Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1, 2 e 3.

São Paulo 1 x 2 Santos

Data: 28/11/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Quartas-de-final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 64.946
Renda: R$ 984.660,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (Fifa-PE)
Cartões amarelos: Ricardinho, Luis Fabiano, Ameli e Fábio Simplício (SP); Elano, Fábio Costa e Léo (S).
Gols: Luis Fabiano (04-1); Léo (14-2) e Diego (47-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Rafael (Júlio Baptista), Ameli, Jean e Gustavo Nery; Júlio Santos (Adriano), Fábio Simplício, Ricardinho e Kaká; Reinaldo (Leandro) e Luis Fabiano.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Alexandre) e Diego; Robinho e Alberto (Marcão).
Técnico: Emerson Leão


Santos elimina o melhor time do Nacional e pega o Grêmio nas semifinais

Melhor equipe da primeira fase do Campeonato Brasileiro, o São Paulo foi eliminado na noite desta quinta-feira pelo jovem time do Santos, último entre os oito classificados, que venceu por 2 a 1 no Morumbi.

Os santistas, que já haviam vencido o primeiro confronto do mata-mata por 3 a 1, na Vila Belmiro, agora pegam o Grêmio na semifinal. A primeira partida acontece no domingo, em Santos.

Com a eliminação, o São Paulo -que tem o melhor ataque e um dos times mais estelares da competição- completou 11 anos sem vencer o principal torneio do país, o que configura o seu maior jejum na história do Brasileiro.

Já o Santos volta à uma semifinal após quatro anos, foi eliminado em 98 pelo Corinthians.

As duas maiores revelações santistas -o atacante Robinho, 17, e o meia Diego, 18- participaram diretamente dos gols do time hoje: o primeiro fez bela tabela com Léo, que marcou, e o segundo decretou a vitória.

“Apostamos no valor jovem. Demos a confiança e eles estão retribuindo”, afirmou o técnico do Santos, Emerson Leão, que considerou uma injustiça o São Paulo ficar fora do Brasileiro.

Nem tanto pela técnica, mas principalmente pelas faltas e pela tensão, a partida de hoje lembrou o confronto entre São Paulo e Santos no mesmo Morumbi pela primeira fase do Brasileiro, vencido pelo primeiro por 3 a 2.

Enquanto o santista Diego, que naquele jogo comemorou um gol pisando no escudo são-paulino, era hostilizado pela torcida do rival -que ocupava quase 80% do Morumbi-, os jogadores se digladiavam em campo. A partida teve 62 faltas -a média do Brasileiro é de 52-, e o Santos bateu mais (35 a 27).

Embora a truculência tenha começado nos primeiros minutos, o juiz Wilson de Souza Mendonça só mostrou cartão após os 30min.

Ironicamente, no primeiro jogo do campeonato em que conseguiu repetir uma escalação duas vezes seguidas, o técnico Oswaldo de Oliveira viu sua formação ideal ruir, aos 27min, quando Reinaldo, que torceu o tornozelo, teve de dar lugar a Leandro.

Menos mal que o seu time já havia aberto o placar, logo aos 5min, com o artilheiro Luis Fabiano. Mas o Santos fazia uma marcação dura, dificultando as penetrações dos são-paulinos.

Time que mais desarma do Brasileiro, o Santos confirmou a característica hoje: fez 155, contra 138 do adversário.

Já o São Paulo, que terminara a primeira fase com a melhor pontaria do torneio, pecou no fundamento hoje, concluiu 22 vezes, mas errou a pontaria, só acertando seis (27%).

Se o primeiro tempo foi feio e truculento, a etapa final não foi muito diferente, mas o Santos aproveitou melhor os contra-ataques. No primeiro indício da evolução do time, Robinho ficou livre na cara de Rogério logo aos 5min, mas desperdiçou. Pouco depois, auxiliou com classe Léo a empatar o jogo.

Nem as bolas de Jean e Ricardinho no travessão alteraram os “meninos da Vila”.

Aos 45min, quando parecia certo que a vaga na semifinal estava garantida, a torcida do Santos começou a gritar “olé” e a cantar refrões para celebrar o time. Mal sabia que o melhor estava por vir, com o gol do outro destaque do time, Diego, o escolhido para Judas pelos são paulinos.

Fontes: Folha de São Paulo e Revista Lance.