Santos 2 x 2 Sport Recife

Data: 31/05/2015, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.481 pagantes
Renda: R$ R$ 321.055,00
Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: Carlos Berkenbrok (SC) e Leonardo Mendonça (ES).
Cartões amarelos: Wendel e Neto (SR); David Braz (S).
Gols: Robinho (43-1); Joelinton (06-2), Werley (24-2) e Samuel Xavier (47-2).

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Daniel Guedes), David Braz, Werley e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Ricardo Oliveira (Rafael Longuine) e Robinho.
Técnico: Serginho Chulapa

SPORT RECIFE
Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel, Neto Moura, Régis (Diego Souza) e Maikon Leite (Élber); Joelinton (Mike).
Técnico: Eduardo Baptista



Em “até logo” de Robinho, Sport arranca empate do Santos na Vila

Um dia antes de se apresentar à Seleção Brasileira, Robinho viu o Santos empatar com o Sport neste domingo, na Vila Belmiro, por 2 a 2. O camisa 7 marcou o primeiro gol, viu Joelinton empatar e comemorou a cabeçada certeira de Werley. No fim, Samuel Xavier ainda encontrou tempo para empatar. O público no estádio superou as expectativas nesta manhã, mas vaiou o time no fim da partida.

O placar deste domingo não ‘vingou’ a derrota alvinegra na Ilha do Retiro, pela primeira partida da terceira fase da Copa do Brasil, por 2 a 1. Os dois times voltam a se enfrentar depois da disputa da Copa América.

O Rubro-Negro se manteve bem colocado na vice-liderança do Brasileirão. Enquanto isso, o Peixe aparece em nono lugar. O Peixe duela com o São Paulo no meio de semana, enquanto o Sport recebe o Goiás.

O jogo

O primeiro tempo de jogo na Vila Belmiro pôs em xeque duas estratégias diferentes: enquanto o Santos apostou na pressão para sair na frente no placar, o Sport acreditava nos contra-ataques rápidos pela direita com o estreante Maikon Leite. Melhor para o time da casa, que desceu aos vestiários com a vitória com gol de seu capitão Robinho.

Como o gol só saiu aos 43 minutos, o Santos teve tempo de sobra para incomodar o Leão. Inspirado, Lucas Lima desfilou um leque de ótimos passes pela Vila Belmiro e, por vezes, encontrou Ricardo Oliveira na área. Bem marcado, o camisa 9 não conseguiu balançar as redes, mas esteve presente em todas as jogadas de ataque da equipe.

O trio de ataque santista, inclusive, incomodou bastante. Rápido, Geuvânio comandou as descidas pela esquerda da equipe, enquanto Victor Ferraz liderava pela direita. Assim, com boa partida de Victor, Geuvânio, Lucas, Ricardo e Robinho o Santos chegou ao gol.

Aos 43, Daniel Guedes cruzou e o camisa 7 cabeceou para a defesa de Danilo Fernandes. Em posição irregular, Ricardo Oliveira mandou de cabeça na trave e a bola sobrou para Robinho, do meio da pequena área, emendar um lindo voleio e abrir o placar para o time da Baixada.

O técnico Eduardo Baptista mudou antes do início do segundo tempo e conseguiu resultado logo aos seis minutos de bola rolando. Maikon Leite e Régis deram lugar a Diego Souza e Élber, que deixaram o Sport com maior qualidade de passe no meio-campo e boas jogadas ofensivas com o camisa 87. Deu certo.

Lucas Lima errou em saída de bola e desabou no gramado sozinho, deixando Rithely livre para seguir caminho com a bola até a área e servir Joelinton. O camisa 9 apareceu sozinho para mandar no canto baixo direito do goleiro Vladmir, que nada pôde fazer para evitar o gol de empate leonino.

O Santos não demorou a reagir. Depois de tentar algumas jogadas e não ter sucesso, Geuvânio deu lugar a Gabriel. Cheio de vontade, o camisa 10 contagiou o restante do time a ir para o ataque. Aos 24 minutos, Lucas Lima cobrou escanteio e Werley, mesmo marcado, subiu mais alto que todos para cabecear e marcar seu segundo gol com a camisa branca.

O Spor conseguiu a vitória no último minuto de partida. Em boa descida pela direita, o lateral Samuel Xavier encontrou espaço para chutar de dentro da área e contar com uma ajudinha de Vladimir para marcar o segundo gol da equipe leonina.

Robinho se destaca em empate na Vila Belmiro

Gol de voleio, lindos dribles, movimentação e liderança. O “tchau” de Robinho neste domingo foi em grande estilo. O camisa 7 foi a grande estrela do Santos no empate com o Sport na Vila Belmiro e comandou o ataque santista durante os mais de 90 minutos de duelo. Agora, o ídolo se prepara para sua apresentação à Seleção Brasileira.

Robinho se reúne com os outros convocados à disputa da Copa América nesta segunda-feira. O Brasil tem amistoso marcado para o próximo domingo, às 17h, no Allianz Parque, em São Paulo, contra o México. Depois ainda encara Honduras, no Beira-Rio, ante do embarque definitivo ao Chile.

Mesmo longe, Robinho deverá movimentar a semana do Santos, já que o presidente Modesto Roma Jr acredita que o acordo de renovação com o craque deverá ser selado na quarta-feira, na presença da representante do jogador, Marisa Alija.

No intervalo da partida, o Rei das Pedaladas garantiu que seu desejo é de “permanecer e ajudar” o clube de seu coração. Em sua última entrevista coletiva, no entanto, afirmou que “é profissional” e que vai pensar no melhor para seu futuro e de sua família.

O contrato de empréstimo feito em acordo com o Milan se encerra em 30 de junho. Assim, o atacante só volta a vestir a camisa 7 santista se de fato um acordo de renovação for selado. A proposta atual seria de R$ 36 milhões por cinco temporadas.

Durante a disputa da Copa América, com o Brasileirão rolando simultaneamente, o técnico Marcelo Fernandes terá que quebrar a cabeça para encontrar um substituto a altura do craque. Gabriel e Rafael Longuine são fortes candidatos.

Bastidores – Santos TV:

Marcelo Fernandes se defende: “Estava fora do campo de jogo”

Em entrevista coletiva, o técnico Marcelo Fernandes se defendeu das ‘acusações’ de Leandro Bizzio Marinho, quarto árbitro da partida entre Santos e Sport, na Vila Belmiro, neste domingo, que flagrou o treinador suspenso se comunicando com a comissão técnica do Peixe através de um buraco no camarote do estádio colado ao banco de reservas.

“Ali, eu estou fora do jogo. Eu pergunto a vocês onde é que eu poderia ficar se não ali? O estádio permite que eu fique ali no camarote, outros estádios também são assim. Minha suspensão foi cumprida. Eu até fiquei em pé para evitar problemas, quando eu fui sentar o quarto árbitro veio reclamar e eu expliquei a ele a situação. Eu fiz o que tinha que fazer, fiquei fora do campo de jogo”, justificou.

O “buraco” no camarote foi fotografado e deverá entrar na súmula da partida. Fernandes foi expulso na partida contra a Chapecoense, rodada passada, na Arena Condá. Assim, o comando técnico do Santos neste domingo ficou a cargo do auxiliar Serginho Chulapa.

Fernandes reclama de falta de fair play e exalta base santista

Nos primeiros meses comandando o Santos, Marcelo Fernandes demonstrou ter sangue quente dentro de campo. Desde que foi efetivado, o técnico já foi expulso de campo em duas ocasiões, primeiro no jogo de ida da final do Paulistão contra o Palmeiras e depois na última rodada do Campeonato Brasileiro, a derrota contra a Chapecoense. Em entrevista ao Mesa Redonda da TV Gazeta, neste domingo, Marcelo justificou a expulsão em Santa Catarina que o tirou do comando da equipe no empate contra o Sport na Vila Belmiro.

“A respeito da expulsão, fiquei muito indignado. Os quartos árbitros não estão deixando a gente trabalhar sossegado. Olhei para o banco da Chapecoense e reclamei de um lance que eles não fizeram o fair play. Isso é uma coisa que eu prego aos meus jogadores, é importante. O quarto árbitro veio me questionar, expliquei o motivo da reclamação e ele me disse que eu estava fora. Aí eu me exaltei e acabei errando, xingando o árbitro”, disse o técnico santista.

Neste domingo, no empate contra o Sport, o Peixe jogou sob comando do auxiliar Serginho Chulapa. Porém, apesar de suspenso, Fernandes esteve ligado no jogo, passando informações para a equipe por meio de um buraco no acrílico dos camarotes da Vila. O treinador negou que burlou as regras, e utilizou a estrutura do estádio como justificativa.

“Só fui uma vez (que falei com o time), não queria causar desconforto com o Serginho. O quarto árbitro veio falar comigo. Mas o campo é assim, o que vou fazer?”, explicou técnico, que apesar do empate, elogiou seus comandados.

“Tivemos um volume muito bom de jogo. Conseguimos o segundo gol através de uma bola parada. Perdemos um terceiro gol e duas oportunidades, e numa infelicidade do Renato acabamos tomando o empate. Foi uma partida que tínhamos consciência que dava pra ganhar. A vitória seria mais justa, mas agora é bola pra frente, não temos tempo pra amargurar”, declarou

Marcelo Fernandes também falou sobre os trunfos que o Peixe utiliza para revelar tantos jogadores. Para ele, o diferencial está nas chances que o clube dá aos garotos desde o início da carreira.

“O Santos coloca o jogador para jogar. Esse é o diferencial. Hoje mesmo eu coloquei o Daniel Guedes, tenho escalado o Lucas Otávio, que vem fazendo bons jogos. No Santos, há uma paciência maior. Existem os problemas das expectativas de um novo Neymar, um novo Robinho, mas temos que aprender que cada um é cada um, sem essa de ficar com comparações. Mesmo assim, o trabalho de base é muito bem feito”, falou o técnico, que também exaltou a baixa folha salarial do clube e a presença da torcida no duelo contra o Sport.

“É importante falar que o Santos é campeão paulista com uma folha salarial de 3 milhões. Tem time por aí com 10 milhões de folha, o caminho não é esse. Não cabe mais isso no futebol. É difícil manter um time hoje com essa folha salarial”, disse. “Fiquei muito feliz com o público na vila hoje. Foi um ambiente muito legal, infelizmente não conseguimos a vitória, mas a torcida está de parabéns”, finalizou.