Santos 1 x 2 Goiás

Data: 02/09/2001, domingo, 15h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.458 pagantes
Renda: R$ 71.165,00
Árbitro: Fabiano Gonçalves (RS).
Cartões amarelos: Paulo Almeida, Léo e Russo (S); Maurício e Zé Carlos (G).
Gols: Roni (12-1), Robert (17-1, de pênalti) e Danilo (25-1).

SANTOS
Pitarelli; Preto, Orestes (André Dias) e Cléber; Russo, Paulo Almeida, Vágner (Júlio César), Renato e Léo; Robert e Weldon (Elano).
Técnico: Serginho Chulapa (interino)

GOIÁS
Harlei; Roni, Milton do Ó e Edmilson; Maurício, Túlio, Marabá, Danilo (Bilu) e Cássio; Araújo (Zé Carlos) e Itamar (Josué).
Técnico: Lori Sandri



Marcelinho vê Santos cair na Vila

Da tribuna de honra do estádio da Vila Belmiro, Marcelinho viu o seu novo time, o Santos, perder a invencibilidade no Brasileiro para o Goiás, que venceu por 2 a 1.

Com isso, as esperanças de recuperação do time passaram a se concentrar na estréia do ex-corintiano na próxima quinta, em Brasília, contra o Flamengo.

Empolgado, o Santos começou a partida marcando no campo do adversário. Mas, logo a 1min, o time cometeu o primeiro de uma série de erros de finalização que custaram a derrota: com o gol vazio, Renatinho, de cabeça, complementou para fora cruzamento da direita feito por Russo.

Retraído, o Goiás, que buscava os contra-ataques, abriu o placar aos 12min, em jogada ensaiada. Ao cobrar falta, Túlio rolou a bola por trás da defesa, Araújo penetrou, cruzou rasteiro, e Roni completou para o gol.

Embora em desvantagem, o Santos conteve os nervos. Aos 17min, Weldon tentou um chapéu sobre Milton do Ó, o zagueiro tocou a mão na bola e o juiz marcou pênalti. Robert cobrou e empatou a partida.

O Goiás chegava pouco, mas com eficiência, ao gol do Santos. Numa delas, em jogada individual, aos 25min, o meia Danilo se livrou de três zagueiros e desempatou a partida.

Cinco minutos depois, o Santos quase empatou, mas novamente Renatinho falhou na conclusão, ao driblar o goleiro e chutar fraco.

Imediatamente, o técnico Serginho Chulapa decidiu renunciar ao 3-5-2: tirou o zagueiro Orestes e colocou o atacante André Dias. O novo esquema desarticulou a marcação e deixou mais vulnerável o sistema defensivo santista.

No intervalo, devido à fraca atuação no primeiro tempo, o atacante Weldon, que substituiu Viola, suspenso, deu lugar ao meia-atacante Elano.

A partir dos 15min, surgiram as primeiras vaias da torcida. Serginho colocou mais um atacante: Júlio César entrou no lugar do volante Vagner. Mas, taticamente desarticulado, o time persistiu nos erros e novamente deixou o campo vaiado.

Jogadores se “escondem” de torcedores na saída

Parte dos jogadores do Santos deixou ontem a Vila Belmiro por uma porta alternativa para não enfrentar o protesto de torcedores que se aglomeraram na saída principal do vestiário.

O meia-atacante Marcelinho também não passou pelos jornalistas que o aguardavam e saiu do estádio sem dar entrevistas.
Dentre os que se pronunciaram após o jogo, a maioria admitiu que a exibição da equipe foi decepcionante. “Merecemos perder”, disse o meia Robert. “O time estava apático”, afirmou Preto.

O técnico Serginho Chulapa disse esperar uma melhora de rendimento na quinta, contra o Flamengo, em Brasília, devido à volta dos titulares que desfalcaram o time (Fábio Costa, Válber, Gálvan e Viola) e à estréia de Marcelinho Carioca.

O treinador lamentou o excesso de oportunidades desperdiçadas e disse que pretende promover treinamentos específicos a fim de tentar corrigir a falha.

Para Serginho, que começou o jogo com o 3-5-2, passou pelo 4-4-2 e terminou com o 4-2-4, “faltou tranquilidade” para os atacantes. “A ansiedade complica. Você não consegue dominar”, afirmou.



Fonte: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.com.br/fsp/2001/09/03/20//147076