Vídeos: Gol e melhores momentos

Santos 1 x 0 Água Santa

Data: 12/03/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 16.035 pagantes (18.964 presentes)
Renda: R$ 436.880,00.
Árbitro: Vinicius Furlan
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Patrick André Bardauil
Cartões amarelos: Thiago Maia e Ronaldo (S); Rafael Santiago, André Rocha e Jonathan (AS).
Cartão vermelho: André Rocha (AS).
Gol: Rafael Longuine (29-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia, Rafael Longuine (Ronaldo) e Serginho (Paulinho); Gabriel (Joel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior.

ÁGUA SANTA
Richard; Jonathan, Gustavo, Eli Sabiá e Bruno Ré; André Rocha, Sérgio Manoel, Francisco Alex (Guina) e Éder (Augusto); Rafael Santiago (Rafael Martins) e Everaldo.
Técnico: Márcio Ribeiro



Santos bate o Água Santa e assume a liderança geral do Paulistão

O Santos cumpriu seu dever de casa e superou o Água Santa por 1 a 0 na noite deste sábado, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. A vitória leva o Peixe aos 18 pontos, ainda mais líder do Grupo A, mas também coloca a equipe na ponta geral do Campeonato Paulista. O Corinthians, com 17 pontos, é o único que ainda pode tirar o posto santista, caso vença o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, neste domingo.

Apesar do placar magro e da sorte no único golo marcado, o Santos teve inúmeras chances de gol e poderia ter aplicado uma goleada em cima do time de Diadema, que joga a Série A do Estadual pela primeira vez em sua história. Richard, goleiro que substituiu Roberto, contundido, foi o grande nome do jogo. Ele é o mesmo que, em 2010, pegou três pênaltis santistas na decisão da Copa São Paulo de Futebol Júnior e consagrou o São Paulo como campeão à época.

A polêmica do jogo ficou por conta de um pênalti não marcado pela arbitragem de Vanderlei em cima de Everaldo, no segundo tempo, quando o Peixe já atuava com um homem a mais, depois da expulsão de André Rocha. O resultado mantém o Água Santa com 11 pontos no Grupo D depois do quarto jogo sem vitória.

O jogo

De volta ao Pacaembu e embalado pela vitória no clássico da última semana, o Peixe entrou em campo sem Lucas Lima, mas como o mesmo favoritismo para marcar três pontos em cima do Água Santa. Apesar das duas equipes terem formações parecidas, o alvinegro praiano não se omitiu da responsabilidade de ditou o ritmo do jogo no primeiro tempo.

Com Serginho mais aberto pela ponta esquerda e Rafael Longuine jogando mais centralizado, o Santos tentava chegar ao gol sempre com toques rápidos e abusando das ultrapassagens de Victor Ferraz pela direita. Desta forma, a bola rondou por 20 minutos a área da equipe de Diadema, que se segurava como podia.

Aos 23, o grito de gol dos santistas nas arquibancadas ficou entalado. Thiago Maia abriu pela esquerda e cruzou no pé de Gabriel, que bateu de primeira e acertou a trave. A resposta do Água Santa veio logo aos 25. O camisa 10 do Peixe tentou cavar uma falta e acabou dando contra-ataque para o adversário. André Rocha fez a jogada e serviu Everaldo, livre dentro da área. O artilheiro bateu, mas Gustavo Henrique salvou o Santos.

O Santos já fazia por merecer um gol no Pacaembu, mas contou com a sorte para abrir o placar. Victor Ferraz, Gabriel e Longuine tabelaram bonito e, quando o meia bateu cruzado para a área, a bola desviou em Eli Sabiá e entrou. Apesar disso, o árbitro deu gol para o substituto de Lucas Lima neste sábado.

A partir dai, o Peixe exerceu uma pressão absurda sobre o Água Santa, que mal conseguia sair de dentro da sua própria área. Foi quando apareceu Richard, goleiro reserva da equipe, já que Roberto está contundido. Rafael Longuine, Serginho e Gustavo Henrique só não ampliaram a vitória antes do término da primeira etapa porque o arqueiro realizou três defesas importantíssimas.

A segunda etapa começou agitada. Logo aos 3 minutos, Richard já teve de trabalhar novamente depois de cabeçada de Renato. O Água Santa respondeu com dois chutes de fora da área de Rafael Santiago. Nas duas oportunidades, Vanderlei mandou a bola para escanteio.

Aos 10 minutos, o primeiro lance que gerou muita reclamação por parte dos jogadores do Água Santa. André Rocha parou Rafael Longuine com falta, no meio campo, e, como já tinha amarelo, foi expulso pelo árbitro Vinicius Furlan.

Mesmo com um jogador a menos, o Água Santa não deixou de tentar atacar e, em contra-ataque fulminante, Guina serviu Everaldo, que entrou na área em velocidade. Vanderlei saiu do gol e, ao invés de pegar a bola, preferiu fazer a proteção e ganhar o tiro de meta, mas acabou acetando o atacante na barriga. Pênalti não marcado por Vinicius Furlan, para a revolta do Água Santa.

Apesar de ter a vantagem numérica em campo, o Santos não conseguia jogar com tranquilidade e passou a errar muitos passes, irritando o técnico Dorival Júnior, que já se preocupava com a vitória magra.

E para desespero do treinador, aos 34 minutos, Paulinho, que entrou na vaga de Serginho, arriscou de fora da área e acabou acertando as duas traves do goleiro Richard. Lance incrível no Pacaembu.

Na sequência, Ricardo Oliveira ficou livre, dentro da área e bateu no canto. E mais uma vez Richard fez milagre, evitando o segundo gol do Peixe. Depois das broncas de Dorival, o Santos pressionava e se impunha no jogo, mas o gol não saiu e o Peixe ficou mesmo com a vitória por 1 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Dorival quer usar primeiro tempo contra o Água Santa como referência

O Santos deu mostras de que golearia o Água Santa na noite deste sábado, no Pacaembu. A equipe criou inúmeras oportunidades de marcar, mas acabou vencendo o inspirado goleiro Richard apenas uma única vez e, mesmo assim, contando com a sorte, já que o chute de Rafael Longuine, que sequer iria para o gol, desviou em Eli Sabiá e balançou as redes.

“Nós tivemos, sim, uma diferença. Um primeiro tempo intenso, criando inúmeras oportunidades, jogando com um toque só na bola. Isso tem que ser o nosso referencial. O futebol praticado na primeira etapa é que tem que servir como referência. No segundo tempo não fomos tão bem. Estamos buscando esse melhor momento e que façamos uma partida assim por completo”, analisou Dorival Júnior, em entrevista coletiva após a partida.

“A preocupação é no sentido de não criar. As definições, teremos um dia como hoje, mas só de ter criado na intensidade como criamos, já é altamente positivo. Vamos lembra que dificilmente o Santos não marca gol ou gols em uma partida”, lembrou o técnico.

Na segunda etapa, mesmo com um homem a mais desde os 10 minutos, o Peixe abusou dos erros de passe e teve sua melhor chance em um chute de longe de Paulinho em que a bola acabou batendo nas duas traves e não entrou. Mas, o Água Santa incomodou e por pouco não chegou ao empate.

“Nós não soubemos usar a superioridade, porque trabalhamos muito pouco a bola de um lado para o outro. Eles foram muito bem e nos colocaram em perigo muito grande. Talvez, mais do que na primeira etapa. A puxada de contra-ataque, criando alguns problemas. Nós criamos um problema para nós mesmos”, concluiu Dorival.

Líder do Grupo A e da classificação geral do Campeonato Paulista com 18 pontos, o alvinegro praiano volta a campo nesta terça, contra o XV de Piracicaba, em duelo antecipado da 11ª rodada.

Gabriel se diz feliz por jogar sem dor: “Estava tomando injeções”

O atacante Gabriel mais uma vez foi titular do Peixe neste sábado e participou da vitória por 1 a 0 em cima do Água Santa, no Pacaembu. Apesar de não ter marcado gol, o camisa 10 comemorou, depois do jogo, o fato de ter jogado sem dores, o que apesar de ser comum na vida de qualquer atleta, vinha incomodando o atacante de 19 anos.

“Nosso time vem jogando muito bem, vem crescendo. Eu estava me sentido muito bem. Primeiro jogo sem dor. Estava sentindo dores muito fortes (em outros jogos). Fiquei contente pelo jogo. 1 a 0 foi pouco”, disse o santista, revelando uma situação individual crítica e desconhecida até então pela imprensa.

“Eu vinha jogando com injeção, remédios… e jogar sem dor é muito bom. Dor a gente tem sempre, mas estava me incomodando bastante”, explicou, sem revelar o local do problema, aparentemente, resolvido agora. “Não precisa falar, não. O importante é ressaltar a vitória do time. Estou cada vez mais confortável”, despistou.

Depois de marcar quatro gols e arrancar na temporada como o destaque o Santos, Gabriel passou em branco nos últimos cinco jogos. Neste sábado, voltou a ser substituído por Dorival Júnior na segunda etapa, em um momento apagado de sua atuação. O jogador, no entanto, garante que tudo faz parte de sua função tática na equipe.

“Às vezes a torcida espera gols e dribles, mas a gente tem que jogar pelo time, marcar um pouco mais. O mais importante é se doar para o time. Hoje, apareci mais na frente. Contra o Corinthians, marquei mais”, comentou o jovem atacante, que dia 21 se apresenta à Seleção olímpica.

Apesar de tabela favorável, Dorival tenta diminuir pressão por título

Depois da vitória sobre o Água Santa por 1 a 0, o Santos assumiu de forma provisória a liderança geral do Campeonato Paulista com 18 pontos em nove jogos. O torcedor, que viu a equipe chegar à final do Estadual nas últimas sete edições e levar quatro títulos, não esconde o otimismo, enquanto Corinthians, São Paulo e Palmeiras dão prioridade à disputa da Copa Libertadores da América. Dorival Júnior, no entanto, garante que não vê o Peixe com uma responsabilidade maior na competição pelo fato do clube ter apenas o Paulista como foco principal.

“Não. De maneira nenhuma. Até porque a Copa do Brasil começa agora também e nós jogaremos assim como eles estão jogando a Libertadores. Não existe uma responsabilidade maior. Não tenho dúvida que assim que as coisas apertarem um pouquinho os times que estão na Libertadores voltarão suas atenções para o Paulista”, retrucou o treinador.

O Santos, diferente de seus rivais, também pelo fato de estar de fora da Libertadores deste ano, terá de entrar na Copa do Brasil desde sua primeira fase. E a estreia está marcada para o dia 21 de abril, contra o Santos do Amapá, no estádio Zerão. E a tendência é que o time da Vila Belmiro viaje apenas com os reservas, já que o duelo acontece exatamente entre as quartas de finais e as semifinais do Paulista, marcadas para os dias 17 e 24 de abril.

“Não tenho dúvida que as coisas estarão mais equilibradas em termos de atenção. Nós ainda não iniciamos, mas daqui a pouco estaremos iniciando (uma competição paralela) no momento que a fase do Paulista estará afunilando”, lembrou Dorival.

Mas, mesmo com o técnico santista tentando colocar sua equipe em condições de igualdade em relação aos rivais da Capital, o Santos, que até agora conseguiu colocar seus titulares em todos os jogos do Paulista justamente em função de ter um período maior na preparação, fará no máximo duas partidas pela Copa do Brasil em meio ao torneio regional.

Caso não supere o xará do Amapá por dois gols de diferença dia 21 de abril, o duelo de volta está previsto para acontecer dia 28. E, como a segunda fase da competição nacional não tem datas definidas, estes seriam os únicos dois jogos do Peixe fora do Paulistão, que conhecerá seu campeão dia 8 de maio.