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Santos 1 x 3 Paulista de Jundiaí

Data: 10/02/2013, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 18.381 pagantes
Renda: R$ 652.560,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Fabrício Porfírio de Moura e Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva
Cartões amarelos: Marcos Assunção e Neymar (S); Lázaro, Matheus Galdezani e Chiquinho (P).
Cartões vermelhos: Matheus Galdezani (P).
Gols: Marcelo Macedo (06-2, de pênalti), Rodolfo Testoni (39-2), Cassiano Bodini (42-2) e Neymar (47-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres (André), Edu Dracena, Durval e Guilherme Santos (Felipe Anderson); Arouca, Marcos Assunção, Cícero e Montillo (Patito Rodríguez); Miralles e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho

PAULISTA
Richard; Thales, Dráusio, Lázaro e Rodolfo Testoni; Matheus Galdezani, Kasado, Chiquinho e Renato; Cassiano Bodini e Marcelo Macedo (João Henrique).
Técnico: Giba



Com fraca atuação, Santos perde do Paulista no Pacaembu e deixa liderança

Com a derrota por 3 a 1, time permanece com 14 pontos e vê a Ponte Preta assumir a ponta da tabela do Campeonato Paulista

Em uma tarde pouco inspirada, o Santos não esteve bem e foi derrotado pelo Paulista, por 3 a 1, na tarde deste domingo, no Pacaembu. Nem mesmo o gol de Neymar, no fim do jogo, foi capaz de impedir o resultado negativo. Marcelo Macedo, de pênalti, Rodolfo Testoni e Cassiano Bodini sacramentaram o triunfo dos visitantes.

A derrota fez o time da Vila Belmiro cair para a segunda colocação no Campeonato Paulista, com 14 pontos, sendo ultrapassado pela Ponte Preta, que tem 15 pontos ganhos. Já o Paulista alcançou os nove pontos e agora está em 11°.

O Santos volta a campo diante da Ponte Preta, no próximo domingo, às 19h30 (horário de Brasília), no Moisés Lucarelli. No mesmo dia, o clube de Jundiaí visita o São Bernardo, às 17 horas, no Estádio Primeiro de Maio.

O jogo

Apesar de jogar diante de um bom público no Pacaembu e ter começado a partida pressionando o adversário, o Santos viu o Paulista criar a primeira boa chance de gol do jogo. Aos seis minutos, Cassiano Bodini roubou a bola de Guilherme Santos, deixou três marcadores para trás e bateu para o gol, buscando o ângulo de Rafael. A bola passou próxima a meta santista.

Dois minutos depois, os santistas responderam, com um lance envolvendo a dupla argentina Montillo e Miralles. O camisa 10 tocou para o atacante chutar e ver o goleiro Richard fazer a defesa.

Aos 10, o Paulista voltou a assustar, mais uma vez. Cassiano Bodini fez linda jogada na linha de fundo e rolou para o meio da área. Marcelo Macedo girou sobre a marcação e chutou para grande defesa de Rafael.

Com as duas equipes fazendo uma boa partida, o Santos esteve perto do gol, aos 17. O estreante Marcos Assunção cobrou mal o escanteio, mas ficou com o rebote e fez novo cruzamento, desta vez eficiente, com o zagueiro Durval subindo sozinho para cabecear, por cima do gol do time de Jundiaí, com muito perigo.

O Santos teve mais uma boa oportunidade para marcar, aos 26, quando Montillo ficou com a sobra na entrada da área e soltou um arremate forte, de primeira, que assustou Richard e levantou a torcida santista no Pacaembu.

Antes do intervalo, o time mandante ainda teve mais uma boa chance de gol, aos 41. O lateral-direito Bruno Peres cruzou fechado, Richard corta mal, só que o meia argentino Montillo isolou a bola na tentativa de bater de primeira, com o pé esquerdo.

No início do segundo tempo, Cassiano Bodini fez boa jogada e foi derrubado pelo lateral-esquerdo da equipe praiana, Guilherme Santos. Na cobrança, aos seis, Marcelo Macedo colocou o Paulista na frente: 1 a 0.

Com a desvantagem no placar, o técnico Muricy Ramalho resolveu, aos 11, colocar o seu time mais a frente. O treinador sacou o ala Guilherme Santos, que não vinha tendo boa atuação, para a entrada do meia Felipe Anderson.

O Santos teve uma boa ocasião para empatar, aos 20, quando Marcos Assunção cobrou falta e Cícero, sozinho, desviou de cabeça para o gol. O arqueiro Richard caiu no centro do gol para fazer uma defesa segura.

Na busca pelo empate, Muricy voltou a mexer na equipe, trocando o lateral Bruno Peres pelo centroavante André, aos 28. Com essa modificação, o Peixe passou a atuar com três atacantes: Miralles, André e Neymar.

Os santistas estiveram perto do empate quando Assunção, aos 32, bateu falta firme, no ângulo superior esquerdo de Richard, que se atirou para fazer mais uma boa defesa. Três minutos mais tarde, foi a vez de Neymar assustar em cobrança de falta, que bateu com perfeição, mas a bola acertou a trave de Richard. No minuto seguinte, Muricy Ramalho promoveu a sua última alteração, com Patito Rodriguez entrando na vaga de Montillo.

Nem mesmo a expulsão do volante Matheus Galdezani, aos 38, impediu o Paulista de consolidar a sua vitória. Rodolfo Testoni cobrou a falta com força, acertando o ângulo de Rafael.

Aos 42, João Henrique acertou passe de trivela na área, Cassiano Bodini apareceu no meio da zaga santista e só tirou de Rafael, para marcar o terceiro do Paulista. Os alvinegros ainda descontaram com Neymar, aos 47, porém não havia mais tempo para a reação.

Muricy lamenta estado do gramado e se irrita com jornalista durante a coletiva

Mesmo criticando o gramado com a forte chuva, técnico santista afirmou que o Paulista mereceu a vitória neste domingo

Após a derrota para o Paulista, por 3 a 1, neste domingo, no Pacaembu, o técnico Muricy Ramalho apontou o estado do gramado – castigado pela forte chuva que caiu em São Paulo – como uma das razões para o resultado. Além disso, para o treinador, o Galo do Japi soube atuar de uma maneira que surpreendesse o Santos, para sair com os três pontos deste jogo.

“Os dois times foram prejudicados pelo gramado. Mas nós sofremos mais com a chuva por sermos um time muito técnico e leve. O Paulista aproveitou as chances que teve, foi bem no ataque, se defendeu bem e mereceu a vitória”, analisou Muricy.

O comandante santista ainda destacou a busca da equipe pelo empate, quando o placar era de 1 a 0 para o time de Jundiaí, e que possibilitou ao Paulista marcar dois gols nos minutos finais da partida. Neymar descontou nos acréscimos para o Peixe.”Depois que tomamos o gol, nós abrimos (mais o time), pois precisávamos atacar e buscar a vitória. Mas acabamos sofrendo outros gols e não deu certo”, ponderou.

Indagado sobre as alterações que promoveu durante o segundo tempo do duelo, Muricy Ramalho não gostou da pergunta e ainda ironizou uma jornalista. “Futebol é assim. Mas eu sei que você entende muito de futebol, né!? Fiz essa mudança para o time ir à frente”, concluiu.

Após revés, Neymar reclama de gramado e jogo no domingo de carnaval

Camisa 11 do Santos criticou o gramado do Pacaembu, castigado pela chuva e disse que domingo de carnaval não é dia para trabalhar

O atacante Neymar deixou a sua marca, fazendo um gol aos 47 minutos do segundo tempo, mas que não foi suficiente para impedir a derrota do Santos para o Paulista, por 3 a 1 , na tarde deste domingo, no Pacaembu. Na saída do gramado, o camisa 11 santista reclamou bastante das condições do campo de jogo, que ficou bastante castigado por conta da forte chuva que caiu em São Paulo.

“O gramado prejudicou o nosso futebol, que é rápido e de bola no chão. No primeiro tempo não teve como jogar. No segundo tentamos a vitória, mas ficamos muito vulneráveis. O time vacilou um pouco”, disse Neymar.

Descontente com o resultado, o primeiro revés santista no Paulistão, o camisa 11 não poupou nem a diretoria do clube praiano e a Federação Paulista de Futebol. Segundo Neymar, marcar um jogo para o domingo de carnaval não é uma boa medida – a cúpula alvinegra alterou a partida, em pedido acatado pela FPF, marcada inicialmente para sábado, na Vila Belmiro, para a capital paulista, visando ter uma maior arrecadação.

“É ruim perder, ainda mais no carnaval. Mas também tem que dar uma ‘cutucada’. Jogo no domingo de carnaval não é pra qualquer um. O pessoal (está) de folga, não é para trabalhar”, comentou.

Por fim, o atacante ainda reclamou do cartão amarelo aplicado pelo árbitro, nos minutos finais do confronto. Neymar reclamou da forte marcação do Galo do Japi e acabou sendo advertido pelo juiz. “Ele só vacilou no amarelo para mim. É sempre assim. Na dúvida, é amarelo para mim”, encerrou.

Montillo evita apontar campo pesado como razão para derrota

Meia argentino não teve boa atuação na derrota do Santos para o Paulista, admitiu desempenho abaixo do esperado da equipe

Com uma atuação discreta, o meia Montillo, que foi substituído nos minutos finais da partida pelo compatriota Patito Rodríguez, não conseguiu ajudar o Santos a conquistar uma vitória sobre o Paulista, na tarde deste domingo, no Pacaembu. Mesmo assim, o argentino evitou dar justificativas para o resultado negativo diante do Galo do Japi, que venceu por 3 a 1. Para o camisa 10 do Peixe, a equipe praiana deixou a desejar e não pode apontar o gramado pesado, por conta da forte chuva que caiu em São Paulo, como única explicação para o revés.

“Pode ser (que o campo encharcado tenha atrapalhado), mas não podemos colocar culpa nisso. Eles também tiveram as mesmas dificuldades que a gente, jogando em um campo pesado. Tivemos uma atuação ruim. Nós temos que admitir que não fomos bem”, afirmou Montillo, reconhecendo que os santistas não conseguiram mostrar o seu melhor futebol.

“A dificuldade nossa foi que a bola não rolava direito, ficava presa no gramado. E como nós temos jogadores rápidos, com bom toque de bola, não conseguíamos fazer as jogadas que estamos acostumados. Mas, como eu disse antes, não podemos dar desculpas. O fato é que a gente perdeu três pontos importantes. Temos muita coisa pela frente ainda e precisamos melhorar”, comentou.

Bem crítico ao analisar o desempenho alvinegro em campo, o meia argentino espera que a derrota para o Paulista sirva de aprendizado para o Santos, visando a sequência do Paulistão e o restante da temporada.

“É verdade que não tivemos muito tempo para trabalhar na pré-temporada e, por isso, temos que melhorar muita coisa. Temos um time muito bom, mas que necessita evoluir. Com derrotas assim, você aprende muito. Vamos nos dedicar para superar isso e voltar a jogar bem. Tomara que (resultados como este) não voltem a acontecer, pois não podemos perder em casa”, finalizou.

Mesmo com derrota, Muricy defende atuações de Dracena e Assunção

Veteranos fizeram o primeiro jogo do ano neste domingo e não evitaram revés do Santos

O zagueiro Edu Dracena e o volante Marcos Assunção foram as novidades do Santos na derrota para o Paulista, por 3 a 1 , na tarde deste domingo, no Pacaembu. Mas nem mesmo o revés inesperado para o Galo do Japi impediu o técnico Muricy Ramalho de elogiar a participação dos experientes jogadores.

O capitão santista voltou a atuar após meses se recuperando de uma cirurgia no joelho esquerdo – sofrida em julho do ano passado -, enquanto o meio-campista atuou pela primeira vez, desde que retornou ao clube, após passagem pelo Palmeiras.

“O Assunção e o Edu se comportaram bem, após muito tempo sem jogar. Foi muito agradável vê-los jogando”, disse Muricy, ciente de que a dupla ainda precisa adquirir o ritmo de jogo considerado ideal.

Questionado sobre a mudança no meio-campo, já que, segundo o próprio treinador, Renê Júnior foi preservado diante do Paulista para a entrada de Marcos Assunção, o treinador não viu uma mudança significativa na armação do setor. Arouca atuou mais recuado, com Cícero e Assunção auxiliando na marcação, e o argentino Montillo mais adiantado.

“A posição de Renê também é de segundo volante. Ele faz às vezes de primeiro porque estamos jogando com três no meio. E o Renê está nessa posição porque temos um time mais agressivo. Mas não mudou muito, não (com a entrada do Marcos Assunção)”, analisou.

Treinador “caça” folga
Muricy Ramalho havia sinalizado, antes da partida contra o Galo do Japi, com a possibilidade de conceder dois dias de folga ao elenco, em caso de vitória no domingo. Porém, com a derrota para o Paulista, o comandante descartou a ideia.

Sendo assim, os alvinegros retornam aos treinos na manhã de terça-feira, no CT Rei Pelé. “Perder nunca é bom, não existe isso de hora certa para perder. Nós precisamos ganhar sempre. Nós perdemos por alguns erros nossos, mas também por méritos do adversário. Fica mantida a reapresentação na terça”, concluiu.

Guilherme Santos reconhece má fase: “É falta de confiança”

Lateral-esquerdo do Santos chegou por empréstimo do Atlético-MG e disse que ainda falta segurança para atuar com os novos companheiros

Um dos reforços contratados pelo Santos para a temporada 2013, o lateral-esquerdo Guilherme Santos admitiu que não vive uma boa fase na nova equipe. O jogador, que chegou ao clube praiano por empréstimo junto ao Atlético-MG, reconheceu que não vem apresentando o seu melhor futebol e atribuiu à falta de confiança ao seu começo irregular com a camisa do Peixe.

“Não fiz o que faço nos clubes quando chego. É mais por falta de confiança. O Santos oferece muito e o jogador costuma ficar confortável, mas está acontecendo algo mentalmente que me tira um pouco a confiança e a segurança de jogar”, disse Guilherme Santos, após a derrota para o Paulista, por 3 a 1, no último domingo, no Pacaembu.

O ala santista, aliás, foi alvo da torcida alvinegra, que irritada com a sua atuação diante do Galo do Japi, vaiou a sua saída de campo, ‘comemorando’ a substituição do técnico Muricy Ramalho. Guilherme Santos deixou o campo aos 11 minutos do segundo tempo, para a entrada do meia Felipe Anderson. O lateral havia cometido pênalti minutos antes, possibilitando ao Paulista abrir o placar com Marcelo Macedo.

“Realmente fico chateado (com a má atuação e vaias), volto para casa com a cabeça ‘bombando’, ainda mais por gostar de jogar futebol. Isso me deixa mal para caramba. Mas agora é levantar a cabeça, porque tem gente do Santos que confia no meu futebol”, ponderou.

Mesmo com o experiente Léo perto de retornar aos jogos oficiais, pois está em fase final de recuperação de uma artroscopia no joelho direito, Guilherme Santos confia que pode dar a volta por cima na Vila Belmiro.

“Tenho de me apegar aos meus familiares, as pessoas que estão comigo, ao meu lado. Até porque, eu sei que tem muita gente que confia em mim. Vou continuar trabalhando porque passei em muitos lugares e fui bem, sei que posso render. E se estou no Santos é porque tenho potencial. Vou procurar dar a volta por cima. Nada veio fácil para mim e vou tentar ajudar o Santos”, encerrou.

Assunção reprova reestreia pelo Santos: “Nota 5, não foi legal”

Em sua restréia no Santos o volante lamentou o revés para o Paulista e disse que ainda busca entrosamento com os novos companheiros

O volante Marcos Assunção admitiu que a sua reestreia no Santos, clube que já havia defendido em duas oportunidades no final da década de 1990 – a primeira entre 1996 e 1997, e a outra em 1999 -, não foi tão boa como ele imaginava. O experiente jogador, de 36 anos de idade, não conseguiu evitar a derrota do Peixe para o Paulista, por 3 a 1, no último domingo, no Pacaembu.

“Com os treinamentos vou melhorando, entrosando e conhecendo os companheiros. Já vou estar melhor nessa semana. A tendência é evoluir cada dia mais. Mas a nota é 5 (para a atuação), não foi legal”, destacou Assunção, que precisou se recuperar de uma lesão no joelho direito, sofrida quando ainda atuava pelo Palmeiras, antes de realizar a sua primeira partida pelo time santista.

“Desde novembro não jogo. É muito tempo. Estava com saudades de voltar ao campo. Gostaria que a volta fosse com vitória. Só que, infelizmente, não aconteceu”, comentou o veterano meio-campista.

Sobre o seu posicionamento em campo, mais recuado contra o Galo do Japi, Marcos Assunção garantiu que o sistema adotado pelo técnico Muricy Ramalho não irá atrapalhar o seu rendimento. “Tranquilo, o importante é jogar. O Muricy gosta de jogar assim, vou ter que me adaptar. Eu e todos os jogadores de meio-campo. É assim que ele joga e assim buscaremos as vitórias”, finalizou.