Santos 1 x 0 Corinthians

Data: 20/06/2015, sábado, 16h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.574 pagantes
Renda: R$ 255.965,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Rogerio Pablos Zanardo e Daniel Paulo Ziolli (ambos de SP).
Cartões amarelos: Daniel Guedes, Rafael Longuine (2), Vladimir, Geuvânio e Neto Berola (S); Fagner (2), Ralf, Luciano e Uendel (C).
Cartões vermelhos: Rafael Longuine (S) e Fagner (C).
Gols: Ricardo Oliveira (09-1).

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Rafael Longuine e Marquinhos Gabriel (Thiago Maia); Geuvânio (Leandrinho), Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Serginho Chulapa (interino)

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Edu Dracena (Danilo), Gil e Uendel; Ralf, Petros (Luciano), Jadson Renato Augusto e Mendoza (Edílson); Vagner Love.
Técnico: Tite



Santos freia o Corinthians na Vila e deixa a zona de rebaixamento

O clássico alvinegro da Vila Belmiro acabou com a vitória por 1 a 0 do Santos em cima do Corinthians, em duelo válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota, o time de Tite chegou ao quinto clássico seguido sem vitória, enquanto o Alvinegro praiano encerrou o jejum de seis jogos seguidos sem vitória e deixou a zona de rebaixamento.

No primeiro tempo, o centroavante Ricardo Oliveira mostrou que mesmo aos 34 anos segue como seu faro de artilheiro em dia. Na única oportunidade que teve no jogo, aproveitou mais um vacilo do ex-santista Edu Dracena e marcou um belo gol, quase sem ângulo, de perna esquerda.

Na segunda etapa, o Corinthians pressionou, acertou duas bolas na trave, mas não conseguiu balançar as redes de Vladimir. O confronto também foi marcado pelas expulsões de Rafael Longuine e Fagner, o que tornou o clássico aberto até os últimos minutos.

Com a vitória, o Peixe alcançou os 10 pontos no Campeonato Brasileiro, saindo da zona de rebaixamento do Brasileiro. Já o Timão continuou com 13 pontos, agora fora do G-4.

O jogo

A partida na Vila Belmiro começou com um leve atraso por causa do goleiro Cássio, que foi obrigado a trocar de uniforme já em cima da hora. Depois do apito do árbitro, os jogadores do Santos cumpriram com obediência a ordem do técnico Marcelo Fernandes de partir para cima do Corinthians desde o princípio.

Mesmo sem criar uma chance clara de gol, o Peixe dominava as ações e mantinha a bola em seus pés. E, assim, aos poucos, o Alvinegro praiano foi pressionando até que Rafael Longuine achou Ricardo Oliveira na área, acertou um lindo lançamento e viu o camisa 9, mesmo com pouco ângulo, bater forte, cruzado, de esquerda, para abrir o placar no clássico. Edu Dracena vacilou no lance e Cássio foi pego de surpresa, com a bola passando em baixo de seu corpo.

O Santos cresceu com o gol. No embalo da torcida, que mais uma vez não compareceu em bom número neste sábado, a equipe da casa seguiu martelando em busca do segundo gol. O Corinthians assustava apenas em jogadas de contra-ataque. Em uma delas, Mendoza recebeu cruzamento oriundo da direita na área e desperdiçou uma grande chance. Na sequência, Marquinhos Gabriel respondeu com um chute rasante, que raspou a trave esquerda de Cassio.

Aos 20, foi a vez de Geuvânio aproveitar a linha mal feita pelos zagueiros corintianos e sair na cara do gol. O camisa 11 não perdoou, mas o árbitro anulou o gol alegando impedimento do Caveirinha em um lance bastante duvidoso.

Um jogador foi expulso de cada lado – Rafael Longuine, pelo Santos, e Fagner, pelo Corinthians
Dois minutos depois, o Timão se lançou ao ataque. Renato Augusto deu um lindo drible em Daniel Guedes e mandou a bola na área. Depois de muito bate e rebate, David Braz afastou o perigo. O jogo ficou aberto, lá e cá, com emoção e contra-ataques em sequência.

Aos 32, o Timão chegou tocando pelo meio. Petros serviu Fagner, que bateu cruzado, e Vagner Love não empatou por muito pouco, ao chegar de carrinho. Porém, o camisa 9 não alcançou a bola.

O Corinthians buscou o gol de empate ainda no primeiro tempo, mas, desorganizado, com as linhas muito espaçadas e cometendo muitos erros individuais, principalmente com Mendoza, o time da capital não conseguiu criar mais nenhuma chance de gol.

Por outro lado, o Peixe ficou apenas apostando na velocidade de seus atacantes, que vez ou outra até conseguiam alguma jogada de efeito, porém sem efetividade. Dessa forma, a etapa inicial acabou com a vitória merecida dos santistas por 1 a 0.

O segundo tempo iniciou diferente. Desta vez, o Corinthians, atrás do placar, tomou a iniciativa de partir para cima. O Santos, acuado, passou a abusar dos lançamentos. Aos sete minutos, em um desses contra-ataques, Gabriel até chegou a colocar a bola na rede, mas novamente o atleta santista estava impedido e o gol foi bem anulado.

Aos 13, Jadson cobrou falta na área, e Renato Augusto só não empatou porque Ricardo Oliveira, ajudando na zaga, deu um chutão salvador para escanteio.

Tite, então, resolveu colocar o Corinthians definitivamente no ataque. Sacou Petros e mandou Luciano a campo. Em seguida, Serginho Chulapa trocou Gabriel por Neto Berola, apostando na velocidade do ex-atleticano para definir o jogo.

A partida perdeu velocidade e passou a ser mais estudada. As duas equipes tocavam muito a bola no meio-campo, mas sem conseguir assustar os goleiros Cássio e Vladimir.

Aos 25, o clássico foi apimentado por causa de um lance bobo, na lateral direita. Rafael Longuine parou Luciano com falta e, como já tinha cartão, recebeu o segundo amarelo e foi expulso do jogo. Na cobrança de falta, o próprio Luciano cabeceou para defesa de Vladimir.

Os treinadores resolveram mexer nas equipes de novo. Danilo entrou no lugar de Edu Dracena, e Thiago Maia substituiu Marquinhos Gabriel. Porém, a vantagem numérica corintiana durou apenas três minutos, pois Fagner parou Neto Berola com falta e também recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Para recompor a lateral direita, Edilson entrou no lugar de Mendoza.

Aos 36 minutos, o Corinthians teve a grande chance de marcar o seu gol. Luciano recebeu bola alçada na área e, sozinho, cabeceou na trave. No rebote, foi travado por David Braz e a bola ficou limpa para Renato Augusto, que bateu de primeira, mas para fora. Inacreditável a oportunidade desperdiçada.

Cinco minutos depois, O Corinthians seguiu na pressão e, na sobra do escanteio batido por Jadson, Edilson arrematou de primeira e de novo a trave salvou o Santos.

O sufoco foi até o fim, mas não houve jeito. O Santos acabou com a vitória por 1 a 0 e voltou a somar três pontos no Campeonato Brasileiro.

Bastidores – Santos TV:

Sem “erros de sempre”, santistas fazem festa com vitória no clássico

Mais uma vez, o Santos saiu na frente em uma partida do Campeonato Brasileiro. Mas, neste sábado, a equipe conseguiu administrar o resultado e, diferente dos últimos jogos, não cedeu sequer o empate ao Corinthians no clássico da oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Além de comemorar a vitória por 1 a 0 e os três pontos somados, os jogadores não esconderam o alívio pela mudança de postura.

“Vínhamos repetidamente falando que consegue virar o jogo, ficar à frente e acaba cedendo o empate ou até a virada. Hoje (sábado), não fomos tão agressivos no ataque, tivemos uma chance e nos valeu o gol. Olha como o futebol é interessante”, disse Ricardo Oliveira.

“O time soube administrar o resultado. Eu acredito e espero que seja um divisor de águas”, prosseguiu o centroavante e artilheiro da competição, que mais uma vez foi decisivo e marcou o único gol do jogo, na Vila Belmiro.

David Braz, que deu uma verdadeira bronca na torcida santista já nos minutos finais, cobrando mais barulho das arquibancadas, fez questão de ressaltar a estabilidade psicológica do grupo mesmo nos momentos de adversidade.

“Antes eram seis jogos sem vitória, agora estamos há três jogos sem perder. É assim que funciona o futebol. Vínhamos jogando bem, mas os resultados não aconteciam. É isso, o importante é que o time não perdeu a confiança. Vencemos nosso arquirrival e é bola para frente”, afirmou, antes de descer para os vestiários.

Werley, que fez um clássico impecável, também foi outro jogador que vibrou com a vitória em cima do Timão citando os vacilos nos jogos anteriores. “O que não fazíamos há alguns jogos era que perdíamos a bola e ficavam quatro, cinco jogadores acima da linha da bola. Hoje, recompusemos. Agora é pensar lá na frente”, analisou.

“O que nos complicou foram os dois empates dentro de casa. Eram quatro pontos e estaríamos com onze antes desse jogo. Mas o Campeonato Brasileiro é assim, faz parte”, completou o zagueiro, ciente de que, com a vitória neste sábado, o Santos chega a dez pontos no Campeonato Brasileiro e deixa a zona de rebaixamento.