Vasco 1 x 0 Santos

Data: 29/11/2015, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 10.614 pagantes
Renda: 478.380,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS).
Cartões amarelos: Rafael Silva e Andrezinho (V); Léo Cittadini e Vanderlei (S).
Gol: Nenê (45-1).

VASCO
Martín Silva; Madson, Rafael Vaz, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho (Guiñazu), Serginho, Andrezinho (Bruno Gallo) e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Rafael Silva).
Técnico: Jorginho

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Werley, Leonardo e Chiquinho; Ledesma (Vitor Bueno), Leandrinho, Léo Cittadini (Lucas Otávio) e Marquinhos (Leandro); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Vasco derrota o Peixe e respira na Série A até o dia 6

O Vasco conseguiu uma suada (e molhada) vitória por 1 a 0 sobre o Santos, neste domingo, em São Januário, em jogo que demorou mais de uma hora para ser iniciado devido ao temporal que caiu sobre a cidade do Rio de Janeiro. Com o resultado, conquistado devido a um gol de pênalti sofrido e convertido pelo meia Nenê, os cariocas conseguem se manter vivos na última rodada, que será disputada no dia 6 de dezembro.

A situação dos cruz-maltinos, no entanto, segue bastante complicada no torneio. O Coritiba, rival da próxima rodada, por exemplo, já não pode mais ser alcançado pela equipe. Com 43 pontos contra 40 dos comandados de Jorginho, os paranaenses têm duas vitórias a mais, inalcançáveis pelo critério de desempate. O Peixe, por sua vez, dá adeus a qualquer chance de G4, ficando a quatro do São Paulo, quarto colocado com 59 pontos.

Na próxima rodada, além de ter de vencer os paranaenses, o Gigante da Colina torce para Avaí e Figueirense não vencerem Corinthians e Fluminense, respectivamente. Os santistas, por sua vez, nem querem saber do duelo ante o Furacão, no mesmo dia na Vila. As atenções estão todas voltadas para a decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Palmeiras, no Palestra Itália.

O jogo

Aos cinco minutos, Daniel Guedes cruzou boa bola na área e Nilson ganhou de Rodrigo, testando no canto de Martín Silva. O uruguaio saltou e foi buscar a bola no canto direito, praticando uma bela defesa. Pouco depois, foi a vez do Vasco ter uma grande chance para chamar de sua. Após escanteio cobrado na área e três toques de cabeça, a bola ficou limpa para Jorge Henrique. No bico da pequena área, ele bateu de esquerda e mandou forte, cruzado. A bola, porém, passou à direita do gol de Vanderlei, para desespero dos vascaínos.

Depois do início equilibrado, os anfitriões conseguiram tomar controle da partida, apostando no embalo da torcida e na falta de entrosamento dos reservas santistas. Comandados por Nenê e Andrezinho, que trabalharam a bola com qualidade no meio-campo, os cariocas criaram chances tanto em chutes de média distância quanto em escapadas de velocidade. Na melhor delas, Riascos recebeu na frente de Vanderlei e tentou encobrir o goleiro, mas a bola saiu lentamente pela linha de fundo.

O volume de jogo, no entanto, indicava que o Vasco não tardaria em conseguir o gol inaugural. E ele veio com um pênalti, já quase no encerramento da etapa. Após bola erguida na área, Nenê conseguiu dominar livre, na lateral da pequena área. Vanderlei deu um carrinho alto para tentar abafar o lance e o meia deu um toque tirando do goleiro. Na sequência, o vascaíno pulou e não foi atingido, mas o árbitro Leandro Vuaden marcou pênalti pela violência da entrada do arqueiro.

Com categoria, o próprio Nenê deslocou o goleiro e mandou no canto direito, explodindo o estádio, àquela altura aflito pela vitória do Coritiba sobre o Palmeiras, que rebaixava o clube mesmo com um empate ante o Peixe. Festa que se estendeu durante todo o intervalo, em clima contagiante.

Toda a empolgação demonstrada, no entanto, não conseguiu ser repetida na etapa final. Mostrando certo cansaço e nervosismo, os jogadores do time da casa recuaram e não conseguiram mais ficar com a bola. Melhor com a entrada do bom Vitor Bueno, o Peixe passou a levar perigo em descidas pela esquerda e, aos 20 minutos, chegou a levar bastante perigo com Leandro, outro que saiu do banco.

Praticamente aceitando que não teria condições de manter o ritmo adotado no primeiro tempo, os anfitriões se dedicaram apenas a gastar o tempo. Cada tiro de meta, lateral ou escanteio demorava a ser batido, principalmente os que estavam a cargo do experiente Nenê.

Auxiliados pela segurança do goleiro Martin Silva, os donos da casa foram bastante efetivos na proposta de jogo, conseguindo afastar todos os lances de perigo do time da Baixada. Dessa forma, restou à torcida apenas contar os minutos até o fim do jogo e celebrar a sobrevida na competição.

Vanderlei contesta pênalti para o Vasco: “Nem ia pegar no Nenê”

O goleiro Vanderlei saiu de campo revoltado com a marcação do pênalti que deu a vitória ao Vasco por 1 a 0 sobre o Santos. Autor do carrinho que resultou na anotação da infração pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden, o arqueiro não se conteve em entrevista concedida ainda no gramado na descida para o intervalo, apenas alguns minutos depois do tento adversário.

“Não preciso nem falar nada do pênalti. Quem for ver a imagem vai poder acompanhar que eu não toquei no Nenê. Ele jogou a bola por cima e pulou. Infelizmente, o (Leandro) Vuaden entrou na dele e marcou”, afirmou o arqueiro, mostrando a mesma indignação ao ser interpelado por uma repórter que questionou se, mesmo não encostando no vascaíno, seu carrinho não tenha sido violento demais.

“Eu ia pegar nele onde? Eu nem ia pegar no Nenê. Quando eu dei o carrinho ele tocou por cima de mim e eu recolhi a perna esquerda para não encostar”, assegurou o jogador do alvinegro praiano, único titular escalado por Dorival Júnior no embate.

Depois do jogo, ele manteve a opinião de que nada havia acontecido, mas reconheceu a inferioridade da equipe em relação aos donos da casa. Agora, ele se junta aos outros titulares, que treinaram neste domingo em Santos, para a preparação visando à decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira, às 22h (de Brasília), contra o Palmeiras, no Palestra Itália.

Dorival defende opção pela Copa do Brasil após perder G4

A derrota dos reservas do Santos por 1 a 0 para o Vasco, em São Januário, neste domingo, pôs fim a qualquer chance do alvinegro de alcançar o G4 do Campeonato Brasileiro, pois o time, com 55 pontos, não pode mais alcançar o São Paulo, quarto colocado com 59. Incomodado com os questionamentos sobre a decisão de priorizar a Copa do Brasil, ele justificou a opção pelo torneio de mata-mata.

“Agora estamos indo para uma segunda partida. Seguramos até onde deu (priorizar alguma das competições). O momento de definição delas aconteceu ao mesmo instante. É impossível se manter nas duas com a mesma intensidade que vínhamos tendo”, revelou o treinador, que terá de esperar mais um dia para se juntar aos titulares, que ficaram treinando em Santos.

O voo de retorno do Rio para São Paulo estava marcado para a noite deste domingo, mas o atraso de cerca de uma hora e 15 minutos no embate contra o Cruz-Maltino fez com que a delegação que viajou à capital fluminense tivesse de dormir lá antes de aparecer no CT Rei Pelé.

Confiante na possibilidade de conquistar mais um título para o Peixe em 2015 e apagar de vez qualquer crítica pela priorização da Copa do Brasil, Dorival fez questão de negar qualquer favoritismo dos seus comandados no duelo marcado para quarta-feira, no Palestra Itália. Como venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro, a equipe joga apenas por um empate.

“É um clássico, duas equipes que fizeram campanhas muito regulares. Fizeram a final do Paulista, brigaram pela vaga na Libertadores e chegaram à final da Copa do Brasil. Fizemos um primeiro jogo muito equilibrado. De 180, saímos de 90 minutos com um resultado positivo. Vamos jogar na casa do Palmeiras, mas o Santos vai estar preparado, vai fazer um grande jogo e eu confio muito nessa garotada”, encerrou.

Jogadores do Santos deixam Brasileiro de lado por “jogo da vida”

O Campeonato Brasileiro já havia deixado de ser prioridade para o Santos, e agora será completamente esquecido. Ainda no gramado de São Januário, após a derrota por 1 a 0 para o Santos, os jogadores mostraram foco total na decisão da Copa do Brasil contra o Palmeiras.

“O sonho de todo jogador é participar de jogos grandes, de finais de campeonato. A gente trabalha muito para isso. Vamos botar o Campeonato Brasileiro de lado para fazer uma grande partida, nosso jogo da vida, do ano. E, se Deus quiser, sair com o título na quarta-feira”, afirmou Vanderlei.

O goleiro foi o único titular escalado para o confronto com o Vasco. Em um time recheado de reservas, até aqueles que não entrarão em campo contra o Palmeiras deixaram São Januário pensando no duelo decisivo. “Agora, é virar a chave e pensar na Copa do Brasil”, disse o beque Leonardo.

O Santos saiu na frente na final, triunfando por 1 a 0 na Vila Belmiro. No Palestra Itália, jogará pelo empate para conquistar o título e poderá apostar na disputa por pênaltis caso seja derrotado por um gol de diferença. Foi justamente nos tiros da marca penal que o time praiano levou o Campeonato Paulista deste ano, em cima do próprio Palmeiras.

“A equipe está preparada para fazer um grande jogo. Estamos muito tranquilos, sabemos da responsabilidade. Podemos fechar o ano com dois títulos, um ano que começamos desacreditados. O grupo deu a volta por cima e está focado para fazer um grande jogo na quarta”, disse o zagueiro Werley.