Santos 2 x 1 Fluminense – 2 x 4 nos pênaltis

Data: 31/08/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa Sul-americana – Primeira fase (regional) – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público:
Renda: R$
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Altemir Hausmann (RS).
Cartões amarelos: Rogério (S) e Gabriel Santos (F).
Gols: Tuta (46-1); Edmilson (38-2) e Geílson (44-2).
Pênaltis: Gabriel, Juan, Tuta e Felipe marcaram pelo Fluminense. Beto errou. Giovanni e Wendel fizeram pelo Santos. Luciano Henrique e Edmilson desperdiçaram.

SANTOS
Saulo; Bóvio (Luciano Henrique), Rogério, Luís Alberto e Wendel; Zé Elias (Edmilson), Fabinho, Léo Lima e Giovanni; Geílson e Douglas (Danilo).
Técnico: Gallo

FLUMINENSE
Kleber; Gabriel, Gabriel Santos, Igor e Juan; Romeu, Arouca, Felipe e Preto (Juninho); Leandro (Beto) e Tuta.
Técnico: Abel Braga



Nos pênaltis, Fluminense bate Santos e avança

Depois de levar um susto, o Fluminense eliminou o Santos nos pênaltis e garantiu vaga nas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. Após sofrer a virada no tempo normal e perder por 2 a 1, o time carioca foi superior nas penalidades e venceu a equipe paulista por 4 a 2, na Vila Belmiro – no jogo de ida, no Rio de Janeiro, o tricolor ganhou por 2 a 1.

“O Fluminense está de parabéns pela classificação. Conseguimos jogar de igual para igual com o Santos e sair com a classificação. Mostramos um bom futebol”, declarou o meia Felipe, que marcou o gol que garantiu a vaga depois de ter errado a primeira cobrança e o juiz mandar voltar.

Na próxima fase, nas oitavas-de-final, a equipe das Laranjeiras encara o Banfield, da Argentina. As partidas estão marcadas para o dia 14 de setembro, com mando de campo do Fluminense, e 28 do mesmo mês, em solo argentino.

Líder do Campeonato Brasileiro, o Santos entrou em campo nesta quarta-feira bastante desfigurado. No entanto, não foi presa fácil para o time carioca, que depois de sair na frente sofreu pressão no final da etapa complementar e cedeu a virada. Nos pênaltis, o alvinegro foi brecado por duas boas defesas do goleiro Kleber.

“Dentro de campo, nós mostramos que temos condições de superar qualquer equipe, como aconteceu esta noite. O Santos provou ter poder de reação, mas, infelizmente, fomos eliminados nos pênaltis”, comentou o atacante Geílson, autor de um dos gols do time da Baixada Santista.

Passada a primeira fase da Copa Sul-Americana, Fluminense e Santos se concentram agora na disputa do Campeonato Brasileiro. Só que em virtude das Eliminatórias para a Copa do Mundo, a competiação só volta a ser disputada no meio da próxima semana.

Assim, ambos os times jogam apenas na quarta-feira, dia 7 de setembro, às 21h45. Enquanto os cariocas encaram o Cruzeiro, no Mineirão, em Belo Horizonte, os paulistas enfrentam o Atlético-PR, em Curitiba.

O jogo

Assim como era esperado, a partida começou aberta, com lances de perigo para os dois lados. Com apenas 1min, o Santos quase abriu o placar. Léo Lima cobrou falta pela direita e o zagueiro Luís Alberto cabeceou forte, exigindo grande defesa de Kleber.

A resposta do Fluminense veio com Felipe, que recebeu bom lançamento na área e, de primeira, chutou. Atento, o goleiro Saulo fez boa defesa e espalmou para escanteio.

Em seguida brilharam as estrelas de Giovanni e Felipe. Aos 19min, o camisa 10 santista fez bom passe para Douglas, que aproveitou falha de Gabriel Santos, dominou na direita, entrou na área e chutou em cima do goleiro.

Dois minutos depois, Felipe deixou Leandro na cara do gol com um passe milimétrico. O atacante entrou livre pelo meio e tentou tirar de Saulo, mas o goleiro apareceu bem e fez a defesa.

No final da primeira etapa, quando o Santos atacou mais que o Fluminense, o time carioca abriu o placar. Gabriel fez boa jogada pela direita e cruzou. Tuta, de voleio, acertou um belo chute à meia altura, no canto esquerdo de Saulo, que apenas observou a bola entrar.

Com Luciano Henrique no lugar de Bóvio, o Santos iniciou o segundo tempo pressionando e, assim como no início do jogo, obrigou o goleiro do Fluminense a fazer defesa providencial. Com 1min, Giovanni cruzou para Luciano Henrique, que cabeceou para Kleber defender no reflexo.

Com a obrigação de marcar dois gols para, no mínimo, levar a partida para a decisão por pênaltis, o Santos se abriu e permitiu que o Fluminense contra-atacasse com perigo. Aos 7min e aos 8min, Felipe e Gabriel Santos desperdiçaram duas boas oportunidades para o time das Laranjeiras.

No restante da segunda etapa, a equipe carioca dominou o meio-campo e desperdiçou boas chances de matar a classificação.

Mas, aos 38min, Giovanni foi lançado no lado direito da área do Fluminense e cruzou na cabeça de Edmilson, que entrara no lugar de Zé Elias. Sem marcação, o jogador do Santos apenas escorou para o gol vazio e empatou a partida.

Aos 44min, Léo Lima tocou para Luciano Henrique, que, pela esquerda, cruzou para Geílson. O jovem atacante santista, de peixinho, virou o placar e levou a decisão para os pênaltis.

Gabriel abriu a cobrança para o Fluminense e marcou. Giovanni bateu no alto a primeira do Santos e empatou. O segundo a bater pelos cariocas foi Juan, que converteu. Luciano Henrique bateu em seguida e Kleber defendeu, mantendo a vantagem para o Fluminense: 2 a 1.

Beto desperdiçou a chance de ampliar e chutou na trave. Wendel deslocou o goleiro do Fluminense e voltou a empatar a disputa. O artilheiro do Fluminense na partida, Tuta, marcou. Em seguida, Kleber pegou o chute de Edmilson e voltou a deixar o time carioca em vantagem.

Felipe teve em seus pés a chance de classificar o Fluminense e desperdiçou. Mas o árbitro Carlos Eugênio Simon mandou a cobrança voltar porque o goleiro Saulo se adiantou. Na segunda cobrança, Felipe marcou e deu números finais: 4 a 2.

Gallo quer Kleber contra o Atlético-PR

Novo reforço do Santos chega na próxima semana pronto para estrear pela equipe no Brasileiro.

Sem chances na Copa Sul-Americana, o Santos tem agora o Campeonato Brasileiro como última alternativa para não terminar a temporada em branco. Líder isolado da competição, com 42 pontos, o time inicia sua preparação para o próximo duelo, diante do Atlético-PR.

Para esse compromisso, o técnico Gallo conta que o Santos certamente entrará fortalecido, já que o lateral-esquerdo Kleber, adquirido por empréstimo de um ano, demonstrou estar em perfeitas condições físicas.

“Conversamos com o Kleber e ficamos satisfeitos em saber que ele vem jogando pelo Basel normalmente. Participou dos sete jogos lá na Suíça. Será um reforço muito importante nesse momento do campeonato”.

Se na ala-esquerda o Santos está garantido com o Kleber, o mesmo não acontece no setor direito. Afastado da equipe há quatro jogos em virtude de uma lesão muscular, o lateral Paulo César já reiniciou as atividades com elenco.

O período de uma semana em Atibaia, segundo Gallo, será decisivo para sua recuperação completa. “O Paulo César já está de volta e esperamos que ele consiga voltar 100% para o próximo jogo. A presença dos dois laterais será um grande reforço para o Santos”, anunciou Gallo.

Mais reclamação

Não foi só o goleiro Saulo que saiu aborrecido com o árbitro Carlos Eugênio Simon na derrota para o Fluminense por 4 x 2, nas penalidades. Outro que saiu insatisfeito com uma possível “imparcialidade” do árbitro é o volante Zé Elias.

“O Simon marcou sete, oito faltas contra o Santos. O mesmo não aconteceu contra o Fluminense. Porque só eu recebo cartão amarelo?”, criticou o volante.

Santos elogia 2 x 1 do tempo normal

Equipe comemora virada contra o Fluminense faltando dez minutos para o final dos 90 minutos.

O resultado final não foi aquele que o Santos esperava frente ao Fluminense, culminando na eliminação precoce na Copa Sul-Americana, mas a vitória no tempo normal por 2 x 1 foi encarada como um prêmio pela superação do elenco alvinegro.

O time da Vila perdia para o Tricolor até os 35 min da segunda etapa, quando Edimilson e, posteriormente, Geílson viraram o placar a favor do Santos.

“Dentro de campo, mostramos que temos condições de superar qualquer equipe, como aconteceu diante do Fluminense. O Santos provou ter poder de reação, mas, infelizmente, fomos eliminados nas penalidades”, lamentou o atacante Geílson, que marcou sete gols em nove jogos no profissional do Santos.

“Mudamos o estilo de jogo na segunda etapa. Estávamos apáticos no início. No segundo tempo, o Santos atacou mais e se impôs em campo. Pelo o que mostramos nos 45 minutos finais, a equipe provou que é competitiva. Agora é pensar novamente no Brasileiro”.

Líder do Brasileiro, o Santos se dirige a Atibaia na quinta-feira, onde realiza a inter-temporada. A equipe volta a atuar pela competição nacional no dia 7 de setembro, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.

Goleiro Saulo diz que existe perseguição

Jogador entende que existe um complô contra ele, que implicam em novas cobranças de pênaltis.

O gol que eliminou o Santos diante do Fluminense foi alvo da ira do goleiro Saulo. Inconformado com a determinação do árbitro Carlos Eugenio Simon, que mandou voltar a cobrança de penalidade do meia Felipe – alegando o avanço de Saulo antes do tempo -, o atleta alvinegro levantou a hipótese de um possível complô contra ele.

“Observe as duas defesas do Kleber e vê se ele mandou voltar. Parece piada. Isso o que está acontecendo é um complô da arbitragem contra mim. É a terceira vez que isso acontece”, esbravejou o goleiro.

No primeiro jogo entre as equipes pela Copa Sul-Americana, o Santos também recebeu uma advertência semelhante. Porém, o atacante Tuta, na ocasião, desperdiçara os dois pênaltis. Antes disso, pelo Brasileiro, a equipe paulista também teve uma penalidade marcada novamente contra o Botafogo, que aproveitou a segunda chance e empatou o jogo.

A revolta de Saulo, no entanto, não foi seguida pelo técnico Gallo. De acordo com o treinador, a longa distância entre o banco de reservas e a área o impossibilitou de avaliar a saída antecipada do goleiro.

“Vou estar sendo precipitado em dizer se o juiz acertou ou errou. Minha posição em campo era desfavorável. Não vi o replay para saber o que aconteceu”, analisou Gallo.

Sobre o ânimo exaltado do goleiro, o treinador preferiu não criticar o camisa 1. Para Gallo, a pressão sobre os constantes retornos nas cobranças das penalidades não deve ser feita pelo elenco, mas sim pela imprensa.

“Quem tem que reclamar disso é a própria imprensa, que acompanha e noticia sobre os jogos. Não cabe ao Saulo ficar criticando os pênaltis”.