Marília 1 x 0 Santos

Data: 12/02/2009, quinta-feira, 21h30.
Competição: Campeonato Paulista – 7ª rodada
Local: Estádio Bento de Abreu, em Marília, SP.
Árbitro: Roberto Pereira Pires (SP)
Auxiliares: Junivan Sousa e Matheus Camolesi (SP)
Cartões amarelos: Rodrigo Costa (M); Domingos, Germano e Madson (S).
Cartões vermelhos: Molina (S) e Serrão (M).
Gol: Cláudio (08-1).

MARÍLIA
Giovani; Rafael Mineiro, Carlinhos, Rodrigo Costa e Tiago Souza; Ataliba (Cássio), João Vitor, Reinaldo (Ataide) e Fabiano Gadelha; Cláudio (Cauan) e Ricardinho.
Técnico: José Carlos Serrão

SANTOS
Fábio Costa; Pará, Fabiano Eller, Domingos e Léo; Germano, Rodrigo Souto, Adriano (Molina) e Madson (Bolaños); Roni (Róbson) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes



Marília vence, amplia crise do Santos e derruba Fernandes

O Santos preparou esquema mais cauteloso defensivamente para evitar novo tropeço no Paulistão. A estratégia não funcionou. Apresentando as mesmas deficiências de jogos anteriores, o time da Vila parou no goleiro Giovani, em noite inspirada, saindo derrotado diante do Marília, 1 a 0, no interior. Foi o terceiro revés santista na temporada.

A derrota em Marília, desta vez, custou o cargo do técnico Márcio Fernandes, ameaçado desde a goleada sofrida contra o Palmeiras, 4 a 1, domingo, no Parque Antarctica.

“Só tenho a agradecer a oportunidade dada pelo presidente Marcelo Teixeira. As coisas às vezes não acontecem. Perdemos alguns jogos que não estavam no nosso plano. O momento é de vir pessoa que possa ajudar”, despediu-se Fernandes em entrevista à rádio Record.

Estacionado nos 10 pontos, o Santos é o 8º colocado, oito pontos atrás do líder Palmeiras, que ainda tem um jogo a menos.

Já o MAC obteve sua primeira vitória no Estadual, quebrando jejum de 15 anos sem vitória sobre o Santos.

Justamente para corrigir erros defensivos de outras apresentações, o Santos encarou o MAC com três volantes, estratégia utilizada por Márcio Fernandes para socorrer o time no Brasileirão, quando conseguiu livrar o clube do rebaixamento.

No entanto, o esquema 4-4-2, com três volantes, pecou nos detalhes. Em falha de posicionamento do time santista em cobrança de escanteio, o Marília abriu o placar logo aos 8 min da primeira etapa, gol de cabeça de Cláudio.

Após o gol, o Marília se segurou em campo. Pouco criativo no meio-campo, que contava com um meia, Madson, além de Germano, mais avançado, o Santos esboçou jogadas ofensivas pela lateral-direita e em lançamentos. Protegido defensivamente, o Santos criou inúmeras chances de gol na primeira etapa, todas elas esbarradas no goleiro Giovani, com participação destacada.

O MAC novamente balançou a rede de Fábio Costa, mas a arbitragem assinalou impedimento.

Na tentativa de reanimar o ataque para o segundo tempo, Márcio Fernandes apostou no trio ofensivo composto por Bolaños, Molina e Róbson.

Aberto pela esquerda como nos tempos de LDU, Bolaños chamou a atenção da zaga do Marília, abrindo espaço para o avanço de Pereira no meio da área. E em duas excelentes chances pelo meio o Santos desperdiçou o empate. Sem marcação, Roni e Kléber Pereira tiveram suas oportunidades, ambas interceptadas por Giovani, que já havia feito boas defesas na etapa inicial.

Desorientado, o Santos se arriscou em jogadas pelo alto, sem sucesso. O atacante Roni retratou o momento do Santos. Substituído com placar adverso, Roni deixou o campo sem nenhuma pressa, irritando a torcida à beira do gramado.

Melhor taticamente, o Marília se arriscou apenas nos contra-ataques, esperando o apito final. A torcida local gritou “olé”, irritando os santistas. Nos acréscimos, Molina tentou agredir o adversário, sendo expulso.