Portuguesa 0 x 0 Santos

Data: 28/06/2008, sábado, 18h20.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Público: 5.000 pagantes
Renda: R$ 107.000,00
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Marcio Luiz Augusto (SP)
Cartões amarelos: Dias, Diogo e Edno (P); Domingos, Marcelo e Rodrigo Souto (S).

PORTUGUESA
André Luís; Patrício, Bruno Rodrigo, Hallison e Bruno Recife; Dias, Gavillan, Preto (Carlos Alberto) e Edno (Sidnei); Diogo e Washington (Vaguinho).
Técnico: Vagner Benazzi

SANTOS
Fábio Costa; Domingos, Fabão e Marcelo; Apodi (Molina), Rodrigo Souto, Adriano, Wesley (Quiñonez) e Kleber; Lima (Thiago Luís) e Kléber Pereira
Técnico: Cuca



Sem atingir objetivos, Portuguesa e Santos ficam no empate

Ao entrarem em campo neste sábado, Portuguesa e Santos buscavam, respectivamente, alcançar o G4 e sair da zona do rebaixamento. Porém, com um empate por 0 a 0, no Canindé, os dois times viram suas ambições iniciais ruírem e, se a equipe do litoral chegou à sexta partida sem vencer, a Lusa viu sua seqüência de três vitórias no Brasileiro ser interrompida nesta 8ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Fora das quatro linhas, o duelo pessoal foi entre Cuca e Vagner Benazzi. Os dois são desafetos declarados desde que o técnico da Portuguesa acusou o então comandante do Botafogo de ter afirmado que o Canindé tinha cheiro de urina.

O Santos começou o jogo com cinco pontos, na penúltima colocação. Com o empate chegou aos seis e conseguiu ultrapassar Ipatinga e Goiás, mas ainda permanece na zona do rebaixamento. Já a Portuguesa chegou aos 12 pontos e segue na oitava colocação.

Sem contar com o atacante Christian, que negocia uma transferência com um time do México, o técnico Vagner Benazzi apostou em um ataque formado pelo jovem Diogo e por Washington.

Já o técnico Cuca barrou Marcinho Guerreiro, Rodrigo Tabata e Molina, que foram titulares contra o Goiás. Enquanto o último ficou no banco de reservas e entrou no segundo tempo, os dois primeiros não devem mais jogar pelo Santos.

Outra mudança em relação ao jogo contra o Goiás aconteceu com o número das camisas. Depois de ser goleado por 4 a 0, o time do litoral voltou a usar a sua numeração tradicional, com os laterais direito e esquerdo vestindo, respectivamente, a quatro e a três.

Com a camisa “nova”, o estreante Apodi foi o primeiro a levar perigo em chute da direita. Porém, a Portuguesa respondeu logo aos 7 min, quando o Santos errou na saída de bola, Diogo dominou pela direita e cruzou Sozinho, Edno chutou da esquerda para grande defesa de Fábio Costa.

Todas as mudanças promovidas por Cuca, no entanto, não provocaram o efeito desejado pelo treinador. Mal no meio-de-campo, o time do litoral não conseguia fazer a bola chegar aos seus atacantes. Em contrapartida, a Portuguesa continuava levando perigo em jogadas rápidas.

Quando o jogo estava morno, a Portuguesa quase abriu o placar. Bruno Rodrigo tocou de cabeça e deixou Washington sozinho, na frente de Fábio Costa. O atacante da Lusa chutou forte, no canto superior direito do goleiro, e marcou o gol. O árbitro Carlos Eugênio Simon, no entanto, anulou o lance acusando impedimento.

Na jogada seguinte, o árbitro voltou ao centro das atenções. Em uma jogada pela lateral esquerda, Diogo passa por Apodi e cai. Adriano, sem bola, chutou o atacante da Portuguesa no chão. Simon, no entanto, nem advertiu o camisa 11 santista.

“O Simon podia ter expulsado o Adriano depois de ele chutar um companheiro nosso no chão. Mas infelizmente é assim, sempre a favor dos times grandes e sempre dúvida para nós”, lamentou o lateral Patrício, no fim do primeiro tempo.

Com Thiago Luís no lugar de Lima, o Santos voltou melhor na segunda etapa. Nos primeiros 10 minutos, o goleiro André Luiz, que até então não tinha feito nenhuma defesa, evitou duas chances claras de gol dos santistas.

Depois de a torcida pedir a entrada de Molina, Cuca apostou no colombiano, que passou a incomodar a zaga da Portuguesa pelo seu lado esquerdo. A Lusa, porém, voltou a equilibrar a partida e jogar nos contra-ataques.

Com disposição, o Santos tinha mais iniciativa para o jogo e continuava assustando. Aos 40 min, Quiñonez entrou no lugar de Wesley e teve uma ótima chance. O jogador chutou da esquerda e o goleiro André Luiz fez a defesa. No último minuto, Diogo apareceu livre e, de frente para Fábio Costa, chutou rasteiro e o camisa 1 santista salvou a sua equipe.