Grêmio 0 x 2 Santos

Data: 12/08/2000, sábado, 18h00.
Competição: Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro) – Módulo Azul – 1ª Fase – 4ª rodada
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 6.856 (5.544 pagantes e 1.312 não pagantes)
Renda: R$ 49.570,00
Árbitro: Reinaldo Ribas Vieira (RJ).
Cartão vermelho: Astrada (G, 40-2).
Gols: Edmundo (16-2) e Anderson (23-2).

GRÊMIO
Danrlei; Anderson Lima, Marinho, Nenê e Roger; Astrada, Edinho (Amato, 20-2), Gavião e Zinho; Paulo Nunes (Itaqui, 33-2) e Adão.
Técnico: Celso Roth

SANTOS
Pitarelli; Michel, Preto, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Anderson Luís, Rincón, Renato e Robert; Dodô e Edmundo.
Técnico: Giba



No Santos, Edmundo se torna pacificador

Em sua segunda partida no Santos, o atacante Edmundo, 29, assumiu um papel incomum para quem ao longo da carreira acumulou desafetos e desgaste de imagem em rotineiras confusões.

Na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, no estádio Olímpico, anteontem, não apenas jogou bem, fazendo o primeiro gol, como também executou a função de pacificador, no momento em que o volante Rincón trocou empurrões com jogadores adversários.

Aos 36min do segundo tempo, Rincón se desentendeu com os gremistas Anderson e Amato. Edmundo, em um gesto que surpreendeu a torcida, abraçou Rincón e o tirou da confusão.

A atitude foi fundamental para evitar a expulsão de Rincón, que esteve com os ânimos exaltados durante toda a partida, chegando a dar uma cotovelada em Paulo Nunes, um desafeto antigo.

Antes da boa ação, Edmundo já havia sofrido duas entradas violentas de rivais, mas limitou-se a reclamar para o juiz, o que resultou em um cartão amarelo.

Quando de sua chegada ao Santos, contratado por empréstimo, depois de ser afastado pela diretoria do Vasco, Edmundo disse que “”a experiência, a idade e a família” estavam apaziguando seu temperamento. Entre seus atuais e ex-desafetos estão o dirigente vascaíno Eurico Miranda, o atacante Romário e o técnico da seleção, Wanderley Luxemburgo.

Após a partida, quando se dirigia à sala destinada à coleta do exame antidoping, por ter sido um dos sorteados, Edmundo comentou que o mais importante de tudo não foi o seu desempenho individual, nem o gol marcado, mas sim a atuação do Santos.

“Não podemos nunca ficar satisfeitos, mas ficou claro que o time teve experiência suficiente para segurar o adversário e vontade para fazer os gols”, comentou.

Em outubro do ano passado, passou um dia na prisão, no Rio. Ele fora condenado a pena de quatro anos por causa de um acidente automobilístico em 1995 em que morreram três pessoas.



Créditos:
Ficha técnica: Daison Sant Anna