Santos 1 x 2 Corinthians

Data: 13/05/2001, domingo.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público e renda: Não divulgados
Cartões amarelos: Rincón, Robert, Deivid e Claudiomiro (S); Otacílio, Rogério e Marcos Senna (C).
Cartão vermelho: Gálvan (S).
Gols: Renato (33-1) e Marcelinho (35-1); Ricardinho (48-2).

SANTOS
Fábio Costa; Russo, Gálvan, Claudiomiro e Léo; Paulo Almeida, Rincón, Renato e Robert (Marcelo Silva); Deivid (André Luís) e Dodô (Caio).
Técnico: Geninho

CORINTHIANS
Maurício; Rogério, João Carlos, Fábio Luciano e Kléber (Andrezinho); Otacílio (Marcos Senna), André Luiz, Ricardinho e Marcelinho; Paulo Nunes (Gil) e Ewerthon.
Técnico: Wanderley Luxemburgo



Corinthians e Botafogo disputam o título paulista

Corinthians e Botafogo são os finalistas do Campeonato Paulista. O time do Parque São Jorge venceu o Santos por 2 a 1, com um gol de Ricardinho aos 48 minutos do segundo tempo, enquanto o Botafogo conseguiu um empate heróico de 3 a 3 com a Ponte Preta em Campinas. O time de Ribeirão chegou a estar perdendo por 3 a 1. A final será disputada em dois jogos e o Corinthians leva a vantagem do empate.

O primeiro tempo da partida no Morumbi foi equilibrado. Além de terminar empatado por 1 a 1, cada time ainda desperdiçou uma penalidade da mesma forma: chutando na trave direita.

O primeiro a desperdiçar foi o Santos. Robert ganhou a bola no meio-campo e avançou até ser derrubado por Otacílio, aos 17 minutos. Dodô se encarregou da cobrança e chutou na trave.

Quatro minutos depois, Galván derruba Éwerthon e o juiz também marca, acertadamente, o pênalti. Marcelinho chuta contra a trave.

O primeiro gol santista veio aos 33 minutos, quando russo cruzou da direita e Renato apareceu livre para marcar de cabeça.

O Santos ainda comemorava, quando dois minutos depois André Luís começou a jogada e tocou para Marcelinho chutar forte e rasteiro. A bola bateu na trave direita, depois na esquerda e acabou entrando.

No segundo tempo, os dois times se alternaram no ataque, com maior pressão do Corinthians.

O gol da classificação veio aos 48 minutos do segundo tempo, com Ricardinho chutando de fora da área.

A partir daí o que se viu foram jogadores do Santos desesperados e muito choro no gramado.

Geninho sai de cabeça quente com os árbitros e Dodô

O técnico Geninho, do Santos, saiu de cabeça quente com os árbitros Alfredo dos Santos Loebeling e Sálvio Spínola que apitaram a partida que seu time perdeu para o Corinthians por 2 a 1, neste domingo, no estádio do Morumbi. E também com o atacante Dodô, que para o treinador, não deveria cobrar o pênalti.

“O Otacílio deveria ter sido expulso no lance que fez pênalti do Robert. O Robert partia em direção ao gol”, afirmou Geninho. “E acho que o jogo deveria ter terminado antes. Meu cronômetro havia passado o tempo a mais”, completou.

Sobre Dodô, ele não engoliu o jogador ter batido o pênalti desperdiçado no primeiro tempo. “Era para o Rincón bater”, falou.

O treinador contou ainda que Deivid saiu jogando porque “tinha totais condições”. “Ele treinou e fizemos a coisa bem feita”, falou, se referindo ao fato de ter dito a semana inteira que o atacante estava contundido.

Claudiomiro reclama de “sorte” corintiana

O jogador Claudiomiro creditou à sorte do Corinthians pela eliminação da equipe na semifinal do Campeonato Paulista.

“Foi sorte aquela jogada de linha de fundo. Agora não adianta dizer se alguém errou ou não”, afirmou o santista, visivelmente abatido e falando bem baixo, depois de deixar o vestiário do estádio do Morumbi.

Rincón diz que agora não adianta chorar

O volante Rincón, do Santos, se mostrava inconformado com a derrota para o Corinthians e a desclassificação do time no Campeonato Paulista. Ele resumiu o sentimento com uma frase: “Agora não adianta chorar”.

O volante disse ainda que no primeiro tempo, Dodô perdeu o pênalti que acabou desperdiçando. “Eu peguei a bola, mas ele pediu para bater. Normal”, considerou.

Gol de Ricardinho “cura” Luxemburgo

O gol de Ricardinho, faltando dez segundos para o final da partida, deixou o técnico Wanderley Luxemburgo tão eufórico, a ponto de dizer que se sentiu curado da lesão que sofreu no tendão de Aquiles.

Na hora corri tanto que o meu tendão ficou bom”, garantiu.

Luxemburgo diz que o time mereceu a classificação pelo seu espírito de luta. “O time brigou até o fim e foi premiado com a classificação”.