Santos 5 x 0 Portuguesa Santista

Data: 28/01/2001
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: não divulgado
Árbitros: Edílson Pereira de Carvalho e Tadeu Bosco da Cruz.
Cartão amarelo: Orestes (P).
Cartão vermelho: Valdir (P).
Gols: Deivid (05-1); Léo (20-2), Robert (38-2), Rodrigão (40-2) e Rodrigão (44-2).

SANTOS
Fábio Costa; Pereira, Galván e André Luis (Marcelo Silva); Russo (Caíco), Claudiomiro, Renato e Léo; Robert, Deivid (Júlio Cesar) e Rodrigão.
Técnico: Geninho

PORTUGUESA SANTISTA
Sandro; Márcio Goiano, Lima e Orestes; Valdir, Caçapa (Marcos Basílio), Rossato (Ceará) e Capitão; Jean Carlo (Zinho), Jean e Tico Mineiro.
Técnico: Muricy Ramalho



Santos mantém performance de 100%

Time goleia a Portuguesa Santista e tem quatro vitórias em 2001; equipe do técnico Geninho ainda não sofreu gols.

Com a goleada contra a Portuguesa Santista por 5 a 0, na Vila Belmiro, o Santos manteve o aproveitamento de 100% que vinha tendo nos jogos que disputou pelo Torneio Rio-São Paulo e pelo Paulista deste ano.

Desde o início do jogo, o time do técnico Geninho foi muito superior em campo, acuando completamente a equipe comandada por Muricy Ramalho. Dois dos principais destaques do time foram Robert e Rodrigão, que fizeram a torcida “”esquecer” a ausência de Dodô, que pode se transferir para o Palmeiras (leia texto nesta página).

O Santos jogou à vontade no primeiro tempo. Até os 12min, a Portuguesa Santista, que já perdia por 1 a 0, não havia dado nem sequer um chute a gol. O primeiro gol do Santos fora marcado logo aos 5min. Robert caiu pela esquerda e cruzou na cabeça de Deivid, que concluiu com perfeição a jogada.

Na primeira etapa, o melhor jogador em campo foi o meia Robert. Suas constantes deslocações confundiram a marcação da Portuguesa Santista, que parecia desnorteada em campo.

Preocupado com o domínio do rival e as constantes investidas de Robert, o técnico Muricy Ramalho, já aos 20min, decidiu substituir o lateral Rossato por Ceará. Mesmo com a alteração, o panorama da partida continuou o mesmo.

Aos 21min, Robert deixou Rodrigão na cara do gol, mas o atacante chutou bem acima do travessão, perdendo a chance de ampliar o marcador.

A Portuguesa Santista praticamente não ameaçou o goleiro Fábio Costa -a única chance criada foi em jogada concluída pelo lateral Valdir, por cima da trave. O mesmo Valdir saiu reclamando de pênalti que teria sofrido de Claudiomiro, aos 43min, mas o árbitro ignorou seus protestos.

No segundo tempo, Robert continuou desequilibrando, embora dividindo a criação das principais jogadas com Rodrigão.

Aos 5min, Valdir, que saíra reclamando na etapa inicial, foi expulso. Com dez, a Portuguesa Santista sucumbiu de vez.

Júlio César, que havia acabado de entrar em campo, chutou de fora da área, a bola resvalou na zaga e subiu. Em seguida, Léo concluiu, fazendo 2 a 0. A partir daí, foi um gol atrás do outro.

Robert fez 3 a 0, e Rodrigão completou o placar marcando os últimos dois. O primeiro, de pênalti, no rebote do goleiro, foi muito festejado por Serginho, auxiliar técnico de Geninho. “No intervalo, ele disse que eu ficasse tranquilo, que o gol sairia naturalmente”, afirmou Rodrigão, que comemorou o gol abraçado a Serginho.

Logo em seguida, o atacante tabelou com Júlio César e fez 5 a 0. Mesmo com a larga vantagem no placar, o Santos continuou pressionando e perdeu pelo menos outras três chances, que poderiam ter tornado a partida a maior goleada, até aqui, do Paulista-2001 -na semana passada, a Lusa venceu por 6 a 1 o União.

Com a vitória, o time segue invicto neste ano. Pelo Rio-SP, derrotou Botafogo e Flamengo, ambos por 3 a 0. Em sua estréia no Paulista, venceu o Guarani por 1 a 0 -o goleiro Fábio Costa não sofreu nenhum gol em 2001. A Portuguesa Santista, por sua vez, prossegue sem ter ganho ponto no Paulista -na estréia, perdeu para a Ponte Preta (1 a 0).

Possível ida para o Palmeiras tira Dodô do jogo

A possibilidade de transferência do atacante Dodô para o Palmeiras dominou o ambiente no Santos na tarde de ontem. O jogador não foi escalado pelo técnico Geninho, que optou por Deivid.

A justificativa para a ausência de Dodô foi a abertura de negociações entre Santos e Palmeiras. Dodô foi dispensado, na noite de sábado, para aguardar o desenrolar das conversações.

Paulo Ferreira, diretor do Santos, confirmou que o clube recebeu a proposta. Ele assegurou, no entanto, não ter havido entendimento. Ferreira afirmou que a liberação de Dodô do jogo se deu porque a inviabilização do negócio poderia prejudicar o desempenho do atleta.

O vice-presidente do Santos, Norberto Pereira dos Santos, disse que dirigentes de Santos e Palmeiras ainda devem se encontrar para tentar concluir a transação.