Portuguesa 1 x 3 Santos

Data: 22/02/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 6ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 14.361 pessoas
Renda: R$ 412.350,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Bruno Salgado Rizo e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos: Fabinho Capixaba, Alex Lima (P) e Cicinho (S).
Cartão vermelho: Alex Silva (P)
Gols: Robinho (17-1), Robinho (34-1, de pênalti) e Cicinho (43-1); Jean Mota (44-2).

PORTUGUESA
Rafael Santos; Fabinho Capixaba (Perema), Alex Lima, Valdomiro e Paulo Henrique; Ferdinando, Betinho, Léo Costa e Edno; Diego (Filipe Souza) e Popó (Jean Mota).
Técnico: Aílton Silva

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Renato (Elano), Lucas Otávio e Lucas Lima; Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Robinho (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira



Robinho dá show no Pacaembu e Santos atropela a Portuguesa

O Santos nem se deu conta da Portuguesa neste domingo. Robinho muito menos. Com show à parte do camisa 7, o Peixe bateu a Lusa por 3 a 1 e se isolou ainda mais na liderança de seu grupo no Campeonato Paulista. O já experiente Menino da Vila fez dois e ainda deu uma assistência para Cicinho fazer o terceiro – os três no primeiro tempo. Jean Mota diminuiu no fim do segundo.

O Santos recebe o Linense, no próximo sábado, no Pacaembu, e pode sacramentar a vaga nas quartas de final do Estadual. Enquanto isso, a Portuguesa mede forças com o Bragantino, em Bragança Paulista.

O jogo

O primeiro tempo do clássico paulista no Pacaembu teve um nome: Robinho. Inspirado, o camisa 7 atormentou a defesa lusa pelo lado esquerdo, marcou dois gols e ainda deu uma assistência para Cicinho ampliar. O inferno português começou aos 8 minutos, quando Fabinho Capixaba derrubou Robinho na intermediária e já levou cartão amarelo.

Pouco tempo depois, aos 17 minutos, Vanderlei lançou o camisa 7 em velocidade no ataque, iniciando a jogada do primeiro gol. Robinho dominou, partiu para cima e cortou a marcação sem dificuldades, chutando a bola no ângulo direito do goleiro Rafael Santos. 1 a 0 Peixe.

Inspirado, o atacante voltou a atormentar pelo lado esquerdo aos 31 minutos. Em ótima jogada, invadiu a área, aplicou dois dribles em Alex Silva e sofreu o pênalti quase na linha de fundo. Na cobrança, bola para um lado e goleiro para o outro, em mais um gol do camisa 7.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, lá estava ele de novo para, dessa vez, contemplar um companheiro com o gol. Robinho recebeu na esquerda, e cruzou na medida para Cicinho cabecear da pequena área e marcar o terceiro gol santista. Fim da etapa inicial com show do Menino da Vila.

No 2º tempo a Portuguesa joga com um a menos e Santos administra vitória.

A Portuguesa não acordou do pesadelo no segundo tempo. Logo no início, o técnico Aílton Silva decidiu recuar o time, tirando dois homens de frente e colocando defensores. Decisão que lhe foi de grande ajuda já que, poucos minutos depois, o zagueiro Alex Silva foi expulso por parar um ataque santista.

E o Santos só não ampliou aos 18 minutos porque a trave não deixou. Ricardo Oliveira recebeu belo lançamento, dominou na entrada da grande área e tentou surpreender o goleiro tocando por cobertura. A bola saiu rente à trave esquerda.

Daí em diante, o Santos apenas administrou a vantagem que conquistou no primeiro tempo e fez a alegria dos mais de 14 mil torcedores presentes no estádio em São Paulo. No fim, Jean Mota ainda descontou para a Lusa, com chute de dentro da grande área. Nada que atrapalhasse a festa alvinegra.

Bastidores – Santos TV:

Robinho quebra jejum e ultrapassa Chulapa na artilharia santista

O show de Robinho no Pacaembu, na tarde desde domingo, não só quebrou um jejum de três meses do camisa 7, mas também o colocou à frente de Serginho Chulapa na lista de maiores artilheiros do Santos. O Peixe mediu forças com a Portuguesa e venceu por 3 a 0, com dois do agora experiente Menino da Vila e um de Cicinho, com sua assistência.

A última vez que balançou as redes pelo Alvinegro foi em 19 de novembro do ano passado, no empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, longe da Vila Belmiro. De lá para cá, o Santos teve mais três compromissos no Brasileirão e cinco jogos no Paulistão 2015. Nenhum desse com gol de Robinho, que chegou à marca de 103 em 2014.

Com os dois marcados no Pacaembu, neste sábado, ele chegou aos 105 gols e ultrapassou Serginho Chulapa, com 104 na história santista. Robinho também aparece à frente de João Paulo e igualado em Del Vechio. Álvaro tem 106 e o craque Neymar 138 – o maior artilheiro na Era Pós-Pelé.

“É sempre bom poder ajudar. Tocamos bem a bola e soubemos aproveitar as chances. Gosto de ajudar”, disse Robinho ao Premiere durante a partida.

Enderson valoriza ‘casa na Capital’ e exalta “inteligência” de Robinho

O técnico Enderson Moreira saiu do Pacaembu no último domingo, em São Paulo, muito satisfeito com a atuação do Santos. A vitória do Peixe sobre a Lusa evidenciou a liderança de Robinho dentro de campo, além de ser o capitão da equipe, participou de todos os gols – fez dois e deu assistência para Cicinho fazer o terceiro. Em entrevista coletiva, o comandante fez questão de enaltecer a “inteligência tática” do camisa 7 e garantiu que o estádio na Capital é como uma segunda casa para os alvinegros.

“O Robinho é a nossa referência técnica. É o jogador com mais recursos deste elenco. Ele cresceu em alguns aspectos, que, às vezes, podem passar despercebidos pelos torcedores e por alguns jornalistas, mas que são importantíssimos para o time. O comprometimento tático, a inteligência, a maneira que ele busca os espaços é um grande diferencial dele, e ele foi coroado com os gols. A gente se sente muito em casa no Pacaembu. A Vila nos empurra muito, mas aqui não é diferente. O torcedor grita o tempo todo, incentiva o tempo todo, mostra sua satisfação de ver o time correndo se empenhando”, comemorou.

Ricardo Oliveira minimiza falta de gols: “Coletivo tem que prevalecer”

Os três jogos sem gol incomodam, mas não tiram a alegria de Ricardo Oliveira. Depois da vitória sobre a Portuguesa neste domingo, no Pacaembu, o camisa 9 santista garantiu que o importante é o coletivo ir bem e que seguirá trabalhando para ajudar os companheiros dentro de campo, com ou sem tentos. Seu último gol foi no dia 8 de fevereiro, na vitória contra o RB Brasil.

“Não acho que a bola não esteja chegando. Eu sempre procuro dentro dos jogos fazer gols. Mas também sempre enfatizo uma coisa: o coletivo tem que prevalecer sobre o individual. Estou feliz pelo coletivo. Não estou satisfeito comigo, estou há uns três ou quadro jogos sem fazer gol, mas alegre por ajudar com movimentação, abrindo espaço para os meus companheiros e tentando algumas jogadas de gol”, disse ao Premiere.

Nos últimos dias, o centroavante ganhou a concorrência de Gabriel, que retornou à Baixada Santista após longo período com a Seleção Brasileira Sub-20. O camisa 10, no entanto, não necessariamente roubará a posição do veterano, já que o técnico Enderson Moreira afirmou que também pode utilizá-lo pelas pontas, na posição de Geuvânio ou, eventualmente, de Robinho.