Cruzeiro 0 x 0 Santos

Data: 11/08/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 27.533 pagantes (27.709 presentes)
Renda: R$ 1.322.243,00
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT).
Cartões amarelos: Martinuccio e Vinícius Araújo (C); Alison, Edu Dracena, Mena, Thiago Ribeiro e Leandrinho (S).

CRUZEIRO
Fábio; Mayke, Bruno Rodrigo, Dedé e Egídio; Nilton, Souza, Ricardo Goulart e Martinuccio (Elber); Luan (Lucca) e Vinicius Araújo (Borges).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Durval e Mena; Alison (Leandrinho), Arouca (Alan Santos), Cícero e Montillo; Neílton (Thiago Ribeiro) e Henrique.
Técnico: Claudinei Oliveira (interino)



Cruzeiro e Santos desperdiçam chances e ficam no 0 a 0 no Mineirão

Time mineiro perde os 100% de aproveitamento no estádio, mas supera Botafogo no saldo de gols e volta a liderar o Brasileiro

Cruzeiro e Santos mediram forças neste domingo, no Mineirão, e apesar das boas chances criadas de ambos os lados, em um jogo movimentado, o placar não foi alterado e a partida terminou no 0 a 0. Com o empate, o time celeste voltou para a liderança da competição, com 25 pontos, superando o Botafogo nos critérios de desempate. Os santistas seguem na 14ª posição, agora com 14 pontos ganhos.

O jogo

O Santos começou o duelo pressionando e quase abriu o placar, logo aos dois minutos. O lateral-esquerdo Mena cruzou na medida para cabeçada do centroavante Henrique. Atento, o goleiro do Cruzeiro, Fábio, fez uma grande defesa, salvando a equipe da casa.

Melhor em campo nos primeiros minutos, o Peixe perdeu o volante Arouca, aniversariante do dia, por lesão. O técnico interino, Claudinei Oliveira, optou por manter a mesma formação tática, colocando Alan Santos na vaga de Arouca.

No minuto seguinte, Alan Santos aproveitou levantamento do meia Montillo para a área, em cobrança de falta, desviando a bola de cabeça e exigindo mais uma boa defesa do arqueiro da Raposa.

O bom posicionamento santista deixou o treinador cruzeirense, Marcelo Oliveira, impaciente com as dificuldades encontradas pelo time mineiro para furar o bloqueio alvinegro. Tanto que as melhores chances da Raposa aconteceram em lances de bola parada ou em chutes de longa distância, que pouco levaram perigo ao gol defendido por Aranha.

Na volta para o segundo tempo, os mineiros começaram a pressionar mais. Tanto que, nos primeiros minutos da etapa complementar, o Cruzeiro teve duas boas oportunidades de gol. Na primeira, com um minuto, o zagueiro Bruno Rodrigo cabeceou por cima do gol, após cobrança de escanteio. No minuto seguinte, o meia Ricardo Goulart, mesmo de frente para o gol, errou a finalização, mandando a bola por cima da meta de Aranha.

O Santos respondeu aos nove, com Montillo passando pela marcação na direita e cruzando para a área. Neílton chegou para completar o lance, mas o lateral Mike impediu o chute do atacante do Peixe, cedendo escanteio.

Com o jogo movimentado, os dois técnicos resolveram mexer nos seus respectivos times, em busca do gol. Na Raposa, aos 15, Vinícius Araújo deu lugar a Borges, enquanto Martinuccio foi substituído por Elber. No lado santista, Claudinei sacou Alison, pendurado com cartão amarelo, para a entrada do meia Leandrinho, aos 16.

Lucca no lugar de Luan, na equipe cruzeirense, e Thiago Ribeiro na vaga de Neílton, no lado alvinegro, foram as duas últimas alterações do confronto.

Aos 31, os mineiros estiveram perto do gol, quando Borges ajeitou de cabeça para Ricardo Goulart, que bateu para o gol, mas pegou fraco na bola, facilitando a defesa de Aranha.

A última chance de gol do confronto foi em cobrança de falta a favor dos donos da casa. Lucca bateu a infração no lado esquerdo, direto para o gol, mas Aranha fez o desvio e evitou o gol cruzeirense, já nos acréscimos do jogo.

Claudinei aprova empate com Cruzeiro e lembra que rival estava 100% no Mineirão

Santos não venceu, mas treinador valorizou ponto conquistado contra o líder do Brasileiro

O Santos empatou em 0 a 0 com o Cruzeiro , na tarde deste domingo, no Mineirão. Apesar de ter destacado que a intenção do Peixe era vencer o jogo, o técnico interino, Claudinei Oliveira, valorizou a atuação de seus comandados e o ponto conquistado em Belo Horizonte, diante do líder do Campeonato Brasileiro.

“Tivemos um primeiro tempo muito bom, criamos chances, e no segundo tempo, esperávamos essa pressão do Cruzeiro. Mesmo assim, eles não conseguiram entrar tocando a bola, pela nossa defesa. Eles chegaram mais através das bolas alçadas na área. Para nós, faltou acertar o penúltimo passe, na saída de bola, que nos daria uma boa possibilidade de encaixar um contra-ataque e, quem sabe, chegar ao gol”, disse Claudinei.

O treinador santista lembrou que, além de ocupar o primeiro lugar na tabela do Brasileirão, o time mineiro havia vencido todos os seus compromissos no Mineirão, reaberto em fevereiro deste ano – foram 13 partidas, ao todo. “A gente sabia que tinha esse ingrediente a mais, que seria um jogo difícil. Eles vinham de duas vitórias seguidas (Coritiba e Criciúma) e estavam 100% em casa. Claro que você joga para ganhar, buscamos isso, mas tem que se ressaltar que eles não tinham perdido pontos aqui”, comentou.

Sobre o próximo compromisso da equipe praiana no Brasileiro, contra o Vasco, quarta-feira, na Vila Belmiro, Claudinei Oliveira espera que o Santos possa voltar a vencer. “Temos que fazer um bom jogo contra o Vasco, que é um time qualificado e tem um grande treinador, como é o Dorival Júnior. O Santos está numa crescente, mas precisamos pontuar, se quisermos chegar mais próximos ao G-4”, encerrou.

O Peixe tem duas partidas a menos na competição – contra o Náutico, em casa, e Internacional, fora -, duelos adiados em virtude da viagem para o amistoso com o Barcelona, no qual os catalães venceram por 8 a 0, no último dia 2, no Camp Nou.

Dracena elogia atuação contra líder: “Jogamos de igual para igual”

Zagueiro santista acredita que o Santos fez uma boa apresentação e ressaltou que a equipe ainda está em construção

“O Santos jogou de igual para igual com o líder. Temos de ressaltar isso. Ainda estamos em construção, a molecada está dando conta do recado e mostrando que tem muito potencial”, afirmou o capitão santista.

Dracena elogiou o time alvinegro e lamentou uma chance criada pelo Santos logo no começo da partida. Aos dois minutos do primeiro tempo, o lateral-esquerdo chileno Mena cruzou para forte cabeçada do centroavante Henrique, defendida pelo goleiro cruzeirense Fábio. Neílton não conseguiu aproveitar o rebote, pois a bola foi afastada pela zaga mineira.

“A gente sabia das dificuldades que teríamos pela frente, pois o Cruzeiro não é líder à toa. Eles têm jogadores de talento, experientes, que já têm uma carreira de vitória. O Santos jogou bem, pena que aquela primeira bola o Fábio pegou, sempre fazendo os ‘milagres’ dele. Ali poderia ter mudado a história do jogo”, concluiu Edu Dracena.

Zinho elogia estrutura do Santos e garante Claudinei: ‘Não é interino’

Ex-jogador foi apresentado como o novo gerente de futebol do clube e bancou o técnico

O ex-jogador Zinho foi apresentado na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé, como o novo gerente de futebol do Santos . Em seu primeiro dia no novo clube, o profissional elogiou a estrutura oferecida e acredita que poderá desenvolver um bom trabalho na Vila Belmiro.

“É uma honra poder trabalhar aqui, um prazer ter sido lembrado por um clube como o Santos. Agora, espero poder desfrutar dessa estrutura. É o meu primeiro dia no Santos, mas o que estou vendo está me agradando. Espero contar com a colaboração de todos neste trabalho e pretendo me dedicar 100% ao clube, para poder fazer o meu melhor. A estrela maior é o Santos, essa é a minha linha de raciocínio. Vamos fazer o melhor para o clube. É uma alegria iniciar esse trabalho”, disse Zinho.

O novo gerente também falou sobre os seus primeiros contatos com a direção santista. Na conversa, Zinho destacou que lhe foi passado que Claudinei Oliveira deverá continuar como técnico, apesar de o Santos ter sondado Ney Franco e Abel Braga, ambos desempregados atualmente.

“Conversei com os dirigentes e o treinador é o Claudinei. Ele não é treinador interino, é o técnico do Santos. Ele está no cargo por competência, pelo grande trabalho que desenvolveu na base, e se o colocaram aqui no time principal é porque ele tem competência para exercer essa função. Seria injusto eu fazer qualquer comentário sobre o Claudinei. Até porque, tudo o que eu recebi sobre ele, das pessoas que trabalham aqui no Santos, foram as melhores referencias possíveis”, comentou o dirigente.

Após a sua entrevista coletiva, Zinho conversou com Claudinei no gramado do CT, ao fim da atividade do Santos, que se reapresentou nesta segunda, após o empate em 0 a 0 com o Cruzeiro, líder do Campeonato Brasileiro, neste domingo, no Mineirão.

Flamengo é passado

Zinho também comentou sua passagem pelo Flamengo como dirigente, em momento conturbado do clube carioca: “O Flamengo já passou, fez parte de um período da minha vida e foi uma grande oportunidade. Sou grato pela chance, que foi boa para o engrandecimento da minha carreira. Com certeza tive erros e acertos, mas foi bom para o meu currículo e para que, no futuro, eu possa não repetir erros que tive. Foi um aprendizado. Agora, o meu momento é o Santos e espero desenvolver o meu trabalho, ajudando para que tenhamos o melhor ambiente possível, com harmonia e alegria, dando todo suporte aos atletas e a comissão técnica”, afirmou.

No Flamengo, durante os sete meses de sua passagem como gerente de futebol rubro-negro, Zinho teve que administrar problemas internos, como os que ocorreram com Ronaldinho Gaúcho e Adriano Imperador. “Não sei se a palavra certa para esse tipo de situação era crise. Acho que, dentro do que cabia a mim, foi feito o possível. Como falei, não vou voltar atrás, pois posso ter agradado alguns, desagradado a outros. Isso é algo normal do futebol. O importante é que tenho a consciência tranquila e não me arrependo de nenhuma atitude nesses casos. Porém, como disse antes, isso é passado”, ponderou Zinho.