Santos 3 x 1 Corinthians

Data: 31/05/2009, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.666 pagantes
Renda: R$ 245.040, 00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Nilson de Souza Monção e Carlos Augusto Nogueira Júnior (ambos de SP).
Cartões amarelos: Fabiano Eller (S); Souza, Jean, Boquita e Renato (C).
Cartão vermelho: Lulinha (C).
Gols: Ganso (17-1), Ganso (30-1); Renato (05-2) e Madson (44-2).

SANTOS
Fábio Costa; Luizinho (Pará), Fabão, Fabiano Eller e Léo (Germano); Roberto Brum, Rodrigo Souto, Ganso, Madson e Molina (Neymar); Kléber Pereira.
Técnico: Vágner Mancini

CORINTHIANS
Júlio César; Diogo, Jean, Renato e Wellington Saci (Bruno Bertucci); Jucilei (Marcinho), Moradei (Jadson), Boquita e Morais; Lulinha e Souza.
Técnico: Mano Menezes



Santos vence reservas do Corinthians e se vinga na Vila Belmiro

O Santos entende que o seu maior pecado nas finais do Paulistão foi ter desperdiçado inúmeras chances de gol contra o Corinthians na Vila. No reencontro entre as duas equipes, agora pelo Campeonato Brasileiro, o time da Baixada tratou de corrigir o fundamento em casa, venceu por 3 a 1, e deu o troco sobre o atual campeão estadual.

Estrela do jogo, Paulo Henrique Ganso marcou dois gols, além de exibir bom repertório de dribles e passes.

“Realmente o Corinthians já estava entalado, pois era o único time que havia vencido a gente duas vezes neste ano. Eu tive uma tarde especial e pude fazer dois gols para ajudar o Santos a vencer”, diz Paulo Henrique.

Com este resultado, o Santos findou jejum sem vitória sobre o Corinthians no ano, que registrava duas vitórias corintianas e um empate.

Voltado à decisão das semifinais da Copa do Brasil, o Corinthians utilizou formação reserva na Vila. Já o Santos usou seus principais jogadores.

Mesmo não contando com força máxima, Mano Menezes armou o Corinthians nos moldes da equipe titular, com um atacante fixo (Souza) e outros dois jogadores ofensivos pelos lados (Morais e Lulinha). No entanto, a estratégia corintiana de chamar o Santos e investir em contra-ataques se mostrou ineficiente.

A dupla Lulinha/Souza era facilmente anulada pela zaga santista. Já em seu primeiro lance de grande perigo à meta do Corinthians, o Santos abriu o placar com Paulo Henrique Ganso, que concluiu assistência de Luizinho.

O Corinthians ainda reclamou com a arbitragem, alegando que a bola não havia entrado, mas o árbitro Leandro Vuaden não teve dúvida em assinalar o gol.

Com maior controle em campo, o Santos distribuía o jogo, evitando dar espaço para o rival nos contra-golpes.

Inspirado, Paulo Henrique pôs o Santos em situação ainda mais confortável no marcador. O meia deixou Kléber Pereira frente a frente com Julio Cesar. O goleiro corintiano deu rebote, sobrando a bola no pé de Paulo Henrique, que empurrou para o gol, aos 29 min da etapa inicial.

Desentrosado, o Corinthians trocava passes desconexos, arrematando sem perigo.

A equipe de Parque São Jorge veio disposta a mudar o panorama do clássico. Logo aos 4 min, o Corinthians fez o seu primeiro gol. O zagueiro Renato aproveitou bobeada de Fábio Costa.

O gol corintiano “devolveu” o time visitante ao jogo, equilibrando a partida. Em contra-ataque, o Corinthians quase empatou, com Morais. Fábio Costa fez boa defesa. A situação corintiana se complicou aos 20 min da segunda etapa após expulsão de Lulinha.

Com um a mais em campo, o Santos pressionou o adversário. Julio Cesar fez três boas intervenções, em chutes de Madson. O terceiro gol era questão de tempo. Bem colocado, Madson marcou o terceiro gol do Santos. No final do jogo, a torcida santista entoou o grito de “olé”.