Santos 0 x 1 Palmeiras

Data: 01/02/1997, sábado
Competição: Torneio Rio SP – Semifinais – Jogo de volta
Local: Estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente, SP.
Público: 18.249
Renda: R$ 141.615,00
Árbitro: Francisco Dacildo Mourão Albuquerque (CE)
Cartões amarelos: Rincón, Cafu, Djalminha e Cléber (P); Rogério Seves e Marcos Assunção (S).
Gol: Ronaldão (33-2, contra).

SANTOS
Zetti; Anderson, Sandro, Ronaldão e Dutra (Rogério Seves); Marcos Assunção, Vágner, Piá (Caíco) e Robert; Alessandro e Macedo (Alexandre).
Técnico: Wanderley Luxemburgo.

PALMEIRAS
Velloso; Cafu, Cléber, Wagner e Júnior; Leandro, Rogério, Marquinhos (Dedimar) e Rincón; Djalminha e Luizão (Fernando).
Técnico: Márcio Araújo



Santos perde, mas está na decisão do Torneio Rio-SP

Mesmo sendo derrotado por 1 a 0 pelo Palmeiras, ontem, em Presidente Prudente (558 km a oeste de São Paulo), o Santos conseguiu obter a classificação para a final do Torneio Rio-São Paulo. A vantagem do Santos foi obtida na primeira partida da série semifinal, quando a equipe bateu o Palmeiras por 3 a 1 em São Paulo.

A opção do técnico Márcio Araújo, do Palmeiras, em deslocar Djalminha para o ataque no lugar de Viola (sacado da equipe) não teve o efeito desejado no primeiro tempo do jogo. O time continuou sem poder ofensivo, finalizando poucas vezes. O grande problema estava na articulação das jogadas de ataque.

No Campeonato Brasileiro, nas partidas em que Djalminha atuou como segundo atacante, havia um meia ofensivo (Elivélton ou Fernando Diniz) que tinha a obrigação de ajudar Rincón na criação das jogadas ofensivas. Araújo, porém, optou por escalar um meia defensivo -Marquinhos. Com isso, Rincón ficou sobrecarregado.

A falta de entrosamento da nova dupla de ataque também causou problemas. Djalminha e Luizão chegaram até a discutir durante a partida no interior paulista.

O Santos, por sua vez, adotou uma postura defensiva, procurando explorar os contra-ataques. Durante a semana, a maior preocupação do técnico Wanderley Luxemburgo, do Santos, foi alertar seus jogadores que a vantagem conseguida na primeira partida das semifinais não era grande.

O panorama da partida não mudou na segunda etapa. O Palmeiras continuou tendo maior domínio territorial, mas sem levar perigo.

A grande arma do Santos foi impedir os avanços dos laterais Cafu e Júnior, do Palmeiras.

Após o gol, o Palmeiras começou a levar mais perigo ao Santos, mas não conseguiu ampliar o placar.