Santos 1 x 0 Cruzeiro

Data: 06/09/2006, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa Sul-Americana – Fase preliminar – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 7.819 pagantes
Renda: R$ 82.911,00
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Cartões amarelos: Rodrigo Tabata e André Luiz (S); Leandro Bonfim (C).
Cartões vermelhos: André Luiz (S); Luizão (C).
Gol: André Belezinha (37-2).

SANTOS
Felipe; Paulo, Manzur, Domingos e Carlinhos; Heleno André Luiz, Cléber Santana (André) e Rodrigo Tabata (Kléber); Jonas (Leandro) e Welington Paulista.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CRUZEIRO
Lauro; Teco, Luizão, Gladstone e Michel (Diego); Élson, Leandro Bonfim (Kerlon), Sandro e Francismar; Geovanni e Élber (Carlinhos Baia).
Técnico: Osvaldo Oliveira



Sem “time e casa”, Santos vence Cruzeiro na Sul-Americana

O Santos abriu mão de seu estádio e dos titulares nesta quarta-feira. E mesmo assim, começou com vitória na edição 2006 da Copa Sul-Americana. Jogando no Pacaembu e com uma escalação composta basicamente por reservas, a equipe do litoral paulista superou o Cruzeiro por 1 a 0 e precisa apenas de um empate no confronto de volta, em Belo Horizonte, para seguir na competição internacional.

Vice-líder do Campeonato Brasileiro, no qual tem quatro pontos de desvantagem para o São Paulo (38 contra 42), o Santos resolveu priorizar a competição nacional e escalou uma formação mista nesta quarta-feira. E assim, conseguiu um triunfo diante do Cruzeiro com força máxima (as ausências foram o goleiro Fábio, que está com a seleção brasileira, e o meia Wagner, vítima de uma infecção respiratória).

Além de ter aberto mão de algumas de suas principais armas em campo, o Santos abdicou de seu estádio. Apesar de ter perdido apenas uma partida nesta temporada na Vila Belmiro (oito triunfos, um empate e um revés no Campeonato Brasileiro), o clube alvinegro preferiu atuar diante de seus torcedores da capital paulista e encarou o Cruzeiro no Pacaembu.

“Não tem essa de desvalorizar a Copa Sul-Americana. Um time grande como o Santos precisa dar o máximo em qualquer competição e precisa brigar pelo título sempre. É isso que estamos tentando fazer, independentemente de quem entra em campo. Todo mundo aqui tem qualidade vontade para ajudar o Santos”, discursou o lateral-esquerdo Kléber, que entrou no segundo tempo e atuou no meio-campo.

Assim, o técnico Oswaldo de Oliveira segue com apenas um triunfo à frente do Cruzeiro, por 3 a 0 sobre o São Caetano, no dia 26 de agosto. Nas outras seis partidas, a equipe mineira acumulou dois empates e quatro derrotas, sendo uma delas justamente para o Santos (o time alvinegro triunfou por 2 a 0 na Vila Belmiro, no dia 17 de agosto, na estréia de Oswaldo de Oliveira na equipe mineira).

“Fizemos o nosso melhor, mas não foi suficiente. O importante é que ainda temos o jogo seguinte para tentar reagir e conseguir a classificação na Copa Sul-Americana. Podemos recuperar essa derrota na nossa casa”, garantiu o goleiro Lauro, grande destaque do Cruzeiro nesta quarta-feira.

O discurso de valorização da Copa Sul-Americana que as duas equipes adotaram, contudo, não foi suficiente para elevar o nível técnico da partida nesta quarta-feira. A despeito das oportunidades criadas pelo Santos, sobretudo no segundo tempo, o jogo foi marcado pela ausência de lances criativos e de emoção.

As duas equipes voltam a se encontrar na próxima quarta-feira, às 22h, no estádio Mineirão. Antes disso, porém, ambos têm confrontos como visitantes no Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, às 16h, o Cruzeiro enfrentará o Juventude em Caxias do Sul. No mesmo dia, mas às 18h10, o Santos jogará contra o Fortaleza em Fortaleza, no estádio Presidente Vargas.

O jogo

Enquanto o técnico Vanderlei Luxemburgo aproveitou o confronto válido pela Copa Sul-Americana para poupar seus titulares e dar ritmo de jogo a vários novatos do Santos, o Cruzeiro de Oswaldo de Oliveira escalou todos os titulares que tinha à disposição. No entanto, a ausência de Wagner, principal articulador do meio-campo mineiro e que foi acometido por uma infecção respiratória, igualou a falta de opções ofensivas das duas equipes no Pacaembu.

“Faltou um pouco de criatividade no meio-campo, mas tentamos tocar a bola. Os dois times marcaram com muita eficiência”, justificou o meia santista André, que entrou no lugar de Cléber Santana durante o intervalo.

Na etapa inicial, com as duas equipes marcando muito e errando passes demais, as oportunidades de gol só aconteceram em chutes de longa distância. Foi assim que Geovanni levou perigo à meta defendida pelo estreante Felipe aos 11min, quando recebeu passe da esquerda de Francismar, conduziu a bola pelo meio e concluiu acima do travessão santista.

O Santos respondeu aos 17min, quando Rodrigo Tabata cobrou falta cruzada da esquerda e Lauro tirou de soco. No rebote, Heleno concluiu de fora da área e mandou a bola perto da trave esquerda. Aos 45min, o time da casa voltou a assustar aos 45min, em lançamento de André Luiz pelo meio que o camisa 8 Rodrigo Tabata concluiu forte, mas Lauro espalmou.

A partir desse lance, o goleiro cruzeirense Lauro se transformou no grande destaque do jogo. Ele praticou defesas importantes, sobretudo no segundo tempo, e foi fundamental para o Santos não conseguir uma vitória elástica. Foi o camisa 1 da equipe mineira que apareceu, por exemplo, aos 21min. André Luiz lançou na direita para Paulo, que cruzou para trás e encontrou Rodrigo Tabata. O meia concluiu de voleio, de pé direito, e exigiu defesa parcial do goleiro do Cruzeiro. No rebote, Wellington Paulista chegou à bola e finalizou em cima de Lauro, que ainda estava se levantando.

Para aproveitar o bom momento do Santos, o técnico Vanderlei Luxemburgo tirou o meia Rodrigo Tabata e colocou o lateral-esquerdo Kléber, titular da equipe que vinha sendo poupado, para trabalhar na armação. O camisa 3 deu mais movimentação à equipe da casa, sobretudo pelo lado esquerdo, graças às constantes trocas de posições entre ele, André Luiz e o ala Carlinhos.

O ímpeto do Santos, contudo, esbarrou na expulsão do volante André Luiz. Aos 35min, o camisa 5 (que usava a faixa de capitão) fez uma falta desnecessária na intermediária e deixou os donos da casa com um homem a menos. “Eu não fiz nada, mas o árbitro entendeu que eu fiz. Paciência”, lamentou o atleta punido.

Só que o Santos sequer teve tempo para reclamar por ter um homem a menos. No lance seguinte à expulsão de André Luiz, aos 36min, Carlinhos cruzou rasteiro da esquerda e a bola encontrou André, que concluiu de primeira para dar o triunfo aos donos da casa.