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Santos 1 x 1 Corinthians

Data: 07/08/2013, quarta-feira, 21h50.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.120 pagantes
Renda: R$ 231.358,00
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Júnior e Danilo Ricardo Simon Manis (ambos de SP).
Cartões amarelos: Alison, Willian José, Edu Dracena e Neílton (S); Edenílson e Douglas (C).
Cartões vermelhos: Willian José (S) e Paulo André (C).
Gols: Paulo André (03-1); Willian José (09-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho (Galhardo), Edu Dracena, Durval e Léo (Mena); Arouca, Alison (Leandrinho), Cícero e Montillo; Neílton e Willian José.
Técnico: Claudinei Oliveira

CORINTHIANS
Cássio; Edenílson, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Guilherme; Romarinho (Ibson), Danilo (Douglas) e Renato Augusto; Guerrero (Alexandre Pato).
Técnico: Tite



Santos reage e busca empate com o Corinthians na Vila Belmiro

Depois de sofrer gol logo aos três minutos, time da casa se impõe, chega à igualdade e impede ampliação da crise em clássico de duas expulsões

O Santos chegou ao clássico abatido e levou um gol aos três minutos do primeiro tempo, mas reagiu. A equipe foi melhor do que o Corinthians na maior parte do jogo na Vila Belmiro e conseguiu um empate por 1 a 1 que impediu a ampliação de sua crise e freou o crescimento do rival no Campeonato Brasileiro .

Após a abertura do placar, em cabeceio de Paulo André, o corinthians adotou posicionamento mais recuado e teve dificuldade para sair da defesa. O Santos apertou após o intervalo e chegou ao gol em ótimo passe de Montillo para Willian José, que seria expulso junto com Paulo André mais tarde.

Assim, o time que perdeu por 8 a 0 para o Barcelona na semana passada ao menos estancou o sangramento e chegou aos 13 pontos, mantendo-se na faixa intermediária da tabela do Campeonato Brasileiro. O Corinthians, agora com 18, perdeu a chance de entrar no grupo dos quatro melhores, o que era sua meta.

O jogo

O Santos tentou se armar com um meio de campo mais forte, em um losango formado por Alison, Arouca, Cícero e Montillo. A ideia era frear o Corinthians e dar alguma liberdade para Cicinho, escalado na lateral direita, chegar ao campo de ataque.

Até funcionou na maior parte do primeiro tempo, mas logo no início Romarinho levou vantagem sobre o frágil setor esquerdo santista e conseguiu escanteio. Ele mesmo bateu, aos três minutos, Danilo desviou no primeiro pau, e Paulo André apareceu livre no segundo para marcar.

Aí, um pouco pela disposição do Peixe, um pouco pelo tradicional hábito da equipe do Tite em vantagem, os visitantes tiveram bastante dificuldade para sair do campo de defesa. Danilo e Guerrero não faziam bem seu trabalho de retenção, e a bola batia e voltava.

Com a bola, o Santos não tinha facilidade de infiltração, motivo pelo qual os chutes de fora de Montillo se tornaram uma boa alternativa. Houve apenas uma jogada trabalhada dentro da área, com cruzamento de Montillo, saída de soco de Cássio e uma conclusão ruim de Arouca no rebote, na melhor oportunidade da equipe praiana na etapa inicial.

Até o intervalo, com um posicionamento bastante recuado, o Corinthians se limitou a tentar a sorte em contra-ataques. Romarinho e Renato Augusto eram os responsáveis pela saída e a faziam bem, mas nem sempre concluíam com qualidade, motivo pelo qual a vantagem era mínima ao fim da primeira etapa.

Na virada, Claudinei Oliveira trocou Alison por Leandrinho, recuando Arouca. Tite trocou o desta vez ineficiente Guerrero pelo mais rápido Alexandre Pato. Danilo ficou aberto na esquerda, para reter a bola, com Renato Augusto no meio — posicionamento que já havia sido adotado no decorrer do tempo inicial.

Havia equilíbrio até um bom contra-ataque armado pelo Santos. Guilherme foi pego de surpresa e não estava em seu setor quando Montillo recebeu ali e achou um belo passe para Willian José, aos nove minutos. O centroavante tocou por cima de Cássio, na saída do goleiro, para empatar.

Pouco depois, após uma triangulação bem feita pelos donos da casa, Tite resolveu acionar Douglas, sacando Danilo. Mas o Santos seguiu pressionando e quase marcou com Neílton após vacilo de Edenílson na saída de bola. Na sequência, um cabeceio de Edu Dracena voltou a levantar a torcida local.

Tite tentou resolver os problemas trocando Romarinho, que não estava mal, por Ibson. E o jogo mudou em uma discussão de Gil com Neílton. Willian José e Paulo André foram os mais agressivos na confusão e acabaram sendo expulsos. Após longa paralisação, a partida foi reiniciada aos 26 minutos.

O entrevero acabou esfriando a partida, sem que nenhum dos times aproveitasse o espaço maior no gramado. Nem a entrada de laterais com gás novo no Santos mudaram a cara do jogo, sem maiores oportunidades até o apito final.

Montillo lamenta empate no clássico: “Estamos ficando longe”

Meia do Santos alerta para distância do time para os primeiros colocados no Brasileirão depois do 1 a 1 com o Corinthians na Vila Belmiro

Responsável pelo passe que resultou no gol marcado por Willian José no empate entre Santos e Corinthians , na noite de quarta-feira, na Vila Belmiro, o meia Montillo não gostou de conquistar só um ponto contra o Timão. O camisa 10 do Peixe não se mostrou satisfeito com o placar final da partida, lamentando o resultado, pois a equipe praiana se manteve longe do G-4 do Campeonato Brasileiro.

“A pegada foi igual em todo o jogo. Tomamos um gol de bola parada, com erro nosso, mas a pegada foi boa. Esperávamos ganhar. No melhor momento nosso, ficamos com um a menos (Willian José foi expulso, em confusão com o zagueiro corintiano Paulo André), um atacante de área muito importante. O jogo ficou parelho. Poderíamos ter virado a partida, mas temos que continuar trabalhando porque estamos ficando muito longe de quem está brigando pelo G-4 e o pelo título”, afirmou Montillo.

Os santistas têm 13 pontos ganhos e ocupam, atualmente, o 14º lugar no Brasileirão. Indagado se o empate com o Corinthians teria amenizado a crise no clube, aberta após a goleada de 8 a 0 sofrida diante do Barcelona, Montillo contrapôs: “Fico de cabeça erguida porque trabalhamos bem, mas o empate, para mim, não foi bom”.

Léo vê orgulho ferido após goleada, mas valoriza empate com o Corinthians

Lateral diz que todos ficaram chateados após a goleada para o Barcelona, mas que o Santos representou o ‘manto sagrado’ no clássico da noite de quarta-feira

O empate com o Corinthians , na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, amenizou a crise do Santos após a goleada sofrida para o Barcelona, na última sexta, no Camp Nou. O lateral esquerdo Léo valorizou o resultado contra o Timão, lembrando que o Peixe teve de superar um momento de fortes cobranças.

“Todos nós ficamos com vergonha durante a semana, mas futebol é dinâmico. Não temos tempo para abaixar a cabeça. Não saíamos de casa, estávamos chateados. Mas não é fácil enfrentar o melhor time do país. Hoje (quarta) entrou o Santos Futebol Clube em campo, com orgulho, representando esse manto sagrado”, disse o camisa 3 santista.

Léo admitiu que os atletas ainda estão chateados com o resultado diante do Barcelona, mas vão trabalhar forte para reverter as críticas das quais foram alvo nos últimos dias, ajudando o time alvinegro a buscar grandes objetivos dentro do Campeonato Brasileiro.

Interino do Santos rebate e “alfineta” Ronaldo por críticas após goleada

“Têm coisas que a gente faz na vida que mancham a nossa imagem também. Ele precisa ver se já não fez algo que manchou a imagem dele”, comentou Claudinei Oliveira

A goleada de 8 a 0 sofrida para o Barcelona (Espanha), na última sexta-feira, no Camp Nou, segue sendo o principal assunto no Santos . Desta vez, as críticas do ex-atacante Ronaldo Fenômeno viraram alvo de comentários do técnico interino do Peixe, Claudinei Oliveira. O treinador tentou se esquivar do assunto, mas alfinetou o Fenômeno.

“Não vou polemizar com o Ronaldo. Acho que ficou ruim para a imagem do Santos mesmo, para a nossa carreira e para mim também. Têm coisas que a gente faz na vida que mancham a nossa imagem também. Ele precisa ver se já não fez algo que manchou a imagem dele (polêmicas fora dos gramados). A gente não fez sacanagem com ninguém, não matou e nem roubou”, disparou Claudinei, visivelmente incomodado com a questão.

Logo após a goleada do Barça, Ronaldo questionou a utilidade do amistoso para os santistas. “Será que alguém pensou no mal que isso faz para a marca (do clube) no exterior”, comentou o ex-atacante, no twitter.

Ainda sobre a derrota, Claudinei Oliveira reconheceu que a sua equipe tinha poucas chances no duelo, válido pelo Troféu Joan Gamper. “O que o Barcelona jogou, dificilmente alguém venceria naquele dia. Não estivemos em uma boa noite e eles estavam motivados por vários fatores, com o ânimo renovado, treinador novo (Gerardo Martino), etc. Com esse ambiente, era difícil, ainda mais jogando no campo deles, contra 80 mil pessoas”, encerrou o comandante alvinegro.