Santos 5 x 1 Atlético-PR

Data: 06/12/2015, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.836 torcedores
Renda: R$ 124.970,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (PE)
Auxiliares: Sergio Campelo Gomes (MA) e Ubiratan Bruno Viana (RN).
Cartões amarelos: Deivid (A).
Gols: Cleberson (11-1), Geuvânio (13-1), Gabriel (28-1); Gabriel (14-2), Gêuvanio (34-2) e Vitor Bueno (28-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Leonardo), Gustavo Henrique e Zeca; Alison (Fernando Medeiros), Leandrinho, Serginho (Vitor Bueno) e Lucas Lima; Gabriel e Geuvânio.
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-PR
Rodolfo; Eduardo (Barrientos), Vilches, Cleberson e Roberto; Otávio, Deivid, Bruno Pereirinha (Hernane) e Sidcley (Bruno Mota); Crysan e Walter.
Técnico: Cristóvão Borges



Após vice, Santos goleia o Atlético-PR com show dos Meninos da Vila

Em seu 12º jogo seguido debaixo de chuva e novamente com o gramado da Vila Belmiro em péssimas condições, o Santos encerrou o ano com uma goleada arrasadora diante de seu torcedor, depois de ter os sonhos de alcançar o G4 no Campeonato Brasileiro e conquistar a Copa do Brasil frustrados. Com dois gols de Geuvânio, dois de Gabriel (o primeiro deles em posição de impedimento) e um de Vitor Bueno, o Peixe fez 5 a 1, de virada, em cima do Atlético-PR, que chegou a abrir o placar com o zagueiro Cleberson.

O resultado fez com que Dorival Júnior terminasse a temporada com 17 vitórias e apenas um empate no estádio Urbano Caldeira, desde que assumiu a equipe. Já o Furacão vê quebrada a sua série de seis partidas sem perder. Assim, o alvinegro praiano fecha o Brasileirão na 7ª posição, com 58 pontos. Enquanto o rubro-negro paranaense termina em 10º lugar, com 51 pontos.

Agora, as duas equipes entram definitivamente de férias. No Santos, a apresentação está marcada para o dia 6 de janeiro, uma quarta-feira, e a expectativa é saber quantos jogadores deixarão o clube até lá. Muitos devem ser devolvidos de empréstimo ou apenas dispensados com o fim de seus contratos, casos de Werley, Nilson, Marquinhos, Marquinhos Gabriel, Leandro e Chiquinho. Outros, como Gabriel, Geuvânio e Lucas Lima, podem acabar negociados nesta janela de transferências.

O jogo

Quem esperava um jogo arrastado, sem grande interesse dos atletas, foi surpreendido com a partida na Vila Belmiro. Com muitos garotos em campo, já que tanto Santos como Atlético-PR costumam dar muitas oportunidades para jogadores oriundos das categorias de base, o confronto começou quente.

O Furacão deu de ombros para o fato de atuar como visitante e resolveu ditar o início do confronto, quando o Peixe ainda sentia o desentrosamento e tentava arrumar, principalmente, a sua marcação.

E logo aos 11 minutos, o rubro-negro paranaense chegou ao seu gol. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Cleberson subiu sozinho no meio da área e cabeceou para baixo, no canto direito de Vladimir, que nada pôde fazer.

Mas a respostas santista veio apenas dois minutos depois. Gabriel enfiou linda bola para Geuvânio, que furou na cara do goleiro Rodolfo e acabou dando sorte, ficando com o gol vazio para empatar.

O jogo ganhou velocidade e o Santos passou a equilibrar as ações. Mesmo assim, o segundo gol atleticano não saiu porque Crysan perdeu uma oportunidade incrível. Otávio fez linda jogada individual pelo meio e abriu para Walter, que de primeira cruzou na cabeça do centroavante. Cryzan, porém, tirou de mais e a bola saiu pela linha de fundo.

E, como diz o ditado, quem não faz, toma. Aos 28, Geuvânio retribuiu a assistência de Gabriel e, pela ponta direita, fez o passe rasteiro, cruzado, achando o camisa 10 livre na segunda trave para virar o jogo. O atacante santista estava em posição irregular no lance, mas o auxiliar nada marcou e o Peixe tomou a dianteira no placar.

Nos últimos 15 minutos da primeira etapa, o alvinegro praiano jogou mais solto. Lucas Lima e Werley desperdiçaram boas chances de aumentar a vantagem, enquanto Walter foi quem levou mais perigo a Vladimir em chutes de longa distância.

A segunda etapa veio com uma cara diferente. O ímpeto dos dois times ainda era o mesmo, mas agora o Santos é quem ditava o ritmo. Logo aos 3 minutos, Leandrinho puxou contra-ataque e deu lindo passe de trivela para Gabriel, que percebeu o goleiro adiantado e bateu por cobertura. Rodolfo, no entanto, conseguiu se recuperar e evitou um golaço na Vila.

Mas, aos 14 não teve jeito. De tanto pressionar, o Peixe chegou ao terceiro gol. Lucas Lima rolou para Victor Ferraz na direita. O lateral cruzou para trás e, depois de dois desvios, a bola ficou limpa para Gabriel só empurrar para as redes.

Com o jogo definido, Dorival Júnior resolveu dar oportunidade para mais jovens jogadores que aparecem como promessas da base santista. Fernando Medeiros e Vitor Bueno entraram nas vagas de Alison e Serginho, respectivamente.

E a dupla entrou com fome de mostrar serviço. Logo na primeira participação, Fernando Medeiros iniciou a jogada no meio de campo e tocou para Gabriel, que achou Vitor Bueno na área. Gol e goleada do Peixe.

E não parou por ai. O menino Vitor Bueno entrou endiabrado. O garoto, com direito a passe de calcanhar, fez linda tabela com Lucas Lima, foi ao fundo e rolou para Geuvânio marcar o quinto. Show dos ‘Meninos da Vila’, que ainda ouviram os poucos torcedores que compareceram ao estádio gritarem o famoso ‘olé’ e aplaudirem a equipe após o apito final.

Bastidores – Santos TV:

Mordido, Gabriel enaltece o Santos e evita polêmica com palmeirenses

O Santos entrou em campo ainda com o peso de ter perdido a final da Copa do Brasil na última quarta-feira de forma dramática, nos pênaltis. A queda representou o adeus ao sonho de disputar a Libertadores da América de 2016 e ainda rendeu muitas provocações e declarações polêmicas, algumas até ofensivas, dos atletas palmeirenses. Mesmo assim, neste domingo, a equipe de Dorival Júnior deu um show na Vila Belmiro e encerrou o ano com uma vitória por 5 a 1 em cima do Atlético-PR, fechando o Campeonato Brasileiro em 7º lugar.

Tudo isso mexeu com Gabriel, que brilhou em cima do Furacão com dois gols e duas assistências. O camisa 10, sem muitos sorrisos, fez questão de valorizar o clube que defende e explicou o motivo de tanto empenho mesmo sem nada a disputar nesta 38ª rodada.

“Não tem por que não jogar. O que passou, passou. Não tem motivação maior do que jogar no melhor do Brasil. Tri-mundial, Tri-Libertadores, Tri-Paulista, oito Brasileiros. É a nossa alegria jogar futebol e é isso que estamos fazendo”, comentou o camisa 10, sem esconder que a equipe sentiu tudo o que foi dito após a final da Copa do Brasil.

“Cada um fala o que quer. Todo mundo tem boca para falar mesmo. Não tenho o que falar deles (jogadores do Palmeiras). Todo mundo sabe do nosso time, como que é, da nossa amizade”, afirmou, apesar de nitidamente aborrecido, evitando estender as polêmicas.

Agora oficialmente de férias, Gabriel certamente será alvo de muita especulação na janela de transferências que se aproxima. Esta temporada valorizou ainda mais o jogador de 19 anos, que não garante sua permanência no Peixe.

“Deus que sabe”, resumiu, encerrando a entrevista ao Sportv.

Dorival elogia equipe e faz análise positiva da campanha santista

Quem esperava um Santos ainda abatido pela derrota na última quarta viu um time determinado e que goleou o Atlético-PR por 5 a 1 mesmo sem suas grandes estrelas em campo. Gabriel, Geuvânio e Vitor Bueno brilharam e fizeram Dorival Júnior muito feliz no último jogo do ano.

“É prazeroso ver um time com oito garotos iniciando uma partida, mantendo o nível muito parecido com o que o time apresentou lá atrás, com a equipe muito composta. Ver a equipe atuando assim depois de três dias de um revés como aquele (contra o Palmeiras), normal que gerasse uma dúvida. Eu fico satisfeito de ver a busca a todo momento”, comentou o treinador.

Entre tantos jogadores que sequer foram relacionados, o treinador admitiu que Nilson era o único com condições de jogo. Mas, como o jogador não deve ficar para 2016 e a torcida ainda não engoliu o gol perdido pelo centroavante na primeira final contra o Palmeiras, Dorival preferiu preservar o atleta.

“O Ricardo (Oliveira) está com um problema no joelho, não conseguia fazer os movimentos. Marquinhos Gabriel até tentou ir a campo ontem (sábado), mas não conseguia trabalhar com o pé esquerdo, uma pequena contratura. Braz vocês sabem (lesão). Renato vinha com o tornozelo se arrastando nas últimas dez rodadas de uma maneira muito intensa. Thiago Maia foi aquele choque ele teve no jogo com o Palmeiras, que ele teve inclusive que sair da partida. A exceção foi o Nilson. Apenas preservamos ele de uma situação desagradável diante de tudo o que aconteceu na última partida”, explicou o técnico.

A temporada de 2015, então, se encerrou. No Santos, fica um gosto amargo pelo time não ter conquistado o título da Copa do Brasil e também não ter conseguido se manter no G4 do Campeonato Brasileiro. Porém, Dorival Júnior não quer que o time seja refém do próprio sucesso, já que tais objetivos eram impensáveis no primeiro semestre.

“Acho que é uma equipe que há dez meses não tinha perspectiva nenhuma, era uma somatória de incertezas, insegurança. Ninguém sabia o que poderia acontecer. E você finaliza o ano com uma final de Paulista, final de Copa do Brasil e chega brigando por Libertadores via Brasileiro. Acho que foi uma no positivo, ainda que há alguns dias atrás tenhamos perdido o título da Copa do Brasil. Mas, se perdemos é porque a equipe fez por onde, fez por merecer. Detalhes tiraram o título”, finalizou.

Dorival Júnior troca reforços pela manutenção do elenco para 2016

Fim de 2015 e os planos para a próxima temporada já começaram no Santos. Após a perda do título da Copa do Brasil, na quarta, o técnico Dorival Júnior já participou de duas reuniões com a diretoria alvinegra e algumas ações já começaram a ser executadas na prática. Neste domingo, o treinador revelou, sem citar nomes, que já conversou com alguns atletas que não ficaram na Baixada em 2016.

“Isso tudo vai ser muito bem respeitado. São profissionais acima de tudo e que foram importantes em algum momento. Já estamos conversando, alguns jogadores já foram comunicados da posição que tomamos ontem (sábado), já chamei para conversar”, confessou o comandante santista.

Mesmo assim, Dorival Júnior fez questão de ressaltar que seu pedido à diretoria do Peixe é pela manutenção dos principais jogadores da equipe. O técnico reconhece a dificuldade em segurar jogadores que se valorizaram nesta temporada, mas cobra o esforço e abre mão até de reforços.

“Estamos começando a analisar tudo o que vem acontecendo ao longo do ano. Já vínhamos conversando, agora um pouco mais forte, algumas coisas já andando, possíveis chegadas e saídas. Eu gostaria muito que a equipe fosse mantida. Muito mais que contratações, gostaria que o presidente priorizasse a manutenção da equipe para termos um 2016 ainda mais fortes”, afirmou, explicando que gastar com contratações será sua última alternativa.

“Apostas eventuais podem acontecer, uma ou duas posições que não encontrarmos nas categorias de base, ai sim, mas eu gostaria muito que fosse priorizado a permanência desses jogadores”, completou.

O caso de Lucas Lima é o mais emblemático nesta situação. O camisa 20 deixou o gramado da Vila Belmiro neste domingo reconhecendo que pode ter feito sua despedida do clube. O meia não nega o sonho de jogar na Europa, admite ter propostas e deve abrir uma grande lacuna na equipe alvinegra para a próxima temporada.

“Nós conversamos com a grande maioria dos jogadores. Eles sabem o quanto eles são importantes nessa equipe. O Brasil é o único país que você monta uma equipe e de repente perde todo mundo. Sei que devem estar acontecendo propostas, não só pra ele, como para outros, mas nós temos que fazer todas as forças possíveis e imagináveis para manter esse elenco”, avisou Dorival, sonhando com uma temporada positiva para o Peixe.

“Fatalmente, com a manutenção e a vinda de um ou dois, temos a possibilidade de ir para 2016 em igualdade de condições com as grandes equipes do Brasil. Vamos aguardar. É uma pena se isso se confirmar”, encerrou.

Derrota na final ainda repercute no Santos: “não tem como explicar”

O Santos encerrou o ano com uma goleada acachapante em cima do Atlético-PR na tarde deste domingo pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, o assunto Copa do Brasil ainda é o principal tema entre os torcedores e até mesmo dentro do elenco alvinegro. Dorival Júnior busca explicações para uma atuação tão abaixo do que o time vinha apresentado, mas fica sem resposta para o revés diante do Palmeiras no Palestra Itália.

“Só quem jogou bola tem noção do que é e não sabe explicar. Eu senti com 1 minuto de jogo que o jogo seria completamente diferente do que foi na Vila. A bola sai dos nossos pés e de repente, com 15 segundos, o Palmeiras está tendo uma oportunidade de gol. Equilibramos um pouco a partida, mas foi muito pouco para aquilo que vínhamos jogando”, analisou, citando até “os Deuses do futebol”, frase que ganhou fama pela boca de Mano Menezes.

“Estávamos sentindo alguma coisa anormal que estava acontecendo, mas não conseguimos a recuperação, que nos daria a condição real de lutar de igual para igual, como sempre fizemos, mas, de repente, naquela noite os Deuses estavam voltados para o time do Palmeiras e as coisas foram direcionadas a que a própria competição se definisse como acabou acontecendo, mesmo com a campanha maravilhosa que o Santos acabou fazendo”, lamentou.

O técnico santista também sabe que as críticas em cima de sua escolha em colocar apenas reservas na partida contra o Coritiba, quando o Peixe tinha a oportunidade de retomar sua posição no G4 do Campeonato Brasileiro, ainda não foram bem digeridas. Depois disso, o clube se complicou na tabela e também fracassou na tentativa de conquistar uma vaga na Libertadores do ano que vem via Brasileirão.

“Nós trouxemos a equipe titular até quando sentimos que não dava mais, que foi contra o Coritiba. Conversamos com a comissão, diretoria, ouvimos os jogadores. Não abrimos mão do campeonato. Contra o Coritiba, fomos a campo em busca do resultado, fomos até superiores, e, de repetene, você acaba perdendo a decisão da Copa do Brasil”, disse.
“Tudo foi feito pensando no melhor. Com a chegada (da fase final) das duas competições, era impossível que tivéssemos o mesmo rendimento. Muitas finais finais, muito próximo. Isso é um absurdo. Muito mal pensando. Acredito que o Santos sai de 2015 muito feliz com o desempenho”, completou.

E realmente quando teve de optar, o Santos decidiu priorizar a Copa do Brasil, afinal, a competição lhe renderia mais que vaga, e sim um título acompanhado de uma premiação de R$ 4 milhões. Porém, a queda nos pênaltis para o alviverde da Capital frustrou os planos e nitidamente ainda está entalada na garganta dos santistas.

“Se o Santos tivesse jogado dentro de uma normalidade, não tenho dúvidas que o Palmeiras encontraria muito mais dificuldades. Não aconteceu e Palmeiras tornou a situação favorável de crescer dentro da própria partida e, empurrados por 40 mil torcedores, é natural que tivessem competência para resolver o jogo. Não podemos tirar o mérito, mas o Santos não teve uma grande noite”, concluiu o técnico do Peixe.