Santos 2 x 2 Palmeiras – 3 x 2 nos pênaltis

Data: 24/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.690 pagantes
Renda: R$ 688.235,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Elano e Gabriel (S); Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins e Matheus Sales (P).
Cartão vermelho: Cuca (P).
Gols: Gabriel (39-1); Gabriel (28-2), Rafael Marques (42-2) e Rafael Marques (43-2).
Pênaltis: SANTOS: Converteram: David Braz, Zeca, Victor Ferraz. Desperdiçou: Lucas Lima.
PALMEIRAS: Converteram: Claiton Xavier, Jean. Desperdiçaram: Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Gabriel (Alison) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho (Claiton Xavier); Roger Guedes, Gabriel Jesus (Lucas Barrios) e Alecsandro (Rafael Marques).
Técnico: Cuca



Palmeiras arranca empate heroico, mas Peixe vai à final nos pênaltis

Com a Vila Belmiro 100% alvinegra e com recorde de público e renda, já que a torcida palmeirense não pôde incentivar seu time na semifinal deste domingo por causa da nova norma imposta pela Secretaria de Segurança do Estado, o Santos chegou a sua oitava final de Campeonato Paulista de forma consecutiva ao eliminar o Palmeiras.

Assim como nas decisões do Estadual e da Copa do Brasil em 2015, o confronto entre os dois rivais novamente foi definido nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Lucas Lima desperdiçou, mas o Verdão viu Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass errarem suas cobranças.

Gabriel foi o nome do jogo para o Peixe com dois gols, um em cada tempo, mas Lucas Lima também se destacou com uma grande partida, participando das jogadas dos dois gols. Ricardo Oliveira, sempre alvo de muita provocação, pouco apareceu. Por outro lado, o time de Cuca pagou caro pelas desatenções de Matheus Sales no clássico e pela má partida do volante Gabriel. Rafael Marques, no entanto, entrou no fim para marcar duas vezes em dois minutos e decretar o empate no tempo normal de forma heroica.

Agora, o Peixe encara o Osasco Audax, que também eliminou o Corinthians nos pênaltis, na grande final. Diferente das fases anteriores, o campeão será definido em duas partidas. O time do presidente Vampeta tem o mando no próximo domingo e o segundo jogo acontecerá no fim se semana seguinte, na Vila Belmiro, a não ser que a diretoria queira transferir o jogo para outra praça, como o Pacaembu.

Com a derrota, o Palmeiras ficará pelo menos 20 dias sem entrar campo, já que sua próxima partida está marcada apenas para o dia 15 de maio, um domingo, contra o Atlético-PR, no Palestra Itália, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, antes de iniciar a briga pelo título Paulista, a equipe de Dorival Júnior recebe o Santos-AP, na quinta-feira, pelo segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo

Com toda a Vila Belmiro a seu favor, o Santos iniciou o clássico como se esperava, partindo para cima e ditando o ritmo do jogo. O Palmeiras demorou para acertar a marcação de seus meio-campistas e, por isso, sofreu muita pressão até os 30 minutos.

E logo na primeira jogada de perigo teve polêmica. Vitor Bueno pegou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola explodiu no braço de Roger Guedes, mas o árbitro entendeu como lance involuntário pelo braço do jogador estar colado ao corpo e nada marcou, apesar de muita reclamação dos santistas.

Aos 9 minutos, Lucas Lima cobrou falta venenosa, rasteira, e Fernando Prass espalmou no susto. Dois minutos depois, Gabriel ficou em ótimas condições, de novo nas costas de Egídio, mas preferiu chutar a tocar para Vitor Bueno ou Ricardo Oliveira, que estavam livres, e desperdiçou outra chance.

Em seguida, nova polêmica. Lucas Lima entrou na área e cruzou. Fernando Prass cortou, mas a bola ficou viva. Gustavo Henrique cabeceou para o gol, mas Thiago Martins salvou. Na jogada, porém, Vitor Hugo acertou um chute na cabeça do zagueiro do Peixe, que foi a nocaute. Outro pênalti muito questionado pelos mandantes e não marcado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Logo depois de Fernando Prass defender outra finalização do camisa 20 do Santos, o palmeiras chegou pela primeira vez com um chute fraco, defendido sem dificuldades por Vanderlei aos 25 minutos. Foi o último lance de destaque antes da parada para hidratação dos atletas devido a alta temperatura na Baixada.

No retorno, o Verdão, mesmo sem o apoio de sua torcida na Vila Belmiro, assustou. Roger Guedes fez fila. Passou por Zeca, Thiago Maia e Gustavo Henrique antes de chutar forte, no meio do gol, para grande defesa de Vanderlei. Mas, quando o Palmeiras parecia equilibrar o jogo, Matheus Sales cochilou e perdeu a bola no meio de campo. Lucas Lima arrancou com ela e enfiou para Gabriel, na direita. O camisa 10 limpou a jogada duas vezes, tirando Egídio e Vitor Hugo do lance, antes de finalizar no canto rasteiro de Fernando Prass para abrir o placar e dar a vantagem ao Santos antes do intervalo.

Precisando de pelo menos um gol para levar a definição da vaga na final aos pênaltis, o Palmeiras voltou buscando mais o ataque. Em boa trama entre Alecsandro e Roger Guedes, a bola foi cruzada pelo chão, com perigo, e David Braz cortou providencialmente, já dentro da pequena área. Dois minutos depois, Gabriel ficou de frente para o gol e, apesar da distância, Gabriel Jesus arriscou. Vanderlei pegou em dois tempos.

O Santos, aos poucos, foi ganhando campo e equilibrando as ações. Liderado por um inspirado Lucas Lima, o Peixe avançou a marcação e empurrou o Palmeiras para dentro de seu campo. Cuca então agiu. Sacou Robinho e Alecsandro para colocar Claiton Xavier e Rafael Marques.

E sem qualquer interferência das substituições, o Palmeiras lamentou logo em seguida, aos 16 minutos, uma chance incrível de gol desperdiçada por Gabriel Jesus. O jovem atacante roubou a bola de David Braz e partiu sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, foi traído pelo quique da bola e isolou, para alívio dos santistas.

O lance deixou a Vila Belmiro apreensiva e mais silenciosa. O time alvinegro pareceu ter sentido o momento também e já não conseguia mais manter o ritmo, com o Palmeiras, por outro lado, cada vez mais audacioso em busca do gol de empate.

E novamente quando alviverde parecia melhor em campo, o Santos foi às redes. Já sem a mesma intensidade, o Peixe voltou a aproveitar uma vacilo de Matheus Sales para tomar a bola e partir para o contra-ataque. Zeca infiltrou na área pela esquerda, recebeu de Lucas Lima e deixou o volante palmeirense Gabriel no chão antes de rolar para o outro Gabriel, seu companheiro, que bateu de primeira e ampliou a vantagem do Santos: 2 a 0.

Partindo para o tudo ou nada, Cuca mandou Lucas Barrios para o jogo na vaga de Gabriel Jesus. Dorival então sacou Thiago Maia e Gabriel, muito aplaudido, para colocar Léo Cittadini e Alison. A esta altura, o Santos já administrava o resultado diante de um Palmeiras nitidamente cansado e sem forças para reagir.

E quando a torcida santista já alternava entre gritos de “eliminado” e “olé”, Rafael Marques brilhou de forma inesperada. Primeiro, aos 42, venceu divida com os zagueiros adversários e bateu para o gol para descontar e colocar fogo no jogo. No lance seguinte, um minuto depois, subiu mais alto que a zaga alvinegra para aproveitar cruzamento de Claiton Xavier e empatar o clássico.

Nos minutos finais, até os acréscimos, o Palmeiras seguiu martelando em busca de uma virada heroica. O Santos sentiu o golpe, tanto dentro quanto fora de campo, nas arquibancadas. Mas, de forma emocionante, o jogo foi encerrado com o empate por 2 a 2 e pela terceira vez seguida uma decisão entre os dois rivais teve de ser decidida nos pênaltis.

Pênaltis

O Palmeiras começou batendo com Claiton Xavier, que marcou com segurança. Na sequência, Lucas Lima parou em Fernando Prass. Mas Barrios também perdeu, em boa defesa de Vanderlei, que encaixou. David Braz, Jean e Zeca converteram os seus, até Vanderlei pegar o de Rafael Marques. Ai, Victor Ferraz marcou o seu e Fernando Prass acabou como vilão ao isolar a sua cobrança.

Assim, o Palmeiras voltou a cair diante do Santos em cobrança de pênaltis na Vila Belmiro, assim como no Paulistão do ano passado. Enquanto isso, o Peixe vai para sua oitava final seguida de Estadual.

Bastidores – Santos TV:

David Braz chora e Vanderlei destaca calma em vitória nos pênaltis

Santos e Palmeiras mais uma vez proporcionaram um jogo recheado de emoção, drama e luta. Neste domingo, na Vila Belmiro tomada por santistas, já que o clássico foi o primeiro com torcida única no Estado, depois de um empate normal por 2 a 2, o Peixe avançou à final depois de uma vitória por 3 a 2 nas penalidades. Agora, a equipe de Dorival Júnior encara o Osasco Audax na grande decisão.

“Muita emoção”, comentou David Braz, chorando de emoção logo após a definição do jogo. “Foi o jogo mais desgastante que já joguei. Corremos o máximo para dar a vitória ao torcedor que ajudou bastante, mas duas bobeiras nossas tomamos os gols. Seria uma injustiça grande não ir para a final. Toda honra e glória para Jesus Cristo, que viu nossas lutas. Todos viram que poderíamos chegar de novo à final do Paulista”, disse o zagueiro, que ficou quase quatro meses parado por causa de uma lesão sofrida na final da Copa do Brasil.

Nas cobranças de pênaltis, quando todos olhavam para Fernando Prass, Vanderlei foi quem se destacou ao defender as cobranças de Barrios e Rafael Marques, quanto seu companheiro de posição pegou apenas o chute de Lucas Lima e depois isolou a cobrança deu números finais à disputa.
“Estávamos com o jogo ganho e demos dois vacilos que o Palmeiras aproveitou. Mas a gente sabia que conseguiria essa vitória. Tenho um jeito discreto, procuro ser calmo e passar tranquilidade aos companheiros”, explicou o camisa 1 do Peixe, sempre muito sereno, até mesmo depois de um clássico eletrizante.

Dorival vê justiça, explica substituição e mostra raiva de pênaltis

Dorival Júnior demorou um pouco mais do que o habitual para dar sua entrevista coletiva depois da vitória por 3 a 2 nos pênaltis sobre o Palmeiras, após um empate por 2 a 2 no tempo normal, neste domingo. Com o semblante acelerado, logo depois de sair dos vestiários, o técnico foi logo perguntado sobre a reação palmeirense ter alguma relação com a troca de Gabriel por Alison quando o jogo parecia decidido.

“Sinceramente, não. O Alison entrou em uma função e abrimos o Lucas Lima, e colocamos o Cittadini para a função do Lucas Lima. Se fosse o caso do Palmeiras nos envolvendo eu daria a mão à palmatória. Mas foi uma jogada de dividida e na sequência teve uma bola na área em que o citado Alison nem participou”, explicou, deixando claro que, na sua visão, o Palmeiras não merecia a vaga à final do Campeonato Paulista.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não saísse com a classificação. Sou muito sincero. São circunstâncias de uma partida, que acontece em qualquer partida, mas, o modo como a partida vinha sendo conduzida… A não ser dois momentos, um dos Roger Guedes e outro de uma falha na saída, com o Gabriel Jesus. Não vejo nenhuma relação com a substituição”, completou.

O treinador admitiu que sua equipe sentiu o primeiro gol e acabou não desempenhando em campo aquilo que ele havia planejado com as substituições. Mas, nem por isso, criticou qualquer jogador e preferiu culpar apenas a dramaticidade que o esporte pode proporcionar.

“Era o momento de aproveitarmos os espaços do Palmeiras. Nós tínhamos tudo para que pudéssemos ter um final de partida mais tranquilo, mas é futebol. Futebol acontece de tudo e quando você menos espera. Seria uma derrota muito grande se o Santos não saísse classificado daqui hoje pelo que jogou, pelo que produziu durante os 90 minutos”, ressaltou.

Nem mesmo os gritos de “eliminado” que os santistas já ecoavam das arquibancadas ou os inúmeros “olés” a cada toque na bola, que sempre irritam a equipe adversária, mexeram ou mudaram a atitude dos jogadores, garante Dorival.

“Não senti isso dentro de campo. Estávamos equilibrados. Não nos encolhemos. Nós não recolhemos a marcação. Continuamos a marcação como fizemos no jogo todo. Tirar lição é natural, no futebol você tem de estar atendo, mas não percebi contagio da arquibancada”.

Nos pênaltis, o Santos começou errando com Lucas Lima, mas viu David Braz, Zeca e Victor converterem suas cobranças, enquanto Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass desperdiçaram para os palmeirenses. Para Dorival, este é um momento difícil de se explicar.

“É um pouco de tudo. É emocional, é equilíbrio, sorte, estar treinado. Às vezes um grande batedor falha e um batedor que não esteja passando confiança nos treinos, faça. Para quem está ali dentro é a pior coisa que existe. Uma obrigação e, queira ou não, penaliza qualquer profissional”, comentou, claramente incomodado com a forma tradicional utilizada para desempate de um jogo.

“A cada ano a gente vai acompanhando, vivendo várias decisões e a gente nunca aprende com pênaltis. Não existe preparação adequada. Não tem como saber se seu time vai vencer, se está preparado. Para mim, continua sendo uma grande loteria”, esbravejou, contrariado.

Santos de Dorival iguala recorde da Era Pelé e amplia invencibilidade

A vitória nos pênaltis em cima do Palmeiras depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal fez com que a equipe comandada por Dorival Júnior alcançasse uma marca histórica. Desde a Era Pelé o Peixe não chegava a oito finais seguidas no Campeonato Paulista, feito igualado na tarde/noite deste domingo, na Vila Belmiro.

A atual sequência começa em 2009, quando o alvinegro praiano ficou com o vice diante do Corinthians. Em seguida, veio o Tri em 2010, 2011 e 2012, frente a Santo André, Corinthians e Guarani. Em 2013, nova derrota para o Corinthians e em 2014 outro vice, dessa vez diante do Ituano, até o título no ano passado, sobre o Palmeiras.

Vale destacar que o Santos também ficou com a taça nas disputadas de 2006 (contra a Portuguesa) e 2007 (contra o São Caetano), e só teve sua sequência de finais interrompida por Palmeiras e Ponte Preta, que decidiram o Paulista de 2008.

Apenas Pelé e companhia haviam conseguido chegar a oito finais consecutivas. Entre 1955 e 1962, o Rei do Futebol comandou o time da Vila Belmiro em uma soberania que, naquela época, se estendia também de forma nacional.

Outra marca significativa do atual Santos é número de jogos sem derrota em seu estádio. Com o empate por 2 a 2 neste domingo, o time chegou a 26 partidas de invencibilidade, com 22 vitórias e 4 empates. No Paulista, o Peixe não perde desde 3 de abril de 2011, quando o Palmeiras venceu por 1 a 0. São quase cinco anos sem sofrer qualquer revés na Baixada pelo Estadual.

No geral, a invencibilidade chega a quase 9 meses. A última derrota na Vila aconteceu dia 5 de julho, 3 a 1 para o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. No jogo seguinte, Dorival Júnior assumiu o time no lugar de Marcelo Fernandes e, desde então, o Santos nunca mais perdeu como mandante, em Santos.

Lucas Lima volta a cutucar Palmeiras após vaga no Paulista

Titular durante os 90 minutos no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, no tempo regulamentar, Lucas Lima se soltou na internet depois de o Peixe levar a melhor nos pênaltis.

Assim como já havia feito há algumas semanas, quando o Verdão caiu na Libertadores em razão de uma combinação desfavorável de resultados, Lucas Lima voltou a cutucar o rival com o suporte do Twitter, uma das redes sociais em que o jogador é ativo.

Se, após a desclassificação na Libertadores, Lucas Lima desejou uma boa sexta com “muito, mas muito mais alegria” aos seus seguidores, após a vitória na semifinal deste domingo, publicou mais um comando em seu canal: “Bate no peito e diz: oitava final seguida! #maximorespeito #peixao #santossempresantos”, escreveu.

A frase do meio-campista pode ser interpretada em tom provocativo já que o “bate no peito” foi uma marca registrada por Zé Roberto logo no início de 2015, ainda sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Na ocasião, antes da estreia no Paulistão, Zé Roberto pregou um discurso motivacional aos companheiros, ainda no vestiário, e pediu que batessem no peito, uns dos outros, declarando que o “Palmeiras é grande”.

Antes de ir ao Twitter para brincar com os seguidores, Lucas Lima relevou as provocações, garantindo que é coisa do jogo, e que preferia gastar o tempo com sua torcida e seus colegas.

“Vou só comemorar junto com a minha torcida, mas sempre respeitando a equipe e grandeza do Palmeiras. Isso é mais pela imprensa e parte da torcida. Mas como falei, vou comemorar com a minha torcida e deixar a deles de lado”, disse ainda dentro de campo.

Vanderlei brinca com Prass: “Não sei onde foi parar a bola até agora”

Gabriel marcou dois gols para o Peixe e Rafael Marques repetiu a dose pelo Palmeiras no clássico emocionante desse domingo, pela semifinal do Paulista. Mas, quem ficou com o rótulo de herói foi Vanderlei. O goleiro santista defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e garantiu o Santos em mais uma final de Campeonato Paulista.

“Feliz de ter ajudado toda a equipe. Fizemos uma partida excepcional. No finalzinho, tivemos desatenção, que ocasionou os dois gols. Deu a possibilidade de classificação para eles, mas, mantivemos a calma nas penalidades e saímos com a classificação”, comentou o camisa 1, que abdicou de estudar os cobradores palmeirenses por opção pessoal.

“A questão de pênalti é complicada. É de cada um. O Prass gosta de ver os adversários. Eu, nesse jogo, preferi não ver, porque você é influenciado. Sabemos que todas as equipes fazem isso. Você tem a possibilidade de saber onde o batedor bate. Goleiro não está acostumado a bater. Ele bateu na Copa do Brasil e fez o gol. Fiquei no meio para dificultar. Ele precisou tirar muito e foi para fora”, lembrou.

Aliás, quando questionado sobre o momento em que teve de ficar novamente frente a frente com um companheiro de posição em uma penalidade, Vanderlei, sempre muito sereno, brincou.

“Foi tranquilo. Ele chutou forte. Tem gente que não sabe onde foi parar a bola até agora. Foi felicidade muito grande”, disse, arrancando risos dos jornalistas que acompanhavam a entrevista no CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira.

Mas, falando sério, Vanderlei explicou um pouco da sua estratégia na hora dos pênaltis e não eximiu a responsabilidade de se destacar, mesmo com a pressão nos jogadores de linha sempre acabarem tomando toda a atenção.

“Não escolher. Esperar o quanto puder e não sair antes para o adversário não rolar para o outro lado. Esperei e é ter explosão. Acertei todos os cantos. Eles falam muito que goleiro não tem responsabilidade, mas tem. Se não defender, dificilmente a equipe ganhar. Eu trabalhei muito”, contou.

Agora, o Peixe faz dois duelos contra o Osasco Audax para definir quem fica com a taça. Domingo a partida é na Grande São Paulo e no fim de semana seguinte a Vila Belmiro recebe a finalíssima. Para Vanderlei, a chegada do time de Fernando Diniz não chega a ser uma novidade.

“Não estou surpreso, porque o Audax jogou bem contra todos os grandes. Ganhou de São Paulo, Corinthians, Palmeiras. Com a gente, fez um grande jogo. Equipe qualificada, difícil de ser marcada. Vai ser uma grande decisão, mas sabemos do nosso potencial”, finalizou.