Mogi Mirim 0 x 0 Santos

Data: 04/02/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 2ª rodada
Local: Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, SP.
Público: 2.906 pagantes
Renda: R$ 78.960,00
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima
Auxiliares: Alex Alexandrino e Osvaldo Apipe de Medeiros Filho
Cartões amarelos: Leonardo (MM); Alison, Thiago Ribeiro e Geuvânio (S).

MOGI MIRIM
Daniel; Valdir (Thomas Anderson), Fábio Sanches, Wagner e Leonardo; Magal, Hygor (Romário), Edson Ratinho e Vitinho; Geovane (Everton Heleno) e Magrão.
Técnico: Claudinho Batista

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Chiquinho; Alison, Renato e Lucas Lima (Elano); Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Thiago Ribeiro (Ricardo Oliveira) e Robinho.
Técnico: Enderson Moreira



Em jogo ruim, Santos e Mogi Mirim não saem do zero no Romildão

Santos e Mogi Mirim fizeram uma partida para esquecer. Debaixo de chuva e com um gramado em estado precário, as duas equipes, que haviam vencido na estreia do Campeonato Paulista, no último domingo, não conseguiram jogar tudo que sabem e desapontaram os poucos torcedores que prestigiaram o duelo válido pela segunda rodada do Estadual. Desta forma, o 0 a 0 representou bem o que foi o jogo.

Para o Peixe, pouca coisa mudou. O time de Enderson Moreira chega aos quatro pontos e segue na ponta do Grupo D, seguido de perto pelo Bragantino, que soma três pontos. Já o Mogi fica empatado com o Red Bull Brasil com os mesmos 4 pontos, ambos abaixo do líder São Paulo, que chegou a seis nesta quarta-feira ao superar o Capivariano no Pacaembu.

Duro de assistir

Apesar de trocar toda a iluminação do estádio Romildo Ferreira, o presidente Rivaldo, ex-melhor do mundo e pentacampeão com a seleção brasileira deveria ter dado mais atenção ao gramado. Desde os primeiros minutos, tanto o time da casa quando o Peixe sofreram com o estado do campo, que ficou ainda mais prejudicado devido a chuva que começou a cair poucos minutos antes do duelo começar e perdurou durante toda a primeira etapa.

Aliás, o primeiro tempo foi triste para os poucos torcedores presentes. O Santos não se encontrou, chegou poucas vezes ao gol do Mogi Mirim e assustou apenas em um chute despretensioso de Geuvânio. Robinho mal participou das ações da equipe e o Sapo, muitas vezes, chegou a dominar e ditar o ritmo do jogo.

Chiquinho, destaque no alvinegro praiano na 1ª rodada do Paulistão, além de não conseguir apoiar com a mesma eficiência, sofreu com as jogadas nas suas costas. Por ali, o Mogi chegou três vezes e por pouco não abriu o placar. Em uma delas, Vladimir fez bela intervenção.

“A gente está com dificuldade na saída de bola, a gente está perdendo o meio de campo e o campo não ajuda, o campo é irregular, a gente não está acostumado. A gente tem que se aproximar porque só no chutão não dá”, comentou o atacante Thiago Ribeiro, na saída do time para o intervalo.

Mais do mesmo e placar inalterado

A segunda etapa começou morna, com as duas equipes errando muitos passes. O árbitro não deixava o jogo correr e os lances truncados seguiam à tona na partida.

Aos poucos, o Santos se soltou um pouco mais e Robinho passou a aparecer. Em busca de alternativas ofensivas, Enderson Moreira agiu antes dos 15 minutos e colocou Ricardo Oliveira na vaga de Thiago Ribeiro.

A substituição fez com que o camisa 7 jogasse mais aberto. E logo na primeira jogada com a nova formação, Robinho por pouco não abriu o placar. E seria um golaço, com a cara do Rei das Pedalas, após dar um belo chapéu no marcador, limpar e bater. Mas a bola passou rente a trave, pela linha de fundo.

Na sequência, Alison também quase marcou ao arriscar chute de longe e contar com um desvio da zaga do time de Mogi. Em 20 minutos no segundo tempo, o alvinegro praiano fez mais do que em toda a primeira etapa.

Aos 30, Enderson resolveu apostar em Elano para tentar dar qualidade ao último passe. Lucas Lima sentiu muito o campo pesado e irregular e acabou saindo antes do término em uma de suas piores atuações desde que chegou ao Peixe.

O Mogi Mirim sentiu a pressão santista e mudou sua postura no jogo, apostando apenas nos contra-ataques, mas tendo poucas oportunidades.

E aos 36, foi a vez de Ricardo Oliveira lamentar uma grande chance perdida. Robinho fez toda a jogada e serviu o centroavante que, mesmo marcado, tocou de primeira, mas errou o alvo por centímetros.

No fim da partida, Marquinhos Gabriel estreou com a camisa santista ao entrar no lugar de Geuvânio, mas não foi capaz de mudar o panorama do jogo e o 0 a 0 persistiu até o apito final.

Bastidores – Santos TV:

Enderson critica estádio e aprova segundo tempo santista

O empate por 0 a 0 não era exatamente o que queria Enderson Moreira, nesta quarta-feira, principalmente após uma vitória convincente diante o atual campeão Ituano, no domingo. Porém, assim como os jogadores, o técnico do Peixe ressaltou o fato de o gramado ter dificultado muito o desempenho de seus comandados.

“Jogar aqui em Mogi sempre é muito complicado, em qualquer situação. Tivemos dificuldades no primeiro tempo, o time não se encontrou na questão da competitividade. Sentimos, talvez, o campo, com a bola viva e o gramado duro por conta da chuva. O Mogi mostrou uma adaptação mais rápida”, comentou o técnico, em entrevista coletiva no estádio Romildo Ferreira. “Mas, no segundo tempo, melhoramos muito. Tivemos força, buscamos o gol. Poderia ter dado para um lado ou para o outro. Criamos boa situações”, analisou, feliz com a mudança de comportamento do time após as substituições.Mas não foi só o gramado que incomodou Enderson. A iluminação nova, inaugurada justamente nesta quarta-feira para tentar acabar com as críticas de todos que têm de jogar no estádio do Sapo, também foi alvo do treinador santista.

“A iluminação ficou muito baixa. Criou dificuldade para as duas equipes. Bola cruzada na área é quase impossível de enxergar. O posicionamento, talvez por ser muito baixo, no momento em que a bola é cruzada, pode ter criado algum tipo de dificuldade. Para ambas as equipes. Sempre dá para melhorar”, completou.

Por fim, Enderson acredita que a equipe praiana evoluiu e está no caminho certo após uma pré-temporada rodeada de desconfiança.

“A equipe vai crescer muito durante a competição. Alguns times podem largar na frente por ter mantido o elenco, criado uma identidade de jogar. Dos quatro tempos que fizemos até aqui, fomos bem em três. O importante é que a equipe ajustou o comportamento. Isso é um indício muito bom”, finalizou o comandante.

Ricardo Oliveira entra, muda o time e deve ser titular no domingo

O Santos saiu de campo sem conseguir mexer no placar no duelo contra o Mogi Mirim, nesta quarta-feira, fora de casa. Muito em função do péssimo estado do gramado, que já não era bom e piorou com a chuva, o time de Vila Belmiro não fez uma boa partida no empate com os donos da casa. Mas nem tudo foi de se jogar fora.

A equipe santista teve um desempenho bastante diferente nos dois tempos de jogo. No primeiro tempo praticamente nada deu certo para o Peixe. No entanto, na segunda etapa, o time apresentou uma evolução, pressionou o Mogi em seu campo e não balançou as redes por detalhe. E esta mudança de comportamento passou muito pela entrada de Ricardo Oliveira.

O camisa 9 substituiu Thiago Ribeiro aos 15 minutos, assumiu a posição de jogador mais fixo e liberou Robinho para atuar pelas beiradas. Rapidamente a dupla mostrou entrosamento e agradou ao técnico, que mesmo assim manteve a ideia de evitar elogios individuais.”Não vou falar especificamente de um jogador. Quem entra tem de mostrar que tem condição de ser titular. Ninguém tem essa condição todo ano. É (uma condição) conquistada dia-a-dia”, avisou Enderson.

Apesar da cautela do técnico, Ricardo Oliveira deve sim ter sua primeira chance no time titular já neste domingo, contra o Red Bull Brasil, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Aliás, o treinador também pensa em promover outras alterações na escalação, já de olho no rodízio de jogadores, tão executado e defendido pelo comandante no segundo semestre do ano passado.

“Isso (troca no time titular) pode acontecer a qualquer instante. Sempre falei que iríamos partir de uma formatação e ganhando vida aos poucos. Em um terceiro jogo, já podemos dar uma segurada em alguns jogadores para observar outros. Isso gera competitividade. Quem estiver melhor, vai jogar. Na disputa por posição, o Santos sai ganhando”, disse Enderson.