do time de Recife. O gol santista poderia ter saído aos 45 minutos. Em uma falta cobrada por Kléber Pereira, o goleiro Eduardo bateu roupa e a bola sobrou para Robinho. Sozinho, o meia tentou colocar de cabeça e errou o alvo. Nada dava certo.

O segundo tempo se manteve igual. Com o Santos tentando pressionar, mas errando passes demais. Já o Náutico mal passava do meio-campo. Apenas se defendia, tirando todos os espaços do Alvinegro. Para piorar, o Furacão ampliava sobre o Flamengo e o Fluminense, com Washigton, empatava com o Ipatinga. O Peixe, a essa altura, estava fora da Sul-Americana, e Kléber Pereira já dividia a artilharia com dois concorrentes.

Quando Kléber teve uma chance clara para marcar, aos 26, o goleiro Eduardo atrapalhou, fazendo uma grande defesa em chute cruzado do goleador.

Com o péssimo desempenho do time em campo e com a perspectiva de não ver o time, sequer, na Copa Sul-Americana em 2009, a torcida santista, que compareceu em bom número (mais de 14 mil pessoas foram à Vila), perdeu a paciência. Houve muitas vaias e até alguns xingamentos ao técnico Márcio Fernandes, principalmente quando ele sacou Molina para a entrada de Fábio Santos, aos 35 minutos da etapa final.

Aos 38, o lance que resumiu a partida. Lima, que entrara na vaga de Róbson, recebeu pela ponta direita. Em vez de chutar a gol, ele recuou para Kléber Pereira marcar. O artilheiro, porém, errou o chute. Pegou tão mal que a bola foi em direção à linha lateral e sequer chegou a sair.

Ao fim da partida, para “coroar” o show de incompetência, o técnico do Náutico, Roberto Fernandes, se desentendeu com o quarto árbitro, Élcio Paschoal Borborema, foi para cima, tentou acertar um soco no regra três e acabou expulso.

Ao fim do jogo, tristeza e abatimento dos santistas. E festa, muita festa entre os jogadores do Timbu. A permanência na Série A foi comemorada como um título.