Guarani 3 x 2 Santos

Data: 19/02/1997, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, SP.
Público: 9.539 pagantes
Renda: R$ 93.420,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ)
Cartões amarelos: Sorlei, Nenê, Gallo e Carlinhos (G); Marcos Assunção, Alexandre e Robert (S).
Cartão vermelho: Ailton (G)
Gols: Ailton (40-1); Robert (14-2), Macedo (33-2), Cris (41-2) e Ricardo Mendes (44-2).

GUARANI
Hiran; Luciano Baiano, Sorlei, Nenê e Vaguinho; Elson (Cris), Gallo (Ricardo Mendes), Carlinhos e Paulo Isidoro (Fabinho); Gilson e Ailton.
Técnico: Geninho

SANTOS
Zetti; Anderson Lima, Sandro, Ronaldão e Rogério Seves (Cássio); Marcos Assunção, Vagner, Alexandre (Caíco) e Robert (Piá); Macedo e Alessandro.
Técnico: Wanderlei Luxemburgo



Gol no fim derruba Santos em Campinas

O Guarani precisou de apenas três minutos para derrotar o Santos, ontem, de virada, por 3 a 2, no Brinco de Ouro, em Campinas.

Apesar de estar jogando na casa do adversário, o Santos tomou iniciativa da partida nos primeiros minutos, apresentando muita mobilidade no meio-campo.

A primeira boa oportunidade de gol, entretanto, foi do Guarani, com o atacante Ailton, aos 8min. Ele recebeu uma bola de Carlinhos na entrada da área e chutou de virada, no canto inferior esquerdo. O goleiro Zetti espalmou.

Após o tempo técnico pedido pelo treinador do Santos, Wanderley Luxemburgo, o Santos retomou o ritmo da partida.

Aos 27min, Hiran espalmou uma cobrança forte de Sandro, em falta originada de um contra-ataque rápido.

Quatro minutos depois, novamente Hiran fez boa defesa, em chute de Macedo, após jogada individual de Vágner.

Aos 40min, o Guarani abriu o marcador. Após jogada de Paulo Isidoro, Ailton marcou.

Para o segundo tempo, Luxemburgo fez duas modificações, colocando Cássio e Caíco no time.

Aos 14min, o Santos chegou ao empate, logo após a parada técnica pedida por Geninho. Robert chutou cruzado, à esquerda de Hiran.

O Guarani tentou equilibrar a partida. Aos 28 min, o atacante Fabinho ficou sozinho com Zetti, mas o goleiro defendeu o chute.

Aos 33 min, o Santos virou. O meia Piá, que havia entrado no lugar de Robert, lançou Macedo na meia esquerda e o Santos marcou o segundo gol.

O Guarani empatou aos 41 min. Em uma arrancada de Fabinho, Cris penetrou em diagonal e tocou na saída de Zetti.

Três minutos depois, o Guarani virou o jogo. Ricardo Mendes chutou forte de fora de área, em jogada pelo setor direito do ataque.

Com a vitória, o Guarani chegou aos sete pontos no Grupo 1. O Santos permanece com seis.



Jogadores do Santos entram em campo hoje sob protesto

O Santos entra em campo hoje contra o Guarani, às 20h30, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas, sob protesto contra a Federação Paulista de Futebol e a Confederação Brasileira de Futebol.

O clube não conseguiu antecipar a partida com o Guarani para ontem e tampouco convencer a CBF a transferir para outra data o jogo contra a Desportiva, marcado para amanhã, às 21h30, em Cariacica (ES), pela Copa do Brasil.

Com isso, o clube terá de disputar dois jogos em 24 horas.

“É a primeira vez na minha carreira que enfrento o problema de jogar duas vezes em 24 horas”, diz o técnico Wanderley Luxemburgo.

Para o jogo de hoje, o treinador mantém a equipe titular e espera a terceira vitória consecutiva. “Temos de esquecer por algumas horas a maratona de jogos e pensar exclusivamente no Guarani”, disse Luxemburgo.

Os jogadores do Santos estão irritados com a maratona de jogos.

O goleiro Zetti afirmou que, desde que se profissionalizou há dez anos, a maior reclamação dos jogadores é o calendário.

Apesar de já ter passado por situações semelhantes, Zetti disse que é absurdo um time ser obrigado a disputar três partidas importantes em menos de uma semana.

“Deveria haver uma organização nas tabelas para evitar expor os jogadores à essa maratona”.

O zagueiro Sandro disse que “o calendário do futebol brasileiro não dá descanso”. Mas, para ele, “quem quer ser campeão tem que encarar o que vem pela frente”.

Para o lateral Rogério Seves, “a situação é difícil, ainda mais porque um jogo é em Campinas e o outro no Espírito Santo. O jogador precisa ter fôlego para aguentar.”