Santos 2 x 1 Portuguesa Santista

Data: 03/12/1978
Competição: Campeonato Paulista 1978 – 2º turno – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.807 pagantes
Renda: Cr$ 271.520,00
Árbitro: João Leopoldo Aieta.
Gols: Ailton Lira (12-1, de pênalti), Helinho (32-1) e João Carlos (40-2, contra).

SANTOS
Vitor; Nelsinho Baptista, Joãozinho, Fernando e Valdemir; Clodoaldo (Toninho Vieira), Ailton Lira (Rubens Feijão) e Pita; Nilton Batata, Célio e João Paulo.
Técnico: Chico Formiga

PORTUGUESA SANTISTA
Maurinho; Cardoso, João Carlos, Osmar e Tonhão; Mundinho e Jarbas (Tião); Helinho, Picolé, Roberto (Luis Eustáquio) e Tuíco.
Técnico: Roberto Belangero



Mesmo vencendo Santos não escapou das vaias da torcida

A vaia chegou forte e humilhante, no último minuto de jogo. E não tinha havido derrota, o Santos conseguira fazer o gol da vitória e saia de campo com dois pontos depois de enfrentar a Portuguesa Santista. Mas o futebol que resultou nos 2 a 1 foi um dos piores que a torcida já viu.

Nem o técnico Formiga podia negar no fim da partida que o seu time jogara mal. E tinha começado o jogo pressionando a Santista em seu campo, criando algumas jogadas até que bem ofensivas, mas errando todas as finalizações.

Célio não estava em uma noite feliz, não acertava uma e o primeiro gol acabou saindo em uma cobrança de penalti, aos 10 minutos da partida: João Carlos derrubou Pita quando este preparava-se para chutar a gol.

Mais tarde, alguns torcedores diriam que a sorte de Pita foi ter sido derrubado. Com tantos erros era provável que ele não conseguisse acertar o gol, mas Ailton Lira cobrou em acertou.

Só que quando todos pensavam que o Santos partiria para frente e liquidaria com o adversário, o time se acomodou. Pior para o Santos, porque a Santista, inferiorizada, aproveitou-se de uma bola levantada dentro da grande área. Picolé tocou para Helinho e este encobriu Vitor, empatando em 1 a 1. Agora era a vez de a Portuguesa acomodar-se com o resultado parcial.

Então começaram as reclamações entre a torcida que, revoltada, ensaiava a primeira vaia. Nada, porém, parecia mexer com os 22 jogadores em campo. E mesmo o gol de desempate do Santos saiu de uma jogada fortuita: Rubens Feijão dividiu uma bola com o zagueiro João Carlos, e a bola, prensada, acabou entrando.

Era tudo que o Santos precisava para vencer, mas precisaria de muito, muito mais, se quisesse escapar à vaia da torcida. E isso o Santos não conseguiu.