Santos 2 x 0 São Caetano

Data: 04/10/2005, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.673 pagantes
Renda: R$ 48.023,00
Árbitro: Cleber Welington Abade (SP)
Auxiliares: Giovani César Cansian e Flávio Lúcio Magalhães (ambos de SP)
Cartões amarelos: Ávalos, Luís Alberto e Heleno (S); Claudecir, Thiago e Somália (SC).
Cartões vermelhos: Alessandro (SC) e Wendel (S)
Gols: Wendell (10-2) e Giovanni (35-2).

SANTOS
Saulo; Paulo César (Flávio), Ávalos, Luís Alberto e Wendel; Fabinho, Heleno, Ricardinho e Giovanni; Cláudio Pitbull (Basílio) e Luizão (Élton).
Técnico: Nelsinho Baptista

SÃO CAETANO
Luiz; Thiago (Lei), Gustavo e Douglas; Alessandro, Claudecir (Germano), Zé Luís, Márcio Richardes (Mateus) e Triguinho; Somália e Dimba.
Técnico: Jair Picerni



Santos joga mal, mas volta a vencer no Brasileiro

O futebol ainda não foi convincente. Mesmo assim, com muita lentidão, o Santos interrompeu série de duas partidas sem triunfar no Campeonato Brasileiro e superou o São Caetano por 2 a 0 nesta terça-feira, na Vila Belmiro.

“O futebol foi um pouco melhor do que apresentamos no empate com o Fortaleza [no último sábado], mas é claro que faltou conjunto à equipe. Não conseguimos render tudo que podemos, mas vencemos o jogo e conseguimos tranqüilidade para trabalhar”, comemorou o treinador Nelsinho Baptista.

Apesar da vitória, o Santos tem motivos para ficar preocupado. A dupla de ataque contratada para o Campeonato Brasileiro, Luizão e Cláudio Pitbull, fracassou em sua segunda exibição. Nesta terça-feira, assim como no empate sem gols com o Fortaleza (no último sábado), os dois jogadores passaram em branco.

Entre os jogadores do setor ofensivo do Santos, mais uma vez o destaque foi Giovanni. O camisa 10, que havia ficado três semanas parado devido a uma lesão (voltou contra o Fortaleza), correu por todo o campo e criou as principais jogadas ofensivas dos donos da casa.

A vitória desta terça-feira leva o Santos a 48 pontos. Com isso, o time da Vila Belmiro ganha uma posição e sobe do sexto para o quinto posto na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

Para o São Caetano, a derrota é preocupante. O time do ABC paulista acumula seu terceiro revés em cinco partidas com o técnico Jair Picerni (que também obteve uma vitória e um empate) e estaciona nos 36 pontos ganhos.

O time do ABC, que perdeu oito de suas últimas dez partidas no Campeonato Brasileiro, se mantém na 15ª colocação e vê a zona de rebaixamento para a Série B cada vez mais perto.

“Ficamos em situação complicada, mas ainda dependemos só das nossas forças. Temos condições de reagir e podemos escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Precisamos apenas seguir trabalhando e acreditando”, declarou o zagueiro Gustavo.

O Santos volta a campo no próximo sábado, às 18h10, quando encara o Juventude fora de casa. O São Caetano terá mais tempo para descansar e só jogará na terça-feira, contra o Internacional, no estádio Anacleto Campanella.

O jogo
As duas equipes apostaram em ataques pesados (Cláudio Pitbull e Luizão no Santos e Somália e Dimba no São Caetano) para o duelo desta terça-feira. Com isso, a movimentação na frente ficou limitada desde o início do confronto.

Esta situação se intensificou no Santos. Isso porque o volante Zé Luís marcou Giovanni individualmente e não deu espaço para o camisa 10. Assim, Ricardinho (que atuava muito recuado) ficou com toda a responsabilidade de armar a equipe da casa.

Sem criatividade no meio-campo, o Santos pouco produziu. E o São Caetano demonstrou muita lentidão nos contra-golpes. Com isso, o primeiro tempo ficou bastante pobre em emoção.

Os únicos lances de perigo foram criados quando Giovanni conseguiu se livrar de Zé Luís. Aos 42min, o camisa 10 recebeu passe de Ricardinho na direita e finalizou de primeira. Luiz defendeu com os pés no meio do gol.

No lance seguinte, o meia lançou na direita para Luizão, que se livrou de Thiago e cruzou rasteiro. Ricardinho, dentro da pequena área, concluiu de primeira e mandou a bola à esquerda de Luiz. “Demos um pouco de espaço para eles no finalzinho e isso não pode acontecer. Precisamos ter mais atenção”, avisou o lateral-esquerdo Triguinho, da equipe visitante.

Preocupado com a falta de criatividade do meio-campo, o técnico santista, Nelsinho Baptista, trocou o lateral-direito Paulo César, que passou o primeiro tempo inteiro fazendo lançamentos longos, por Flávio.

Entretanto, a modificação não deu mais vivacidade ao confronto. Santos e São Caetano seguiram apresentando a mesma lentidão do primeiro tempo e pouco produziram depois do intervalo. “A marcação da equipe adversária foi muito forte. Só tivemos um pouco mais de espaço quando a equipe deles se desgastou um pouco”, analisou o meia santista Ricardinho.

Com tanta morosidade, o gol só poderia acontecer em um lance inusitado. Aos 10min, Giovanni lançou rasteiro para Luizão na esquerda. O centroavante ajeitou para trás e encontrou Cláudio Pitbull, que tentou o domínio na coxa e deixou a bola escapar. Wendell ficou com a sobra e chutou de primeira para inaugurar o marcador.

O gol poderia ter mudado o panorama da partida. Contudo, Wendell trocou agressões com o lateral-direito Alessandro no minuto seguinte e as duas equipes ficaram com dez homens em campo. Assim, voltou à lentidão inicial.

A situação só mudou quando Nelsinho Baptista colocou o atacante Basílio em campo. O jogador deu mais velocidade ao Santos e abriu espaço para Giovanni marcar o segundo. O camisa 10 recebeu lançamento de Germano aos 35min, invadiu a área e chutou de pé direito para definir o placar da partida.

Santos esqueceu a crise, diz Giovanni

Meia do Santos diz que equipe entrou na Vila Belmiro exclusivamente para vencer o Azulão nesta terça-feira.

Autor de um gol na vitória do Santos por 2 x 0 sobre o São Caetano nesta terça-feira, Giovanni disse que sua equipe não entrou em campo motivada pela anulação do clássico com o Corinthians, por parte do STJD.

Antes da partida desta noite, na Vila Belmiro, parte do elenco admitiu abatimento pela decisão do Tribunal em relação ao escândalo do apito protagonizado pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho.

O camisa 10 do Peixe foi o maior destaque da equipe no duelo com o Azulão, e um dos principais jogadores santistas a reclamar da anulação do clássico.

“Nos preocupamos apenas em entrar em campo e vencer o São Caetano. Esquecemos os problemas extra-campo, precisávamos vencer este jogo”, disse o meia.

A vitória levou a equipe alvinegra temporariamente à quinta posição na tabela do Campeonato Brasileiro, onde agora soma 48 pontos. O líder é o Corinthians com 53.

“Esta vitória era como uma obrigação para nós. Foram dois jogadores expulsos, um de cada lado, e o campo ficou grande. Dificultou para os dois lados, mas soubemos superar os problemas”, comentou.