Santos 2 x 1 Paraná

Data: 28/08/2002, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.661 pagantes
Renda: R$ 71.455,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Cartões amarelos: Luís Paulo e Ronaldo (P); Elano e Robinho (S).
Cartão vermelho: Sidnei (P) .
Gols: Maurílio (01-2), Léo (18-2) e Diego (31-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Preto, Alex (William) e André Luis; Elano (Alexandre), Paulo Almeida, Renatinho, Robinho e Leo; Diego e Alberto (Douglas).
Técnico: Emerson Leão

PARANÁ
Marcos; Luís Paulo, Cristiano, Fábio Luiz e Fabinho (Cris); Goiano, Sidnei, Émerson e Ronaldo (Tiago); Maurílio e Márcio (Alexandre).
Técnico: Otacílio Gonçalves



Santos vence Paraná e mantém 100% de aproveitamento na Vila

Apesar do predomínio absoluto durante toda a partida, o Santos saiu em desvantagem no placar, mas, depois de muita insistência, conseguiu a virada e bateu o Paraná Clube por 2 a 1, nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro.

O lateral Léo se converteu no destaque da partida, ao marcar o primeiro gol do Santos e sofrer o pênalti que resultou no segundo.

Com marcação sob pressão na saída de bola do adversário e disputando as jogadas com muita disposição, os santistas acuaram o Paraná na defesa durante todo o primeiro tempo.

Envolvido pelo ritmo veloz do Santos, o time paranaense era obrigado a recorrer às faltas violentas para conter as tabelas e lances individuais dos meias Diego e Robinho e dos alas Elano e Léo. Apenas na primeira etapa, três jogadores paranaenses tinham sido punidos com cartão amarelo devido à violência.

Com apenas oito minutos de partida, o Santos já tinha finalizado quatro vezes contra o gol de Marcos. Aos 15min, o árbitro Wilson de Souza Mendonça anotou impedimento e anulou o gol de Alberto, que, em jogada de Elano e Robinho, concluiu para as redes após rebote do goleiro.

O Paraná se limitava a defender e não ameaçava o gol santista. Nos momentos em que tentava armar o contra-ataque, falhava no passe e perdia a bola na frente, dando chance ao Santos se lançar novamente ao campo ofensivo.

Sem conseguir marcar no primeiro tempo, apesar das várias oportunidades criadas, o Santos recebeu o castigo logo aos 2min da etapa final. Na cobrança de uma falta em que Robinho agarrou um adversário por trás, o meia-atacante Maurílio acertou o ângulo do goleiro Júlio Sérgio e abriu o placar.

Mesmo com a vantagem, o Paraná se tornou vítima do próprio jogo violento. Dois minutos após o gol, o volante Sidnei, que já tinha cartão amarelo, entrou de forma dura no lateral Léo e foi expulso.

Com o adversário numericamente inferiorizado, o técnico Leão sacou Alex, um dos três zagueiros, e colocou em campo o atacante William, convertendo o esquema 3-5-2 em 4-4-2.

A persistência ofensiva do Santos acabou dando resultado aos 18min. O zagueiro André Luis levantou a bola na área, a defesa do Paraná rebateu, e o lateral Léo aproveitou a sobra para chutar forte e empatar.

Após o gol santista, o Paraná renunciou totalmente ao ataque e se entrincheirou na defesa para tentar garantir o resultado. O Santos se posicionou quase inteiramente no campo adversário e passou a forçar o segundo gol, com chutes de fora da área e penetrações por meio de tabelas.

A forte pressão santista surtiu efeito aos 31min. Léo invadiu a área, tentou o drible sobre o lateral Luís Paulo e sofreu pênalti. Diego colocou a bola no canto direito, deslocando o goleiro para o lado esquerdo.

Aos 34min e aos 42min, em dois lances de categoria, Robinho quase ampliou. No primeiro, o meia carregou a bola desde a intermediária, cortou um zagueiro dentro da área, mas, na conclusão, a bola saiu, junto à trave. No segundo, fintou dois adversários e atingiu a trave com um chute de longa distância.

Homenagem

Antes do jogo, o volante Renato recebeu uma placa por ter completado 100 jogos com a camisa santista e por ter anotado o histórico gol de número 10.500 da história do clube. A marca foi conquistada diante do Figueirense, na última semana.