Botafogo 2 x 2 Santos

Data: 14/02/2001, quarta-feira.
Competição: Torneio Rio SP – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público e renda: Não divulgados
Árbitro: Edilson Pereira da Carvalho (SP).
Cartões amarelos: Valdson, Souza e Donizete (B); Russo e Dodô (S).
Cartão vermelho: Deivid (S)
Gols: Donizete (03-1); Dodô (03-2, de pênalti), Rodrigão (09-2) e Taílson (37-2).

BOTAFOGO
Wagner; Fábio Augusto, Dênis, Váldson e Augusto (Leandro Eugênio); Júnior, Reidner, Souza (Taílson) e Rodrigo; Daniel (Marcelinho Paulista) e Donizete.
Técnico: Sebastião Lazaroni

SANTOS
Fábio Costa; Pereira, André Luís e Claudiomiro; Russo, Marcelo Silva, Renato (Júlio César) e Léo; Dodô (Caíco) e Rodrigão (Deivid).
Técnico: Geninho



Santos vira no Rio, mas cede empate ao Botafogo

Time agora decide em casa passagem à decisão do Torneio Rio SP

O Santos empatou ontem com o Botafogo em 2 a 2, no Maracanã, na primeira partida entre os times nas semifinais do Rio-SP. Agora, quem vencer a partida de volta vai à final (se houver empate, a decisão será nos pênaltis).

O Santos ficou em desvantagem no placar logo no terceiro minuto da partida, após uma desatenção de sua defesa. Após cruzamento da direita, Donizete, sozinho na área, chutou de primeira para vencer o goleiro Fábio Costa. Os jogadores santistas demoraram a despertar para o jogo, oferecendo pouca resistência aos botafoguenses.

O primeiro lance de ataque do Santos aconteceu só aos 10min, em uma cabeçada despretensiosa de André Luis.

O Botafogo, porém, continuava sendo mais perigoso e teve boas oportunidades para aumentar o marcador no primeiro tempo. O meia Rodrigo, jogando sem marcação, ameaçou com vários chutes da entrada da área, aos 23min, aos 28min e aos 30min. No terceiro lance, em uma cobrança de falta, acertou a trave.

O Santos tinha dificuldade para tramar jogadas. Em uma, Rodrigão recebeu livre, mas foi travado pelo goleiro Vágner. Em outra, Robert invadiu a área, porém acabou chutou em cima do goleiro. Dodô, bem marcado, teve apenas duas boas chances. A primeira foi em cobrança de falta (chutou por cima do travessão). A segunda surgiu após tabela com Robert (tocou à direita do gol).

No final do primeiro tempo, Daniel ficou cara a cara com Fábio Costa, mas o goleiro salvou.

No segundo tempo, foi o Santos que conseguiu um gol logo no terceiro minuto. Augusto segurou Claudiomiro na área, e o juiz marcou pênalti. Dodô bateu e fez.

O Santos comprovou ter voltado mais disposto na segunda etapa quando, ainda aos 6min, Renato cabeceou livre na área para uma grande defesa de Vágner.

A virada santista, porém, ocorreu três minutos depois. Após jogada de Robert pela direita, Rodrigão escorou o cruzamento e mandou a bola no canto direito de Vágner, que ficou batido.

O Botafogo tentou o empate aos 15min com uma cabeçada de Taílson. Logo depois, Donizete teve choque com Claudiomiro e caiu na área, mas o juiz não deu pênalti, revoltando os botafoguenses.

O Santos continuou melhor na segunda etapa, trocando passes com rapidez e inteligência. Aos 23min, quase Rodrigão ampliou de cabeça após cruzamento da esquerda (Vágner espalmou).

Em contra-ataque, no entanto, o Botafogo empatou. Aos 37min, Taílson recebeu e tocou por entre as pernas de Fábio Costa.

Maracanã faz jogo “obrigado” e acaba vazio

O regulamento do Torneio Rio-SP provocou um notável contraste entre a enormidade do estádio do Maracanã, o maior do Estado do Rio, e a pequena quantidade de torcedores presentes para assistir à partida entre Botafogo e Santos.

O jogo era válido pelas semifinais. Nessa fase, os confrontos ocorrem obrigatoriamente nos maiores estádios de Rio e São Paulo (Maracanã e Morumbi).

Na noite de ontem, com o início do jogo marcado para as 21h40, não mais do que 8.000 torcedores foram ver a partida. A torcida botafoguense compareceu em número reduzido, e a maior parte do Maracanã, que tem capacidade máxima de 90 mil pessoas, ficou vazia.

Apenas um setor das arquibancadas estava mais cheio. O resto do estádio, praticamente vazio.

O Botafogo vinha atuando no estádio de Caio Martins, que pode receber cerca de 12 mil torcedores, em Niterói (a 15 km do Rio). Lá, o time paga taxas menores para jogar.

Fonte: http://acervo.folha.com.br/fsp/2001/02/15/20//8252