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Oeste 1 x 2 Santos

Data: 31/03/2013, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 16ª rodada
Local: Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, SP.
Público: 12.592 pagantes
Renda: R$ 414.470,00
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Paulo de Souza Amaral
Cartões amarelos: Lelê, Fernandes, Antônio Carlos, Hudson, Fernando Leal (O); Renê Júnior (S).
Gols: Neymar (21-2), Gilmar (39-2) e Cícero (42-2).

OESTE
Fernando Leal; Antônio Carlos (Marcinho Beija-Flor), Dezinho e Ligger; Dedé, Leandro Teixeira (Gilmar), Hudson, Wanderson e Fernandes; Lelê (Jefferson) e Serginho.
Técnico: Roberto Cavalo

SANTOS
Rafael; Bruno Peres (Felipe Anderson), Neto, Durval e Guilherme Santos; Renê Júnior, Alan Santos, Cícero e Montillo (Patito Rodríguez); Giva (André) e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho



Neymar encerra jejum de gol em vitória do Santos contra o Oeste

Com a vitória de 1 a 0 contra o Oeste, o Santos terminou a rodada na terceira colocação do Campeonato Paulista

Depois de seis partidas sem marcar, incluindo jogos da seleção brasileira e do Santos, Neymar voltou a balançar as redes adversárias neste domingo, quando o Peixe visitou o Oeste no estádio Alfredo de Castilho e contou com a força da torcida de Bauru para alcançar a vitória por 2 a 1. Com o local alterado atendendo a um pedido do próprio time de Itápolis, a torcida fez a diferença a favor dos comandados de Muricy Ramalho, que saíram de campo vaiados na última quinta-feira.

O resultado positivo neste domingo leva o Santos a 32 pontos somados, na terceira posição do Campeonato Paulista – a Ponte tem 34 e o São Paulo, derrotado pelo Corinthians neste domingo, um a mais. Dentro de campo, apesar da dependência de Neymar, já que os meio-campistas e até o talismã Giva não entraram bem, o Santos foi mais criativo do que no empate por 2 a 2 contra o Mogi Mirim. O gol de Neymar marcado com assistência de Montillo ocorreu aos 21 minutos do segundo tempo, inflando a torcida que apoiou o time durante todo o tempo. O empate do Oeste, com Gilmar, aos 38, e a reação, definitiva, com Cícero, aos 41.

Derrotado por todos os grandes do Campeonato Paulista, o Oeste fica na 11ª posição com 19 pontos, cinco a menos que o Penapolense, primeiro do grupo de classificação. Longe de Itápolis, desta vez em Lins, a equipe de Roberto Cavalo visita o Linense no próximo sábado. Antes disso, nesta quinta-feira, o Peixe encara o São Caetano no estádio do Pacaembu.

O jogo

Além de Léo e Edu Dracena, que haviam sido descartados durante a semana e nem viajaram para Bauru, o técnico Muricy Ramalho ganhou outro desfalque de última hora para o jogo deste domingo: o volante Arouca, que deu espaço a Alan Santos entre os titulares. Desde os primeiros minutos de bola rolando, o Santos apostou na troca passes no campo de defesa do Oeste, mas a equipe adversária marcava forte e não permitia a aproximação de Montillo com os atacantes. Mesmo dependente de Neymar, o time visitante começou melhor.

Aos cinco minutos, logo após perder uma chance em cobrança de escanteio, Cícero acionou Neymar no meio da área. O camisa 11 do Peixe acertou belo lançamento para Giva, que completou a triangulação batendo forte para a defesa de Fernando Leal. Foi a melhor chance de todo o primeiro tempo, logo no início. Em jogada com participação de sua dupla de ataque, o Peixe chegou de novo: Neymar enganou a marcação e conseguiu o cruzamento pela esquerda do ataque. Giva conseguiu chegar a tempo, mas o zagueiro Antônio Carlos desviou para escanteio.

Criticado em função dos seis jogos sem marcar nenhum gol – quatro pelo Santos e dois pela Seleção Brasileira -, Neymar demonstrou fome de bola neste domingo. O problema é que o técnico Roberto Cavalo apostou em uma marcação personalizada realizada pelo garoto Antônio Carlos, jogador emprestado ao Oeste pelo Corinthians. Se dentro de campo o camisa 11 e capitão do Santos buscava jogo, fora dele a posição de astro não se alterou. Na hora de cobrar um escanteio pela direita, Neymar foi alvo de gritos frenéticos e muitos flashes, sendo obrigado a acenar para as arquibancadas para não pagar de mal educado.

Além de Antônio Carlos, todo o sistema defensivo do Oeste deu atenção especial a Neymar. Aos 38 minutos, por exemplo, o camisa 11 cortou a marcação de Dezinho, mas nada mais nada menos do que cinco homens fecharam os espaços. Um deles, Hudson, ex-jogador do próprio Santos, conseguiu o desarme. Logo na sequência, Hudson conseguiu o lançamento para Lelê, que cortou o primeiro e acabou desarmado por Alan Santos. Na sequência, o substituto de Arouca se enrolou e perdeu a chance de levantar a bola na área.

Naquele momento da partida, o Santos errava muitos passes e via o Oeste querendo aproveitar os espaços e os erros para construir suas jogadas de ataque. Os homens de frente do Peixe bem que se deslocavam no setor, mas na hora do arremate a bola não chegava. Enquanto isso, o time de Itápolis, jogando em Bauru, apostava no bom e velho contra-ataque. Na velocidade de Bruno Peres e boa defesa de Fernando Leal, os comandados de Muricy ainda tiveram uma boa chance nos instantes finais, mas a bola não entrou e o apito final do primeiro tempo foi trilado.

Depois da queda de ritmo e do empate justo na etapa inicial, o Santos voltou com Felipe Anderson na vaga do lesionado Bruno Peres, protagonista do último lance de emoção do primeiro tempo. Do ponto de vista tático, Muricy Ramalho apelou para a formação com três zagueiros, recuando Renê Júnior para atuar ao lado de Neto e Durval. Ofensivo, mas aberto demais no início de sua participação em Bauru, Felipe Anderson, de apenas 19 anos de idade, comemorou 100 partidas com a camisa do Santos.

Festa à parte, o Oeste foi quem deu as cartas no início do segundo tempo, desperdiçando chances. Aos 21 minutos, Montillo trabalhou a bola pela esquerda e serviu Neymar, que cortou para o outro lado e bateu forte, colocado, no ângulo de Fernando Leal. Após seis partidas, o craque santista voltava a marcar.

Com mudanças ofensivas do técnico Roberto Cavalo, o Oeste alcançou o empate aos 38 do segundo tempo. Após chance desperdiçada por Neymar e lançamento direto do campo de defesa, Gilmar aproveitou rebote do goleiro Rafael e anotou o gol empate. Apenas dois minutos depois, em reação imediata, Montillo bateu escanteio pela direita, Durval desviou de calcanhar e Cícero balançou as redes de Fernando Leal, definindo a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Aplaudido, Neymar quebra jejum e brinca: “Não tinha zica nenhuma”

Depois de seis partidas sem marcar, incluindo jogos da seleção brasileira e do Santos, Neymar voltou a balançar as redes adversárias neste domingo

Três dias depois de ser vaiado por parte da torcida do Santos após o empate com o Mogi Mirim, na Vila Belmiro, Neymar foi um dos protagonistas da vitória do Santos neste domingo, por 2 a 1, para cima do Oeste. Na cidade de Bauru, onde o adversário escolheu para mandar a partida em função da possibilidade de maior arrecadação, o camisa 11 foi capitão e autor do primeiro gol – Gilmar descontou e Cícero deu números finais ao marcador.

Durante a partida, ao contrário do que ocorreu na Baixada, Neymar foi ovacionado pela torcida santista. Segundo a lembrança de Neymar, no entanto, não houve vaias na última quinta-feira: “Não fui vaiado não, de jeito nenhum. A cobrança do torcedor de vencer é sempre grande. A gente (jogadores) quer vencer mais ainda. Aqui o público me recebeu muito bem, e pude responder com um gol. Mas isso não tira peso nenhum. Estou com o peso normal, 66 kg, tudo certo”.

“Não tinha zica nenhuma. Que zica? Ninguém estava com zica, gente. Eu estava jogando normal, isso aí é coisa de vocês. Para mim estava normal”, relatou Neymar na saída de campo, antes de comentar o gol marcado e sua postura dentro de campo, de sair da área para buscar jogo: “Acabei dando sorte. Não foi um gol bonito, foi sorte. Mas isso é normal, estou acrescentando coisas no meu futebol o tempo todo”.

O técnico Muricy Ramalho também não citou o termo “zica”, já que Neymar não marcava gols há seis partidas, e preferiu ver o jejum de seu principal jogador com otimismo: “Eu acho que ele é um jogador acostumado a jogar em nível alto, e fazendo gols todos os jogos. A gente sente que às vezes fica um pouco incomodado, mas é natural. É importante que sinta essa fase para buscar o gol desde o começo. Ele mesmo tem que se cobrar. Não é normal essa marca de seis jogos, mas acontece. Ele é novo, está aprendendo, e tem que lidar com momentos ruins. Não é sempre que está tudo bem”.

“O Neymar fez gol, batalhou, criou nossas melhores oportunidades. No futebol você tem que matar o adversário, não pode dar chance. Ele errou o gol e tomou o castigo em seguida (no lance do gol do Oeste, aos 38 do segundo tempo). Ele sabe que tem que marcar, mas tivemos poder de reação, não desanimamos”, completou Muricy, que terá Neymar à disposição na próxima quinta-feira, diante do São Caetano.

Muricy ainda não apaga críticas na Vila: “Você gosta de ser vaiado?”

Após vitória sobre o Oeste, técnico do Santos se irrita com perguntas sobre as vaias na rodada anterior

Diferentemente da última quinta-feira, quando levou empate do Mogi Mirim no fim da partida e saiu da Vila Belmiro vaiado, o time do Santos venceu o Oeste, neste domingo, definindo o resultado aos 41 minutos do segundo tempo, com gol de Cícero. Após a festa da torcida que compareceu ao estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, o técnico Muricy Ramalho se irritou com a lembrança das críticas da semana passada.

“Você gosta de ser vaiado, de ser chamado de burro? Ser vaiado não ajuda o time, isso não existe”, bradou o treinador, na última resposta de sua entrevista coletiva. Motivado a superar a desconfiança, o Peixe foi superior ao Oeste desde os primeiros minutos de bola rolando e, mesmo sem tanta técnica, mostrou garra para buscar o resultado: “Na quinta-feira não jogamos mal, foi a melhor posse de bola que tivemos. E é uma coisa que eu cobro bastante, porque só temos homem de velocidade. Em Santos tomamos castigo no final, aqui foi o contrário. O Paulista é complicadíssimo. Mas no mata-mata que vamos ver os grandes times”.

Com 32 pontos, o Santos se manteve na terceira colocação do Campeonato Paulista a três rodadas do encerramento da primeira fase. Virtualmente classificado para as quartas de final do torneio estadual, Muricy fez duras críticas ao gramado do estádio de Bauru: “Gosto da cidade, tenho amigos no Noroeste, mas esse campo é lamentável, não tem condições de jogo. Dá para fazer tudo aqui, menos futebol”.

“Esse grupo do Santos ganhou seis títulos nos últimos três anos, então é assim que se chama atenção. Eu ganhei quatro, por isso o público comparece, porque o time ganha. Onde a gente vai sempre tem bom público. Futebol é assim: se você ganha, sai aplaudido, se perde é vaia, isso é natural no futebol. Não se mede trabalho por trabalho, mas por resultado”, disse o comandante do Santos, tentando minimizar as vaias na Vila Belmiro e enaltecer o público de Bauru.

Alan Santos ganha elogios do professor – Substituto de Arouca, que sentiu dores musculares no treino de sábado, já em Bauru, o garoto Alan Santos ganhou elogios do técnico Muricy Ramalho: “Ele é uma surpresa que aposto desde o ano passado. Um jogador que é do clube, estava encostado, mas que vai ser titular do Santos daqui a um tempo. Ele toma conta do meio-campo mesmo sendo jovem. É difícil ficar muito tempo sem jogar e entrar em uma correria dessas, então eles foram bem”.