São Paulo 3 x 2 Santos

Data: 10/02/2008, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 17.595 pagantes
Renda: R$ 301.835,00
Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Nilson de Souza Monção (SP)
Cartões amarelos: Richarlyson, Adriano e Fábio Santos (SP); Carleto Adaílton, Fábio Costa e Alemão (S).
Cartões vermelhos: Rodrigo Tabata (S) e Adriano (SP).
Gols: Kléber Pereira (15-1) e Fábio Santos (19-1); Juninho (03-2), Rodrigo Souto (11-2) e Carlos Alberto (41-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; André Dias, Juninho e Miranda; Joilson (Reasco), Fábio Santos (Carlos Alberto), Hernanes, Jorge Wagner e Richarlyson; Aloísio (Borges) e Adriano.
Técnico: Muricy Ramalho

SANTOS
Fábio Costa; Adaílton, Domingos e Betão; Denis (Marcinho), Adriano, Rodrigo Souto, Tabata e Carleto; Tiago Luís (Alemão) e Kléber Pereira.
Técnico: Emerson Leão



São Paulo confirma favoritismo e bate Santos em jogo emocionante

Ao contrário dos últimos anos, o jogo não valia vaga ou título, mas foi cheio de emoções e acima das expectativas. No terceiro clássico do Campeonato Paulista e o primeiro com gols, São Paulo e Santos fizeram uma partida movimentada na tarde deste domingo, no Morumbi. E o favoritismo tricolor se confirmou. Carlos Alberto, no fim, anotou o gol da vitória por 3 a 2.

O triunfo levou o time de Muricy Ramalho de volta ao G-4, com 16 pontos. Já o Santos, com oito, segue ameaçado pela zona de rebaixamento, embora tenha mostrado evolução em relação às últimas partidas.

Com a mesma base do ano passado, o São Paulo repetiu em alguns momentos a boa movimentação de 2007. Assim, criou inúmeras chances e foi superior. Já o Santos, que adotou a simplicidade diante do favoritismo tricolor, adotou postura mais cautelosa para explorar a velocidade de seus garotos e o oportunismo de Kléber Pereira.

No segundo tempo, após o gol de empate santista anotado por Rodrigo Souto, o panorama em campo reproduzia o que foi o jogo. A equipe de Leão recuada e tentando utilizar os contra-ataques e as falhas tricolores. O São Paulo, mais técnico, buscou a vitória até o último instante e teve maior posse de bola.

Contando com o retorno de Juninho, que já havia ficado no banco na última rodada, Muricy Ramalho escalou seu time com três zagueiros de origem, mesmo esquema do Santos. No entanto, o posicionamento das duas equipes foi bastante distinto. A equipe tricolor aproveitou o melhor entrosamento para envolver o adversário.

E assim pressionou os santistas desde o início, dando trabalho a Fábio Costa. Já Rogério Ceni só viu a bola chegar com perigo aos 15min. Justamente quando o time do litoral abriu o placar, em rápido contra-ataque bem finalizado pelo matador Kléber Pereira.

A comemoração durou pouco. Enquanto Aloísio, Adriano e os zagueiros atraíam a atenção, Fábio Santos aproveitou vacilo do xará Fábio Costa e, sem jeito, empurrou com a coxa para o fundo das redes, após cobrança de falta.

A rápida igualdade obtida pelo São Paulo deu tranqüilidade ao time tricolor, que assim pôde exercer sua superioridade técnica. Designado para marcar Adriano, Domingos não foi bem no primeiro tempo. Além de dar espaço para o camisa 10 são-paulino finalizar, ele ainda acertou uma bola no travessão de cabeça e por pouco não anotou contra.

No intervalo, Leão colocou Alemão e Marcinho em campo, nos lugares de Denis e Tiago Luís. Antes que a troca pudesse fazer efeito, o São Paulo virou em cobrança de falta de Juninho. Aos 11min, porém, Rodrigo Souto aproveitou assistência de Alemão e cabeceou para determinar nova igualdade.

Os comandados de Muricy ainda tentaram nova virada, que só saiu aos 41min, com o reserva Carlos Alberto finalizando pela esquerda. A zaga santista tentou resistir até o fim aos cruzamentos e disparos do São Paulo, que permanece como único invicto do Paulista em grande parte graças aos dois erros incríveis de Kléber Pereira aos 39min e 40min, quando perdeu duas ótimas chances.

No final do jogo, o clima ficou tenso. Rodrigo Tabata levou o vermelho, por reclamação, após levar uma falta do autor do gol da vitória, Carlos Alberto. Adriano foi expulso já nos acréscimos, após confusão com o zagueiro Domingos.