Capivariano 3 x 5 Santos

Data: 03/04/2016, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 14ª rodada (penúltima)
Local: Arena Capivari, em Capivari, SP.
Público: 2.541 pagantes
Renda: R$ 87.990,00
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Auxiliares: Fabricio Porfirio de Moura e Ricardo Pavanelli Lanutto
Cartões amarelos: Wigor e Jácio (C); Vanderlei, Elano, Thiago Maia, Gabriel, Gustavo Henrique e Vitor Bueno (S).
Gols: Bruno Maia (22-1), Fabrício Lusa (26-1, contra), Ricardo Oliveira (30-1) e Bruno Maia (47-1); Ricardo Oliveira (13-2), Vitor Bueno (22-2), Gabriel (43-2) e Kleiton Domingues (47-2).

CAPIVARIANO
Cléber Alves; Maguinho, Leandro Silva, Bruno Maia e Vicente (Chico); Fabrício Lusa (Kleiton Domingues), Wigor, Jácio e Alex Barros; Rodolfo e Alex (Jeam).
Técnico: Roberto Fernandes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Rafael Longuine (Lucas Crispim), Thiago Maia e Lucas Lima (Elano); Paulinho (Gabriel), Vitor Bueno e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Peixe marca dois golaços, faz 5 no Capivariano e assegura liderança

O Santos conquistou uma expressiva vitória por 5 a 3 sobre o Capivariano na noite deste domingo e assegurou a liderança do Grupo A do Campeonato Paulista. Jogando na casa do adversário, o Peixe não precisou estar nos seus melhores dias para marcar dois golaços e construir um placar elástico no segundo tempo. Os gols foram marcados por Ricardo Oliveira, duas vezes, Vitor Bueno, Gabriel e Fabrício Lusa, contra. O Capivariano descontou com Bruno Maia, duas vezes, e Kleiton Domingues, no último lance do jogo.

Com 29 pontos conquistados, o Peixe já não pode mais ser alcançado pelo São Bento, vice-líder com 24. Dessa forma, assegura o mando de campo nas quartas de final do Estadual contra o próprio time de Sorocaba. Os interioranos, por sua vez, perderam outra e já confirmaram seu descenso para a segunda divisão.

Na última rodada, os comandados de Dorival Júnior finalizam a preparação para as quartas de final contra o Audax, na Vila Belmiro, enquanto o rebaixado time de Capivari fecha sua passagem pela Série A1 diante do Botafogo-SP, fora de casa.

O jogo

Muito melhor tecnicamente, o Peixe não demorou a tomar as rédeas da partida, apostando na rapidez de Paulinho pela direita e na técnica de Vitor Bueno. Lucas Lima, marcado individualmente por Maguinho, abriu espaço para os companheiros jogarem e praticamente não encostou na bola, mas fez o bastante ao dar a liberdade aos armadores. Faltavam, porém, uma contundência maior na finalização.

Mesmo com o domínio inicial, o Santos já mostrou desde o começo falhas na defesa. Deixando espaço para Rodolfo criar, o Peixe viu os donos da casa chegarem com perigo e, em falha de marcação, inaugurarem o marcador. Gustavo Henrique perdeu a marcação de Bruno Maia e viu o defensor adversário cabecear no contrapé de Vanderlei, que nada pôde fazer.

Acordado pela desvantagem, o time visitante passou a rodar mais a bola e quase que naturalmente chegou à virada. Primeiro, Paulinho recebeu pela direita, encarou a marcação do adversário e cruzou rasteiro. A bola desviou na zaga, Longuine não alcançou e Fabrício Lusa, na segunda trave, se atrapalhou todo, tocando para o próprio gol.

Depois, uma pintura com a assinatura de centroavante da Seleção Brasileira. Ricardo Oliveira movimentou-se bem e Longuine descolou bom lançamento para o camisa 9, que saiu cara a cara com o goleiro. Após dominar com um toque de cabeça, Oliveira observou a saída do goleiro Cléber Alves e aplicou um belo chapéu, empurrando para o gol vazio na sequência.

Ainda que sobrasse na frente, o Santos continuou dando brechas na defesa, principalmente com a má performance de Gustavo Henrique. O zagueiro saiu jogando mal e só não viu o Capivariano empatar porque o árbitro assinalou impedimento inexistente de Alex. O próprio Gustavo dava condições ao avante adversário. Ainda assim, em lance de diversos erros, a bola foi lançada na área do Peixe, Zeca não conseguiu cortar e, após chute cruzado de Jácio, Bruno Maia apareceu para igualar tudo antes do intervalo.

Pressionado a jogar para assegurar de vez a primeira posição da sua chave, o Peixe não demorou a reconquistar a vantagem. Longuine deu mais uma boa enfiada de bola no campo de ataque, Vitor Bueno dividiu com o goleiro e a bola ficou com Ricardo Oliveira. Mostrando calma, o centroavante só tocou a bola para as redes, conseguindo acertar um pequeno espaço entre dois defensores que se posicionaram embaixo da trave.

Depois disso, já praticamente esgotado devido ao forte ritmo do primeiro tempo, o Capivariano foi presa ainda mais fácil. Sem conseguir atacar, viu o Peixe selar a goleada com um lindo gol de Vitor Bueno e outro de Gabriel. Enquanto Bueno deu um “rolinho” em Vicente e, ao invadir área, tocou por cobertura, Gabriel aproveitou passe do próprio companheiro, já nos acréscimos, para bater de direita e deixar o seu. No último lance, Kleiton Domingues aproveitou rebote para dar números finais ao jogo.

Santos força cartões e Gabriel brinca: “Estava quase pedindo para levar o amarelo”

Os jogadores pendurados do Santos entraram em campo na noite deste domingo com o objetivo de “zerar” os cartões amarelos para a fase final do Campeonato Paulista. Com o duelo já resolvido, passaram a fazer um “rodízio” na cobrança de faltas no campo de defesa, sempre demorando até o juiz dar um cartão amarelo. Thiago Maia e Elano utilizaram-se do artifício, e Gabriel estava prestes a fazer o mesmo. Uma reclamação, no entanto foi o bastante para levar a advertência.

“Pô, eu estava quase pedindo para entrar ali no rodízio porque ele não me dava cartão de jeito nenhum (risos). Sou bem calmo no jogo, tentei dar umas reclamadas, mas não estava acontecendo. Aí eu dei uma esbravejada mais forte ali no final e ele me deu o cartão”, brincou o atacante santista, que, assim como o volante, o meia, e o zagueiro Gustavo Henrique, não poderá encarar o Audax, na última rodada, na Vila Belmiro.

Único a não precisar de uma certa ajuda do juiz para receber o amarelo, Gustavo levou o cartão ao parar contra-ataque do Capivariano, também no segundo tempo. Questionado sobre a necessidade de forçar as suspensões antes das quartas de final da competição, o técnico Dorival Júnior defendeu a atitude dos atletas.

“Acabou acontecendo. É um risco muito grande, mas temos uma fase decisiva e não podemos dar bobeira em razão de cartões. É natural. É uma fase difícil, os cartões somados podiam tirar alguns jogadores em uma situação ou outra e agora eu espero poder contar com todos”, afirmou o comandante, alegando não ver qualquer problema na medida. “Acho que nós temos que nos preocupar com a nossa equipe, com o que é melhor para o Santos”, completou.

Sem diversos nomes que costumam ser titulares, Dorival terá a semana toda para montar a equipe que encara o Audax. Na zaga, o mais provável é que Lucas Veríssimo jogue. No meio, Renato deve voltar de lesão, enquanto Paulinho fica no ataque sem Gabriel. Elano é reserva do time.

Bueno lembra videogame e Oliveira minimiza golaço “É minha função”

Autores de golaços na vitória do Santos por 5 a 3 sobre o Capivariano, na noite deste domingo, os atacantes Vitor Bueno e Ricardo Oliveira tiveram reações diferentes ao comentar os tentos. Enquanto o garoto de 21 anos citou sua performance no videogame para explicar o toque por cobertura, o centroavante da Seleção Brasileira preferiu não se empolgar com o chapéu no goleiro.

“Foi um lance de naturalidade. Vi o goleiro adiantado e conclui muito bem. Jogo muito videogame e me inspirei nele. Usei o “L1 quadrado””, comentou Bueno, citando um tradicional “game” de futebol. No controle, a combinação do botão “L1” com o botão “quadrado” faz com que o atleta comandado pelo usuário dê um chute por cobertura.

“A gente está em campo para ser decisivo, a função do centroavante é essa. Meus companheiros trabalham tentando fazer com uqe a bola chegue em mim. Tive a oportunidade de colaborar fazendo dois gols”, analisou Oliveira, fazendo uma ressalva após o time ir para o intervalo empatando por 2 a 2. “No primeiro tempo, erramos um pouco, mas, no segundo, melhoramos e selamos a vitória. Nossa missão primordial é vencer as partidas”, analisou.

O camisa 9, que comemorou 550 jogos na carreira aos 35 anos de idade, também comentou sobre sua permanência na equipe após a proposta de ir ao futebol chinês negada pelo Peixe. Para ele, a decisão que o Alvinegro Praiano tomou acabou sendo acertada no final.

“Nem nos meus melhores sonhos eu tinha imaginado isso, chegar aos 550 jogos em um time dessa grandeza. Fico grato pelo Santos, que me deu essa oportunidade novamente, de voltar a vestir essa camisa. Agradeço muito”, concluiu.