Bahia 0 x 0 Santos

Data: 20/05/2012, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador, BA.
Público: 8.908 pagantes
Renda: R$ 154.875,00
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia e José Carlos Dias Passos (ambos do PR).
Cartões amarelos: Fabinho (B); Bruno Rodrigo (S).

BAHIA
Marcelo Lomba; Fabinho, Rafael Donato, Titi e Gerley; Fahel, Helder, Gabriel e Morais (Magno); Lulinha (Zé Roberto) e Ciro (Júnior).
Técnico: Paulo Roberto Falcão

SANTOS
Aranha; Galhardo (Maranhão), Bruno Rodrigo, David Braz (Vinicius) e Léo; Ewerton Páscoa, Gérson Magrão, Bernardo e Felipe Anderson; Rentería (Alan Santos) e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho



Debaixo de chuva, Santos e Bahia empatam sem gols

Escalado com reservas, time paulista mostra desentrosamento e fica sem balançar as redes pelo segundo jogo seguido

O Santos foi até Salvador na noite deste domingo para encarar o Bahia, no estádio de Pituaçu, com cinco caras novas entre seus titulares. Como era de se esperar, mostrou pouco entrosamento e ainda viu Borges perder dois gols no fim, empatando por 0 a 0 na estreia do Campeonato Brasileiro. Foi o segundo jogo seguido da equipe sem marcar gols.

Na próxima rodada, os paulistas recebem o Sport na Vila Belmiro, domingo, mas a cabeça de todos está no Vélez Sarsfield. Na quinta-feira, às 20h (de Brasília), os comandados de Muricy Ramalho precisam vencer por dois gols de diferença o time argentino para se classificarem às semifinais da Copa Libertadores.

O Bahia também não está totalmente voltado para o segundo confronto do Brasileirão, domingo, diante do São Paulo, no Morumbi. Na mesma quinta, ele encara o Grêmio a partir das 21h, precisando derrotar o rival por dois gols para avançar à semifinal, só que da Copa do Brasil. O embate será no estádio Olímpico.

O Jogo

Atrapalhado pela chuva torrencial que atingia a cidade de Salvador durante todo o dia, o jogo começou com a bola pipocando muito nos pés dos atletas e com os times não conseguindo armar grandes jogadas de ataque. Recheado de estreias (cinco no total), o Santos visivelmente diminuiu o ritmo para tentar colocar os reforços no ritmo do jogo.

Os melhores lances santistas, por sinal, saíram dos pés de um contratado: o meia Bernardo, que treina há um bom tempo no CT Rei Pelé, mas ainda não havia tido a oportunidade de entrar em campo. Aos 11, ele levantou bola na cabeça de David Braz, que carimbou a trave. Na sequência, outro levantamento, só que para Bruno Rodrigo, que mandou na rede pelo lado de fora.

Na resposta, os baianos contavam com a velocidade do participativo Lulinha, que só pecava no excesso de passes errados. Em falta sofrida por ele quase na linha da grande área, Gerley bateu firme e exigiu boa defesa de Aranha.

Depois, no entanto, a empolgação pareceu ter diminuído e o nível da apresentação caiu drasticamente. Uma má notícia para o Santos foi a lesão de David Braz, que, antes do intervalo, saiu machucado com suspeita de um estiramento na coxa.

Na etapa final, com a diminuição da chuva, a expectativa era de que o embate melhorasse, mas isso acabou não ocorrendo. Desentrosado, o Santos seguia sem ameaçar. Mais inteiro, o time da casa abusava dos lances pela lateral e das bolas jogadas na área.

Na melhor das oportunidades, no entanto, Ciro recebeu na frente e bateu cruzado, mas parou em Aranha. Substituto do centroavante, Junior, pouco depois, recebeu e, de primeira, mandou forte. A bola passou por cima do gol.

No fim, Borges ainda teve duas chances para desempatar, mas errou o chute na primeira vez, mandando rente à trave, e depois parou em boa defesa de Marcelo Lomba, já nos acréscimos.

Borges perde duas chances no fim, mas nega má fase

Atacante se mostrou incomodado quando questionado pelos poucos gols e lembrou que vem ficando na reserva

O Santos parecia conformado com o empate por 0 a 0 no Pituaçu e pouca força fazia para atacar o Bahia, mas, aos 43 minutos, uma bola cabeceada por Felipe Anderson acabou caindo nos pés de Borges, que girou sobre o zagueiro e bateu colocado. Tudo certo para uma redenção do atacante, mas a redonda acabou indo para fora, rente à trave de Marcelo Lomba.

O centroavante, que ainda perdeu outra oportunidade nos acréscimos, essa mais atrapalhado pelo zagueiro e com o goleiro próximo de si, se mostrou um pouco incomodado ao comentar sobre o lance na saída de campo, principalmente ao falar sobre uma “má fase”.

“Não tem esse negócio de má fase, não tem nada disso. Eu marquei um gol dois jogos atrás, estou na reserva por opção do treinador”, garantiu o jogador, lembrando o tento marcado na goleada por 8 a 0 diante do Bolívar, pela Copa Libertadores.

O atleta ainda disse que o resultado acabou ficando de bom tamanho apenas para o Bahia. “Tive duas chances: uma a bola não entrou e na outra o mérito foi do Lomba, porque eu toquei por cima dele e ela foi para fora”, encerrou.

Muricy vê time “no caminho certo” e elenco melhor que o de 2011

Técnico santista elogiou time, apesar do empate frustrante dos reservas contra o Bahia no domingo

A estreia do Santos no Campeonato Brasileiro acabou esvaziada no último domingo, com o pensamento alvinegro voltado para o duelo de quinta-feira diante do Vélez, nas quartas de final da Libertadores, e apenas reservas dentro de campo para encarar o Bahia.

Tendo em conta tudo isso, o técnico Muricy Ramalho considerou bom o resultado de 0 a 0 conquistado no Pituaçu. Para ele, ainda não se pode exigir muito dos atletas contratados. Cinco deles (Bernardo, Gerson Magrão, Ewerton Páscoa, David Braz e Rafael Galhardo) estrearam no fim de semana.

“O David entrou bem, mostrou a experiência que tem em alguns lances e conseguiu fazer um bom jogo. Sentiu um pouco o gramado pesado e teve que sair antes. Bernardo mostrou que bate muito bem na bola. Foi uma primeira impressão, mas temos que dar tempo para eles demonstrarem tudo que podem”, comentou.

Para o treinador, com os novos nomes focados no Nacional, apenas Gerson Magrão, a princípio, pode jogar a Libertadores, o clube larga na frente em relação à campanha feita no ano passado na competição.

“O Santos está melhorando o seu plantel. Nessa competição, se você não tiver plantel, você não consegue ir bem. Esse ano estamos melhores, sofremos demais em 2011 quando necessitamos de reposição. Estamos no caminho certo para fazer um bom Brasileiro”, analisou.

A carreira de Muricy dá o aval para as suas análises, já que ele ostenta um tetracampeonato nacional (2006, 2007, 2008 pelo São Paulo e 2010 pelo Fluminense). Além disso, o fato de o Santos já ter conquistado quase todos os títulos possíveis na Era Neymar, menos o Brasileirão e o Mundial, aumentam a vontade do clube da Vila Belmiro em erguer esta taça.