Palmeiras 0 x 0 Santos

Data: 24/03/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 14ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 11.912 pagantes
Renda: R$ 384.920,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP).
Cartões amarelos: André Luiz (P); Renê Júnior (S).

PALMEIRAS
Fernando Prass; Weldinho, André Luiz, Mauricio Ramos e Juninho (Marcelo Oliveira); Márcio Araújo, Léo Gago, Charles (Rondinelly) e Wesley; Leandro e Caio (Vinícius).
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca e Cícero; Neílton (Alan Santos), Giva (Victor Andrade) e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho



Desfalcados, Palmeiras e Santos não saem do 0 a 0 no Pacaembu

Apesar das boas oportunidades de gol criadas pelos dois lados durante a partida, as equipes não conseguiram ser eficientes e o placar do clássico ficou no 0 a 0

Com muito desfalques, Palmeiras e Santos se enfrentaram na tarde deste domingo, no Pacaembu. Apesar das boas oportunidades de gol criadas pelos dois lados durante a partida, as equipes não conseguiram ser eficientes e o placar do clássico ficou no 0 a 0, em confronto válido pela 14ª rodada do Campeonato Paulista.

O resultado manteve os santistas, momentaneamente, na segunda colocação, agora com 28 pontos. Enquanto isso, os palestrinos caíram duas posições, ocupando o sexto lugar, com 25 pontos ganhos. Agora, na próxima rodada, o Palmeiras visita o Mirassol, na quarta-feira. No dia seguinte, o Santos recebe o Mogi Mirim.

O jogo

Mesmo com os vários desfalques dos dois lados, o clássico começou bastante agitado. Tanto é que, com menos de dois minutos de jogo, as duas equipes já tinham criado noas oportunidades de gol.

Com um minuto, o Santos assustou com Giva, que mesmo marcado por Márcio Araujo, conseguiu a finalização, defendida com facilidade por Fernando Prass. Na resposta, logo em seguida, o Palmeiras teve Wesley fazendo boa jogada individual e soltando a bomba, para grande defesa de Rafael, que ainda teve de usar os pés para evitar que um atacante rival fizesse o gol no rebote. A bola ainda sobrou para Leandro finalizar, só que o arremate saiu muito alto, por cima da meta santista.

Melhor nos primeiros minutos, o Verdão voltou a levar perigo, aos seis. Após cobrança de escanteio, Maurício Ramos desviou de cabeça, se antecipando a zaga do Peixe, mas nenhum alviverde completou o lance, para o alívio de Rafael.

Com mais volume de jogo, os palestrinos também aproveitavam os espaços dados pelo meio-campo alvinegro, para chutar de fora da área. Aos 12, Léo Gago assustou o camisa 1 do Santos, com uma finalização forte e que passou muito próxima a meta da equipe praiana.

Depois de ver o Palmeiras criar boas oportunidades, o Peixe conseguiu responder. Aos 22, Neílton limpou a marcação e cruzou para André, que desviou de cabeça, mas ao lado do gol de Prass, sem grande perigo para o arqueiro do Verdão.

Os palmeirenses voltaram a ameaçar o gol de Rafael, aos 29, quando Leandro recebeu cruzamento da direita, com liberdade, dentro da área. O atacante bateu de primeira, mas o arqueiro santista segurou firme a bola, no centro do gol.

Aos 35, o time alvinegro voltou a atacar e teve aquela que, talvez, tenha sido a sua melhor chance de gol no primeiro tempo. Neílton cobrou escanteio pela esquerda, Giva saltou mais alto do que a defesa palmeirense e cabeceou forte para o gol. No reflexo, Fernando Prass fez grande defesa e a zaga palestrina afastou a bola, cedendo novo escanteio.

Quatro minutos depois, o Santos, outra vez com Giva, colocou o goleiro do Palmeiras para trabalhar. Giva superou a marcação de Léo Gago e tentou surpreender Fernando Prass, batendo direto para o gol ao invés de fazer o cruzamento para dentro da área. Atento, o arqueiro do Verdão espalmou a bola para escanteio.

Insatisfeito com a marcação santista no meio-campo, durante a etapa inicial, o técnico Muricy Ramalho fez uma modificação no intervalo: a entrada do volante Alan Santos no lugar do atacante Neílton.

Mas a primeira boa oportunidade de gol do segundo tempo foi do Palmeiras. Aos cinco minutos, Juninho tabelou com Léo Gago, fez o giro sobre Edu Dracena e soltou a bomba, por cima do gol de Rafael.

Porém, o Peixe respondeu imediatamente, com duas boas chances. Aos seis, Prass voltou a trabalhar bem, em nova finalização de Giva. No minuto seguinte, Bruno Peres cruzou na medida para André, que dentro da pequena área, não completou a jogada como pretendia, tocando a bola de pé esquerdo para a linha de fundo e desperdiçando uma grande oportunidade de gol para os visitantes.

Com o intuito de dar mais força ofensiva ao seu time, o treinador do Verdão, Gilson Kleina, realizou a sua primeira substituição. Aos 12, o volante Charles deu lugar ao meia Rondinelly. Mais tarde, aos 20, Muricy fez a segunda troca na sua equipe, com o argentino Miralles entrando na vaga de André.

Um minuto depois, Kleina sacou Caio para mandar Vinícius ao jogo, pelo time palmeirense. Aos 29, os palestrinos ameaçaram o gol de Rafael, novamente. Leandro tocou para Léo Gago, que arriscou um forte chute, de fora da área, exigindo mais uma boa intervenção do goleiro santista.

Gilson Kleina lançou mão, aos 35, de sua última alteração colocando Marcelo Oliveira no lugar de Juninho. Aos 39, Muricy Ramalho também, queimou a sua última substituição, com Giva saindo para a entrada de Victor Andrade.

No fim, o Palmeiras ainda teve mais uma boa chance. Aos 44, Wesley arriscou de fora da área, Rafael espalma o forte arremate para o lado, só que Vinícius cruzou muito forte e a bola passou por Leandro, naquela que foi a última grande oportunidade de gol do clássico.

Bastidores – Santos TV:

Muricy cita desfalques santistas e diz que empate no clássico foi justo

Apesar de a sua equipe não ter saído com a vitória, o técnico Muricy Ramalho se mostrou satisfeito com o resultado

Palmeiras e Santos ficaram no 0 a 0 na tarde deste domingo, no Pacaembu, no clássico da rodada do Campeonato Paulista. Mas, apesar de a sua equipe não ter saído com a vitória, o técnico Muricy Ramalho se mostrou satisfeito com o resultado. Na opinião do treinador, o empate foi justo.

Mesmo com tantos desfalques, os santistas foram competitivos durante a partida. “Não fizemos um grande jogo, pois o nosso time estava desentrosado. Tínhamos muitos desfalques e mandamos a campo uma equipe que, por essa razão, não havia jogado junto. Tivemos chances para vencer, mas acho que o resultado foi justo”, disse.

Muricy, que escalou o time santista no 4-3-3 e, no intervalo, sacou o jovem Neílton para a entrada do volante Alan Santos, dando maior suporte ao meio-campo, destacou principalmente o rendimento de seus comandados na etapa complementar.

“A gente poderia ter entrado com três zagueiros, colocando o Neto, mas não ia adiantar. Contra o Botafogo-SP, o Palmeiras teve mais posse de bola por causa disso. Seria complicado, a gente ia sofrer com isso. Sobre o Neílton, ele fez apenas o segundo jogo (nos profissionais), mas ainda não está totalmente ambientado. Depois, tiramos ele e colocamos o Alan Santos. A partir daí, tivemos mais posse de bola e chegamos mais ao ataque, com o Cícero e o Arouca. O Giva criou bastante também”, comentou.

Na próxima rodada, o Santos recebe o Mogi Mirim, quinta-feira, a partir das 19h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro. O meia Montillo e o atacante Neymar, que estão defendendo as suas respectivas Seleções – Argentina e Brasileira -, devem voltar contra o Mogi.

Após clássico, Léo dispara: “O titular do Santos sou eu”

O jogador, que chegou a ficar na reserva na vitória santista diante do Guarani, quando Emerson Palmieri foi testado entre os titulares, disse ser o dono da posição

Jogador mais experiente do Santos, o lateral-esquerdo Léo deixou o gramado do Pacaembu, após o empate com o Palmeiras, disparando contra os seus críticos. Sem deixar claro quais são os alvos de suas reclamações, o camisa 3 do Santos rechaçou qualquer disputa pela titularidade na equipe santista.

Léo, que chegou a ficar na reserva na vitória santista diante do Guarani, quando Emerson Palmieri foi testado entre os titulares, disse ser o dono da posição. “O titular do Santos sou eu. Tem muita propaganda por aí, mas futebol é rendimento. Que fique bem claro para todos: o titular sou eu”, afirmou.

A polêmica declaração do veterano ala repercutiu até mesmo na entrevista coletiva do técnico Muricy Ramalho, depois do empate com o Palmeiras. Nos vestiários do Pacaembu, o treinador alvinegro elogiou Léo e confirmou que o atleta é o titular no setor.

“Pelo que o Léo está jogando, ele é titular mesmo. O Emerson tem um problema sério, seja no profissional ou na base, que é o alto nível de contusões dele, quando tem sequência de partidas. Mas o Léo, com a idade que ele tem (37 anos), e jogando o que está jogando, é titular mesmo”, ponderou.

Mais tarde, já na saída do Santos do estádio, o lateral adotou um tom mais ameno em seu discurso. “O professor disse (contra o Guarani) que queria ver o menino (Emerson Palmieri). Foi normal, fique numa boa no banco. Quem jogou hoje (domingo) fui eu. Amanhã não sei, não depende de mim. O futuro a Deus pertence. Mas ele (Muricy) sabe o momento que pode contar comigo. Eu não falei nada demais, não desrespeitei ninguém. Porém, se tinha alguma pulga de dúvida, não tem mais. Ele mesmo se posicionou”, disse.

Apesar disso, Léo se mostrou satisfeito com a sua exibição no clássico e deixou no ar a possibilidade de rever a sua aposentadoria, ao final da temporada, quando se encerra o seu contrato com o clube da Vila Belmiro.

“Estou muito feliz pelo meu estado físico. Marcar o Leandro, que vem apresentando um futebol maravilhoso e vive uma grande fase, sem dar espaço para ele, foi ótimo. Fico ainda mais contente pelo fato de o meu joelho (direito, operado no final de 2012) estar correspondendo. Acabei o jogo inteiro, só não ataquei mais porque, em determinadas oportunidades, não dá para você subir muito. Se meu comportamento e meu joelho continuarem bem, se eu continuar correndo e ajudando meus companheiros, de repente dá (para jogar mais um ano)”, encerrou.

Rafael valoriza empate do Santos e critica fórmula do Campeonato Paulista

Goleiro crê que a fórmula de disputa da competição contribui para que certos jogos não sejam disputados com tanta intensidade

Camisa 1 do Santos, o goleiro Rafael teve bastante trabalho no clássico com o Palmeiras, que terminou em 0 a 0, na tarde deste domingo, no Pacaembu. O arqueiro destacou que o Santos buscou ser mais ofensivo, entrando em campo com três atacantes na equipe, mas valorizou o empate diante do rival, em duelo válido pela 14ª rodada do Campeonato Paulista.

“Nós, que jogamos no Santos, sempre entramos em campo para vencer. Tivemos chances de gol e poderíamos ter saído com um resultado melhor. Infelizmente, não deu. Mas é melhor empatar do que perder”, resumiu Rafael.

O goleiro santista também comentou o fato de os clássicos do Paulistão neste ano não estarem atendendo as expectativas das torcidas. Rafael crê que a fórmula de disputa da competição – com 19 rodadas na primeira fase, classificando oito clubes para a etapa decisiva – contribui para que certos jogos não sejam disputados com tanta intensidade.

“O Paulista é uma competição de muita qualidade, mas por ser (um torneio) muito longo, se torna ruim para a torcida e para a gente. Você pode classificar em primeiro, só que tem apenas uma partida para decidir tudo (nas quartas-de-final e semifinal)”, opinou.

Entretanto, o arqueiro vê a sua equipe focada na disputa e forte para a reta final do campeonato. “Sabemos que no mata-mata é totalmente diferente. Em três anos, nós fomos eliminados de apenas um mata-mata, pelo Corinthians (nas semifinais da última Copa Libertadores da América). Nos outros todos, nós fomos campeões. A concentração tem que ser a mesma para que, ao final da competição, a gente possa erguer mais um troféu”, concluiu.

Cícero vê bastante “empenho” e dá nota 7, mas critica o clássico

“É difícil dar uma nota 8, para um clássico que terminou 0 a 0”, disse o meia do Santos

De volta ao time após cumprir suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo na vitória sobre o Mirassol, o meia Cícero viu bastante vontade em campo, tanto de Palmeiras quanto do Santos, em sair com a vitória do clássico disputado neste domingo, no Pacaembu. No entanto, o jogador do Peixe reconheceu que o empate, em 0 a 0 , foi o resultado mais justo pelo futebol apresentado pelas duas equipes neste confronto.

Cícero deu nota 7 para o clássico, válido pela 14ª rodada do Campeonato Paulista. “Sabemos que não foi um daqueles (grandes) jogos, mas clássico se decide em detalhes. É difícil dar uma nota 8, para um clássico que terminou 0 a 0. O segundo tempo foi mais truncado do que a primeira etapa. Uma nota 7, até mesmo pelo empenho dos dois times, está de bom tamanho”, disse.

O meio-campista, que utilizou a camisa 10 contra o Verdão, pelo fato de Montillo, dono deste número, estar defendendo a Seleção Argentina, acredita que os alvinegros superaram os desfalques e conseguiram ser competitivos diante dos palmeirenses, que também tiveram baixas para o confronto – o Santos teve cinco ausências, enquanto os palestrinos contabilizaram sete desfalques.

“Entramos com uma proposta de jogar mais para frente (no 4-3-3), e no segundo tempo conseguimos controlar mais o jogo, reforçando a marcação pelo meio (com a entrada do volante Alan Santos na vaga do atacante Neílton). No primeiro tempo, o time estava mais exposto. A equipe está de parabéns pela luta”, comentou.

O lateral-esquerdo Léo também analisou o empate com o Palmeiras e, assim como Cícero, viu muita garra dos dois lados e justiça na igualdade apresentada pelo placar, ao final do jogo. “Apesar de termos treinado pouco, entramos com uma vontade muito grande de ganhar. O Palmeiras também. O Santos soube atacar e se resguardar na hora certa. Acredito que o empate ficou de bom tamanho”, explicou.