Santos 1 x 0 Rosário Central

Data: 07/10/1998
Competição: Copa Conmebol – Final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Árbitro: José Luiz da Rosa (Uruguai)
Público: 14.715 pagantes
Cartões amarelos: Anderson (S); Gerbaudo, Cappelletti, Marra, Daniele, Cuberas (R).
Cartões vermelhos: Viola e Jean (S); Scotto, Carracedo e Bustos Montoya (R).
Gol: Claudiomiro (28-2).

SANTOS
Zetti, Anderson, Jean, Claudiomiro (Gustavo Nery) e Athirson; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Fernandes) e Lúcio; Alessandro (Adiel) e Viola.
Técnico: Émerson Leão

ROSÁRIO CENTRAL
Buljubasich, Marra, Gerbaudo, Cuberas e Jara; Hugo González, Daniele, Cappelletti (Villarreal) e Gaitán (Bustos Montoya); Carracedo e Scotto.
Técnico: Edgardo Bauza



Santos bate Rosario e fica a um empate do título da Conmebol

O Santos perdeu boa oportunidade de marcar mais gols, tendo sido prejudicado no primeiro tempo quando teve dois jogadores expulsos contra um dos argentinos.

As duas primeiras expulsões foram aos 10 minutos, quando o zagueiro Cuberas empurrou o goleiro Zetti, iniciando uma série de empurrões entre atletas adversários e cartões vermelhos para os atacantes Viola do Santos e Scotto, do Rosario.

Sem Viola, Leão pediu para Lúcio atuar mais adiantado, sobrecarregando Athirson, que passou a fazer simultaneamente os papéis de ponta e lateral.

Aos 28 minutos, aproveitando cruzamento de do lateral direito Anderson e a saída insegura do goleiro Buljubasich, zagueiro Claudiomiro de cabeça abriu o placar.

Quando parecia que o Santos cresceria (chegou a perder boa chance em chute de Eduardo Marques que o goleiro colocou para escanteio), o juiz Jose Luis da Rosa, do Uruguai, expulsou erroneamente o zagueiro Jean por agressão, prejudicando o time brasileiro que ficou com nove jogadores.

No intervalo, seguranças do Santos teriam feito ameaças ao trio de arbitragem, que ameaçou não retornar para a etapa final.

Protegido por policiais militares, o juiz deu início ao segundo tempo, e o Santos mesmo com um homem a menos mostrou que estava disposto a ampliar o placar, para poder atuar com maior vantagem no jogo de volta, na Argentina.

E quando também o meia Carracedo, do Rosario, acabou sendo expulso a pedido de um dos bandeirinhas, a pressão santista aumentou, e o time começou a criar e desperdiçar várias oportunidades.

A maior delas foi aos 27 minutos, quando Athirson foi derrubado na área e Narciso, que fazia grande partida, teve a chance de fazer 2×0. O pênalti, no entanto, não foi bem batido, e a bola acabou saindo à esquerda do goleiro argentino.

Mas mesmo a perda da penalidade máxima não foi suficiente para diminuir o ânimo do Santos, que continuou atacando insistentemente. Mas, quando superou a defesa argentina, com Adiel, aos 45 minutos, o árbitro anulou o gol,a legando impedimento.

Os argentinos, que terão que vencer em casa por dois gols de diferença, (se ganharem por uma decisão será nos pênaltis), comemoram a de rota mínima, principalmente por terem terminado esse primeiro jogo decisivo com apenas oito jogadores em campo, depois da expulsão de Montoya, que entrará no lugar de Gaitán.

Fontes: Jornais Diário Popular e Folha de São Paulo e Revista Lance.