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Santos 2 x 0 Mogi Mirim

Data: 22/04/2012, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.635 pagantes
Renda: R$ 307.540,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Mauro André de Freitas
Adicionais: Antonio Rogério Batista do Prado e Leonardo Ferreira Lima
Cartões amarelos: Maranhão e Juan (S); Roni, Edson Ratinho, Renê Júnior (MM).
Gols: Maranhão (21-1); Neymar (26-2).

SANTOS
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca (Elano), Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec.
Técnico: Muricy Ramalho

MOGI MIRIM
Anderson, Edson Ratinho (Luis Felipe), Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Val, Baraka, Renê Junior e Felipe; Roni (Jefferson Maranhão) e Hernane.
Técnico: Guto Ferreira



Neymar dá assistência, faz 99º gol pelo Santos e time bate o Mogi

Mesmo muito marcado, atacante é destaque nas quartas de final do Paulistão e garante classificação para semifinal contra São Paulo

O Santos viu seu grande astro brilhar mais uma vez e se garantiu nas semifinais do Campeonato Paulista. Com uma assistência de Neymar para Maranhão e um gol do próprio atacante, o time fez 2 a 0 no Mogi Mirim e, no próximo fim de semana vai enfrentar o São Paulo, que no sábado bateu o Bragantino por 4 a 1 no Morumbi.

Desde o início do jogo, Neymar foi “perseguido” em campo pelos marcadores do Mogi Mirim. Ao longo da partida, quatro jogadores do Mogi receberam cartões amarelos, todos eles em faltas sobre o atacante. A forte marcação, porém, não impediu que ele fosse decisivou.

No primeiro tempo, aos 22 minutos, o camisa 11 apareceu como garçom, fazendo belo lançamento para Maranhão. O lateral-direito acertou belo cabeceio e abriu o placar. Na etapa final, 10s 25, Neymar resolveu sozinho, ao receber na direita e carregar até a marca do pênalti para chutar e fechar o placar. O gol foi o de número 99 do atacante com a camisa do Santos.

Na próxima semana, o time do técnico Muricy Ramalho segue sua rotina de decisões. Na quarta-feira, inicia a disputa das oitavas de final da Copa Libertadores contra o Bolívar, na altitude de La Paz. Depois, com apenas três dias de descanso, enfrenta o São Paulo na semifinal do Paulistão, em jogo que deve acontecer no próximo domingo.

O jogo

Os donos da casa dominaram a posse de bola desde o início do jogo, dando poucas chances de ataque ao Mogi Mirim. Ainda assim, o Santos só começou a ameaçar a partir dos doze minutos, quando Ganso recebeu de Neymar e cruzou par a pequena área, de onde Alan Kardec cabeceou. A bola, porém, saiu acima do gol da equipe do interior.

Aos 18, a melhor chance santista até então. Neymar recebeu passe de calcanhar do lateral-esquerdo Juan e tentou o chute colocado no canto, mas a bola saiu rente à trave defendida por Anderson. No minuto seguinte, o Mogi teve sua única oportunidade nos 45 minutos iniciais. O meia Felipe recebeu na intermediária e chutou forte, mas viu Rafael espalmar para escanteio sem dificuldade.

Perseguido pela marcação forte dos defensores do Mogi, Neymar encontrou espaço para brilhar como “garçom” e, aos 22, iniciou a jogada que abriria o placar para o Santos. O atacante recebeu na esquerda, levantou a cabeça e fez lançamento perfeito para Maranhão, que entrava pela direita da grande área. O lateral-direito cabeceou bem, colocando a bola longe do alcance de Anderson e abrindo o placar na Vila.

À frente no placar, o Santos foi para cima na metade final do primeiro tempo tentando liquidar a partida, mas parou na boa atuação do goleiro rival. Aos 30 e aos 35 minutos, o goleiro foi o principal responsável por evitar o segundo gol santista, primeiro ao defender chute de Neymar e, depois, ao espalmar para escanteio um chute de Juan. Assim, o intervalo chegou mesmo com o 1 a 0 para os anfitriões.

No início da segunda etapa o Mogi pareceu entrar mais ligado e equilibrou as disputas no meio de campo, dificultando a chegada do Santos no ataque. O que não mudou foi a pegada na marcação, que aos 20 minutos resultou em muita reclamação de Ganso após mais uma falta em Neymar.

Esse equilíbrio, porém, durou pouco. Aos 25, Neymar decidiu novamente, e dessa vez como artilheiro. Ele recebeu a bola na direita, avançou cortando em direção à meia-lua da área do Mogi, invadiu a área, driblou o último marcador e empurrou para o fundo das redes.

Foi o gol número 99 de Neymar com a camisa do Santos. E o gol da tranquilidade do time na busca pela vaga para enfrentar o São Paulo na semifinal. No último lance, ele ainda teve a chance de fazer o terceiro do Santos e seu centésimo, mas acabou chutando na trave e o placar ficou mesmo em 2 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Neymar apanha e é provocado, mas manda beijinhos para rival e diz estar amadurecido

O Santos venceu o Mogi Mirim por 2 a 0 e se garantiu na semifinal do Campeonato Paulista para enfrentar o São Paulo. Mais uma vez, Neymar foi o principal nome do ataque santista e teve que conviver com as provocações dos rivais. O craque santista disse estar amadurecido, mas teve um difícil teste de paciência.

“Ele está empolgado. Eu só quero jogar o meu futebol, ele fala muito e eu pouco. E agora ele está pendurado. Estou acostumado com isso, é normal”, disse o camisa 11 santista sobre o lateral Edson Ratinho, que durante toda a primeira etapa tentou tirar a concentração do atacante e, pendurado, ficou no vestiário já no intervalo.

Foi o lateral quem teve o primeiro embate com Neymar. Ele ganhou uma dividida e provocou o santista, que no lance seguinte o driblou e foi derrubado. Cartão amarelo e vez de Neymar provocar com gestos dando a entender que os rivais falavam demais.

Ainda no primeiro tempo, Neymar teve que conviver com as cornetadas do capitão Tiago Alves e chegou a mandar um beijinho para os rivais em troca dos ‘elogios’.

“Eu falei pra um deles que o time é muito bom, mas tem uns jogadores que usam demais a perna e isso acaba prejudicando o time. Não sei se é excesso ou empolgação”, disse, reclamando de ter levado um tapa na cara. “Eu tomei, todo mundo viu”.

Além do tapa reclamado, Neymar foi parado sete vezes com falta, deu 16 dribles, seis finalizações e participou da partida em 65 oportunidades, segundo os números do Datafolha.

Neymar ainda deu uma de defensor de Ganso e comprou a briga do camisa 10 com o volante Baraka. Ele foi para cima e não se intimidou com o tamanho dos rivais e até chegou a ser repreendido pelo árbitro.

Mesmo com tudo isso, ele achou espaço para fazer o que melhor sabe. No primeiro tempo, deu um passe à la Ganso e encontrou Maranhão, que na grande área marcou o primeiro.

O gol que sacramentou a vitória foi todo dele. Ele recebeu na direita, saiu da marcação de três jogadores e de pé esquerdo marcou seu gol número 99 com a camisa do Santos. De quebra, tornou-se o artilheiro da competição ao lado de Hernane do Mogi com 13 gols e provocou os rivais: “fala muito”, gritou.

Após o jogo, Neymar falou sobre o São Paulo, o próximo rival no Paulistão e elogiou o amigo Lucas. “É só não dar espaço para ele. Se der um metrinho, ele acaba com o jogo”.

Com apenas três gols sofridos nas últimas nove partidas, Santos implementa estilo Muricy

Entre muitos os elogios que Muricy Ramalho recebeu quando chegou ao Santos, talvez o principal era de que o comandante seria o homem ideal para dar um jeito na inconstante defesa santista. Pouco mais de um ano a frente do time, o estilo do treinador já pode ser notado. Prova disso são os últimos nove jogos, nos quais Rafael só foi vazado em três oportunidades.

Além disso, neste domingo, o Santos chegou ao seu terceiro jogo seguido sem levar gol e foi elogiado pelo comandante. “O Santos jogou muito bem. Não demos espaço ao Mogi. Nossa marcação foi excelente, principalmente no primeiro tempo”, avaliou o treinador, que só perdeu duas das últimas dez partidas. Um dos reveses foi justamente contra o São Paulo, adversário na semi, quando o time sofreu três gols.

O que chama atenção é que Muricy utiliza a mesma dupla de zaga de seus antecessores. Durval e Edu Dracena chegaram ser criticados em algumas oportunidades, mas tem credibilidade com o treinador e o elenco.

A nova postura do time tem outra explicação. Uma delas é a fixação do volante Adriano na cabeça de área, fundamental na proteção dos zagueiros e responsável pelo primeiro combate. Nem mesmo a lesão do volante, que só voltou a jogar no início deste ano, alterou o jeito do time jogar.

Na ausência de Adriano, Henrique era o escolhido para atuar e hoje os dois brigam por uma posição no time, podendo até mesmo jogarem juntos em algumas oportunidades.

Diante do Mogi, o time fez 71 desarmes, segundo os números do Datafolha. O principal ladrão de bolas foi justamente Adriano com 11, seguido por Juan (10), Maranhão (9) e Arouca (8).

Ao contrário da zaga, quando Muricy chegou ao Santos, os laterais eram outros. Danilo, deu lugar a Fucile, muito mais defensivo do que o antecessor e a vaga ocupada antes por Léo, hoje é de Juan. O veterano já não aguentava mais subir ao ataque com o mesmo ímpeto de outrora e, por vezes, deixava uma lacuna no setor esquerdo da defesa.

Arouca continua sendo o motor do time, mas Ganso e Ibson/Elano deixaram de ser peças importantes apenas para atacar e passaram a ajudar mais na marcação, assim como Borges e Neymar.

Contra o Mogi, Muricy optou por escalar Alan Kardec com a camisa 9 e a postura do grandalhão chamou atenção. Brigou por todas as jogadas e deu um sufoco na saída de bola do time do interior.

ÚLTIMOS 10 JOGOS:
2 x 3 São Paulo
2 x 0 Juan Aurich
2 x 0 Bragantino
5 x 0 Guaratinguetá
2 x 0 Portuguesa
1 x 1 Internacional
1 x 2 São Caetano
5 x 0 Catanduvense
2 x 0 The Stronguest
2 x 0 Mogi Mirim