Portuguesa Santista 1 x 2 Santos

Data: 26/08/1978
Competição: Campeonato Paulista – 1º turno – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 24.863
Renda: Cr$ 798.510,00
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Auxiliares: José Carlos do Nascimento e Gumercindo Araújo.
Gols: João Paulo (11-1), Joãozinho (2-2) e Gil (pênalti, 16-2).

PORTUGUESA SANTISTA
Maurinho (Décio); Aracir, Osmar, João Carlos e Neivaldo; Mundinho, João Ricardo e Luis Eustáquio; Jarbas, João Marques e Gil.
Técnico: Antonio Lima

SANTOS
Vitor; Nelsinho Baptista, Joãozinho, Neto e Gilberto Sorriso; Clodoaldo, Ailton Lira e Pita (Nélson Borges); Nilton Batata, Juary e João Paulo.
Técnico: Chico Formiga



Na Vila lotada, a primeira vitória
Mas a Santista vendeu caro a derrota, reeditando o tradicional clássico da Baixada

Confirmando a ótima fase que atravessa o Santos não decepcionou os quase 25 mil torcedores que compareceram à tarde na Vila para assistir ao clássico da Baixada na Vila.

Apesar disso não se pode dizer que foi uma vitória fácil para o time de Formiga. Como sempre acontece, mesmo possuindo uma equipe bem inferior técnica e individualmente, a Portuguesa Santista criou todas as dificuldades ao seu alcance para impedir o sucesso do tradicional inimigo.

Aos 12 minutos de jogo, em jogada de grande efeito, o ponta esquerda João Paulo aproveitou com sucesso um lançamento de Ailton Lira, venceu dois adversários e bateu forte, à meia altura, sem defesa para Maurinho. Um pouco mais tarde o goleiro da Santista teve que ser substituído pelo técnico Lima, pois machucou o ombro ao realizar uma defesa bastante difícil. Décio entrou em seu lugar.

Liderados por Clodoaldo, surpreendendo pela boa fase e recuperação cada vez mais firme, e Ailton Lira, que acrescentou um maior refinamento nas jogadas de meio campo, os rápidos e jovens atacantes do Santos levavam a defesa da Santista ao pânico. Por causa disso, Lima que começara fazendo seu time jogar aberto e ofensivamente, foi obrigado a mudar para uma retranca, única solução para se evitar uma goleada que já se podia prever.

Com esse recurso conseguiu que seu time terminasse o primeiro tempo com a desvantagem mínima de 0 a 1. Mas nem bem iniciou o segundo tempo e a Santista sofreu mais um gol, logo aos 2 minutos, com o zagueiro Joãozinho colhendo bem um rebote da defesa adversária.

Mas a luta constante e o maior volume de jogo do Santos não foram suficientes para evitar que a Santista conseguisse seu gol de honra aos 17 minutos da etapa final. Como o Santos jogava todo no seu campo, a Portuguesa Santista passou a explorar as jogadas de contra-ataque, lançando principalmente o seu ponta esquerda Gil, dono de grande velocidade e oportunismo.

Em uma dessas jogadas Gil sofreu pênalti e ele mesmo bateu com sucesso. Depois disso as duas equipes pareceram satisfeitas com o resultado e acomodaram-se em campo até o apito final.