Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 1 x 1 Corinthians

Data: 19/05/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.740 pagantes
Renda: R$ 877.256,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis.
Cartões amarelos: Fábio Santos, Edenílson, Cássio e Romarinho (C).
Gols: Cícero (26-1) e Danilo (28-1).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Felipe Anderson; Neymar e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho

CORINTHIANS
Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Romarinho (Alexandre Pato), Danilo e Emerson (Edenílson); Guerrero (Douglas).
Técnico: Tite



Corinthians segura vantagem, empata na Vila, e é campeão paulista pela 27ª vez

Santos abriu placar, mas Danilo garantiu o 1 a 1 que deu mais um Estadual ao time do Parque São Jorge

Depois do fim do sonho do bi da Libertadores , o Corinthians recebeu um prêmio de consolo neste domingo. Contra o Santos na Vila Belmiro, com a vantagem do empate conquistada depois de vitória no Pacaembu, o Corinthians sofreu um gol de Cícero, mas respondeu imediatamente com Danilo e segurou o resultado até o fim. Este foi o 27º título paulista do Corinthians, o maior campeão do torneio.

O árbitro da decisão, Guilherme Ceretta de Lima, escolhido depois do afastamento e aposentadoria de Rodrigo Braghetto, desagradou os dois times. Os corintianos reclamaram de faltas invertidas e dos cartões amarelos (nenhum santista foi advertido). Os santistas reclamaram de um pênalti no primeiro tempo depois de mão na bola de Paulo André.

O Corinthians não conquistava um título na Vila Belmiro desde 1941, quando levou o título paulista daquele ano contra o Santos. Nos minutos finais do jogo a torcida corintiana adiou o apito final por atirar sinalizadores no gramado.

O jogo

A experiência da partida de ida no Pacaembu, quando o Santos foi apenas um espectador do jogo do Corinthians no primeiro tempo, fez com que Muricy Ramalho escalasse um time muito mais ofensivo.

Num 4-3-3, com Neymar, André e Felipe Anderson na frente, o Santos levou perigo mais vezes e fez o primeiro gol depois de chute preciso de Cícero aos 26, que aproveitou cruzamento de Felipe Anderson em cobrança de falta recebida por Neymar.

A resposta corintiana foi imediata. No primeiro ataque depois de sofrer o gol santista, Emerson teve chance de marcar, mas Rafael defendeu. No rebote, Danilo mandou para as redes.

A ducha de água fria nas esperanças santistas tornou o jogo mais favorável para o Corinthians. Paulinho, de falta, e Danilo, no lance seguinte, aos 41 minutos, acertaram o travessão de Rafael e colocaram o Corinthians mais perto de ir para os vestiários com a vantagem.

Um pouco antes, aos 36, os santistas reclamaram de pênalti. Bruno Peres cruzou e Paulo André se jogou para cortar a bola, que tocou seu braço. O árbitro mandou o jogo seguir avaliando que o toque não foi intencional. O zagueiro estava no limite da linha da área, próximo à linha de fundo.

O Corinthians terminou o primeiro tempo com cinco chutes em gol contra dois do Santos. Foram ainda duas tentativas para fora de cada lado. O Santos fez 13 faltas e o Corinthians, 11.

Na volta dos vestiários, sem substituições, o Santos teve as primeiras chances de ampliar. Mas André, com quem a torcida não tinha mais paciência desde o primeiro tempo, perdeu aos seis minutos a chance mais clara que teve no jogo. Miralles entrou em seu lugar aos 13 minutos.

Com a necessidade de marcar um gol para ao menos levar a decisão para os pênaltis, o Santos passou a encher a área corintiana de cruzamentos. Com poucas chances de entrar no campo de ataque com a bola nos pés, não restou outra opção ao time de Muricy Ramalho.

O Corinthians, sem Emerson, substituído por Edenílson aos 15, ficou mais veloz e teve boas chances de ampliar. Uma com o próprio Edenílson, logo que entrou em campo, quando não teve o domínio de bola em frente a Rafael e outra, mais clara ainda, com Romarinho, que sem marcação alguma acertou o pé esquerdo da trave esquerda do goleiro santista.

O Corinthians segurou o jogo até o fim e o Santos não teve mais nenhuma grande chance de evitar o título rival em sua casa. Pato e Douglas ainda entraram em campo, mas nada fizeram. O camisa 7 ainda perdeu chance clara nos acréscimos. Não fez falta. O Corinthians voltou a ser campeão na Vila Belmiro depois de 72 anos.

Tite impede volta olímpica dos jogadores do Corinthians e fica perto da torcida

Treinador corintiano pediu respeito aos torcedores do Santos e levou seus jogadores a comemorarem o título paulista ao lado dos poucos corintianos na Vila Belmiro

“Sem volta olímpica, vamos respeitar os santistas”, ordenou Tite, pouco após a entrega do troféu do Campeonato Paulista ao Corinthians . Ele preferiu que os seus jogadores, todos vestidos com a camisa 27 — referência ao número de conquistas estaduais do maior campeão de São Paulo –, ficassem perto dos 700 torcedores corintianos que ocupavam o espaço dos visitantes na Vila Belmiro.

“Fomos desclassificados, eles nos deram carinho. Estamos aqui para devolver esse carinho a eles”, afirmou o treinador, recordando a eliminação na Copa Libertadores . Na última quarta-feira, após empate com o Boca Juniors em partida de arbitragem histórica, o Pacaembu aplaudiu o atual campeão mundial e cantou o hino do clube por cerca de dez minutos.

“Nós brigamos. Fomos desclassificados daquela forma, lutando, não apelando, e eles reconheceram. O mínimo que podíamos fazer era ter um desempenho parecido. Jogou muito. Jogou muito! É para eles”, empolgou-se o gaúcho, que nunca havia conquistado o Paulista.

A cada resposta em suas entrevistas após o empate em Santos , Tite relembrou o reconhecimento recebido após o adeus à luta pelo bicampeonato sul-americano. Não só de torcedores mas também de dirigentes, algo que foi transmitido insistentemente aos atletas antes da decisão estadual.

“Foi um combustível que vi muito poucas vezes da vida. Ser desclassificado e ter considerável reconhecimento, ter tamanho carinho. Passei para os jogadores e para os funcionários que cada um deles tinha méritos naquilo. Perdemos, mas não fomos derrotados. E estava ali o reconhecimento do técnico com eles também”, contou.

Usando uma frase que adora — “não sei a dimensão” –, o gaúcho procurou não posicionar o Paulista em seu ranking de grandes conquistas recentes. Mas valorizou demais retribuir com um troféu os aplausos de quarta-feira: “Tem coisas que transcendem o futebol”.

“Vai ser difícil digerir”, afirma Edu Dracena sobre título perdido pelo Santos

Zagueiro lembra que o time precisa dar sequência ao trabalho para se manter competitivo na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro

O empate com o Corinthians por 1 a 1 neste domingo , na Vila Belmiro, não foi o suficiente para o Santos ficar com o título paulista. O zagueiro Edu Dracena reconheceu a força do oponente na decisão, mas lamentou a perda da taça.

“São as duas melhores equipes do futebol paulista, mas (final) é assim. Hoje (domingo), infelizmente, o Santos perdeu. Agora é levantar a cabeça. Uma hora se ganha, outra se perde”, afirmou.

Dracena agradeceu o apoio da torcida, que lotou a Vila, mas não viu o time conseguir reverter a vantagem do adversário, dentro de campo. “A torcida está de parabéns, pois nos incentivou o tempo todo, até o fim do jogo. Infelizmente, não pudemos dar esse título ao torcedor. Nem sempre a gente consegue o que quer”, ponderou.

O zagueiro lembrou que o Santos precisa dar sequência ao trabalho, visando a continuidade da Copa do Brasil e a disputa do Campeonato Brasileiro. “Não é fácil falar agora. Vamos tentar digerir essa derrota, mas vai ser algo muito difícil. Acredito nos nossos jogadores e na diretoria, para buscarmos a Copa do Brasil e o Brasileirão”, finalizou Edu Dracena.

Muricy reconhece esforço santista, mas vê título merecido do Corinthians

Técnico classifica gol de empate sofrido na Vila Belmiro como “castigo”, mas admite que rival foi superior nos 180 minutos da decisão

O Santos abriu o placar com o meia Cícero, mas cedeu o empate logo depois, com um gol do meia Danilo, e sem conseguir superar o Corinthians , viu o rival comemorar o título paulista neste domingo , em plena Vila Belmiro. Sem críticas, o técnico Muricy Ramalho reconheceu o esforço dos seus comandados dentro de campo, na tentativa de reverter a vantagem do rival.

“Em alguns momentos, nós jogamos bem e tivemos mais a posse de bola. Tivemos um bom volume de jogo na primeira etapa, quando estávamos melhores, mas tomamos um castigo, logo depois de fazermos o gol (Danilo empatou aos 28, dois minutos após o gol de Cícero). Se aquele gol não sai (no primeiro tempo), o jogo seria outro, pois poderíamos atrair mais o adversário e jogar no contra-ataque, explorando a nossa velocidade, que é uma das nossas principais características”, lamentou Muricy, que classificou a conquista corintiana como justa.

“Ás vezes, você quer muita coisa, mas você só dá aquilo que pode mostrar. Tivemos chances, mas não seguramos a vantagem, que era importante. O Corinthians, no total dos dois jogos, foi melhor. Nos 180 minutos, acredito que o título deles foi merecido”, analisou.

O treinador ressaltou ainda que, devido às mudanças promovidas no elenco para a temporada, o vice-campeonato do Paulistão não pode ser caracterizado como um resultado decepcionante. “É difícil, pois nós mudamos bem e chegamos longe na competição, até a final. Para um time que mudou tanto, está bom. É uma coisa natural, de quem teve de formar uma nova equipe. O nosso time anterior havia vencido tudo, mas terminou no ano passado. Esse ano, nós estamos montando uma nova base e temos que dar sequência”, concluiu.

Os santistas tentam esquecer a perda do título estadual e já voltam as atenções para a Copa do Brasil. Os alvinegros recebem o Joinville, na próxima quarta-feira, às 22 horas, na Vila, no duelo de volta da segunda fase do torneio. Com um empate, o time praiano se classifica para a etapa seguinte da competição.

Cícero critica arbitragem e vê erros na Libertadores influenciarem na decisão

Meia do Santos reclama de pênalti e faltas não marcadas em Neymar durante jogo contra o Corinthians na Vila Belmiro pela final da Libertadores

Autor do gol do Santos no empate com o Corinthians neste domingo, Cícero se mostrou inconformado com a atuação do árbitro Guilherme Ceretta de Lima na decisão do Campeonato Paulista. Irritado, o santista disparou contra o juiz e chegou a falar que Ceretta teve participação direta no resultado da partida.

Cícero acredita que as reclamações do adversário, acerca da arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla, no empate do clube de Parque São Jorge com o Boca Juniors (Argentina), na última quarta-feira, no Pacaembu, que tirou os corintianos da Libertadores, influenciaram no desempenho da arbitragem na final do Campeonato Paulista.

“O Corinthians saiu contra o Boca e todos falaram de arbitragem, quiseram tirar o foco. Aí ele (Guilherme Ceretta de Lima), chega aqui e não marca uma falta em cima do Neymar, na entrada da área (lance que envolveu o zagueiro Paulo André, no primeiro tempo). Só porque reclamaram durante a semana, prejudicaram o Santos aqui dentro. Quem pagou o preço foi o Santos”, desabafou o meio-campista.

Ceretta teve a sua escalação para apitar a última partida do Paulistão confirmada apenas na sexta. Rodrigo Braghetto iria comandar o duelo, mas foi trocado pela Federação Paulista de Futebol, pois foi comprovado que a empresa do árbitro, a Apto Esportes, prestava serviços ao departamento amador do Corinthians. Com isso, foi promovido um novo sorteio para a escolha do juiz que dirigiria a final. Após esse episódio, Braghetto anunciou a sua decisão de abandonar a arbitragem.

Mais calmo que Cícero, Léo evitou comentar a arbitragem do clássico. O experiente lateral-esquerdo preferiu destacar o mérito dos rivais no título estadual, mas admitiu que não foi nada agradável a sensação de ver o Corinthians comemorando na casa do Santos.

“Foi justa (a conquista do título). Enfrentamos uma equipe que soube jogar com o resultado nas mãos e ficou lá atrás, se defendendo bem e explorando os contra-ataques. Foi um gosto horrível (ver a festa corintiana)”, comentou Léo.

Mesmo sem título paulista, Laor parabeniza Muricy Ramalho

O mandatário está afastado do cargo de presidente do Santos, pois apresentou problemas de saúde e não está 100% recuperado

A perda do título paulista para o Corinthians, após o empate por 1 a 1 neste domingo, na Vila Belmiro, parece não ter afetado a confiança do presidente do Santos , Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, no técnico Muricy Ramalho. Debilitado, o mandatário, que está afastado do cargo para se recuperar plenamente dos seus recentes problemas de saúde, mostrou apoio ao trabalho do treinador no clube praiano.

Laor interrompeu a entrevista coletiva de Muricy, depois da final do Paulistão, e abraçado ao comandante, disse: “Parabéns, Muricy!”. Em seguida, o dirigente prometeu aos jornalistas presentes na Sala de Imprensa da Vila que irá conceder uma entrevista coletiva, nos próximos dias.

Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro esteve, por duas vezes, internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, neste ano. O presidente apresentou problemas cardíacos e, agora, segue tratamento orientado pelos médicos, em sua residência.

Para acompanhar o jogo decisivo do Paulista, Laor chegou ao estádio de bengala e teve todo o aparato médico à sua disposição, caso houvesse necessidade de atendimento durante a partida.

Enquanto Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro cuida de sua saúde, o vice Odílio Rodrigues ocupa interinamente a presidência santista, como já aconteceu em outras oportunidades.