Santos 1 x 3 Seleção do Brasil sub 23

Data: 18/11/2003, terça-feira.
Competição: Amistoso restritivo não-oficial
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.712 pesssoas
Renda: N/D
Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP).
Cartões amarelos: Reginaldo Araujo e Narciso (S); Eduardo Costa (B).
Gols: Pereira (20-1, contra); Robinho (12s-2), Jaílson (39-2) e Marcel (41-2).

SANTOS
Júlio Sérgio (Matheus); Reginaldo Araújo (Neném), Pereira (André Luís), Narciso (Sílvio) e Léo (Rubens Cardoso); Alexandre (Val Baiano), Daniel, Wellington e Jerri (Jaílson); Fabiano (Douglas) e Júlio César (William).
Técnico: Émerson Leão.

BRASIL (entre colchetes o time a que o jogador pertence)
Gomes [Cruzeiro] (Juninho) [Vitória]; Maicon [Cruzeiro], Edu Dracena [Cruzeiro] (Rodolfo) [Fluminense], Alex [Santos] (Adriano II) [Grêmio] e Maxwell [Ajax] (Wendel II) [Cruzeiro]; Eduardo Costa [Bordeaux] (Paulo Almeida) [Santos], Fábio Rochemback [Sporting], Thiago Motta [Barcelona] (Nenê II) [Mallorca] e Marcinho [São Caetano] (Carlos Alberto) [Fluminense]; Robinho [Santos] (Paulinho) [Atlético-MG] e Nilmar [Internacional] (Marcel) [Coritiba].
Técnico: Ricardo Gomes



Robinho marca e Seleção Olímpica bate o Santos

A Seleção Brasileira Sub-23 venceu o Santos por 3 a 1 em amistoso realizado na noite desta terça-feira no estádio da Vila Belmiro. Esta foi a segunda vitória consecutiva nos testes realizados pelo técnico Ricardo Gomes. A primeira aconteceu no último sábado, por 2 a 0, diante do Corinthians.

A partida marcou o inédito encontro dos santistas Alex, Paulo Almeida e Robinho contra o clube paulista. Robinho, inclusive, marcou um dos gols da vitória da Seleção. O zagueiro Pereira, contra, abriu o placar para a Seleção Brasileira. Jaílson fez para o Peixe, enquanto que Marcel garantiu o 3 a 1.

A outra novidade no amistoso foi Narciso. Sem atuar na Vila Belmiro desde 1999, o volante começou o jogo como titular com a camisa do Santos. De janeiro de 2000 a outubro deste ano, ele ficou fora do futebol, vítima de leucemia mielóide crônica. Muito aplaudido, Narciso foi substituído na segunda etapa.

Com três volantes e apenas Marcinho na criação, a equipe do técnico Ricardo Gomes demorou a engrenar na partida. Eduardo Costa, Rochemback e Thiago Motta exageravam nos passes errados e tornavam o meio-campo lento. Porém, o Peixe não soube aproveitar os vacilos e pouco chegou ao gol em reais condições.

Quando o Brasil acordou e melhorou o passe, impôs sua superioridade diante da desfalcada equipe da Vila Belmiro. Aos vinte minutos, Rochemback cruzou da direita e Nilmar quase marcou. Após dominar sozinho dentro da área, o atacante do Internacional cabeceou com muito perigo, à direita de Júlio Sérgio.

Aos 24, a Seleção abriu o placar. Maxwell foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou para o meio da área. Ao tentar o desvio, Pereira enganou o goleiro santista e colocou a bola no canto direito para marcar contra.

A única defesa de Gomes no primeiro tempo aconteceu aos 29 minutos. Após um chute de fora da área de Alexandre, o camisa um do Brasil esticou-se e espalmou a bola no canto direito. Apático, o Peixe deu chances para o adversário ampliar.

Robinho, aos 35, deu um belo passe para Nilmar na grande área. O atacante dominou livre, na frente de Júlio Sérgio, e bateu no canto direito. Bem posicionado na saída do gol, o goleiro desviou a bola para escanteio.

Os dois treinadores aproveitaram o intervalo para mexer nas suas respectivas equipes. Ricardo Gomes voltou para o segundo tempo com quatro alterações, enquanto que Leão sacou três jogadores no Santos.

E a Seleção não precisou de muito tempo para ampliar. Aos doze segundos da etapa final, Robinho avançou pelo e abriu para Marcel do lado esquerdo da grande área. O atacante do Coritiba bateu e Júlio Sérgio espalmou para o meio. Robinho foi mais esperto do que a zaga e completou para as redes no rebote.

Assim como aconteceu no primeiro tempo, o Brasil foi superior durante os 45 minutos finais. Porém, assim como o Santos, a Seleção utilizou a partida apenas para testar diferentes formações. Na metade da segunda etapa, quase todos os jogadores que começaram jogando não estavam mais em campo.

O amistoso, assistido por quase seis mil pessoas, seguiu em ritmo de treino até o apito final do árbitro paulista Cléber Wellington Abade.

Apesar de acomodado e sem muito interesse, o Peixe ainda conseguiu descontar. aos 39, Jaílson bateu de fora da área, a bola desviou em Rodolfo e entrou no canto direito do goleiro Juninho. Dois minutos depois, Wendel fez bela jogada pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou. Marcel, livre, completou para as redes e fechou o placar na Vila Belmiro: 3 a 1.