Santos 2 x 0 Coritiba

Data: 28/08/2005
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: N/D
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: José Javel Silveira (RS) e Altemir Hausmann (RS)
Cartões amarelos: James e Rodrigo Mancha (C); Geílson (S).
Gols: Geílson (07-1) e Geílson (19-1).

SANTOS
Saulo; Zé Leandro, Rogério, Luis Alberto e Wendell (Fábio); Fabinho, Gavião (Edmílson), Ricardinho e Léo Lima; Geílson e Douglas (Basílio)
Técnico: Gallo

CORITIBA
Douglas; Vagner, Alan (Douglas Peruíbe)e Flávio; Jackson, Rodrigo Mancha, Capixaba, Marquinhos (James) e Ricardinho; Alcimar (Marciano) e Renaldo
Técnico: Cuca



Novo camisa 7, Geílson leva Santos à liderança do Brasileiro

No início da era pós-Robinho, o novo camisa 7 do Santos brilhou na noite deste domingo e levou a equipe à liderança isolada do Campeonato Brasileiro. Pouco depois do craque fazer sua estréia no futebol espanhol, o jovem Geílson se destacou na Vila Belmiro, marcou dois gols e garantiu a vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Coritiba, pela 23ª rodada.

O triunfo reconduziu o atual campeão nacional à primeira colocação da tabela, com 42 pontos. Depois de liderar o Brasileiro nas rodadas iniciais, o time do litoral paulista retorna ao topo da classificação beneficiado pelo empate do Corinthians com o Botafogo.

Vestindo a camisa consagrada por Robinho, Geílson honrou o número 7. Em sua sétima partida como profissional pelo Santos, o atacante chegou aos sete gols e atingiu a média de um por jogo. “Todo mundo está passando confiança para mim e ajudando para eu poder mostrar serviço”, disse o jogador.

Geílson recebeu até elogios de Pelé, que assistiu à partida dos camarotes da Vila Belmiro. “Trata-se de um atacante oportunista. Ele não é muito técnico, mas tem sorte e senso de colocação. A bola o procura”, disse o maior ídolo da história santista.

A vitória sobre os paranaenses foi a terceira consecutiva do Santos, que havia batido Paysandu e Figueirense nas partidas anteriores. O resultado ainda ameniza um pouco os problemas enfrentados pelo técnico Gallo, que, além de perder Robinho para o Real Madrid, teve 11 desfalques neste domingo.

O Coritiba, por sua vez, segue com 32 pontos e permanece fora da zona de classificação à Copa Sul-Americana. Depois de superar o Fortaleza em casa, a equipe de Cuca volta a sofrer com a irregularidade que tem marcado sua campanha no Nacional.

O time paranaense retorna a campo pelo Campeonato Brasileiro no dia 8 de setembro, quando visita o Palmeiras no Parque Antarctica, em São Paulo. O Santos também joga fora. A equipe alvinegra defende a liderança diante do Atlético-PR, na Arena da Baixada.

O jogo

O Santos começou a partida pressionando o Coritiba e não demorou para abrir o placar. Com sete minutos de bola rolando, Ricardinho cruzou da direita, Douglas furou, mas Geílson não. O atacante concluiu com tranqüilidade e colocou os anfitriões em vantagem.

Depois do gol, o Coritiba tentou equilibrar o confronto, mas teve seu ímpeto freado aos 19min. Em noite inspirada, Geílson recebeu cruzamento da esquerda de Wendell e, livre de marcação, chutou para ampliar a diferença sobre os paranaenses.

Não bastasse o revés no marcador, a equipe de Cuca teve duas baixas por lesão ainda no primeiro tempo. O zagueiro Alan e o meia Marquinhos precisaram deixar o gramado aos 25min, dando lugar a Douglas Peruíbe e James, respectivamente. Com isso, Jackson voltou ao meio-campo e Mancha foi recuado para a defesa.

Ainda que forçadas, as mudanças surtiram algum efeito e o Coritiba passou a ameaçar a meta de Saulo. Vagner, de cabeça, e Rodrigo Mancha, em chute de fora da área, foram os primeiros a assustar o goleiro santista. Aos 45min, Renaldo conseguiu estufar as redes de Saulo, mas o árbitro Carlos Eugenio Simon assinalou impedimento e anulou o lance.

Depois do intervalo, o Coritiba voltou com uma postura mais ofensiva e começou o segundo tempo pressionando os paulistas. Marciano, que entrou no lugar de Alcimar, deu maior movimentação ao ataque, mas não conseguiu criar chances claras de gol.

O Santos, mais recuado, só voltou a ameaçar a meta de Douglas aos 13min, quando Douglas cabeceou firme após cruzamento de Wendell da esquerda e obrigou o goleiro paranaense a fazer bela defesa.

No entanto, errando muitos passes e mostrando a falta de entrosamento devido aos desfalques, o time de Gallo não conseguiu se organizar no setor ofensivo, facilitando as coisas para os três zagueiros do Coritiba.

Os minutos finais foram marcados pelo desespero dos visitantes, que tentaram de tudo para evitar a derrota e acabaram cedendo espaço para o Santos nos contra-ataques. Mesmo assim, o placar não sofreu mais alterações e a equipe alvinegra confirmou o triunfo diante de sua torcida.