Palmeiras 1 x 0 Santos

Data: 26/04/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de ida
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 39.479 pagantes
Renda: R$ 4.181.281,25
Árbitro: Vinicius Furlan (SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior e Anderson José de Moraes Coelho (ambos de SP).
Cartões amarelos: Cleiton Xavier, Vitor Hugo, Gabriel e Victor Ramos (P); Lucas Lima (S).
Cartão vermelho: Paulo Ricardo (S)
Gol: Leandro Pereira (29-1).

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel e Arouca (Cleiton Xavier); Rafael Marques, Robinho (Kelvin) e Dudu; Leandro Pereira (Gabriel Jesus).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Vladimir; Cicinho, Paulo Ricardo, David Braz e Victor Ferraz (Jubal); Lucas Otávio, Renato, Chiquinho e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel) e Ricardo Oliveira (Leandrinho).
Técnico: Marcelo Fernandes



Com um a mais, Verdão perde pênalti, mas abre final vencendo Peixe

A primeira final do Campeonato Paulista não teve os astros Valdivia e Robinho, ambos machucados, mas contou com um vencedor que deixou o Palestra Itália com a sensação de que poderia ter feito mais. O Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0, mas perdeu pênalti e teve um jogador a mais desde os 12 minutos do segundo tempo.

Independentemente do que ocorreu nesta tarde, o resultado serve como vantagem para o Verdão. No próximo domingo, basta ao time não perder na Vila Belmiro para ser campeão, enquanto o Peixe precisa ganhar por mais de um gol de diferença. Em caso de vitória alvinegra por diferença de um gol, o dono da taça será definido nos pênaltis.

A largada na frente alviverde se deve a gol de Leandro Pereira, aproveitando jogada iniciada por Cleiton Xavier (que entrou no lugar do machucado Arouca), aos 29 minutos do primeiro tempo. Na etapa final, Paulo Ricardo cometeu pênalti e foi expulso, mas Dudu cobrou no travessão. O Santos, que veio a São Paulo mais disposto a empatar, passou a se mostrar contente com o placar e segurou a derrota magra.

O jogo – Sem Valdivia nem Robinho, a primeira final do Campeonato Paulista teve um início com rivais muito distintos. O Palmeiras está acostumado a não contar com o seu jogador mais caro, presente em apenas quatro partidas neste ano. Já o Santos, além de seu principal atleta, não tinha também Werley, Gustavo Henrique, todos de responsabilidade defensiva. As duas situações ficaram claras em campo.

Oswaldo de Oliveira não colocou a escalação ofensiva que mostrou à imprensa na quinta-feira. Repetiu o time que bateu o Botafogo de Ribeirão Preto nas quartas de final, há duas semanas, promovendo as voltas do zagueiro Vitor Hugo, do lateral esquerdo Zé Roberto e do atacante Leandro Pereira no clássico esquema com dois volantes e três jogadores na linha de apoio ao centroavante.

Mas faltava espaço aos anfitriões. Marcelo Fernandes escalou Chiquinho, teoricamente, pela meia esquerda, mas sendo só mais um em uma postura extremamente defensiva. O Peixe passou os primeiros 15 minutos com o time inteiro atrás do meio-campo, sem nem conseguir dar a bola a Lucas Limas para acionar contra-ataques com Geuvânio e Ricardo Oliveira.

Além de maior ímpeto ofensivo, o Verdão também tinha mais força na marcação, ânsia que acabou sendo prejudicial. Em uma de suas primeiras tentativas de roubar a bola, Arouca se machucou e precisou ser substituído aos 17 minutos. Mas a saída do importante volante acabou sendo providencial ao time, já que entrou Cleiton Xavier, o responsável por criar espaços.

O Santos resolveu dar dois passos à frente, dando a Cleiton Xavier campo para fazer o setor ofensivo alviverde funcionar. Os primeiros minutos tiveram apenas Dudu acionado pela esquerda, mas Cleiton descobriu Lucas, e recebia a bola com frequência não só por se movimentar. O recuo de Robinho dava mais qualidade na transição da defesa.

Quando o time que quis atacar achou espaço, o gol saiu. Aos 29 minutos, Cleiton Xavier abriu na direita para Lucas e Robinho, no meio do caminho, abdicou de participar do lance, permitindo ao lateral cruzar na área para Leandro Pereira balançar as redes. Como já tinha ocorrido nas quartas de final.

Os jogadores do Peixe resolveram ir um pouco à frente, com o freio de mão puxado, e permitiram ao quarteto ofensivo adversário criar mais chances. Cleiton Xavier desperdiçou uma delas e Rafael Marques caiu na grande área após ser bloqueado pela zaga. O Verdão queria pênalti e reclamou tanto que o árbitro Vinicius Furlan precisou de proteção policial para ir ao vestiário.

Na volta do intervalo, o juiz informou que expulsou os dois técnicos, por exagerarem na reclamação. Oswaldo de Oliveira aproveitou a estrutura do estádio para ficar no anel inferior, bem próximo ao banco de reservas. E sofreu com um começo de segundo tempo no qual o Santos voltou mais disposto a usar a habilidade e velocidade de sua linha ofensiva, como o time se caracterizou para chegar à decisão.

A final teve mais espaços e, assim, o Palmeiras teve mais uma excelente oportunidade de fazer 2 a 0. Leandro Pereira foi agarrado por Paulo Ricardo e desabou na área. Desta vez, o árbitro deu pênalti, e chamou atenção negativamente, já que, primeiramente, expulsou David Braz, que nem estava no lance. Após consultar seus assistentes, acertou a quem mostrar o cartão vermelho. Mas o erro que o palmeirense lamentou foi de Dudu: o atacante cobrou no travessão, aos 14 minutos.

Ainda perdendo por 1 a 0, o Santos se ajeitou defensivamente com a saída de Victor Ferraz para a entrada do zagueiro Jubal, com Chiquinho passando à lateral esquerda. Oswaldo respondeu sacando Leandro Pereira para apostar na movimentação de Gabriel Jesus. Alteração que manteve o Palmeiras no ataque, mas parando na aplicação tática defensiva do Peixe.

O Palmeiras ainda teve o rápido Kelvin no lugar de Robinho, e o atacante criou oportunidades para o time, mantendo a postura de aproveitar a superioridade numérica e o consequente cansaço santista. Mas os comandados de Marcelo Fernandes mostraram saber como fechar espaços, e levam para a Vila Belmiro uma derrota que poderia ser pior.

Arbitragem rouba a cena na final do Paulista e desagrada Santos e Palmeiras

Vinicius Furlan não agradou ninguém neste domingo. Com uma atuação confusa e polêmica, o árbitro irritou Santos e Palmeiras com suas decisões, expulsou os dois técnicos e ainda deu um cartão vermelho para o jogador errado na vitória alviverde por 1 a 0 na final do Campeonato Paulista.

O primeiro ato da arbitragem foi no gol do Palmeiras. Na jogada pela direita, Cleiton Xavier lança a bola na direção de Robinho. Em posição de impedimento, o palmeirense abre as pernas e faz o lance chegar a Lucas, que cruza para Leandro Pereira marcar 1 a 0. O suposto impedimento irritou os santistas, que se sentiram prejudicados por entenderem que o rival participa da jogada no momento em que faz o corta-luz.

O Palmeiras perderia a linha no finzinho do primeiro tempo. Dentro da área, Leandro Pereira foi travado na hora do chute por Geuvânio e caiu pedindo pênalti. O argumento alviverde é de que o choque desequilibrou o atacante. Além disso, Furlan tinha marcado falta em uma jogada parecida minutos antes, a favor do Santos.

Irritados, Oswaldo de Oliveira e Marcelo Fernandes invadiram o gramado para protestar, tumultuando a saída para o intervalo. Na volta para o gramado, Furlan mostrou o vermelho aos dois, que tiveram de comandar suas equipes da arquibancada e do vestiário, respectivamente, em uma espécie de telefone sem fio com os auxiliares.

“Eu fui expulso porque entrei no campo quando acabou o primeiro tempo, mas eu entrei para tirar meus jogadores. O meu erro foi que eu me dirigi ao árbitro. Eu disse a ele que ele não marcou uma falta semelhante que marcou contra nós, não deu o cartão. Eu entrei para tirar os meus jogadores. Foi uma manifestação bilateral. Eu fui para tirar os nossos jogadores e com o jogo encerrado. Se tivesse rolando, eu não iria lá”, disse Oswaldo.

“Eu não quero comentar a arbitragem. Sobre a expulsão, simplesmente veio a notícia de que eu estava fora junto com o Oswaldo. No fim do primeiro tempo eu vi o Oswaldo apontando o dedo e falando com o árbitro. Eu, de longe, falei para o Furlan não cair na pressão do Oswaldo. Se ele me puniu por entrar em campo, então a expulsão foi correta. Mas eu não falei nada”, disse Marcelo Fernandes.

O pior momento para o juiz, porém, ainda estava por vir. Em um lance-chave da partida, Leandro Pereira arrancou da intermediária e foi sendo puxado por Paulo Ricardo até chegar na área. O árbitro marcou o pênalti sob protestos dos santistas, que entendiam que a falta teria ocorrido fora da área.

Na hora de mostrar o vermelho, porém, Furlan se enrolou e deu cartão para David Braz, para em seguida se corrigir e mostrar a advertência para Paulo Ricardo.

Robinho lidera “funk da vitória” e fala em bater o Palmeiras na Vila

Vaza na rede vídeo com craque do Peixe cantando uma música que enaltece a equipe, ao lado do atacante Gabriel e do volante Alison

O Santos perdeu o jogo de ida da final do Paulistão para o Palmeiras, por 1 a 0, no domingo passado, na arena do rival, mas está confiante no título. Prova disso é o vídeo gravado aparentemente ainda no vestiário logo após o clássico. Muito animado, Robinho manda bem num funk exaltando o time e falando em “detonar” o rival. A gravação vazou num grupo de Facebook de torcedores do Palmeiras.

Além de Robinho, que não jogou no último domingo porque estava lesionado, aparecem o atacante Gabriel, reserva na partida, e o volante Alison, que se recupera de cirurgia no joelho e também não jogou.

Para ser campeão, o Peixe precisará vencer por dois gols de diferença na Vila Belmiro, domingo que vem – se fizer 1 a 0, força a decisão por pênaltis.

Assista ao funk do Robinho abaixo.

Leandro Pereira vê funk santista como desrespeito: “Só não chorem depois”

Atacante do Palmeiras mostra insatisfação com postura dos adversários e provoca: “Comemoraram porque sabem que era para ter perdido de três ou quatro”

O funk cantado pelo atacante Robinho ao lado de Gabriel e Alison, no vestiário da arena do Palmeiras, no último domingo, e as declarações recentes dos jogadores e da diretoria do Santos após o primeiro jogo da final não foram bem recebidos pelo elenco do Verdão.

Tudo isso deixou os atletas alviverdes muito irritados. E o atacante Leandro Pereira deixou bem clara a insatisfação com a postura do rival de domingo, durante entrevista coletiva na Academia de Futebol, nesta quinta-feira.

– Se eu te disser que não achei (desrespeito), vou estar mentindo. Achei um pouco de desrespeito. Deixa eles contarem vitória, só não vão chorar depois do apito – disse Leandro Pereira.

– O que posso falar é que eles cantam mal para caramba (risos). É difícil de ouvir, se dependesse do funk para sobreviver estariam mortos. Desde que não falte com o respeito, é válido. Mas não temos de entrar nisso. Eles estavam comemorando após o jogo, mas nossa resposta tem de ser dentro de campo – completou.

Leandro Pereira vê as atitudes dos santistas como motivação para o clássico e aproveitou para alfinetar o adversário lembrando do primeiro jogo, vencido por 1 a 0 pelo Palmeiras.

– De certa forma, motiva. Você ganhar de 1 a 0 na final é uma vantagem. E você vê o outro time comemorando é porque tem alguma coisa errada. Eles estavam comemorando porque sabem que era para ter perdido de uns três ou quatro. Mas isso motiva. O vídeo, eles comemorando, a fala do presidente… Temos falado muito disso, mas não podemos entrar nessa pilha deles. É o que eles querem, a gente acaba deixando o jogo de lado. Temos de focar e ir para a Vila buscando a vitória – disse Leandro Pereira.

Santos e Palmeiras se enfrentam às 16h deste domingo, na Vila Belmiro. Em caso de empate, o Verdão sai com o título. Caso o Peixe vença por um gol de diferença, o campeão sairá na disputa por pênaltis.