Goleiros:
Marolla
Ademir Maria
Silas


Laterais:
Toninho Oliveira
Gilberto Sorriso
Toninho Paraná


Zagueiros:
Márcio Rossini
Joãozinho
Toninho Carlos
Dimas
Pagani


Meio-campistas:
Celso
Dema
Luiz Gustavo
Paulo Isidoro
Pita
Lino
Toninho Vieira
Toninho Silva
Cardim


Atacantes:
Camargo
Paulinho Batistote
Serginho Dourado
João Paulo
Márcio Fernandes
Serginho Chulapa
Leopoldo Luque
Gérson
 


Técnico:
Chico Formiga



Santos Futebol Clube

– Presidente: Ernesto Vieira da Silva (1982-1983)
– Patrocínio: Casas Bahia
– Fornecedor: Topper

Elenco:

G – Fiordemundo Marolla Júnior (Marolla)
G – Ademir Antônio Maria
G – Silas Carrere

LD – Antônio de Oliveira Filho (Toninho Oliveira)
LE – Gilberto Ferreira da Silva
LD – Antônio Claretti Pinto (Toninho Paraná)

QZ – Márcio Antônio Rossini
ZC – João Rosa de Sousa Filho (Joãozinho)
QZ – Antônio Carlos Correa (Toninho Carlos)
Z – Dimas Pereira Dantas
QZ – Gílson Pagani

MC – Celso Peixoto Diniz
MV – Valdemar Barbosa (Dema)
MV – Luiz Gustavo de Marco
PL – Paulo Isidoro de Jesus
MA – Edvaldo Oliveira Chaves (Pita)
MC – Joselino Martins de Jesus (Lino)
MV – Antônio Carlos Pires Vieira (Toninho Vieira)
MC – Luís Carlos de Melo Cardim
MV – Antonio de Jesus Silva (Toninho Silva)

PD – Eneias de Camargo
PD – Paulo Batistote (Paulinho Batistote)
PD – Sérgio Secundino dos Santos (Serginho Dourado ou Serginho Secundino)
PE – João Paulo de Lima Filho
PE – Márcio Fernandes Figueiredo
CA – Sergio Bernardino (Serginho Chulapa)
CA – Leopoldo Jacinto Luque
CA – Gérson da Silva

T – Francisco Ferreira Aguiar (Chico Formiga)

Comissão Técnica: Celso Diniz (Preparador físico), Wilson Quiqueto (Preparador de goleiros), Carlos Braga (Médico)



Quem chegou: Paulo Isidoro (PL, Grêmio), Serginho Chulapa (CA, São Paulo), Toninho Oliveira (LD, Ponte Preta), Camargo (PD, Juventus-SP), Dema (MV, Comercial-MS), Pagani (QZ, Democrata-MG), Luque (CA, Tampico-MEX), Lino (V, Flamengo).

Quem saiu: Palhinha (CA, Cruzeiro), Chicão (V, liberado), Carlos Silva (MC, América-RJ), Cardim (MC, Inter de Limeira).

Time-base: Marolla; Toninho Oliveira, Márcio Rossini, Toninho Carlos e Gilberto Sorriso; Dema, Paulo Isidoro e Pita; Camargo, Serginho Chulapa e João Paulo.



Histórico:

Em busca de velhas glórias

Depois de apagadíssimas participações em Campeonatos Brasileiros nos últimos cinco anos, o Santos parece decidido, desta vez, a reviver as suas jornadas vitoriosas.

Em pouco mais de 30 dias foram gastos 345 milhões de Cruzeiros, surgidos numa Vila Belmiro (que se desacostumara tanto aos milhões quanto aos títulos, antes fartos e seguidos) pela ação de um grupo de empresários liderados por Milton Teixeira e pelos velhos patronos do Santos, apartados por intermináveis disputas políticas que abalaram o prestígio alcançado em mais de 20 anos, durante a “Era Pelé”.

Desde a saída de seu mais famoso jogador, o clube conseguiu um único título, o de campeão paulista de 1978, com um elenco de garotos reunidos por Francisco de Aguiar, o mesmo Formiga que retornou à velha casa. Mas Formiga e os novos diretores do clube sabiam não bastar só a presença do mesmo treinador. Com um formidável elenco de 50 jogadores como patrimônio, o Santos não conseguiu sequer a classificação para esta Taça de Ouro (Campeonato Brasileiro), valendo-se do desagradável privilégio de ser “convidado pela CBF por seu handicap em torneios nacionais”.

Muito pouco para quem carrega a glória de um bicampeonato mundial interclubes e conseguiu a proeza de se tornar segundo clube em torcida no Estado, ao menos em fidelidade e grandes arrecadações. Só uma agressiva política de grandes contratações seria mesmo capaz de espantar os fantasmas do “fim dos grandes dias”, que passara a rondar até os mais fanáticos torcedores nos últimos anos.

E foi o Santos que saiu primeiro na disputa pelos talentos insatisfeitos em seus clubes. Contratou o ponta-de-lança Paulo Isidoro (craque do Grêmio e da seleção brasileira), velho sonho de corintianos e palmeirenses, pagando sem discutir o que pedia o Grêmio, passando o Flamengo para trás e se apresentando como clube endinheirado, o que implicava em riscos.

Ainda assim a diretoria santista disputou com a Portuguesa e venceu a corrida pelo passe de Toninho Oliveira (Ponte Preta). Conseguiu o ponta Camargo, o volante Dema e ainda os empréstimos de Pagani, zagueiro revelado no último campeonato mineiro, e o não tão jovem Leopoldo Luque, goleador da seleção argentina na Copa de 78 ao lado de Mário Kempes.

Faltava ainda a grande estrela, um talento capaz de desestimular as saídas de João Paulo e Pita, cansados do papel de grandes atores numa companhia de mau desempenho. E o último lance foi Serginho Chulapa (São Paulo), centroavante da seleção, “santista desde garoto” segundo confidências apressadas do próprio jogador, perdoado de todos pecados passados em troca da promessa de gols que mais de dez centroavantes substitutos de Juary não devolveram ao Santos.

Para manter o elenco e acalmar credores, o Santos firmou contrato de exclusividade para transmissão de seus jogos com a Rede Globo, por 100 milhões, mais 55 se passar à final da Taça de Ouro. Um contrato de patrocínio para as camisas também foi conseguido, por cinco meses, no valor de 75 milhões de cruzeiros. E há até uma grande campanha de arrecadação junto aos torcedores, na qual cada um contribui voluntariamente com 5 mil cruzeiros mensais.

Faixa estendida na Vila Belmiro após contratação de Paulo Isidoro e Serginho Chulapa



Fontes: Revista Placar e Jornal Folha de SP.