Coritiba 1 x 0 Santos

Data: 22/11/2015, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: portões fechados devido a punição do STJD.
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Luis Cáceres, Carlinhos e Walisson (C); Paulo Ricardo, Neto Berola e Ledesma (S).
Cartão vermelho: Vladimir (S).
Gol: Henrique Almeida (12-2).

CORITIBA
Wilson; Leandro Silva, Walisson, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Luis Cáceres (Guilherme Parede), Thiago Lopes e Juan; Kleber (Ícaro) e Henrique Almeida.
Técnico: Pachequinho

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho; Ledesma, Leandrinho, Serginho (Neto Berola) e Lucas Lima (Léo Cittadini); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Com time reserva, Peixe perde para o Coritiba e vê G4 mais longe

O Santos perdeu uma grande oportunidade de voltar ao G4 do Campeonato Brasileiro neste domingo. Depois de assistir o São Paulo ser goleado pelo Corinthians, o Peixe tinha a chance de recuperar seu posto diante do Coritiba. Mas, com todos os titulares de linha, com exceção de Lucas Lima, poupados, o Peixe não teve forças mais uma vez como visitante. Apesar de jogar com os portões do Estádio Couto Pereira fechados, em função de uma punição imposta pelo STJD, a equipe Coxa-Branca venceu a segunda partida seguida e deixou a zona de rebaixamento graças a derrota do Avaí para o Fluminense no mesmo horário.

O único gol do jogo foi marcado pelo artilheiro do time paranaense. Henrique Almeida foi às redes aos 12 minutos do segundo tempo, após linda jogada individual de Thiago Lopes. Com isso, o Coxa chegou aos 40 pontos e subiu para a 15ª colocação. Já o Santos estacionou nos 55 pontos, agora na 6ª posição, sendo ultrapassado pelo Inter, que venceu o Grêmio e alcançou os mesmos 56 pontos do São Paulo, que permanece no G4 após a 36ª rodada.

Agora, o Santos ‘vira a chave’ e passa a pensar exclusivamente na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o alvinegro praiano recebe o Palmeiras às 22 horas, na Vila Belmiro, para o primeiro duelo da grande final da competição por mata-mata, que além do título, pode render a tão sonhada vaga na próxima Libertadores. Pelo Brasileirão, o Peixe visita o Vasco no domingo, às 17 horas, em jogo marcado para São Januário.

Já o Coritiba terá a semana inteira para recuperar seus atletas e se preparar para mais uma decisão na luta contra o descenso. A equipe paranaense visita o Palmeiras, no Allianz Parque, às 18 horas do domingo. Como o Verdão é justamente o adversário do Peixe nas finais da Copa do Brasil, é grande a chance do Coxa novamente enfrentar uma equipe formada por jogadores reservas, pois três dias depois acontecerá o segundo e decisivo clássico paulista.

O jogo

Antes mesmo da bola rolar, Dorival Júnior explicou a opção de escalar um time repleto de reservas em uma partida tão importante para o time no Campeonato Brasileiro. “Nós jogamos com um campo ruim na quinta, fatalmente teremos o mesmo gramado na quarta. Ontem, alguns jogadores me colocaram essa situação, de que estão sentindo. O Palmeiras jogou ontem (sábado). Então, não tive dúvidas (para poupar). É mais do que bom senso e tínhamos que tomar essa decisão em um momento decisivo”, disse o treinador, já ciente de que seu concorrente direto, o São Paulo, havia levado uma goleada do Corinthians e não poderia mais pontuar na rodada.

Mas, o jogo foi quem acabou pagando caro por isso nos primeiros 45 minutos. O Peixe até ditou o ritmo do confronto com o desesperado Corinthians. Os paranaenses, sem poder contar com a força de sua torcida em função de uma punição imposta pelo STJD, passou quase todo o tempo marcando atrás da linha da bola, claramente preocupado em não sair atrás no placar.

Mesmo assim, as duas melhores chances de gol no jogo foram do Coxa. Primeiro, logo aos cinco minutos, quando Henrique Almeida recebeu cruzamento de Carlinhos e bateu de primeira. A bola assustou Vanderlei, mas saiu à direita no goleiro santista.

A outra oportunidade aconteceu só aos 35. Kléber recebeu na entrada da área, de costas para o gol e só rolou para Cáceres, que bateu forte. A bola desviou em Ledesma e fugiu do alcance do camisa 1 alvinegro, que só pôde torcer antes de ver a bola raspar sua trave esquerda.

Lucas Lima, o único titular de linha do Peixe em campo, foi o destaque da equipe. O meia sofreu com a forte marcação, porém, mesmo assim, participou das poucas jogadas que o time criou. Geuvânio também tentou algumas jogadas ao seu estilo, mas, sem sucesso. Para piorar, a chuva arreou forte e dificultou o toque de bola dos santistas em um campo muito molhado.

“O campo é bom, mas está encharcado, choveu muito. Temos que ficar espertos porque pode ser um jogo perigoso. Já estávamos esperando”, comentou o camisa 20 do Santos.

Para a segunda etapa, o Coritiba voltou diferente. Na escalação e na postura. O técnico Pachequinho resolveu se arriscar e colocou o atacante Guilherme Parede no lugar do meio-campista Cáceres. E o time entendeu o recado, partindo para cima do Santos assim que o árbitro reiniciou o confronto no Couto Pereira.

Vanderlei precisou trabalhar em uma tentativa de pressão dos donos da casa, que abusaram das bolas aéreas. Na sequência, ainda aos 3 minutos, Thiago Lopes soltou a bomba de longe e obrigou o goleiro santista a espalmar para longe.

A resposta do Peixe veio aos 8 minutos. Sem conseguir entrar na fechada defesa do Coritiba, Neto Berola também arriscou de fora da área. A bola passou perto, mas o goleiro Wilson só acompanhou a saída da bola.

O jogo ganhou velocidade. Com as duas equipes precisando da vitória e a clara falta de entrosamento do Peixe, a partida ficou aberta, com seguidos contra-ataques. E em uma saída de bola errada dos paulistas, Henrique Almeida quase abriu o placar, mas novamente Vanderlei evitou o gol.

E o gol que estava ficando maduro acabou saindo aos 12 minutos. Thiago Lopes fez jogada individual e entrou no meio da zaga santista. Antes de ser barrado, o jogador encontrou Henrique Almeida livre, quase dentro da pequena área. O centroavante não perdoou e, de perna esquerda, deslocou Vanderlei para abrir o placar e marcar seu 11º gol neste Brasileirão, retificando a posição de artilheiro isolado do Coxa na competição.

O gol deixou o jogo imprevisível. O Santos partiu para o ataque e voltou a assustar em nova finalização de longe. Mas os espaços entre a defesa e o ataque só aumentaram e a defesa do Peixe passou a ter de segurar a equipe Coxa-Branca praticamente no ‘mano a mano’ em todas as jogadas.

Nos minutos finais, o Santos pressionou, chegou a acertar a trave em cabeada de Nilson e viu Wilson salvar o Coxa em duas oportunidades. Desta forma, o árbitro encerrou o jogo e a festa foi mesmo dos donos da casa, que comemoraram muito a saída da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Santos viu o G4 ficar mais longe e caiu para 6º.

Dorival revela pedido de titulares e não joga a toalha na briga pelo G4

O Santos entrou em campo neste domingo ciente dos resultados de seus concorrentes na disputa por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. A derrota do São Paulo deu ao Peixe a chance de retomar seu posto e, consequentemente, deixar o Internacional, que bateu o Grêmio, para trás. Porém, Dorival mandou a campo uma equipe toda reserva, a exceção do goleiro Vanderlei e o meia Lucas Lima. No final, a derrota de 1 a 0 não só evitou que o time entrasse no G4 novamente, como também o fez cair para a 6ª colocação. Por isso, o técnico do Santos teve de explicar sua escolha em Curitiba.

“Com as chuvas que têm caído em Curitiba, seria impossível jogar com a equipe titular. Ontem (sábado), ao fim do treino, os jogadores se reuniram e vieram em direção a nós (comissão técnica). Pediram para que nós modificássemos a equipe por não estarem recuperados. Natural, como teremos um jogo mais físico do que técnico na quarta, porque nosso gramado está muito complicado, eu não poderia tomar outra decisão”, afirmou o treinador.

Lucas Lima, que deixou o campo no segundo tempo depois de correr muito e até se destacar entre os santistas, refutou a possibilidade da pressão em cima do Peixe ter aumentado para as finais da Copa do Brasil depois do tropeço diante do Coxa.

“Não pressiona, não. Já há pressão natural. Estamos focados. O jogo é muito importante, principalmente jogando em casa. Nossa obrigação é essa mesmo e queremos muito ser campeões”, disse o meia.
Dorival inclusive falou sobre a escolha de escalar Lucas Lima entre os titulares e aproveitou para lamentar a lesão de Serginho, que o obrigou a mudar de estratégia ainda no primeiro tempo.

“O Lucas fez a saída para a Seleção Brasileira, atuou pouco, então, ele precisava de um pouco de trabalho. Já era definido que ele jogasse de 60 a 70 minutos, no máximo. Da mesma forma o Victor (Ferraz), já estava tudo programado. Não esperava ter perdido o Serginho naquele momento, tivemos que fazer uma alteração muito precoce e isso ai complicou um pouco daquilo que eu imaginava. Eu tive que inverter as alterações. E eu optei até em função do gol do Coritiba, por uma posição que resguardasse a gente para quarta-feira”, explicou, antes de defender a forma como armou sua equipe para o duelo deste domingo, no Couto Pereira.

“Custou o resultado? Olha, nós jogamos, criamos as melhores oportunidades, tivemos muita posse de bola, procuramos o jogo a todo momento. O Coritiba foi feliz, com dois ou três ataques que conseguiu encaixar e acabou fazendo o gol e nós não tivemos como recuperar”.
Por fim, Dorival Júnior concluiu que não errou em arriscar neste domingo com uma formação alternativa diante de uma equipe que entrou em campo para uma verdadeira final, já que luta contra o rebaixamento. Agora, mesmo faltando apenas duas rodadas, o treinador não joga a toalha.

“Hoje também era uma decisão. Tivemos que fazer uma opção, os próprios jogadores solicitaram. Jogamos quinta em campo sem condições, não recuperaríamos para o jogo de quarta. Então, acredito que a atitude foi correta. Vamos em busca (da vaga no G4) nesses dois jogos dificílimos, mas o Santos estará preparado. Vamos lutar até o último momento. Complicou? Sim, talvez. Não dependemos mais das nossas forças, mas acreditamos que podemos estar ali brigando pela quarta colocação”, encerrou o comandante santista.